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sexta-feira, novembro 07, 2008

The Kinks está de volta à ativa


Parem as máquinas! Depois de 12 anos de afastamento o The Kinks está se preparando para voltar à ativa! Quem garante é o próprio Ray Davies, guitarrista da lendária banda britânica em entrevista à BBC. De acordo com Davies, o quarteto já está até produzindo um novo álbum.

Formado em 1963, o Kinks fez parte do primeiro boom mundial das bandas britânicas, ao lado dos Beatles, Rolling Stones e The Who.

O retorno da banda dependia justamente do quadro de saúde dos irmãos Davies. Enquanto Dave sofreu um derrame em 2004, Ray foi alvejado com um tiro na perna.

"Começamos a fazer um pouco disso, um pouco daquilo. Vai depender da qualidade final. Queremos fazer boas músicas novas", disse Ray.

Eles ainda não divulgaram datas de lançamentos ou shows, mas já anunciaram que vão manter a sua formação clássica para o retorno aos palcos.

Festa do Grammy agora também acontece no Brasil



Marcelo Tas e Danielle Cicarelli vão comandar o embalo


Livia Deodato (AE)

SÃO PAULO - O mérito é de toda a classe artística brasileira e seu valor musical inegável, na opinião do também brasileiro Cesar Castanho, há seis anos conselheiro do Grammy Latino.

No dia 13, próxima quinta-feira, está marcada para acontecer a 9ª edição do Oscar da música latina - com a diferença de que, desta vez, o Brasil dividirá a festa que simultaneamente vai ocorrer em Houston.

É a primeira vez que a Academia Latina de Artes e Ciências de Gravação (Laras, na sigla em inglês), responsável pela organização do Grammy Latino, autoriza a realização do evento fora dos Estados Unidos.

A Band deteve o direito de produção e transmissão da festa, cuja irmã brasileira será veiculada apenas no território nacional. O investimento é de US$ 1 milhão.

"A nossa conversa com a Academia prevê um desdobramento futuro a fim de construir o evento ano após ano", diz Rogério Gallo, diretor-geral do Grammy Latino no Brasil.

O Auditório Ibirapuera foi o local escolhido para ser sede da festa fechada para convidados, que terá como apresentadores Daniella Cicarelli e Marcelo Tas.

Às 22 horas de quinta (e 23 horas nos EUA), a Band inicia a transmissão com os "tapetes vermelhos": aqui, com a turma do programa "Custe o que custar" ("CQC"), e lá, em Houston, com a apresentadora Patricia Maldonado. "Também será a primeira vez que a Band vai utilizar a sua mais nova unidade móvel full HD", conta Gallo.

Os prêmios das categorias brasileiras, como os melhores álbuns de samba/pagode e música romântica, serão entregues no Auditório Ibirapuera.

Alguns artistas nacionais, que concorrem nas categorias gerais do Grammy Latino, optaram por viajar até Houston - caso de Roberta Sá e Diogo Nogueira, que disputam o prêmio de artista revelação.

A companhia de Deborah Colker realizará intervenções, retiradas do espetáculo "Rota" (1997), durante as oito apresentações musicais feitas de encontros inéditos, como Andreas Kisser e os Meninos do Morumbi.

POA abre inscrições para espetáculos nacionais

O festival internacional de artes cênicas Porto Alegre em Cena (POA) abre inscrições para espetáculos nacionais que queiram participar da programação da 16ª edição, que será realizada entre os dias 8 e 21 de setembro de 2009.

A partir da próxima segunda-feira a produção do festival estará recebendo o material dos grupos. Release, fotos e DVD com o espetáculo na íntegra podem ser enviados para a Travessa Paraíso, 71 - Porto Alegre - CEP 90850-190.

As inscrições permanecem abertas até 31 de março.

quinta-feira, novembro 06, 2008

007 Quantum of Solace estréia nos cinemas


Considerado pela crítica o mais violento, o 22º filme que conta as aventuras e enrascadas do agente secreto James Bond estréia nos cinemas brasileiros com muita ação e pouco romance.

Tendo como personagem principal o mesmo que interpretou o espião mais famoso do cinema em Cassino Royale, o ator Daniel Craig, 007 Quantum of Solace começa exatamente onde terminou Cassino Royale.

Traído por Vesper, que acaba morrendo, James irá transformar sua última missão em vingança, caçando os bandidos que mataram a mulher de sua vida. Com a ajuda de sua chefe M, Bond descobre que os responsáveis pela morte de sua amada pertencem a uma organização mundial muito poderosa e decide seguir os passos da quadrilha por países como Bolívia, Chile e Aústria.

Repleto de cenas eletrizantes, Quantum of Solace foi marcado por vários acidentes tanto com dublês quanto com o ator Daniel Craig. Primeiro Craig levou oito pontos no rosto após uma cena de luta, na seqüência das filmagens, um dublê sofreu um grave acidente de carro, escapando por pouco de cair de um penhasco. Ele continua internado até hoje.

Bebel Gilberto leva "Momento" à Lapa


Deborah Dumar

Já se preparando para entrar em estúdio para gravar novo disco, em janeiro, Bebel - que ganhou um belo espaço no mercado internacional com a bossa lounge (só no filme "Closer", estrelado por Julia Roberts, ela emplacou quatro músicas) - volta a mostrar o show "Momentos", com que rodou boa parte do mundo, no espaço cultural da qual foi uma das primeiras freqüentadoras ao lado de sua turma: o Circo Voador. Isso foi lá pelos anos 80 e a lona estava pousada no Arpoador.

A artista está feliz da vida de cantar no Circo que voou até a Lapa e retorna ao País com novidades. "Na verdade, já estou me preparando para um outro momento", brinca. "Mostrarei algumas músicas inéditas em primeiríssima mão e cantarei coisas que tenham a ver com a minha história, como Mulher sem razão, parceria minha com Cazuza e Dé Palmeira que a Adriana Calcanhotto acabou de resgatar".

Entre as canções que darão frescor ao show está um antigo sucesso dos Novos Baianos, "Acabou chorare" (regravada recentemente por Arnaldo Antunes). E há duas razões para isso, como ela mesma explica. Uma foi o reencontro com o filho de Baby Consuelo e Pepeu Gomes, o guitarrista Pedro Baby, que vem de longa temporada com Marisa Monte e que se soma ao time de músicos que a acompanha.

A outra, deixa que ela conta: "Esta canção foi criada em minha homenagem, pois era uma expressão que eu usei quando tinha apenas seis anos para tranqüilizar meus pais (Miúcha e João Gilberto) e indicar que não estava mais chorando".

