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quinta-feira, julho 19, 2012

Juiz suspende resultado que deu título de campeã ao GRES Presidente Vargas



Na semana passada, o juiz de Direito Rogério José da Costa Vieira deferiu uma liminar, pugnada pelo GRES Andanças de Ciganos, antecipando os efeitos da tutela para suspender o resultado da proclamação da campeã do Carnaval 2012 do Grupo de Acesso “A”, até que haja resposta ao recurso interposto pelo impetrante junto à AGEESMA, que lhe penalizou com a retirada de 0,6 (seis décimos) de pontos de sua nota.

A AGEESMA, junto com o litisconsorte GRES Presidente Vargas, tem até esta quinta-feira, 19, para justificar a denúncia.

O imbroglio foi provocado pelo atual presidente da Ageesma, Elimar Cunha e Silva, que também já está sendo processado pelo Ministério Público Estadual (MPE) por desvio de dinheiro da entidade.

Nas regras para o desfile desse ano, ele criou uma suposta “Comissão de Obrigatoriedade”, para conferir se as escolas cumpriam o regulamento.

Conforme memorial descritivo entregue pelo GRES Andanças de Ciganos aos jurados antes do desfile, a primeira ala da escola, intitulada “Isto é Carnaval”, era formada por 75 brincantes, com três fantasias distintas: 25 colombinas, 25 pierrôs e 25 arlequins, que são as figuras mais conhecidas do carnaval.

Por pressão de Elimar, a “Comissão de Obrigatoriedade” considerou que aquilo eram três alas distintas sem o número mínimo de brincantes (40) e, por cada infração, retirou 0,2 (dois décimos) de pontos da escola de samba.

Com a perda injusta de 0,6 pontos, o GRES Andanças de Ciganos obteve a nota final de 179, 20, sendo suplantado pelo GRES Presidente Vargas, que obteve 179,60 e foi considerado campeão do grupo de acesso.

Se os pontos forem devolvidos à escola de samba da Cachoeirinha, os Ciganos serão os verdadeiros campeões do grupo de acesso “A” e, no próximo ano, desfilarão no grupo especial.


Elimar é useiro e vezeiro nesse tipo de coisa.

No ano passado ele foi denunciado ao Ministério Público Estadual por diversas irregularidades praticadas na AGEESMA.

Parte da denúncia foi feita pelo produtor e diretor de carnaval João Lopes da Mota, que também já fez parte da diretoria da entidade.

Segundo ele, a AGEESMA não poderia receber o dinheiro público do Estado e do Município porque não atende as normas necessárias para assinatura de convênio.

Uma das irregularidades, explica, é a falta da ata de posse do presidente da entidade, que é um dos 18 documentos necessários para celebração do convênio com o Estado.

Ele afirma que não houve eleição em 2009 e que o presidente se mantém no cargo com um ata de aclamação que viola o estatuto da entidade, além de ser um documento inválido perante a Justiça.

Segundo ele, deveriam ter sido realizadas eleições em 2011, mas o atual presidente não a fez porque não poderia participar, conforme o artigo 5º do estatuto da entidade, porque não apresentou prestação de conta. 

Ele completa que apesar de algumas escolas terem solicitado, por meio de ofício, que Elimar Cunha e Silva fizesse eleições bienais conforme o estatuto da entidade, nada foi feito.

“Ficou claro que ele não fez eleição para se manter no cargo para não prestar contas do dinheiro de 2006, 2007, 2010 e 2011”, diz João Mota.

De acordo com a promotora Laís Rejane Carvalho de Freitas, o procedimento administrativo foi instaurado no final ano passado para apurar as possíveis irregularidades.

Ela explicou que as partes citadas no inquérito – Estado, município e a própria Ageesma – foram solicitadas a apresentar documentos sobre o repasse para serem analisados pelo MPE e confrontados com a denúncia.

Até agora, os oficiais de Justiça ainda não localizaram o trampolineiro para intimá-lo legalmente.

Ele se encontra em local incerto e não sabido.

A Interpol poderá ser acionada a qualquer momento.

sexta-feira, julho 13, 2012

Caia na gandaia e perigas ver!



Meu brother Marcos Tubarão, ex-produtor do grupo de hip hop Os Cabanos, se apresenta junto com a banda Catraia

Uma série de shows marca a celebração do Dia Mundial do Rock em Manaus.

As festas vão acontecer a partir dessa sexta-feira, 13, em diversas casas noturnas da cidade.

Ao todo, nove shows estão programados para celebrar a data.

E, para ajudar os amantes do estilo musical, o G1 Amazonas montou uma agenda com as melhores festas para aproveitar a data.

Confira e aproveite:

SEXTA-FEIRA (13)

Comemoração do Dia Mundial do Rock, com Antiga Roll, Joy Amazônica, DJ Marcos Tubarão, Catraia, Toca Raul, Olhos Imaculados, Cérberus e Blind Fold no palco principal e Scarnificarium, Aves de Rapina, Platoon, Rolleta Rock, Black World, Red Mosquito e Infection no palco alternativo.
Local: Parque Ponte dos Bilhares - Av. Constantino Nery, São Geraldo
Horário: 16h

Festa do Rock’n Roll, com V8 Rock Band, The Black Mersey e Texanas Rock
Local: Estação Cultural Arte & Fato - 10 de Julho, 433, Centro
Horário: 17h
Entrada: R$15

