quinta-feira, julho 24, 2014

Matheus Nachtergaele escreve carta para Ariano Suassuna


Foi divulgada nesta quarta-feira, 23, uma carta que Matheus Nachtergaele escreveu para Ariano Suassuna, ressaltando a importância do personagem “João Grilo” em sua vida.

O ator interpretou o papel no ano 2000 no filme “O Auto da Compadecida”, baseado na obra do escritor paraibano.

A carta foi escrita antes da morte de Suassuna, que ocorreu nesta quarta, e enviada ao jornal Diário de Pernambuco:

Carta para Ariano,

Quem te escreve agora é o Cavalo do teu Grilo. Um dos cavalos do teu Grilo. Aquele que te sente todos os dias, nas ruas, nos bares, nas casas. Toda vez que alguém, homem, mulher, criança ou velho, me acena sorrindo e nos olhos contentes me salva da morte ao me ver Grilo.

Esse que te escreve já foi cavalgado por loucos caubóis: por Jó, cavaleiro sábio que insistia na pergunta primordial. Por Trepliev, infantil édipo de talento transbordante e melancólicas desculpas.

Fui domado por cavaleiros de Sheakespeare, de Nelson, de Tchekov. Fui duas vezes cavalgado por Dias Gomes. Adentrei perigosas veredas guiado por Carrière, por Büchner e Yeats. Mas de todos eles, meu favorito foi teu Grilo.

O Grilo colocou em mim rédeas de sisal, sem forçar com ferros minha boca cansada. Sentou-se sem cela e estribo, à pelo e sem chicote, no lombo dolorido de mim e nele descansou.

Não corria em cavalgada. Buscava sem fim uma paragem de bom pasto, uma várzea verde entre a secura dos nossos caminhos.

Me fazia sorrir tanto que eu, cavalo, não notava a aridez da caminhada. Eu era feliz e magro e desdentado e inteligente.

Eu deixava o cavaleiro guiar a marcha e mal percebia a beleza da dor dele. O tamanho da dor dele. O amor que já sentia por ele, e por você, Ariano.

Depois do Grilo de você, e que é você, virei cavalo mimado, que não aceita ser domado, que encontra saídas pelas cercas de arame farpado, e encontra sempre uma sombra, um riachinho, um capim bom.

Você Ariano, e teu João Grilo, me levaram para onde há verde gramagem eterna.

Fui com vocês para a morada dos corações de toda gente daqui desse país bonito e duro.

Depois do Grilo de você, que é você também, que sou eu, fui morar lá no rancho dos arquétipos, onde tem néctar de mel, água fresca e uma sombra brasileira, com rede de chita e tudo.

De lá, vê-se a pedra do reino, uns cariris secos e coloridos, uns reis e uns santos.

De lá, vejo você na cadeira de balanço de palhinha, contando, todo elegante, uma mesma linda estória pra nós.

Um beijo, meu melhor cavaleiro.

Teu,

Matheus Nachtergaele

Escritor Ariano Suassuna morre aos 87 anos


O escritor Ariano Suassuna não resistiu a complicações de um AVC hemorrágico e faleceu nesta quarta-feira (23), aos 87 anos, no Recife. 

Paraibano, radicado em Pernambuco, o autor de Auto da Compadecida estava internado no Real Hospital Português, no bairro da Ilha do Leite, desde a segunda-feira (21). 

Ele sofreu uma parada cardíaca às 17h15, de acordo com comunicado da instituição.

Ariano não morreu só. Porque, como disse o próprio autor em uma das inúmeras entrevistas que concedeu: “quem gosta de ler não morre só”. E ler era uma paixão de Ariano desde pequenino. Assim como escrever. Foram 15 livros de romance e poesia, além de 18 espetáculos de teatro. 

A última atividade pública do escritor foi na sexta-feira (18), quando concedeu uma aula-espetáculo no Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), no Agreste. Na manhã do sábado (19), tirou fotos com fãs que participavam do evento.

“Não gosto da ideia de ter medo de morrer. Sou paraibano e não gosto de confessar que tenho medo (risos). Eu conheço a palavra ‘medo’, porque li no dicionário”, declarou Ariano em recente entrevista ao Correio Braziliense. 

Ariano deixa cinco filhos – Maria, Manoel, Isabel, Mariana e Ana – e a esposa, Zélia de Andrade Lima, com quem era casado desde 1957. O casal teve ainda outro filho, Joaquim, que cometeu suicídio em 2010.

Vida


Ariano Vilar Suassuna nasceu em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa, na Paraíba, em 16 de junho de 1927, filho de Cássia Villar e João Suassuna. Após a Revolução de 1930, seu pai foi assassinado no Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá, no Sertão da Paraíba, onde morou até 1937.

O escritor de Romance d’A pedra do reino só veio ao Recife em 1942, para dar continuidade aos estudos e, posteriormente, ingressar na Faculdade de Direito. Depois de exercer a profissão de advogado por alguns anos, abandonou o ofício para ensinar estética na Universidade Federal de Pernambuco.

Depois de 38 anos, Ariano se aposentou e se dedicou a ministrar aulas-espetáculo, formato em que ele aproveitava para contar histórias, defender a cultura popular, fazer críticas e elogios. Com as apresentações, percorreu teatros, escolas, congressos e centros culturais do país inteiro, às vezes acompanhado de uma trupe de músicos e dançarinos, outras vezes sozinho.

Foi membro fundador do Conselho Federal de Cultura (1967); nomeado, pelo Reitor Murilo Guimarães, diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPE (1969). Ligado diretamente à cultura, iniciou em 1970 o “Movimento Armorial”, interessado no desenvolvimento e no conhecimento das formas de expressão populares tradicionais.

Ariano foi secretário de Cultura do Estado de Pernambuco, no Governo Miguel Arraes (1994-1998), membro da Academia Paraibana de Letras (APL/PB), Academia Pernambucana de Letras (APL/PE) e da Academia Brasileira de Letras (ABL). Em 2004, com o apoio da ABL, a Trinca Filmes produziu o documentário O Sertão: Mundo de Ariano Suassuna, dirigido por Douglas Machado. Era torcedor fanático do Sport Clube do Recife.

Por muito tempo, Ariano teve um modo trágico de ver a vida, refletida nas suas primeiras obras. Depois que conheceu a companheira Zélia, em 1951, passou a ter uma visão menos dolorosa do mundo, o que abriu espaço para a veia cômica nos textos. Ariano conheceu Zélia quando tinha 17 anos, e ela 13, mas só viriam a namorar três anos depois.

“Foi um encontro fundamental para mim. Até o ano de 1951 eu só escrevia tragédia. Eu nunca tinha procurado canalizar para o teatro uma veia cômica que as pessoas da minha família normalmente têm. Os Suassuna, de modo geral, são bons contadores de história. Depois de conhecer Zélia e entrar no Teatro do Estudante foi que comecei a usar esta veia cômica. Eu acredito que o teatro e a arte, de um modo geral, me ajudaram com relação a isto, mas também não posso esquecer a colaboração da minha mulher”, afirmava, em 2005.

Principais obras


Linha de tempo


1927 – Nasce em 16 de junho, no Palácio da Redenção, sede do governo da Paraíba. Filho de João Urbano Pessoa de Vasconcelos Suassuna e Rita de Cássia Dantas Villar, era o oitavo filho de uma família que teria, ao todo, nove herdeiros. Naquela época, a capital paraibana, atual João Pessoa, chamava-se Nossa Senhora das Neves. Então presidente do estado (hoje um governador), João Suassuna pensou em dar à criança o nome de Pedro, mas resolveu homenagear um santo que vivera séculos antes no Egito.

