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segunda-feira, agosto 08, 2011

A festa de George Clinton no Brasil


Por Nina Emerich

No último dia 22 de julho, sexta-feira, um dos maiores nomes da música norte-americana, a mente louca responsável pelas bandas de funk dos anos 70 Parliament e Funkadelic, George Clinton comemorava 70 anos em palco brasileiro com direito a convidados, bolo e até... vela.

Sua apresentação fechava o primeiro dia do festival Black Na Cena, que aconteceu na Arena Anhembi entre os dias 22 e 24 de julho.

Pontualmente às 2h30 da madrugada, o rapper Thaíde anunciava que dali em diante não sabia mais o que poderia acontecer, pois estava prestes a subir no palco uma das maiores lendas da música negra.

Thaíde fez o público cantar parabéns para o tio Clinton antes de ele entrar em cena.

Para a surpresa de todos, antes dos 26 integrantes da banda que acompanha George Clinton iniciarem seu funk, Flavor Flav e Chuck D, da banda de rap Public Enemy, que se apresentaria no dia seguinte, aparecem no palco saudando São Paulo e pedindo para a plateia fazer barulho para o que viria a seguir.

Iniciando a apresentação com o hit Cosmic Stop, do Funkadelic, e em seguida Flash Light, do Parliament, contando com o apoio de três backing vocals, três guitarristas, os rappers Flavor Flav e Sativa Clinton (neta de George) e uma numerosa trupe, tio Clinton conduziu o funk como se gosta até as 4h da manhã.

Quando sua neta entrou no palco cantando um rap sobre maconha, George começou a olhar para o pessoal da primeira fila do show com cara de quem também queria unzinho para comemorar seu aniversário e eis que um rapaz da plateia finalmente lhe oferece um beise.

Para delírio de quem presenciava aquilo tudo, George pega seu presente, acende e traga, mas logo tira de seu bolso um baseado bem maior, enrolado num blunt.

Outra surpresa da noite foi o veterano do hip-hop no Brasil Nelson Triunfo, que acompanhado de outros dançarinos deu um show a parte na frente do palco, chamando a atenção de George Clinton e Flavor Flav, que pararam de cantar para prestigiá-lo.

Como se não faltassem momentos surreais nessa apresentação, um bolo de aniversário foi oferecido pela produção a George Clinton ainda no palco, do qual o cantor pegou um pedaço com as próprias mãos, lambuzando toda sua cara e a de Flavor Flav com a cobertura branca de chantilly.

Até a própria equipe da banda veio fotografar a cena com seus celulares.

E foi assim, com encontros inesperados e clima de festa entre amigos que o primeiro dia do festival Black Na Cena terminou, mostrando que apesar de sua idade, George Clinton ainda comanda uma boa noite de funk como ninguém.

Festival Black Na Cena


Sandra de Sá, Naughty by Nature e Thaíde foram algumas das atrações do festival

Considerado o primeiro evento da América Latina dedicado à influência da cultura afro na música, o Black Na Cena Music Festival rolou na Arena Anhembi, no penúltimo final de semana do mês passado.

O festival reuniu nomes do hip hop, rap, reggae, R&B, rock, samba rock, soul e v-funk, para uma celebração conjunta da música mais dançante do planeta.

Entre as atrações, o fundador do Parliament-Funkadelic, George Clinton, que comemorou seu aniversário de 70 anos no palco, assim como Public Enemy, Redman (em sua primeira visita ao Brasil), Method Man, Lee "Scratch" Perry e Naughty by Nature.

Além de atrações nacionais como Seu Jorge, Sandra de Sá, O Baile do Simonal, Marcelo Yuka, Jorge Ben Jor, Racionais MC's, Xis, Thaíde e Olodum com participação especial de Carlinhos Brown.

No total, foram 21 atrações.

Só o palco pesava 45 toneladas.

Foram utilizadas 30 toneladas de som (o equivalente a 140 mil Watts de potência), 120 mil Watts de luz e 3400 KVAs energia (nos geradores).

Na segurança estavam disponibilizadas 1500 pessoas, entre brigada de incêndio, policia Militar, Civil e Metropolitana.

Confira a programação do evento:

Sexta-feira (22 de julho, das 17h às 5h)

20h00 - Farufyno
21h30 - Tony Tornado
22h30 - O Baile do Simonal
23h30 - Sandra de Sá
01h00 - Seu Jorge
02h30 - George Clinton

Sábado (23 de julho, das 12h às 5h)

16h00 - Xis, Marcelo Mira e Rincon Sapiência
17h30 - Lee "Scratch" Perry, Mad Professor e Roto Roots
19h00 - Marcelo Yuka
20h30 - Public Enemy
22h00 - Banda Black Rio com Criolo, Negra Li e Slim Rimografia
23h30 - Pato Banton
01h00 - Jorge Ben Jor
02h30 - Olodum e Carlinhos Brown

Domingo (24 de julho, das 11h às 22h)

14h00 - Russo, Bocage e Banda Soul3
15h00 - Sandrão RZO
16h00 - Thaíde e Funk Como Le Gusta
17h00 - Naughty by Nature
18h00 - Racionais MCs
19h00 - Method Man
20h00 - Redman

Destaques


Como era de se esperar (a começar pela sua vestimenta), o show de Lee "Scratch" Perry foi marcado pela irreverência.

A verdade é que provavelmente pouca gente presente na Arena Anhembi conseguiu compreender o que Lee cantava, mas pouco importa, pois a música do jamaicano é muito mais fácil de sentir quando interpretada em sua simplicidade.

"Crazy Baldheads" foi uma das primeiras a animar a plateia, que começava a encher o evento.

Entre uma canção e outra, Perry gesticulava e declarava a todo momento seu amor ao público presente.

"Eu amo vocês, vocês me amam também?", dizia o jamaicano.

Apoiado por Mad Professor (que se isentou de subir ao palco, mas teve sua presença notada na remixagem da voz de Perry em alguns momentos) e o grupo Roto Roots, Perry cantou suas canções mais emblemáticas.

Produtor no passado, Perry foi, em parte, o responsável pela ascensão de Bob Marley e Peter Tosh, entre outros.

Trajado de maneira curiosa, com um boné cheio de broches, a barba pintada de um vermelho chocante e, para complementar o visual, um traje de coronel com ombreiras douradas, Perry de longe remetia a Falcão, popular cantor brega.

Se sentindo muito a vontade no palco, Perry chegou a assoar o nariz, pedir ao público que pulasse e mexesse a cabeça, para "botar um sorriso no rosto e mandar para longe os espíritos ruins", como disse ele mesmo.

"Punky Reggae Party" foi o ápice e, infelizmente para os que foram cativados pelo jamaicano, o fim de seu show.


Xis abriu os trabalhos do segundo dia do Black na Cena, convocando para dançar e cantar o público ainda raso que se aglomerava na Arena Anhembi.

Com seus característicos óculos escuros e reverenciando "todas as quebradas" de São Paulo, o rapper fez um show irretocável com a participação de dois nomes importantes do cenário black nacional.

Pouco antes de chamar ao palco seu primeiro convidado, Xis animou o público com a canção que serviu para alavancar seu nome, "Us Mano e As Mina".

Logo após, foi chamado Rincon Sapiência, que lançou seu primeiro disco de inéditas, Promotrampo Volume 1, em 2009.

"Elegância", primeiro single do álbum, foi a escolhida para iniciar a participação do músico no show, ao lado de Xis.

Pouco após, "De Esquina" fez o público cantar junto, antes da entrada de Marcelo Mira.

O músico, famoso por suas participações em composições de nomes como Wanessa, se juntou a Xis para uma releitura de "Deixa Isso Pra Lá", de Jair Rodrigues.

"Passos Pela Rua", talvez a música mais conhecida de Mira, foi a canção mais cantada do repertório de sua participação.

Antes de fechar o show com "Chapa o Coco", Xis cantou "Até Parece que foi Sonho", de Tim Maia.

O cantor dedicou a canção a Amy Winehouse, concluindo que "temos que tomar cuidado".


