quinta-feira, fevereiro 23, 2017

Sábado é dia da 1ª Banda do Galvez Botequim


Surfando na onda do “carnaval politicamente correto, socialmente justo, ambientalmente responsável e sem assédio sexual”, o empresário Álvaro José assinou o atestado de óbito da Banda Pega na Inxada e, em seu lugar, vai realizar a Banda do Galvez Botequim.

O evento terá início a partir das 12 h deste sábado, 25, com uma feijoada self service (R$ 30 por cabeça) e a presença do DJ Leandro Kandall nas carrapetas. A partir das 16 h, Junior Rodrigues entra em campo para mostrar as melhores marchinhas de carnaval e os melhores sambas enredos da história.

O Galvez Botequim está localizado na Rua Altair Severiano Nunes, nº 08, Conjunto Eldorado, na pracinha em frente à antiga Utam (atual UEA).

A natimorta Banda Pega na Inxada foi rifada pelas dezenas de frequentadoras do botequim, que consideraram o nome de duplo sentido “assaz indecente”, a letra, “machista e sexista”, e o símbolo da banda, de autoria do famigerado Jack Cartoon, “simplesmente pornográfico”.



“Se passadas de mão, beijos à força, puxões no cabelo e outras investidas sem consentimento não podem ser encaradas como algo natural no carnaval, então o carnaval perdeu todo o seu sentido”, diz o sociólogo Beto Souza, inconformado com o fim da Pega na Inxada. “Carnaval é uma tradução de carne vale, que significa despedida do corpo, uma vez que nesta época as pessoas são estimuladas a se soltarem e se envolverem com as atividades carnavalescas.”

Outro que lamentou a falta de humor da mulherada foi o eletricista Jorge Baiano. “Conheci minha esposa, Suhelen Lima, na Banda do Pau Mole, do bairro da Raiz, e estamos juntos há 15 anos. Na hora em que começou a tocar a marchinha Máscara Negra e chegou naqueles versos do vou beijar-te agora, não me leve a mal, tudo é carnaval, eu mandei um beijão de surpresa na nega velha. Colou. Se, na época, fosse proibido dar cantada em mulher bonita, eu não teria conquistado o amor da minha vida...”

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