1945 – Três anos depois de se mudar de vez para o Recife, deixando a Taperoá da infância, Ariano Suassuna publica o primeiro poema: Noturno. No colégio Oswaldo Cruz, para onde segue depois de estudar no Americano Batista e no Ginásio Pernambucano, fica amigo de Francisco Brennand. Todos os seus irmãos - Saulo, João, Lucas, Marcos, Germana, Beta, Selma e Magda - agora estão estabelecidos na cidade.

1947 – Ariano escreve sua primeira peça de teatro: Uma mulher vestida de sol. O texto conquista o prêmio Nicolau Carlos Magno, do Teatro do Estudante de Pernambuco (TEP), mas nunca estreia - só em 1994 seria adaptado para a TV. Concebe Cantam as harpas de Sião, que reescreveria uma década mais tarde, como O desertor de Princesa. Ainda em 1947, um ano depois de promover uma cantoria popular no Teatro de Santa Isabel, Ariano começa a namorar com Zélia de Andrade Lima, na festa de aniversário de uma amiga em comum.

1952 – Depois de duas temporadas em Taperoá, para onde fora com o intuito de se curar da tuberculose que contraíra no Recife, Ariano volta a Pernambuco e começa a trabalhar no escritório do jurista Murilo Guimarães. É um jovem advogado que ao lado de Gastão de Holanda, José Laurênio de Melo, Aloísio Magalhães, outros bacharéis em Direito, e a Orlando da Costa Ferreira, para montar, três anos depois, O Gráfico Amador, uma sociedade que imprimiria cerca de trinta livros em sete anos. O primeiro, a sair em 1955, é Ode, de Ariano Suassuna.

1955 – No ano anterior, Ariano desistira da carreira na advocacia, literalmente queimando seus livros de direito, e escrevera O rico avarento, baseado em uma peça de mamulengo. Mas é atendendo a uma encomenda do TEP que ele gradualmente se afasta da seara trágica para incorporar elementos mais cômicos a seu teatro. Surge o Auto da Compadecida, que estrearia em setembro do ano seguinte, para um Santa Isabel sem muito público.

1957 – Casa-se com Zélia em 19 de janeiro. Terão seis filhos: Joaquim, Maria, Manuel, Isabel, Mariana e Ana. Auto da Compadecida é encenado no I Festival de Amadores Nacionais, da Fundação Brasileira de Teatro, no Rio de Janeiro e ganha a medalha de ouro da Associação Brasileira de Críticos Teatrais. Ariano vence o prêmio Vânia Souto de Carvalho com O casamento suspeitoso, montada pela Companhia Sérgio Cardoso, com direção de Hermilo Borba Filho, em São Paulo; e a medalha de ouro da Associação Paulista de Críticos Teatrais por O santo e a porca.

1967 – Completa uma década como professor na Universidade Federal de Pernambuco, onde lecionou Teoria do Teatro, Estética e Literatura Brasileira no Centro de Artes e Comunicação e História da Cultura Brasileira no mestrado em História da UFPE. É membro fundador do Conselho Federal de Cultura, do qual fará parte até 1973. No ano seguinte, funda também o Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco, que integrará até 1972. E, em 1969, é nomeado diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPE pelo reitor Murilo Guimarães. Ficará no cargo até 1974.

1970 – Em 18 de outubro, o concerto Três séculos de música nordestina - do arroco ao Armorial e uma exposição de gravura, pintura e escultura lançam o Movimento Armorial. Desde 1969 Ariano se juntara a Capiba, Guerra Peixe, Jarbas Maciel e Clóvis Pereira em busca de uma música erudita nordestina que se amalgamasse a seu teatro; à poesia de Deborah Brennand, Janice Japiassu, Marcus Accioly e Ângelo Monteiro; à gravura de Gilvan Samico; e romance de Maximiniano Campos. Publica poesias inéditas no volume O pasto incendiado.

1971 – É publicado o Romance d'a pedra do reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta pela editora carioca José Olympio; Ariano vinha se dedicando à obra desde 1958. A história narrada por Dom Pedro Dinis Quaderna se passa na Paraíba de 1930, e retoma fatos reais, como a tragédia da Serra do Catolé, onde fica a verdadeira Pedra do Reino. O livro tem 635 páginas e passaria mais de três décadas fora de catálogo, sendo reeditado somente em 2004, pela mesma editora. Ainda em 1971, A pena e a lei sai pela Livraria Agir.

1975 – O então prefeito do Recife Antônio Farias coloca Ariano como Secretário de Educação e Cultura, cargo que exercerá até 1978. Pela Editora Universitária, da UFPE, publica Iniciação à estética. No Diario de Pernambuco publica os folhetins de Ao sol da onça Caetana, primeiro livro de O rei degolado. A parceria com o Diario segue até 1977, com o fim d'As infância de Quaderna e o início de artigos dominicais (A confissão desesperada). Ainda no Diario, Ariano, em 1981, escreve uma carta “pedindo sossego”, intitulada Despedida.

1990 – Em 9 de agosto, Ariano é empossado como sexto ocupante da cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras, para a qual havia sido eleito um ano antes. Vai à posse com um fardão feito por Edite Minervina, costureira recifense, e com bordados criados por Cicy Ferreira, do Clube das Pás. No discurso, cita Os sertões e Euclides da Cunha. “Se queremos, mesmo, encontrar um caminho para nosso país, temos que segui-lo, levando adiante, na medida das forças de cada um, a chama iluminadora daquele que foi e continua a ser a obra fundamental para o entendimento do Brasil”.

1995 – No terceiro governo de Miguel Arraes, assume a Secretaria de Cultura do Estado, onde ficará até 1998. Dentro do programa de trabalho, cria o conceito de aula-espetáculo, que o levaria a percorrer teatros, escolas, congressos e centros culturais do país inteiro, às vezes acompanhado de uma trupe de músicos e dançarinos, outras vezes sozinho. Festeja cinco décadas de vida literária e, ao participar da III Cavalgada à Pedra do Reino, é coroado Cavaleiro da Pedra do Reino. Da UFPE, de onde se aposentara desde 1989, recebe o título de professor emérito.

2002 – A escola de samba carioca Império Serrano escolhe como tema de seu carnaval Aclamação e coroação do imperador da Pedra do Reino Ariano Suassuna. Ele desfila na Marquês de Sapucaí, ao lado de Zélia, da sambista Dona Ivone Lara e do vaqueiro Zeca Miron, de São José do Belmonte. Vem também dessa pequena cidade uma plateia de 150 pessoas, que viajou de ônibus para ver o escritor e participar do desfile. Recebe, ainda neste ano, o prêmio nacional Jorge Amado de Literatura e Arte, concedido pela Secretaria de Cultura e Turismo da Bahia.

2007 – Pela segunda vez, assume o cargo de Secretário de Cultura de Pernambuco, no governo de Eduardo Campos, neto de seu amigo Miguel Arraes (falecido em 2005). Isso ocorre nove anos depois de se despedir da vida pública e política, em carta publicada nos jornais, para se dedicar ao novo livro. Convoca artistas populares para assessorá-lo na secretaria. Comemora bodas de ouro com Zélia e acompanha as comemorações dos seus 80 anos, que incluem homenagens, novas publicações e a exibição da microssérie A pedra do reino, de Luiz Fernando Carvalho.

2011 – Torna-se secretário da Assessoria ao Governador.

2013 – Sofre infarto do miocárdio e posterior derrame e permanece internado por seis dias no Hospital Real Português. Em dezembro, volta a realizar aulas-espetáculo, após quatro meses de recuperação.

2014 – Ariano foi o homenageado do Galo da Madrugada, no Carnaval do Recife. Em abril, também recebeu homenagem na 2ª Bienal do Livro de Brasília. A escola de samba Unidos de Padre Miguel informou que o escritor será tema do desfile de 2015, com o enredo O cavaleiro armorial mandacariza o Carnaval, escrito pelo carnavalesco Edson Pereira.

