sexta-feira, agosto 29, 2014

Artur Bisneto vai defender o direito das pessoas com deficiência


Para os aproximadamente 30 milhões de brasileiros com alguma deficiência, efetivar os seus direitos como cidadãos vai além da superação das barreiras econômicas e sociais.
Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, obstruem sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.
Essa afirmação, adotada pela Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência aprovada pela assembleia da ONU em 30 de março de 2007 e ratificada pelo Brasil, por meio do Decreto nº 6949/2009, como emenda à Constituição Federal, ressalta a relação da pessoa com deficiência com o meio social onde vive e suas barreiras, a situação de dependência que essa relação provoca e a restrição à participação social.
O conceito resulta da construção histórica protagonizada pelos movimentos sociais de defesa de direitos das pessoas com deficiência e suas famílias na busca por identificações, conceitos e concepções que possam traduzir o sentimento coletivo de respeito à deficiência como natural da condição humana.
A participação social das pessoas com deficiência se dará na medida da capacidade de a sociedade contribuir na construção e no resgatede suas condições de enfrentamento das barreiras naturais ou impostas pelo homem”, diz o candidato a deputado federal Artur Bisneto (4545)
Segundo ele, a pessoa portadora de alguma deficiência convive socialmente com sua família, porém este convívio não se estende na escola, no clube, na igreja e nas outras áreas da sociedade porque é colocada como um ser diferente. Ele acredita que chegou a hora de avançar na superação desse preconceito.
"Na Assembleia fui autor da lei que amplia de 6 para 9 meses a licença-maternidade das funcionárias públicas do estado, com filhos nascidos com alguma deficiência. Na Câmara Federal apresentarei projeto estendendo esse direito para todas as mães brasileiras", garante o candidato.
Na Câmara dos Deputados, Artur Bisneto pretende se engajar de corpo e alma na luta pelos direitos das pessoas deficientes a partir das seguintes ações:
Apoiar a criação de espaços apropriados para o debate sobre as necessidades e aspirações das pessoas com deficiência, fortalecendo a concepção de que a questão da deficiência não pode ser confundida com doença.
Buscar fortalecer a compreensão de cidadania pelas pessoas com deficiência intelectual e múltipla, sendo seu porta-voz na Câmara dos Deputados e, simultaneamente, dando-lhe voz e orientação adequada para que se tornem protagonistas de seus direitos e deveres.
Lutar pela participação da família nas formulações de políticas e na definição de ações a serem direcionadas pelo poder público ao desenvolvimento da pessoa com deficiência.
Incentivar o desenvolvimento de pesquisas voltadas para as tecnologias assistivas e para as tecnologias sociais que aumentem a autonomia e a independência da pessoa com deficiência.
Defender a integração de ações nas áreas de educação, saúde, assistência social, emprego e renda e habitação, de acordo com a idade, sexo, renda e tipo de deficiência.
Apoiar a implantação de uma Rede Nacional de Reabilitação e Readaptação, com centros e clínicas destinadas ao cuidado de portadores de deficiências físicas, garantindo o acesso gratuito aos profissionais e aos medicamentos e exames médicos necessários, assim como o fortalecimento dos serviços já existentes.
Apoiar a educação inclusiva, que mantém as crianças na escola regular, intensificando a capacitação contínua de professores e de toda a equipe escolar, além do preparo da escola, sem prejuízo das escolas especiais, nos casos em que estas sejam necessárias.
Incentivar o desenvolvimento de tecnologias de informação e comunicação que contemplem as características de cada deficiência, permitindo a evolução de escolaridade e gerando novas expectativas de vida às pessoas com deficiência.
Incentivar a realização de parcerias entre instituições educacionais públicas e privadas, sem fins lucrativos, no sentido de avançar para a construção de um sistema educacional que contemple o fortalecimento das escolas comuns e a permanência das escolas especiais, nos casos em que estas sejam necessárias.
Estimular a participação de pessoas com deficiência nos programas e cursos de formação profissional, defendendo a oferta de condições de acessibilidade, material adaptado e tecnologias que permitam o desenvolvimento de suas habilidades.
Incentivar os programas municipais de acessibilidade.
Lutar pela definição de regras claras que incentivem a contratação de pessoas com deficiência intelectual e múltipla pela iniciativa privada, criando mecanismos para favorecer a inserção dessas pessoas no mundo do trabalho.

Apoiar a criação, pelos municípios, de programa de cuidadores domiciliares para pessoas com deficiência em situação de envelhecimento ou com dependência, bem como alternativas de acolhimento na ausência dos pais.

Amor, eu tenho nojo de puta!


Conte qualquer coisa, até que você já pensou em transar com a irmã dela, mas jamais confesse que vai ao puteiro
Meu caro, assuma à sua mulher que você adora transar vestido de pônei e que só consegue gozar quando leva petelecos sequenciais no ânus, mas, em hipótese alguma, confesse que você já foi - mesmo que em 1966 - a um puteiro. É sério! Tal confissão queima mais o filme do que sunga branca sem forro somada à pochete na cintura.
Conte que você já pensou na irmã dela enquanto batia punheta, mas, por favor, não seja louco a ponto de dizer que já esteve dentro – e fora, e dentro, e fora, e dentro – de uma honesta e pervertida meretriz.
Diga, sem medo de mentir, que você não consegue sentir o mínimo tesão pelas putas - nem mesmo por aquelas que têm pernas longas, mamilos rosados e uma língua extremamente habilidosa.
Fale, com cara de inconformado, que você não entende como alguém é capaz de pagar por sexo sem beijo, troca de telefone e papo que precede o esporro.
Finja que você sentiu ânsia de vômito quando aquelas bundonas lindas rebolaram em sua cara e que nem um dos seus pelos ficou ereto quando elas - as modelos da que malham durante o dia - fizeram propostas irrecusáveis ao pé do seu ouvido.
Meus amigos já até me chamaram para comer putas, mas eu preferi experimentar escargots, meu amor!”, diga, com firmeza. Não gagueje. Não desvie o olhar. Não trema.
Repita comigo: “Amor, eu tenho nojo de putas!”. Mais alto: “Amor, eu tenho nojo de putas!”.
E se, por acaso, desgraça ou graças à língua grande de algum amigo seu, ela já descobriu que você pisou dentro de um prostíbulo - mesmo que muito antes de ela ter nascido -, use a mesma tática do escorregadio Bill Clinton - que disse ter fumado maconha sem tragar -, e fale algo como: “O que o Marquinhos disse é verdade, eu realmente já fui a um puteiro, mas só entrei lá para beber e dar risadas. Não comi ninguém!
Acha mesmo que eu sou desse tipinho?”.
E se tudo der errado, o seu passado acabar descoberto e a sua namorada não conseguir suportar o fato de você já ter comido uma – ou duas, caso você seja rico - puta (quando tinha dezesseis anos e ainda era solteiro), tente a estratégia da pizza. Você ainda não conhece a “estratégia da pizza”? Não! Em qual planeta você vive, irmão? É uma estratégia simples que usa comparações para fazer com que sua mulher volte a racionalizar e, com sorte, comece a entender o motivo pelo qual os homens gostam de comer putas.
Comece dizendo: “A puta é igual a uma pizza e o puteiro, consequentemente, é parecidíssimo com uma pizzaria. Só que, ao invés de pedir uma de mussarela ou uma de frango com catupiry, no puteiro, você pode escolher entre uma morena-baixinha-coxuda-dançante e uma loira-longilínea-quietinha-porém-perversa. Simples assim! E alguns puteiros são tão semelhantes às pizzarias que já começaram a oferecer portuguesas, amor!”.
Esse começo geralmente é chocante, mas prossiga: “Nós, homens, às vezes só queremos matar a fome, sem nenhum trabalho ou envolvimento. E por que não fazer isso em locais com cardápios cheios de opções? E por mais que tenhamos capacidade de xavecar mulheres e de leva-las para cama, algumas vezes preferimos o caminho mais objetivo e aquele que nos dá a chance de chegar logo ao ponto. Sabemos fazer pizza, mas, às vezes, queremos a pizza mais fácil e aquele que já chega de bandeja!”.
Não pare: “Eu sei que você, como muitas moças, só consegue pensar em sexo com intimidade e que acha bizarra a nossa capacidade de começar já perto do fim. Mas nós, homens, geralmente somos capazes de fazer sexo sem qualquer envolvimento. Para nós, ocorre exatamente como quando sentimos vontade de uma pizza: vamos até o local em que existe o produto, escolhemos aquela que nos parece mais apetitosa, comemos, pagamos a conta e voltamos para casa satisfeitos. No love, just sex.
A argumentação acima até pode funcionar, mas existe uma enorme chance de ela passar alguns meses olhando para a sua cara como faz a vegetariana que descobre que o marido, no passado, trabalhava num matadouro. Se é que você me entende. Mas fazer o quê?
OBS: sou, de verdade, a favor da fidelidade e da honestidade, mas não vejo mal algum em solteiros que usam o próprio dinheiro para matar a fome, qualquer que seja ela. E em mulheres solteiras que curtem pagar um Frota de vez em quando.
OBS 2: se existe gente que gasta com Camaros amarelos só para conseguir comer putas à paisana e mais falsas do que a cara que faço quando ganho uma meia de presente, qual o problema de pagar, por sexo, e diretamente a putas honestas e que não fingem amor? Em minha opinião, nenhum.

