sábado, julho 30, 2016

O 14º Festival Folclórico do Amazonas (1970)


Em 1965, a Família Hauache surpreendeu o Brasil ao implantar uma das primeiras operadoras de TV a cabo do país, a TV Manauara, que atendia apenas duas ruas e duas avenidas no centro da cidade e retransmitia a programação da Rede Record, a vice-líder de audiência do país.

Até então, Manaus não possuía emissora própria, mas algumas residências já tinham aparelhos de televisão (cerca de 2 mil televisores, em uma população de 220 mil habitantes), que na época recebiam sinais vindos do Canal 2 da RCTV, emissora de Caracas, Venezuela, e do Canal 2 da TV Marajoara, de Belém (PA), ambos de péssima imagem, com excesso de ruídos e chuvisco. Foi quando surgiu a instituição dos “televizinhos”, pessoas que se aglomeravam nas janelas das residências para assistir os programas.

A TV Manauara era difícil de ser mantida em virtude de constantes problemas de corte dos cabos por causa das linhas de papagaio revestidas de cerol (mistura feita de cola e vidro moído). A tevê também não era viável economicamente por que era quase impossível atender aos pedidos de moradores para ampliar o cabeamento, que exigia uma operação de grande dificuldade técnica e custo extorsivo.

Foi quando a Família Hauache participou de uma nova licitação do governo federal e obteve a concessão de um canal em TV aberta, batizada de TV Ajuricaba, inaugurada em 5 de setembro de 1967.

Tendo à frente do empreendimento a empresária e jornalista Sadie Hauache, a TV Ajuricaba (Canal 38 UHF) se tornou a primeira emissora de televisão aberta implantada no Amazonas e foi ao ar pela primeira vez sob o comando do apresentador Heron Rizzato. A emissora retransmitia a programação da TV Tupi, a líder de audiência no país.

Com a implantação da ZFM, as lojas de produtos eletroeletrônicos começaram a vender televisores importados, das marcas Nivico, Sharp, Telefunken e Philips, entre outros, mas havia um pequeno problema: além do preço salgado, os televisores ainda precisavam ser pagos à vista. A imensa maioria das importadoras não trabalhava com crediário. Comprar televisor em Manaus era um bom negócio, mas apenas para turistas endinheirados.

Interessada em aumentar sua audiência, a TV Ajuricaba fez um acordo com as grandes lojas da cidade: se vendessem televisores à população pelo crediário, ganhariam descontos especiais nos anúncios veiculados na emissora. As lojas Bemol, TV Lar, Credilar, Rivera, S. Monteiro, Malva, Credialves, Moto Importadora e Lojas das Geladeiras, entre outras, resolveram entrar no jogo e pagar (ou melhor, financiar) pra ver.  As vendas de televisores explodiram.

Em pouco tempo, cerca de 10% das residências já possuíam a “máquina de fazer doido”. Foi para aproveitar esse “boom” que surgiu uma das primeiras e mais antigas agências de publicidade do Amazonas, a Oana Publicidade, dos irmãos paulistas Edward e Edmar Costa, fundada em maio de 1970 e em atividade até hoje, que tornou os comerciais de televisão mais criativos, inovadores e interessantes.

O Festival Folclórico do Amazonas havia acabado de encontrar seu inimigo mais poderoso: a televisão aberta.


O jornalista Luiz Verçosa, que vinha coordenando o festival desde a saída do jornalista Bianor Garcia, em 1964, também resolveu deixar a função, alegando “motivos particulares”, e foi substituído pelo jornalista Edmilson Rosas.

Após penosas negociações com o Governo do Estado, Rosas obteve uma pequena vitória: conseguiu um aumento na ajuda de custo para todos os grupos folclóricos no valor de NCR$ 1.000,00 (R$ 10 mil, em valores de hoje).

Na sequência, Edmilson Rosas conseguiu montar uma Comissão Julgadora de alto nível, formada pelo desembargador João Rebelo Correa (presidente), Gebes Medeiros, Dirson Costa, André Jobim, Moacyr Andrade, Garcitilzo do Lago e Silva, Elson Farias e Guanabara Araújo, todos renomados intelectuais manauaras.

