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quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Recife está fervendo no Dia Nacional do Frevo


O Dia Nacional do Frevo está sendo comemorado com várias atrações no Recife.

Quem quis (e pode) celebrar o dia, teve opções de manhã, a partir das 9h, à tarde e até a noite, com shows na sede do Galo da Madrugada e na Sala de Reboco.

A programação presta homenagem aos blocos Banhistas do Pina e Batutas de São José, que completam 80 carnavais.

A celebração começou no Pátio de São Pedro, às 9h, com os personagens Mateus e Catirina.

Eles foram os locutores da Rádio Frevo, apresentando clássicos do gênero genuinamente pernambucano.

A partir daí, a programação se concentrou em apresentações musicais e de dança.


As atrações se estendem até às 23h, quando Lurdinha Nóbrega comanda o Cortejo do Frevo.

Enquanto o Pátio de São Pedro ferveu ao som dos shows, foliões se reúnem em cortejo na Praça Maciel Pinheiro, a partir das 16h, animados pela Frevioca.

O cortejo sai em direção ao Pátio de São Pedro, às 17h30, com passistas, bonecos gigantes, um trenzinho com crianças e blocos carnavalescos, como Pau e Corda, Saudade, Flores, O Bonde e Flor da Lira de Olinda.

No Pátio de São Pedro vai ocorrer o lançamento da exposição Viva Batutas, Viva Banhistas.

Os 80 anos de história dos blocos carnavalescos Banhistas do Pina e Batutas de São José serão relembradas na mostra, com curadoria de Nina Wicks de Almeida, a partir das 17h.

A mostra reúne peças do acervo dos grupos, como roupas, adereços, flabelos e troféus, além de fotografias.


A data foi escolhida para a estreia da Troça Carnavalesca Mista Bacanal, organizada pelo Espaço Pasárgada.

Inspirada na obra de Manuel Bandeira, o bloco sairá pelas ruas ao redor da sede (Rua da União, 263 - Boa Vista).

Antes, a partir das 19h, textos de Bandeira serão recitados pelo Grupo de Poesia Vozes Femininas.

A banda Som da Terra comemora a data com o lançamento do disco Te Vira No Frevo 2, no projeto Quintas do Galo (sede do Galo da Madrugada), com participação de Ed Carlos, Rogério Rangel e bloco Menestréis de Paulista, às 19h.

O disco está disponível no site da banda (www.somdaterra.com.br).

Os ingressos custam R$ 20. Informações: 3224-2899.


O Maestro Forró também presta seu tributo, em show que mistura forró pé-de-serra e frevo, a partir das 22h, na Sala de Reboco (Rua Gregório Júnior, 264, Cordeiro).

Sucessos de Luiz Gonzaga, Trio Nordestino e Dominguinhos estarão no repertório dele e dos convidados. Fone: 3228-7052

O maestro Spok leva o frevo com refinamento musical à Europa em turnês anuais.

No Rio de Janeiro, a potiguar Roberta Sá regravou em seu novo disco um frevo (Deixa sangrar) composto pelo baiano Caetano Veloso.

Em São Paulo, o pernambucano Vitor Araújo inspira-se no frevo e jazz em composições que têm agradado público e crítica.


Na periferia, agremiações exploram a música e a dança pernambucanas durante todo o ano, mesmo que precisem enfrentar dificuldades financeiras e falta de apoio.

Tradicional ou contemporâneo, a manifestação pernambucana que hoje completa 105 anos continua ampliando suas fronteiras.

O historiador Evandro Rabello, autor do livro Memórias da folia, sobre os carnavais dos séculos 19 e 20, ressalta as mudanças que o ritmo tem sofrido, mas sem tirar modificar sua essência.

As iniciativas que dialogam com outros gêneros musicais ampliam o alcance da música, desvinculando-a da restrição à Festa de Momo.

“Acho que estamos em um bom momento. Conseguimos que o frevo fosse reconhecido como Patrimônio Cultural Brasileiro. Nos últimos anos, a manifestação ganhou notoriedade com relação à música e à dança”, acredita Lindivaldo Júnior, assessor do gabinete do secretário de Cultura.


O título impulsionou a promoção de eventos, por parte do governo e da população em geral, em Pernambuco e fora do estado.

Quem não se lembra da homenagem (e a consequente polêmica) que a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira fez ao frevo?

Para o doutorando em história da cultura e gerente da Casa do Carnaval Mário Ribeiro, estamos colhendo os frutos da patrimonialização.

“Posso garantir que o frevo continua vivo, sobretudo nas periferias. É uma magnitude muito grande”, explica.

O carnavalesco Getúlio Cavalcanti é bastante otimista.

Para ele, nos últimos dez anos, a manifestação popular tem reassumido um lugar de destaque.


“O destaque se dá em todos os aspectos. No lirismo, com os blocos que estão surgindo, na música, com os maestros Spok e Forró”, cita Getúlio.