Barzinho All Night, com Funk Soul Brothers acústico
Local: Avenida Ephigênio Salles, 2085, Aleixo
Horário: 18h
Entrada: Couvert – R$10. Depois das 23h: Homem – R$30, Mulher - R$15, Casal – R$40
Informações: 3236-2230

Aniversário de 14 anos do Porão do Almão + Dia Mundial do Rock + Sexta-Feira 13 no Porão, com Garden e Critical Age
Local: Porão do Alemão - Estrada da Ponta Negra, 1986. São Jorge.
Horário: 20h
Entrada: R$ 20

Star Beatles - O melhor cover de Beatles do Mundo!
Local: Salão de festas do SESI – Clube do trabalhador, Manaus
Horário: 21h
Ingressos: Mesas e cadeias R$ 30 (estudante) R$60 (Inteira) / Area Vip R$ 40 (estudante) R$80 (inteira) (1º lote).
Informações: 8426-1019

Indie Rock no Fela Kuti, com Cabocrioulo, Os Tucumanus, Escândalo Fônico, Alado’s, Dj Alan do Gueto e exposições artísticas de Suelly Ojara, Turenko Beça, Erick Dammon e Arab
Local: Fela Kuti - Av. Leonardo Malcher, 1363, Centro
Horário: 21h
Entrada: R$ 10,00, Casal - R$ 15,00
Informações: 9314 – 9591

Aniversário da Anônimos Alhures, com DJ Luana Aleixo, Anônimos Alhures e Pangea Sessions
Local: Eleven Bar - R. Rita Gama Barros, 333, Dom Pedro
Horário: 22h
Entrada: R$15 e R$10 para quem for com a camisa da Anônimos Alhures

Tributo a Alice in Chains e Nirvana, com banda V8
Local: MotoRock Bar - Av. das Torres, Cidade Nova
Horário: 22h

República do Rock – A Festa, com Sex n’ Money e Official 80
Local: Cervejaria Fellice - Av General Rodrigo Otávio, 3555
Horário: 22h30
Informações: 3216 3400 / 3216 3404

SÁBADO (14)

Comemoração do Dia Mundial do Rock, com Trapos Velhos, Pensamentos Progressivos, Hypnose Death, The Mones, Dpeids, Gordons, Tudo pelos Ares, Mystical Vision no palco principal e Mao Trajados, Nematóides, Queda Livre, Crepúsculo, Laminer Face, Ilharga e Evil Syndicate no palco alternativo.
Local: Parque Ponte dos Bilhares - Av. Constantino Nery, São Geraldo
Horário: 16h

Sábado no Porão, com Blackout e Garden
Local: Porão do Alemão - Estrada da Ponta Negra, 1986. São Jorge.
Horário: 22h
Entrada: R$ 20

Dia Mundial do Rock - Especial Raul Seixas e Legião Urbana
Local: Teatro Direcional, Manauara Shopping
Horário: 22h
Entrada: Platéia - R$ 40,00 (meia) / R$ 80,00 (inteira), Pista - R$ 30,00 (meia) / R$ 60,00 (inteira)
Informações: 3342-8030

segunda-feira, julho 09, 2012

Uma sugesta para Marius Bell



À primeira vista as paisagens parecem apenas pinturas reproduzidas a óleo em telas, no entanto, ao olhar melhor, lá estão corpos que se misturam às tintas e riscos do artista Graig Tracy.

Ele passa horas pintando cuidadosamente as curvas das mulheres que completam suas obras.

Aos 44 anos, o artista de Nova Orleans já pintou centenas de imagens surpreendentes, utilizando a fusão da tela com o corpo humano, criando paisagens, reproduzindo a pele de animais, entre outros.

Segundo informações do Daily Mail, Craig nunca se esforça para encontrar modelos e usa tintas especialmente criadas para a pele humana.

Ele já pintou certa de 400 corpos, inclusive o de mulheres que desfilaram no carnaval do Rio de Janeiro.

“Encontrar modelos dispostos a posar nunca foi um problema para mim. Todos os meus modelos são voluntários. Nunca uso agências ou sites para encontrá-los. Na verdade, eles me encontram”, explicou ao jornal britânico.

O talentosíssimo artista plástico Marius Bell, um dos meus mais queridos amigos de infância, bem que podia me contratar como seu assistente para começarmos a fazer o mesmo aqui na taba.

Não garanto que a gente vá ficar podre de rico, mas, no mínimo, vamos encher de carne o pastel de muita cunhan-poranga.

Abaixo algumas das obras de Craig Tracy.











O museu mais hilariante do planeta



Não é de hoje que os turistas param longe da Torre de Pisa e “tentam” empurrá-la, ou fazem poses “segurando” o sol em fotos com truquezinhos de perspectiva.

Estes são apenas alguns dos exemplos corriqueiros em fotos divertidas que todos gostam de fazer.

Pensando nisso, o museu da cidade de Busan, da Coreia do Sul, colocou em cartaz uma exposição na qual os visitantes podem interagir, exatamente desta forma, com as obras.

O museu Truque de Visão (nome em português) também expõe versões de pintura clássicas, prontas para serem “alteradas” por seus apreciadores.

Os turistas Jurden e Mike da Alemanha e dos EUA, passaram por lá e fizeram diversas imagens divertidas e postaram em seu Flickr e blog.

“Se você não gosta de sair em fotos ou é alguém muito sério, fique longe do Truque de Visão. Basicamente se você não estiver disposto a ficar como um idiota na frente das câmeras, você não vai se divertir por lá. Mas para crianças e quem todos os outros que não se importam com esse tipo de mico, é uma boa diversão passar por lá”, diz um aviso no blog do casal.