Entre os convidados de honra daquele ano estavam a Condessa Pereira Carneiro, diretora-presidente do Jornal do Brasil, o general Arnaldo Calderari e sua esposa, dona Amélia Calderari, Enzo Boscolo, diretor de vendas da companhia aérea Cruzeiro em Buenos Aires, e sua esposa, dona Olga Boscolo, Jorge Pereira, renomado publicitário de São Paulo e diversos diretores da Cruzeiro.

Essa comitiva de quase 20 pessoas foi ciceroneada pessoalmente por Maria de Lourdes Archer Pinto, diretora-presidente da Empresa Archer Pinto, com direito a estadia em regime de boca livre total no Hotel Amazonas, almoço no restaurante Chapéu de Palha, jantar no Ideal Clube, tour pela cidade visitando a Ponta Negra, Tarumã, Teatro Amazonas e Mercado Municipal, passeio de iate pelo “Encontro das Águas” e Lago do Reis, compras na Zona Franca de Manaus, almoço no restaurante Recanto Tropical, jantar no restaurante Kavaco, etc. Tudo free.

Dizem as más línguas que foi esse tipo de vida perdulária da diretora dos jornais que fez a empresa naufragar alguns anos depois, na mais completa insolvência financeira, devendo a Deus e ao mundo.


No dia 2 de junho, o matutino O Jornal publicou uma matéria intitulada “Inscrições para o Festão do Povo serão encerradas hoje às 18 horas”:

Hoje é o último dia das inscrições dos diversos grupos que irão participar do Festão do Povo, a maior festa folclórica do norte e nordeste do país. O prazo expira às 18 horas, sendo de se salientar que os interessados devem comparecer, para não que não haja problemas com as suas participações.

APELO – Por outro lado, tendo em vista uma determinação do Juizado de Menores, exigindo a apresentação de certidão de idade para todos os menores que irão participar dos grupos, a Coordenação do Festival está solicitando às autoridades colaboração, no sentido de tornar menos rígida aquela exigência, levando-se em consideração o pouco tempo que resta para que seja iniciado o Festival. Naturalmente, o Juizado de Menores deverá levar em consideração a importância do Festão para o programa turístico do Estado todos os anos e dar sua colaboração.

QUASE TRINTA – O total de inscrições de grupos, entre quadrilhas, bumbás, garrotes, danças regionais e outros, até a noite de ontem, era de quase trinta. Esse total poderá ser aumentado hoje, já que o interesse do povo pelo Festival vem aumentando a cada dia que passa.

Grupos como a Dança da Caninha Verde que, inclusive, já ganhou dois anos consecutivos o título de “melhor do ano”, já estão inscritos. A Caninha Verde está sendo ensaiada com 60 participantes, pelo professor Ivo Moraes, no Grupo Escolar Diana Pinheiro, na Estrada do Paredão, devendo se constituir num dos grandes grupos do ano.

Também a Dança Regional do Pilão está inscrita, devendo ser esta a sua segunda participação, com 40 brincantes, estando os ensaios sendo realizados na sede do São Jorge, no bairro da Colônia Oliveira Machado.

ENSAIOS INTENSOS – Alguns grupos estão desenvolvendo intensos ensaios como é o caso do bumbá Garantido, em São Jorge, com o seu principal incentivador, sr. Antônio Alcântara, realizando encontros com os brincantes, todas as noites, na rua da Cachoeira, 233.

O bumbá Corre Campo promete, este ano, ser um dos mais movimentados. Depois de cinco anos ausente do Festão do Povo, vai voltar. Terá nada menos que 60 brincantes e uma batucada de mais de 30 pessoas.


Dessa vez somente 39 grupos se inscreveram, a menor participação de brincantes na festa desde 1958. Foi como se o festival tivesse regredido uma década:

Bumbás: Corre Campo, Tira Prosa, Mina de Ouro, Tira Teima e Garantido.

Garrotes: Luz de Guerra, Douradinho, Canarinho, Dois de Ouro, Malhado, Pena de Ouro e Vencedor.

Pássaros: Jaçanã e Papagaio.

Tribos: Andirás, Maués e Manaú.

Danças regionais: Maracatu, Cacetinho (Tarianos), Caninha Verde, Pilão e Arara.

