terça-feira, julho 19, 2016

Da Dança do Camaleão à Dança do Milho Verde (Parte 1)


As danças sempre foram um importante elemento cultural na história da humanidade e o folclore brasileiro é extremamente rico em danças típicas, que representam as tradições e a cultura de uma determinada região.

Estas danças estão ligadas aos aspectos religiosos ou profanos de uma determinada comunidade e servem para celebrar festas, recontar lendas, rememorar fatos históricos ou simplesmente traduzir acontecimentos do cotidiano em forma de brincadeiras.

Em Manaus, além do boi-bumbá, das quadrilhas, das tribos, dos brigues, dos cordões de pássaros e das cirandas, surgiram dezenas de danças folclóricas, seja por influência nordestina (que nos legou elementos tanto da cultura sertaneja quanto da cultura africana), seja por influência das nossas raízes indígenas. Algumas dessas danças são resumidas abaixo.


Dança do Camaleão – É uma dança de pares soltos que desenvolvem coreografia constituída por sete diferentes passos, chamados jornadas. Organizados em duas fileiras, homens e mulheres executam passos laterais de deslize, saudação entre os pares, batidas de palmas na mão do parceiro, troca de lugares, sapateados rítmicos, requebrados, palmeados das mulheres e dos homens entre si, terminando com o passo inicial.

O conjunto musical é formado por viola, cavaquinho, rabeca e violão. Nessa dança utiliza-se uma indumentária específica, inspirada nos tempos do Império: os homens trajam fraque de abas, colete, culotes, meias brancas longas, sapato preto afivelado, gravata pomposa. As mulheres trajam saias longas rodadas, blusas soltas, meias brancas, sapatos afivelados.

Foi apresentada no Festival Folclórico do Amazonas pela primeira vez, em 1963, pelos alunos do Colégio Estadual do Amazonas.


Dança do Tipiti – Inicialmente se chamou Quaraci Poracê e já era dançada entre os moradores do distrito de Carvoeiro, no município de Barcelos, em 1930. Posteriormente, passou a ser chamada de Dança do Tipiti ou Dança do Pau de Fita. Possui os seguintes passos: Caracol, Tipiti de um, Tipiti de dois, Tipiti de três, Tipiti de quatro, Trança, Rede e Chochê (desafio).

A exibição do auto, dependendo da disposição dos brincantes, pode levar até duas horas. Os figurantes se vestem à moda indígena: são rapazes e moças, em número igual, que varia de 12 a 36 (ou mais). O mastro ou pau de onde partem as fitas coloridas tem três metros, terminando por um florão.

Foi apresentada no Festival Folclórico do Amazonas pela primeira vez, em 1958, pelos alunos do Colégio Estadual do Amazonas.


Dança do Jacundá – O Jacundá é uma dança de roda, de origem indígena, popular na Amazônia. É também nome de um peixe, muito procurado pelo seu sabor. A dança é realizada num círculo, homens e mulheres dispostos alternadamente, de mãos dadas. Em um determinado momento, uma mulher ou um homem (às vezes um par) vai ao centro do círculo, que continua girando, sempre ao som da mesma música e da mesma cantiga, o Jacundá.

Depois de algum tempo, a pessoa que está no centro da roda tenta então escapar, no que é impedida pelos outros participantes.  Quando consegue fugir, é substituída por quem a deixou sair. E assim a dança prossegue por muito tempo, sempre ao som monótono da cantiga repetida infinitamente. Em algumas localidades do interior também é conhecida como Dança da Piranha.

Foi apresentada no Festival Folclórico pela primeira vez, em 1960, pelos alunos do Instituto de Educação do Amazonas.


Dança do Maçarico – Originária de Cametá (PA), tem como figura central esta ave pernalta, pássaro arisco e assustadiço, cujo andar é aceleradíssimo, sendo encontrado em quase todos os rios do Pará e do Amazonas, principalmente naqueles onde há praias. O movimento coreográfico lembra, em vários sentidos, o alegre saltitar e correr da ave e também alguns passos próprios das danças portuguesas. A música se utiliza de um coro alegre e animado.