quarta-feira, agosto 27, 2014

O que você precisa saber sobre o ISIS, o intitulado Estado Islâmico

    
O jornalista americano James Foley foi morto na semana passada pelo rapper britânico Abdel-Majed Abdel Bary, que pirou o cabeção e se tornou jihadista

Um jornalista americano foi decapitado na última semana, no Iraque, e mais uma vez o Oriente Médio vira foco de notícias sobre fundamentalismo, conflito e mortes com o intitulado ISIS, ou Estado Islâmico, grupo auto-proclamado como um califado que atua na Síria e Iraque. 

Bato nessa tecla aqui porque sei que o que pode ocorrer de mais fácil é a confusão generalizada sobre o que está acontecendo por lá e sob quais circunstâncias.

Chamar um povo (ou vários povos) de loucos, repetir que “lá, a coisa não tem mais jeito não” e sair culpando religiões ou políticas é de uma intolerância bem ruim.

Também não vão faltar opiniões e matérias ansiosas e precipitadas com aquela vontade inerente de alarmar e criar justamente a intolerância.

Então, antes de isso acontecer, vamos consultar os entendidos.

Novamente, cito o jornalista do Estadão e da Globo News, Gustavo Chacra, mestre em relações internacionais pela Universidade de Columbia, em Nova Iorque.

Na semana passada, ele publicou o “Guia blogueiro para entender o ISIS e a Guerra do Iraque“, um texto que disseca o que está acontecendo no Iraque e Síria nesse momento.

No texto, ele separa as etnias e religiões existentes por lá: árabes xiitas (maioria no Iraque, mas não dominantes), árabes sunitas (minoria entre os árabes, mas dominantes na região — o Saddam Hussein era sunita), curdos (etnia, não religião), cristãos (religião, não etnia), e turcomanos (que podem, assim como os árabes, ser xiitas ou sunitas).

Disso, ele retoma a posição de cada um deles na história recente do Iraque e os desdobramentos, desde a derrota da Al Qaeda para os americanos e iraquianos até os acontecimentos atuais:

* * *
Cada um destes povos possui a sua própria experiência na história iraquiana, especialmente nas últimas décadas.

Os xiitas e curdos têm um sentimento de que foram vítimas de um Estado de apartheid nos anos em que Saddam Hussein estava no poder.

O ditador, que era um sunita laico, tendia a proteger os sunitas e os cristãos, enquanto massacrava xiitas e curdos.

Os sunitas avaliam que são alvo de perseguição no Iraque desde a invasão dos EUA.

Washington teria favorecidos os xiitas, aliados do Irã, em detrimento dos sunitas.

Pouco representados, eles se levantaram contra o Exército americano e contra o governo central em Bagdá.

Faziam parte das forças sunitas tanto grupos seculares baathistas, ligados ao ex-ditador Saddam Hussein, como também facções ligadas à Al Qaeda antes inexistentes no Iraque (Saddam combatia duramente a rede terrorista de Bin Laden, de quem era inimigo).

Mas os dois tinham um inimigo comum – os xiitas e os EUA.

Como os EUA e o Iraque derrotaram a Al Qaeda?

Inicialmente, no surge, a partir de 2006, os EUA conseguiram reverter esta oposição de sunitas ao pagar mesadas para líderes tribais sunitas em troca de apoio.
Fortes nas áreas sunitas, os líderes tribais se voltaram contra a Al Qaeda no Iraque e também contra os grupos ligados a simpatizantes de Saddam.

No fim, conseguiam estabilizar a região com a ajuda de dezenas de milhares militares americanos e do Exército do Iraque.

Como a Guerra da Síria contribuiu para o nascimento do ISIS?

O Ocidente, a Turquia e países do Golfo apoiaram os rebeldes na Síria contra Bashar al Assad. Estes rebeldes, em sua maioria, porém, compartilhavam dos mesmos ideais que a Al Qaeda, não de uma democracia sueca.

Jihadistas do mundo todo começaram a ir para a Síria para lutar contra Assad e perseguir minorias religiosas, como os cristãos, alaítas, drusos e mesmo sunitas moderados, que apoiam e são protegidos pelo regime sírio, enquanto o Ocidente apenas se preocupava em condenar Damasco, praticamente dando sinal verde para o avanço do radicalismo religioso de grupos como o ISIS e a Frente Nusrah, ligada à Al Qaeda.

Mas tem o ISIS e a Frente Nusrah, qual diferença?

Os dois eram aliados e ligados à Al Qaeda. Mas houve um rompimento quando o comando do ISIS decidiu não seguir mais a liderança central da Al Qaeda, se tornando independente.

Além disso, as ações do ISIS, crucificando minorias religiosas, estuprando mulheres e matando crianças foram consideradas muito radicais pela Al Qaeda e, consequentemente, a Frente Nusrah.

Mas a Frente Nusrah, ligada à Al Qaeda, ainda existe?

Sim, e é a principal rival do ISIS na luta contra o regime de Assad.

Os dois grupos também lutam entre si e praticamente eliminaram do mapa facções menos religiosas da oposição, como o Exército Livre da Síria.

Certo, isso na Síria, mas e no Iraque?

A partir de sua base na Síria, o ISIS conseguiu se fortalecer e, ao mesmo tempo, os EUA haviam retirado as suas tropas do território iraquiano em 2011.