Ele lembra ainda a vitória do pernambucano Fábio Ferreira Simões do Concurso Nacional e Marchinhas de Carnaval, com Papagaio de arame, marchinha que guarda influências do frevo.

Na juventude, percebe-se que a tradição está longe de ser esquecida.

Na Escola Municipal de Frevo Maestro Fernando Borges, frequentada por mais de 600 alunos, o interesse dos mais jovens tem crescido.

“Às vezes, os jovens são muito mais envolvidos que os adultos. A tradição do frevo será repassada às próximas gerações”, profetiza Ana Miranda, diretora da escola.


Agende-se

Pátio de São Pedro

9h - Rádio Frevo com Mateus e Catirina

11h - Orquestra 19 de Fevereiro e passistas

15h - Orquestra Expresso e Passistas Grupo Fazendo Arte

17h - Orquestra Raízes Pernambucana e passistas campeões de 2012

17h - Exposição Viva Batutas, Viva Banhistas (Casa 11)

18h30 - Chegada do Cortejo

18h30 - Homenagem aos blocos, lançamento de livro, CD e documentário

19h - Orquestra Evocações e coral dos homenageados

20h40 - Orquestra Lourdinha Nobréga e cortejo do frevo


Praça Maciel Pinheiro

16h - Concentração: Frevioca, Orquestra e Bloco Infantil Eu Quero Maiszinho

17h30 - Saída do cortejo com destino ao Pátio de São Pedro

Sede do Galo

19h - Lançamento de Te Vira No Frevo 2, da Som da Terra Espaço Pasárgada

19h - Troça Carnavalesca Mista Bacanal

Sala de Reboco

22h- Maestro Forró e amigos homenageiam o frevo


(fonte: Diario de Pernambuco)

Hoje é dia de ensaio geral da Banda do Cinco Estrelas


A Banda do Cinco Estrelas realiza nesta quinta-feira o seu 3º esquenta, que será animado pela banda de sopro “Batutas de Lamartine” – uma referência a Lamartine Babo, o maior compositor de marchinhas de todos os carnavais –, e pelo grupo de samba do Mestre Mariolino.

De acordo com o proprietário do bar, Charles Stones, o barulho começa a partir das 20h, mas a concentração tem início às 19h.

― Nosso último esquenta será dos mais animados, porque estamos motivados por boas notícias. A primeira é que seu Armando está se recuperando e a segunda é que a Secretaria Estadual de Cultura, através do secretário Robério Braga, vai apoiar a homenagem que estamos fazendo ao nosso portuga – festeja Charles.

A pedagoga Kádia Eneida vai fazer uma participação especial no fuzuê exibindo sua hot-sexy fantasia de dançarina de can-can, inspirada no musical Cabaré, enquanto dança o Gira com o leão-de-chácara Montanha.

Se não chover, pretendo estar na fila do gargarejo para apreciar os invejáveis atributos físicos da dançarina.


A Banda do Cinco Estrelas, que este ano homenageia o português Armando Soares, símbolo da Banda Independente da Confraria do Armando (BICA), sai no sábado magro, neste final de semana, exatamente no mesmo dia em que a BICA deveria sair.

Em 24 anos, este é a primeira vez que a tradicional banda do Armando não ganha as ruas, devido a problemas de saúde de seu patrono que se encontra internado em um hospital da Unimed.

Na semana passada, a Banda do Cinco Estrelas lançou o CD com a marcha “Armando no Charles”, de autoria do jornalista Mário Adolfo e dos músicos Edu do Banjo, Duduzinho do Samba e Mestre Pinheiro.


Trata-se de uma singela homenagem ao português Armando e, em um de seus versos, a música fala da saudade que a BICA está deixando no carnaval de 2012, mas promete que vai tentar levar alegria e irreverência para preencher o vazio deixado pela banda mais escrachada de Manaus.

“Ai que saudade seu moço/ do Largo de São Sebastião/ da cerveja e do X-porco 
da cachaça com limão/ Quando a Cinco Estrelas passar/ vou lembrar da BICA na multidão/ o sino da igreja vai tocar/ vai ser difícil segurar a emoção...”, diz um dos trechos da música.

Para seguir a tradição da BICA, a Banda do Cinco Estrelas deixará o bar da avenida Getúlio Vargas às 18hs, subirá a rua Monsenhor Coutinho, entrará na rua Tapajós e deverá seguir pela rua Dez de Julho até ao Largo de São Sebastião, onde está localizado o Bar do Armando.

Diante do bar, os 50 mil foliões esperados deverão cantar a marchinha em homenagem ao português mais famoso da cidade.

Evoé, Momo!


Curta, abaixo, letra e música da marchinha, na vibrante voz do pagodeiro Assis Almeida.



