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quinta-feira, junho 26, 2014

Falsa alimária


O burro-sem-rabo, sol a pino de meio-dia, verãozíssimo carioca, carroça entupida de teréns, a secar a testa encharcada, enquanto descansava um segundo num sinal fechado de Copacabana, ouviu Mariozinho de Oliveira dar dois beijos no ar como se faz com quadrúpedes e ordenar-lhe:

– Vamos, Mimoso!

O luso apossou-se de uma acha que lhe estava ao pé e partiu pra cima de Mariozinho que, mais que depressa, refugiou-se na pérgula do Copacabana Palace, nessas alturas entupida de colunabili.

Não valeu o campo neutro: o mimoso português quebrou-o todo de porrada.

Um comentário:

António Jesus Batalha disse...

Ao navegar pela net encontrei o seu blog, não li muito,mas gostei do que vi e li,espero voltar mais algumas vezes,deu para ver a sua dedicação e sempre aprendemos ao ler blogs como o seu.
Se me der a honra de visitar e ler algumas coisas no Peregrino e servo ficarei radiante, e se desejar deixe um comentário.
Abraço fraterno.António.
http://peregrinoeservoantoniobatalha.blogspot.pt/