Os dançarinos, organizados aos pares, desenvolvem uma coreografia constituída por cinco diferentes movimentos: “Charola”, “Roca-roca”, “Repinico”, “Maçaricado” e “Geleia de Mocotó”. Os pares, ora enlaçados ora soltos, dão passos corridos para frente e para trás, deslizamentos laterais, volteios rápidos e rodopios ligeiros, culminando com uma umbigada. A música é executada em sanfona ou acordeão, viola, violão, rabeca, tambores e pequenos pífanos.

Foi apresentada no Festival Folclórico do Amazonas pela primeira vez, em 1965, pela quituteira paraense Esmeralda Beatriz e tinha seu local de ensaio na Rua Maués próximo da Rua Ajuricaba, na Cachoeirinha.


Serafina – A dança é executada por homens e mulheres que se organizam em duas fileiras, por sexo. Nesta posição desenvolvem movimentos chamados “Batição”, que têm denominações próprias: “Puçá”, “Mala”, “Lance alto”, “Lance baixo”, etc. Organizam-se depois em círculo e executam outros movimentos, “Arrodeio alto”, “Arrodeio baixo”, “Cacuri” e “Tapagem”. Finalmente, retornam às fileiras iniciais e dançam o “Arrastão” e a “Repartição”, quando, nas fileiras, os dois primeiros pares formam grupos de quatro dançadores e desempenham as batições entre si.

Os participantes carregam alguns implementos que referenciam o aspecto simbólico desta dança: remo de tamanho natural, arpões, lenços grandes atados à volta do pescoço, fitas coloridas presas à cintura, chapéus de palha. Os remos e arpões são colocados no chão e não têm nenhuma utilidade prática. As fitas e os lenços são usados no “Lance alto” e no “Lance baixo”, quando a dupla de pares cruza as fitas, e no “Arrodeio alto” e “Arrodeio baixo”, coreografia marcada pelo cruzamento dos lenços de cada dupla de pares.

A música é uma variante do xote caracteristicamente rural: cavaquinho, reco-reco, violão, tambor gambá, caracaxás e maroca. Este último é um tambor pequeno, recoberto com couro de cobra sobre o qual colocam-se duas linhas paralelas cheias de contas que vibram juntamente com o couro.

Foi apresentada no Festival Folclórico do Amazonas pela primeira vez, em 1968, pelo agricultor Mário Boquinha, do Lago do Limão.


Caninha-Verde – Dança cantada originária da Espanha, de onde alcançou Portugal e depois chegou ao Brasil. Desenvolveu-se no centro e no sul do país, mas depois atingiu o nordeste e o norte brasileiro. A coreografia é formada com duas rodas, uma de homens, outra de mulheres, que cantam e dançam em sentido contrário e, sem se tocarem, quase sempre trocando de lugar e formando novos pares. Às vezes ocorre uma pequena representação com trechos em prosa. O instrumento utilizado é a viola, acompanhada por um pandeiro. 

Música típica: “Eu plantei caninha-verde / sete palmos de fundura. / Quando foi de madrugada / a cana 'stava madura. / Uai, uai, sete palmos de fundura. / Quando foi de madrugada / a cana 'stava madura. / Pra cantar caninha-verde / não precisa imaginá. / De qualquer folha de mato / tiro um verso pra cantá. / Eu tenho um chapéu de palha, / de pano não posso ter. / De palha eu mesmo faço, / de pano não sei fazer. / Eu tenho um chapéu de palha / que custou mil e quinhentos. / Quando eu ponho na cabeça / não me falta casamento.”