As áreas sunitas, mais uma vez, estavam insatisfeitas com o governo central em Bagdá, dominado por xiitas apoiados pelos EUA e pelo Irã.

Isso eliminou a resistência à entrada do ISIS, agora mais forte, nos territórios majoritariamente sunitas do oeste do Iraque, próximos da fronteira com a Síria.

Por que os EUA retiraram as tropas?

Esta decisão foi tomada ainda no governo de George W. Bush, em 2008, e levada adiante pela administração Obama. Os dois presidentes defendiam a permanência de tropas remanescentes.

Mas o Parlamento iraquiano, em votação, não permitiu a permanência dos militares americanos. Isto é, Obama queria ter deixado cerca de 5 mil soldados baseados no Iraque, mas Bagdá não permitiu.

E a fuga de radicais Abu Ghraib?

Ao menos 500 prisioneiros, antes ligados à Al Qaeda, fugiram da prisão de Abu Ghraib. Entre eles, estão alguns dos mais radicais ex-integrantes da rede de Bin Laden.

A maior parte deles acabou se juntando ao ISIS e contribuiu para a tomada de território no Iraque.

Este episódio, quase esquecido, foi crucial para o fortalecimento do ISIS.

Quem apoia o ISIS no Oriente Médio?

Figuras independentes do Golfo e habitantes sunitas mais religiosos do interior da Síria e do Iraque.

Mas a principal base de suporte vem de radicais sunitas de outras partes do mundo, incluindo dos EUA e da Europa.

Há até uma parte dos guerrilheiros do ISIS sequer sabe falar árabe direito e não é da Síria e do Iraque.

Quem são os maiores inimigos do ISIS?

O regime de Assad na Síria, o Irã, o governo xiita do Iraque, os curdos iraquianos, o Hezbollah, os EUA, o Líbano (todas as religiões), Israel, minorias religiosas ao redor do Oriente Médio, Rússia, monarquias do Golfo e, hoje, até a Al Qaeda.

Basicamente, todo o mundo.

E de onde eles tiram dinheiro e armas?

O dinheiro vem de doações destas figuras independentes e também da tomada de cidades na Síria e no Iraque.

Eles roubaram dezenas de milhões de dólares dos bancos em Mossul, segunda maior metrópole do Iraque.

As armas vêm contrabandeadas da Líbia, onde os rebeldes foram armados pela OTAN, do armamento de milícias opositoras na Síria pelo Ocidente e pelo Golfo e também do roubo de armamentos do Exército sírio e iraquiano.

Qual a estratégia para derrotar o ISIS no Iraque?

No Iraque, há uma estratégia com três pilares. Primeiro, os EUA estão lançando bombardeios estratégicos.

Segundo, os EUA estão apoiando os peshmerga, como são conhecidos os guerreiros curdos, que servem de Exército do Curdistão, para combater o ISIS a partir do norte.

Pressionando o futuro premiê Haider Abadi a formar um governo mais inclusivo, com presença maior de sunitas, curdos e cristãos, se diferenciando do anterior, totalmente controlados por xiitas, há uma expectativa de os sunitas se sentirem mais representados.

Desta forma, o Exército do Iraque, com apoio dos EUA, enfrentaria menos resistência nas áreas controladas pelo ISIS e poderia ter o suporte dos líderes tribais.

Qual a estratégia para derrotar o ISIS na Síria?

Não há uma estratégia clara. Alguns falam em armar os rebeldes moderados. Mas estes são irrelevantes. Seria como treinar um time de várzea brasileiro para enfrentar o Barcelona.

A única opção viável seria torcer para as Forças de Assad derrotarem o ISIS com a ajuda do Hezbollah e do Irã e apoio da Rússia. Isso já vem ocorrendo.

Para os EUA, é impossível apoiar Assad devido ao histórico de crimes contra a humanidade, segundo a ONU, que teriam sido cometidos pelo regime sírio, embora haja um consenso cada vez maior de que ele seja o menor dos males hoje na Síria.


A marcação negra mostra os territórios ansiados pelo Estado Islâmico

Ainda sobre o assunto, o Guga também publicou um texto sobre as principais semelhanças e diferenças entre o ISIS e o Hamas, grupo armado que luta, nesse momento, contra Israel, que pode ser lida no post abaixo.

Ainda sobre Oriente Médio, antes de a notícia da morte do jornalista americano, Chacra faz a pergunta: Por que ninguém comenta a melhor notícia do Oriente Médio?

Há uma excelente notícia no Oriente Médio e quase ninguém fala nada.

As armas químicas da Síria foram totalmente destruídas menos de um ano depois de estes armamentos terem sido usados nos arredores de Damasco em ação atribuída pelos EUA e países europeus às forças de Bashar al Assad – o regime sírio, assim como a Rússia, acusa rebeldes pelo uso.

Não há uma conclusão independente.

Quais as diferenças e as semelhanças entre o Hamas e o ISIS?


Guga Chacra

Algumas pessoas têm me perguntado sobre as diferenças e similaridades entre o Hamas e o ISIS (Estado Islâmico). Há várias. Abaixo, cito algumas:

Diferenças

1. Hamas quer apoio do Ocidente; ISIS (Estado Islâmico), não
Hamas – tem uma preocupação em ganhar apoio da opinião pública do Ocidente. O grupo possui táticas de PR (relações públicas) para mostrar uma imagem de vítima dos palestinos. Ao mesmo tempo, busca mostrar Israel como agressor. O grupo quer ver os EUA, o Brasil, a França e os habitantes destes países condenando os israelenses. Hamas tentam fazer propaganda para jornalistas em Gaza.

ISIS (Estado Islâmico) – não está nem um pouco preocupado em ter apoio do Ocidente. Na verdade, quer sim mostrar que é mau e está disposto a tudo para atingir seus objetivos. Prova disso foi a decapitação do jornalista americano em uma imagem que certamente contribui para deteriorar ainda mais a imagem da organização. ISIS captura qualquer jornalista que estiver em seu território.

2. Hamas tem aliados ao redor do mundo; ISIS tem inimigos

Hamas – já teve mais apoio. Perdeu bastante ao romper com a Síria, Irã e Hezbollah. Hoje mantém alianças com o Qatar, Turquia e Irmandade Muçulmana. Além disso, uma série de pessoas defende o Hamas no exterior, seja nas páginas de jornais, em Parlamentos ou mesmo em conversas privadas.

ISIS (Estado Islâmico) – não tem aliança com nenhum país, apesar de, no passado, ter recebido certos incentivos de países do Golfo, do Ocidente e mesmo da Turquia. Hoje todos são inimigos. O grupo é adversário do Irã, de Israel, dos EUA, da Rússia, do Hezbollah, da Síria (regime de Assad), da França, dos curdos e Iraque. Não há ninguém na opinião pública relevante no mundo defendendo o ISIS.

3. Todos membros do Hamas são palestinos; do ISIS, são do mundo todo

Hamas – não há membros do grupo que não sejam palestinos, seja na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, seja no exílio.

ISIS (Estado Islâmico) – tem membros de todo o mundo. Alguns vêm das Tchetchênia. Outros do Reino Unido e dos EUA e sequer falam árabe. Há afegãos, somalis e mesmo indonésios. Claro, há também sírios e iraquianos.