Os dois ainda dão dicas de quais poses são melhores para interagir com cada obra. Curtam.















Oliver Stone disseca narcotráfico dos cartéis mexicanos



O diretor norte-americano Oliver Stone ganhou fama internacional ao expor, sem piedade, a violência nas telas do cinema: foi assim em Assassinos por natureza e Platoon, o que lhe garantiu três Oscars ao longo de sua carreira.

Agora, Stone escolheu mostrar um outro tipo de violência, a do tráfico de drogas e dos cartéis mexicanos.

Este é o tema principal de Savages (ainda sem título em português), o novo filme do diretor norte-americano que rapidamente já deu o que falar – e não apenas pela sua habilidade em lidar com a sétima arte.

Stone, com sua sinceridade muitas vezes dilacerante, engrossou o coro pela descriminalização das drogas.

– A guerra às drogas não conhece fronteiras. É uma forma de escravidão fazer com que tantos jovens acabem na prisão por tráfico. Isso é um problema internacional e não acabará a menos que se mudem as regras. Descriminalizar as drogas seria um primeiro passo – propôs o diretor em entrevista concedida à BBC em Los Angeles, na Califórnia.

Usuário assumido de maconha desde sua incursão como soldado no Vietnã, no final dos anos 60, Stone afirma ter provado de todos os tipos da erva. “A melhor que fumei em 40 anos é produzida na Califórnia”, confessa.


Foi a Califórnia, aliás, o cenário escolhido por Stone para narrar uma história de ficção de um cartel mexicano que busca expandir seus negócios. Para isso, precisa do apoio de um trio de jovens hippies, amantes de praia e vendedores de maconha “caseira”.

O confronto entre os dois modelos de negócios para a distribuição de substâncias ilícitas foi a forma que Stone escolheu para refletir sobre uma verdade que o cineasta considera inegável: a droga, e sua guerra associada, são um fenômeno que atinge ambos os lados da fronteira.

– É curioso que nenhuma violência eclodiu deste lado, com exceção de incidentes isolados. Há mortos, há violência, sim. Mas é uma onda proporcional à atividade. É interesse dos cartéis mexicanos que isso se mantenha, porque um má publicidade nos Estados Unidos lhes traria graves consequências – explica o diretor.

Fora do México


Aos 65 anos, o cineasta de Nova York conhece a fundo as polêmicas: foi assim em JFK – A pergunta que não quer calar, Nixon, Procurando Fidel e W., sobre o ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush.

Sua lista de filmes controversos é tão longa quanto suas declarações sobre temas que despertam reações intempestivas de seus compatriotas. Isso porque Stone já opinou sobre quase tudo: de Cuba às Farc da Colômbia, da guerra contra o terrorismo a políticas sobre o Irã, do conflito no Oriente Médio ao poder econômico judaico.

Não é a primeira vez, contudo, que Stone fala sobre a América Latina. A repressão da ditadura militar em El Salvador foi tema em Salvador, e em Ao Sul da Fronteira, documentário político lançado em 2009, ele tenta decifrar a personalidade do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e a onda de esquerdismo na região.


Agora, chegou a vez de focar no vizinho hispânico, o México. “Eu fui ao México e conversei com muitas pessoas, de ambos os lados da lei. Savages é uma ficção hipotética, não é Traffic, que tem um estilo mais documental”, afirma o diretor.

A batalha travada em seu recém-lançado filme, em termos conceituais, é, nas palavras de Stone, um confronto entre “o Walmart (rede de supermercados norte-americana) contra um pequeno armazém”: a luta por território entre um cartel e um trio de jovens que não querem desistir de seu humilde, mas rentável negócio.

– Não vou fazer acusações que amanhã aparecerão na imprensa mexicana, mas duas coisas ficaram claras para mim durante a pesquisa para este filme: a primeira é que há muito dinheiro no México tentando entrar na economia legal. A segunda é que as responsabilidades do tráfico também estão do outro lado da fronteira? – afirma Stone, em alusão aos Estados Unidos.

O cineasta também não poupa críticas às políticas empreendidas pelo México: a guerra contra os cartéis “têm sido um desastre”, o que, segundo ele, dá mais força ao seu argumento a favor da descriminalização.

Roteiro


O roteiro de Savages é baseado no romance do jornalista Don Wislow, eleito pelo New York Times como um dos dez livros mais influentes de 2010. Stone transformou o romance em uma narrativa condensada, com muita ação, sangue quente e uma fotografia com cores saturadas.

– Tinha em mente um elenco norte-americano, antes de começar a escrever – diz. Benicio del Toro e Salma Hayek protagonizam a trama, enquanto Demian Bichir vive um advogado sem escrúpulos.

– Quando escrevi o roteiro de Scarface, parecia ser quase cômico. Porém, o tempo passou e o personagem central tornou-se um modelo imitado por criminosos, uma referência que se transformou em clichê. É o que, de fato, acontece. O que vi em Miami e no México é mais do que se pode imaginar. O que está acontecendo deve ser dito. Caso contrário, estaríamos fazendo uma versão lavada e suave – resume o diretor.


Por vezes, Savages diz a que veio: revela um universo complexo onde “nenhuma crueldade é demais”, pois retrata fielmente os bastidores do contrabando das drogas no interior do México.

Porém, em outros momentos, mais parece um panfleto sangrento sobre a legalização das drogas.