Os participantes deslocam-se, de acordo com a música, saindo com o pé esquerdo (“eu”). No quarto passo, batem o pé direito (“verde”) e batem uma palma para o centro da roda. Quando cantam “madrugada”, a palma deverá ser feira para o lado de fora da roda, sempre junto com a batida do pé direito. No refrão (“uai, uai”) a roda faz meia-volta, girando no sentido contrário, e segue sempre a mesma movimentação, ou seja, uma palma para dentro e outra para fora, sempre batendo com o pé direito no chão.

Foi apresentada no Festival Folclórico pela primeira vez, em 1963. Era coordenada pelo professor Ivo Moraes, no Grupo Escolar Diana Pinheiro, na Estrada do Paredão, em Educandos.


Dança do Café – A dança é uma contribuição dos povos Italianos que vieram trabalhar na lavoura do café. A forma que eles encontraram para amenizar o árduo trabalho da colheita, neste clima quente e tão diferente do clima de sua terra natal, foi começar a dançar e cantar durante a colheita. Nas rodas da noite, o trabalho virou dança, onde o movimento da colheita era reproduzido.

Na dança do café a roupa lembra a vestimenta da época: saia rodada com avental e lenço na cabeça para as mulheres e para o homem, calça de sarja, camisa de punho com lenço no pescoço. O principal adereço é a peneira, instrumento utilizado na colheita do café.

Foi apresentada no Festival Folclórico pela primeira vez, em 1965, pelo marítimo Gilberto Maleta e era ensaiada no bairro da Raiz.

          
Lundu – De origem africana, o lundu foi trazido para o Brasil pelos escravos vindos principalmente de Angola e foi proibida pela Corte Portuguesa durante o período colonial brasileiro por causa da sensualidade. Assim como o maxixe (a dança excomungada até pelo Papa), o proibido lundu, mesmo às escondidas, foi resistindo e ressurgindo, um pouco mais comportado, principalmente em três estados brasileiros, São Paulo, Minas Gerais e Pará, na Ilha de Marajó, sendo mais conhecido hoje como “lundu marajoara”.

Nessa dança, homens e mulheres, apesar de formar pares, dançam soltos. A mulher dança tentando seduzir o parceiro, com movimento ondulares de grande volúpia e apelo sexual, e ele faz o mesmo. A princípio, ela demonstra certa indiferença, mas, no desenrolar da dança, passa a mostrar interesse pelo rapaz, que também a seduz e a envolve. Nesse momento, os movimentos são mais rápidos e revelam a paixão e o desejo que passa a existir entre os dançarinos. De repente, o homem passa a provocar outra mulher e o lundu recomeça com a mesma intensidade.

Na realidade, a dança retrata o assédio sexual dos homens sobre as mulheres. Na maior parte do tempo, elas esnobam o flerte e só no final é que se entregam sexualmente. Esse ato é representado pelo momento em que os homens se jogam sobre as respectivas parceiras e, em seguida, os casais deixam o centro da roda com os corpos bem colados, um olhando nos olhos do outro. O lundu é executado com o estalar dos dedos dos dançarinos, castanholas e sapateado, além do canto acompanhado por guitarras e violões.

Em geral, a música é executada como compasso binário, com certo predomínio de sons rebatidos. O acompanhamento musical é feito por rabeca ou violino, clarinete, reco-reco, ganzá, maracás, banjo e cavaquinho. Para a dança, as mulheres vestem-se com saias longas, largas e coloridas e, na parte de cima, miniblusas de renda branca, que deixam a barriga à mostra. Usam ainda colares, pulseiras, brincos e flores nos cabelos. Os homens usam calças largas, brancas, com as bainhas enroladas e camisetas brancas com desenhos marajoaras. Há grupos que se apresentam sem camiseta.

Foi apresentada no Festival Folclórico do Amazonas pela primeira vez, em 1965, pelos brincantes da colônia paraense radicados em Manaus. Tinha o nome de Lundu Marajoara e era comandada pelo gráfico Luiz Pastinha.


