terça-feira, julho 23, 2013

Vargas Llosa mapeia a terra devastada da cultura


Luiz Zanin

Em A Civilização do Espetáculo – uma Radiografia do nosso tempo e da nossa Cultura, Mario Vargas Llosa expressa preocupação justificada.

Quando um tubarão conservado em formol (conforme a obra de Damian Hirst) nos é apresentado como obra de arte, algo anda mal na chamada “cultura”.

Os exemplos proliferam, e não apenas nas artes plásticas. Ficou difícil, senão impossível, distinguir a vanguarda da impostura, diz Llosa. E como desmenti-lo?

Essas reflexões fornecem o eixo principal de A Civilização do Espetáculo.

O livro trata não apenas da degeneração das formas artísticas, mas de algo ainda mais geral – o advento de uma sociedade voltada para o entretenimento puro e simples.

Essa aspiração ao leve, ao superficial, ao divertido, contaminaria não apenas as artes plásticas, mas o cinema, a literatura, e outros domínios da expressão humana, como o próprio jornalismo, com a ânsia atual de transformar a notícia num produto “vendável”, isto é, divertido.

Tal seria a imposição do mercado.

Em seis capítulos e mais uma Reflexão Final, Llosa ataca esse modo de ser contemporâneo em várias frentes.

A palavra “decadência” aparece citada de maneira explícita ou implícita.

Dá o tom e calor ao texto, magnificamente claro e bem escrito.

Não por acaso, o primeiro autor lembrado é T. S. Eliot, em especial seu ensaio, publicado em 1948, Notas para uma Definição de Cultura.

Nele, Eliot afirma: “Não vejo razão alguma pela qual a decadência da cultura não possa continuar e não possamos prever um tempo, de alguma duração, que possa ser considerado desprovido de cultura”.

Llosa se adianta ao próprio raciocínio e afirma, sem pestanejar, que “esse tempo é o nosso”.

Autor de Waste Land, Eliot acreditava que a cultura seria patrimônio de uma elite – “É condição essencial para a preservação da qualidade da cultura de minoria que ela continue sendo uma cultura minoritária”, escreve.

Essa ideia de “elite” impregna o texto do próprio Llosa.

Como se a cultura, ao transbordar os limites dos bem pensantes, tivesse se aviltado, simplificado, decaído.

A ideia altruísta de que a cultura não podia continuar privilégio de poucos, degenerou, segundo ele, na massificação da ideia de cultura e, portanto, na sua neutralização.

A tese, muitas vezes repetida ao longo do ensaio, é de que a cultura de verdade, a alta cultura, teria por fim levar o público a uma imersão mais completa, e complexa, na própria experiência da vida, com seus desafios, incertezas, ambiguidades.

A “cultura” de entretenimento, pelo contrário, busca apaziguar, fornecer um efêmero momento de evasão, ser um bálsamo provisório para as agruras da existência.

Para tanto, a “obra” atual deve ser convencional no conteúdo e redundante na forma.

Daí a proliferação de toda a cultura do entretenimento, dos livros aos filmes, passando pela música e pelo jornalismo que, no entender de Llosa, constituem o ópio do povo contemporâneo – para empregar a expressão de Marx em relação à religião.

Palavras que parecem justas para quem, como ele, se preocupa com a degradação da cultura contemporânea.


Não basta constatar essa decadência, é preciso fazer um diagnóstico do fenômeno.

O que a causou? Quais os responsáveis?

Llosa elenca uma série de desafetos, entre os quais Mikhail Bakthin, passando por Jacques Lacan, Michel Foucault, Jacques Derrida, Jean Baudrillard, pensadores diferentes, mas que podem ter, em comum, talvez, a tentativa de alargar o conceito e abrangência do termo cultura.

Bakthin, por exemplo, comete o pecado original, na visão de Llosa, de escrever um livro como Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais, no qual dá destaque à cultura popular, menos refinada, porém mais livre e criativa que a pretensiosa e artificial cultura oficial.

Bakthin, diga-se, é um dos autores mais influentes na crítica literária contemporânea.

A Baudrillard reprova a transformação do mundo em simulacro, sobre o qual não teríamos interferência real.

E a Foucault, que censurava por acreditar que seria mais factível encontrar a emancipação moral e política apedrejando policiais, frequentando as saunas gays de San Francisco ou os clubes sadomasoquistas de Paris do que nas salas de aula ou nas urnas eleitorais, ainda responsabilizava por colocar entre parênteses a noção de “verdade”.

De modo geral, a culpa é partilhada entre todos os integrantes do elenco rotulado de pós-modernismo, responsabilizado pela abolição de cânones, diferenças e hierarquias.

Não por acaso, Llosa faz questão de distinguir-se do pensador francês Guy Debord que, nos anos 1960, escreveu uma obra de título bem parecido ao seu – A Sociedade do Espetáculo.

A descrição do fenômeno da banalização cultural é parecida – Debord falava da “futilização” que domina a sociedade moderna –, mas o diagnóstico é muito diferente.

Llosa é um liberal democrata para quem o capitalismo é uma realidade inescapável e sem alternativa, ao passo que Debord achava que a crítica à sociedade do espetáculo apenas valeria como parte da crítica prática (isto é, revolucionária) do sistema que a torna possível.

Embora prudentemente crítico aos desvios do capitalismo, Llosa acredita na essência do sistema.

Parece saber que a banalização cultural é parte do processo contemporâneo de expansão do capital através das mídias digitais, em suas diversas plataformas.

Como não pode atacar o sistema, em sua base, escreve em tom pessimista e define-se como “um dinossauro em tempos difíceis”.

O Brasil é de cima a baixo um enorme canteiro de gambiarras, guaribas e puxadinhos


Edival Lourenço

É comum em nosso País construir-se uma casa sem planta, sem projeto, sem alvará, sem o recolhimento dos encargos sociais e, por fim, sem as devidas averbações cartorárias.

Quando vai vendê-la, principalmente se há financiamento habitacional na transação, é quando o proprietário “descobre” que, para realizar a venda será preciso providenciar uma série de documentos.

Aí começa um procedimento tortuoso e intempestivo, pois se tratam de documentos que, em tese, deveriam preceder o início da obra.

Como não dá para jogar “na chon” como diria D. Armênia (personagem da novela “A Rainha da Sucata”), o proprietário providencia um despachante, que é mais especialista em engraxar os pequenos burocratas do que mesmo para providenciar documentos.

E em poucos dias a documentação estará toda em ordem.

Alvará de construção, projeto averbado, recolhimento da previdência social, habite-se, averbação no cartório de registro de imóveis e tudo o mais.

Dizem que os pequenos construtores ainda hoje preferem esse caminho.

É mais rápido e até mais econômico do que seguir o trâmite legal, na ordem correta do processo.

Acho que aqui não precisa de mais nenhuma explicação.

O leitor pode facilmente deduzir as razões desse descalabro.

