sexta-feira, agosto 28, 2026

Telecoteco do Balacobaco - Canto 42

 

O radialista F. Cavalcante e o DJ Beto Balanço

42. Fevereiro de 1980. Naquela noite, o Olímpico Clube estava realizando o seu badalado Baile do Havaí. A venda de mesas havia se esgotado com um mês de antecedência. Só entrava individualmente quem tivesse convite autenticado pelo presidente do clube. Sem convite, nem o Papa João Paulo II, o polonês Karol Józef Wojtyła, teria acesso ao panavueiro.

Chega Francisco Cavalcante, simples e tranquilo. Meteu a mão no bolso da camisa, tinha esquecido o convite. Procurou, não achou. Foi entrando, o porteiro barrou:

– Sem convite, não entra.

– Sou o radialista F. Cavalcante, faço o programa radiofônico “E Éramos Todos Jovens”, de segunda a sábado, na rádio Difusora, e o baile mensal “For Making Love”, no Juventus, de Santo Antônio, com mesas liberadas.  Devo ter esquecido o convite no estúdio da rádio...

– Se o senhor é o F. Cavalcante, eu sou o rei do Sião, meu amigo! Sem convite, não entra nem pelo caralho!

F. Cavalcante deu meia volta, ficou esperando.

Chega o advogado Ari de Castro Filho, presidente do clube.

– Meu querido radialista, que bom que você veio. Vamos entrar.

– Não posso. Esqueci o convite.

– E daí? Quem disse que você não podia entrar?

– O rei do Sião, aquele senhor simpático que está logo ali...

Ari ficou puto da vida e deu uma espinafrada básica no rei do Sião por não ter reconhecido o radialista mais famoso de Manaus. Entraram os dois.

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