Stone, entretanto, pouco se importa com as críticas e tem uma frase na ponta da língua para defender-se de mais uma controvérsia. ”O mundo está vendo tudo em proporções aumentadas, da violência ao entretenimento. Este filme é meu e ninguém tem nada com isso”.

quinta-feira, julho 05, 2012

Salve o Curíntia...



As irmãs Tati Minerato e Ana Paula, musas da Gaviões da Fiel, protagonizaram um ensaio sensual em homenagem à conquista da Libertadores do Corinthians, na última quarta-feira, na vitória sobre o Boca Juniors por 2 a 0.

As corintianas exibem com orgulho a faixa de campeão da competição sul-americana de forma invicta.


Além da paixão pelo Corinthians, as irmãs mostram suas curvas e esbanjam charme no ensaio fotográfico.


Ana Paula Minerato foi recentemente contratada para integrar a nova equipe de panicats do programa Pânico na Band.


Participante do reality show Hipertensão de 2011, da TV Globo, rainha de bateria da Gaviões da Fiel, apaixonada pela sua família, seus cachorros e, óbvio, pelo Corinthians, essa é Tati Minerato.

E aí, Jacó, comias com farinha e banana ou só com k-y?...

Livro diz por que não se deve confiar no Google



Por Carlos Turdera

Onipresente na vida digital, referência em inovação e primeira opção para milhões de usuários, o Google é, na realidade, a encarnação de um poder maléfico que tem como finalidade o domínio do mundo através do controle sem piedade de todos os cidadãos.

Esta é a tese divulgada pelo consultor norte-americano Scott Cleland que apresentou no Brasil, pela primeira vez fora dos Estados Unidos, seu livro Search and destroy, Why you can’t Trust Google Inc. (“Busque e destrua: porque você não pode confiar no Google Inc.”, na edição em português, da Editora Matrix).

“O Google é uma CIA privada”, disse Cleland ao portal Terra, fazendo um paralelo entre a quantidade de informação que o buscador acumula sobre os usuários de seus serviços e os arquivos sobre cidadãos que são atribuídos à central de inteligência norte-americana.

“O usuário mais seguro é o usuário informado e cuidadoso. Não o que confia cegamente na internet, menos ainda o que confia no Google”, destacou Cleland, ao explicar os motivos pelos quais, a respeito do buscador, “é melhor ser desconfiado do que crédulo”.

Entre esses motivos, o pesquisador – que levou suas denúncias contra a empresa até o Congresso dos Estados Unidos em três ocasiões – cita um estudo da ONG Privacy International segundo o qual o Google está em último lugar entre as 23 companhias líderes de internet no que se refere ao respeito à privacidade.

Além disso, enumera Cleland, “é preciso levar em conta que ao apresentar seus resultados o Google prioriza informação fornecida por seus anunciantes”. Isso expõe a ética da corporação que “usa seu slogan don’t be evil (não seja mau, em tradução livre) para disfarçar suas práticas”, denuncia.

O autor, que é consultor de clientes corporativos da Fortune 500 (a lista anual de empresas pelo volume de negócios, realizada pela revista Fortune) ilustra tais práticas com uma frase do próprio presidente do Google, Eric Schmidt: “Existe uma linha sinistra (...) e a política do Google é ir o mais possível até esta linha, mas não cruzá-la”.

“O Google patenteou um método para rastrear o modo que você usa o mouse do seu computador. Finge ser um cordeiro inofensivo e escolheu como mascote um tiranossauro Rex, o maior predador pré-histórico conhecido”, dispara o autor em sua apresentação.

Em sua obra, Cleland apresenta esse outro lado da história da companhia, uma “superpotência solitária da internet”, que se converteu na empresa “que mais compilou informação em toda a história, além de ter inventado numerosos modos de utilizá-la”.

Nas quase 400 páginas do livro, o autor – que foi assessor do Departamento de Estado dos EUA em Políticas de Informação e Comunicação, e é considerado atualmente o analista independente número um por investidores institucionais – lança afirmações pontualmente documentadas com mais de 700 fontes.

“A empresa até agora não respondeu minhas acusações”, disse Cleland. “Quando o fizer, deverá também responder pelo que faz”.

É melhor ser alegre que ser triste!



Eu, Mário Adolfo e Dona Inês, que faz 90 anos agora em setembro, numa festa em Goiânia, que só perderei se morrer antes

No sábado passado, 30, o jornalista Mário Adolfo passou aqui no mocó, por volta das 21h, com a dura incumbência de me convencer a irmos juntos tomar umas cervejas no Bar do Armando.

Relutei. Eu havia enchido a cara na noite anterior no bar Dom Garcez, do Sergio Garcez, lá no Dom Pedro, e estava saindo da ressaca por meio da leitura de “Gerônimo – Uma Autobiografia”, da L&PM Editores, quarto volume da série “A Visão dos Vencidos”.

A história do maior líder apache da História era boa demais para eu largá-la no meio e ir encher a caveira em um boteco qualquer.

Mário Adolfo insistiu com uma argumentação absolutamente calhorda: “Não é toda vez que a gente tem oportunidade de beber e conversar sozinhos, tal como na nossa juventude...”

Sim, o argumento é absolutamente desleal e não há como resistir, ainda mais ele sendo meu melhor amigo desde quando eu tinha dez anos de idade.

Resolvi acompanhá-lo na encrenca.