Danças nordestinas: Cabras do Lampião, Nordeste Sangrento e Cangaceiros do Lampião.

Quadrilhas adultas: Flor Selvagem, Araruama na Roça, Rosa Silvestre, Brotinhos de São Lázaro, Brotinhos de São Francisco, Castelinho na Roça, Coroné Jão e Amazonas.

Quadrilhas infantis: Curumins da Colina, Araruaminha na Roça, Americanos na Roça, Brotinhos de São Lázaro, Caboclinhos do Amazonas e Filhos do Primo do Cangaceiro.


No dia 5 de junho, o matutino O Jornal publicou uma matéria intitulada “Festão do Povo tem encontro hoje na Fundação”:

Os responsáveis por conjuntos inscritos no XIV Festival Folclórico do Amazonas devem comparecer hoje, às 10,30 horas, à Fundação Cultural do Amazonas, oportunidade em que serão tratados assuntos de máxima importância para ele.

Para o encontro de hoje estão convidados os representantes de bumbás, garrotes, tribos e pássaros inscritos no Festão do Povo. Devemos lembrar que a Fundação Cultural fica localizada à rua Huascar de Figueiredo, entre a avenida Joaquim Nabuco e Igarapé de Manaus. O encontro contará com a presença do sr. Edmilson Rosas, da Comissão Organizadora, o qual transmitirá as instruções com referência à festa de abertura do Festival, programada para o dia 14 próximo, no Estádio General Osório.

ENSAIANDO SEMPRE – Enquanto isso, os conjuntos estão ensaiando com muito afinco. O Luz de Guerra, do popular Maranhão, todas as noites está realizando treinamento para os brincantes, visando arrebatar uma das primeiras colocações do Festival. Por outro lado, o Corre Campo, Garantido e outros bumbás, também não se descuidam dos ensaios e prometem muita movimentação para o Festival deste ano, que deverá trazer a Manaus um número elevado de turistas.

BUMBÁ CORRE CAMPO – Depois de alguns anos de ausência, volta ao Festival Folclórico, com força total, o aplaudido bumbá Corre Campo. Os seus dirigentes prometem exibições maravilhosas no General Osório e estão contando com o apoio e o incentivo de seus velhos amigos, para êxito completo de mais uma jornada deste bumbá, de nome muito elevado na história folclórica de nossa terra.

TRIBO DOS ANDIRÁS – O “tuxaua” Carlos Magno informou-nos que a sua tribo, a dos Andirás, está em “ponto de bala”. Muito afinada e com disposição de repetir os sucessos alcançados em outros “Festões”. Disse-nos, também, que está certo de que, neste ano, a Fogás dará a sua tradicional cooperação, fornecendo o transporte para os seus integrantes, o que constitui forte ajuda para o êxito da sua jornada de 1970. Os ensaios estão se realizando diariamente e o geral se dará nos próximos dias.

GULOSEIMAS – Os interessados na montagem de barraquinhas para venda de guloseimas, refresco, etc, no Estádio General Osório, deverão procurar, com urgência, a Divisão de Despesas da Prefeitura de Manaus, para a obtenção da respectiva licença. O expediente da repartição é das 7 às 11 horas.

COMISSÃO OBSERVADORA – O Conselho Estadual de Cultura debateu, ontem, longamente, o Festival Folclórico do Amazonas. E, por fim, no objetivo da proteção desse rico patrimônio de cultura popular, resolveu designar uma Comissão para observar o “Festão” desse ano. Essa Comissão está assim constituída: Presidente – Djalma Batista; membros – Genesino Braga, Mário Ypiranga Monteiro e Álvaro Reis Páscoa.


No dia 28 de junho, domingo, o matutino O Jornal publicou uma matéria intitulada “Festão termina hoje”:

Hoje, encerra-se o XIV Festival Folclórico do Amazonas, com a proclamação dos melhores que dele participaram. Termina depois de 14 dias de alegria e contentamento para o nosso povo que, este ano, mais que os anteriores, prestigiou o “Festão” que lhe pertence, lotando, completamente, todo o General Osório. Noites magníficas, inesquecíveis, de apresentações de muita categoria dos grupos inscritos no certame.