Pena que João Ubaldo não tenha vivido para ver a derrocada do Império da Safadeza


Augusto Nunes

Em 1° de outubro de 2012, o escritor João Ubaldo Ribeiro publicou no jornal O Globo uma crônica que retratou com perturbadora nitidez o desprezo de Lula por códigos éticos e a decomposição moral do PT.

Pena que o grande romancista não tenha vivido para ver o desmoronamento do Império da Safadeza, anunciado pelas rachaduras no trono ainda ocupado por Dilma Rousseff.

Com dois anos de atraso, as pesquisas eleitorais vão desenhando o desfecho previsto no texto abaixo reproduzido. Confira.

A HORA DA SAIDEIRA

João Ubaldo Ribeiro

Na semana passada, li um artigo do professor Marco Antonio Villa, que não conheço pessoalmente, mostrando, em última análise, como a era Lula está passando, ou até já passou quase inteiramente, o que talvez venha a ser sublinhado pelos resultados das eleições.

Achei-o muito oportuno e necessário, porque mostra algo que muita gente, inclusive os políticos não comprometidos diretamente com o ex-presidente, já está observando há algum tempo, mas ainda não juntou todos os indícios, nem traçou o panorama completo.

O PT que nós conhecíamos, de princípios bem definidos e inabaláveis e de uma postura ética quase santimonial, constituindo uma identidade clara, acabou de desaparecer depois da primeira posse do ex-presidente.

Hoje sua identidade é a mesma de qualquer dos outros partidos brasileiros, todos peças da mesma máquina pervertida, sem perfil ideológico ou programático, declamando objetivos vagos e fáceis, tais como “vamos cuidar da população carente”, “investiremos em saneamento básico e saúde”, “levaremos educação a todos os brasileiros” e outras banalidades genéricas, com as quais todo mundo concorda sem nem pensar.

No terreno prático, a luta não é pelo bem público, nem para efetivamente mudar coisa alguma, mas para chegar ao poder pelo poder, não importando se com isso se incorre em traição a ideais antes apregoados com fervor e se celebram acordos interesseiros e indecentes.

A famosa governabilidade levou o PT, capitaneado por seu líder, a alianças, acordos e práticas veementemente condenadas e denunciadas por ele, antes de chegar ao poder. O “todo mundo faz” passou a ser explicação e justificativa para atos ilegítimos, ilegais ou indecorosos.

O presidente, à testa de uma votação consagradora, não trouxe consigo a vontade de verdadeiramente realizar as reformas de que todos sabemos que o Brasil precisa — e o PT ostentava saber mais do que ninguém.

No entanto, cadê reforma tributária, reforma política, reforma administrativa, cadê as antigas reformas de base, enfim?

O ex-presidente não foi levado ao poder por uma revolução, mas num contexto democrático e teria de vencer sérios obstáculos para a consecução dessas reformas.

Mas tais obstáculos sempre existem para quem pretende mudanças e, afinal, foi para isso que muitos de seus eleitores votaram nele.

O resultado logo se fez ver. Extinguiu-se a chama inovadora do PT, sobrou o lulismo.

Mas que é o lulismo? A que corpo de ideias aderem aqueles que abraçam o lulismo? Que valores prezam, que pretendem para o país, que programa ou filosofia de governo abraçam, que bandeiras desfraldam além do Bolsa Família (de cujo crescimento em número de beneficiados os governantes petistas se gabam, quando o lógico seria que se envergonhassem, pois esse número devia diminuir e não aumentar, se bolsa família realmente resolvesse alguma coisa) e de outras ações pontuais e quase de improviso?

É forçoso concluir que o lulismo não tem conteúdo, não é nada além do permanente empenho em manter o ex-presidente numa posição de poder e influência. O lulismo é Lula, o que ele fizer, o que quiser, o que preferir.

Isso não se sustenta, a não ser num regime totalitário ou de culto à personalidade semirreligioso. No momento em que o ex-presidente não for mais percebido como detentor de uma boa chave para posições de prestígio, seu abandono será crescente, pois nem mesmo implica renegar princípios ou ideais.

Ele agora é político de um partido como qualquer outro e, se deixou alguma marca na vida política brasileira, esta terá sido, essencialmente, a tal “visão pragmática”, que na verdade consiste em fazer praticamente qualquer negócio para se sustentar no poder e que ele levou a extremos, principalmente considerando as longínquas raízes éticas do PT.

Para não falar nas consequências do mensalão, cujo desenrolar ainda pode revelar muitas surpresas.

O lulismo, não o hoje desfigurado petismo, tem reagido, é natural. Os muitos que ainda se beneficiam dele obviamente não querem abdicar do que conquistaram. Mas encontram dificuldades em admitir que sua motivação é essa, fica meio chato.

E não vêm obtendo muito êxito em seus esforços, porque apoiar o lulismo significa não apoiar nada, a não ser o próprio Lula e seu projeto pessoal de continuar mandando e, juntamente com seu círculo de acólitos, fazendo o que estiver de acordo com esse projeto.

Chegam mesmo à esquisita alegação de que há um golpe em andamento, como se alguém estivesse sugerindo a deposição da presidente Dilma. Que golpe? Um processo legítimo, conduzido dentro dos limites institucionais?

Então foi golpe o impeachment de Collor e haverá golpe sempre que um governante for legitimamente cassado? Os alarmes de golpe, parecendo tirados de um jornal de trinta ou quarenta anos atrás, são um pseudoargumento patético e até suspeito, mesmo porque o ex-presidente não está ocupando nenhum cargo público.

É triste sair do poder, como se infere da resistência renhida, obstinada e muitas vezes melancólica que seus ocupantes opõem a deixar de exercê-lo. O poder político não é conferido por resultados de pesquisas de popularidade; deve-se, em nosso caso presente, aos resultados de eleições.

O lulismo talvez acredite possuir alguma substância, mas os acontecimentos terminarão por evidenciar o oposto dessa presunção voluntarista. Trata-se apenas de um homem — e de um homem cujas prioridades parecem encerrar-se nele mesmo.

Por trás de cada pin-up havia uma mulher feita de carne, ossos e curvas


A popularidade das pin-ups começou durante a Segunda Guerra Mundial, quando se disseminou entre os soldados americanos espalhados por frentes de batalha o hábito de pendurar esses símbolos da sensualidade possível nas paredes dos alojamentos.

Sucesso absoluto de público e crítica nas décadas de 40 e 50, essas velhas imagens foram resgatadas por mais uma onda retrô e voltaram a frequentar o imaginário masculino como um ideal de beleza feminina.

Incontáveis admiradores ignoram que por trás de cada pin-up havia quase sempre uma mulher de verdade. 

Veja alguns desses modelos feitos de carne, ossos e curvas.






Dez fatos absurdos da Coreia do Norte de Kim Jong-um


País mais fechado do mundo a República Popular Democrática de Coreia (RPDC) – nome oficial da Coreia do Norte – é pródiga em inventar mentiras que não servem para nada além de exporem ela própria ao ridículo. Pena que muitas de suas mentiras que viram piadas no Ocidente não têm a menor graça para o povo norte-coreano, faminto e oprimido por uma ditadura belicista e autoritária.

Após o término da II Guerra Mundial, Kim Il-sung (o avô do atual ditador Kim Jong-un) aproveitou habilmente o surgimento da Cortina de Ferro para fundar, com o apoio da União Soviética, a RPDC. Pouco depois, ele ordenou a invasão à Coreia do Sul, o que deu origem à Guerra da Coreia (1950 –1953), um conflito que confirmou a divisão do povo coreano. Após a assinatura de uma trégua que pôs fim aos conflitos, os países continuam oficialmente em guerra e as provocações do Norte ao Sul são frequentes.

