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domingo, outubro 21, 2012

Cachaça ainda mata um louco desses...



Na sexta-feira, 19, a pretexto de inaugurarmos o fantástico painel Guernica, feito pelo Marius Bell, reuni uma meia-dúzia de amigos aqui no mocó para encher a caveira de birita, escutar boas músicas e jogar conversa fora.

A turma era de cachaceiros de carteirinha: Gil da Liberdade, Sérgio Bastos, Vicente Filizzola, Chico Rogildo, Gigio Bandeira, Áureo Petita, Deive da Força Sindical, eu e o Careca Selvagem.

No cardápio, seis tipos de queijos (saint paulin, gruyère, ementhal, provolone, gouda e tilsit), salame italiano e camarão frito.





Se alguém quisesse alguma coisa mais substancial poderia traçar uma suculenta picanha na pedra, acompanhada de maionese, arroz e farofa, que agora está sendo vendida pelo meu vizinho do lado esquerdo.

O meu vizinho do lado direito também está no ramo da alimentação informal, mas seu negócio é churrasquinho de carne, de frango e de calabresa e os indefectíveis croquetes de camarão, pastéis de palmito, rissoles de bacalhau e minis pizzas de vários sabores.

Outro vizinho, um pouco mais afastado daquele que vende churrasquinho, coloca diariamente uma banca de tacacá com todos os petiscos de uma festa junina: bolo de macaxeira, bolo de trigo, pudim de leite, banana frita, pé de moleque, tapioca doce, pamonha, mungunzá, curau, aluá, refresco de mangarataia, etc.

Quer dizer, de fome meus convidados não morreriam.

Quando chegou de Brasília, esta semana, o Carlos Lacerda me presenteou com dois sifões de soda gaseificada La Priori e resolvi colocar um deles na roda, já que ninguém mais está querendo encarar os energéticos à base de cafeína.


Eu havia comprado duas garrafas de Red e o Careca Selvagem havia providenciado uma grade de cerveja Skol e refrigerantes para os cervejeiros e abstêmios, mas o Gil da Liberdade inventou de comprar uma terceira garrafa de Red e a esbórnia ficou sem controle.

É impossível uma dezena de coroas detonarem três garrafas de uísque e uma grade de cerveja sem ficarem enlouquecidos.


Começamos a beber pontualmente às 19h e fui dormir por volta da meia-noite, completamente chaparral.

Aliás, não lembro sequer que tipo de música a gente estava ouvindo (Rock setentista? Black music? Reginaldo Rossi?).

Pelo visto, o edifício está desmoronando numa velocidade bem superior àquela que eu previa com certo pessimismo.

E ainda tem gente que acredita nessa baboseira de “melhor idade”.


“Melhor idade é o caralho!”, costuma esbravejar o septuagenário Selmo Caxuxa, às voltas com dezenas de comprimidos que precisa ingerir diariamente para controlar a pressão, a diabetes e o colesterol.

Ainda não estou nessa fase, mas seguramente estarei lá em menos de quatro anos (estou sendo otimista, claro! Como diz o poeta Ferreira Gullar, “eu não quero ter razão, eu quero ser feliz!”).

O certo é que minha gueixa foi embora pra casa mais cedo e se poupou do constrangimento de ver seu amado completamente chapado.


Ela nunca ter me visto num porre de juntar crianças deve ser um dos fatores que mantém nosso relacionamento cada vez mais estável.

Se bem que o principal fator mesmo é não morarmos junto e só nos vermos quando estamos com saudade um do outro porque a convivência diária detona qualquer paixão

Abaixo, alguns registros do fuzuê feitos quando ainda estávamos ligeiramente sóbrios.

Ô, raça!



















2 comentários:

Aldemir Bispo de Lima disse...

Salve, Simão.

Pronto, virei frequentador quase que assíduo do seu blog. Sou ligadaço nesta tua maneira de compor o texto.

Manda ver, porque já li as mais recentes postagens, além de revirar o arquivo. Até breve e siga o Rock.

Anônimo disse...

Show de bola, Simão! Sempre acompanho suas "reuniões aqui pelo blog.
Bacana os painéis pintados pelo teu amigo. Quero comprar um.
\
Abraço,

Marcelo Guerra

marceloguerra1@hotmail.com