Para quem não se lembra, João Gilberto freqüentava o apartamento alugado em Botafogo pelos jovens músicos (antes de eles se mudarem para um sítio na Zona Oeste) que vieram a pipocar no cenário cultural do País logo com o primeiro álbum, que estourou nas rádios com várias música.

Além de Pedro Baby, a banda que tocará com Bebel no Circo é formada por Masaharu Shimizu (guitarra e baixo), que se apresentou com ela no Brasil no ano passado, o parceiro Thomas Bartlett (piano e teclados) e Magrus Borges (percussão).

Com Thomas, ela assina "Forever", que habitualmente toca com grupos como o The National (uma das melhores atrações escaladas para o recém-encerrado TIM Festival) e Antony and The Johnsons. A música integra a trilha do documentário "They killed sister Dorothy', co-produção Brasil/ EUA, exibido nas últimas edições do Festival do Rio e da Mostra de São Paulo.

Com o CD "Momento", lançado no início de 2007, nos Estados Unidos e Europa, Bebel fez turnê pelo Leste Europeu, seguindo para os Estados Unidos, México, Canadá, Austrália, Cingapura e retornou à Europa para outros shows.

O disco, lançado no Brasil pela Sony/BMG foi bem recebido pela crítica. Com o CD "Tanto tempo", ela se consagrou no mercado internacional, vendendo mais de um milhão de cópias.

Bebel conta que tenta reproduzir no palco o clima de sua casa, em Nova York. "Quero que as pessoas se sintam na minha sala. O show tem uma living room vibe". A concepção de luz do espetáculo é de Ivan Marques e Erich Baptista, que assina também o clipe de "Momento".

O grosso do repertório, naturalmente, foi tirado do disco, e do roteiro fazem parte "Os novos yorkinos" (Bebel Gilberto/ Didi Gutman/ Sabina Sciubba) e "Cadê você?" (Bebel Gilberto/ Guy Sigsworth), além da faixa-título, parceria dela com Masa Shimizu e Mauro Refosco.

A artista também promete cantar, do seu jeito, "Night and day" (Cole Porter), "Caçada" (Chico Buarque) e "Tranqüilo" (Kassin). Já "Bring back the love" (Bebel Gilberto / Didi Gutman/ Sabina Sciubba) ressurge sem a roupagem eletrônica do disco.

BEBEL GILBERTO - Show hoje, a partir das 22h30, no Circo Voador (R. dos Arcos, s/n. Tel.: 2533-0354. Ingressos a R$ 40 e R$ 20.

Celulite? Macho de verdade nem sabe que merda é essa!


O Luiz Alberto Viegas, nosso homem em Olinda (PE), me mandou essas fotos aí de cima, reclamando que se sentiu roubado por saber que a Juliana Paes havia passado pelo Photoshop antes de aparecer na Playboy.

Sinceramente, mas será que alguém pode falar em "propaganda enganosa" quando se trata de obter um passe livre para frequentar essa padaria de 1º Mundo?

Pô, Viegas, a cada dia que passa você está ficando muito, mas muito exigente. Pára com isso, rapá, ou as recifenses vão acabar te deixando na mão!

Boneca inspirada em Julia Paes vai custar R$ 7 mil



A produtora Sexxxy World desistiu de comercializar uma simples boneca inflável parecida com Júlia Paes, e optou por uma cópia bem realista da moça.

A idéia da produtora é vender uma boneca feita à mão, com materiais que imitam a textura da pele de uma mulher real, e o mais parecida possível com Julia Paes. O único problema é que o brinquedo vai custar em torno de R$ 7.000,00.

O responsável pela criação da boneca é o artista McMullen, proprietário da empresa Real Doll, especializada em criar sob encomenda a chamada “real doll”, que seria basicamente uma boneca com detalhes que procuram reproduzir o mais fielmente possível as características de uma mulher real.

McMullen, que se acha um perfeccionista, não é modesto quando se refere às suas criações. “São verdadeiras obras de arte”, afirma.

Quem tiver o dinheiro na mão, e coragem para gastar com brinquedo, pode acessar o site, descrever como quer a sua boneca e fazer a encomenda.

Depois, paciência para esperar até quatro meses para ter a sua “amante”, tempo que pode demorar a produção de uma boneca. Cada caso é um caso.

McMullen, por questões de higiene, não aconselha a compra de segunda-mão. Lembra que as originais são entregues com um kit de limpeza. E aí? Animadinhos?

Um festival para fazer história



Tamyres Matos

Parati, Tiradentes, Ouro Preto e Diamantina formarão o circuito de uma verdadeira caravana cultural nos quatro finais de semana deste mês, a partir de amanhã. Trata-se da primeira edição do Festival Estrada Real, que celebrará a diversidade da música brasileira com nomes consagrados.

Chorinho, modinha, lundu, música sacra e popular fazem parte do roteiro dos espetáculos que ficarão a cargo de Wagner Tiso, Victor Biglione Yamandú Costa, Marcelo Fagerlande, Miguel Proença e do grupo Quadro Cervantes neste período.

A Estrada Real era o caminho utilizado para o escoamento do ouro e diamantes extraídos de Minas Gerais, durante o Brasil Império. Apesar de as reservas de pedras preciosas terem se esgotado, permaneceu ali a riqueza do barroco brasileiro, com obras de arte de mestres como Aleijadinho. As igrejas foram ornamentadas com parte da riqueza do País à época do ciclo do ouro. Assim como são majestosas a arquitetura dos grandes palácios e sobrados, os chafarizes, as pontes e os oratórios, que servirão de décor para os espetáculos.

"O interessante no projeto é unir música, história e artes visuais desta magnitude. Afinal o público vai estar ouvindo belas canções em um cenário maravilhoso", comenta o idealizador e responsável pelo evento, Leonardo Conde.

Os recitais serão realizados, além das igrejas, nos museus, monumentos e praças públicas das cidades históricas. "A minha inspiração vem daí. As paredes das igrejas, entre outras coisas exalam a história do nosso País", destaca Leonardo. A programação inclui ainda encontros com contadores de histórias, palestras, debates, oficinas de música e - o melhor - tudo é de graça.

Na primeira semana, as apresentações serão em Parati, na segunda, em Tiradentes, na terceira, em Ouro Preto, e, no encerramento, os espetáculos serão realizados em Diamantina. Entre as atrações de Tiradentes, destacam-se Miguel Proença, Quadro Cervantes e Yamandú, que também tocará em Ouro Preto.

Atrações deste fim de semana em Parati

Amanhã

. Quadro Cervantes, na Igreja Santa Rita, às 21h.