O Public Enemy, atração mais aguardada, subiu ao palco às 20h30.

A entrada de Chuck D foi como uma bomba para o público: "Brasil, vocês estão preparados?", gritou o rapper, que em questão de segundos tinha a plateia a seus pés, como um grupo de soldados aguardando ordens de seu coronel.

O frio, que já rondara o evento no dia anterior e no fim de tarde do sábado, se tornou um dos desafios a serem vencidos por quem avistava ao longe a vestimenta amarela de Chuck D.

Mas a atmosfera, que já havia sido aquecida pelos shows anteriores, se transformou em puro fogo quando as pessoas se aglomeraram perto da grade que separava o Public Enemy de seus ansiosos fãs.

"Ponham seus punhos no ar", pedia repetidamente o MC, que logo em seguida ganhou a companhia de Flavor Flav, o lado mais descontraído da dupla de rappers principais do Public Enemy.


Esbanjando simpatia, Flavor Flav surgiu com seu característico relógio gigante pendurado no pescoço e um divertido moletom vermelho.

"Bring the Noise" levou o público ao êxtase.

"Aí Brasil, caralho!", gritou Flav em alto e bom português. "Eu quero agradecer por todos os anos que vocês apoiaram o Public Enemy. Sem vocês não existiria o Public Enemy."

Disparando seu clássico "Yeah Boy!" a todo momento, Flavor Flav se prova ser o animador das multidões: enquanto Chuck D é o lado responsável pela ideologia do grupo e pela seriedade, Flavor é quem descontrai.

Mas não era só a dupla de MC's que conseguia transformar o show do Public Enemy em uma experiência audiovisual para se lembrar por muito tempo.

O guitarrista Khari Wynn muitas vezes toma as rédeas das canções, interpretando jams de hard rock mesclado com o blues, e tocando o riff de "Back in Black", do AC/DC, em certo momento, como sustentação das rimas de Chuck D e Flavor Flav.

Em outra parte da noite, o DJ Lord, responsável pelas pick-ups do grupo, mostrou sua habilidade ao desconstruir "Smells Like Teen Spirit", do Nirvana.

Se aproximando do fim da apresentação, após "Don't Believe the Hype", Flav rumou para as baterias e Chuck D convocou o rapper Thaíde a subir ao palco.


Ele, parecendo despreparado para a surpresa, começou a versar de improviso sobre uma base de percussão tocada por Flavor.

O rapper paulistano rimou sobre diversas coisas, e arriscou uma versão crua de "Apresento Meu Amigo", uma de suas marcas registradas.

Para finalizar, a canção que marcou a ascensão do grupo e sua luta pelas causas públicas e sociais.

"Fight the Power" teve seu refrão entoado em coro na Arena Anhembi, tornando a noite uma das mais épicas para o público brasileiro fã de hip-hop.

Logo após o show, Chuck D falou brevemente sobre a morte da cantora Amy Winehouse, comentando o fato de que "ela tinha um enorme talento, mas queria que isso [sua morte prematura] acontecesse, pelo jeito que vivia. O Public Enemy sempre teve compromisso com sua música, isso é no que um artista sempre deve se apoiar".

domingo, agosto 07, 2011

Superintendente do DNIT é amante de Alfredo Nascimento há 13 anos


Por Édi Prado e Loyola Arruda

Aqui vamos nós. Afinal, promessa é dívida.

Pelo menos para quem tem vergonha na cara.

Antes de começarmos a contar a história, gostaríamos de deixar bem claro que tudo o que vamos relatar é a mais absoluta verdade.

Somos pessoas tementes a Deus e sabemos que Ele pune a mentira com severidade.

Sua justiça é como a morte: pode até tardar, mas não falha.

Foram seis dias de investigação. Eis o que descobrimos:

Assim que tomou posse como prefeito de Manaus, em 1997, Alfredo Nascimento conheceu, através de um amigo, a engenheira paraense Maria Auxiliadora Dias Carvalho (foto), casada com o empresário Marcílio Carvalho.

Ela e o marido estavam morando na cidade havia pouco tempo.

Nesse dia, Auxiliadora estava sozinha e usava um vestido que lhe realçavam as curvas do corpo.

Tinha 31 anos, mas aparentava bem menos, traços delicados, pele bonita, voz suave.

E dedos da mão finos e longos.

Do jeito que Alfredo gostava.

Era a mulher ideal..., pensou.

Ousado, ele a convidou para jantar. Ela topou.

Alfredo então correu a uma luxuosa joalheria e comprou um lindo colar de brilhantes, o mais caro da loja.

Ao encontrá-la à noite, deu-lhe de presente.

Uma semana depois, já eram amantes.

Na semana seguinte, apaixonado, ele a fez presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb).

Assim, não precisaria bancá-la.

Os contribuintes fariam isso por ele.

Inocente, o marido de Auxiliadora se desdobrava em elogios a Alfredo.

Afirmava que poucos homens públicos eram tão honestos e sinceros quanto ele.

Alfredo retribuía, dando-lhe tapinhas nas costas enquanto dizia, com ar escarninho: “Grande Marcílio!”.

Logo Auxiliadora se tornaria uma espécie de “primeiro-ministro”do Governo municipal.

Diariamente, Alfredo a convocava para “despachar” com ele em seu gabinete, onde ficavam a sós, fazendo sexo, no mínimo por duas horas.

Não raro, o chefe de gabinete e outros assessores ouviam sons típicos de uma relação sexual.

Alfredo era o mais “escandaloso”.

Descobriu-se depois o motivo do “escândalo”.

Auxiliadora contou a amigas, todas esposas de políticos, que Alfredo pedia, quando estavam copulando, que ela lhe introduzisse no ânus a ponta do dedo médio, e fingisse que era o homem da relação, pois só assim conseguia atingir o orgasmo.

Isso explica a sua obsessão por dedos femininos longos, característica presente em Auxiliadora.

Alfredo também possui outras fantasias eróticas nada ortodoxas, por assim dizer.

Vamos relatar somente mais uma (as demais, em respeito aos leitores, optamos por excluí-las).

Passemos à narrativa.

Segundo Auxiliadora, antes do coito, Alfredo costumava se excitar fazendo de conta que era um cavalo: ficava “de quatro”, relinchava e dava várias voltas a um e outro lado, enquanto implorava, submisso, que ela lhe chamasse de “cavalinho aloprado”.

Até hoje isso é motivo de mofa entre políticos e amigos de Alfredo.

“Lá vem o cavalinho aloprado”, costumam dizer ao vê-lo se aproximando.

Dois meses depois de Auxiliadora ter se tornado sua amante, Alfredo a convidou, juntamente com o marido, para um almoço em sua casa.

Queria que os dois conhecessem sua esposa, Francisca Leonia de Morais Pereira, o filho Gustavo e a filha Juliana.

Pelo menos foi isso que ele disse a Marcílio.

O motivo, porém, era outro: pôr fim à desconfiança do marido traído.

Marcílio havia comentado com amigos que estava começando a ter suspeitas sobre a atenção especial que Alfredo dispensava a Auxiliadora.

Ao saber disso, Alfredo teve a ideia do almoço.

Não tardou para que traídos e traidores almoçassem juntos, como uma grande família.

Durante o almoço, nenhum olhar suspeito, nenhum gesto que pudesse denunciar nada.

Tanto que Auxiliadora e Dona Francisca Leonia se tornaram amigas nesse dia.

Alfredo ficou exultante.

O sucesso de seu sórdido plano havia superado suas expectativas.

Marcílio também ficou feliz.

Não parava de realçar as qualidades da esposa, dizendo, entre outras coisas, que mulher mais fiel do que ela jamais haveria de encontrar.

Auxiliadora lhe retribuía os elogios, com beijos e afagos.


Três semanas após o almoço, os dois casais embarcaram para Paris.

Lá, hospedaram-se no “Hotel Fouquet`s Barriere”, um dos mais luxuosos da capital francesa, senão o mais luxuoso.