Houve, também, a feliz coincidência da vitória do Brasil, na Copa Mundial do México, e tivemos oportunidade de proporcionar à população, naquela Praça, condições para festejar o acontecimento com toda vibração e entusiasmo. Foi assim, o XIV Festival – com o apoio do Governo Estadual, da Prefeitura Municipal, do Comado Militar da Amazônia e da Companhia de Eletricidade de Manaus –, um festival coroado de pleno êxito, de absoluto sucesso.

Encerrando-o, hoje, damos por iniciados os trabalhos do XV Festival, que haveremos de realizar, com o mesmo apoio e ajuda, em 1971, para honrar o orgulho de nossa gente. A solenidade de encerramento, que será aberta pelo Prefeito Paulo Pinto Nery, seguindo na presidência o governador em exercício deputado Homero de Miranda Leão, terá como ponto alto, exatamente como nos anos anteriores, o desfile de todos os grupos folclóricos.

Depois, haverá a proclamação dos Melhores, que subirão ao tablado para receber os seus troféus e para dançar, em homenagem ao povo. A ordem do desfile está sendo publicada na página 8.

Com o término, de hoje, do Festão do Povo, queremos renovar agradecimentos a todos quanto nos estimularam e nos ajudaram a efetiva-lo, bem como tributar o nosso reconhecimento e a nossa gratidão ao valoroso povo amazonense, pelo prestígio que emprestou, fazendo com que o certame alcançasse, como alcançou, retumbante sucesso.


A Comissão Julgadora anunciou como vencedores os seguintes grupos (campeão e vice-campeão, quando houver):

Quadrilhas adultas: Araruama na Roça e Castelinhos na Roça.

Quadrilhas mirins: Caboclinhos do Amazonas e Curumins da Colina.

Bumbás: Corre Campo e Mina de Ouro.

Garrotes: Luz de Guerra e Malhado.

Tribos: Andirás e Maués.

Dança Regional: Nordeste Sangrento e Cangaceiros de Lampião.

Pássaros: Papagaio.

Outros Grupos: Cacetinho (Tarianos).

Dança Regional Mirim: Filhos do Primo do Cangaceiro.

Melhor Amo de Boi: Pedro Pereira Beira-mar (Corre Campo).

Melhor Amo de Garrote: Péricles Soares Oliveira (Luz de Guerra).

Rainha do Folclore: Iracema Lima Collier (Caninha Verde).

Rainha Mirim: Adelaide Sarah Filgueira (Brotinhos de São Lázaro).


Naquele ano, os manauaras também travaram contato com uma grande novidade: a exibição de videotapes das partidas de futebol da seleção brasileira, no México, sempre no dia seguinte, por meio da TV Ajuricaba.

Como resultado da novidade, a população fazia queima de fogos, carreata pelas principais ruas da cidade e carnaval na Av. Eduardo Ribeiro em dois dias seguidos: no dia do jogo, ouvindo a transmissão pelas emissoras de rádio, e no dia seguinte, assistindo aos jogos pela televisão. Uma grande zorra!

Foi durante as Olimpíadas de Tóquio, em 1964, que a Fifa escolheu o México como sede da Copa de 1970, seguindo o rodízio entre continentes. A Argentina, outra candidata, teve que se contentar em ver o seu sonho adiado para 1978. Na votação, o resultado foi uma goleada – 56 a 32.

O fato de a Cidade do México ser a sede dos Jogos de 1968 pesou favoravelmente – o país já teria estrutura suficiente para bancar uma Copa. A altitude quase atrapalhou o desejo mexicano.

Setenta países inscreveram-se para o Mundial. Houve desistência por problemas políticos. A Coreia do Norte, por exemplo, recusou-se a enfrentar Israel. Portugal, França, Hungria, Argentina e Espanha não conseguiram se classificar. O Marrocos tornou-se a primeira seleção africana a participar de uma Copa desde a Segunda Guerra Mundial.


Juanito, garoto vestido com o uniforme da seleção mexicana e um sombrero, foi o mascote do Mundial pioneiro na transmissão ao vivo para o Brasil.

Pela primeira vez também foram usados cartões amarelos (advertência) e vermelhos (expulsão). Também foi a primeira Copa a permitir substituições – na época, duas para cada seleção.