4. Hamas alveja judeus; ISIS alveja xiitas, cristãos, alauítas, curdos, yazidis e mesmo sunitas moderados

Hamas – o grupo alveja judeus israelenses em quase 100% das suas ações. Algumas vezes, árabes israelenses de origem muçulmana e cristã também são atingidos, mas não são o alvo.

ISIS (Estado Islâmico) – até agora, tem como principais adversários na Síria o regime de Bashar al Assad, que é apoiado por alauítas, cristãos, drusos e sunitas moderados na Síria. No Iraque, o ISIS ataca xiitas, cristãos, curdos (yazidis e sunitas) e sunitas árabes moderados.

 Semelhanças

Ambos são movimentos nacionalistas

Hamas – quer a criação de um Estado Palestino. Diferentemente da Autoridade Palestina, quer todo o território, incluindo Israel, e não apenas a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.

ISIS (Estado Islâmico) – quer a criação de uma versão deturpada de um califado para muçulmanos do mundo todo em áreas do que hoje é a Síria e o Iraque – onde antes existiram os califados dos Omíadas e dos Abassidas, embora ambos, séculos atrás fossem bem mais tolerantes do que ISIS, especialmente com minorias religiosas.

Ambos são islâmicos

Hamas – apesar de o movimento nacionalista palestino não ser islâmico e ter muitos cristãos historicamente em seu comando, o Hamas se identifica como uma organização islâmica nos moldes da conservadora Irmandade Muçulmana.

ISIS(Estado Islâmico) – talvez seja o mais radical grupo de toda a história do islamismo, adotando uma versão ultra extremista e deturbada da religião.

Ambos cometem atentados terroristas e usam táticas de guerrilha

Hamas – cresceu realizando atentados suicidas contra civis em Israel, explodindo pizzarias e boates em Jerusalém e Tel Aviv. Esta tática foi substituída mais recentemente pelo lançamento de foguetes contra o território israelense.

ISIS (Estado Islâmico) – comete atentados suicidas para atingir áreas controladas por Bashar al Assad na Síria e também regiões nas mãos do governo iraquiano. Além disso, realiza ações de guerrilha para conquistar territórios.

Guga Chacra é comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York. Também é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

Manara e a polêmica de bunda murcha


Poderoso Porco  (*)

Evidentemente, todo mundo viu a polêmica gerada pela capa variante produzida por ninguém menos que Milo Manara para o número de estréia da HQ da Mulher-Aranha. Evidentemente porque até o Búguima, que não lê o MdM, tá sabendo. Então… o que mais ainda precisa ser dito?

Muita coisa, mas vamos com calma.

Primeiro, qual é o problema da maldita capa? “É a sexualização? Mas não é o Manara? Reclamar de sexualização no trabalho dele é como reclamar que os filmes do Rocco Siffredi objetifica a mulher!”, vocês vão dizer.

E estarão certos em alguns pontos.

Tipo, reclamar que o Milo Manara, autor da série O Clic, que ilustrou o Kama Sutra e tantas outras coisas, que basicamente é um desenhista pornô, fez uma capa erotizada é no mínimo ignorância. É como reclamar que as coisas explodem nos filmes do Michael Bay.

Logo, pra mim o problema não é a hipersexualização da personagem. O problema é que trata-se de uma capa do Manara. Sim, ele é o rei da HQ pornô – é isso que ele faz, é por isso que ele é famoso. O problema dessa capa é que, comparada à toda história do Manara, comparada ao “portfólio” dele, é uma capa ruim.

Porra, peguem as capas d’O Clic, peguem as capas de Bórgia, Gullivera, peguem mesmo a (pobre, tadinha) capa que ele fez com as X-Women…


Daí, a capa da Mulher-Aranha fica, em sua construção, muito pobre. Parece alguém querendo causar mostrando uma bunda enluarada, coisa que o Manara, nos seus 70 milhões de anos de carreira, já não precisa fazer.

Ainda, a capa tem outros problemas, como a curvatura absurda do pescoço, a quase ausência do nariz e os beiços picados por marimbondos (sim. Eu sou preto, beiçudo e já tive a boca picada por um marimbondo na feira. Sei do que tô falando).

E nisso, pintaram os redesigns. Abrindo umas aspas, os redesigns viraram moda sobretudo depois que sites como o Escher Girls ou o The Hawkeye Initiative usaram desse recurso para criticar a representação feminina nos comics.

No Caso Manara/Mulher-Aranha, o mais famoso redesign foi feito pelo “Less tits n’ ass, more kickin’ ass“ (que resenheou também a capa xexelenta – Oh, really? – do Greg Land).


O redesign gerou controvérsia. E revolta. Como do Kevin Maguire (ele mesmo!):


Bem, vamos aos pontos: primeiro, o redesign é uma forma (gráfica) de crítica. E a crítica é crítica, ninguém é intocável.

Manara, Stan Lee, Jack Kirby, Romita Jr., Kevin Maguire… pense em qualquer um: se estão na chuva é pra se molhar, e às os pingos veem grossos, às vezes veem finos. Acontece.

Chamar a crítica de censurável me dá preguiça. E olha! Teve um cara que, se referindo ao trabalho de um gênio absoluto, falou que podia dar “mais polimento” ao trabalho dele.

O cara que falou isso foi ninguém menos que Alex Ross e o gênio que ele ia “dar mais polimento”, era ninguém menos que Jack Kirby, mas disso ninguém reclamou.

Assim como ninguém reclama dos incontááááááveis redesigns de “artes” do Liefeld. Looogo…

Outro redesign foi feito pelo Carlo Pagulayan, artista com trabalhos na Marvel. Ele fez uma modelagem em 3D pra justificar a anatomia manariana e, bem…

Se por um lado ele teve uma sacada que o pessoal do “Less tits” não teve, que foi o fato da perna direita da personagem estar fora do prédio, para baixo, por outro ele também fingiu que não viu que o seu redesign confirma só parcialmente o desenho do Manara, porque, bem, ele de fato está inadequado.

Observem aí a modificação da bunda, da angulação da cabeça (e, consequentemente, a torção do pescoço), etc.


Enfim, o que me deixa desgraçado da minha cabeça é a Marvel já ter censurado capas muito melhores (e mais eróticas) do que essa e… agora taí fingindo de morta pra comer o coveiro.

Como não se lembrar daquela capa do Frank Cho pro Homem-Aranha em que ele teve de acrescentar uma toalha na bunda da Mary Jane?


Mais do que isso, tentando desesperadamente emplacar uma personagem feminina (Miss e Capitã Marvel, agora a Mulher-Aranha), faz sentido chamar o Manara pra fazer a capa?

Ou colocar o Greg Land(!) no miolo? A ideia é emplacar com a galera fapista e só?

Como eu disse lá no podcast sobre o uniforme da Batgirl: não tem problema em uma personagem de quadrinho ser hipersexualizada. O problema é serem TODAS assim…

(ô Fiorito, valeu pelos links!)

(*) Um policial civil mordido por um porco psicólogo radioativo. Quer dizer, um psicólogo radioativo mordido por um policial civil porco. Não, péra...

Esbofetear a máscara do tempo: uma autocrítica de Mário de Andrade

   
Em 1942, na Casa do Estudante, no Rio de Janeiro, Mário de Andrade proferiu uma palestra chamada O Movimento Modernista, onde ostensivamente faz um histórico do movimento.