ARMANDO NO CHARLES

(Mário Adolfo, Edu do Banjo, Duduzinho do Samba e Mestre Pinheiro)

Esse ano não vai ser
Igual aquele que passou,
Dessa vez a minha BICA
Não entrou, meu amor!

Ai que saudade, seu moço
Do Largo de São Sebastião
Da cerveja e do X-porco
Da cachaça com limão

Quando a “Cinco Estrelas” passar
Vou lembrar da BICA na multidão
O sino da igreja vai tocar
Vai ser difícil segurar a emoção

Mas não faz mal,
Mas não faz mal
Vou lá no Charles
Pra brincar o carnaval (Bis)

Mas hoje é dia de alegria
Carnaval é uma ilusão
O gajo está comigo na folia
E também no coração

Ah, cachopa, siga meu comando,
Ah, cachopa, ouça a minha dica:
Quem gosta do Armando (Ora pois, pois!...)
Não esquece a minha BICA!

Armando é batuta
Armando é legal
Importamos o portuga
Lá de Portugal! (Bis)

Concurso de fantasias agita público infantil no próximo domingo


Do G1 AM

No próximo domingo, dia 12 de fevereiro, a partir das 18h, será realizado no Largo São Sebastião (Centro, zona sul), o Concurso de Fantasias Infantil, evento que faz parte da programação Carnaval – Alegria… Alegria…, realizado pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC).

O acesso é gratuito.

Para garantir participação no evento, os interessados devem ler o regulamento do concurso e preencher a ficha de inscrição, disponível no blog e na sede da SEC, no setor de Eventos, situada na Avenida Sete de Setembro, n° 1.546, Centro, no Palácio Rio Negro.

O formulário preenchido mais o croqui da fantasia deverão ser entregues na sede da SEC, até a próxima sexta-feira, dia 10 de fevereiro, das 8h às 17h.

Aqueles que perderem o prazo poderão realizar a inscrição no dia do evento, na bilheteria do Teatro Amazonas, das 15h às 16h30.


De acordo com a SEC, todas as fantasias terão de seguir o critério exigido pela Comissão Organizadora, correspondendo à categoria inscrita.

Cada candidato terá direito a somente um acompanhante nas dependências do Teatro Amazonas, onde deverão comparecer com duas horas de antecedência.

A Comissão Julgadora será composta por cinco membros e um presidente do júri, e será apresentada na hora do evento.


Premiação

As crianças que apresentarem as melhores fantasias segundo a comissão julgadora, do primeiro ao terceiro colocado de cada categoria, receberão prêmio em dinheiro e troféu.

Na Originalidade Infantil de 3 a 7 anos: 1° R$ 500; 2° R$ 400; 3° R$ 300.

Na Originalidade Infantil de 8 a 12 anos: R$ 500; 2° R$ 400; 3° R$ 300.

Luxo Infantil de 3 a 7 anos: 1° R$ 800; 2° R$ 600; 3° R$ 400.

Luxo Infantil de 8 a 12 anos: 1° R$ 800; 2° R$ 600; 3° R$ 400.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

A bola da Copa será filha da Amazônia



Há alguns meses, o confrade Beto Mafra iniciou uma campanha mundial para que o nome da próxima bola da Copa 2014 seja caramuri, um tipo de abio que só aparece de quatro em quatro anos.

Despachado como sempre, ele fez um memorial descritivo explicando as vantagens de se optar pelo nome caramuri e enviou pra Adidas, Fifa, CBF, Governo do Amazonas e para diversos formadores de opinião.





O poeta Thiago de Mello é um dos mais empolgados com a campanha, que também já conta com o apoio irrestrito do governador Omar Aziz.


Na semana passada, durante uma cachaçada aqui no mocó, o qu4trilho suburucu (eu, Edu do Banjo, Duduzinho do Samba e Mestre Pinheiro) resolveu entrar na briga e fez um jingle de sustentação para a campanha.

O Beto Mafra aprovou a marchinha, que foi gravada experimentalmente por Edu do Banjo e Duduzinho do Samba.


Segue, abaixo, a música e letra do jingle. Curtam:



A bola da Copa será filha da Amazônia
Nome redondo de uma fruta regional
Sateré-maué chamou de caramuri
E o Brasil vai embarcar nesse astral

Na língua nativa é a fruta da floresta
Alimenta os homens, os animais e a passarada
Só aparece de quatro em quatro anos
Copa do Mundo na Pátria das Águas

Caramuri vai dar drible e dar olé
Rolando meiga na terra do Rei Pelé
Caramuri no futebol, ah, que beleza:
É gol de placa preservando a natureza!

Relembrando o 2º Concurso de Poesia Falada do Amazonas


Julho de 1985. Nos dois meses anteriores, a Superintendência Cultural do Amazonas (SCA) havia aberto as inscrições para o 2º Concurso de Poesia Falada do Amazonas.

Cada participante podia inscrever até três poemas.