Alfredo queria impressionar Auxiliadora.

Mostrar-lhe que era um homem muito rico.

No dia seguinte, querendo ficar sozinho com Auxiliadora, Alfredo inventou que ambos tinham um encontro com um banqueiro francês.

Dona Francisca Leonia e Marcílio não puseram empecilho.

Alfredo e Auxiliadora não perderam tempo.

Correram a um motel e lá permaneceram durante cinco horas.

No outro dia, os quatro, como se fossem uma família, foram fazer um “tour” pela cidade.

Uma semana depois, retornaram para Manaus.

Livres da desconfiança de Marcílio, Alfredo e Auxiliadora viajavam todo fim de semana para fora do Estado, sob o pretexto de que iam tratar de interesses da cidade.

Na verdade, iam namorar.

A época em que os dois mais viajaram foi quando Alfredo pretendia implantar o Expresso em Manaus.

Até para a Inglaterra foram.

Quem pagava a conta?

Nós, os lesos, tão traídos quanto Dona Francisca Leonia e Marcílio Carvalho.

Marcílio levou quase um ano para descobrir que sua mulher era amante de Alfredo.

E mesmo assim, porque ela ficara grávida.

Estéril, o filho não podia ser dele.

Auxiliadora não suportou a pressão e abriu o jogo.

Marcílio então a esbofeteou, pegou uma arma que guardava no escritório e saiu, transtornado, à procura de Alfredo.

“Vou matar aquele pilantra…”, teria prometido antes de sair.

Imediatamente, Auxiliadora ligou para Alfredo e o pôs a par do que estava ocorrendo.

Alfredo tratou então de desaparecer, não sem antes incumbir gente de sua confiança de pôr juízo na cabeça de Marcílio.

Três dias depois, Alfredo reaparece.

Mais calmo, Marcílio aceita conversar com ele, sem violência.

Alfredo lhe pede desculpas e diz que gostaria de fazer alguma coisa por ele.

Sem delongas, propõe-lhe sociedade em uma empresa, com a qual os dois ganhariam muito dinheiro prestando serviços à Prefeitura de Manaus.

Surge então a “Socorro Carvalho Cia.”, vencedora, nos seis anos seguintes, de quase todas as licitações da Prefeitura.

“Amarrado” por Alfredo, Marcílio resolve aceitar o “chifre”.

A única coisa que não aceitou foi o filho.

Disse a Alfredo que isso era problema dele e de Auxiliadora.

Dias depois, Alfredo, que é avô de um casal de netos, levou Auxiliadora, grávida de quatro meses, para se submeter a aborto na clínica Santa Etelvina, do Dr. Durval, preso em 2008 pela Polícia Federal, durante a “Operação Vorax”.


Assim que assumiu o Ministério dos Transportes, no início de 2004, Alfredo nomeou Auxiliadora superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) nos Estados do Amazonas e Roraima, cargo que ela ocupa até hoje.

Durante os quase 7 anos em que ficou à frente do ministério, foram poucos os fins de semana em que Auxiliadora não foi a Brasília “despachar” com ele.

Tudo, claro, pago com o nosso dinheiro.

“Generoso”, Alfredo também não desamparou o marido da amante.

Até porque os dois eram (e ainda são) duplamente sócios: nos negócios e na mulher.

Segundo a revista IstoÉ, a “Socorro Carvalho Cia.” embolsou somente em 2004 R$ 12 milhões do Fundo da Marinha Mercante (FMM), ligado ao gabinete do ministro.

De lá até hoje, estima-se que a empresa já tenha engordado sua conta bancária em mais de R$ 200 milhões provenientes do Fundo.

Não é à toa que Marcílio aceita dividir a mulher com Alfredo.

Viciado em sexo, Alfredo não se contenta só com uma mulher. Nem com duas.

Tanto que ele tem outras duas amantes, uma das quais casada com um assessor seu.

E ainda costuma sair com prostitutas de luxo.

Não aqui em Manaus, mas em Brasília e na Europa.

“Ele é um tarado”, diz um deputado estadual que já privou de sua amizade.

Com 58 anos de idade, Alfredo prefere mulher bem mais jovem que ele.

De preferência, casada com alguém próximo.

Um assessor, um amigo, um conhecido.

Dizem que é uma espécie de fetiche dele.

(fonte: Blog do Zacarias)



NOTA DO EDITOR DO MOCÓ:

Essa matéria foi publicada em setembro de 2010.

Marias da Graças pegou o beco no mês passado, durante a faxina no Ministério dos Transportes.

quarta-feira, agosto 03, 2011

Já posso acrescentar no meu currículo: “eu derrubei um ministro”


por Ronaldo Tiradentes

Alfredo Nascimento prometeu desmontar as denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes e de enriquecimento ilícito do filho Gustavo Morais Pereira.

Não conseguiu, nem uma coisa, nem outra.

Perdeu parte do tempo que dispunha, uma plateia seleta ouvindo e a transmissão ao vivo da rádio CBN, para dar a mim a importância que não tenho.

Alfredo, apeado do Ministério dos Transportes por suspeitas de comandar um esquemão de corrupção, preferiu dizer quem era o responsável pela demissão dele.

Eu, exatamente eu, Ronaldo Tiradentes, esse simples jornalista, que, segundo ele, “induziu em erro o jornal o Globo com informações mentirosas que refutou em 2009″.

Refutou onde, Alfredo?

Em que jornal, blog, televisão ou rádio você refutou as denúncias que fiz contra você e seu filho milionário Gustavo?

Diante de tantas coisas que disse sobre você e sobre o império construído por seu filho, nada foi escrito ou falado para desmenti-las.

Te facultei milhares de vezes o direito de falar, de responder, de exercer o contraditório, te conclamei no ar.

Como um covarde, ou, digamos, como quem aceita com o silêncio incriminador, você se escondeu, se omitiu.

Prove que você não é mentiroso, que você não enganou o povo do Amazonas com dezenas de promessas nunca cumpridas.

Te desafio!

Você é o único político do Brasil que está sendo processado pelo Ministério Público Federal por mentir.

Entre as lambanças ditas no Senado, você citou meu nome com todas as letras e disse que sou um caluniador contumaz.

Se sou caluniador, me processa, Alfredo!

Você nunca ganhou uma contra mim, nos inúmeros processos que moveu, seja na justiça eleitoral, ou na cível.

Nunca me processou por calúnia. Na disputa comigo, você perdeu todas, inclusive a eleição, com a minha ajuda.

É verdade que eu não gosto de você.

Te acho medíocre, analfabeto funcional e enganador profissional.

Felizmente, seu tempo passou, sem que eu precisasse inventar uma linha contra você.

Você foi destruído sob o tacão da verdade!

Sinceramente, me deu pena ver você na tribuna do Senado, ontem, à tarde.

Diferentemente daquele pavão, que adorava exibir suas plumas, você ontem parecia um urubu baleado.

Trêmulo, gaguejando, quase estraga o discurso que seus assessores tiveram um trabalhão para fazer, porque sei muito bem que não és capaz de escrever nada.

Com seu discurso desastroso, você não conseguiu convencer ninguém.

Nem o sanguessuga Magno Malta, seu assecla, que te lambe as botas por causa da nomeação do irmão no DNIT, na época em que você dava as cartas no órgão e antes de transformá-lo no maior símbolo da corrupção na administração federal.

Entre outras falácias, e não tendo o que dizer sobre mim, você me acusou de “circular em Manaus em carro blindado e com segurança”.

E se fosse, Alfredo?

O dinheiro é meu, conseguido com suor e trabalho.

Nunca comprei nada com dinheiro sujo de empreiteiras, nem tenho usufruto de corrupção no DNIT.

Outra coisa: nunca fui a Paris com passagens e diárias pagas pelo erário.

Quando lá fui, foi com meu dinheiro e com a minha mulher.

Você disse que eu sou mentiroso.

Prove que sou mentiroso.

Atenda ao meu pedido e aos apelos dos senadores Aécio Neves e Álvaro Dias.

Assine a CPI da Corrupção nos Transportes.