Sábado

. Daniela Chindler e Grupo Contadores de Histórias, na Tenda da Matriz, respectivamente às 11h e 16h.
. Palestra "A música no Rio de d. João VI: Celestial, ousada e indecente", com Marcelo Fagerlande, na Casa de Cultura de Parati, às 15h.
. Cirandas de Parati com Os Caiçaras, na Tenda da Praça da Matriz, às 19h.
. Grupo Modinhas Cariocas, sob direção de Marcelo Fagerlande, na Igreja Santa Rita, às 21h.
. Apresentação de Wagner Tiso e Victor Biglione, na Tenda da Praça da Matriz, a partir das 22h30.

Domingo

16h - Grupo de chorinho Rabo de Lagartixa se exibe, às 16h, na Tenda da Igreja Matriz

FESTIVAL ESTRADA REAL - Shows de Wagner Tiso, Victor Biglione, Yamandú Costa, Miguel Proença, Quadro Cervantes e Modinhas Cariocas, na Estrada Real. Nos próximos quatro finais de semana (Parati no primeiro e, depois, Tiradentes, Ouro Preto e Diamantina). Entrada franca.

quarta-feira, novembro 05, 2008

Regininha versus Beyoncé


Eu não sei se rio, se choro ou se seguro minha boca que ficou aberta durante os primeiros minutos em que assisti ao vídeo acima. Do lado esquerdo, a bicha. Do lado direito, Beyoncé. Não é que os dois dançam iguaizinhos?

Como ele conseguiu decorar isso tudo em tão pouco tempo? É o dom da dança. É do dom da bee.

Sei não, mas desconfio que essa bichinha já desfilou na Parada Gay de Manacapuru...

Novo disco da Beyoncé vazou na rede


Já está dando sopa no Youtube o novo CD de Beyoncé, “I Am… Sasha Fierce”. Na foto acima, ela está com o ouvido tampado. Será que as faixas são tão horrorosas assim?

Sim. Quase isso.

Pelo pouco que ouvi (foram sete faixas que caíram na rede), tem muita música melosa e cafona como “Halo”, “Broken Hearted Girl” e “Ave Maria” (sim, a Sasha é religiosa).

As outras mais agitadas, “Radio”, “Diva” e “Sweet Dreams”, que não são R&B e sim cripto-soul com uma batida mais dance e eletrônica, também são bem fraquinhas.

Vem aí o primeiro álbum ruim da Beyoncé?

Será que “Single Ladies” é a única música que presta?

Nova série faz sátira a histórias de super-heróis


A Inglaterra é a terra do Monty Phyton. Ou seja, o humor inglês é do tipo "ame ou odeie". Por isso, No Heroics pode parecer chato à primeira vista.

Seu piloto, Supergroupie, já dá as cartas do que trata a série: numa cidade qualquer, super-heróis convivem como pessoas normais, que de dia combatem o crime e de noite vão tomar uma cervejinha num pub com seus amigos, também poderosos. Como na vida normal, nem todos os heróis são bonitões e descolados. Os personagens principais de No Heroics são "gente como a gente", guardadas as devidas proporções.

She-Force (Rebekah Stanton) possui o poder da superforça, mas é gordinha e carente. Electroclash (Claire Keelan) consegue controlar qualquer máquina, mas é anti-social e mal-humorada. Timebomb (James Lance) é um gay que consegue ver 60 segundos no futuro (!) e The Hotness (Nicholas Burns) controla o fogo, mas o que ele mais deseja é ser famoso e conquistar as menininhas.

Tirando uma onda forte com toda a mitologia dos quadrinhos (e séries) de superheróis, No Heroics é um exemplo genuíno daquele tipo de humor que não te faz gargalhar na hora, mas te deixa com um sorriso pré-armado o tempo inteiro. Pode ser que não emplaque, mas promete.

Ozzy Osbourne recebe o prêmio de Lenda Viva


Ozzy Osbourne foi o grande destaque na noite de premiação do Classic Rock Awards, em Londres. O ex-vocalista do Black Sabath foi condecorado com o título de Lenda Viva no evento promovido pela revista Classic Rock. Ozzy recebeu o prêmio das mãos de Slash, guitarrista do Velvet Revolver.

- Ozzy Osbourne é um nome familiar para todo mundo e bandas como AC/DC, Led Zeppelin, Metallica e Guns N’ Roses estão mais presentes nas manchetes e capas do que nunca, quebrando recordes de vendas e liderando as paradas – disse Scott Rowley, editor da revista Classic Rock ao site Music Week.

Além dele, o Foo Fighters foi premiado como a Banda do Ano, enquanto o show de retorno do Led Zeppelin foi escolhido como o Evento do Ano. Syd Barret, falecido fundador do Pink Floyd, levou o prêmio Tommy Vance de Inspiração.

Elton John volta ao País para dois shows


Roberta Pennafort (AE)

Depois de 13 anos de espera, o público brasileiro voltará a ouvir os maiores sucessos de Elton John ao vivo. Os shows da turnê "Rocket man", que, desde o ano passado, já passou pela Europa, Ásia, Austrália, África e América do Norte, foram confirmados para os dias 17 de janeiro, no Anhembi, e 19, na Praça da Apoteose, no Rio. Sua única apresentação no Brasil tinha sido em 1995. A abertura será com James Blunt.

Os preços dos ingressos regulam com os dos concertos de Madonna, em dezembro: pista premium a R$ 550 e pista comum R$ 250. Carteirinhas de estudante são aceitas. Os ingressos para São Paulo começam a ser vendidos neste sábado; para o Rio, no domingo. Em ambos os dias, a partir das 22 horas, pelo site www.ingresso.com.br e o telefone 4007-1007 (ligação de qualquer cidade brasileira). O telefone funcionará 24 horas no fim de semana. A partir de segunda-feira, o horário será das 6 horas à meia-noite. Também haverá venda no Pacaembu, a partir de domingo, e no Maracanãzinho, a partir de segunda, à exceção dos dias de jogos.

Os fãs de Sir Elton podem esperar todos os clássicos de seus 40 anos de carreira, já que o show, de duas horas de duração, se baseia no álbum "Rocket Man - The definitive hits", lançado no ano passado. O provável repertório: "Bennie and the Jets","Crocodile rock","Your song", "Sorry seems to be the hardest word", "Goodbye yellow brick road", "Sacrifice", "Tinderbox", "Skyline pigeon", "Don't go breaking my heart", "Sad songs", "Philadelphia freedom", "Daniel", "I guess that's why they call it the blues", "Tiny dancer", "Don't let the sun go down on me", "I'm still standing".

Elton quase veio há cerca de dois anos, quando chegou a ser anunciado um show na Praia de Copacabana. Os aficionados ficaram decepcionados quando a apresentação foi desmentida. "A expectativa é muito grande. O show vai reunir pais e filhos, já que o público do Elton tem acima de 35 anos e o do James Blunt, mais garotada", diz Luiz Oscar Niemeyer, diretor-geral do projeto.