Filme de comédia


Kim Jong-un interpretado por Randall Park na comédia 'The Interview'

Sem nenhum senso de humor, o regime comunista quer que um filme hollywoodiano seja banido e adverte que não impedir seu lançamento será considerado um “ato de guerra”. Estrelada pela dupla Seth Rogen e James Franco, a comédia ‘The Interview’ tem seu lançamento previsto para outubro. No filme, Franco interpreta o apresentador de um talk show e Rogen é seu produtor. Ao saber que Kim Jong-un é um fã do programa, eles resolvem viajar a Pyongyang para entrevistá-lo. A CIA fica sabendo dos planos e resolve recrutar os dois para matar o ditador. Se não bastasse a reclamação e as ameaças ridículas, a Coreia do Norte ainda teve a fala de bom senso de manifestar sua indignação para a ONU.

O dia em que é proibido dar risada


Ditador norte-coreano Kim Jong-un visita um centro de cultivo de cogumelos e sorri

No dia 8 de julho é proibido sorrir na Coreia do Norte. Isso mesmo, por mais surreal que possa soar, a risada é vetada neste dia. O motivo é que este dia marca a morte de Kim Il-sung, o fundador do país, avô do atual ditador Kim Jong-un. O decreto existe desde 1994 e proíbe sorrir, levantar a voz na rua, beber álcool e dançar porque todo o país está de luto. Neste dia, a rede de televisão estatal norte-coreana dedica o dia transmitindo a solene – e chata – cerimônia oficial em homenagem ao ‘presidente eterno’.

Eleição perfeita


O ditador norte-coreano Kim Jong-un fala sua mensagem de Ano Novo

O ditador Kim Jong-un transformou o sonho impossível de muitos políticos em realidade. Nas últimas eleições no país, em março, ele obteve todos os votos válidos. Isso mesmo, ele teve 100% dos votos e sem abstenção. O truque que lhe garante a eleição perfeita é simples: em cada uma das quase 700 circunscrições do país havia apenas um candidato, ele mesmo. Os eleitores podem optar apenas entre 'sim' e 'não', com a ressalva de que escolher o 'não' ou abrir mão de votar pode ser considerado um perigoso ato de traição – obviamente, as cabines de votação não são privadas. Na prática, o pleito serve para as autoridades detectarem deserções no exterior, já que o regime usa os dados dos eleitores – todas as pessoas com mais de 17 anos – para atualizar o censo, e os funcionários responsáveis por organizar o processo eleitoral visitam todas as residências para confirmar a presença ou ausência de eleitores registrados.

Drone de brinquedo


Um drone norte-coreano foi encontrado em Baengnyeongdo, na Coreia do Sul

Enquanto os norte-coreanos se esforçam em seus frequentes testes de mísseis, na área dos aviões não-tripulados eles não têm muito o que comemorar. A Coreia do Sul relatou que encontrou em seu território um “drone estilo retrô” vindo do Norte. Mais próximo dos aviõezinhos de controle remoto do que dos atuais drones, a arma secreta norte-coreana era inofensiva: apenas tirava fotos, mas não tinha capacidade para fazer gravações ou transmitir as imagens, e muito menos para portar algum artefato explosivo. As fotos, porém, ficaram com os vizinhos do Sul após a queda por motivo desconhecido. Acabou a pilha?

Penteado da discórdia


O ditador Kim Jong-un exibe seu corte: raspado dos lados e alto no topo da cabeça

“Penteado ruim?”, questiona um cartaz com a imagem do ditador Kim Jong-un em um salão de Londres. A brincadeira inofensiva era para oferecer 15% de desconto em cortes de cabelo para homens, disse o dono do estabelecimento. Ele só não esperava que o cartaz virasse motivo para um incidente diplomático. “Penduramos o cartaz, mas não nos demos conta que a embaixada da Coreia do Norte está a dez minutos a pé do salão. No dia seguinte funcionários da Coreia do Norte passaram e pediram para falar com o gerente”, disse o cabeleireiro Karim Nabbach. O cabeleireiro respondeu: “Este país não é a Coreia do Norte, é a Inglaterra, vivemos em democracia. Pouco depois, o dono denunciou o caso à polícia, mas não teve maiores desdobramentos. A barbearia ganhou fama com reportagens e o movimento aumentou. No entanto, ninguém pede para fazer um corte de cabelo à la Kim Jong-un.

Mickey falsificado


Mickey e Minnie piratas fazem show na Coreia do Norte

Pouco se sabe sobre o ditador Kim Jong-un (nem mesmo sua idade), mas é certo que ele estudou na Europa e desenvolveu gosto por esportes ocidentais, como o basquete, e por outras coisas mais prosaicas: o Mickey. Em julho de 2012, personagens da Disney, entre eles Mickey Mouse, a Minnie e o Ursinho Pooh, apresentaram-se para o ditador da Coreia do Norte em Pyongyang. Kim Jong-um deve ter adorado, mas a Disney desaprovou a apresentação pirata e o uso sem autorização na Coreia do Norte.

Valem mais que mil palavras


Imagem divulgada pelo governo da Coreia do Norte mostra soldados motivados

Na tentativa de intimidar inimigos externos e demonstrar poder para o público interno, a Coreia do Norte parece ter se inspirado no realismo socialista dos anos 1930 – a “arte estatal” imposta pelo regime soviético, que invariavelmente mostrava trabalhadores e soldados construindo unidos a sociedade do futuro. A retórica belicista norte-coreana foi fortalecida pela divulgação de várias dessas imagens “realistas”.

Na Coreia do Norte, unicórnios existem!


Um unicórnio, real para os norte-coreanos

Um dos pontos mais altos da criatividade norte-coreana em criam mentiras é tão fantasioso que beira o delírio. Em 2012, em uma tentativa de mitificar uma pretensa superioridade do povo norte-coreano, a agência estatal KCNA anunciou a comprovação da existência de cavalos mágicos com chifres na testa. Isso mesmo, unicórnios! A notícia foi comprovada pelo Instituto de História da Academia de Ciências Sociais da Coreia do Norte. A “prova” da existência desses animais míticos seria a Toca do Unicórnio do Rei Tongmyong, fundador do Reino Koryo (918-1392), que teria sido achada por arqueólogos norte-coreanos.

A explosão do Capitólio


Explosão atinge domo do Capitólio, em Washington, no vídeo de propaganda da Coreia do Norte

A Casa Branca sob a mira de um míssil. O domo do Capitólio – sede do Congresso americano – destruído por uma grande explosão. Cenas como estas, dignas dos filmes-catástrofe de Hollywood, ilustram um vídeo de propaganda divulgado por um canal oficial norte-coreano. Com edição e efeitos toscos, o clipe traz também imagens de tropas do exército norte-coreano, desfiles militares e disparos de artilharia.

Satélite dá chabu


TV sul-coreana exibe trajetória de satélite norte-coreano que entrou em órbita

Menos de uma semana após a Coreia do Norte lançar, com muitas pompas, seu primeiro satélite, ele deu chabu e ficou inativo. “Está dando voltas ou caindo, e não recebemos nenhuma transmissão”, explicou Jonathan Mcdowell, astrônomo da Universidade de Harvard e especialista no acompanhamento de lançamento de foguetes e atividade espacial. Segundo Mcdowell, tudo indica que o satélite, apesar de seguir em órbita, já está “morto”.

Moça, por favor, pare de fingir!


Ricardo Coiro

Moça, por favor, pare de fingir orgasmos! É sério. Quando a piroca – ou a língua – dele não estiver fazendo efeito algum, pelo bem da humanidade, faça a mesma expressão (de tédio) que você costuma fazer quando assiste à TV Senado ou quando finge ouvir a sua tia-avó repetindo – pela milésima vez – aquele “causo” que parece não ter fim, clímax e graça.

A verdade é que nós, homens, no que diz respeito ao aprendizado e à repetição de erros, somos como camundongos de laboratório: precisamos de choques – ou de expressões apáticas – para percebermos que não estamos causando o resultado desejado (cosquinha de adulto). Sacou?