Tomo esse exemplo como símbolo de nosso país.

Não vai aqui nenhuma conotação antinacionalista.

Acho que nosso País tem várias ilhas de excelência, mas quase sempre como exceção à regra, como as pesquisas agrícolas e algumas especialidades médicas.

Sem contar que temos alguns segmentos culturais de alto requinte, como música, literatura, teatro, dança, manifestações populares.

É uma pena que o gosto dominante venha preferindo as manifestações que remetam ao brega, ao chulo e ao baixo calão.

No mais, nós somos o País do desleixo.

Em todos os sentidos.

A propaganda oficial quer nos convencer que de estamos melhorando dia após dia.

E é verdade.

Se olharmos somente para nós, sem comparação com outras nações soberanas, a gente até que melhorou bastante.

As novas gerações não fazem ideia do que era esse Brasilzão profundo de 50, 60 anos atrás.

Era um atraso quase neolítico.

Mas quando fazemos um olhar comparativo, as propagandas soam mentirosas.

Países que têm história econômica comparável com a nossa estão anos-luz à nossa frente.

Imagine nos comparar com Austrália ou Coreia. A do Sul.

Porque a do norte, como é comum às ditaduras ineficientes, fechou os meios de comunicação e as fronteiras.

E a mentira oficial apregoa que se trata do país mais avançado do mundo.

Só que quando um nacional consegue escapar para a Coreia do Sul, para a China ou Japão, o sujeito entra em estado de choque.

Como pôde ser tão desgraçadamente iludido por tanto tempo?

Mas voltando ao nosso exemplo, o Brasil é de cima a baixo um enorme canteiro de gambiarras, guaribas e puxadinhos.

O Governo ainda se dá ao descaso de começar uma obra de rodovia ou hidrelétrica, por exemplo, sem projetos, com a estimativa de custo sendo alterado ao sabor das conveniências ao longo do tempo. 

De interromper a construção de uma obra por falta de licença ambiental, que é dada pelo próprio governo.

De erguer pontes onde não vão passar estradas, de construir ferrovias com bitolas incompatíveis. 

Aqui parece que é tudo desorganizado.

Menos o crime, é claro!

Permeiam nossas cidades grandes emaranhados de fios expostos.

E não estou falando das favelas.

Se o governo brasileiro fosse Deus e Ele fosse fazer o homem, certamente o faria com as tripas por fora da barriga e o crânio por dentro do cérebro.

Nossas cidades se parecem com vasos mal-recuperados. 

É comum asfaltar-se uma rua e em seguida vir outra área do governo abrindo valas para assentar a tubulação de água.

Depois de remendado vem outra quebrando novamente para instalar o sistema de esgoto, depois de gás, e assim vai.

As calçadas das ruas são todas em desníveis e cacarecadas.

Lixões são os cartões de visita na porta das médias e pequenas cidades.

Nossos sistemas de transportes públicos são caóticos. 

A sinalização das cidades não é nada urbana: ruas com um nome na placa e outro no mapa, avenidas que mudam de nome sem quê nem pra quê, números fora de ordem, falhados ou repetidos.

E pelas placas de indicação, um forasteiro dificilmente consegue se orientar pelas ruas e estradas do país.

Nossa indústria de utilitários corriqueiros é uma vergonha.

As garrafas térmicas escapam o calor, as jarras de suco jorram pra trás, os parafusos espanam facilmente, o encanamento dá infiltração e a ducha higiênica é feita para vazar.

Não teria condições de concorrer internacionalmente.

E assim vai indo.

Toda a nossa infra-estatura deixa a desejar, com aeroportos, portos e estradas em petição de miséria.

Nosso ensino é fraco, a saúde é triste, a segurança é falha e a justiça tardonha, quando não, canhestra.

Nosso sistema legal, se fosse uma rede elétrica, seria um enrosco de favela. 

Só para se ter uma ideia, a constituição americana, que é de 1787, recebeu 27 emendas nesses 226 anos.

A nossa Constituição, a dita Cidadã, que é de 1988, em 25 anos recebeu 72 emendas, se não errei na contagem.

Isso nos coloca entre os últimos países em desenvolvimento, no quesito segurança jurídica.

Em termos de paisagem, a gente leva um susto, quando chega à China, por exemplo.

Com a beleza e a funcionalidade dos aeroportos, com o asseio das ruas, com a eficiência dos meios de transporte, com a sensação de segurança.

Mas também pudera!

Em mais de três décadas eles vêm tendo um crescimento econômico de dois dígitos e nós temos tido um crescimento pífio e há até uma década perdida aí pelo caminho.

Democracia é mais lento mesmo, dizem.

E, o mais interessantes, é que a gente aceita pagar, devido aos nossos sistemas corrompidos, até quatro ou cinco vezes mais caro por um km de asfalto ou de linha de VLT.

Assim realmente a coisa não rende.

Mas a gente consegue entender porque estamos na situação em que estamos.

Por coincidência, a nossa revolta popular acontece exatamente no momento que há a maior leva de brasileiros visitando o exterior e vendo como é que a vida está transcorrendo por lá.

Finalmente estamos vendo que, na calada da noite ou à luz do dia, estão surrupiando os nossos cabedais.

Finalmente estamos percebendo o enorme buraco que existe entre o que poderia ser e o que é a nossa vida de fato.         

Revista Prego, o underground em quadrinhos (e vice versa)


Alex Vieira e o último número da revista

Henrique Fernandes Coradini

A Revista Prego é hoje um dos principais expoentes dos quadrinhos underground brasileiros.

Em sua 6ª edição, a revista já contou com a participação de mais de 100 artistas e foi lançada em diversos pontos do Brasil e de fora dele (recentemente a revista foi apresentada ao público português e espanhol).

Seguindo uma temática que remete tanto aos quadrinhos pirados da Zap Comix – publicação dos anos 60 capitaneada por Robert Crumb que é considerada hoje a pedra fundadora dos quadrinhos underground – quanto aos pôsteres para bandas de hardcore do californiano Raymond Pettibon – responsável pelas célebres capas dos discos “My War” e “Slip it In” (entre outras) do Black Flag, a Prego reúne o que há de mais ousado e criativo nos quadrinhos da língua portuguesa.

Em uma conexão Porto Alegre/Vila Velha (ES), falamos com o editor da revista, Alex Vieira.

Como é fazer quadrinhos underground no Brasil? Que condições são encontradas por quem se propõe a publicar materiais do gênero?

Alex Vieira: As condições são as mais precárias possíveis. Na verdade, não é preciso um grande aparato para se produzir quadrinhos, mas assim que ele está pronto a maior dificuldade é na parte da distribuição. Para que uma publicação não encalhe é preciso muito empenho.

Com quantos artistas conta a prego atualmente? Como funciona a seleção e como as decisões são tomadas dentro da revista?