Carimbó – É uma das mais populares danças paraense. O nome vem da palavra em tupi-guarani “curimbó” – de curi (pau oco) e m’bó (escavado). A dança carrega influência da cultura dos negros e até dos portugueses. Ela teve origem na ilha do Marajó, no Pará, mas virou tradição também em outros municípios paraenses como Cametá e Marapanim. A marcação é feita por dois tambores (curimbós), um grande e um pequeno, ganzá, banjo, pandeiro, dois maracás, e uma flauta.

No início da dança, mulheres e homens ficam um de frente para o outro. Após formarem um grande círculo, as mulheres dançam segurando as saias e jogando-as em direção ao homem, que se esquivam. Ao final, na parte chamada “dança do peru”, uma dançarina deixa um lenço no chão em forma de pirâmide para que seu parceiro o apanhe com a boca, sem usar as mãos.

Historicamente, a mais extraordinária manifestação musical do povo paraense foi criada pelos índios tupinambás que, segundo os pesquisadores, eram dotados de um senso artístico acima do comum. No início, a dança possuía um andamento monótono, como acontece com a grande maioria das danças indígenas. Quando os escravos africanos tomaram contato com essa manifestação artística dos tupinambás começaram a aperfeiçoar a dança, iniciando pelo andamento que, de monótono, passou a ser vibrante como uma espécie de variante do batuque africano.

Esse “aperfeiçoamento” da dança contagiou até mesmo os colonizadores portugueses que, pelo interesse em conseguir mão-de-obra para os mais diversos trabalhos, não somente estimulavam essas manifestações, como também, excepcionalmente, faziam questão de participar, acrescentando traços da expressão corporal características das danças portuguesas. Não é a toa que a dança do carimbó apresenta, em certas passagens, algumas movimentos das danças folclóricas lusitanas, como os dedos castanholando na marcação certa do ritmo agitado e absorvente.

Foi apresentada no Festival Folclórico do Amazonas pela primeira vez, em 1963, pelos brincantes da colônia santarena radicados em Manaus. Tinha o nome de Carimbó Flor do Lírio e era comandada pelo casal Paulo Aniceto e Eulália Torres de Melo.


Gambá – Dança de terreiro, o gambá é constituído de brincantes masculinos e femininos, um “marcador”, um grupo de quatro cantores, uma mulher solista e seu parceiro. Os demais formam uma roda ou duas fileiras que envolvem o par solista e batem palmas no ritmo executado no “gambá” (um tambor feito de tronco de árvore com cerca de um metro de comprimento). A dança se inicia com uma mulher que acena um lenço grande colorido, requebra e mexe o corpo voluptuosamente de modo a provocar o entusiasmo dos homens.

Depois de alguns momentos, ela atira o lenço aos pés de algum dançarino do grupo. Este recolhe o lenço e sai em perseguição da mulher, que simula fugir das investidas dele. O homem então simula desinteresse e a mulher, tomando-lhe o lenço, passa a provocá-lo novamente, com movimentos lascivos, sempre com o auxílio do lenço. A dança termina com o homem se rendendo aos encantos da mulher e o casal improvisando movimentos sensuais. Em linhas gerais, o gambá é uma versão menos hardcore do lundu.

Foi apresentada no Festival Folclórico, pela primeira vez, em 1963, pelos brincantes da colônia borbense radicados em Manaus. Tinha o nome de Lundu do Gambá e era comandada pelo saxofonista Abdias Paixão.


Pastorinhas – Nascido na Europa, o auto das Pastorinhas, também conhecido como Pastoril, passou por várias modificações quando chegou ao Brasil, e acabou se constituindo apenas de jornadas soltas, canções e danças religiosas ou profanas, de épocas e estilos variados. As pastorinhas formam dois cordões, o encarnado, liderado pela mestra, e o azul, pela contramestra, que disputam as honras de louvar Jesus Menino. O folguedo e é dançado e cantado por mulheres, dirigidas por um personagem cômico: o cebola, o velho, o saloio, o marujo etc.