Eu sei que muitas de vocês, mulheres, por se sentirem as únicas culpadas pelo gozo que não chega, encenam gemidos que desacatam a lei do Psiu e viram os olhos como se estivessem sendo exorcizadas a cada penetrada.

Porém, saibam que, muitas vezes – talvez na maioria delas – a culpa também é nossa, e que precisamos, para a extinção das vaginas áridas, tomar ciência dela.

Para que os homens sejam capazes de perceber que devem, urgentemente, trocar o ângulo da lambida, a velocidade da dedada e a pressão da metida (desculpe pelo termo, vó), vocês precisam parar de fazer aquela cara de “Continue assim, meu Frota!”.

Em algum lugar do passado, graças à cultura machista que até hoje perdura, as mulheres foram ensinadas a se sentirem culpadas até mesmo por aquilo que nada tem a ver com elas. Duvida?

Basta um pinto amolecer para que muitas, sentindo-se inferiores a um Viagra, marquem uma consulta com um terapeuta. “Doutor, o pinto dele murchou quando me viu!”, ela dirá, assumindo uma culpa que, provavelmente, é do cara que deixou o nervosismo imperar.

Perceberam? O mesmo acontece quando elas, quando deveriam contar a ele que transar como uma britadeira não é “tesônico”, preferem “Al Patinizar”, forjar um sonoro uivo e, enquanto fumam o Marlboro pós-coito, tentar descobrir o que é que elas fizeram de errado – mesmo que nada tenham feito.

Não estou sugerindo que você, a cada vez que ele não fizer o tesão brotar, humilhe o cara e diga coisas como: “Porra, só isso que você sabe fazer?”, “Você é um lixo. Se o meu vibrador abrisse vidros de azeitona, você poderia morrer agora!”, “Até o meu cachorro sabe me lamber melhor do que você!”.

Mas, por favor, quando ele não fizer efeito, se quiser que ele, um dia, consiga dar alegrias à sua perereca, não o iluda com finais teatrais e que fariam com que a Fernanda Montenegro aplaudisse de pé. Certo?

Ao invés de dar uma de atriz, caso saiba pontos capazes de melhorar o desempenho dele e, consequentemente, de elevar o seu prazer, experimente dar uma de professora (pode até usar uma fantasia, se quiser!).

É o melhor que você pode fazer quando estiver diante de um homem que vive a lamber o seu boguinha achando que está acariciando o seu clitóris.

Não tenha medo de, no meio da transa, agir como uma flanelinha e dizer: “Isso! Só um pouco mais para a direita. Mais um pouco! Mais uma pouco! Isso! Agora esterce toda a língua para a esquerda! Isso! Continue! Isso! Um pouco mais devagar! Reduz! Reduz! AÍ!”.

Sabe de quem é a culpa – ou parte dela – pela perpetuação de machos que transformam periquitas em terrenos mais secos do que desertos?

A culpa é das estrelas pornôs que atuam de graça, longe das câmeras e que, ao invés de gerar calos em mãos adolescentes, fazem com que adultos ajam como o Felipão e não mudem times/estratégias que estão perdendo.

Por que as mulheres detestam os metrossexuais?

   
Rosa de Sharon

Aqui o assunto não é homofobia, nem machismo: trata-se apenas do limite que há entre o que, heterossexualmente falando, cai bem para os homens e o que não. Li alguns livros e artigos e conversei com algumas representantes do sexo feminino para saber suas opiniões sobre a eterna polêmica do metrossexualismo. Até que ponto é legal? Do que elas gostam?

Reposta simples e objetiva: NÃO é legal e elas NÃO gostam. Para começar, o termo “metrossexual” já foi criado com o intuito de tirar sarro dos homens modernos (que se julgam “machões”) fazerem uso de artefatos femininos do segmento de beleza para cuidar da aparência.


Símbolo do metrossexualismo, Cristiano Ronaldo é um exemplo para explicar na prática como este, digamos, estilo de vida pode lhe tornar ridículo e desinteressante perante as mulheres. Para esmiuçar melhor o que torna um homem um metrossexual – e elucidar até que ponto a vaidade se torna um exagero, segue uma lista abaixo.

1. Fazer as unhas – entenda que higiene é bom e todas as mulheres gostam. Mas marcar manicure para tirar a cutícula e passar base brilhosa ou até esmalte nas unhas? Faça uso do cortador ou, no máximo, peça para alguém fazê-lo para você, caso não tenha a habilidade. Ponto final e caso encerrado.

2. Fazer as sobrancelhas – tirar o excesso do meio para não adquirir a famosa "monocelha" é aceitável e super compreensível. Mas quando você aparecer em casa com as sobrancelhas mais delineadas e perfeitas do que as da sua mulher, a coisa fica estranha. 

3. Creme hidratante – loção pós-barba, protetor solar e desodorante são requisitos fundamentais, ok. Mas se a sua pele surgir mais cheirosa e macia do que a da garota com quem você terá seu primeiro encontro, pode ter certeza de que será seu primeiro e ÚNICO encontro com ela.

4. Depilação – eu, particularmente, me considero mente aberta por aceitar que os homens de hoje em dia se raspem/se depilem. Mas acredite, amigo: grande parte das mulheres têm aversão a homens com perna lisinha e “pelada”. Aceite que nasceu homem e que possui pêlos grossos e enrolados – e tenha orgulho deles.

5. Cabelo – luzes e tinta, para tirar um sarro, são aceitáveis até os 30 anos, no máximo (e mesmo assim, de maneira discreta). Aceite os fios grisalhos quando estes começarem a nascer. Acredite: é mais bonito. Este tópico engloba também um outro tema: narcisismo. Mulheres que mexem no cabelo toda hora e não podem ver um espelho já é algo irritante. Imagine um homem fazendo isso, o quão desgostosas e desinteressadas ele não nos deixa...

6. Maquiagem – sinceramente, este nem deveria ser um tópico nesta lista, porque sim, né. Mas enfim: você pode, NO MÁXIMO, pedir ajuda da namorada para cobrir uma espinha-monstra, nascida de última hora, com o corretivo. Passou disso já fica estranho – e muito. Pelo amor de Deus, dispense gloss, pó compacto, base, blush ou o que quer que seja, à menos que queira ter sua masculinidade questionada (ou à menos que se trate de uma festa a la 'Banho da Dorotéia').

7. Brinco – aquele famoso “brinquinho” escroto usado só de um lado por “machões” configura pagodeiros (e hoje em dia, nem eles têm adotado mais ao acessório). Alargador é coisa de punk ou de roqueiro e até passa, se este for realmente o seu estilo. Mas um brinco de cada lado é uma coisa para ser abominada. NÃO é estiloso e NÃO te faz ter mais personalidade. Acredite.

8. Selfies em demasia – sabe aquela pessoa vazia, sem conteúdo, que não tem nada de bom para te acrescentar e só consegue enxergar a si mesma na frente do espelho? É essa pessoa que você transmite ser a cada selfie escroto, sem camisa ou com cara de “tesão”, postado em seu perfil do Instagram. E isto também configura metrossexualismo (AND narcisismo), o que é extremamente broxante.

9. Ode ao que é natural – assim como vocês homens (ao menos a maioria) alegam adorar uma cara lavada nas mulheres e abominam o excesso de maquiagem – entre outras coisas –, nós, mulheres, abominamos homens que se enfeitam mais do que nós, em qualquer destes tópicos acima mencionados.

E você, tem uma opinião sobre o tema abordado nesta matéria? O metrossexualismo é aceitável para você? Até que ponto?...

O mito da mulher segura


Danilo Barba

Meninos correm atrás de garotas, homens são atraídos por mulheres. Não deu certo por que ela é uma mulher segura? Que bobagem! É um absurdo pensar isso num país onde a cada quatro casamentos em um a mulher é mais madura que o homem — e essa proporção só vem crescendo! Segundo dados de 2012 publicados pelo IBGE, o número de casamentos hoje é três vezes maior que o número de divórcios.

