quinta-feira, janeiro 26, 2017

Uma explicação medianamente desnecessária


Em maio de 2011, ou seja, dez anos depois de ter lançado com sucesso um livro contando a gênese da música eletrônica (“Funk, a música que bate”, duas edições esgotadas, de 3 mil exemplares cada uma), resolvi fazer um post ironizando a baixa aceitação do gênero aqui na taba.

Para minha surpresa, dezenas de idiotas de plantão não entenderam o espírito da coisa e começaram a me espinafrar por meio de comentários preconceituosos, sem eira nem beira.

Além de me chamarem de gordo, feio e pobre (qualidades morais que nunca neguei!) e de morar no meio de índios (da tribo dos Papacus, sempre é bom lembrar...), começaram a achar que sou um “inguinorante” musical.

Porra, para um moleque que era DJ com 17 anos e ouvia Kraftwerk desde os quinze, isso soou como uma infâmia.


No início, achei divertido – e publicava os comentários. Com o tempo, virou um pé no saco – e comecei simplesmente a informar ao blogger que aquilo era spam. Foda-se.

Sim, porque a maioria dos comentários era assinada por um tal de “anônimo”. E de anônimo, já basta minha conta numerada na Suíça.

Confesso que não sei lidar com idiotas de plantão – sequer sei como eles vêm parar aqui no meu mocó, já que faço de tudo para mantê-los afastados.

Desconfio – sem poder provar – que é gente acostumada a transitar com desenvoltura na cracolândia virtual das chamadas redes sociais (facebook, whatsapp, google +, instagram, et caterva), em que o xingamento é publicado em tempo real.


Aqui no blogger, entretanto, o buraco é mais embaixo. Os comentários, negativos ou não, aguardam o moderador do blog para serem publicados.

E, como qualquer sujeito hedonista que adora compartilhar informações, eu publico ou não.

Dito isso, vamos entrar em um acordo: quem ficar puto com as minhas postagens, que guarde suas críticas bem escondidinhas no olho do cu e me esqueça completamente, já que não dependo de seus “likes” para ser feliz.

Sem contar que também não quero ser responsável pela sua frustração intelectual de retornar ao post diariamente e constatar que sua “crítica maravilhosa” não foi publicada.

Perca tempo com isso não, mainha... Vá dar duas horas de cu com o relógio parado, painho... Procurem o que fazer ali na esquina, mas me deixem em paz, please!

Existem 580 milhões de blogs na internet. Encontrem um pra chamar de seu, mas me errem, carálio!...

Now, quem tem senso de humor e sabe separar o joio do trigo, vai continuar sendo bem-vindo ao mocó. É para eles que continuo escrevendo. Simples assim.

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