No Anhembi, são esperadas cerca de 30 mil pessoas; e na Apoteose, 35 mil. Niemeyer contou que optou pelo Sambódromo do Rio de Janeiro (criticado por conta de problemas com o som, verificados em grandes shows anteriores) por ser um lugar menor do que o Maracanã, e, portanto, com uma visão melhor do palco. Ele já realizou lá quatro edições do Hollywood Rock e um show de Eric Clapton. A Apoteose já viu também Pearl Jam, Roger Waters, Bon Jovi, Avril Lavigne e Robbie Williams.

Em 1995 - no Ibirapuera e no Estádio da Gávea - a abertura foi com Sheryl Crow. A opção pelo britânico James Blunt (primeiro lugar nas paradas nos EUA com o single "You're beautiful") foi do próprio Elton. Curiosamente, ele o desbancou ao se tornar o primeiro artista não-americano a conquistar a posição depois de "Candle in the wind", de 1997 (ano da morte da princesa Diana, amiga de Elton, a quem a música, originalmente para Marilyn Monroe, foi dedicada).

Além de "You're beautiful", Blunt vai cantar sucessos como "Same mistake" e "Carry you home" (as três músicas foram incluídas nas trilhas sonoras das últimas novelas das oito da TV Globo, sendo "Carry you home" o tema do personagem de José Mayer em "A favorita").

terça-feira, novembro 04, 2008

Road comics brasileiro





Claudio Yuge

Curitiba - Junte aí um pouquinho de road movie, ultraviolência em tom de humor negro, pitadas de cultura pop, design gráfico, traços rebuscados e dezenas de referências. Tudo isso está no quadrinho de Rafael Grampá, que exibe mais de sua ainda pequena, porém ruidosa, bibliografia na nona arte em Mesmo Delivery, lançamento da editora Desiderata.

Mesmo Delivery conta uma história simples: um motorista de caminhão brutamontes e seu companheiro magricela rodam com uma carga misteriosa quando, em uma parada num restaurante de beira de estrada, acabam arrumando confusão. O que se segue é uma pancadaria generalizada até o final da revista.

No entanto, o que chama mesmo a atenção é a maneira como isso tudo é contado, simples mas muito divertido. Os desenhos rococó de Grampá evocam o preciosismo a favor da vitalidade dos personagens, os detalhes em prol do dinamismo, os layouts são inspirados em uma canção rock'n'roll, como se o leitor estivesse ouvindo uma canção do Queens of Stone Age na frente de uma tevê exibindo um faroeste moderno. Robert Rodriguez ou Quentin Tarantino que o digam.

A narrativa, aliás, busca referências vintage, composições baseadas em seriados setentistas e em ilustrações japonesas, tudo bem colocado na página, resultado da experiência do rapaz como designer e diretor de arte em renomado estúdio paulista. Ação e reação, tempo e ângulo são dispostos de forma a sugerir a compreensão instintiva do leitor, superestimando a inteligência de quem acompanha a trama. Coisa rara no mercado mainstream desses dias, especialmente vindo da produção nacional.

O gaúcho Grampá, ainda jovem, demorou a perceber que, diferente da maioria, nasceu com o talento. E, depois de avisado, passou a produzir com mais frequência, desenvolver sua narrativa. Em Bang Bang mostrou o cartão de visitas, em 5 conquistou ao lado dos gêmeos Bá e Moon o Eisner Awards e agora, com Mesmo, já cravou seu nome entre os principais da nova geração de quadrinhistas brasileiros. Resta ao público esperar seus vindouros trabalhos, a edição 250 de Hellblazer, em parceria com o roteirista Brian Azzarello em conto especial de John Constantine; e a graphic novel Furry Water.

DIMENSÃO DC: LANTERNA VERDE

Os anéis energéticos verdes só podem ser utilizados por pessoas corajosas e com uma força de vontade acima da média. Já os amarelos são de seres capacitados a provocar muito medo. Ambos detêm forças cósmicas suficientes para criar construtos no limite da imaginação e são destinados apenas aos escolhidos por cada tropa.

E se chocam em uma batalha denominada Guerra dos Anéis, que estréia na nova revista da Panini Comics, Dimensão DC: Lanterna Verde, responsável por deflagrar o início da Crise Final, mais um grande evento para reformular o universo da DC Comics, editora de Superman, Batman, Mulher-Maravilha, entre outros.

A Tropa dos Lanternas Verdes é como se fosse uma polícia intergalática e tem entre seus membros quatro escolhidos terrestres, no setor 2184, ou seja, o nosso: o temperamental Guy Gardner, o sistemático John Stewart, o criativo Kyle Rainer e o teimoso Hal Jordan. O último costuma ser conhecido por desobedecer constantemente as ordens dos Guardiões do Universo e só é perdoado por sua bravura e o faro por encontrar confusão relevante em lugares onde menos esperam.

O que a Tropa dos Lanternas Verdes não sabia é que o espectro de cores de anéis é maior do que se podia imaginar. E a primeira das faixas a se manifestar é a amarela, liderada pelo ex-lanterna verde Sinestro. Começa então a batalha da força de vontade contra o medo, guerra que vai reverberar por todos os cantos do Universo DC.

A saga, uma das melhores da DC em muitos anos, foi elogiada pelos leitores e pela crítica por diversas razões, entre elas: o roteiro de Geoff Johns é autocontido nos títulos Green Lantern e Green Lantern Corps, reunidos em uma só revista no Brasi, pela Panini Comics, o que facilita o entendimento do confuso universo decenauta; os desenhos de Ivan Reis caíram como uma luva, o que rendeu ao brasileiro o título de melhor desenhista pela revista especializada Wizard; as histórias reinventaram o mito dos Lanternas, reformularam os vilões, introduziram elementos interessantes (como as diversas tropas de várias cores) e mostraram como cada um das centenas de integrantes da Tropa é completamente diferente um do outro.

O sucesso da mistura entre ação e ficção científica conquistou até mesmo os leitores que torciam o nariz para o Lanterna Verde da Era de Prata, Hal Jordan, e levou a direção da DC a pensar o futuro de seu universo a partir do título esmeralda. Tudo o que vai acontecer daqui pra frente tem ligação profunda com a revista Dimensão DC: Lanterna Verde e até mesmo o vindouro filme do herói tem influência dessa saga.

