sexta-feira, setembro 18, 2015

Morre o poeta amazonense Marcileudo Barros aos 64 anos


O corpo do artista foi encontrado em seu quarto por volta das 19h desta quinta-feira (17). Ainda não se sabe a causa da morte

O poeta, músico e humorista Marcileudo Barros, 64, foi encontrado morto em seu quarto no prédio onde morava na Avenida Castelo Branco, no bairro Cachoeirinha, na Zona Sul de Manaus. O corpo foi descoberto por volta das 19h desta quinta-feira (17) por familiares. Ainda não se sabe a causa da morte, mas o escritor vinha sofrendo com alguns problemas de saúde.

“É uma grande perda para a poesia amazonense”, lamentou o também poeta Simão Pessoa.

“Ele queria que eu fizesse a apresentação da 2ª edição do livro ‘O Boteco’, prevista para ser lançada em outubro. Fiz uma exigência para ele: ‘Eu faço a apresentação, poeta, mas você tem que lançar aquele seu livro de poesia pornô que me atormenta desde que li os primeiros rascunhos, em 2001, e achei sensacional! Ele fazia poesias eróticas, bocageanas, que você não parava de rir”, acrescentou.

Amigo e parceiro de muitos projetos, o poeta Celestino Neto também lamentou a morte do escritor. “Íamos lançar a segunda edição do ‘O Boteco’ no dia 4 de outubro. Agora desandou tudo. Vou sentir muita falta do meu amigo”, disse.

Informações sobre o velório e enterro ainda não foram divulgadas.

Carreira

Marcileudo Barros começou os primeiros rabiscos aos nove anos. Mesmo com pouca idade, a pretensão de deixar ali registrado uma inquietude de uma realidade, já era latente na vida.

Filho de família humilde, nasceu no bairro Educandos, mas foi criado ainda na Zona Sul, na Cachoeirinha. Além da poesia, Marcileudo também é músico e artista plástico. 

Deixou quatro livros publicados, entre eles o livro de poesias pornôs “Meninas”. Ao todo, ele deixou mais de 30 obras prontas para serem publicadas, além de várias composições musicais.

Dentre suas profissões, também foi gerente de várias lojas e importadoras na Zona Franca, mas foi pego pelas palavras.

(publicado no portal de A Crítica, no dia 17.09.2015)



Para ler alguns poemas do Marcileudo Barros clique aqui

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