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terça-feira, outubro 21, 2014

Panavueiro no Boteco do Caseiro


Na última quinta-feira, 16, na aprazível cobertura do médico Arnaldo Russo, rolou uma sessão especial do Clube dos Discófilos Fanáticos (CDF) intitulada “Boteco do Caseiro”, que foi simplesmente de tirar o fôlego.
Um dos mais bem sucedidos oftalmologistas do país, Arnaldo Russo tem uma segunda paixão, depois da medicina, que é a música.
Sua coleção musical (CDs, DVDs, Blu-ray Discs, vinis, fitas K7, etc) está avaliada em alguns milhares de dólares.
Aliás, ele é um dos poucos sujeitos que conheço capaz de pegar um voo para Cingapura somente porque soube que vai ser lançado algum disco pirata dos Beatles no Suntec City Mall.


O “Boteco do Caseiro”, que teve sua segunda edição este ano, foi uma invenção do próprio “caseiro” (porque o Arnaldo é o dono da casa aonde rolam as sessões etílico-musicais do CDF, por supuesto) para demonstrar seu ecletismo musical.
Diferente das sessões normais do CDF, o “Boteco do Caseiro” busca criar a ambiência típica de um “pé-sujo tradicional”, ora em extinção, com biritas e petiscos dentro desse mesmo espírito lúdico. Só ficou faltando pó de serragem no chão...


Contando com a competência e a simpatia do maître Manuel e do bartender Jebson, havia biritas de todos os calibres (vodka, cachaça, uísque, cerveja em lata e chope) e comidinhas para alimentar um acampamento de refugiados curdos (filé com calabresa, pastéis, bolinhos de bacalhau, croquetes, empadas, escondidinho de ossobuco). Tudo 0800.







Devo ter tomado sozinho uma garrafa de vodka Absolut transformada em caipirosca porque os copos de birita eram do tamanho king size e o bartender não fazia questão de economizar na pajelança.
Já devo ter participado de meia dúzia de sessões do CDF, mas somente nesta quinta-feira a ficha caiu: o Arnaldo Russo é abstêmio!
Caraco! Saber como é que o sujeito, de cara limpa e na maior alegria, aguenta aquela horda de biriteiros ensandecidos deveria fazer parte de um estudo de caso psicanalítico!








A sessão começou às 19h, com a presença dos titulares do clube (Lucio Bezerra de Menezes, Roberto Benigno, Osvaldo Frota, Edson Gil, Expedito Teodoro, Salomão Benchimol, Acram Isper, Humberto Amorim, Paulo Monteiro e Valdir Menezes) e de destacados membros da patuleia (Joaquim Marinho, Domingos Russo, Osvaldo, Marcos Benigno, Adroaldo, Beto Russo, Oyama Ituassu Filho, Tito Magnani, Luiz Mário, Luiz Carlos, Heraldo Beleza, Otaviano Dutra, Barroso e Marcus Oagem, entre outros).
Da patuleia, senti a falta do maratonista Jefferson Garrafa, mas me disseram que ele estava disputando uma eliminatória do “Iron Man”, no Havaí.
Ao todo, umas trinta pessoas. A cachaçaria daria para uma centena...







A apresentação do caseiro, intitulada “Apócrifo 2”, começou britanicamente às 22h.
Arnaldo Russo selecionou alguns takes de filmes eróticos e a trilha sonora para cada um deles, o Roberto Benigno editou com extrema competência, e o resultado foram 14 clipes de encher os olhos.
O primeiro (e o único com a trilha sonora original) mostrava aquela dança de enfeitiçar zumbies da Selma Hayek no cult “Um Drinque no Inferno”.
Daí em diante, o circo pegava fogo.





De Natalie Portman mostrando seus dotes bem fornidos em “Closer” (trilha sonora: “I Cannot Give You My Love”, de Cliff Richards e Barry Gibb) a Deborah Secco traçando meio mundo em “Bruna Surfistinha” (trilha sonora: “As Loucas”, de Rita Lee), de Deborah François exalando sensualidade em “Students Services” (trilha sonora: “I Saw It”, das Barenaked Ladies) à estonteante Astrid Berges-Fribsey no clássico “El Sexo de Los Angeles” (trilha sonora: “Te Extrano”, de Armando Manzanero e Francisco Cespedes), o negócio era não deixar ninguém sair da sala para respirar.
Os sempre solícitos Manuel e Jebson cortaram um dobrado para abastecer os copos dos comensais sem serem xingados por estarem atrapalhando a visão de uns e outros. Hilário.
Onze clipes depois, chegamos à cereja do bolo: Natassja Kinski, aos 19 anos, sendo traçada em grande estilo pelo garanhão Marcelo Mastroianni em “Cosi Come Sei” (trilha sonora: “Ho Trovato Una Rosa”, de Lucio Dalla). Simplesmente magnífico.
Depois da belíssima apresentação, Arnaldo Russo presenteou cada um dos cachorros com uma transadíssima cópia dos clipes em Blu-ray, que já assisti seis vezes seguidas no mocó e ainda não enjoei. Devo ser tarado...
Abaixo, mais alguns flashes da fuzarca:



















Um comentário:

Lúcio M S Bezerra de Menezes disse...

Simão, tu és inigualável . Estás intimado para a rave e, dessa vez, exijo a presença do careca selvagem.