Dê a oportunidade do seu filho ser convocado pela CPI e, ao vivo e a cores, para todo Brasil, provar como conseguiu acumular um patrimônio de R$ 52 milhões em 2 anos.

Alfredo, reafirmo tudo que disse.

Tenho provas documentais do patrimônio do seu filho.

A Forma Construtora, com apenas R$ 60 mil de capital social, atingiu os ativos estratosféricos de R$ 52 milhões, em 2 anos.

Não é verdade que a empresa fechou com lucro de apenas R$ 2 milhões, como você disse na tribuna do Senado.

Só um dos terrenos da Forma foi vendido por R$ 10 milhões.

E as 86 casas do Condomínio Atlantis, que custam, em média, R$ 650 mil cada?

E o prédio na Djalma Batista?

E o terreno ao lado do Manauara Shopping?

E o dinheiro empregado na LM Componentes, outro rumoroso imbróglio que envolve seu filho Gustavo?

Está tudo no Ministério Público Federal.

Fui eu o responsável por toda essa patifaria?

Com retórica de barranco, Alfredo, você conseguiu enganar vereadores e prefeitos do interior, que arrebanharam os votos que te fizeram senador.

Isso aí não funciona no Senado.

Tenho certeza que os senadores te pegaram pela palavra e vão esmiuçar cada ponto do teu discurso cheio de entrelinhas e ameaças veladas à Presidente da República.

Isso mesmo: seu egocentrismo te fez achar possível ameaçar a própria Dilma Rousseff, sempre daquele jeito dissimulado com que se porta, pretextando juras de amor, mesmo no auge da falsidade.

Reafirmo que o Gustavo recebeu dinheiro da empresa SC navegação Ltda., uma das maiores beneficiadas com os recursos do Fundo da Marinha Mercante, vinculado ao seu ex-gabinete.

E o apartamento vendido por um preço pra lá de camarada para a Auxiliadora Carvalho?

Outra estranha operação.

Um apartamento que nunca foi registrado em nenhum cartório em nome do Gustavo ou de outra pessoa da sua família, vendido por um terço do preço.

Alfredo, querendo provar sua honestidade, desafiou o Ministério Público Federal a quebrar o seu sigilo.

Ora, Alfredo, você é um sujeito esperto.

Embora tenha um patrimônio sub-avaliado em sua declaração, como uma mansão de mais de R$ 4 milhões, declarada por 10% do que vale, não há suspeitas sobre seu patrimônio.

As suspeitas recaem sobre seu filho.

Peça a ele para autorizar a quebra dos sigilos dele e das empresas dele.

Deixe de ser hipócrita.

Se você quer mesmo provar sua honestidade, seja homem, assine a CPI da Corrupção.

E, por favor, pare com essa história de querer me fazer Senador ou governador ou até quem sabe Presidente da República.

Não quero mais saber de política partidária.

Vou ficar por aqui, no meu canto, de olho nos corruptos.

Quem sabe se, de vez em quando, não consigo pegar um ministro pelo colarinho (branco), tirá-lo da cadeira e colocá-lo na cadeia?

terça-feira, agosto 02, 2011

Músicos poderão exercer profissão sem registro, diz STF


Assim como os jornalistas, os músicos podem exercer a profissão livremente sem ter registro ou licença da entidade representativa da categoria, a Ordem dos Músicos do Brasil (OMB).

"A música é uma arte, é algo sublime, próximo da divindade. Tem-se talento para a música ou não se tem", afirmou a relatora do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie.

Ela fez questão de revelar que não tem dom para a música, mas que aprecia a arte.

Recentmente a cantora amazonense Márcia Siqueira (foto) foi impedida de subir ao palco da Feira do Tururi, por fiscais da Ordem dos Músicos do Brasil/Amazonas (OMB-AM).

O veto ocorreu porque a artista não estava com sua carteira de músico, em dia.

Em 2009, o STF concluiu que era inconstitucional exigir diploma para a prática do jornalismo.

A decisão sobre os jornalistas foi citada no julgamento de hoje, dos músicos.

Segundo Ellen Gracie, qualquer restrição ao exercício de uma atividade só se justifica se houver interesse público, como ocorre em profissões como médico, engenheiro e advogado.

O STF chegou a essa conclusão ao julgar e rejeitar um recurso do Conselho Regional da OMB em Santa Catarina contra decisão da Justiça do Trabalho que já tinha entendido que a atividade de músico é livre e não depende de registro ou licença.

A decisão do STF foi baseada em dispositivo da Constituição Federal que garante a livre expressão da atividade intelectual e artística.

O tribunal deverá se pronunciar mais detalhadamente sobre a atividade de músico ao julgar uma ação movida pela Procuradoria Geral da República que questiona lei de 1960 que regulamentou a profissão de músico.

De acordo com a procuradoria, as regras estabelecidas pela lei são flagrantemente incompatíveis com a liberdade de expressão e com a liberdade profissional.

(fonte: Blog do Holanda)


RECADO DO EDITOR DO MOCÓ AO LAZARENTO SALAZAR, DA OMB-AM:

Tomou, papudo?...

A Síndrome do Big One (Parte 1)


Era uma vez um rapaz americano, mas muito incomum, que ficou conhecido no circuito pornô de Los Angeles como Long Dong Silver.

O New Dictionary of American Slang, editado por Robert L. Chapman, refere-se a “dong” como gíria de pênis, de origem desconhecida.

Long Dong Silver – algo como “Longo Pênis Prateado” – participou de alguns poucos ensaios em revistas e filmes pornôs e depois se eclipsou numa nuvem de mistério.

Nome parecido com heróis de rodeios – não fosse o dong, claro –, Silver se notabilizou por um brutal excesso de centímetros.

Numa de suas mais famosas poses era visto com um nó no pênis.

O mais patético nessa história de hiperdotação é que, tecnicamente, ele jamais conseguiria uma ereção que durasse a ponto de manter um arremedo de ato sexual.


O aparente handicap do ator pornô dá a medida exata de que sócios naturais do restrito clube super king size, embora venerados pela macholatria, têm problemas semelhantes ou muito mais sérios que os do clube dito short size.

O crioulo Long Dong Silver era uma infeliz aberração.

Esqueceram-se dele de forma tão meteórica quanto apareceu.

Tornou-se apenas um dos escandalosos – e tristes – recordes do folclore pornô dos Estados Unidos.

Não adianta espernear nem chorar inutilmente pelo leite derramado das 10 mil bronhas tocadas na adolescência: o comprimento médio do braúlio, no Brasil, eqüivale ao de uma esferográfica.

“Noventa por cento dos clientes que vêm ao meu consultório, pensando que são pouco dotados, têm pênis perfeitamente normais. O problema maior, nevrálgico, é a total falta de informações e conhecimentos abrangentes sobre o assunto.”


A afirmação – que irá aliviar muitos que se acham mal aquinhoados pela natureza – é do cirurgião paulistano Herbert Gauss.

Currículo, diga-se, dos mais respeitáveis: 80 mil pacientes atendidos até hoje, com 20 mil deles efetivamente operados no contexto amplo das diversas modalidades da cirurgia plástica.

Segundo o Dr. Gauss, de dois a cinco pacientes o procuram a cada semana, insatisfeitos com as dimensões do pênis.

São homens dispostos a apostar todas as fichas e até as próprias calças num milagre cirúrgico.

O médico, claro, não tira estatísticas da cartola ou da manga para fazer revelações mágicas.


Aqui, reporta-se a um minucioso estudo do urologista Claudio Telöken, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), já aceito em todo o Brasil, que estabeleceu por amostragem o tamanho médio do pênis do homem brasileiro.

O número encontrado foi 14 centímetros, com pequenas variações acima e abaixo.

É o comprimento equivalente a uma caneta esferográfica convencional.

Portanto, anatomicamente, quem estiver situado entre 12 e 16 centímetros com seu pênis ereto não tem nada a reclamar.