A primeira edição traz o nascimento da Tropa Sinestro e a formação de uma nova Tropa dos Lanternas Verdes liderada por Guy Gardner, John Stewart e Kyle Rainer. E, a melhor notícia, pode ser acompanhada por qualquer um que não tenha lido nada sobre o assunto nos últimos trinta anos. O que, atualmente, para a DC, já é um ótimo começo.

PREDADORES

A maioria das histórias de vampiros mostram esses seres notívagos em uma constante luta pela sobrevivência, seja para se alimentarem ou para viverem em relativa paz. Predadores, lançamento da Devir Livraria, acrescenta algo ao gênero: o roteirista Jean Dufaux e o ilustrador Enrico Marini contam como os humanos influenciaram no comportamento dos chupadores de sangue e vice-versa.

Tudo começa quando a voluptuosa tenente Vicky Lenore e seu fiel escudeiro, o detetive Benito Spiaggi, aprofundam-se na investigação de assassinatos misteriosos em série. A dupla começa a descobrir uma trama ainda mais complexa, com ares conspiratórios, enquanto os irmãos Camilla e Drago, dois predadores da noite, têm planos próprios nessa história toda. Os vampiros, não satisfeitos apenas em coexistirem com os humanos, querem mais poder.

O elaborado roteiro tem a assinatura de um escritor experiente, que já desenvolveu tramas dos mais diversos gêneros, do fantástico ao faroeste, e isso está explícito em como a narrativa segue o ritmo ditado por seu criador. Os desenhos de Enrico Marini são ricos em movimentos e a fácil fluência com que conta a história com belas ilustrações também chama a atenção, especialmente nas curvas das mulheres e na lascividade dos vampiros.

Marini compõe quadros que unem traços influenciados por europeus em ação típica dos norte-americanos, com coloração e arte-final semelhante aos dos japoneses. Essa arte globalizada permite que os quatro volumes de Predadores, apesar da densidade do texto e da trama, sejam também bastante acessíveis aos leitores mais jovens.

SANDMAN

Dizem que um raio nunca cai duas vezes no mesmo lugar. Neste caso, caiu... quatro. É a quarta edição da melhor história seriada de todos os tempos em solo tupiniquim: Sandman, de Neil Gaiman, reinicia no Brasil com produção a partir de sua versão Absolute, com um precinho mais camarada.

Sandman já havia sido publicada na íntegra nos anos 90, cheia de atrasos, pela editora Globo. Quase em 2000, teve uma outra edição inacabada pela então inexperiente Tudo em Quadrinhos, e finalmente recebeu tratamento de luxo em encadernados pela Conrad Editora, que encerrou a saga de Morpheus pela segunda vez no Brasil em agosto deste ano.

A Pixel Media agora traz mais uma vez a saga toda, desta vez com 17 volumes e três especiais. Diluir a versão Absolute (algo como uma versão do diretor, cheio de extras, nova coloração e tratamento especial sobre os originais) em mais edições faz parte da estratégia da editora de baratear seus encadernados, que terão menos páginas, entre 132 e 160, e formato menor. O valor, que nas luxuosas publicações da Conrad chegavam a R$ 70, cai para uma média de R$ 30.

O primeiro volume, já nas prateleiras, compila as quatro edições originais da saga, mais os extras, em Prelúdios & Noturnos, arco com impressão esgotada na Conrad Editora, que optou por publicá-lo com os oito números iniciais de Sandman. Ah, sim, do que se trata a série: bem, é uma história sobre sonhos, brigas familiares, mitologia, fantasia, horror gótico, magia, Shakespeare e, enfim, nós mesmos.

Solidariedade inspira nova obra de Saramago


A épica viagem do elefante Salomão nasceu na imaginação do escritor português José Saramago em 1999, mas só tomou forma como livro no ano passado, quando ele esteve entre a vida e a morte. "A viagem do elefante" chega hoje às livrarias, em lançamento da Companhia das Letras.

Os leitores terão tempo para saborear a nova obra até a chegada do autor ao Brasil, prevista para o final do mês, quando ele promoverá seu lançamento - no dia 27, Saramago participa de um encontro com seus adniradores no Sesc Pinheiros, em São Paulo. Na mesma ocasião, será homenageado pela Academia Brasileira de Letras, em cerimônia no Rio de Janeiro. E, finalmente, cederá objetos e manuscritos para uma exposição a ser aberta no Instituto Tomie Ohtake.

Uma celebração da vida do autor português mais lido no planeta. Meses atrás, o próprio Saramago não conseguia imaginar que faria o lançamento mundialmente do livro no Brasil. Ele sofreu uma grave doença respiratória, da qual temeu não escapar. "Escrevê-lo não foi um passeio ao campo: Saramago lançou-se a esta tarefa quando estava incubando uma doença que tardou meses a deixar-se identificar e que acabou por manifestar-se com uma virulência tal que nos fez temer pela sua vida. Ele próprio, no hospital, chegou a duvidar que pudesse terminar o livro", escreve Pilar del Río, com quem Saramago é casado.

O texto figura no blog do escritor , no qual ele vem registrando suas impressões a respeito da recepção do livro e também de "O ensaio sobre a cegueira", versão cinematográfica dirigida por Fernando Meirelles.

Pilar conta que, aos olhos do escritor, o livro de 262 páginas não lhe pareceu um romance, daí tratá-lo como conto. A história se baseia em um fato verídico, ocorrido em 1551, quando dom João III, então rei de Portugal, decidiu presentear o arquiduque da Áustria com um elefante indiano. Organizou-se, então, uma comitiva formada por homens e bois que acompanhou o animal de Lisboa até seu destino final, Viena. E, como quase ninguém conhecia um elefante, sua passagem por vilas e aldeias provocava festa e espanto.

A partir desse fato inusitado, Saramago utiliza seu tradicional humor e pregação humanista para mostrar a habitualmente difícil relação do homem entre si e também com os animais. Uma solidariedade compassiva, como já observou o escritor.

A idéia de "A viagem do elefante" surgiu quando Saramago visitou a Áustria, há quase dez anos, e almoçou, por acaso, em um restaurante de Salzburgo chamado "O Elefante". Na narrativa, Saramago uniu figuras históricas verdadeiras com personagem criados em sua imaginação. "Estas são pessoas que os membros desta caravana encontram na sua viagem e com quem partilham perplexidades, esforços e a harmoniosa alegria de um telhado sobre as suas cabeças", disse, em entrevista à imprensa espanhola.

Mesmo temendo não concluir o livro por causa do agravamento da doença, Saramago conta que não alterou a história original. "Os anos não passam em vão. Não foi um passeio no jardim. Algo do que vivi terá passado para o que escrevi. Mas, de qualquer forma, os elementos essenciais da história não mudaram", disse ele, revelando sua felicidade e alívio por ter concluído o trabalho.