A.V.: Já participaram cerca de 100 artistas desde a número um. Nós fazemos uma convocatória pela internet e assim convidamos novos artistas para participar. Também fazemos convites diretos para alguns artistas. Não temos uma equipe que trabalha full time na Prego (somente eu e mais um assistente aqui na loja/estúdio), mas quando vamos fechar uma edição, várias pessoas fazem parte do processo.


“Tô numa vibe foda” - quadrinhos do gaúcho Diego Gerlach.

A revista está recém na 6ª edição e já evoluiu muito em sua estrutura. Está sendo publicada com mais páginas e com uma qualidade maior nos materiais. Como ocorrem essas melhorias (que envolvem custos maiores) e de que forma o público reage a elas?

A.V.: A cada Prego eu procuro melhorar algo em relação a edição anterior. A partir da Prego número 5 resolvi mudar o papel do miolo e da capa pra dar uma nova forma à publicação, visto que se iniciava uma série de publicações temáticas. Acredito que deu certo, pois foi muito elogiada, assim como a última edição. No geral, a resposta do público tem sido boa.

A última edição da revista Prego foi lançada em diversos estados do sudeste brasileiro e no sul. De que forma vocês conseguiram atingir um público tão grande sendo que normalmente publicações do tipo acabam limitadas ao espaço regional?

A.V.: Um lance que procuro deixar claro na Prego é que ela é uma publicação meio nômade. Eu vivo no Espírito Santo, mas acredito que as pessoas que participam da revista no sul por exemplo, fazem parte da publicação tanto quanto eu, então eles podem fazer lançamentos e distribuirem a Prego por aí. Todos os colaboradores tem direito a pegar a revista a preço de custo para revendê-la em sua cidade. Além disso, procuro participar sempre de eventos relacionados à cultura independente, publicação e artes visuais, aumentando a nossa rede de contatos pelo mundo.


A 6º edição da revista: "edição drogada".

E como surgiu a oportunidade de lançar a Prego em Portugal? De que maneira a revista foi recebida pelo público europeu?

A.V.: Já fazia algum tempo que eu estava em contato com a Associação Chili Com Carne, de Portugal. Eles organizavam a Feira Laica, que acontecia duas vezes por ano com e me convidaram para participar da Laica de Natal que aconteceu no Espaço Maus-Hábitos na cidade do Porto. Escrevi um projeto para a Secretaria de Cultura do Espírito Santo e consegui o financiamento das passagens. Assim distribuí a revista por lá e conheci vários colaboradores, editoras e selos que trocam material com a Prego até hoje. Esse ano pude voltar a Lisboa e fizemos um lançamento da Prego #6 juntamente com o fanzine Mesinha de Cabeceira, de Portugal. Rolou um bate-papo e foi bem legal. Também participei do Gutter Fest em Barcelona, que foi um evento que aconteceu pela primeira vez e reuniu autores independentes de diversas partes da Europa. A recepção foi ótima, tinha gente de lá que já tinha acessado a revista e agora teve chance de adquirir diretamente. Nessa última edição coloquei legendas em inglês para facilitar esse intercâmbio.

Os quadrinhos da Prego seguem uma estética particular. A psicodelia, que se encontrava em um ponto de desgaste, parece ter encontrado renovação na estética punk. É correto afirmar que a prego faz quadrinhos punk/psicodélicos?

A.V.: Nas últimas edições fui deixando de lado o slogan inicial da revista, mas obviamente nossa veia punk e psicodelica continua ativa. Não vou dizer que é correto afirmar que fazemos quadrinhos punks psicodélicos para não nos prender somente a isso, mas também não vou negar que os fazemos.

Indique outras publicações independentes (ou não) interessantes para se conhecer os quadrinhos underground. Podem ser tanto brasileiras quanto gringas.

A.V.: Entre no nosso site que você vai encontrar várias publicações independentes nacionais e importadas além da Prego! www.revistaprego.com

Obrigado pelo espaço!

A fina-flor do trash para iniciantes


Leandro Peixoto de Godoy

Estes filmes são aterradores e podem trazer sentimentos angustiantes de horror total para os de estômago mais fraco, e para àqueles que gostam de filmes que expõem as misérias, fraquezas e crueldade humana sem nenhum pudor não podem deixar de assisti-los. Lembrando que a lista está disposta de forma aleatória e não hierárquica:


Campo 731: Bactérias, A Maldade Humana (Tun Fei Mou, 1988)

Sinopse: Depois do Holocausto na Europa, outra grande revelação da maldade humana é revelada nesta corajosa história veridica. Você vai ver as atrocidades sem limites contra seres humanos. A verdade. O depoimento de um sobrevivente do terrivel campo de prisioneiros chineses durante a ocupação japonesa na China. um segredo guardado durante anos. Bactérias de diversas doenças letais são injetadas nos seres humanos. Crianças e fetos são usados como cobaias das mais atrozes experiências. Milhares de Chineses sucumbiram no campo da morte da forma mais hedionda. Os que sobraram e testemunharam o horror do campo jamais poderão ser os mesmos.


Nekromantik (Jörg Buttgereit, 1987)

Sinopse: Robert Schmadtke é um faxineiro de areas criminais, que depois de um incidente macabro traz para casa um cadáver para ele e a esposa praticarem necrofilia. Mas, ele começa a perceber que sua esposa prefere o cadáver a ele.


O Antropófago (Joe D'Amato, 1980)

Sinopse: O que parecia ser uma divertida viagem de férias se transforma num terrível pesadelo quando os jovens turistas se tornam vítimas de um misterioso habitante de ilha grega. Eles brevemente descobrirão que os habitantes locais foram violentamente assassinados por um insano canibal e que estão no cardápio do assassino...


Visitor Q (Takashi Miike, 2001)

Sinopse: Visitor Q retrata, de forma bizarra, a crise da família burguesa no Japão. Kiyoshi Yamazaki, interpretado por Kenichi Endo, é um pai, de profissão jornalista, que busca realizar uma reportagem sobre violência e sexo no Japão. Ele começa tendo sexo com sua filha que é prostituta e filma seu filho sendo humilhado e agredido por colegas de escola. Por sua vez, em casa, seu filho agride a mãe, que é viciada em heroína e que se prostitui. A chegada de um estranho visitante, o “Visitor Q”, que acompanha os comportamentos bizarros, provoca mudanças no seio da família Yamazaki.


Medo (Gerald Kargl, 1983)

Sinopse: Psicopata recém saído da prisão começa a apresentar os mesmos impulsos assassinos que o levaram a cela. Sem meios para conter seus impulsos ele planeja novas mortes e vai parar em uma mansão onde aterroriza uma idosa, seu filho com problemas mentais numa cadeira de rodas e uma jovem, enquanto relembra sua infância problemática com a mãe, irmã e o padrasto.