Até porque a profundidade média da vagina varia entre 12 e 14 centímetros, dos lábios ao colo do útero, e a parte mais sensível da mulher se concentra nos 4 cm iniciais da cavidade vaginal.

É nesse mísero espaço que ela sentirá seu pênis!


Fazer a medição masculina é muito simples: o pênis precisa estar ereto e basta uma régua comum para medi-lo, da base inferior, quando se encontra com a bolsa escrotal, até o extremo da glande.

Já o Dr. Líster de Lima Salgueiro, andrologista do Instituto do Homem, em São Paulo, vai um pouco além.

Subdivide o tamanho médio do pênis: normal pequeno e normal grande.

A subdivisão situa como normais os pênis entre 8 e 14 centímetros.

As famosas, e duvidosas, cirurgias de aumento do pênis não empolgam praticamente mais ninguém.

Herbert Gauss chega mesmo a ser enfático.

“É uma falácia. Atualmente, não existem cirurgias com resultados que permitam adoção sem restrições pela comunidade médica”, avisa.


Nos Estados Unidos, tais cirurgias e procedimentos, como injeções de gordura no corpo do pênis, foram todos abandonados.

No Brasil, o que ainda vinha sendo feito era desinserir o pênis do púbis, onde está fixado.

Mas o resultado, para Gauss, não traz vantagem nenhuma.

“Quando você desliga o pênis de sua área de fixação no púbis, ou tira o freio, como se diz, ele pode aumentar apenas de 0,5 a 1,5 centímetro. Mas acontece que o pênis desinserido em ereção aponta sempre para baixo, já que perdeu fixação. Não é um resultado interessante em termos estéticos. Nem funcionais. Um centímetro e meio a mais não gabarita uma cirurgia dessas, que também tem seus riscos. A região pubiana é cheia de vasos, nervos, tendões...”, diz o médico.

Com clientela formada basicamente por mulheres, Gauss, que muitas vezes se torna confidente por ser cirurgião, traz na bandeja outro alento aos mais pessimistas.

“Quase 90% das mulheres não dão a menor pelota para a dotação dos maridos ou dos parceiros”, afirma, com segurança.

“Para elas, o fundamental são o antes e o depois, não o tamanho do pênis ou a penetração em si. A mulher gosta de ser induzida ritualisticamente ao orgasmo”, explica.


Na opinião dele, a esse dado ainda deve ser acrescido um outro, igualmente significativo: mais de 50% das mulheres preferem orgasmo clitoriano ao gozo vaginal, por penetração.

E isso, todo grande mestre da AMOAL ligado ao Lado Negro da Força tem que saber de cor e salteado, para não eximir-se da importância do trabalho de língua.

Aspecto que não pode ser descartado – e muito menos esquecido – é a questão ética nas práticas cirúrgicas polêmicas em função de resultados pouco ou nada compensadores.

No Brasil, quem regulamenta a adoção ou não de procedimentos cirúrgicos é o Conselho Federal de Medicina (CFM).

Ao CFM estão submetidos os Conselhos Regionais (CRMs).

O Código de Ética médica diz que é vedado ao médico realizar experimentalmente qualquer tipo de terapêutica ainda não liberada para uso no país, sem a devida autorização dos órgãos competentes e sem que os pacientes sejam informados da situação e das possíveis conseqüências.


Por isso, a Resolução n.º 1.478 do CFM, jogou uma pá de cal no filão ainda explorado das plásticas penianas.

A resolução define como experimentais – não liberadas para prática generalizada – dois tipos de cirurgia: alongamento peniano para correção de disfunção sexual e neurotripsia para correção de ejaculação precoce.

Esta última consiste na redução da sensibilidade do pênis por meio de cauterização de alguns nervos.

Irene Abramovich, médica da Comissão Técnica de Cirurgia Plástica do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, define cirurgia experimental: “Esse tipo de cirurgia tem de estar ligado a alguma instituição de pesquisa ou ensino, ou a ambas. E não se pode cobrar por uma cirurgia dessas, justamente por ser experimental. A resolução veio a calhar porque o médico vai pensar duas vezes antes de tomar uma atitude antiética.”

Por isso, a cirurgia de desinserção do pênis do osso púbico, citada pelo Dr. Gauss, já está na mira da fiscalização do CFM.

O desrespeito a uma resolução do órgão, que praticamente tem força de lei sobre a atuação do médico, pode determinar várias punições: advertência confidencial, censura pública, suspensão e, por fim, cassação de registro para exercício da Medicina.


A medida atinge aquela parcela de cirurgiões plásticos que vinha fazendo a “vontade do freguês”, sabendo de antemão que os resultados seriam desprezíveis.

De fato, não é todo médico que aceita jogar no ralo de 8 a 10 mil reais de honorários em nome da ética.

A partir da Resolução n.º 1.478, diz o Dr. Líster Salgueiro, “o médico tem obrigação de informar ao Conselho competente que vai fazer a cirurgia, além de mencionar ao paciente, com detalhes, os prós e contras”.

Outro dado interessante: psicologicamente, tais cirurgias até podem funcionar como “placebo anatômico”, ou seja, induzir o paciente a uma reação positiva apenas porque se submeteu à operação.

Mas, na verdade, nunca houve prática cirúrgica consagradamente aceita que fosse capaz de fazer o pênis aumentar de tamanho.

Pelo menos no planeta Terra.


Estatísticas, diagnósticos, limitações científicas, protocolos éticos, nada parece refrear multidões de homens que se acham timidamente dotados e – mais espantoso ainda – injustamente traídos pela natureza.

Em jogo, sólidos dogmas e fortíssimas pressões culturais.

De saída, os pouco dotados encaram a própria nudez como vergonhosa.

Outros, na intimidade, se a mulher ri por qualquer motivo, não conseguem deixar de pensar que o riso será sempre uma alusão velada a seu tímido membro.

Para Jacob Pinheiro Goldberg, terapeuta e doutor em Psicologia, o pênis é a primeira e mais tenra distinção entre homem e mulher.

“Um menino, por exemplo, não sabe o que fazer com uma ereção”, diz Goldberg. “Isso cria uma situação de desconforto que pode acabar normalmente ou durar para o resto da vida. Muitos homens não sabem, nunca souberam o que fazer com o pênis.”


O raciocínio é figurativo – claro.

Daí, o homem pode se tornar patologicamente compulsivo em relação à atividade sexual – por exemplo, alimentando a fantasia de comer todas as mulheres do mundo sem ser filiado a AMOAL ou então sublimando amor, afeto e carinho unicamente no ato sexual.

Na associação óbvia e popularmente aceita entre virilidade e pênis avantajado está embutida, segundo o professor Goldberg, uma preocupante hostilidade contra a mulher.

O pênis assume caráter de contundência.

“Por isso é que o chamam de pau, cacete, vara, pistola, espada etc.”, comenta. “Vale o mesmo para a maioria dos verbos que definem a relação sexual: possuir, meter, penetrar, comer, enterrar, rasgar, furar, arrombar.”


O pressuposto passa a ser, então, emblemático: um homem que se acha pouco dotado não pode praticar com a mulher o ato de dominação que essa contundência sugere.

Daí a infelicidade e insaciedade dele.

Esse tipo de homem, na opinião de Goldberg, pode até ter pênis grande que jamais ficará satisfeito.

Diagnóstico: complexo de inferioridade.

E pode revelar-se como marido intransigente, pai austero, chefe autoritário, flamenguista roxo e toda a gama de personalidades doentias, rígidas ou sistemáticas associadas a esses termos chulos.

“Geralmente, a mãe desse tipo de homem foi castradora, poderosa e autoritária para ele quando criança”, afirma Goldberg. “O pai, ao contrário, foi omisso, ausente, indiferente. De alguma forma, e isso é uma longa história, ele cria a fantasia de que poderá ser engolido por uma vagina. Vai sempre ter aquela sensação desagradável de que seu pênis não preenche a vagina, fica solto no interior dela e pode nunca mais sair.”


Mitologias diversas, tanto de opulentas civilizações como de pequenas tribos, costumam ver sexualmente os deuses pela ótica dos extremos.

