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segunda-feira, fevereiro 11, 2013

Equus do carnaval baré!



Na noite do último sábado, eu estava acompanhando a transmissão do desfile das escolas de samba pela TV Tiradentes e comentando no Facebook, quando a internet simplesmente foi embora.

A vagabunda voltou hoje de manhã, como se nada tivesse acontecido.

Manaus, decididamente, está ficando um horror.

De qualquer forma, a primeira transmissão ao vivo da Rede Tiradentes de Televisão não foi nenhuma coca cola, mas também não comprometeu a beleza do desfile.

Houve algumas falhas absolutamente corriqueiras, que poderiam ter sido evitadas se tivesse rolado antes uma reunião de trabalho com todos os envolvidos.

Por exemplo, ninguém pode se levantar do lado do apresentador Marco Santos e passar diante da câmera (e repetiram essa esculhambação umas dez vezes).

Isso é um desrespeito ao telespectador.

Quer ir ao banheiro? Espere para fazer isso quando estiverem passando os comerciais.

O apresentador Marcos Santos também não pode ficar fazendo seus comentários olhando para a tela do seu laptop porque ele não está fazendo um programa de rádio.

Transmissão de carnaval ao vivo é um pouquinho diferente do jornal diário da rádio CBN, que ele e Ronaldo Tiradentes realizam com muita competência.

Os dois comentaristas, o cantor Chico da Silva e o diretor teatral Chico Cardoso, deram conta do recado, apesar de eu só entender 50% do que dizia o Chico da Silva (ou seu microfone estava cortando as palavras ou ele havia tomado diazepan e estava meio sonolento).


Se não acontecer nenhuma zebra, o GRES Presidente Vargas deve cair para o grupo A e o GRES Andanças de Ciganos deve subir para o grupo especial.

O desfile da escola de samba da Matinha foi simplesmente horrível a começar pelo tosco samba-enredo.
O centenário do meu Galo Carijó merecia uma homenagem menos fuleira.

Em compensação, o GRES Vitória Régia deu um show de animação na sua homenagem pelo centenário de nosso arqui-inimigo, o Leão Azul.

Só estranhei a bateria estar fantasiada com a mesma roupa da Ala dos Boleiros (o tradicional uniforme azul do Nacional).

O fato é que, sob o comando preciso do Mestre Didi Redman e do vozeirão de Auzier do Samba, os batuqueiros colocaram para quebrar mostrando que o samba-enredo era da melhor qualidade.


A madrinha da bateria, Rayana Nayra, também foi um espetáculo à parte, apesar de eu ser suspeito para falar com isenção.

Mas desde aquele entrevero na quadra do GRES Reino Unido, que as portas estão se abrindo para a garota: além de madrinha da bateria verde-e-rosa, ela foi escolhida para madrinha da Banda do Boulevard, musa do time de futebol do Nacional e foi aprovado no vestibular da Fametro na semana passada.

Está com tudo e não está prosa.


Como torço principalmente por ela, espero que a escola da Praça 14 conquiste o título – o que não seria nenhuma surpresa.

O GRES Grande Família fez um desfile burocrático, apesar de ser, disparada, a escola com o maior número de mulheres bonitas.

O enredo “Meta a Boca”, em homenagem ao colunista Waisser Botelho, me soou apelativo.

Se era pra sacanear alguém por que não meteram logo um “Chupa que é de uva?”

O GRES Balaku Blaku também fez um desfile burocrático, com o agravante de não ter tantas mulheres bonitas nas suas fileiras.

A escola da Lima Bacury vai brigar com a Presidente Vargas para não ser rebaixada.


O GRES Reino Unido fez um desfile apoteótico, mas pode ser penalizado no quesito evolução e harmonia em virtude de um dos carros ter apresentado um pequeno problema.

O tricampeonato da escola do Morro da Liberdade ficou um pouquinho mais difícil em virtude da quase correria das últimas alas, mas não ficou impossível, se levarmos em conta o conjunto da apresentação da escola, que foi realmente deslumbrante.

O GRES Mocidade Independente de Aparecida foi outra escola que me deixou arrepiado pela beleza plástica e sensualidade de suas mulheres.

O carnavalesco Saulo Borges deu um banho de criatividade, com fantasias e alegorias de extremo bom gosto e, o mais importante, confeccionadas com leveza suficiente para não deixar os brincantes engessados.

É a mais forte candidata ao título.


O GRES Sem Compromisso me surpreendeu com um desfile cadenciado e seguro, além de mostrar a madrinha de bateria mais charmosa desse carnaval, a doce Bárbara.

Se o último carro alegórico, que homenageava o barco Samaúma, não tivesse demorado tanto para entrar na avenida, ela estaria disputando o título.

O legal mesmo foi ver a passista Margô segurar a galera das arquibancadas dançando solitariamente por quase dez minutos diante do carro enguiçado até o mesmo ser levado no muque pelos brincantes para completar o desfile.

Última escola a desfilar na avenida, o GRES Unidos da Alvorada também fez um desfile surpreendente e mostrou que, a cada ano, seu carnaval vem evoluindo de maneira segura e consistente.

Ainda não dá pra brigar pelo título, mas a escola está cada vez mais distante de um dia voltar para o grupo de acesso.

O carnavalesco parintinense Emerson Maia fez um trabalho primoroso e também está de parabéns!

Na tarde desta segunda-feira, a Super Liga vai anunciar o resultado das vencedoras dos quatro grupos.

Haja emoção!

Um comentário:

Anônimo disse...

O jornalismo feito aqui em manaus é quase sempre ruim, tirando algumas raríssimas excessões o negócio é meio tôsco. Erros de edição são corriqueiros e até normais, sem contar os problemas técnicos. O que me faz rir alto é a pose de determinados "jornalistas", tão sérios e profissionais, como essa aqui : http://www.youtube.com/watch?v=FrNqHFUzkNw. Esse pessoal tem muito o que aprender ainda.