Dos 1.183 poemas inscritos, 45 foram selecionados para disputar três eliminatórias no Teatro Amazonas.

Em cada noite de uma quinta-feira, entrariam na disputa 15 poemas e três seriam classificados para a grande final.

Quando a SCA divulgou no início do mês os 45 poemas da primeira triagem, fiquei surpreso ao constatar que os meus três poemas (“Memorial”, “Distrito Industrial” e “Inocentes Úteis”) haviam passado pela peneira.

Convenci a charmosa Ana Maria Ramos (aka “Aninha”), na época 1ª secretária do Sindicato dos Metalúrgicos (eu era o vice-presidente), para fazer a leitura dos meus poemas no palco.

Ela topou.


Para julgar os poemas, a SCA escolheu uma comissão de alto nível: os professores universitários Narciso Lobo, Antônio Paulo Graça, Carlos Gomes e Marcos Frederico Kruger.

Na 1ª eliminatória, “Memorial” obteve a maior pontuação e se classificou em primeiro lugar.

Na 2ª eliminatória, a história se repetiu com “Distrito Industrial”.

Na 3ª eliminatória, a história voltou a se repetir com “Inocentes Úteis”.

Eu era o único poeta a classificar três poemas para a grande final e, em condições normais de pressão e temperatura, conquistaria os três primeiros lugares.

Foi quando o cu da cutia assobiou.


No dia da finalíssima, o superintendente cultural Guto Rodrigues dissolveu a comissão julgadora anterior e nomeou uma nova comissão julgadora formada por quatro medíocres burocratas do PCB que trabalhavam na SCA.

A única exceção era o cantor, compositor e violonista Geraldinho Azevedo, também ligado ao PCB.

O renomado músico pernambucano iria fazer um show acústico no palco do teatro tão logo fossem escolhidos os poemas vencedores e foi nomeado presidente da nova comissão julgadora.

Havia uma explicação possível para a presepada.

Em 10 de maio de 1985 (dia do meu aniversário de 31 anos), uma Emenda Constitucional restabeleceu as eleições diretas para as prefeituras das cidades consideradas pelo Regime Militar como áreas de segurança nacional.

A emenda também concedeu o direito de voto aos analfabetos e aos jovens maiores de 16 anos, além de extinguir a fidelidade partidária e abrandar as exigências para registro de novos partidos.

Isso permitiu a legalização do PCB e do PC do B e o surgimento de um grande número de pequenas agremiações.

A mais importante medida dessa Emenda, entretanto, foi a convocação de uma nova constituinte, que viria a publicar uma Constituição em 1988.


Presidente regional do proscrito PCB, o músico Guto Rodrigues queria aproveitar o evento para fazer proselitismo barato a respeito da legenda e não iria deixar de jeito algum que um brizolista (eu era presidente municipal do PDT) fosse colocar água no chope da festa comunista.

Eu não tinha assistido nenhuma eliminatória, mas no dia da grande final resolvi bater ponto no Teatro Amazonas para incentivar a Aninha.

A nossa turma (Chico Fera, Alberto Gordo, Francisco Bill, Jonacy, José Carlos Marinho, Alfredo Bigode, Danilo Leite, Vicente Filizzola, Carlos Lacerda, Edmilson Pai da Mata, Zé Raimundo, Laércio Maia, Isabel Alegria, Rosilene, Maria Rita, Paula Souza, Socorro Papoula, Ana Flávia, Maria Aparecida, Elcimara Barroso, etc) ocupou as primeiras duas filas do teatro, a dois metros do palco, para elogiar ou avacalhar o resultado da competição.

Mostrando muita classe e simpatia, Aninha recitou os três poemas sem gaguejar (nas eliminatórias, ela simplesmente havia lido os poemas) e se credenciou a disputar o título de melhor intérprete.

É evidente que cada vez que a Aninha era chamada ao palco para recitar um poema, a gente fazia um escarcéu da moléstia aos gritos de “já ganhou, já ganhou!”, no que éramos seguidos pelo teatro inteiro.

Uma esbórnia franciscana!

A comissão julgadora levou meia-hora para computar as notas e anunciar os vencedores.


Guto Rodrigues subiu ao palco e anunciou:

– Em primeiro lugar, “Um poema suado sob um sol latino” do camarada Alexandre Otto!

Recebeu uma vaia monumental.

O poema era um besteirol laudatório de 12 laudas sobre a revolução nicaraguense, que havia entediado a plateia.

Ninguém sabia, sequer, como aquela estupidez havia se classificado para a grande final.

Segundo o escritor Antônio Paulo Graça, o poema do Alexandre Otto tinha ficado em terceiro lugar na primeira eliminatória porque era o menos pior entre os outros 12 desclassificados.