O pênis grande, até grotescamente exagerado, durante muitos séculos foi representativo de paternidade ampla e poligamia.

Deuses do panteão olímpico cansaram de se misturar às mulheres terrenas para gerar semideuses.

Já a ausência ou camuflagem do pênis na deidade – vista comumente em muitas obras de arte antigas – ilustra a sacralização da vida pela impotência.

Afinal, por que Deus, que opera por meio do verbo, precisaria de algo tão descartável e banal como um pênis para fazer valer sua legitimidade divina e seu poder criador?

Na virada do século, com Sigmund Freud e discípulos, o pênis ficou restrito ao aspecto orgânico.

Ao mesmo tempo, foi criada a simbologia do falo, transposta para a sociedade como regime: falocracia.


O poder é sinônimo dessa idéia, porque quem tem o poder pode foder todo mundo.

A partir daí, fantasias em torno da violência – sendo o pênis um instrumento que causa dor e sofrimento – massificaram muitas psicopatias de fundo sexual, como estupro, molestação de crianças, pedofilia, curra de empregadas domésticas etc.

O Dr. Gauss indaga o porquê de a maioria dos homens achar que o status do pênis grande está sempre ligado à conquista de mulheres famosas e ricas.

Um indivíduo que se ache pouco dotado, na opinião dele, tem 99% de chances de falhar estrondosamente se estiver na cama com qualquer celebridade, não importa o que aconteça.

A estrela em questão pode até adorar pênis pequenos.

“Que melhor ícone da idéia de poder do pênis que um foguete?”, pergunta o professor Goldberg. “É a representação tecnológica suprema do rompedor de hímens celestes.”

A Síndrome do Big One (Parte 2)


Na verdade, a tecnologia – tendo como mentores e expoentes o sexo masculino, considerado o “sexo forte” – acabou determinando escalas de valores socialmente complexas, em que se embute a lucrativa “Cultura da Virilidade”, que vai de bad boys a body-builders.

Macho men, seus acessórios e adereços são gerados e adorados em escala industrial.

Vivam os ricardões hiperdotados!

Por que não combinar música, sexo e porrada em bailes do lumpenpunk?


O machão é um troglodita de terno e gravata, Átila, o huno do mercado financeiro, Zapata, o guerrilheiro do Movimento dos Sem-Terra, Jimmy Hoffa, o gângster da Força Sindical, Wyatt Earp, o xerife da Fiesp.

Fruem sexo exclusivamente com pênis e testículos.

Homens maduros se expõem em talk-shows, representando clubes de machões, com estatutos, registros em cartório, camisetas e carteiras de sócio.

Acreditam que uma juvenil manifestação de preconceito pode lhes dar a fama pífia – 15 minutos, no máximo – à qual se referiu Andy Warhol.

Para se filiar a tais clubecos, o pretendente precisa, inclusive, dar fé pública da centimetragem peniana.

Assim, o membro pequeno no corpo de um homem de personalidade satélite desse way of life pode assumir contornos de tragédia, levando muitas vezes à impotência.

Acontece nas melhores famílias.


Pessoas desse tipo, infelizmente, não podem requerer seu noviciado na AMOAL.

O machão diplomado na escola de prepotência sexual não sabe ou não quer saber, até porque consideraria ponderação herética, que pênis avantajados podem causar muito mais problemas que propriamente prazeres.

De acordo com o estudo da UFGRS já citado, um pênis de 18 a 20 centímetros é considerado descomunal.

“Para a mulher é insuportável”, opina Herbert Gauss. “Dá uma sensação terrível de empalamento. Machuca, dificulta e até anula o prazer. Nesses casos, ao contrário do que parece, a relação anal é mais propícia. O reto, muito longo, assimila melhor o pênis grande. Basta que a mulher tenha uma razoável técnica de relaxamento do ânus, que não é difícil.”

O que demonstra outro axioma da AMOAL: quem gosta de pau grande é viado, mulher gosta de dinheiro.


A grande dotação peniana – se preferirem, a “Síndrome do Big One” – tem referências curiosas e hilariantes, até mesmo na literatura brasileira.

Ivan Ângelo, em seu livro de contos “A Casa de Vidro”, escreveu num deles, “O Verdadeiro Filho-da-Puta”: “Bem, sem mentira nenhuma: mole, batia aqui pra baixo um pouquinho da coxa (...). Mas bem, você precisava ver quando endureceu, olha, tá vendo, é isso aqui ó, do seu cotovelo até o punho (...). O homem é até triste, vai ter é de casar com uma que não conhece cacete, aí ela pensa que é assim mesmo e agüenta, porque mulher nenhuma vai ter coragem, e ele vai ter de andar depressa, falei pra ele, que aquilo quando chega nos 50 não levanta mais, fica só assim meio bobo, não dá pra entrar.”

Os homens que correm como fanáticos atrás de panacéias nos consultórios de Herbert Gauss e Líster de Lima Salgueiro são normalmente solteiros, com idade variando de 25 e 35 anos.

A maioria é de profissionais liberais, financeiramente estáveis, até porque uma cirurgia de alongamento peniano podia chegar a 10 mil reais, incluindo pós-operatório, antes que a resolução do CFM as tornasse experimentais.

Nos consultórios, só conversas e troca de informações.


Mas há exceções: o caso dos micropênis, de aproximadamente 5 centímetros ou até menos, são redirecionados para endocrinologistas.

A anomalia é geralmente causada por baixa de testosterona, hormônio masculino que pode ser reposto.

Nesses casos, com tratamento o pênis tende a crescer até três centímetros, qualquer que seja a idade do paciente.

No caminho oposto, eventuais superdotados que, tendo problemas com isso, queiram reduzir suas dimensões deparam com um muro intransponível.

Pelo menos no estágio atual da cirurgia plástica, isso é impossível.

Há ainda sutis alarmes falsos que levam o homem desinformado a pensar que é pouco dotado.

Herbert Gauss lembra o excesso de gordura na região pélvica, que embute o pênis em descanso, dando-lhe uma dimensão de fato pequena, às vezes mínima.

Mas ele enfatiza que “a verdade se restabelece durante a ereção”.


Existem ainda homens com preponderância de cromossomos femininos.

Essa anomalia determina o físico ginecóide, com formatos assemelhados aos de mulher.

A possibilidade de que biótipos ginecóides tenham pênis abaixo da média é significativa, por se tratar de uma disfunção hormonal.

Outro embuste que lembra Pinóquio e seu nariz – criado pela adoração ao fitness – são as ginásticas penianas, secundadas por parafernálias de gadgets e cosméticos, ditos estimulantes e/ou afrodisíacos.

“Se pênis fosse músculo, ainda vá lá!”, zomba Gauss. “Mas é um corpo cavernoso, vascularizado, irrigável por sangue. Não pode ganhar massa muscular. Queria que me explicassem como é malhar com o pênis”, ri. “Já pensou, pênis fazendo abdominal?”

No fundo, se malhação resolvesse, masturbação e speed de penetração seriam vedetes das academias de atletas sexuais.

A partir da constituição de pênis como corpo cavernoso, homens bem-dotados têm muito mais a perder ao longo do tempo que os médios e pouco dotados.

“O pênis muito grande se esclerosa mais rápido em função, por exemplo, do diabetes ou de doenças vasculares”, diz Gauss. “Também conheço gente que, mesmo sadia, aos 30 e poucos anos já começa a ter problemas. A ereção nunca é total.”


Líster Salgueiro lembra outro fator: “Quanto maior o tamanho do pênis, menor a elasticidade. Na ereção, o pênis considerado normal cresce muito mais que o grande”.

Aqui, cabe ainda a anedota de irretocável lógica médica: a história do homem que carregava um pênis gigante – de 25 centímetros, igual àquele que o bilionário Onassis dizia ter – e que o fazia desmaiar ao ter ereções.

Então vem a explicação do especialista: “Para irrigar tudo isso, meu caro, você gasta metade do sangue circulante. E quando o sangue sai da cabeça, você desmaia. É o que chamamos de hipovolemia.”