Como homem, me sinto diminuído ao pensar que a estupidez e a superficialidade é o que faz muitos caralhos subirem por aí. Mas também não caio nessa ideia medieval da mulher inalcançável predestinada a exigir romantismo trovadoresco, enquanto despreza pretendentes que não cabem em seus sonhos.

Está mais que na hora de reconhecermos as verdadeiras jogralesas modernas, capazes de vencer as intempéries do senso comum e construir grandes parcerias com homens fortes. Veja a seguir alguns bons motivos pra viver ao lado de uma mulher determinada em vez de ficar trocando uma garota mimada por outra.

1) Ela vai te impressionar sem querer

O relacionamento sensacional não é aquele em que duas pessoas perfeitas se encontram num movimento orquestrado pra formar o par perfeito. Ele envolve dois seres imperfeitos que aprendem a amar suas diferenças. Garotas podem demorar pra perceber que caíram num xaveco furado, mas mulheres seguras preferem observar as atitudes — ao invés de levar em consideração só o que os homens falam. Ao juntas as peças, elas te conhecem melhor e parecem adivinhar o jeito exato de te surpreender.

2) Se não se casou até os 30...

...provavelmente ela irá fazê-lo nos próximos quatro anos. Apesar de muita gente acreditar que mulheres que passaram dessa idade sem se casar vão ficar pra titia, os homens não parecem concordar. No Brasil, mulheres entre 30-34 anos formam o grupo que passou a se casar mais do que o time de jovens de 20 e poucos. A cada mil mulheres nesta faixa etária, 11,5 eram casadas em 2002, número que saltou para 20,02 em 2012.

3) Mulheres independentes vão até o fim

 Um dos aspectos mais atraentes de uma mulher firme e determinada é que ela não é deslumbrada com o mundo. Se ela está com você, é porque quer construir, e não estreitar horizontes. Longe de estereótipos e afetações criados pela televisão e pela moda, a tal da mulher segura já sabe qual é o preço e conhece o jogo dos homens de cor — ela ganha só pra te mostrar que vocês dois estão no mesmo barco. Finalmente, se você quiser pular fora, o problema é todo seu.

4) Sua fala é a sua prática

Elas não estão interessadas em ter meia dúzia de meses incríveis pra depois tudo virar fumaça da noite para o dia. Você pode fantasiar à vontade com qualquer estranha que conhece, mas deixe a hipocrisia de lado e reflita: quem voluntariamente procura trazer dor, confusão e decepção pra própria vida? Não importa qual seja o objetivo e quanto as coisas podem piorar, a mulher decidida não vai mexer com a sua cabeça e depois fugir. Não se trata de grude ou atenção: antes de mais nada, ela quer o seu respeito. Garotas precisam da atenção de muitos, mas uma mulher que confia no próprio taco só quer ser adorada por um homem de verdade.

5) Garotas rasas vs. Mulheres profundas

Mulheres seguras geralmente carregam uma história marcada por descobertas, experiências, desafios e segredos que talvez um dia você terá o privilégio de conhecer. Mas elas não esperam que você leia seus pensamentos; ao contrário, sabem muito bem como usar as palavras. Meninas mal podem esperar pra atualizar o status do relacionamento no Facebook. Mulheres preferem manter a discrição e até esquecem que têm um perfil na rede social.

6) Ela não precisa de você, ela quer você

Um relacionamento entre pessoas maduras não envolve apenas uma pessoa acompanhando a vida da outra. Mulheres confiantes têm acesso a universos que garotos nunca ouviram falar. Não assuma que uma jogralesa moderna irá cuidar da louça do almoço enquanto você joga Watch Dogs a tarde inteira ou vai pra farra. A mulher segura é independente e pode puxar o carro assim que você começar a culpá-la por tudo ou empurrar as coisas com a barriga (parceria, lembra?).

Mulher forte aprendeu a ser feliz com quem ela é. Agora que chegou onde está não tolera mais ficar perto de gente que põe ela pra baixo, cara. Embora os homens ainda ganhem mais que elas, algumas profissões pagam até 31% mais para mulheres do que pra gente, afirma a Exame. Entre as mais bem pagas estão engenheiras de automação, analistas de construção civil e analistas de marketing. 

7) Sexo sem tabu

Com uma carreira promissora e uma relação madura, a mulher determinada até pensa em ter filhos, mas ainda não pretende abdicar de tudo isso tão cedo em nome da maternidade. Enquanto cientistas se descabelam em busca de uma solução contra a preocupante taxa de fertilidade em todo o mundo, elas não têm qualquer receio em falar sobre o que as fazem gozar. E por que deveriam? Uma pesquisa feita pela Universidade de Waterloo e publicada pelo Archives of Sexual Behaviour afirma que quando as pessoas passam a colocar as cartas na mesa e se comunicar melhor a respeito de questões sexuais, satisfação sexual do parceiro melhora consideravelmente.

8) Ela pode te fazer um cara melhor

Mulheres indecisas podem deixar o cara sobrecarregado quando exigem mais do que concedem, e precisam se consultar com uma porção de amigos antes de fazer qualquer coisa. Já a mulher segura de si é aquela que chega para ampliar as possibilidades: não precisa de aprovação ou permissão pra viver sua própria vida.

Garotas querem falar delas mesmas e estão sempre muito ocupadas com a própria aparência pra dar ouvidos aos seus problemas. Já as mais seguras prestam mais atenção em você e na sua personalidade como um todo antes de mais nada. Sua perspicácia de ouvinte resoluta é uma injeção de energia e sobriedade suficientes pra levantar o astral de um homem que procura o seu melhor.

As 10 cervejas mais famosas no mundo


O Brasil não apareceu nessa lista e também não está entre os dez países que mais consomem a bebida, mas nossas cervejas estão no páreo em outro ranking. Com 30 mil barris por ano, a Skol é a sétima marca que mais vende no mundo. Em décimo lugar vem a Brahma com 18 mil barris por ano. No topo dessa lista estão duas cervejas chinesas: a Snow Beer com 75 mil é a primeira, e a Tsingtao vem logo em seguida com 58 mil.

Quando a esfera é mundial a história é outra. Será que você já provou ou conhece algumas delas? O ranking das cervejas mais famosas na imprensa mundial foi feito por chefs de restaurantes, donos de bares e colunistas dos principais jornais de países do primeiro mundo.

#1 Little Creatures Pale Ale


Essa cerveja australiana é famosa por seu sabor caramelado e sua consistência. É uma cerveja leve, refrescante e equilibrada que é feita com a mistura de quatro maltes: Pale, Carapils, Munique e Viena.

#2 Pat



Surgiu da parceria entre as cervejarias Solemn Oath Brewery e Perennial Artisan Ales. É uma cerveja americana escura e encorpada que tem como grande característica um sabor levemente picante. A dica é bebê-la em um final de tarde durante aquele churrasco.

#3 Saint of Circumstance


A canadense da Collective Arts é famosa por suas embalagens criativas, mas ganhou seu lugar na lista pela leveza, sabor amargo e aroma cítrico. 

#4 The Celt Experience


Fabricada com canela e casca de laranja, a The Celt Experience, do País de Gales, Reino Unido, é escura e tem um suave colarinho branco.

#5 18 Karat Ale


Mais uma canadense para o top, a 18 Karat Ale é da cervejaria Barkerville Brewing. Tem um gosto doce e baixo nível de carbonatação.

#6 Underdog Atlantic Lager


Estilo Premium Larger, ela também tem sabor doce que mistura caramelo e nozes com aroma suave de malte e grãos.

#7 Hootie’s Homegrown Ale


Essa cerveja é fabricação própria da banda americana Rock Brothers Brewing. Sua primeira distribuição será feita no show da banda na cidade de Charleston nos dias 8 e 9 de agosto. O empresário da banda disse que pretende comercializar a cerveja na Flórida.