Aconteceu Perto da Sua Casa (André Bonzel, Benoît Poelvoorde, Remy Belvaux, 1992)

Sinopse: O protagonista, Ben (Poelvoorde), ganha a vida matando, diariamente. Mata a torto e a direito todo tipo de deserdados da sorte, jamais um milionário. Para Bem, “se você mata uma baleia, será perseguido pelos ecólogos, pelo Greepeace, pelo comandante Custeau... mas se você fatura um cardume de sardinhas, garanto, eles te ajudam a carregá-las.” Para demonstrar o que diz, Bem aceita ser acompanhado por uma equipe de reportagem.


Begotten (E. Elias Merhige, 1990)

Sinopse: Deus está abandonado sozinho, e se mata estripando-se com uma navalha. A Mãe-Natureza emerge de sua morte, e com o sêmem do moribundo Deus fertiliza-se, dando origem à Humanidade, uma criança doente e fraca, que em toda sua existência é surrada e torturada por zumbis sem face.


Cannibal Holocaust (Ruggero Deodato, 1980)

Sinopse: Professor da Universidade de Nova York sai expedição à Amazônia em busca de quatro jovens documentaristas que desapareceram durante uma filmagem. Lá chegando, ele descobre que os cineastas foram mortos por canibais, mas consegue recuperar os rolos de filme gravados por eles. De volta aos Estados Unidos, estas filmagens revelam os horrores que os documentaristas passaram nas mãos de canibais.


Saló - Os 120 dias de Sodoma (Pier Paolo Pasolini, 1975)

Sinopse: Baseado livremente em histórias de Marquês de Sade (“Círculo de Manias”, “Círculo da Merda” e “Círculo do Sangue”), passa-se na Itália controlada pelos nazistas, onde quatro libertários fascistas seqüestram 16 jovens e os aprisionam em uma mansão com guardas. A partir daí, eles passam a ser usados como fonte de prazer, masoquismo e morte.


Subconscious Cruelty (Karim Hussain, 1999)

Sinopse: Uma viagem aos abismos da mente humana e a capacidade de crueldade de todo ser mortal. Imagens dilacerantes, chocantes, de evocações, assassinatos de bebês, órgãos devorados, evocações malignas, sacrifícios cristãos, perversão sexual explícita, tudo saído direto da mente de um canadense insano (o diretor Karim Hussain), que fez um dos filmes mais bizarros e polêmicos de todos os tempos. Censurado e banido em muitos países, SUBCONSCIOUS CRUELTY virou um filme cultuado por um pequeno número de cinéfilos. Definitivamente esse filme não é recomendado a gestantes, cristãos e puritanos em geral. Para falar a verdade, não é recomendável a ninguém e talvez seja esse o motivo do filme causar tanto interesse e polêmica. Para os que tiverem coragem de se jogar nesse abismo, a redenção virá após emergirem do transe de imagens absurdamente extremas. O filme é perturbador, vejam se tiverem coragem !!! Mas não se enganem, é um filme para poucos e vocês vão rezar para o filme acabar logo.

domingo, julho 21, 2013

Sanatório Geral será lançado na CMM nesta terça feira, 23


Fran Pacheco

Nesta terça feira, 23, a partir das 9h, no salão de eventos da CMM, o chairman deste mocó estará participando de uma sessão de autógrafos de seu novo livro, “Sanatório Geral”, um calhamaço de 400 páginas, que ele intitula de “causos dos beiradões relatados ao sabor do vento”.

A equipe jurídica do CANDIRU já está a postos para que o escritor não seja preso durante o evento por supostas acusações de injúria, difamação e calúnia.

“É um livro de humor”, diz ele.

Na manhã da última sexta feira, 19, o escritor esteve na residência do ex-governador Amazonino Mendes, no Tarumã, para entregar-lhe um exemplar da obra.

“Ele é um dos principais personagens do livro”, avisou Simão Pessoa. “Nada mais justo do que dar-lhe um dos primeiros exemplares para sentir sua reação. O ex-governador garantiu que vai ler com calma e depois decide se vai me processar ou não”.

O livro teve um pré-lançamento no sábado, no Restaurante Chicória, para a turma de parintinenses que moram em Manaus.

Estiveram batendo ponto no local, entre outros, Stones Machado, Lison Costa, Jeferson Garrafa, Mário Paulain, Wolney, Arizinho, Andréa Medeiros, Beth, Gil da Liberdade, Gato, Marcelinho e Jorge Klein.

O livro será vendido ao preço simbólico de R$ 50 e conta com o apoio cultural da CMM, que vai bancar o coquetel, os banners e a divulgação da obra.

“O vereador Bosco Saraiva, que também é compositor, poeta e foi um dos fundadores do GRES Reino Unido, quer que a CMM tenha uma maior presença nas atividades culturais da cidade e me convidou para fazer o lançamento da obra na Casa. Como o livro conta dezenas de causos envolvendo os vereadores de Manaus, resolvi unir o útil ao agradável”, diz o escritor.


A apresentação do livro é do poeta Zemaria Pinto (“Desapresentação ou tá todo mundo loco?”), que vocês podem ler abaixo:

A ficção sempre andou à frente da história. Testemunha viva do seu tempo, a ficção é um inventário de atos e fatos que a história, sempre escrita depois, esqueceria, se não se valesse do registro ficcional.

Por outro lado, a crônica é um gênero essencialmente marginal: misto de ficção e história, não tem com esta o compromisso da verdade, nem com aquela as sutilezas da linguagem. Mas é preciso que haja verossimilhança – isto é: pode até não ter acontecido assim ou assado, mas, do jeito como é contado, até que poderia ser verdadeiro...

E o que uma outra tem a ver com a coisa? Elementar, meu caro Sancho: o leitor tem nas mãos um livro de crônicas – que registram acontecimentos com personagens reais, muitos ainda vivos (aliás, muito vivos!), passados num tempo recente –, mas que pode ser lido como pura ficção, salientando-se o estilo soberbo do autor, sem nenhum exagero, radicalizando entre a rudeza de um Plínio Marcos e a alegre amargura de um Nelson Rodrigues – que, antes de serem grandes dramaturgos, eram putas cronistas.

Numa palavra: ironia, escárnio, deboche – escolha. Mas não é só isso: Sanatório Geral é um belo livro de história, embora alguns historiadores barés torçam seu nariz de cera a ele e prefiram ignorar os “causos” que humanizariam as personagens que eles insistem em endeusar.

Projetado para ser lançado em seis volumes, Folclore Político foi apenas até o terceiro, paralisado pelo olho gordo e pelos despachos (em todos os sentidos) dos desafetos, “ofendidos” com as historinhas capazes de deixar nu em pelo qualquer candidato a rei. E como tem rei nu nesta imensidão amazônica!

Daí que Simão Pessoa, por dúvida das vias, depois de muitos processos e ameaças de morte, foi procurar inspiração em reis de outras freguesias, o que só aumentou a abrangência deste Sanatório, que deixa de ser meramente paroquial para ser supranacional. 