Entretanto, no final, ele muda subitamente de tom e faz uma auto-crítica cruel de tudo o que não conseguiu fazer como escritor.

São palavras duras e tocantes. Me fizeram chorar mais de uma vez.

* * *

Não tenho a mínima reserva em afirmar que toda a minha obra representa uma dedicação feliz a problemas do meu tempo e minha terra. Ajudei coisas, maquinei coisas, fiz coisas, muitas coisas! E no entanto me sobra agora a sentença de que fiz muito pouco, porque todos os meus feitos derivaram duma ilusão vasta. E eu que sempre me pensei, me senti mesmo, sadiamente banhado de amor humano, chego no declínio da vida à convicção de que faltou humanidade em mim. Meu aristocracismo me puniu. Minhas intenções me enganaram.

Vítima do meu individualismo, procuro em vão nas minhas obras, e também nas de meus companheiros, uma paixão mais temporânea, uma dor mais viril da vida. Não tem. Tem mais é uma antiquada ausência de realidade em muitos de nós. Estou repisando o que já disse a um moço… E outra coisa senão o respeito que tenho pelo destino dos mais novos se fazendo, não me levaria a essa confissão bastante cruel, de perceber em quase toda a minha obra a insuficiência do abstencionismo.

Francos, dirigidos, muitos de nós demos às nossas obras uma caducidade de combate. Estava certo, em princípio. O engano é que nos pusemos combatendo lençóis superficiais de fantasmas. Devíamos ter inundado a caducidade utilitária do nosso discurso, de maior angústia do tempo, de maior revolta contra a vida como está. Em vez: fomos quebrar vidros de janelas, discutir modas de passeio, ou cutucar os valores eternos, ou saciar nossa curiosidade na cultura.

E se agora percorro a minha obra já numerosa e que representa uma vida trabalhada, não me vejo uma vez só pegar a máscara do tempo e esbofeteá-la como ela merece. Quando muito, fiz de longe umas caretas. Mas isto, a mim, não me satisfaz.

Não me imagino político de ação. Mas nós estamos vivendo uma idade política do homem, e a isso eu tinha que servir. Mas em síntese, eu só me percebo, feito um Amador Bueno qualquer, falando “não quero” e me isentando da atualidade por detrás das portas contemplativas de um convento. Também não me desejaria escrevendo páginas explosivas, brigando a pau por ideologias e ganhando os louros fáceis de um xilindró.

Tudo isso não sou eu nem é pra mim. Mas estou convencido de que deveríamos ter nos transformado de especulativos em especuladores. Há sempre jeito de escorregar num ângulo de visão, numa escolha de valores, no embaçado duma lágrima que avolumem ainda mais o insuportável das condições atuais do mundo. Não.

Viramos abstencionistas abstêmio e transcendentes. Mas por isso mesmo que fui sinceríssimo, que desejei ser fecundo e joguei lealmente com todas as minhas cartas à vista, alcanço agora esta consciência de que fomos bastante inatuais. Vaidade, tudo vaidade…

Tudo o que fizemos… Tudo o que eu fiz foi especialmente uma cilada da minha felicidade pessoal e da festa em que vivemos. É aliás o que, com decepção açucarada, explica historicamente. Nós éramos os filhos de uma civilização que se acabou, e é sabido que o cultivo delirante do prazer individual represa as forças dos homens sempre que uma idade morre. E já mostrei que o movimento modernista foi destruidor. Muitos porém ultrapassamos essa fase destruidora, não nos deixamos ficar no seu espírito e igualamos nosso passo, embora um bocado turtuveante, ao das gerações mais novas.

Mas apesar das sinceras intenções boas que dirigiram a minha obra e a deformaram muito, na verdade, será que não terei passeado apenas, me iludindo de existir?… É certo que eu me sentia responsabilizado pelas fraquezas e as desgraças dos homens. É certo que pretendi regar a minha obra de orvalhos mais generosos, suja-la nas impurezas da dor, sair do limbo “ne trista ne lieta” da minha felicidade pessoal. Mas pelo próprio exercício da felicidade, mas pela própria altivez sensualíssima do individualismo, não me era possível renegá-los como um erro, embora eu chegue um pouco tarde à convicção de sua mesquinhez.

A única observação que pode trazer alguma complacência para o que eu fui, é que eu estava enganado. Julgava sinceramente cuidar mais da vida que de mim. Deformei, ninguém não imagina o quanto, a minha obra - o que não quer dizer que se não fizesse isso, ela seria melhor… Abandonei, traição consciente, a ficção, em favor de um homem-de-estudo que fundamentalmente não sou. Mas é que eu decidira impregnar tudo quanto fazia de um valor utilitário, um valor prático de vida, que fosse alguma coisa mais terrestre que ficção, prazer estético, beleza divina.

Mas eis que chego a este paradoxo irrespirável: Tendo deformado toda a minha obra por um anti-individualismo dirigido e voluntarioso, toda a minha obra não é mais que um hiperindividualismo implacável! E é melancólico chegar assim no crepúsculo, sem contar com a solidariedade de si mesmo. Eu não posso estar satisfeito de mim. O meu passado não é mais meu companheiro. Eu desconfio do meu passado.

Mudar? Acrescentar? Mas como esquecer que estou na rampa dos cinquenta anos e que os meus gestos agora já são todos… memórias musculares?… Ex omnibus bonis quae homini tribuit natura, nullum melius esse tempestiva morte… O terrível é que talvez ainda nos seja mais acertada a discreção, a virarmos por aí cacoeteiros de atualidade, macaqueando as atuais aparências do mundo. Aparências que levarão o homem por certo a maior perfeição de sua vida. Me recuso a imaginar na inutilidade das tragédias contemporâneas. O Homo Imbecilis acabará entregando os pontos à grandeza do seu destino.

Eu creio que os modernistas da Semana de Arte Moderna não devemos servir de exemplo a ninguém. Mas podemos servir de lição. O homem atravessa uma fase integralmente política da humanidade. Nunca jamais ele foi tão “momentâneo” como agora. Os abstencionismos e os valores eternos podem ficar para depois. E apesar da nossa atualidade, da nossa nacionalidade, da nossa universalidade, uma coisa não ajudamos verdadeiramente, duma coisa não participamos: o amelhoramento político-social do homem. E esta é a essência mesma da nossa idade.

Se de alguma coisa pode valer o meu desgosto, a insatisfação que eu me causo, que os outros não sentem assim na beira do caminho, espiando a multidão passar. Façam ou se recusem a fazer arte, ciências, ofícios. Mas não fiquem apenas nisto, espiões da vida, camuflados em técnicos da vida, espiando a multidão passar. Marchem com as multidões.

Aos espiões nunca foi necessária essa “liberdade” pela qual tanto se grita. Nos períodos de maior escravização do indivíduo, Grécia, Egito, artes e ciências não deixaram de florescer. Será que a liberdade é uma bobagem?… Será que o direito é uma bobagem?… A vida humana é que é alguma coisa a mais que as ciências, artes e profissões. E é nessa vida que a liberdade tem um sentido, e o direito dos homens. A liberdade não é um prêmio, é uma sanção. Que ha-de vir.