Seus principais personagens são a Mestra, a Contramestra, Diana, a Camponesa, Belo Anjo, a Borboleta, o Pastor, o Velho Simão e as pastoras. As brincantes levam um pandeiro feito de lata, com cabo e sem tampa, ornado de fita com a cor do cordão a que pertence e o acompanhamento musical é feito por um conjunto de percussão e sopro, podendo, muitas vezes, incluir viola caipira e rabeca.

Os trajes típicos dos personagens principais da dança são saia, blusa, colete, meião e sapatilha. Na cabeça, tiara com fitas e flores. Nas mãos, pandeiros e maracás para casar com a cantoria e reforçar o som da apresentação. As demais pastorinhas usam chapéus de palha, blusas brancas, saias xadrez, arcos e cestinhas de flores. Elas também dançam uma coreografia específica para a apresentação diante do presépio.

A disputa entre os dois cordões é aproveitada como forma de angariar fundos para as obras sociais das paróquias às quais são ligadas, pois a cotação de cada cordão vai subindo de acordo com as doações pecuniárias de seus simpatizantes.

Foi apresentada no Festival Folclórico do Amazonas pela primeira vez, em 1962, pelas pastorinhas Filhas de Jerusalém, da Paróquia de N. S. de Fátima, da Praça 14.


Peixe Vivo – Originária da cidade de Diamantina (MG), a Dança do Peixe Vivo representa uma pescaria na lagoa. Os cavalheiros iniciam a dança, munidos de vara de pescar, seguindo-se as damas, pescando com rapixé (uma rede com cabo usada na captura de cardumes). Depois de fazerem os gestos correspondentes, guardam o material e dançam aos pares, sem se enlaçarem, com movimentos rítmicos e passos que se relacionam com os versos de uma conhecida música de domínio popular: “Como pode o peixe vivo / viver fora d’água fria / como poderei viver? / como poderei viver? / sem a tua, sem a tua, / sem a tua companhia / os pastores dessa aldeia / já me fazem zombaria / por me verem andar sozinho / por me verem andar sozinho / sem a tua, sem a tua / sem a tua companhia”.

Foi apresentada no Festival Folclórico do Amazonas pela primeira vez, em 1966, pelos brincantes da colônia mineira radicados em Manaus. Tinha o nome de Dança do Peixe Vivo e era comandada pelo taxista Juvêncio de Amaral.


Siriá – A mais famosa dança folclórica do município de Cametá é uma das manifestações coreográficas mais bonitas do Pará. Do ponto de vista musical é uma variante do batuque africano, com alterações sofridas através dos tempos, que a enriqueceram de maneira extraordinária. Contam os estudiosos que os negros escravos iam para o trabalho na lavoura quase sem alimento algum. Só tinham descanso no final da tarde, quando podiam caçar e pescar. Como a escuridão dificultava a caça na floresta, os negros iam para as praias tentar capturar alguns peixes. A quantidade de peixe, entretanto, não era suficiente para satisfazer a fome de todos.

Certa tarde, entretanto, como se fora um verdadeiro milagre, surgiram na praia centenas de siris que se deixavam pescar com a maior facilidade, saciando a fome dos escravos. Como esse fato passou a se repetir todas as tardes, os negros tiveram a ideia de criar uma dança em homenagem ao fato extraordinário. Já que chamavam cafezá para plantação de café, arrozá para plantação de arroz, canaviá para a plantação de cana, passaram a chamar de siriá, para o local onde todas as tardes encontravam os siris com que preparavam seu alimento diário.

Foi apresentada no Festival Folclórico do Amazonas pela primeira vez, em 1968, pelos brincantes da colônia paraense radicados em Manaus. Tinha o nome de Siriá de Cametá e era comandada por dona Vitorina Brito, do bairro de Flores.

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