Comunista histórico, o ator Rui Brito se levantou da plateia e começou a xingar o superintendente cultural:

– Porra, Guto, isso é uma palhaçada, uma palhaçada! Esse poema é uma merda, não serve nem pra limpar o cu! Você é um stalinista escroto porque só sendo um stalinista muito escroto e filho da puta para fazer uma molecagem dessas! Isso é lixo, porra, isso é lixo! Os poemas do Simão Pessoa dão de dez a zero nessa merda que vocês estão premiando! Essa porra do Otto não é poema, isso é uma babação de ovo pseudo-revolucionária cheia de erros de concordância! Vai tomar no cu com uma palhaçada dessas! Ninguém aqui é otário, porra, vocês armaram essa mutreta pra levantar o nome do partido! Isso é molecagem, caralho, isso é molecagem!

Nervosíssimo, Guto Rodrigues pediu para os seguranças do teatro retirarem Rui Brito da plateia e anunciou o segundo lugar: “Inocentes Úteis”.

Levou outra vaia monumental porque o teatro inteiro queria ver aquele poema em primeiro lugar.

Parabenizei a Aninha pela brilhante atuação e, na sequência, nos mandamos dali, deixando o cabaré pegando fogo.

Metade da plateia também abandonou o teatro em protesto, micando o show acústico do Geraldinho Azevedo, que não tinha nada a ver com o peixe.

A nossa turma foi comemorar a presepada no Bar Três Porquinhos, nas imediações da sede do sindicato, numa cachaçada que entrou pela madrugada.

Bons tempos, zifio, bons tempos.

Seguem os três poemas, que posteriormente foram publicados no livro “Guarânia com guaraná”.


Memorial

Sou da geração mimeógrafo:
Fiz da revolta o sextante
Na cartografia do ódio

Sou da geração neovazia:
Minha ética é o niilismo
No desprezo a ideologia

Sou da geração mais-embaixo:
Fiz de defesa a chacota
E de armadura o sarcasmo

Sou da geração AI-5:
Já levei tanta porrada
Que a alma perdeu o vinco


Distrito Industrial

Semântica do desespero
Nos alagados da vida
Levam pras filas o peso
Da palavra conhecida:
A grave greve engravida.

Trabalhadores cansados
Desafiando estatísticas
(a dor no lombo alheio
nunca é dura e incisiva):
A grave greve gravita.

Barulho sanguinolento
Na sina cega da lida
Fermento descontrolado
Na falta grave cerzida:
A brava greve bem-vinda.

Repressão e desespero
Meninos velhos meninas
Resistindo em piquetes
Com esperanças à míngua:
A força da fé faminta!


Inocentes úteis


Sou um professor cônscio e sensato:
Só respondo o que é-me perguntado

Sou um médico patriota e simplista:
Nunca emito opinião sobre política

Sou uma estudante feminista e liberada:
Homem e bicha comigo é na porrada

Sou um cidadão pacífico e previdente:
Nunca ouso criticar um presidente

Sou um operário humilde e escolado:
Só de ouvir falar em greve já me cago

Sou um legislador íntegro e progressista:
Sendo pobre aplico a máxima justiça

Sou um político popular e democrata:
Só governo com decreto ou com chibata

Sou um poeta visionário e demente:
Faço versos sobre a merda desta gente!

Já não se fazem mais aprendizes de filósofos como antigamente!


Setembro de 1986. O eterno playboy Odivaldo Guerra havia descoberto recentemente os pensamentos de Confúcio e estava em estado de graça.

Disposto a dividir aquela sabedoria milenar com a gente pobre e ignara da Cachoeirinha, ele chega ao clube Fazendário, durante uma animada manhã de sol, e se abarca em uma mesa dividida por Sici Pirangy e Ricardo Pinheiro (aka “Ricardão”).

Na primeira oportunidade, Guerra abre o verbo:

– Como dizia Confúcio, não são as ervas más que afogam a boa semente, e sim a negligência do lavrador. Quando vires um homem bom, tenta imitá-lo. Quando vires um homem mau, examina-te a ti mesmo.

– Cuma?! – pergunta incrédulo Sici.


Guerra não dá a mínima e dispara novos mísseis balísticos intercontinentais da mais cristalina filosofia confuciana:

– Saber o que é correto e não o fazer é falta de coragem. A experiência é uma lanterna dependurada nas costas que apenas ilumina o caminho já percorrido. A preguiça anda tão devagar, que a pobreza facilmente a alcança. Quem disse isso foi Confúcio!

– Porra, Guerra, a gente estava aqui conversando sobre o próximo enredo do Andanças de Ciganos e tu me chegas com esse papo aranha! – reagiu Ricardão.

Guerra não estava nem aí:

– Se queres prever o futuro, estuda o passado. Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha. Querem que vos ensine o modo de chegar à ciência verdadeira? Aquilo que se sabe, saber que se sabe. Aquilo que não se sabe, saber que não se sabe. Na verdade é este o saber.