Eu não entrava no Bar do Armando desde 2007, por conta de um mal entendido absolutamente imbecil: puto com um mísero versinho da quilométrica letra “Arca da Lambança”, de nossa autoria, o saudoso portuga proibiu a venda de cervejas para nós dois.

Naquela noite, em companhia do meu irmão Simas, deixei o boteco cuspindo fogo, jurei nunca mais voltar lá e fui encher a cara no Bar Cinco Estrelas, do Charles Stones, onde fiquei ouvindo Pink Floyd, Bob Marley, U2, Dire Straits e Rolling Stones até o dia amanhecer.

O Mário Adolfo não arredou o pé do Bar do Armando até finalmente ser servido pessoalmente pela Dona Lourdes, já no começo da madrugada.

Nesses cinco anos, o Mário Adolfo continuou frequentando o bar, tendo a gentileza de, algumas vezes, me ligar de madrugada para que eu fosse até lá, participar do panavueiro.

Nunca fui.

Na verdade, eu passei lá uma meia dúzia de vezes, durante o dia, exclusivamente para conversar com o Armando (ele era um bom contador de histórias), mas jamais pedi uma única cerveja para beber.

Não era birra, mágoa ou viadagem: era coisa de taurino. E quem é taurino sabe do que estou falando.

Pra ser sincero, já faz algum tempo que deixei de frequentar botecos.

Prefiro reunir a moçada aqui no mocó pra gente escutar músicas selecionadas e biritar até o cu fazer bico do que aguentar a má vontade de garçons e as contas quase sempre exorbitantes.


Por conta disso, os únicos botecos que ainda frequento, porque me sinto em casa, são o Snoopy (do Oliveira, ali na Praça 14), o Bar do Manuel (em São Francisco) e o Bar do Ferrinho (no campo do Peñarol, em Petrópolis, esse cidadão sem camisa, aí na foto comigo, Ivanci, Simas e Luiz Lobão, e considerado o lateral direito mais perverso da história do Canarinho FC).

De qualquer forma, ao entrar no Bar do Armando (que estava colocando gente pelo ladrão, como nos velhos tempos) senti o mesmo alumbramento de quando estive lá pela primeira vez, no começo dos anos 80, levado pelo mesmo Mário Adolfo.

Filha mais velha do português e atual responsável pelo boteco, Ana Cláudia, a gestante mais bonita da cidade, conversou longamente com a gente.

Também conheci seu marido, Roberto, um perfeito cavalheiro na acepção plena do termo e, algumas horas depois, contamos com a presença de Dona Lourdes em nossa mesa.


Expliquei a ela que, por conta da insistência do procurador Chicão Cruz, atual chairman do MPE e fundador da BICA, eu e Mário Adolfo estávamos produzindo um livro chamado “Armando Brasileiro”, para ser lançado no final do ano.

Além de contarmos a história de seu marido e da BICA, o livro vai ter um CD com todas as músicas da banda, de 1987 a 2012 (a música desse ano, quando a BICA não desfilou pela primeira vez por causa da doença do português, foi creditada à Banda do Cinco Estrelas, mas foi feita por Mário Adolfo, Edu do Banjo, Duduzinho do Samba e Mestre Pinheiro e, portanto, cabe perfeitamente na antologia musical).

Meus brothers Chicão Cruz, Mário Adolfo e Rogélio Casado pertencem à ala que defende a perenização da banda, ou seja, continuar colocando a banda na rua é uma maneira de perpetuar a memória do Armando Dias Soares.

Eu, Jomar Fernandes e Deocleciano Souza, modestamente, pertencemos à ala do “the dream is over”, ou seja, o sonho acabou e não vemos mais nenhum sentido em continuar colocando a banda na rua sem a presença física do Armando.

O tira-teima entre as duas correntes vai se dar em dezembro, provavelmente logo após o lançamento do livro “Armando Brasileiro”. Façam suas apostas.


Depois de nos refestelarmos com o tradicional pernil e uns fantásticos bolinhos de bacalhau, eu e Mário Adolfo deixamos o Bar do Armando por volta da meia-noite.

Nesse meio tempo, tivemos tempo de relembrar histórias imemoriais do nosso tempo de Cachoeirinha, que contarei qualquer dia desses.

Estávamos felizes pra caralho, apesar de ele sentir o tempo inteiro a ausência de sua querida Maria Mestrinho, e eu, evidentemente, de minha doce e terna Madame Butterfly.

Resolvemos tomar a saideira na Confraria do Mineiro, no Vieiralves, onde fizemos o lançamento oficial do site CANDIRU.

O bar estava fechado.

Sugeri ao Mário Adolfo irmos ao Bar Galvez, do querido Álvaro José e da inesquecível Ana Domingues, ali em frente da UTAM.

O bar estava fechado.

Acabamos no meio daquela barafunda chamada Praça de Alimentação do Conjunto Eldorado, com dez telões ligados ao mesmo tempo em dez atrações diferentes, cada uma delas tentando disputar nossa atenção por meio do som mais alto.

Bebemos meia-dúzia de Itaipavas, pedimos uma porção de frango a passarinho e uma porção de macaxeira frita, e o Mário Adolfo ficou mais pobre em R$ 80.

Um assalto à mão armada em plena madrugada!

Resolvemos puxar o carro e ir embora – ainda felizes, apesar de tudo.

Fazia uns dez anos que a gente não saía junto para exorcizar os fantasmas escondidos nos porões.

A vida é bela.

Ou como dizia o mestre Vinicius de Moraes, “é melhor ser alegre que ser triste / alegria é a melhor coisa que existe / é assim como a luz no coração”.

