quarta-feira, outubro 14, 2015

Oba! Viagra feminino ao alcance de todas!


Medicamento é o primeiro no mercado a aumentar a libido da mulher

Depois de vários anos cozinhando a aprovação do remédio em banho-maria, a agência que regulamenta alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, a Food and Drugs Administration (FDA), finalmente aprovou a droga flibanserin (nome comercial Addyi), que tem o objetivo de tratar o transtorno de desejo sexual hipoativo em mulheres (TDSH).

O remédio é conhecido como “viagra feminino”. Esta é a primeira pílula no mercado destinada a aumentar a libido da mulher.

Em junho deste ano, uma equipe de especialistas da área pediu ao FDA que aprovasse o medicamento, ainda que exclusivamente sob prescrição médica e com medidas adicionais para o controle dos riscos.

O medicamento é um agente não-hormonal, que atua nos neurotransmissores do cérebro para tratar a perda do interesse sexual. Mas a droga pode produzir efeitos colaterais importantes, como náuseas, sonolência, queda da pressão arterial e desmaios.

Segundo documentos disponíveis no site do FDA sobre um teste clínico, as mulheres que fizeram uso do flibanserin disseram ter tido, em média, 4,4 experiências sexuais satisfatórias em um mês contra 3,7 no grupo que consumiu placebo e 2,7 antes de iniciado o estudo.

“A aprovação do remédio oferece às mulheres afetadas por seu baixo desejo sexual uma opção de tratamento aprovada”, declarou Janet Woodcock, diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa dobre drogas do FDA, em nota divulgada pela agência.


Diferentemente da versão masculina, que aumenta o fluxo sanguíneo na região genital, a droga flibanserin atua diretamente sobre o sistema nervoso central das mulheres.

Versões anteriores da pílula já haviam sido submetidas à aprovação da FDA, mas não obtiveram sinal verde para serem comercializadas.

Segundo a agência, elas foram rejeitadas por falta de eficácia e por efeitos colaterais como náusea, tonturas e desmaios.

A FDA alerta que a versão aprovada também pode causar danos à saúde, especialmente para quem tem problemas no fígado, ou se tomada com outros medicamentos, tais como alguns tipos de esteroides.

Além disso, a combinação com álcool pode ser explosiva, explica Leonore Tiefer, professora da Escola de Medicina da Universidade de Nova York.

“O álcool é o mais sério de todos (os riscos), porque essa é uma droga que afeta o sistema nervoso central. O medicamento tem um efeito sedativo, algumas pessoas desmaiaram mesmo sem tomar álcool. Mas o álcool parece piorar esse problema.”

Outros especialistas são mais otimistas em relação ao novo remédio.

“A aprovação desse medicamento abre a porta para o desenvolvimento de outros produtos, para outras opções de tratamento. Isso abre a discussão entre a mulher e o clínico sobre o desejo sexual dela e dá um sinal às farmacêuticas de que elas devem continuar desenvolvendo mais drogas como essa no futuro”, afirmou Leah Millheiser, da Universidade de Stanford.


O Flibanserin, produzido pelo laboratório farmacêutico Sprout Pharmaceuticals, foi aprovado por um comitê da FDA por 18 votos a seis no último dia 4 de junho.

A agência, no entanto, informou que a nova droga só deve ser ministrada no tratamento de transtornos de desejo sexual hipoativo (HSDD, na sigla em inglês).

Dessa forma, um médico deverá determinar se a paciente sofre da doença, caracterizada pela falta de apetite sexual.

Atualmente, não há nenhuma droga aprovada no mercado americano para o tratamento da HSDD ou outra condição similar.

“Essa condição é claramente uma área em que as necessidades médicas ainda não foram atendidas”, informou a FDA.

Segundo o fabricante, o medicamento deve ser ingerido diariamente. Alguns médicos alertaram, no entanto, que seriam necessárias semanas para que sejam sentidos os primeiros benefícios da nova droga.

No informe, a FDA acrescentou que o tratamento deveria ser interrompido se não houver melhora após o fim de oito semanas.

A CEO da Sprout, Cindy Whitehead, afirmou à agência de notícias Associated Press que promoveria o Addyi “com parcimônia”.

“Não queremos que um paciente que não esteja tendo qualquer benefício tome o medicamento e diga a todo mundo que ele não funciona”, afirmou ela.

A droga foi originalmente produzida pelo laboratório alemão Boehringer Ingelheim. A empresa farmacêutica Sprout comprou a patente do medicamento depois que ele foi rejeitado inicialmente pela FDA.

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