"Escrevi os meus três últimos livros no mais deplorável estado de saúde, que não é de todo o mais favorável para idéias felizes. Prefiro dizer: se tens que escrever, escreverás." "Pode a literatura salvar a nossa vida?", pergunta o entrevistador. "Não como um medicamento, mas é uma das fontes mais ricas onde o espírito pode beber."

Objetos da era punk serão leiloados em Nova York


O punk está definitivamente chegando ao mainstream. De acordo com o site da Billboard, uma série de objetos ligados ao surgimento do movimento serão leiloados este mês, em Nova York.

Entre as relíquias, está um pôster de uma apresentação dos Ramones de 1976. Um flyer de uma casa noturna onde na mesma noite tocaram Sex Pistols, The Clash e Buzcooks também está no lote. No total, mais de 120 discos, fotos e outros objetos representativos do punk e do new wave serão colocados à venda.

O leilão está marcado para o dia 24 de novembro na Christie’s, tradicional casa do ramo. Eles esperam arrecadar entre 300 e seis mil dólares por cada ítem. Está será a primeira vez que a Christie’s leiloará objetos ligados à era punk.

Pet Shop Boys receberá homenagem no Brit Awards


O Pet Shop Boys será homenageado na próxima edição do Brit Awards, informaram os organizadores do evento nesta segunda-feira. A dupla receberá o prêmio de Contribuição de Destaque para a Música.

Para se ter uma idéia da importância do título, Paul McCartney foi distinguido com a honraria no ano passado. O Oasis também já recebeu o prêmio em outra oportunidade.

- Desde seu primeiro Brit Awards, há mais de 20 anos, Neil e Chris produziram uma obra fantástica, com músicas que foram a trilha sonora da vida de uma geração inteira - afirmou Ged Doherty, do comitê organizador do evento.

Desde que começaram a carreira, em meados da década de 80, a dupla já emplacou quatro músicas no topo das paradas britânicas e 22 músicas entre as 10 mais bem colocadas. A cerimônia do Brit Awards acontece no dia 18 de fevereiro de 2009, em Londres.

Festival Hútus começa hoje no Rio


A partir de hoje, terça-feira, começa a nona edição do Festival Hútus no Rio de Jeneiro. A cidade será palco da cultura hip-hop e rappers, DJs, grafiteiros, rimadores e b-boys vão estar presentes pelas ruas do Rio até dia 29 de novembro, mostrando criações artísticas das favelas do Rio.

Segundo o G1, a abertura simbólica será em Manguinhos, no subúrbio do Rio e contará com a presença do ministro da Igualdade Racial, Edson Santos.

O festival conta com apresentações de artistas independentes. O Circo Voador, na Lapa, será o palco para o Rap Festival nos dias 28 e 29 de novembro. A produção do evento equilibrou as apresentações diárias, alternando artistas nacionais e internacionais, como Mustafa Yoda, da Argentina, e o grupo Zaturno, do Chile.

Outra parte da programação do Hutúz estará em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Centro, com seminários nos dias 13, 20 e 27. Convidados irão discutir assuntos importantes para os cenários artístico, esportivo e social brasileiro, tendo como ponto de partida o hip-hop.

Franz Ferdinand faz concurso de remixes de single


A banda escocesa Franz Ferdinand acaba de lançar um concurso inusitado. Segundo o site da revista inglesa New Musical Express, a banda quer que seus fãs enviem remixes de Ulysses, primeiro single de Tonight: Franz Ferdinand, próximo álbum do grupo.

Os interessados deverão comprar os arquivos em áudio com as gravações separadas de cada instrumento no site Beatport.com. Depois de criar o remix, o usuário deve fazer o upload do arquivo já pronto no mesmo site.

Os remixes vencedores serão lançados online juntamente com o próprio single no dia 19 de janeiro. Tonight: Franz Ferdinand, terceiro disco da banda, será lançado oficialmente uma semana depois, dia 26 de janeiro.

sábado, novembro 01, 2008

A quizumba do Chico da Silva em Belém do Pará


Formado em arquitetura pela Universidade Federal do Pará, o petista Edmilson Rodrigues (aí ao lado do cartunista Luciano Meskyta, dono de um inconfundível cavanhaque cafa) foi eleito deputado estadual do Pará em 1986 e reelegeu-se em 1990.

Em 1996, ele venceu a eleição para a Prefeitura de Belém usando como jingle de campanha a música “Vermelho”, de Chico da Silva (“A cor do meu batuque tem o toque e tem o som da minha voz / Vermelho, vermelhaço, vermelhusco, vermelhante, vermelhão / O velho comunista se aliançou ao rubro do rubor do meu amor / O brilho do meu canto tem o tom e a expressão da minha cor”).

Alertado pelo compositor paraense Nilson Chaves de que deveria cobrar direitos autorais pela utilização da música, Chico da Silva embarcou para Belém no início de agosto de 1996. Durante dois meses, o compositor parintinense tentou, sem sucesso, ser recebido pelos dirigentes petistas.

Acabou retornando para Manaus sem um tostão no bolso e se sentindo um tremendo otário, pelo mico que pagou na capital paraense. A música continuou sendo usada como jingle do PT pelos quatros anos seguintes.

Na campanha da reeleição de Edmilson, em 2000, Chico da Silva resolveu colocar os pingos nos is. Ele enviou uma procuração para o também compositor parintinense Pedrinho Ribeiro, que estava morando em Belém, lhe dando plenos poderes para entrar com uma representação criminal contra o PT, por violação dos direitos autorais.

Durante três meses, Pedrinho tentou chegar a um acordo com os dirigentes petistas, mas só conseguia ser recebido por pessoas do quinto escalão, que não tinham nenhum poder decisório.

Disposto a abandonar a via diplomática e partir para a ignorância, Pedrinho deu um telefonema para Chico da Silva, que soou como um ultimato:

– Olha, compadre, os caras tão jogando duro. A única solução é você vir aqui e colocar a boca no trombone. Tem um candidato da oposição que paga até 10 mil reais para você aparecer no horário político dele dando um ralho no Edmilson. No meio artístico, todo mundo já sabe da história e acham que o PT está te sacaneando. Vem logo pra Belém ou você vai dançar de novo!...

Uma semana antes da eleição toca o telefone celular de Pedrinho, que estava caçando lebres nas quebradas de Ananindeua.

– Alô? Pedrinho Ribeiro? Aqui é Chico da Silva. Já estou na área, compadre! Acabei de chegar em Belém! – avisou o compositor.

– Onde é que você está, para que eu possa te pegar?... – pergunta Pedrinho.