So sorry, periferia!

Valeu, Mário Adolfo!

quarta-feira, julho 04, 2012

Ex-baixista do Joy Division escreve livro sobre trajetória da banda



O baixista Peter Hook está prestes a lançar o livro de memórias Unknown Pleasures, título do primeiro CD lançado pelo Joy Division. As informações são do site NME .

A obra, segundo o autor, reconta a trajetória da banda desde sua formação até o suicídio de seu vocalista, Ian Curtis.

“Qualquer um que tenha escrito um livro ou filme sobre o Joy Division, a não ser que tenha sentado naquela van ou carro conosco, não sabe nada sobre nós. Eu, Barney, Steve, Ian, Rob, Twinny, Terry e Dave. Somente nós realmente sabemos o que aconteceu”, afirmou.

O principal hit do quarteto inglês, Love Will Tear Us Apart Again, foi eleito pela NME como a melhor música dos últimos 60 anos, e Hook emitiu a sua opinião sobre a composição que levou ele e seus amigos ao estrelato.

“Ela ainda me deixa com um frio na espinha. Especialmente porque eu conheço as pessoas envolvidas. Ela está mascarada como uma canção pop bonitinha, o que é uma de suas adoráveis ironias. Eu teria odiado se fosse sobre mim”, garantiu.

Rock ao vivo pelo portal Terra



Bob Dylan é uma das atrações do festival

O Festival Internacional de Benicàssim, realizado na Espanha, terá shows transmitidos ao vivo pelo portal Terra, por sistema live streaming, garantindo audiência via computadores, smartphones e tablets.

O evento acontece entre os dias 12 e 15 de julho e é um dos festivais de música mais aclamados do mundo por reunir nomes consagrados ao lado de promessas de diversos gêneros.

Na edição 2012, o Benicàsssim contará com nomes de peso como Bob Dylan, New Order, Noel Gallagher e a reunião histórica de At The Drive-In e Stone Roses.

Ao lado destes grupos consagrados ainda estão bandas como The Vaccines, Cristal Castles, The Maccabees, Bombay Bicycle Club e Florence and the Machine.

Ao todo, o festival conta com três grandes palcos para as atrações principais e diversas tendas com palcos menores para músicos estreantes e público mais especializado.

Além de muita música, o Benicàssim também é famoso por exibir filmes, desfiles e até exposições de arte durante o evento.

Edições anteriores do festival já tiveram em seu line-up nomes como Iggy Pop, Arctic Monkeys, Muse, Leonard Cohen, Strokes, Oasis e até os brasileiros do Mutantes.

Maior empresa latino-americana de mídia digital, o portal Terra também transmitirá o show da banda Maroon 5 no dia 26 de agosto, direto da Arena Anhembi em São Paulo.

O grupo californiano é vencedor de três prêmios Grammy, com mais de 17 milhões de álbuns vendidos pelo mundo.


A turnê da banda liderada pelo vocalista Adam Levine inclui ainda shows em Curitiba (24 de agosto) e Rio de Janeiro (25 de agosto).

Atualmente os americanos trabalham na divulgação do seu álbum Overexposed, lançado em junho no Brasil.

Com um som dançante que passeia pelo funk, soul e R&B, o Maroon 5 tem quatro álbuns em sua carreira: Songs About Jane (2002), It Won't Be Soon Before Long (2007), Hands All Over (2010) e Overexposded (2012).

Destes discos saíram hits como This Love, She Will Be Loved, Makes Me Wonder, Misery e Moves Like Jagger.

O show de abertura ficará por conta dos britânicos do Keane, famosos por hits como Somewhere Only We Know e Is It Any Wonder. A banda inglesa também está lançando seu novo disco, Strangeland.

Será o terceiro show da plataforma interativa Live Music Rocks, realizada em parceria entre Terra e XYZ Live.

O projeto anual, que já recebeu em 2012 apresentações de Morrissey e Noel Gallagher, traz ao Brasil nomes importantes do cenário da música internacional.

Já a plataforma Terra Live Music, que engloba todos os shows transmitidos ao vivo pelo Terra, no último ano trouxe de graça via web apresentações de artistas como Paul McCartney, que atraiu audiência de 1,5 milhões de pessoas em toda a América Latina.

Este sucesso de público também aconteceu nas transmissões ao vivo dos shows de U2 e Kasabian, que literalmente encerrou as transmissões de shows ao vivo em 2011, com apresentação, direto de Londres, em 31 de dezembro.

sábado, junho 30, 2012

Caxuxa Blues (5)


Em 1882, um comerciante português chamado Antonio José da Costa, proprietário de uma quitanda na Rua da Instalação, mandou confeccionar uma tabuleta com a pintura de um homem coberto de trapos e abaixo do desenho colocou uma legenda: “Ao Pobre-Diabo”.

Devido à existência dessa tabuleta na entrada de seu comércio, o comerciante passou a ser chamado pela população de “pobre-diabo”.

Em 1895, ele se casou com Cordolina Rosa de Viterbo e passou a residir na Praça Floriano Peixoto, na média Cachoeirinha, onde montou uma casa de diversões chamada High Life.

Alguns anos depois, o comerciante ficou muito doente deixando sua jovem esposa cada vez mais aflita.

Por ser devota de Santo Antonio, ela fez uma promessa a esse santo rogando a cura do marido.

Caso este ficasse restabelecido da enfermidade, ela mandaria construir uma igreja em louvor ao santo.