#8 Heal the Bay


A “IPA” é uma das cervejas mais amargas e com maior teor alcoólico da lista. Foi criada em parceria com uma instituição de caridade com sede em Los Angeles e uma parte das vendas será doada para ajudar a melhorar a qualidade da água na baía de Santa Monica.

#9 Viola


A cerveja Viola tem cor marrom clara, é encorpada e tem sabor de frutas vermelhas e aroma de flores. É melhor apreciada com frutos do mar, sushi, ou chocolate amargo.

#10 Farmer’s Tan


Essa tem baixo teor alcoólico (4,6%) e é recomendada para beber com cachorros-quentes, hambúrgueres e frango grelhado.

7 coisas que os homens fazem pra nos irritar


Isadora Ribeiro

Algumas atitudes dos homens deixam a mulher irritadíssima, não é mesmo, amigas? Por isso, reunimos sete coisas que eles fazem que deixam as mulheres bastante irritadas, pra ver se algum deles lê essas dicas e toma vergonha na cara.

1 – Não respondem às perguntas: Isso deixa qualquer mulher irritada! Você está falando… e ele? ‘Aham’, ‘aham’. Agora vai perguntar o que você acabou de dizer… vai dar ruim para ele.

2 – Valorizam o futebol: Você tenta chamar a atenção enquanto o parceiro está assistindo uma partida de futebol. Esquece! É melhor esperar o jogo acabar.

3 – Arruínam um momento romântico: Tem momentos que o cara sabe estragar qualquer situação romântica. Você está olhando para um gato com aquela cara fofa que diz “Você não vai me beijar agora?” e ele pergunta: “Por que você está com essa cara esquisita?”

4 – Esquecer datas importantes: Três anos juntos? Esquece! Se ele não tiver um alarme, um lembrete no celular, certamente ele (com pequenas exceções) vai lembrar.

5 – Reclamam de comprar presentes: Há tantos anos juntos e ele ainda não sabe o que comprar para você... É, eles são assim!

6 – Demoram para responder no WathsApp: Você escreveu umas quinze linhas, e o cara vai lá e escreve um “Ok” ou demora para responder.

7 – Nos pressionam para tomar uma decisão: Aquela festa que você está preparando um look bem legal e o parceiro fica perguntando de cinco em cinco minutos se você está pronta.

Saiba como é a sala em que a web nasceu


A internet atualmente faz parte da vida das pessoas de forma quase absurda, já que é utilizada pelo planeta inteiro em comunicação de redes sociais, para o trabalho, sem contar tantas mídias e um sem-número de informação e serviços que visam tornar mais fácil as atividades cotidianas.

É difícil imaginar como seria a sociedade atual com a ausência da internet, que é cada vez mais necessária e facilitadora para os indivíduos. É possível graças ao surgimento da mesma, em modo on line, realizar transações bancárias, fazer compras diversas, manter uma comunicação facilitada entre os continentes e compartilhar informações pelo planeta, dentre tantas outras possibilidades.

A identificação dos momentos de grande relevância para a evolução da gigantesca rede é interessante. Entre eles está a sala em que a internet ganhou vida e se converteu no local da primeira transmissão entre dois dispositivos remotos realizada pelo ser humano. Ela é pintada na coloração verde e transformou-se em uma importante referência mundial na história das comunicações.

A sala está localizada no porão da Universidade da Califórnia de Los Angeles, UCLA, denominada sala 3420 Boelter Hall. Ela foi o ponto de partida da primeiríssima transmissão de dados realizada por meio de cabos de telefones.


Leonard Kleinrock, cientista de computação do Centro Kleinrock para Estudos sobre Internet afirmou: “Em quantas revoluções você pode pensar ao olhar para este recinto! Onde tudo começou? Esta é a máquina que deu o primeiro sopro de vida à internet, que fez a web dizer suas primeiras palavras”. É ou não é interessante?

No dia 29 de outubro de 1969, os dois nódulos iniciais do aparelho Interface Message Processor (IMP) foram instalados. O primeiro, que possuía a função de enviar a mensagem “LOGIN” através de cabos, estava justamente na sala 3420 Boelter Hall, UCLA. E a segunda unidade do IMP foi instalada no Instituto de Pesquisas Stanford.

Porém, a internet, semelhante à uma criança pequena, apenas balbuciou a primeira palavra, já que somente a sílaba “LO” chegou de forma apropriada ao segundo nó, em Stanford. Mas, uma hora mais tarde, os passos iniciais foram realizados, pois a mensagem “LOGIN” chegou inteira ao seu destino.

E a grande realização da primeira transmissão de dados feita com cabos, tornou possível que em dezembro de 1969, mais quatro nós fossem instalados nos Estados Unidos.

Os  IMPs passaram a existir na UCLA, no Instituto de Pesquisas Stanford, na Universidade de Utah e na Universidade da Califórnia.

Em 1975, 57 IMPs já integravam a rede. Em 1981, já eram 213 nódulos. Hoje, são mais de um bilhão...

A Rede Mundial de Computadores

A Rede mundial de computadores (Internacional-Networking ou apenas InterNet) surgiu em meados de 1960, em instituições militares governamentais, nos Estados Unidos. Na época a preocupação era que mesmo com situações de catástrofes provocadas por uma guerra pudesse existir um meio de comunicação e a troca de informações entre as bases militares que sobrevivessem, independente de rota de acesso existente – para tal, era necessário então que, locais fisicamente distantes, com equipamentos, softwares e tipo de conexões diferentes, pudessem estar interligados, e trocando informações entre si. Este conceito, mantem-se muito vivo na “Internet atual”, onde máquinas distintas, em diversos lugares do mundo, são capazes de trocar informações entre si, de maneira simples.

Esta tecnologia, migrou dos laboratórios militares, para as universidades, o que impulsionou o crescimento de novos utilitários, softwares, protocolos e hardware, popularizando a rede (que até então ainda não era mundial). O próximo passo foi ganhar o mercado corporativo, e depois o doméstico, fazendo da Internet a maior rede de computadores do mundo. Podemos dividir a Internet em pelo menos três fases distintas:

 1ª fase – Quase que restrita basicamente ao meio acadêmico, e grandes corporações. As tecnologias ainda são modestas, como os servidores gopher que permitiam (e ainda pertimem!) a busca de informações especificas. Fez muito sucesso em assuntos acadêmicos. Nem preciso mencionar o sucesso da troca eletrônica de mensagens entre os usuários (o tão famoso e-mail), afinal a base da Internet é a comunicação e a troca de informações :). Nesta fase a Internet era algo para poucos sortudos

 2ª fase – A rede toma proporções realmente intercontinentais. Início da década de 90, e finalmente chega as empresas e ao mercado doméstico. Novas tecnologias, como o World Wide Web (www) disponibilizam uma maneira fácil de interação do internauta com a Internet. Os Chat (bate-papos eletrônicos) são febre, as páginas são bem mais atraentes e com boas animações. Diversos serviços são oferecidos ao internautas e as conexões discadas passam a ter custo acessível, o que facilita a eclosão da tecnologia.

 3ª fase – Atual – As tecnologias dão um salto enorme na qualidade e tipos de acesso de acesso disponíveis no mercado. A conexão discada começa a ficar em desuso e a palavra de ordem é BANDA LARGA. Tecnologias como cable modem, ADSL e satélite, passam a ter um custo pequeno, permitindo conexões domiciliares de 24hs, com velocidades de acesso muito superiores a conexão discada. Este é o mundo da multimídia, da troca de som e imagem on-line, teleconferências, informações em tempo real. Este é sem duvido, o mundo de hoje.

quinta-feira, julho 17, 2014

10 coisas que você não sabe sobre seios


Se você tem seios, conheça fatos curiosos sobre essa parte do seu corpo. Se você não tem, também vai descobrir coisas que nunca imaginou!