– Você sabe onde fica o Hilton?... – questiona Chico, caprichando na pronúncia britânica do hotel mais famoso (e caro) da cidade.

– Sei, claro que sei! – garante Pedrinho, já começando a achar que Chico da Silva estava indo com muita sede ao pote.

– Pois eu estou atrás do Hilton, na Pensão Sete Sete! – anunciou Chico da Silva, sem deixar de acentuar a pronúncia britânica do hotel.

(Pra quem não conhece Belém, atrás do Hilton fica a zona do baixo meretrício da capital paraense. São pensões e hotéis de alta rotatividade, com diária de R$ 10 e troca de lençóis da cama a cada quinze dias. O renomado compositor parintinense, realmente, não estava em boa situação financeira...)

Meia hora depois Pedrinho estaciona o seu Fiat Prêmio caindo aos pedaços na Pensão 77. Chico da Silva entrou no carro e já ficou meio cabreiro, porque a porta do passageiro não fechava:

– Porra, meu procurador, esse carango aqui está pedindo pra ir pro ferro velho... Vamos botar pra cima dos caras do PT e levantar um troco para dar uma arrumadinha nessa porcaria, tá certo?...

Pedrinho concordou. Os dirigentes do PT, não. Eles continuaram dando “barrigadas” nos dois músicos. Como a eleição era no domingo, Pedrinho tentou a última cartada. Convenceu Chico da Silva a peitar o prefeito no último comício da campanha, que seria realizado na quinta-feira, numa invasão na periferia de Belém.

Chico não se fez de rogado. Na hora em que Edmilson chegou ao local e começou a beijar crianças, antes de subir no palanque, Chico driblou os seguranças, deu uma “gravata” no prefeito e contou seu drama, no pé do ouvido. Edmilson ficou possesso:

– Porra, Mascarenhas, que merda é essa?... Que falta de respeito é esse com o Chico da Silva?... Resolve esse problema dele agora!... Agora!!!...

Coordenador da campanha, o paranaense Eustáquio Mascarenhas, ex-militante do PCBR, pediu desculpas ao prefeito, disse que não estava sabendo de nada e marcou um encontro com o compositor para o dia seguinte, às 18h.

Pedrinho ficou desconfiado. Reunião sobre grana numa sexta-feira, com o horário bancário encerrado, estava cheirando a nova “barrigada”.

No dia seguinte, com os principais caciques petistas reunidos em torno de uma mesa no comitê central do PT, Mascarenhas foi direto ao ponto:

– Muito bem, sêo Chico da Silva. Quanto é que o senhor pretende receber de direitos autorais pelo uso da sua música?...

– Olha, se eu fosse entrar na Justiça contra vocês, eu ia receber de 300 a 400 mil paus, porque o PT usou minha música durante quatro anos seguidos e nunca me deu um tostão! – explicou o compositor. “Mas como eu tenho simpatia pela luta de vocês, com 60 mil a gente mata essa parada...”

Mascarenhas tomou um susto. Os demais dirigentes entreolharam-se, visivelmente desnorteados. O paranaense retomou a palavra:

– Olha, sêo Chico da Silva, infelizmente a gente só está preparado para lhe dar 10 mil reais! – anunciou o sujeito. “Mesmo porque se não fosse o PT, essa sua música não teria ficado famosa...”

Ao ouvir aquilo, Chico da Silva ficou transtornado:

– Famosa por causa do PT?!! Famosa por causa do PT?!! Olha, compadre, eu sou o Chico da Silva!!! O Brasil inteiro conhece o meu trabalho! Tu conheces “Sufoco”? (Chico cantarolou um pouco) Essa música é minha e foi com ela que a Alcione ficou famosa! Tu conheces “É preciso muito amor”? (Chico cantarolou um pouco) Essa é uma parceria minha com o Noca da Portela e foi gravada na França pelo Paul Mauriat! A música “Vermelho” virou hino do Benfica de Portugal e do Inter de Porto Alegre! Eu sou o Chico da Silva, porra, não preciso da bosta do PT para ser famoso! Eu sou um trabalhador e socialista igual aquele cara ali (Chico apontou para um imenso mural com a foto do Che Guevara), mas vocês são uns picaretas! Vocês dizem que vão ajudar os trabalhadores, mas estão botando no meu sem coar! Porra, compadre, eu vivo das minhas composições, do meu trabalho intelectual! Eu sou um trabalhador! Eu tenho família pra criar! Isso que vocês estão fazendo comigo é sacanagem!”. Aí, virando-se para Pedrinho, determinou: “Vamos embora, meu procurador, que com esses picaretas não tem mais jogo!...”

Pânico no bordel. A tesoureira da campanha tentou serenar os ânimos:

– Olha, Chico da Silva, a gente não tem nenhum interesse em lhe prejudicar. A gente quer usar sua música também no segundo turno. Será que não dava pra gente fechar esse acordo em R$ 30 mil?...

Com o sangue-frio de um condenado à morte enfrentando o pelotão de fuzilamento, Chico não se deu por achado:

– Eu queria que vocês me dessem licença, mas preciso discutir essa nova proposta a sós, com meu procurador...

Os dirigentes petistas saíram da sala. Pedrinho Ribeiro quase esganou o compositor:

– Porra, Chico, tu tás ficando louco? Aceita logo essa porra e vamos embora, antes que eles dêem marcha-ré!... Eu estou tão liso que se jogarem um gato em mim ele não se agarra... E tu deves estar muito pior do que eu!... Deixa de ser louco e segura logo essa ponteira!!!

Convencido pelo procurador, Chico embolsou a grana. Dez mil reais em espécie e dois cheques pré-datados de dez mil. Os dois músicos voltaram para a pensão e Chico começou a arrumar a mala. Pedrinho ficou folheando uma revista Playboy, aguardando ansiosamente sua parte na “bufunfa”.

Com o canto dos olhos, ele percebeu Chico da Silva separando cinco pacotes de mil reais cada. “Bom, cinco mil não era só o que eu esperava, mas está de bom tamanho”, pensou com seus botões. “Afinal de contas, eu fui o estrategista da parada”.

De repente, Chico retirou um pacote de mil reais do monte. Foi como se Pedrinho tivesse recebido um murro no fígado. Ele sentiu as pernas tremerem e a vista escurecer. Ainda grogue, buscou o canto neutro do ringue.

De repente, Chico retirou outro pacote de mil reais do monte. Foi como se Pedrinho tivesse recebido um tiro à queima-roupa, no meio da lata. Ele estava esperando a extrema-unção, quando o conterrâneo se aproximou:

– Meu compadre, aqui estão três mil reais pelo seu trabalho...