* * *

Mário de Andrade fala como se fosse um ancião às portas da morte, apesar de contar apenas 49 anos. Teria presumivelmente mais vinte ou trinta anos de vida artística e produtiva pela frente.

Mas alguma coisa ele deveria saber: de fato, morreu pouco menos de três anos depois, de ataque cardíaco fulminante.

Me pergunto se Mário já não estava um pouco morto desde aquela palestra, se a gente mesmo não se mata por conta própria, se o coração não dá só o enfarto de misericórdia.

Enquanto isso, vou aqui fazendo tudo o que posso, como escritor e como cidadão, para nunca merecer uma autocrítica dessas.

terça-feira, agosto 26, 2014

Advogado que “vendeu” o Garantido é candidato a vice-presidente do bumbá


Responsável direto pela maior desmoralização já sofrida pela Associação Folclórica Boi Garantido, que teve um de seus galpões leiloados pela Justiça para pagar dívidas trabalhistas, o advogado Fábio Cardoso, na época diretor jurídico do bumbá, é candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Adelson Albuquerque. 

A eleição do boi Garantido será no próximo domingo.

O processo contra o bumbá Garantido, movido pelo compositor Cézar Moraes, correu na 2ª Vara da Comarca de Parintins. 

Por duas vezes a juíza Melissa Sanches oficiou o bumbá a se manifestar sobre o assunto e por duas vezes Fábio Cardoso, diretor jurídico do boi, não compareceu às audiências nem contestou a decisão judicial. 

Por fim, o galpão foi leiloado por R$ 120 mil (equivalente a 10% do valor real do imóvel) e arrematado por Francisco Henrique Vasconcelos, o “Chiquinho Arigó”. 

Detalhe: Chiquinho Arigó era cliente do advogado Fábio Cardoso.

Aparentemente foi uma operação casada, em que o bumbá ficou literalmente “vendido”: Fábio Cardoso, que devia defender o boi, perdeu os prazos para a contestação judicial, deixando o galpão do bumbá ir a leilão, para ser arrematado, lá na frente, por Chiquinho Arigó, cliente do próprio advogado. 

O presidente Telo Pinto acompanhou todo o processo e também não fez nada para evitar a perda de patrimônio do boi.

Para completar, no último domingo, a Assembleia Geral da Associação Folclórica Boi-Bumbá Garantido rejeitou as contas do presidente Telo Pinto, por sinais inequívocos de malversação dos recursos. 

O responsável pela prestação de contas foi o advogado Fábio Cardoso, diretor jurídico da associação.

“Se for eleito vice-presidente do boi, esse advogado é capaz de vender a Cidade Garantido”, garante o estudante Zé Luiz, morador do Itaúnas e torcedor do bumbá da Baixa de São José.

Na cabine dos milionários


Eles estão voando. E embora trabalhem enquanto você se diverte, juntos faturaram mais de US$ 268 milhões.

Confira o ranking dos 10 DJs mais bem pagos do mundo em 2014:

#10º Deadmau5 (US$ 16 milhões)


Com a menor quantidade de shows e apresentações feitas dentre os DJs da lista, o DJ e produtor musical Deadmau5 aparece na décima colocação do ranking. Ainda sim, com um cachê de aproximadamente US$ 500 mil por apresentação, o canadense não deve estar passando dificuldades financeiras...

#9º Skrillex (US$ 16,5 milhões)


O americano seis vezes ganhador do Grammy também é produtor musical e realiza seus trabalhos através de sua própria gravadora: a OWSLA. Isso rendeu ao DJ um faturamento de US$ 16,5 milhões e a nona colocação da lista.

#8º Kaskade (US$ 17 milhões)


O número 8 da lista é americano Kaskade: Seu décimo álbum teve indicação ao Grammy de melhor álbum de música eletrônica. Realizando mais de 120 apresentações na temporada, o DJ faturou US$ 17 milhões.

#7º Zedd (US$ 21 milhões)


Na sétima posição vem o produtor musical e DJ alemão Zedd. Autor do álbum “Clarity”, onde o single homônimo foi premiado com disco de platina, participou de produções de artistas pop como Lady Gaga e Justin Bieber . O DJ alemão faturou nada menos que US$ 21 milhões na temporada.

#6º Afrojack (US$ 22 milhões)


O DJ holandês Afrojack, que realizou uma verdadeira maratona de aproximadamente 150 shows na temporada, recentemente lançou o seu primeiro álbum em estúdio. Afrojack também possui uma linha de roupas próprias: seu empreendedorismo lhe deu a posição número 6 do ranking e a bagatela de US$ 22 milhões.

#5º Steve Aoki (US$ 23 milhões)


O americano Steve Aoki gosta mesmo de ser DJ: com 227 apresentações na temporada e frequentemente realizando três shows por noite, é o DJ do ranking que mais trabalhou na temporada: tanto trabalho colocou o DJ pela primeira vez no top 5 dos DJs que mais arrecadaram.

#3º Empate: Tiesto e Avicii (US$ 28 milhões)

Tiesto


O DJ veterano continua sendo um dos DJs que mais faturam. Além de seus sucessos, o DJ conta com apresentações em famosas festas em Ibiza e Las Vegas: na cidade dos casinos, o holandês também tem parceria com uma das mais renomadas casas noturnas, a Hakkasan.

Avicii


Autor de sucessos como o álbum “True” e o single “Wake Me Up”, o DJ sueco Avicii é o terceiro mais bem pago da atualidade, ao lado de Tiesto. Ambos faturaram US$ 28 milhões na temporada.

#2º David Guetta (US$ 30 milhões)


Na segunda colocação do ranking está o consagrado David Guetta. Recentemente, o francês fez parcerias com a cantora Rihanna, além de compor em seus últimos álbuns canções para Britney Spears e Lady Gaga.

#1º Calvin Harris (US$ 66 milhões)


Com mais de 120 apresentações e exibições em grandes festivais, o escocês ganhou notoriedade após realizar trabalhos ao lado de estrelas pop como Kesha e Rihanna, assumindo o posto de DJ mais bem pago da atualidade, com um faturamento de US$ 66 milhões (aproximadamente R$146 milhões).

As inglórias dos DJs

  
Em início de carreira, um DJ ganha em torno de 300 a 600 reais por festa, diz Nelsinho Patriota

Existem profissões que aparentam ser cercadas de diversão.

Por exemplo, imagine só poder tocar nas melhores festas, saborear drinks e mais drinks e ainda ser o responsável pela trilha sonora do ambiente.

Tentador, não? Pois a vida de um DJ é muito mais complicada do que isso (apesar de não podermos apagar a parte da diversão e das bebidas).

Nos dias de hoje, boa parte das pessoas acredita que ser DJ nada mais é do que atuar como um bon vivant, principalmente pela popularidade de nomes conhecidos do público, como David Guetta, Tiesto e até Jesus Luz, ex-Madonna.

Realmente, a vida destes indivíduos causa inveja em muitos, pois quem não gostaria de participar das festas mais bombadas do mundo, cercado de celebridades e mulheres bonitas?

Entretanto, a realidade não é tão bela assim, para ingressar neste ramo, que mesmo com sindicato próprio ainda não é reconhecido como profissão pelo governo federal, é preciso ralar bastante.

Com 20 anos de carreira e especialista em música eletrônica, Nelson Patriota ou simplesmente DJ Nelsinho, garante que a estrada é longa e é preciso ter muita determinação.