– Porra, bicho, isso está meio confuso! – argumentou Sici, sem esconder a ironia.

– Não é confuso, idiota, é Confúcio! – devolveu Guerra. “Quem não sabe o que é a vida, como poderá saber o que é a morte? O mestre disse: Pode-se induzir o povo a seguir uma causa, mas não a compreendê-la. Quem de manhã compreendeu os ensinamentos da sabedoria, à noite pode morrer contente. Exige muito de ti e espera pouco dos outros. Assim, evitarás muitos aborrecimentos.”

– Então, bonitão, tu fazes o seguinte! – avisou Sici, se levantando e fazendo um gesto para Ricardão fazer o mesmo. “Tu chamas o Confúcio e fica aqui batendo papo com ele, que a gente está indo embora...”

Dito isso, os dois picaram a mula, deixando o playboy filosofando sozinho na mesa.

Já não se fazem mais aprendizes de filósofos como antigamente.

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Tudo índio, tudo parente!


No último sábado, no Bar do Jacó, rolou mais um ensaio técnico da Banda do Caxuxa. Esta semana, a música oficial da banda vai ser gravada no estúdio do Joel. Como pouca gente conhece a trajetória deste autêntico símbolo do bairro da Cachoeirinha, aí vai uma biografia básica do nosso patrono.

Filho de Sebastião Ramiro Vieira e Ozina Nogueira (aka “Dinoca”), Raimundo Selmo Nogueira Vieira (aka “Caxuxa”) nasceu em Santarém (PA), no dia 1º de fevereiro de 1938.

Boêmio e farrista da pesada, Sebastião abandonou a família quando Selmo tinha apenas quatro anos. Ele nunca mais voltou a ver o pai.

Dinoca era a única mulher em uma turma de seis irmãos: ela, Hilário, Antônio, Raimundo, Elísio e Brígido Nogueira. Em busca de uma vida melhor, seus irmãos mais velhos se mudaram para Manaus.

Em 1944, Dinoca também se mudou para Manaus, trazendo na bagagem o filho único.

Para garantir os proventos da casa, Dinoca trabalhava como lavadeira, cozinheira e empregada doméstica em casas de família.

Ela havia se casado com Sebastião no mesmo ano em que seu irmão Hilário se casou com a jovem Orminda. Os dois fizeram um pacto de sangue: se algum dia eles ficassem viúvos, nenhum dos dois voltaria a se casar de novo e seus filhos seriam criados juntos, como se fossem irmãos.

Em Manaus, a bonita Dinoca teve outros dois filhos, frutos de relacionamentos casuais: Sérgia e Afonso Libório. O marceneiro Hilário e Orminda tiveram cinco filhos: Helvécio, Olga, Stanislaw, Ismelinda e Maria Gertrudes. O tímido Stanislaw estudou comigo na ETFA e depois se tornou professor da instituição.

O boêmio Sebastião Ramiro morreu afogado em Santarém, durante uma crise de epilepsia, quando participava de uma farra na praia do rio Tapajós. Selmo estava com 11 anos. Coincidentemente, no mesmo ano, dona Orminda era vencida por um câncer intestinal.

Os dois irmãos viúvos juntaram todas as oito crianças na casa de dona Dinoca e os moleques foram criados como irmãos, sob o mesmo teto. Sua residência ficava na Rua Tefé, entre a Carvalho Leal e Waupés, nas imediações do "Campo da Barra" (onde hoje é o Supermercado DB).

Para ajudar no sustento da nova família ampliada, Selmo, o mais velho de todos, começou a trabalhar. Foi engraxate, vendedor de picolé, ajudante de pedreiro, operário da construção naval no Estaleiro Amazonas, balconista da empresa Souza Arnaud e vendedor das Casas Pernambucanas.

Por insistência do advogado Flávio de Castro, ele havia passado no exame de admissão da ETFA, mas se desiludiu com os estudos técnicos durante o ginásio e abandonou a escola. Só muitos anos depois, ele concluiu o curso ginasial no Colégio Dom Bosco.

Em 1956, durante um baile no clube Ypiranga, Selmo ficou simplesmente hipnotizado quando colocou os olhos em uma bela morena ostentando um decotadíssimo vestido de linho azul, que se encontrava em uma das mesas do recinto.

Depois de muita insistência para tirá-la para dançar (a morena se recusava peremptoriamente, alegando que não sabia dançar “colado”), Selmo conseguiu levá-la ao salão sob os acordes de “Only You (And You Alone)”, na voz marcante do The Platters.

Quando a música terminou, os dois estavam irremediavelmente apaixonados. A morena se chamava Telma e tinha 17 anos. O pé-de-valsa Selmo tinha 18 anos.

Alguns anos depois, ao ser demitido sem justa causa das Casas Pernambucanas, Selmo decidiu que nunca mais iria ficar atrás de um balcão obedecendo às ordens de um patrão. Ele mesmo seria seu próprio patrão.