Um suposto milagre acabou acontecendo e o velho “pobre-diabo” ficou curado da enfermidade.


Com o pronto restabelecimento do marido, Dona Cordolina pagou a graça alcançada mandando construir uma pequena capela nas proximidades de sua residência, na rua Borba, que acabou sendo batizada pelos moradores de “Igreja do Pobre-Diabo”.

A igrejinha foi inaugurada no dia 26 de novembro de 1897. Logo após a inauguração da igreja, o casal se mudou para Belém (PA), onde o comerciante acabou falecendo alguns anos depois.

Dona Cordolina retornou a Manaus e doou a igrejinha para o Bispado.


Com capacidade máxima para 20 pessoas, a igrejinha do Pobre-Diabo passa a maior parte do tempo fechada, sendo aberta apenas nas comemorações do dia de Santo Antonio.

Virou ponto turístico da Cachoeirinha.


Em 1898, durante o processo de urbanização do bairro, foi construída a Praça Benjamin Constant, onde atualmente funciona a empresa Amazonas Energia, e em frente à praça, um grande barracão de madeira convertido na primeira feira do bairro, que ficou conhecida como Mercadinho da Cachoeirinha.

No mesmo local funcionou também o grupo escolar Guerreiro Antony, em homenagem ao coronel Antonio Guerreiro Antony.

Em 1927, o antigo grupo se transformou na Escola de Aprendizes Artífices do Amazonas com cursos profissionalizantes de desenho, alfaiataria, marcenaria e tipografia.

Em 1937, com o início da industrialização do Brasil, a escola foi obrigada a modificar seu perfil e se adequar às necessidades de ensino voltado para a área industrial, surgindo, então, o Liceu de Artes e Ofícios de Manaus.

Em 1942, o Liceu de Artes e Ofícios de Manaus se mudou para novas instalações, na avenida Sete de Setembro canto com a rua Duque de Caxias, na Praça 14, e passou a se chamar Escola Técnica Federal de Manaus (ETFM), oferecendo o curso ginasial tradicional e cursos em nível técnico nas modalidades Edificações (“Pedreiros de Luxo”), Eletrotécnica (“Macacos de Poste”) e Mecânica (“Engraxates Come Graxa”).


Em 1965, a ETFM passa a se chamar Escola Técnica Federal do Amazonas (ETFA) e incluiu um novo curso, Estradas (“Mateiros Com Teodolito”).

Além do alto padrão de qualidade de ensino, a ETFA era o sonho de consumo da molecada porque era um dos poucos colégios que possuía um campo de futebol oficial e porque nas oficinas de mecânica havia um conjunto de tornos aptos a produzir os melhores piões de madeira de lei da cidade.


Outros dois destaques eram a banda marcial da escola (“fanfarra” parece coisa de viado), com sua batida inconfundível, e a dança folclórica dos Tarianos, mais conhecida como “Dança do Cacetinho”, que eletrizava o público do estádio General Osório durante suas apresentações no Festival Folclórico do Amazonas.

Até 1970, a ETFA era um feudo exclusivamente masculino, a exemplo de outra instituição federal, o Colégio Agrícola do Amazonas, que funcionava na Colônia Oliveira Machado, em um local conhecido como “Paredão”.


Em 1971, ano em que prestei mini-vestibular para a ETFA, as mulheres foram aceitas pela primeira vez na instituição.

Eu era o menor (e mais novo) estudante da turma, mas ao cabo de três anos de aprendizagem o ingênuo coiote de antanho se transformou em um autêntico lobo sanguinário.

Com exceção do cigarro, meus outros vícios (mulheres, birita e livros) foram aperfeiçoados durante meu convívio diário com a alcateia.


Em 1973, ao me formar com pompa e circunstância, fazia parte da histórica “primeira turma mista de Eletrotécnica”.

Entre as alunas que se formaram comigo na mesma turma, estava a hoje pedagoga Rosa Maria Vital, esposa do sociólogo e livreiro Kim Melo.

Os dois são proprietários da Banca do Largo, que tem como carro-chefe a venda de livros de autores amazonenses, e do charmoso “Tacacá da Gisela”, que semanalmente promove o evento cultural “Tacacá na Bossa”, ambos localizados na Praça São Sebastião.

Nos anos 80, a ETFA se transformou em CEFET (“Centro Federal de Tecnologia”), depois incorporou o Colégio Agrícola e implantou novas escolas técnicas federais no interior do estado, se transformando em ITAM (“Instituto Tecnológico do Amazonas”) e ofertando cursos de graduação, pós-graduação e mestrado nas áreas tecnológicas.


Morador da Cachoeirinha, meu brother Preto Fernando, considerado o mais longevo jogador do Peladão (disputou todas as competições, de 1973 a 2010, defendendo a Tuna Luso e o Zaire, pelo qual se sagrou campeão em duas oportunidades) e hoje apresentador de um programa esportivo, na TV Ufam, é um dos professores-símbolos da instituição.

Meu sobrinho Simão Neto, filho do Nelson e da Selane, está se formando no CEFET e já desponta como um dos novos gênios da terceira geração da família Pessoa.

Decorem bem esse nome e depois me contem, porque o moleque vai fazer barulho pra caralho!


Em 1899, o bairro da Cachoeirinha ganhou o primeiro velódromo da cidade, construído por um grupo de comerciantes locais que havia conhecido o Velódromo Paulistano (o primeiro do país, inaugurado em 1892, em São Paulo) e ficado encantado.