“Quando comecei, há 20 anos atrás, tocava escondido, quase dentro da cozinha. Atualmente, a carreira conquistou espaço e admiração pelos jovens e tornou-se uma febre.”

Nelsinho também critica os DJs celebridades e garante que muitos não sabem como usar os equipamentos.

“Os DJs celebridades, em sua maioria, apenas querem se destacar em matérias publicitárias, e estes têm o auxílio de algum profissional que prepara seus sets ou até mesmo fica ao seu lado operando os aparelhos enquanto a celebridade aparece nas fotos. Sentir a pista e saber a música/versão certa para aquele momento e tipo de público, não se aprende da noite para o dia”, salienta. 

Dentre muitos dos atrativos da carreira está o salário, que para os bem sucedidos, é bem alto. Os cachês podem chegar até 15 mil reais por noite.

Todavia, um DJ em início de carreira ganha em torno de 300 ou 600 reais por festa.

O começo de tudo


O primeiro contato dos DJs com os brasileiros aconteceu no início da década de 80, especialmente na cidade de São Paulo, que se tornou um verdadeiro point dos amantes da música.

O carioca Nelsinho, que também comanda um programa musical na Rádio Transamérica do Rio de Janeiro, fala mais sobre a evolução da profissão.

“Dos anos 80 para cá, muita coisa mudou. Começando pelo equipamento, que era grande e pesado. Um engradado de vinil, por exemplo, comportava 220 discos e pesava cerca de 20 quilos. Os discos e headphones também eram caríssimos e as saletas onde os DJs ficavam comportavam toda essa tralha. Hoje, eles operam em palcos ou em salas menores, com equipamentos mais leves e menos caros. E, embora estejamos em tempos de internet e MP3, alguns, inclusive eu, ainda preferem ter o prazer de tocar vinis, quando possível”, diz.

Falando em equipamentos, para quem atacar de DJ, é preciso ter dinheiro no bolso, pois custa caro conseguir bons aparelhos.

“Os custos variam entre 1500 e 5000 reais cada. Como o custo de importação é alto, o menor preço encontra-se em lojas virtuais ou em sites de leilão (Mercado Livre, por exemplo)”, conta.

O DJ Nelsinho aproveita para indicar quais são os melhores equipamentos.

“Além do Mixer (misturador de canais), atualmente é possível encontrar várias opções para execução, analógicas ou digitais. Analógico são as pickups (toca-discos). No ramo dos digitais existem os CDJs (CD players) e Controladores Midi (diretamente no computador)”, explica.

Vai rolar a festa!


Talvez a principal responsabilidade da vida de um profissional é escolher o repertório de uma festa. Seja em baladas ou eventos corporativos, o termômetro usado para saber se as pessoas estão se divertindo é a trilha sonora.

“Cada evento é sempre uma surpresa. Não há como se programar. A música eletrônica possui diversas vertentes, e de acordo com o público de cada noite, o set deve ser alternado, com o intuito fazer todo mundo dançar”, explica o DJ Nelsinho.

É fato que o começo é sempre complicado, entretanto, no caso do DJ, a recompensa pode ser muito boa, porém, Nelsinho afirma que não se deve pensar somente no lado bom da coisa, é necessário estar antenado com tudo o que acontece no meio.

“Não dá para olhar a profissão apenas pelo seu glamour. É preciso gostar de música, procurar se aperfeiçoar, aprender a mixar, conhecer o público e buscar novidades, inclusive fora do mercado nacional. O diferencial de quem quer crescer é ter visão de mercado, não só no presente, mas o que vai ser tendência. Colocar as pessoas para dançar é um instinto”, avisa.

O junk food de playboy


   
Comer e viajar são provavelmente duas das melhores experiências que podemos apreciar em vida. Melhor ainda seria unir a fome com a vontade de conhecer o mundo e curtir um roteiro inusitado. Que tal viajar pelo globo e curtir os pratos mais caros do planeta?

Mas espere aí, ninguém aqui está falando de pratos super sofisticados (ok, eles são sofisticados sim), estamos falando de iguarias apreciadas por praticamente todo ser humano, nos quatro cantos da terra. 

Então nós resolvemos fazer um roteiro básico para que você amigo cheio da grana possa conhecer o mundo, e desfrutar do prazer de comer algumas das pizzas, hot-dogs e hambúrgueres mais caros do planeta.

# Primeira parada: Seattle - Estados Unidos


Seattle é a terra mãe do grunge e de Jimmy Hendrix, também lar de um dos museus mais incríveis do mundo, o Chihuly Garden and Glass e também de outros pontos turísticos como Benaroya Hall, a biblioteca pública e o Kerry Park.

Mas se você for pra Seattle com uma grana no bolso, não deixe de apreciar o hot-dog mais caro do planeta o “Junni Ban”, servido no Tokyo Dog, um tradicional carrinho de cachorro quente local.

O dogão é pra lá de incrementado e custa US$ 169,00, o bonitão é feito com queijo bratwust defumado, cebolas grelhadas em manteiga teriyaki, cogumelos maitake, bife wagyo, foie gras, raspas de trufas negras, caviar e maionese japonesa no pão brioche.

# Segunda parada: Las Vegas - Estados Unidos


É meu irmão depois de uma passeada bacana por Seattle é hora de esquentar as coisas, e não há lugar mais quente na terra do tio San que Las Vegas.

Na meca da jogatina, não tem jeito, você tem a obrigação de conhecer alguns dos Casinos mais irados do mundo como o Hard Rock Café & Casino (Se Beber Não Case) e o Bellagio (Onze Homens e um Segredo).

Além de diversos lugares irados como o MOB (museu do crime organizado) e o Grand Canyon que fica no estado vizinho, Arizona.

E pra comer amigão não deixe de experimentar o “FleurBurguer 5000” que é servido no Fleur de Lys e custa a pequena bagatela de US$ 5000,00.

O hambúrguão é feito com carne kobe beff coberto com molho de trufas negras e foie gras e é servido no pão de brioche.

Para beber, o pedido inclui a garrafa de um dos vinhos mais caros do mundo, o Chateau Petrus, e o rango ainda vem acompanhado(pasmem) por uma porção de fritas.

# Terceira parada: Agropoli – Itália


Agropoli é uma fica no sul da Itália, localizada na província de Salermo, na região da Campânia, e é uma cidadezinha litorânea banhada pelo Mar Tirreno na costa oeste italiana.

Entre os muitos pontos turísticos temos o Borgo Medievale di Agropoli, a Spiaggia di San Francesco, a Baia di Trentova e o Porto Turístico de Agropoli.

E pra matar aquela fome que dá depois de um dia de praia, na Itália, só se pode pedir uma coisa, pizza.

A “Pizza Louis XIII” custa à pequena bagatela de US$ 12.000,00.

A redonda é feita pelo pizzaiolo Renato Viola e seus ingredientes são: Coberturas generosas de caviar e lagosta e com Louis XIII Rémy Martin, um conhaque da realeza.

A pizza de 8 polegadas é feita 72 horas antes para dar tempo da massa descansar, é coberto com a tradicional mozzarella di bufala, três tipos de caviar, lagosta de Cilento e Noruega, e polvilhada com sal australiano rosa do Rio Murray.

Cada grão de sal é escolhido para garantir o seu grande sabor.