Piadas à parte, o Kinsey Institute, nos Estados Unidos, registrou o caso de um pênis de inacreditáveis 48 centímetros.

Talvez, pelo excessivo decoro, o recorde não foi parar nas páginas do livro Guinness.

Nesse caso, entra-se no dantesco terreno das imperfeições que bem serviriam ao “Acredite Se Quiser”, mix eletrônico do inusitado senhor Ripley, uma espécie de caçador de histórias enigmáticas, coincidências impossíveis e aberrações físicas.


O falecido professor-doutor Walter Edgard Maffei, brasileiro e um dos três mais famosos patologistas do mundo, com mais de 150 mil autópsias realizadas, cita num de seus livros de Patologia Clínica um caso sem precedentes de macrogenitossomia (órgão genital exagerado) que transforma em realidade cruel a anedota da hipovolemia.

O homem, cujo nome e tamanho do pênis o Dr. Maffei omitiu por questões éticas, ficava tonto e não raro desmaiava ao ter ereções.

Para conseguir ereção e mantê-la, o homem normal necessita de até 120 mililitros de sangue, mais de 1 décimo de litro.

O homem identificado por Maffei demandava quase 1 litro.

Considerando-se que metade do volume sanguíneo que leva à ereção já está no corpo do pênis, ela acontece com a metade restante.

Mesmo assim, canalizar meio litro de sangue para os vasos penianos é uma façanha impossível sem efeito colateral de hipovolemia.

O pênis cujo tamanho incensa tantas fantasias acabou levando ao suicídio o homem do “caso Maffei”.


A ignorância de muitos homens, sobretudo em relação ao seu próprio órgão sexual, faz mandíbulas despencarem de espanto.

Não são todos que sabem que há dois condicionamentos decisivos em termos de dotação peniana: um é genético, o outro, racial.

Por exemplo: orientais são em geral menos dotados em relação a caucasianos, que, por sua vez, são em geral menos dotados em relação a africanos.

Trata-se de estatísticas universais.

Quanto ao aspecto genético, da mesma forma que há famílias de pessoas altas ou baixas, há também pouco dotados e bem-dotados, características determinadas por genes, que, por enquanto, não têm guichês de reclamações.


“A massa genital se transforma em testículo e começa a produzir testosterona na sétima semana de vida do feto”, diz o Dr. Líster.

“Depois, gera-se ainda a dihidrotestosterona, que entra na formação da próstata, vesícula seminal etc. É a ação conjugada desses dois hormônios que forma o aparelho genital”, continua.

“Fora do útero, o organismo masculino volta a produzir testosterona entre 9 e 13 anos de idade, faixa que corresponde à puberdade. O tamanho do pênis é determinado nessas duas ocasiões”, complementa.

Num futuro bem próximo, de exploração e controle sobre mutações genéticas, talvez os pais possam escolher sexo e tamanho do órgão sexual para filhos homens.

Por enquanto, o controle está com a mãe natureza.


A sistemática preocupação masculina com a dotação do pênis também é sinal de – diria Freud – psicopatologias do cotidiano.

“O homem insatisfeito sexualmente tende a transferir seu problema para algo físico, palpável”, afirma o professor Goldberg. “Porque está insatisfeito, subjetiva que seu pênis é pequeno, e aí não importa o tamanho que tenha, ele vai continuar se sentindo um excluído sexual.”

Esse mesmo homem não está nem um pouco preocupado com a opinião da mulher ou parceiras.

Não conhece, ou faz questão de ignorar, frases antológicas como a da sexóloga e ex-prefeita petista Marta Suplicy: “Não importa o tamanho da varinha, mas a mágica que ela faz”.


A Marta mais polêmica do Brasil parece ter apanhado a moral da história de alguma fábula dos Irmãos Grimm, para transformá-la numa metáfora de que “tamanho não é documento”.

E um séquito enorme de mulheres sensatas segue o mesmo princípio.

Outra grande ilusão, disseminada por sexólogos de formação questionável, é a de que o antológico Ponto G só pode ser alcançado por superdotados, uma vez que se localiza em algum lugar de difícil acesso nos abismos da mulher.

Mais mistificação.

“O Ponto G é qualquer ponto gerador de máxima excitação”, garante Herbert Gauss. “Pode ser o clitóris, o mamilo, a orelha, o calcanhar ou um CD de jazz... Não tem nada a ver com o tamanho do pênis ou com a localização de um ponto específico no corpo da mulher.”

A Síndrome do Big One (Final)


Mas meu caro gafanhoto, vamos fazer o seguinte.

Pare um pouco de ler esse blog, olhe pra baixo e dê uma boa espiada no seu melhor amigo.

Melhor: tranque-se no banheiro e faça-o acordar.

Agora olhe!

O que você carrega entre as pernas é digno de orgulho?

Você está satisfeito?

Não estamos perguntando se ele é meio feinho ou desengonçado.

Queremos saber se você tem coragem de sacar a arma como um bom pistoleiro na hora do duelo ou se prefere arrancar as calças na penumbra do quarto.

Hummm...

Você não está feliz!

E se a gente voltar a repetir que o mais importante é você ser um bom amante e ter na manga um repertório de carícias capaz de deixar a garota literalmente de quatro?

Não vai adiantar, certo?

Você quer ter uma boa bagagem a qualquer custo.

Mais que isso: quer adquirir confiança para mergulhar fundo.


Ok, fique sabendo que é possível encaixar as peças nos devidos lugares sem comprometer o prazer de ambas as partes, independentemente do tamanho, volume ou envergadura do moço do andar de baixo.

Mas esqueça, definitivamente, qualquer manobra radical que possa pôr em risco a boa forma do seu amigão.

Cirurgia para aumentar o tamanho do pênis, você já sabe, é uma tremenda roubada.

O Conselho Federal de Medicina, voltamos a repetir, apenas considera esse tipo de operação como objeto de estudo em hospitais universitários e, mesmo assim, em caráter experimental.

E o resultado é incerto.

Os bem-intencionados doutores vão mexer nos ligamentos de sustentação do seu pênis, tentando arrancar alguns centímetros embutidos no seu abdome.

Mas isso pode comprometer a envergadura do rapagão durante a ereção.

Resumindo: você pode ter um pênis um pouco maior, porém frouxo, quase despencando.


A proposta dos mestres da AMOAL é mais inteligente: sugerimos algumas técnicas para que você penetre uma vadia, sem que isso represente um único arranhão na auto-estima do seu bilau.

Antes de entregarmos as nossas armas, queremos que você confira meticulosamente, e com precisão quase científica, as medidas da sua artilharia.

Assim: quando o seu pênis estiver ligadão (e só vale dessa forma, pois em estado letárgico pouco interessa se você tem um mastro ou um palito de dentes entre as pernas), coloque uma fita métrica entre o ponto de inserção no abdome e a extremidade dele.

Se o seu barrigão estiver camuflando o arsenal, empurre bem a fita de encontro ao abdome e afaste aquele amontoado de pelanca.


Para ter certeza do comprimento exato, meça três vezes e considere o maior valor.

Mas não faça isso escondido dentro do freezer.

Não esqueça que temperatura baixa retrai as coisas lá embaixo.

Pênis e escroto procuram o aconchego do seu corpo para garantirem uma temperatura constante, já que é inviável fabricar espermatozóides em geladeiras.

Bem, meu amigo, você também tem que checar para que lado a arma aponta, o grau de inclinação (se é para cima ou para baixo) e o diâmetro dela.

Coloque a fita métrica ao redor daquela extremidade que primeiro ataca ou em torno da base, próximo ao abdome, e confira.

Nunca é demais lembrar que estamos considerando apenas o seu pênis.

Se você gosta de usar os dedos para abrir caminho, a história é bem diferente.


Segundo um estudo feito na Universidade da Califórnia, um pênis mediano tem 13 cm de comprimento e 12,5 cm de circunferência.

O estudo brasileiro, já citado antes, considera 14 cm de comprimento e 12 cm de circunferência como a média-padrão.