Na Copa que fez ressurgir o futebol arte, distante no pragmatismo inglês em 1966, a Seleção chegou ao tricampeonato mundial mostrando ao mundo ser possível jogar bonito e vencer.

Do meio-campo pra frente, só tinha craque: Clodoaldo, Gérson e Rivelino; Jairzinho, Tostão e Pelé. O time ainda tinha no banco Paulo Cezar Caju e Edu.

Na defesa, um capitão com a técnica, classe e liderança de Carlos Alberto Torres. Fora a saúde de Brito, a sobriedade de Piazza, a eficiência de Everaldo e Félix...

Foram seis vitórias em seis partidas. Seis shows, com gols espetaculares e jogadas eternizadas como o gol de Carlos Alberto no 4 a 1 sobre a Itália, na grande final.

Mas o que dizer do 4 a 1 sobre a Tchecoslováquia, do 1 a 0 sobre a Inglaterra, do 3 a 2 sobre a Romênia, do 4 a 2 no Peru e do 3 a 1 no Uruguai, na semifinal?

O Brasil comandado pelo técnico Zagallo mereceu e muito o titulo e a posse definitiva da Taça Jules Rimet.


Um dos melhores atacanfes de todos os tempos, o alemão Gerd Muller deixou sua melhor marca no México. 

O “Bombardeiro”, como era conhecido, marcou 10 gols e fez uma dupla inesquecível com outro craque, Overath.

Atacante habilidoso, forte, oportunista, tinha faro de gol. Preciso nos chutes e nas cabeçadas, era dífícil de ser marcado.

A terceira Copa conquistada, feito até hoje único de um jogador, coroou a carreira do dono da camisa 10 da seleção canarinho.


Aos 29 anos, o Mundial do México foi de Pelé. O Rei do Futebol protagonizou alguns dos lances mais lindos da história do futebol. Seja nos quatro gols marcados – destaque para o de cabeça, na final contra a Itália –, seja pelos que não marcou: o chute do meio de campo contra a Tchecoslováquia, o drible de corpo no goleiro uruguaio Mazurkiewicz, a cabeçada que o goleiro inglês Gordon Banks salvou, numa das mais difíceis defesas de todos os tempos.

Foram jogadas de cinema, na despedida em Mundiais do maior artista da bola.

Campeões do mundo, os ingleses caíram no grupo do Brasil na primeira fase, coisa que evitaram quando foram os anfitriões na Copa.

O jogo foi considerado o mais difícil para a seleção brasileira, que venceu suado, por 1 a 0. 

O English Team, em segundo lugar no grupo, pegou a Alemanha nas quartas e foi eliminado por 3 a 2.

Fora isso, ganhou o troféu antipatia desde o começo, quando afirmou que levaria água do próprio país para os jogadores beberem, com medo de a água mexicana contaminar.

As duas semifinais da Copa foram emocionantes. Brasil x Uruguai teve sobre si o fantasma de 1950. Mas Alemanha x Itália ganhou no quesito drama.


No tempo normal, a Azzurra vencia por 1 a 0, gol de Boninsegna, até os 44 do segundo tempo, quando Schnellinger empatou. Na prorrogação, mais surpresas. Gerd Müller virou para a Alemanha, Burgnich empatou para a Itália, e Riva fez 3 a 2 ainda no primeiro tempo.

Na segunda etapa, Gerd Müller voltou a empatar. Mas, a dois minutos do fim, Rivera fez 4 a 3 e pôs a Azzurra na final.


A batalha campal de 120 minutos teve cenas antológicas, como a de Beckenbauer jogando com a clavícula deslocada e o braço enfaixado no peito. 

Há quem diga que essa partida deixou os italianos exaustos para a final.

Brasil e Itália entraram em campo no lotado estádio Azteca na briga pelo tricampeonato mundial e, consequentemente, a posse em definitivo da Taça Jules Rimet.

Em cabeçada sensacional, Pelé abriu o placar, mas Boninsegna empatou, ainda no primeiro tempo.


Na segunda etapa, Gérson, em jogada individual, fez 2 a 1. Jairzinho, o Furacão, marcou o terceiro, e Carlos Alberto, em bola rolada pelo Rei do Futebol, completou o placar e a festa brasileira.


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