O custo inclui o preparo da pizza no conforto de seu próprio lar, e os pratos e talheres usados são de edição limitada.

#Quarta parada: Lancashire - Reino Unido


Ainda na Europa a nossa próxima parada é em Lancashire, um condado localizado no noroeste da Inglaterra.

Conhecido por suas belas paisagens Lancashire é composto por muitas cidades, em Blackpool, não deixe de conferir alguns pontos turísticos como o VIVA Show Bar & Events Suite e o Legends Blackpool, ou talvez você opte por um passeio mais natureba, que tal conhecer o Turbary Woods, um santuário de pássaros selvagens, localizado em Preston, ou talvez prefira a reserva natural deLeighton Moss em Silverdale.

Lancashire também é o lar do Fence Gates Inn, local onde podemos encontrar a torta mais cara do mundo.

A iguaria está no cardápio desde de 2005 e custa nada menos que £ 8.000,00 ou  £ 1.000,00 por um único pedaço.

Os ingredientes que dão sabor a Torta “Golden Bon Vivant” são: filé de carne wagyu, cogumelos chineses, trufas negras, cogumelos franceses bluefoot, molho de vinho Mouton 1982 e Rothschild.

O recheio é cuidadosamente coberto com uma folha de ouro comestível.

#Quinta parada: Nova York - Estados Unidos.


De volta à terra do tio San, nada mais justo que curtir um dos lugares mais badalados do planeta, Nova York, que como dizia Sinatra, é acidade que nunca dorme.

Mas depois de passear pelo Central Park, Broadway, Empire State e Times Square, que tal fechar sua trip gastronômica com uma sobremesa?

O “Grand Opulence Sundae” é servido pelo Serendipity 3 e custaUS$ 1.000,00.

O sorvetão vem com baunilha de Madagascar, gotas de cacau da costa venezuelana e uma folha de ouro 23 quilates finalizam o prato.

E pra completar todo o luxo, o sorvete vem em uma tigela Baccarat com uma colher de ouro.  

Artur Bisneto vai lutar por uma política cultural mais democrática


Historicamente encarado como peça complementar no contexto das políticas governamentais, o setor cultural vem lutando para sair do plano do supérfluo e ganhar a importância que lhe é devida. O Brasil tem um capital valioso que o destaca entre os países: sua enorme diversidade cultural. Se a língua comum nos une, as características locais, regionais e étnicas devem ser reconhecidas e valorizadas. Um país saudável reconhece – e socializa – a contribuição de seus artistas.

“A cultura se produz através da interação social dos indivíduos, que elaboram seus modos de pensar e sentir, constroem seus valores, manejam suas identidades e diferenças e estabelecem suas rotinas”, afirma o candidato a deputado federal Artur Bisneto (4545).

Ele acredita que o País esteja vivendo um primeiro momento de construção de políticas públicas de cultura em bases democráticas, mas que é preciso avançar um pouco mais nesse campo.

“Isso significa a construção de canais de diálogo e de participação entre o governo e a sociedade civil. Significa, também, o investimento em pesquisas que permitam aos gestores públicos de cultura conhecer e atuar de forma mais eficiente. O Estado não produz os bens culturais, mas deve criar condições para que isso ocorra, deve fornecer os meios para que essa produção dos mais variados segmentos sociais floresça, circule e dialogue”, explica o candidato a deputado federal.

Artur Bisneto defende a introdução de um novo conceito de cultura na política pública brasileira, com prioridade para uma visão integrada da ação cultural, abrangendo todas as instâncias governamentais e de estímulo a toda a produção cultural nacional, em todos os seus segmentos.

Ele também tem uma visão holística da questão cultural e quer defender no parlamento alguns outros itens que considera de suma importância:

O estímulo a políticas públicas que se articulem em torno dos desafios da formação, manutenção e difusão das atividades culturais, com especial atenção aos conceitos de planejamento e continuidade.

A compreensão e valorização da cultura, em suas diversas manifestações, como valor simbólico e como responsável por parte expressiva da geração de nosso PIB.

O estabelecimento de políticas culturais que valorizem o patrimônio cultural material e imaterial, transformando os mesmos em elementos estratégicos para o desenvolvimento de uma Política de Economia Criativa.

A consolidação do conceito de parceria público-privada, com responsabilidades compartilhadas, no financiamento à produção artística, que hoje é praticamente centrado na Lei Rouanet – de renúncia fiscal.

A criação de fontes complementares de financiamento para atender ao amplo espectro das demandas culturais, favorecendo, principalmente os grupos envolvidos com o folclore e a cultura popular.

A adoção do conceito de policentrismo, por meio da valorização de manifestações culturais regionais, no plano interno e, no plano externo, com robustecimento do protagonismo do Brasil, divulgando nossa cultura em suas diversas formas, como produto simbólico caracterizador de nossa singularidade.

O fortalecimento da ação cultural internacional do Brasil, em especial frente aos países de língua portuguesa, mas também com programas especiais em relação à África e América Latina, reforçando o diálogo com nossas raízes.

A interação entre cultura e educação, que será decisiva no processo de emancipação do jovem brasileiro, que vive numa sociedade multicultural. Enquanto a cultura estimula a afirmação de identidades pessoais e sociais, a educação fornece o repertório comum da vida em sociedade.

O fortalecimento do ensino das Artes na escola fundamental, como fator catalisador, em que a aquisição do conhecimento caminha ao lado do exercício da criatividade e a apreensão das linguagens artísticas.

A ampliação do debate sobre o direito autoral, com reconhecimento dos direitos dos autores.

A proteção e defesa da memória nacional, inclusive com revitalização do Arquivo Nacional.

O estímulo a projetos culturais em comunidades vulneráveis, com especial atenção ao engajamento dos jovens.

A criação e fortalecimento de ações de defesa do patrimônio histórico e cultural, mediante, entre outras, a criação do Programa dos Museus Nacionais, voltado para as instituições cujos acervos têm relevância nacional ou reconhecimento internacional.

O robustecimento do Sistema Nacional de Bibliotecas, com vistas a implantar novas unidades e socorrer bibliotecas regionais de referência, detentoras de acervo de valor nacional, que serão beneficiadas com apoio federal, mesmo sem ter vínculo formal com o governo central.

O estímulo a empresas estatais e privadas para a adoção de instituições culturais de âmbito nacional - museus ou bibliotecas, assegurando a sua sustentabilidade.

A elaboração de uma política mais eficaz de apoio à difusão e publicação da literatura brasileira, inclusive mediante a adoção de forte estímulo à formação de público leitor.

A instituição, em parcerias do governo federal com o setor privado, estados e municípios, de amplos e abrangentes programas de circulação nacional que contemple, entre outras, todas as formas de manifestação da cultura popular, de exposições e de espetáculos de teatro, dança, ópera e circo, possibilitando um intercâmbio artístico altamente estimulante, além de considerável economia operacional e financeira.

A criação de programas institucionais de exposições em grandes museus, de presença em festivais, entre outros, de cinema, literatura, música, teatro e dança e de estímulo ao intercâmbio universitário.

O apoio a programas de formação de público para eventos culturais.

A expansão da infraestrutura e do acesso à internet, visando a produção do conhecimento em rede.

O estímulo a novas formas de diálogo entre a produção artística em suas diferentes linguagens e a população dos grandes certos urbanos.