Fabrízia Ribeiro

Por incrível que pareça, falar abertamente sobre seios ainda pode ser considerado tabu entre algumas pessoas. Afinal, quem não concorda que mamilos são polêmicos?

Muito além da importantíssima discussão sobre a prevenção do câncer de mama, conversar sobre o assunto pode levar homens e mulheres a se conscientizar, viver com mais saúde e muito mais informação.

Então, para que as mulheres conheçam melhor essa parte do seu corpo e os homens estejam por dentro do assunto, o site Oddee compilou uma série de fatos que você provavelmente desconhece sobre seios. Ou vai me dizer que você sabia que os homens podem amamentar e que silicones podem salvar vidas?!

1. O recorde dos maiores seios do mundo é brasileiro


Em 2009, a modelo brasileira Sheyla Hershey entrou para o Guinness World com os maiores seios do mundo. Após uma série de cirurgias, a brasileira colocou implantes de 5,5 litros em cada mama, conquistando o recorde mundial. Já o recorde dos maiores seios naturais pertence à americana Norma Stitz, cujos seios pesam cerca de 40 quilos.

2. Existe uma ONG em defesa do topless

Mulheres que lutam por direitos iguais se organizaram para criar a GoTopless.org, uma ONG que defende que as mulheres têm o mesmo direito que os homens para ficar sem camisa em locais públicos. Para reforçar a ideia e divulgar o trabalho da ONG, as participantes promovem ações e passeatas. Vale lembrar que o objetivo desse tipo de manifestação é unicamente lutar pela igualdade de direitos, sem qualquer tipo de apelo estético ou conotação sexual.

3. Um seio é geralmente maior do que o outro

Assim como outras partes do corpo humano, não existem seios perfeitamente simétricos, é o que aponta o site Divine Caroline. Em geral, a mama esquerda é ligeiramente maior do que a direita. No entanto, a diferença costuma ser tão pequena que não é facilmente notada. Os polêmicos mamilos também variam em seu tamanho e podem apontar para direções diferentes.

4. Homens também podem amamentar

Esse é um caso realmente raro, mas não podemos nos esquecer de que os homens possuem glândulas mamárias e seu organismo também conta com ocitocina e prolactina, dois hormônios necessários para a produção de leite. Portanto, assim como as mulheres, eles têm a capacidade de produzir leite e amamentar.

Algumas fontes apontam que com uma série de estímulos no peito e nos mamilos, os homens podem incitar a produção de leite. Ainda, a lactação natural masculina pode acontecer quando o paciente precisa passar por tratamentos hormonais para combater algumas doenças, como o câncer.

5. Os seios pesam, em média, 500 gramas

De acordo com o Oddee, os seios pesam uma média de 500 gramas. Individualmente, cada mama contribui com 4% a 5% da gordura corporal e representa 1% do peso total de uma mulher mediana.

6. Os seios podem engordar

Aos 20 anos, os seios são formados por gordura, glândulas mamárias e colágeno – o tecido que mantém a firmeza e a sustentação das mamas. Com o passar do tempo, as glândulas mudam de tamanho e o colágeno perde sua força. Assim, os tecidos são substituídos por células de gordura, ou seja, eles acabam “engordando” depois que a mulher alcança uma certa idade.

7. Próteses mamárias podem apontar tendência de suicídio

Uma pesquisa de agosto de 2007 publicada no Annals of Plastic Surgery apontou que as mulheres que colocam próteses têm três vezes mais tendência de cometer suicídio. O artigo alerta que não são os níveis de toxicidade do silicone que podem levar a esse tipo de comportamento, mas sim a probabilidade de que as mulheres que se submetem a esse tipo de cirurgia estejam predispostas a problemas psiquiátricos que podem resultar em suicídio.

8. Silicones podem salvar vidas

Contraditório, não é mesmo?! Mas a verdade é que os implantes salvaram a vida de uma mulher israelense após um ataque de uma organização libanesa. A vítima foi acertada por um tiro, mas sobreviveu graças aos implantes que não permitiram que a bala alcançasse o coração. Os silicones, por outro lado, tiveram que ser substituídos.

9. Mamoplastia é a cirurgia mais realizada nos Estados Unidos

O site Plastic Surgery aponta que a cirurgia para o aumento das mamas é o procedimento estético mais comum na terra do Tio Sam. Dois milhões de mulheres americanas usam silicone e a média de idade com que elas se submetem à cirurgia é 34 anos. No ranking, a implantação de próteses mamária fica à frente da rinoplastia e da lipoescultura.

10. Na China, é possível se graduar em Estudos do Sutiã



A Universidade Politécnica de Hong Kong oferece um curso chamado de Estudos do Sutiã em que os alunos aprendem como desenhar e desenvolver a peça de lingerie feminina. Recentemente, os alunos do curso exibiram seus trabalhos no ACE Style Institute of Intimate Apparel.

Algumas coisas que talvez você não saiba sobre o clitóris


O órgão, que externamente é superpequeno, tem uma estrutura interna bem complexa.

Daiana Geremias

Até pouco tempo, acreditava-se que a mulher era incapaz de sentir prazer sexual, tanto é assim que a palavra “histeria”, que você deve conhecer, já foi usada para definir o comportamento de mulheres apáticas, agressivas, irritadas e desanimadas. Essas mulheres histéricas passaram a ser mais bem estudadas no século XIX, quando alguns médicos descobriram que massagens nos órgãos sexuais dessas mulheres poderiam levá-las a experimentar sensações que diminuiriam os efeitos da histeria.  

Esses estudos logo se transformaram em uma das vertentes da psicanálise, que tem como um de seus objetivos a busca do entendimento entre a relação de sexo e comportamento social. Os conceitos de histeria serviram como um importante fator para que a repreensão sexual feminina fosse colocada em pauta.

Anatomia


Anos depois, as mulheres já têm algumas respostas mais completas a respeito do próprio corpo, embora alguns tabus e preconceitos ainda não tenham sido completamente derrubados. A própria estrutura anatômica do clitóris, por exemplo, parece ser um mistério, tanto que até pouco tempo não se sabia ao certo como o órgão funcionava.

Então vamos aos fatos: você precisa compreender que a minúscula estrutura visível do clitóris é uma pontinha do iceberg, já que não pode ser considerada somente a parte externa, mas também as conexões nervosas internas, que fazem grande parte do trabalho.

Vamos à aula de anatomia, então: a parte pequenina, que você consegue ver, é chamada de glande, que contém cerca de 8 mil terminações nervosas, muito mais do que qualquer parte do corpo humano e simplesmente o dobro do que existe na glande masculina, encontrada na extremidade do pênis. Apesar de toda essa sensibilidade, a maior parte do clitóris é interna, ou seja: essas 8 mil terminações nervosas não estão sozinhas.

Tridimensional


Essa estrutura escondidinha se divide em duas formas cavernosas, as cruras, que medem até 9 cm e circulam as regiões internas que formam o canal vaginal, o que faz com que alguns cientistas possam afirmar que o prazer sentido durante a penetração provém do próprio clitóris – ainda que a vagina propriamente dita também seja sensível a estímulos de prazer.

Muitos livros de anatomia ainda estão incompletos quando o assunto é o clitóris, pois fazem superdescrições a respeito do lado externo do órgão e acabam desconsiderando que a maior parte dele é interna. Ainda assim, quando a região interna é bem analisada, são consideradas suas formas bidimensionais, e não as tridimensionais – uma análise que faz toda a diferença. As primeiras imagens tridimensionais do clitóris, que são as que ilustram essa matéria, foram produzidas somente em 2009.

Ao contrário do que se imaginava em tempos que definiam insatisfação sexual como histeria, as mulheres não só podem ter prazer como contam com uma estrutura perfeitamente capacitada para isso.