Mesclando casos clássicos da história política brasileira com inimagináveis, sórdidas, engraçadíssimas e tristes picuinhas regionais, que cairiam no esquecimento se não fosse pela verve de Simão, Sanatório Geral é um autêntico tratado sobre essa arte tão abandalhada da política.

Anarquista, Simão não livra a cara da direita nem da esquerda, muito menos dos muristas (não confundir com muralistas) – onde se classifica a supremacia dos políticos do Amazonas, mais preocupados em inflar suas gordas contas bancárias e massagear seus egos de baiacu que em melhorar minimamente as condições de vida do povo.

E para quem ainda não entendeu o título, esclareça-se: “dormia a nossa pátria-mãe tão distraída / sem perceber que era subtraída / em tenebrosas transações... / palmas pra ala dos barões famintos / o bloco dos napoleões retintos / e os pigmeus do boulevard... / o estandarte do Sanatório Geral vai passar!”

Trata-se de um falso samba-enredo do inexorável e inoxidável Chico Buarque; mas essa metáfora do sanatório me parece que é bem mais antiga: Machado de Assis? Lima Barreto? Oswald de Andrade?

Seja de quem for, agora é do Simão, porque concretiza o intertexto perfeito entre continente e conteúdo: a política brasileira é mesmo isso – um imenso hospício, onde os loucos mais safados se fazem de doidos incuráveis para ser tomados pelos mais doidões como menos loucos, capazes, portanto, de guiá-los no escuro labirinto de sua crônica insanidade. Entendeu? 

Gasoduto Coari-Manaus: um prejuízo bilionário para os contribuintes!


A Petrobras tornou-se este ano a segunda petrolífera mais desvalorizada do mundo, numa lista que inclui as 50 maiores empresas de petróleo e gás integrados.

A estatal brasileira aparece nesse ranking à frente apenas da russa Gazprom, que enfrentou uma série de crises por corrupção nos últimos anos.

O critério de desvalorização, neste caso, significa que o valor de mercado é inferior ao valor patrimonial da empresa.

Ou seja, os investidores estão dispostos a pagar pelas ações da Petrobras um preço menor que o total de ativos da companhia — como reservas de petróleo, dinheiro em caixa, refinarias e plataformas.

Esse “desconto” exigido pelo mercado era de 34%, segundo dados da Bloomberg News.

Para analistas, o número revela a desconfiança com o futuro da empresa, após decepções com o reajuste de preços dos combustíveis, a queda da sua lucratividade e as mudanças na política de dividendos (os lucros pagos aos acionistas).

O descalabro do gasoduto Coari-Manaus explica um pouco essa situação. Leia a matéria, fique indignado e vá pras ruas!

Em julho de 2001, o governo do Amazonas lançou, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), o edital para a contratação de uma empresa para realizar o transporte do gás natural de Urucu, campo situado a cerca de 600 Km de Manaus, por meio de barcaças.

O objetivo do governo era realizar uma mudança na matriz energética das termelétricas e encerrar de vez a permanente crise energética dos municípios amazonenses.

A cerimônia aconteceu na presença do presidente Fernando Henrique Cardoso.

Até então, o gás produzido na Província Petrolífera de Urucu, em Coari, era considerado a solução para a questão energética no Estado.

“A utilização de apenas a metade do gás produzido em Urucu nos dará uma folga de 30 anos, atendendo não só o Amazonas, como também Rondônia e Acre”, destacou o governador Amazonino Mendes.

Amazonino Mendes defendia o transporte do gás em barcaças.

Para ele a maneira tradicional utilizada, o gasoduto, tinha a vantagem de ter custo operacional baixo, porém perdia em outros aspectos como a geração de empregos no interior do estado e os impactos ambientais, com a abertura de 600 quilômetros de estrada para a tubulação.

Além disso, o tempo de construção do gasoduto seria longo, estimado em mais de cinco anos.

O transporte por barcaças poderiam começar a ser feito em menos de dois anos.


No mesmo ano, o senador Jefferson Péres (PDT) propôs que a fixação de alíquota zero da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e das contribuições para os programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) não excluísse o gás natural transportado por barcaças ou qualquer outro meio de transporte, desde que destinado à produção de energia elétrica.

O benefício de alíquota zero estava previsto em projeto de lei que beneficiava o setor de gás natural e carvão mineral destinados à produção de energia elétrica.

Segundo Jefferson Péres, da forma como estava o projeto de lei, de iniciativa do Executivo, o gás a ser utilizado por termelétricas no Amazonas, que poderia ser transportado em barcaças, não poderia ganhar o benefício, já que a proposta somente se referia ao gás natural canalizado.

Para o senador, se o espírito do legislador visava atenuar os efeitos da crise energética e estimular usinas termelétricas, não havia por que excluir do benefício o gás que não era transportado por gasodutos.

Devido às observações feitas por Jefferson Péres, o relator do projeto, senador Bello Parga (PFL-MA), decidiu reexaminar o assunto e incluiu no projeto o benefício também para o transporte de gás natural por barcaças.


Em março de 2002, a Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) desfez a parceria com a empresa norte-americana American Commercial Barge Line (ACBL), que havia vencido a licitação para implantação do sistema de transporte do gás natural.

Durante uma entrevista do governador Amazonino Mendes ao programa Ponto Crítico, da TV A Crítica, ele disse ter sido necessário considerar a licitação “deserta” porque a empresa ACBL não havia cumprido os prazos determinados pelo edital do certame.

“Infelizmente nós temos um problema a superar que foi absolutamente imprevisível. Essa crise que se abateu sobre os Estados Unidos, sobretudo na questão energética, afetou profundamente as empresas norte-americanas”, disse Amazonino.

De acordo com o governador, a ACBL vinha pedindo alargamento de prazo para iniciar a implantação do sistema de transporte do gás.

“Ocorre que isso tem um limite, tem uma tolerância, porque a própria controladora dessa empresa foi vendida. Então um novo grupo assumiu e eles lá nos Estados Unidos estão todos com medo de fazer novos investimentos”, acrescentou o governador.

Amazonino disse que seria necessário começar tudo de novo “mas em patamares que não preocupam, com muito mais informações”.

O governador acrescentou ainda que já teria pessoas trabalhando na Europa, nos Estados Unidos, em Portugal e na Espanha para “encontrar soluções mais rápidas para o problema”.

A previsão era de que a ACBL investiria US$ 350 milhões para começar a operar no transporte do gás de Urucu em dezembro de 2002.


Nesse meio tempo, o deputado estadual Eron Bezerra e a deputada federal Vanessa Grazziotin, o casal vinte do atraso político stalinista em nosso estado, ajuizaram dezenas de ações judiciais contra o governo estadual para “melar” o processo licitatório, o que acabou acontecendo por excessiva leniência do Ministério Público, que acatou as estapafúrdias denúncias do casal.