Selmo começou a comprar sacos de farinha no atacado e a vender no varejo, nas feiras livres de Manaus. Depois entrou para o ramo de compra e venda de arroz, feijão, verduras, legumes, peixes, ovos e galinhas.

Cada vez mais apaixonado, ele se casou com dona Telma, em dezembro de 1960, adquiriu um terreno na Rua J. Carlos Antony, entre as ruas Borba e Carvalho Leal, levantou uma pequena casa de madeira e se estabeleceu no lugar.

Foi quando um de seus primos, o bancário Elísio Nogueira, o convenceu a participar de um concurso para escriturário temporário no Banco da Amazônia (Basa). Selmo fez o concurso e foi aprovado. Um ano depois, ele fez um concurso interno na instituição e se transformou em escriturário efetivo.

Militante do proscrito Partido Comunista Brasileiro (PCB), Selmo costumava comprar a revista “Novo Rumo”, editada pelo partido, e emprestá-la para os funcionários do banco. Ele também fazia trabalho de proselitismo político junto aos feirantes da cidade.

A “Redentora” veio alcançá-lo, em 1964, como chefe de Carteira do Basa. Demitido, sumariamente, pelo seu envolvimento com o Partidão, Selmo ficou desempregado de uma hora para outra e já tendo duas filhas para criar (Socorro e Wânia).

O lendário advogado comunista Francisco Alves, especializado em questões trabalhistas, saiu em seu auxílio e entrou com um processo contra o banco que se estendeu por três anos.

Para sobreviver, Selmo montou um pequeno quiosque em frente à sua residência, onde vendia bolinho de trigo (“filhós”), banana frita, bolo de macaxeira, tapioca doce, bolo de milho, canjica e mungunzá, acompanhado de refresco de frutas regionais.

A única bebida alcóolica que vendia era a famosa “caipirinha” de Cocal, servida exclusivamente para meia-dúzia de cobradores de ônibus, seus antigos camaradas de Partidão.

Em 1967, quando finalmente o Basa resolveu lhe indenizar, Selmo já estava quase matando cachorro a grito. O dinheiro arrecadado no quiosque mal dava para manter o nível básico de sobrevivência da família. Para ajudar nas despesas da casa, Telma estava trabalhando como enfermeira.

Assim que colocou a mão na bufunfa, Selmo comprou uma alcova completa e um jogo de cozinha para presentear a esposa. Aí, disposto a nunca mais ser empregado de ninguém, transformou o pequeno quiosque no imponente Caxuxa Drinks e Lanches.

Em menos de um ano, Selmo já havia se transformado no melhor barman da Cachoeirinha. Suas “batidas” mágicas de frutas regionais eram disputadas a tapa.

Irmão caçula de dona Dinoca, seu Brígido casou com dona Glória e teve 18 filhos: Vicente, Geraldo, Ana Maria, Fátima, Aparecida, Cláudio, Tomaz, Elisa, Brígido Jr., Maria de Jesus, Maria da Glória, Mário Roberto, Deolinda, Hilário, Edneide, Maria da Piedade e as gêmeas Ana Lúcia e Ana Cristina. Eles moravam no Beco da Indústria, na Aparecida, que, dizem as más línguas, ganhou esse nome por ser a sede de uma indústria de curumins.

Vicente Nogueira foi secretário estadual de Educação. Geraldo Nogueira estudou comigo na ETFA e na Utam, e foi meu parceiro de batente na Sharp do Brasil. Tomaz Nogueira é o atual superintendente da Suframa. Durante a adolescência, a hoje assistente social Aparecida (“Cida”) teve um namorico com o Mário Adolfo – um dos poucos sujeitos que conheço a namorar uma moradora do bairro de Aparecida sem ser residente do bairro e sobreviver para contar a história.

Irmã de dona Glória, dona Helena casou com seu José Cyrino Dantas e teve seis filhos: Vânia, Conceição (“Ceita”), José Cyrino Dantas Jr. (“Zeca”), Ana Coeli, Publio Caio e Mona Helena.

Ex-secretário municipal de Educação, o poeta José Cyrino foi meu contemporâneo no ICHL, ele fazendo Filosofia, eu fazendo Administração, em meados dos anos 70. Somos amigos até hoje.

Irmã de dona Helena, dona Adelaide casou com seu Ulimar Vanderley e teve três filhas: Lucia Helena, Ana Lucia e Claudinha. Eles moravam na av. Carvalho Leal, nas proximidades da casa da dona Magnólia Figueiredo. Lucia Helena casou com Jefferson Coronel, Ana Lúcia casou com Caio do Cavaco e Claudinha casou com Edu do Banjo.

