segunda-feira, abril 25, 2011

Rock Progressivo para principiantes (final)

Os dez grandes discos do progressivo? Impossível chegar num consenso. Mas aí vão algumas sugestões interessantes para começar a entrar no clima

Pink Floyd – Ummagumma (69)


The Piper At The Gates Of Dawn continha a criatividade de Syd Barrett, The Dark Side Of The Moon vendeu mais, mas Ummagumma trouxe o Pink Floyd mais influente, em fase de transição.

Soft Machine – Third (70)


Experiência radical no sentido do free-jazz, em álbum duplo do grupo-mestre do chamado Canterbury sound, nome comum do Soft Machine e das bandas que derivaram de suas formações.

Yes – The Yes Album (70)


Este foi o último disco do Yes antes da entrada de Rick Wakeman e foi o que mostrou os melhores resultados das colagens musicais que o grupo cultivava antes de descambar para a megalomania.

Can – Tago Mago (71)


O grupo alemão foi buscar inspiração na música erudita contemporânea, como a obra de Karlheinz Stockhausen, mas adicionou doses de anarquia e psicodelismo sobre seu ritmo minimal.

Van Der Graaf Generator – Pawn Hearts (71)


Peter Hammill pôs em música aquela típica confusão de misticismo e ciência que a revista francesa Planéte cultivava na época. Aqui, suas melhores letras encontraram a trilha apropriada.

King Crimson – Larks Tongues In Aspic (72)


O guitarrista Robert Fripp remontou sua banda (surgida em 69) e revisou sua música puxando para o free-jazz, explorando a percussão e contrastes violentos, do quase-silêncio ao heavy metal.

Emerson Lake And Palmer – Brain Salad Surgery (73)


O dino-trio na melhor forma, antes do ego inflar às dimensões incontroláveis dos álbuns seguintes. Atrás de muita pompa e circunstância, a faixa do balaco era a “segunda impressão” de “Karn Evil 9”.

Brian Eno – Before And After Science (77)


Eno e convidados como Robert Fripp, Freei Frith e Phil Collins em sua última coleção de canções até “Wrong, Way Up”, de 90. A música apontava para os caminhos do trabalho delineado por Eno como produtor ao longo dos anos seguintes.

Frank Zappa – Zappa In New York (78)


Se o estilo único de Frank Zappa coube de alguma forma no rótulo progressivo, este álbum duplo ao vivo trouxe suas melhores incursões no gênero, como “Black Lagoon” e a valsa-country “Sofá”.

Henry Cow – Western Culture (79)


O “rock de esquerda” do HC em sua versão mais rigorosa, instrumental, sem improvisos. Música complicada, clima pesado, destacando a bateria “invertebrada” do americano Chris Cutler.

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