O transporte por barcaças – que o Alasca utiliza para levar gás natural ao Japão há mais de 50 anos, atravessando o Oceano Pacífico – foi abortado no nascedouro, por escusas manobras políticas que só serviram para enriquecer alguns espertalhões de alto coturno.

Eleitos em 2003, o presidente Lula e o governador Eduardo Braga garantiram em abril do mesmo ano, durante uma visita a Urucu, que o gasoduto Coari-Manaus ficaria pronto antes de 2006.

Tudo indica que era uma pegadinha de 1º de abril.

Lula e Braga foram reeleitos em 2006 e o gasoduto continuou a não sair do papel.

Os candidatos de Lula e Braga, Dilma e Omar, foram eleitos em 2010 e o gasoduto continuou a não sair do papel.

Estamos na metade 2013, e o gasoduto Coari-Manaus parece cada vez mais uma ficção científica – mesmo porque já se aventa resolver o problema energético de Manaus com o linhão de Tucuruí.

E aqui é forçoso reconhecer o grande esforço da Petrobras para viabilizar na selva uma grande reserva que é mais de gás natural do que de petróleo (90 bilhões de metros cúbicos, somente suplantada pela da Bacia de Campos, que é de 200 bilhões).

Em fase de produção desde os anos 90, a Petrobras faz o tratamento do petróleo e do gás na selva, envia petróleo e gás de cozinha por duto para um porto na margem do Rio Solimões e dali usa barcaças para colocar estes produtos em Manaus, reinjetando o metano por falta de uma definição a respeito do pleno uso do gás natural na Amazônia.


Em outubro do ano passado, a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica negou pedido de inclusão dos custos de implantação do gasoduto Coari-Manaus e do sistema de distribuição de gás natural na capital amazonense entre os valores a serem ressarcidos pela Conta de Consumo de Combustíveis.

O pedido apresentado por Petrobras e Companhia de Gás do Amazonas foi negado pela Aneel, por não atender a principal premissa para recebimento do subsídio: a redução dos gastos da CCC com combustíveis fósseis para a produção de energia elétrica.

Segundo a agência, a estimativa em 2005 era de que o gás natural de Urucu reduziria em 70% o custo da energia de termelétricas já instaladas e de 57% do custo de contratação de energia de novas usinas em Manaus.

Naquela época, o custo do transporte era calculado em R$ 4,36/milhão BTU, sendo o preço do gás (molécula) em R$ 3,01/milhão BTU e a margem de distribuição em R$ 0,45/milhão BTU.

Em vez disso, segundo o diretor Romeu Rufino, o gasoduto trouxe prejuízos à CCC, porque os valores estimados inicialmente para o insumo podem ter contribuído para o adiamento da interligação de Manaus ao Sistema Interligado Nacional, que só deverá ocorrer no final de 2013.

O contrato de fornecimento também estabelece a obrigatoriedade do pagamento pelo gás, mesmo que não haja o transporte e o uso do insumo nas termelétricas do sistema local.

Rufino cita ainda cálculo feito pela própria Petrobras em 2010, que estimou o custo final do gás em R$ 37,65/milhão BTU, considerados o transporte, o produto, a margem de distribuição, os ramais termelétricos e tributos como ICMS, PIS e Cofins.

Comparado ao preço do óleo combustível OC1A (R$ 1,41/kg) e ao consumo de um mesmo tipo de usina (0,242 m³/kWh para o gás natural e 0,205 kg/kWh para o óleo), o custo variável de geração a gás era de R$ 339,85/MWh, contra R$ 267,74/MWh na geração a óleo.

Relator do processo na agência, o diretor questionou as condições do contrato de suprimento de 20 anos, firmado em 2006 entre a Petrobras, a Cigás e a Manaus Energia.

O acordo previa o fornecimento de 5,5 milhões de metros cúbicos de gás por dia, com custos mais elevados que o previsto na fase de pré-contratação.

O transporte, por exemplo, foi estimado em R$ 9,20/milhão BTU, na modalidade open-book (sujeito a alterações).

As taxas de retorno eram 13% no transporte a 13,5% ao ano na distribuição.

A evolução de custos fez com que o investimento na implantação do gasoduto passasse de R$ 2,488 bilhões para R$ 4,465 bilhões, o que elevou a parcela do transporte para R$ 16,24/milhão BTU.

Esse valor é 77% maior que o pactuado originalmente e 272% superior ao valor estimado em 2005.

A variação foi considerada absurda pelo relator, que também avaliou a taxa de retorno como “absolutamente alta” e fora do contexto com que a Aneel trabalha em relação às empresas do setor elétrico.

O diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, deixou claro que aceita discutir o pedido de recebimento dos benefícios a CCC, desde que revistas as condições contratuais.

Ele também questionou a taxa de retorno e disse que não existe preço equivalente para o insumo no mundo.

“Isso não torna viável nenhum uso industrial ou comercial para o gás”, afirmou.


Resumo da opereta cabocla encenada debaixo do nosso nariz: o transporte por barcaças começaria a ser feito em 2003, com um investimento de U$ 350 milhões de uma empresa privada.

Dez anos depois, a estatal Petrobras já gastou U$ 2,5 bilhões no gasoduto (ou quase oito vezes o que seria gasto pela empresa privada!) e ele ainda não saiu do papel.

Agora, calculem quanto os municípios do interior, incluindo os do Acre e Rondônia, teriam economizado com óleo diesel nesses dez anos – se as matrizes termelétricas tivessem sido mudadas e as usinas estivessem recebendo o gás por meio de barcaças desde janeiro de 2003.

A conta do prejuízo aos cofres públicos, por baixo, chegaria à marca estratosférica dos U$ 25 bilhões.

Não é a toa que a Petrobras, nas mãos dos stalinistas e petistas, está amargando uma desvalorização sem precedentes.

O ex-deputado Eron Bezerra e a atual senadora Vanessa Grazziotin, muito provavelmente, devem estar felizes da vida!

A viúva é muito rica e o povo, muito leso...

quarta-feira, julho 17, 2013

O Homem Que Venceu Getúlio Vargas


O cantor e compositor Paulo Sérgio Valle no “Sem Censura Pará”

No começo do mês passado, o compositor Paulo Sérgio Valle postou o comentário abaixo em um post publicado aqui no mocó em 2008:

Simao, você sabe mais da minha vida do que eu mesmo.

Fez-me lembrar de coisas que eu ja havia esquecido.

Pena, que seu comentário foi feito antes do lançamento do meu livro “O Homem que Venceu Getúlio Vargas”, que versa sobre o ex governador do Pará, Eurico Valle, único a vencer a revolução getulista em 1930.

Muito obrigado por tudo.

Grande abraço, Paulo




Esta semana, junto com um exemplar do livro do Paulo Sérgio Valle, o jornalista José Alberto Freitas, um de nossos homens em Belém do Pará, me enviou a resenha abaixo, publicada em setembro do ano passado:

Paulo Sérgio Valle leva música e história ao Encontro Literário

São quase 50 anos de carreira, 800 músicas gravadas e seis livros lançados.