Irmã de dona Adelaide, dona Elisa casou com seu José Ribamar e teve 11 filhos: José Ribamar Bessa Filho (“Babá”, o fero cronista da coluna “Taqui pra Ti”), Regina, Helena, Estela, Ângela, Ricardo, Roberto, Aparecida, Celeste, Elisa e Maria do Céu.

O jornalista Mário Adolfo foi aluno do Babá no ICHL e depois trabalhou com ele na redação do jornal Porantim, de defesa da causa indígena. Conheci o Ricardo e o Roberto Bessa no ICHL e me tornei amigo deles há mais de três décadas. Quer dizer, tudo índio, tudo parente - para ficar naquela sacação genial do poeta Eliakim Rufino.

Como metade dessa parentada do Selmo já garantiu que vai estar presente no fuzuê, isso significa dizer que o 1º ano da Banda do Caxuxa vai ser um sucesso. Quem viver, verá! Evoé, Momo!






sábado, fevereiro 04, 2012

Banda lançou CD em homenagem ao português Armando


Na última quinta-feira, 2, em seu segundo “esquenta”, a Banda do 5 Estrelas lançou oficialmente o CD da banda, que contém a marchinha “Armando no Charles”, uma homenagem ao português Armando Soares, símbolo da Banda Independente da Confraria do Armando (BICA), que este ano não vai sair devido a problemas de saúde de seu patrono.

Os músicos e biqueiros Manuelzinho Batera, Armando Toscano e Adal de Paris prestigiaram o evento e elogiaram muito a qualidade da marchinha, “digna das melhores marchinhas da BICA”.


A marchinha é de autoria do jornalista Mário Adolfo e dos músicos Edu do Banjo e Mestre Pinheiro, ambos biqueiros tradicionais, e foi gravada pelo pagodeiro Assis Almeida, um dos puxadores de samba do GRES Mocidade Independente de Aparecida.

Considerado uma “sucursal” do Bar do Armando, o Bar do Cinco Estrelas, de Charles Stones, lançou há 16 anos uma banda carnavalesca nos mesmos moldes da BICA, hoje a mais tradicional banda de Manaus, criada nos anos 80 por jornalistas, músicos, juristas e intelectuais que frequentavam o bar.


Para homenagear Armando, a banda do Charles, que saía na Terça-feira Gorda de carnaval, desta vez sairá no Sábado Magro, 11 de fevereiro, a mesma data em que deveria sair a BICA.

– Dessa forma, nenhum biqueiro ficará desamparado. Vamos todos ao Charles para brincar com o mesmo espírito irreverente da BICA –, comentou Manuelzinha Batera, um dos fundadores da banda.


De acordo com o presidente da Banda do 5 Estrelas, advogado Eliezer Leão, os “esquenta” da banda estão sendo animados pelos pagodeiros do Mestre Mariolino e pelos “Batutas de Lamartine”, uma referência ao compositor carioca Lamartine Babo, o campeão das marchinhas do carnaval brasileiro.

O quarteto de metais, formado por músicos da PM, participou da gravação do CD da marchinha “Armando no Charles”.


No lançamento do CD, seus autores fizeram a apresentação ao vivo da marchinha sendo acompanhados pelos “Batutas de Lamartine”.

— A nossa banda não tem a tradição da BICA, mas vai tentar preencher esse vazio do Sábado Magro, tentando fazer um carnaval à altura do Armando. Por isso todos os biqueiros estão convidados para vir ao Bar do Charles, pois com certeza a Banda do 5 estrelas vai incorporar o espírito bem humorado da BICA – disse Eliezer, garantindo que alguns fundadores da banda do Armando já estão colaborando.

Eliezer garantiu, ainda, que para seguir a tradição da BICA, a Banda do 5 Estrelas também vai desfilar.


A banda sairá do bar às 18h, seguirá pela Rua Monsenhor Coutinho e pegará a Rua 10 de Julho, onde deverá fazer uma parada em frente ao Bar do Armando, para tocar a marchinha em homenagem ao português.

Internado desde o dia 31 de dezembro no Hospital da Unimed, devido a problemas de saúde, Armando vem se recuperando lentamente, mas sua família fez um apelo aos fundadores da banda para este ano cancelar o carnaval, no que foi atendida.


Charles Stones, o patrono da Banda do 5 Estrelas, é um ex-garçom do Bar do Armando, que em 1996 resolveu abrir seu próprio bar, o Cinco Estrelas, e criar também uma banda no estilo da BICA, com bonecos mamulengos, marchinhas e muito bom humor.

A marchinha composta por Mário Adolfo, Edu do Banjo e Mestre Pinheiro tem arranjos de Dudu Brasil (violão e cavaco) e a participação especial de Ediwaldo Norte (sanfona de 8 baixos).

O ensaio geral da Banda do 5 Estrelas acontece na próxima quinta-feira.

O Bar do Charles Stones está localizado na av. Getúlio Vargas, ao lado da academia do Cheik Clube.