O urologista Claudio Telöken chegou a essa conclusão após analisar as proporções de 150 homens satisfeitos com o instrumento que carregam.

Esses estudos servirão de base para nossas considerações sobre o que você pode fazer com o seu pênis de acordo com as proporções dele.

E preste atenção, gafanhoto: finalmente alguém conseguiu provar cientificamente que o nosso bilau é maior do que o dos ianques!


Comprimento igual ou maior que 22 cm – O que é que você está fazendo aqui, lendo este blog, em vez de estar na indústria de filmes pornô de Hollywood ganhando milhões de dólares para encher de leite o pastel de carne daquelas putinhas safadas?

Deixe de ser, bobo, cara, e vá logo providenciar seu passaporte.

Com uma ferramenta desse calibre, você tem tudo para virar ator de filme pornô e ficar milionário.

A não ser, claro, que você goste de sentar em cadeira ocupada.


Comprimento entre 17 cm e 21 cm – Não há dúvida de que você tem algo que o diferencia dos demais humanos do planeta.

Mas muito cuidado para não espantar a freguesia, principalmente se você for muito afobado.

A vagina tem entre 8 e 14 cm de profundidade e, em princípio, essa diferença numérica poderia dificultar o encaixe.

Na prática, no entanto, o caminho das pedras não é tão árduo quanto parece.

As paredes dela são extremamente vascularizadas e, na fase de excitação, produzem um líquido lubrificante que permite o deslize e o perfeito encaixe.

Quanto maior o grau de excitação da garota, mais fácil será sua tarefa.

Portanto, capriche nas preliminares, no jogo de língua.

E isso é bom para você também.

Ou acha fácil manter a arma em ponto de bala com tais medidas?

Você sabe que homens jamantas precisam estar muito excitados para receberem um considerável volume de sangue que garanta a armação da barraca.

Mas não espere milagres.

Se seu pênis for mesmo gigantesco, não tente um vôo rasante.

Ela pode sentir muito desconforto, reclamar e até desistir se o fundo da vagina for golpeado violentamente pelo seu mastro.

O ideal é você deitar-se de costas e deixar a garota cavalgá-lo.

Sabe como é: ela comandando o jogo vai poder controlar a penetração até onde agüentar.

Passarinho que come pedra sabe o cu que tem.


Comprimento entre 13 cm e 16 cm – Nesse caso você não terá maiores problemas para conseguir o que deseja.

Mas temos alguns truques para melhorar o seu desempenho.

Os primeiros 3 ou 4 centímetros da vagina armazenam o maior número de terminações nervosas que captam a sensação de prazer.

Isso significa que não adianta mergulhar até o final do poço.

A grande vantagem de ter um pênis-padrão é que essa região sensível da vagina pode ser mais bem explorada quando você estiver por cima e ela deitada com as pernas esticadas.

Nessa posição, a profundidade da penetração é reduzida e ela pode colocar mais tensão nos lábios vaginais, aumentando a sensibilidade para ambos.


Comprimento menor que 13 cm – Uma boa notícia àqueles que consideram seus pênis pequenos: o trabalho poderá ser mais fácil e prazeroso em comparação à missão dos que possuem verdadeiras toras.

A cerca de 3,5 cm acima do orifício vaginal, caso você ainda não saiba, está o clitóris, a região da vagina similar à glande do pênis, que concentra um amontoado de fibras nervosas.

Na mesma direção, do lado de dentro, existe uma pequena saliência conhecida como ponto G.

Sim, amigo, esse é o alvo a ser atingido se quiser deixá-la em estado de graça.

Tá, a vagina dela é flexível, podendo abraçar até um dedal.

Mas você tem tudo para superar a expectativa.

Se seu pênis não é tão avantajado, o segredo é cravá-lo visando a parede superior da vagina.

Mas não vá com muita sede ao pote.

Você vai deixá-la mais feliz se movimentá-lo lentamente, esfregando e torcendo o seu amigo contra o osso púbico dela.

Se tivesse um pênis descomunal, provavelmente você teria dificuldade nessa manobra.

Lembre-se: fusquinhas acomodam-se bem na maioria das vagas.

Em todo caso, se o tamanho do seu pênis é motivo de desespero. Você pode aparar os pêlos pubianos, principalmente na região próxima ao abdome.

Assim, tem-se a impressão de que você ganhou de 2 a 3 centímetros.


Circunferência maior que 14 cm – Você sabe que pela vagina passa até a cabeça de um bebê, mas não conte muito com isso na hora da transa.

Homens com pênis muito grossos não podem dispensar preliminares e tampouco lubrificantes.

Capriche nas carícias, gafanhoto!

Peça para que ela controle a penetração, e vá devagar nas primeiras dez investidas.

Se ela abrir as pernas, o atrito será menor, facilitando a operação.

E não se esqueça: o cara de baixo aproveita o melhor da festa, mas outras extremidades do corpo (dedos e língua, mané!) também podem participar da brincadeira e abrir o grande desfile.


Circunferência menor que 11 cm – Elas não costumam reclamar de pênis fino, mas você pode se divertir menos ao se sentir meio “solto” na vagina, como um pé dentro de um calçado folgado.

Nesse caso, uma boa saída seria ela deitar-se de costas e colocar as pernas flexionadas contra o peito (a posição “frango assado”, mané!).

Dessa forma os lábios vaginais apertam o seu pênis.

Outra boa idéia é você penetrá-la por trás.

Não é sexo anal.

Peça pra ela deitar-se de barriga pra baixo com as pernas fechadas e procure a vagina, espertinho...

Se, entretanto, você errar de buraco e ela não reclamar, você ganhou o dia!


Ângulo de ereção com 90 graus ou mais – O ângulo de ereção mostra a posição do pênis em relação à perna.

Compare o seu pênis ao menor ponteiro de um relógio.

Se ele aponta para as 13 ou 14 horas, você tem uma ereção perfeita.

Se está cravado nas 15 horas, você tem uma ereção satisfatória.

Com a idade, é normal ele fincar pé nas 15.

E não reclame, porque ao menos ele alça vôo quando você está excitado.

O importante é que você saiba que quanto mais empinado ele estiver, menos flexível será sua ereção.

Em outras palavras, muito cuidado para não fazer acrobacias durante o sexo, como sustentá-la em pé apenas com o pênis.

Dependendo da posição, você pode machucar o seu colega de trabalho.

Mais: se o seu pênis é bastante empinado, penetrá-la no sentido vertical e fazer pressão pode ser muito desconfortável.

Desse jeito você cutuca a bexiga e ela pode ficar com vontade de urinar (contenha-se, isso não é uma dica de sexo bizarro).

O ideal é que você tente tocar o ponto G dela, aproveitando o seu ângulo de ereção.

O mapa da mina: durante o tradicional papai-e-mamãe, mantenha a sua pélvis mais baixa e realize movimentos suaves.


Ângulo de ereção com menos de 90 graus – Se o seu pênis não aponta para as 18 horas, você ainda tem chance de se dar bem.

A vantagem de ter um grau de ereção menor é que você pode tentar posições no mínimo desconfortáveis para a maioria.

Por exemplo: você se sentam frente a frente e, após a penetração, deitam-se de costas conectados pelo quadril.

Se não curtir essa posição “faquir em transe”, vá de papai-e-mamãe, que você acerta o alvo.


Se o bráulio for torto – Você só tem motivo para se preocupar se o ângulo de curvatura do seu pênis for maior que 20 graus.

Nesse caso, talvez precise de um reparo para colocá-lo no rumo certo.

Na dúvida, consulte um urologista.

Mas, se ele for levemente curvado (a maioria é para a esquerda), você pode tentar posições laterais para obter e dar mais prazer (“canguru perneta”, “lâmpada de Aladim”, “morte em Stalingrado”).

Se preferir as posições tradicionais, vá com jeito, pois também existe o risco de pressionar a bexiga dela.

No mais, seja criativo e quente.

Muito quente.

É só disso que as vagabas precisam!