Antes que Pedrinho esboçasse uma reação, Chico da Silva jogou a pá de cal: “Esse valor corresponde à porcentagem de 10%, que é a comissão universal dos procuradores!...” Não havia como contestar aquele princípio jurídico. Pedrinho embolsou a grana e foi deixar Chico da Silva no aeroporto.

O segundo turno da eleição municipal em Belém mostrou a banalização das denúncias como instrumento de campanha. Empatados tecnicamente até às vésperas da eleição, Edmilson e Duciomar Costa, do PSD, atacaram de forma tão brutal a idoneidade um do outro que acabaram se nivelando.

Chegaram ao final da campanha com o mesmo slogan. “Contra passado sujo, candidato limpo”, dizia Edmilson. “Contra campanha suja, candidato limpo”, respondia Duciomar.

O apelo da música “Vermelho”, de Chico da Silva, talvez tenha acabado por fazer a diferença e garantido um novo mandato ao petista...

Gil volta ao palco em boa forma


Lauro Lisboa Garcia
Nos cinco anos e meio em que exerceu o cargo de ministro da Cultura, Gilberto Gil nunca deixou a música totalmente de lado. Fez shows esporádicos nos pequenos períodos de folga, mas não sentiu necessidade, nem teve tempo, de parar tudo para compor alguma canção. "Elas vieram naturalmente", diz. Quando tinha um bom número delas - algumas compostas durante as viagens do ministro, outras em casa -, chegou a hora de gravar Banda Larga Cordel, CD no qual é baseado o show que ele faz hoje e amanhã em São Paulo. Além de assinalar a volta do compositor e do músico à música, o álbum é um flagrante de sua boa forma artística, com belas melodias e letras luminosas.

Nove dessas canções estão no roteiro do show, em que ele canta acompanhado por Sérgio Chiavazolli e Bem Gil (guitarras), Arthur Maia (baixo), Alex Fonseca (bateria), Cláudio Andrade (teclados) e Gustavo di Dalva (percussão). A cenografia é de Hélio Eichbauer.

O uso abusivo da voz para falar nos anos de ministério causaram danos a suas cordas vocais. Agora, depois de uma cirurgia para remover um pólipo na corda direita, com exercícios diários e assistência de uma fonoaudióloga, ele diz que está melhor. "Estou cuidando, porque a perda de qualidade vocal já seria natural na fase velha, mas com o uso abusivo da fala no ministério, isso se acentuou mais ainda", diz o cantor, de 66 anos. "Nos dois shows do Rio consegui uma qualidade vocal boa, o público ficou satisfeito com o fato de eu poder cantar bem e espero que isso se mantenha, que seja sustentável."

Não só por causa da questão do esforço vocal, "mas também por causa da adequação ao espírito da maturidade", Gil tem abaixado o tom de canções antigas que voltou a cantar, como A Gente Precisa Ver o Luar, Aquele Abraço, Andar com Fé, Super-Homem - A Canção. As novas composições acompanham essa tendência. "A voz da maturidade é mais grave, a da juventude é mais aguda", brinca o compositor.

Entusiasta de novas tecnologias - fato que sempre expressou em letras de canções -, o progressista Gil tem estimulado o público a fotografar e filmar suas apresentações. É uma atitude controversa. Muitos artistas, como Kanye West, que se apresentou no TIM Festival na semana passada, tentam impedir o trabalho de profissionais, enquanto o público se refestela com câmeras de alta resolução. De qualquer maneira, os avisos de proibição das casas de shows já caíram em desuso.

"Os meios de comunicação, de certa forma, estão seguindo as normas do modelo vigente até aqui, regulado ou auto-regulado em função dessas separações de territórios, dessas especificações de domínios", diz Gil. "Essas tecnologias novas e a convergência delas - a democratização, o barateamento, a socialização - estão determinando uma necessária quebra desses padrões", observa Gil. "Estão propondo democratização, compartilhamento, diversidade, protagonismos variados, autorias multiplicadas. Os conteúdos produzidos pelo espectador já estão nas televisões. Mesmo as de modelo clássico estão começando a experimentar isso nos Estados Unidos e em outros lugares. Algumas já estão surgindo baseadas nesse modelo, como é o caso da Current, do Al Gore, que tem 75% da programação produzida pelo espectador", exemplifica.

"Aí surgem novas questões sobre autoralidade, titularidades, quem é dono da imagem, quem não é, quem licencia, como é que se vai legislar, como é que vai regular tudo isso, preservar, garantir direitos adquiridos, como é que se vai dar espaço para novas formas de direitos. São desafios novos para o sistema todo", aponta o cantor, que em relação à própria imagem diz que ela pode ser usada indiscriminadamente "para uso cultural, para uso comercial é outra coisa".

Quanto ao repertório do show, ele diz que se preocupou "medianamente, minimamente" em montar um roteiro com canções de afinidades temáticas, como fez com os shows que precederam Banda Larga Cordel. "Além do tema das tecnologias, da banda larga e tudo mais há também ainda um certo rescaldo de meus trabalhos conceituais, da época moderna, não sou pós-moderno. Acabei entrando na pós-modernidade meio empurrado, mas sou egresso da modernidade, do tempo em que essas coisas - discos como Sgt. Pepper?s (Beatles), Construção (Chico Buarque), Krig-ha, Bandolo! (Raul Seixas) - tinham sentido", diz. "Hoje em dia, não sei, essas coisas podem ser recuperadas para os shows , em contextos específicos, mas não são elementos da prática comum do mercado."

Agora que deixou o ministério, o cantor diz que acompanha a gestão de seu sucessor, Juca Ferreira, "muito a distância": "Primeiro porque não quero parecer muito próximo do ministério, a indicar que tenho dificuldades de estar longe. Segundo, é preciso que o Juca se sinta absolutamente livre para imprimir seu próprio modo. Depois, acho que preciso me afastar pra que me acostume com as outras coisas: com a casa, com o lazer, com a preguiça, com não fazer nada, com o esquecimento das coisas."

Nas eleições deste ano, para prefeitos e vereadores, ele não votou em ninguém porque estava viajando. Também não quis fazer campanha para nenhum político, nem no Rio nem na Bahia, ao contrário de Caetano Veloso, que apoiou Fernando Gabeira (do mesmo Partido Verde de Gil) para a prefeitura do Rio. "Achei ótimo o desempenho de Gabeira. Ele conseguiu estabelecer uma percepção mais forte do que ele significa, o que significa a cultura política dele, a nova deslocadura de uma série de elementos da tradição do passado. Achei muito bacana como especialmente a classe média carioca, um pouco mais munida de elementos para a compreensão do jogo político, do léxico político, compreendeu Gabeira. Foi por pouco que não ganhou, foi por um nariz, como ele falou."