Batizado de Velódromo Recreio, ele possuía pistas ovais revestidas de madeira semelhante às pistas dos “motordromes” existentes nos EUA na mesma época.

A parte frontal do velódromo ficava na rua Santa Isabel, os fundos na rua Silves, e a lateral na rua Urucará.

Naquela época, corredores estrangeiros e do sul do país desembarcavam semanalmente de vapores no Roadway para participar de competições de bicicletas, motocicletas e tandem bike, um tipo de bicicleta mais comprida com dois, três ou seis assentos.

Esse divertimento igualava-se ao futebol dos dias de hoje, com milhares de pessoas participando ativamente das competições e torcendo pelos seus atletas favoritos.

Alguns corredores marcaram época em Manaus, como o espanhol Sebastian Neira, o português José Bento e o brasileiro Alcebíades Alves, hoje nome do principal ginásio esportivo de Ivaiporã (PR), onde nasceu.

Quando deixou de funcionar, em meados dos anos 30, o Velódromo Recreio já era considerado o melhor velódromo do Brasil.


Em 1944, no mesmo local, foi construído o Velódromo Álvaro Maia, sob a supervisão do engenheiro Deodoro D’Âlcantara Freire, que havia adquirido o terreno abandonado com as antigas instalações.

O novo velódromo, feito totalmente em alvenaria, possuía área para patinação, tênis, boxe, basquete, voleibol e pistas de atletismo, além de cabines para a imprensa, vestuário, banheiros e salas de serviços médicos.

A pista de velocidade possuía 250 metros de extensão e 35 graus de inclinação, sendo considerada pela imprensa especializada como a melhor pista do Brasil e a segunda da América do Sul (só perdia para a do Velódromo Municipal de Montevideo, no Uruguai, considerado ainda hoje uma das três melhores pistas do mundo).


Os tipos de corridas disputadas nessa época eram entre as motocicletas Indian e Harley Davidson, os ciclomotores Velocette, Cotton e Douglas e as bicicletas com aros de madeira, pneus de seda e pião preso com roda livre, isto é, sem freios.

As marcas de bicicletas de corrida mais utilizadas eram Raleigh e Peugeot.

O scratch era o primeiro dos cinco tipos de corrida de bicicleta disputadas no velódromo.

Consistia em quatro voltas na pista, num total de mil metros.

Nos primeiros 800 m, os ciclistas traçavam táticas de ataque e defesa. Só eram cronometrados os últimos 200 m.

A modalidade denominada corrida de fundo assemelhava-se à anterior, exceto quanto à distância (10 mil metros) e ao número de voltas (40).

A prova do quilômetro contra relógio era individual e consistia em conseguir o melhor tempo num percurso de mil metros.


Na perseguição individual, os ciclistas se colocavam em lados opostos da pista e, ao sinal do juiz, começavam a perseguir-se mutuamente durante cinco voltas.

Seria vencedor o que chegasse primeiro a sua meta ou alcançasse o adversário.

A última das provas de velódromo era a de perseguição por equipes.

Tinha uma eliminatória contra relógio, que classificava oito equipes para as quartas-de-final e seguia a disputa nos mesmos moldes da perseguição individual.

O velódromo também oferecia outras atrações como competição individual de patins, demonstração de patins rebocados por motocicletas e corridas de bicicletas coladas a motocicletas.


Nesse último tipo de competição, os ciclistas, para ganhar velocidade, prendiam a traseira da bicicleta em uma motocicleta e, depois de um determinado número de voltas, a motocicleta saía da pista enquanto os corredores continuavam a corrida para ver quem seria o vencedor da prova.

Entre os principais ciclistas da cidade estavam Melhoral, Tupã, Muiraquitã, Colibri, Rocha, Flecha, Perônio, Torpedo, Induzido, Belgique, Tubarão, Rapidoca, Mucuim, Catavento, Faísca, Curió e Timba.

Todos eles possuíam torcidas organizadas e eram muito populares entre os esportistas da cidade.

Algumas vezes, na área central do velódromo, era montado um ringue para competições de luta livre, boxe, judô e jiu-jítsu.

Nos finais de semana, o velódromo recebia um público estimado em três mil pessoas.


Fanático por corridas de velocidade, Deodoro D’Alcântara Freire resolveu viajar para a Europa e os EUA a fim de manter parcerias com os proprietários de outros velódromos e realizar intercâmbio para a exibição de atletas sem ser obrigado a pagar cachês milionários.

Seu sonho, no entanto, não chegou a ser concretizado: ele faleceu em 1950, quando retornava de uma dessas viagens.

Com a morte do proprietário e principal incentivador do esporte em Manaus, sua família vendeu o velódromo para a firma comercial do Dr. Bezencry.

O empresário transformou as arquibancadas e as dependências utilizadas como vestuário, depósito de bicicletas, enfermaria e posto médico em autênticos “cabeças de porcos”, posteriormente alugados para famílias de baixa renda.

A área interna do circuito oval foi transformada em um campo de futebol, que resistiu até o início dos anos 80, quando o antigo velódromo se transformou em depósito da Serraria Moss.


Durante três décadas, o campo do velódromo (um dos únicos campos gramados da Cachoeirinha) serviu como palco para um dos mais organizados campeonatos de futebol amador da cidade, tendo revelado grandes craques como Mário Gordinho e Edmar Macaco.

Hoje, no local, funciona uma lanchonete do grupo Habib’s.