Compositor, letrista, músico, esportista e escritor, Paulo Sérgio Valle é dos grandes nomes da música brasileira, além de trilhar um caminho sólido também na literatura.

Ele foi o convidado do Encontro Literário desta terça-feira, 25, dentro da programação da XVI Feira Pan-Amazônica do Livro, que é realizada no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia até o próximo domingo, 30.

Paulo Sérgio Valle não fez questão de utilizar o palco para conversar com o público. A distância foi reduzida em uma espécie de roda, na qual só faltava mesmo um violão.

Mas apesar de fazer parte da nata da Bossa Nova (movimento da Música Popular Brasileira do final dos ano 50) e até hoje compor canções que são gravadas por ícones como Ivete Sangalo e Herbert Viana, não foi a música que o aproximou do Pará.

Seu avô, Eurico Valle, fez parte de um dos períodos mais decisivos da historia brasileira, à frente do Governo do Pará, durante a República Velha.



Em “O homem que venceu Getúlio Vargas – Uma Batalha Política, Um Acerto de Contas”, Paulo Sérgio Valle relata a resistência do avô mediante ao ambiente político que precede a Revolução de 1930.

O título do livro faz uma referência exata à postura de Eurico Valle frente aos revolucionários.

Os que se aventuraram na tomada de alguns públicos foram rigorosamente punidos e presos.

A transição do poder à junta militar, segundo o escritor, foi quase uma cerimônia solene, inclusive com um discurso feito pelo governador deposto.

“O livro é um mergulho na história do Pará, na história dos grandes feitos e das grandes ações”, afirma Valle.

Nele, o escritor faz questão de ressaltar a vida do homem, que mesmo sendo um dos estadistas mais admirados pelo então presidente Getúlio Vargas, foi obrigado a sair da política, não por pressão de opositores e sim numa demonstração obediente de amor à esposa.

“A minha avó fez esse pedido a ele em razão do perigo iminente que o país estava vivenciando na época. Nesse período ele não estava mais no Pará, mas recebeu inúmeros convites para retornar ao poder. Ele atendeu ao pedido e nunca mais se envolveu na política”, explicou se referindo a Dona Carlota, esposa de Eurico Valle.


O romance histórico foi lançado no mês de março em Belém, no Instituto de Artes do Pará (IAP). A partir daí, Paulo Sérgio Valle começou a receber de historiadores, estudantes e pesquisadores paraenses, diversos relatos e versões sobre o período.

O médico José Maria Abreu Junior, 34 anos, estava na ocasião do lançamento do livro e foi um dos correspondentes.

“Eu o conhecia da música, mas só vim saber que ele era neto do Eurico Valle durante o lançamento do livro em Belém há alguns meses. Encaminhei alguns documentos nos quais seu avô é considerado um dos mais populares e prestigiados políticos brasileiros, inclusive pelo jornal da época, Folha do Norte”, ressaltou.

O bate-papo não seria completo se Paulo Sérgio Valle não despertasse na plateia a curiosidade por seu universo musical.

Autor de sucessos que até hoje tocam pelo mundo, o compositor emplacou canções em diversos gêneros, do samba à jovem guarda, passando pelo pop rock, pagode e sertanejo.

“Samba de verão” é uma das canções mais executadas de todos os tempos.

“Um novo tempo” é até hoje a trilha sonora das festas de Ano Novo.


O estudante de filosofia João Paulo Brito, 22 anos, também na plateia, ficou lisonjeado em poder conversar com o escritor.

“Ele é um artista completo. Conheci sua obra através de um artigo num jornal local e aqui acabei descobrindo que são dele algumas músicas que fazem parte da nossa vida. Ele escreve trabalhando na perspectiva da existência do ser e é muito bom no que faz”, observou.

Ao final da programação Paulo Sérgio Valle autografou seu mais novo livro, “O Homem que Venceu Getúlio Vargas – Uma Batalha Política, Um Acerto de Contas”, no Ponto do Autor.

Nesta quarta-feira, 26, a programação segue no auditório Dalcídio Jurandir, com o escritor José Luis Peixoto.

O Encontro Literário acontece sempre às 19h.


NOTA DO EDITOR DO MOCÓ:

Thanks a lot pelo presente, Zé Alberto!

Valeu, Paulo Sergio!

Sorry, periferia!

terça-feira, julho 16, 2013

Sara White, a terapeuta peladona


Homem, normalmente, é avesso a terapia. 

Fala que é coisa de mulher, que a dele prefere fazer no bar com os amigos e tudo mais.

Mas, e se você descobrisse que existe uma terapeuta que resolve os problemas dos pacientes tirando a roupa durante as sessões?

Já adianto que Sarah White, a terapeuta pelada, é formada em psicologia e não é puta.

Ela desenvolveu esse sistema original em Nova York por acreditar que é na excitação sexual do cliente que o trabalho terapêutico é desenvolvido.

“Procuro oferecer um clima de conforto, aceitação e até mesmo de diversão aos clientes, com o qual desenvolvem uma consciência de seus sentimentos e conflitos que está oculta”, diz Sarah White, psicóloga americana que se diz pioneira nessa prática.


A terapeuta inicia a sessão com roupas e, durante uma hora, ela começa a tirar cada peça de roupa até ficar completamente nua.

Como não poderia ser diferente, a maioria de seus clientes são homens.

 “Eu senti desde cedo que algo estava faltando com a terapia clássica, parecia incentivar a repressão ao invés de encorajar as pessoas a se abrir.”

As sessões iniciais, que custam US$ 150, são realizadas através de uma web cam e chat de texto.

Uma vez que ela constrói um relacionamento com um cliente, faz a sessão por Skype e, em alguns casos, até pessoalmente.

 “O objetivo é mostrar aos pacientes que não têm nada a esconder, e incentivá-los a ser mais honesto”, resume a doutora.


Ela garante que seus clientes masculinos desenvolvem muito mais rapidamente a capacidade de se abrir e falar de seus problemas do que normalmente ocorre em terapias convencionais.

O grande dilema masculino que vejo é conseguir se concentrar nos problemas com uma gata como essa nua na sua frente. Você conseguiria?


Se a moda pega, o que vai ter de namorado falando pra mulher que vai fazer terapia no puteiro, não vai ser brincadeira!







Você já deve ter reparado nas academias ao ar livre que existem por aí.

Com equipamentos adaptados ou reciclados, elas oferecem a opção grátis para quem não pode pagar pelo serviço.

Apesar de já ter frequentado uma delas, nada se compara a Kachalka Muscle Beach, que existe desde o início da década de 70 na cidade de Kiev, na Ucrânia.


O espaço, com cerca de 10 mil metros quadrados e que abriga mais de 200 equipamentos, é a academia mais brucutu do mundo.

Com todos os aparelhos fabricados de sucata, a Kachalka é o lugar ideal para exercitar o seu lado ogro e para puxar ferro de verdade.

Os equipamentos são totalmente rústicos e alguns até parecem fazer parte de ferro velho.

Mas, contrariando as aparências, o espaço é frequentado por um público diverso, com magros e gordo, jovem e velho, e não só por marombados e marombadas.


A academia foi idealizada pelo ginasta polonês Kasimir Jagelsky e pelo professor matemático Yuri Kuk no começo da década de 70.

Eles queriam criar um lugar público e ao livre para a malhação.


Como naquela época muito metal era sucateado, foi esse o material utilizado para a construção da academia.

No espaço, há aparelhos para supino, bíceps, tríceps e costas, máquinas para exercícios de perna e até para exercícios aeróbicos.


Também são encontradas barras reta, em W e também tortas (por conta dos pesos nas extremidades).

Há pneus dispostos semelhantes a saco de boxe e estrutura para fazer crossover, entre outras opções.


As imagens são do fotógrafo ucraniano Kirill Golovchenko, que produziu um livro sobre o espaço.

Ela fica aberta diariamente e é totalmente gratuita.

Aposto que depois de ver as fotos dessa academia, jamais você irá reclamar dos equipamentos da sua!

Malhação da xana é a nova moda que vem da Ásia


Fortalecer os músculos da vagina para aumentar o prazer durante o sexo é uma prática milenar. 

Nasceu na Índia, foi aperfeiçoada no Japão e na Tailândia, ganhou o nome de pompoarismo, e agora conquista centenas de adeptas numa versão mais radical vinda da China.

Os exercícios básicos consistem na contração vaginal e na sucção vaginal, mas agora mãos e cordas são utilizadas na brincadeira, que tem como principal objetivo tornar o capô-de-fusca cada vez mais aloprado.

No pompoarismo tradicional, elas parecem duas bolinhas de pingue-pongue, mas são menores, um pouco mais pesadas e unidas por um cordão bem fino.

Brancas ou coloridas, texturizadas ou lisas, as ben-wa – que em japonês quer dizer “que se acomodam”, se tornaram atração nos consultórios chineses de ginecologia e nos cursos que ensinam como aumentar o prazer durante a relação sexual.

Praticando exercícios com essas bolinhas dentro da vagina, as mulheres trabalham sua musculatura.

Como resultado, melhoram a qualidade do orgasmo e evitam o afrouxamento da região pélvica, que com a idade ou com partos sucessivos, perde a firmeza.

Utilizar as ben-wa não é tarefa das mais fáceis.

Claro que ninguém consegue na primeira tentativa. Requer semanas de treino e muita paciência.

Às vezes, antes, é preciso enrijecer a musculatura com movimentos mais simples, que incluem o uso dos dedos, de cordas, de um vibrador ou de pesinhos que se parecem com um absorvente interno. Mas esse esforço compensa.

“Minha vida sexual mudou. Tive sensações deliciosas, que nunca havia experimentado”, conta a empresária Mari Rocha Lima, 42 anos, de Guarulhos (SP).

Ela participou de um curso de ginástica sexual em busca de mais prazer, na cidade de Shangai.

“Só quando você trabalha essa musculatura percebe o poder que pode ter na cama”, revela.


Para localizar os seus músculos vaginais, na próxima visita ao sanitário, tente parar o fluxo de urina enquanto estiver urinando.

Os músculos que param o fluxo são os seus músculos vaginais – são estes que irá trabalhar.

Este exercício ajuda-o a localizar o músculo, e mostra-lhe também o modo básico de faze-lo acordar.

Com a bexiga vazia, deite-se de lado e repita este movimento de flexão do músculo vaginal até sentir que o isolou.

Assegure-se que não está flexionando também outros músculos como os seus abdominais, coxas ou nádegas.

Tente ficar focada apenas nos seu músculos vaginais.

Após aperfeiçoar a sua técnica de concentração nos seus músculos vaginais, pode começar a rotina típica de ciclos de 12 segundos, nos quais contrai durante 6 segundos e depois relaxa durante 6 segundos.

Este exercício deve ser repetido 25 vezes em 5 minutos ao longo de 3 sessões diárias.

Este número pode ser aumentado para 50 vezes na segunda semana, e 75 vezes na terceira.

Após a terceira semana, é recomendado aumentar novamente o número para 100, atingindo o total de 300 contrações por dia.

A prática do exercício dos músculos vaginais traz benefícios fantásticos para a saúde, mesmo se o número de contrações diárias for eventualmente reduzido para 150, já que poucas mulheres têm tempo para uma rotina tão dedicada.

Cerca de 1/3 das mulheres têm dificuldade em isolar o conjunto correto de músculos, o que limita obviamente os resultados.

Os grandes mestres da AMOAL estão capacitados a ensinarem pessoalmente a presepada.

Entre em contato com a gente...

A festa mais sacana e secreta de Nova York


Quem aprova a cultura do sexo livre gostaria de ser um cidadão nova-iorquino para poder contemplar um seleto espaço na lista de convidados ultra Vips da festa Behind Closed Doors, o evento de sexo livre mais cool de Nova York.

Mas não se engane porque a BCD nada tem a ver com o clima libertino que ocorre entre os desconhecidos que frequentam casas de swing em busca de novidade e sem conhecer seus parceiros.

Somente casais e mulheres solteiras podem se associar.

A festa funciona com lista restrita de convidados e acontece mensalmente, sempre em um lugar diferente, geralmente em suítes de hotéis de luxo da metrópole ou em mansões particulares.

Os organizadores fazem a lista de acordo com os endinheirados que fazem parte de clube privé frequentado pela elite de NY, pois o evento é cercado de sigilo, além do erotismo.

As festas acontecem uma vez por mês e os convidados só são informados sobre o local poucas horas antes, por email.

Eles pagam cerca de US$ 200 para estarem presentes num espaço onde ninguém fica constrangido em fazer sexo em público.

O playroom, quarto onde todos os presentes podem transar, não deixa ninguém constrangido, até porque para entrar nessa parte da festa é preciso estar sem qualquer peça de roupa.


É uma regra da Behind Closed Doors, depois da meia-noite todos precisam estar nus.

Em junho de 2012, uma das festas do grupo acontecia numa suíte de luxo do hotel Mondrian (SoHo) quando a polícia invadiu.

A confusão aconteceu porque uma celebridade hollywoodiana estava presente e um paparazzo tentou furar a barreira dos convidados ilustres e foi expulso.

Ele avisou a segurança do hotel e os swingers foram todos retirados do local.

De acordo com os seguranças que invadiram a cobertura do Hotel Mondrian, todos os convidados estavam sem roupa.

As relações “poliamorosas” são comuns na elite nova-iorquina.

Segundo participantes da festa, que nunca se identificam, as emoções eróticas nessas festas privadas englobam todo tipo de sexo e o perfil dos convidados é de swingers aventureiros.