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sexta-feira, março 11, 2011

O verdadeiro Dalai Lama da AMOAL: Hugh Hefner


Imagine você ter menos de 30 anos, ser dono de um negócio muito inovador, estar sempre cheio de dinheiro e com muitas, mas muitas mulheres bonitas querendo trepar trabalhar com você!

Pois assim era a vida do jovem Hugh Hefner no início dos anos 50.

Com mais de 5 mil lebres de classe mundial abatidas no currículo (sem trocadilho infame, please!), Hugh Hefner se considera um dos papas da revolução sexual que varreu o mundo há umas quatro décadas.

A princípio, ele era um protótipo do americano bem comportado, com família estável, boa carreira, uma casinha com jardim e trabalhando em revistas comportadas.

Um belo dia, entretanto, ele resolveu aloprar de vez e lançar uma revista dirigida ao público masculino, com dicas de moda, comportamento, entrevistas e, principalmente, mostrando mulheres peladas.


Hugh Marston Hefner nasceu em Chicago, a maior cidade de Illinois, no dia 9 de abril de 1926.

Ele era o filho mais velho de um casal protestante e conservador, Glenn e Grace Hefner, ambos descendentes diretos de importantes patriarcas puritanos de Massachusetts, como William Bradford e John Winthrop.

Durante a juventude, Hefner teve alguns empregos irrelevantes em agências de publicidade e uma breve passagem como redator na revista Esquire.

Quando a revista se mudou para Nova York e lhe negou um aumento semanal de US$ 5, ele preferiu ficar em Chicago e fundar sua própria revista.

Hefner acreditava que havia um nicho não explorado para uma publicação masculina sofisticada que refletisse os novos valores da sociedade americana do pós-guerra, já que a maioria das publicações masculinas era sobre caçadas, armas e carros, ignorando completamente o assunto que mais preocupava os homens desde que um macaco desceu de uma árvore na savana africana e se equilibrou sobre os dois pés: como levar mulheres pra cama sem gastar os tubos?

Hefner convocou um amigo que possuía uma gráfica e outro, dono de uma distribuidora.

Levantou US$ 8 mil com os pais, vendendo alguns móveis da casa, e mais US$ 600 no banco.

Lançado em 1953, o primeiro número da revista foi inteiramente produzido na cozinha do apartamento da família Hefner e teve como recheio as fotos de uma modelo desconhecida que meses antes posara para um calendário de borracharia.


A modelo seria tempos depois conhecida por Marylin Monroe sendo que as fotos foram compradas por apenas U$ 500,00 (hoje valem U$ 500 mil no eBay).

De lá para cá, a empresa se tornou um sucesso, vendendo milhões de exemplares todos os meses em dezenas de países pelo mundo afora.

Tudo com um padrão de qualidade único no segmento erótico e com conteúdo editorial de grande credibilidade, o que não é pouca porcaria.

Durante todos esses anos várias beldades estiveram estampadas nas capas da revista: Jayne Mansfield (1956), Sophia Loren (1957), Brigitte Bardot (1958), Kim Novak (1959), Elizabeth Taylor (1963), Ursula Andress (1965), Jane Fonda (1966), Joan Collins (1969), Vanessa Redgrave (1969), Linda Evans (1971), Jane Seymour (1973), Melanie Griffith (1976), Raquel Welch (1977), Farrah Fawcett (1978), Margaux Hemingway (1978), Nastassja Kinski (1979), Bo Derek (1980), Mariel Hemingway (1982), Kim Basinger (1983), Sonia Braga (1984), Madonna (1985), Brigitte Nielsen (1985), Janet Jones (1987), Cindy Crawford (1988), Latoya Jackson (1989), Sharon Stone (1990), Mimi Rogers (1993), Elle Macpherson (1994), Drew Barrymore (1995), Nancy Sinatra (1995), Samantha Fox (1996) e Carmen Electra (1996).

Metade das beldades que posavam na capa passava antes pela cama do editor.


A atriz americana que apareceu mais vezes na capa da revista foi Pamela Anderson (10 vezes, entre outubro de 1989 e julho de 2001).

Além dos famosos clubes Playboy, que começaram a surgir nos anos 60, Hefner lançou, em 1982, uma tevê por assinatura, a Playboy TV, com o nome de Playboy Channel, que está presente em 113 milhões de lares somente nos Estados Unidos e disponível em outros países, como Brasil, Canadá, Nova Zelândia, Espanha, Inglaterra, Irlanda e Noruega.

Em 2002, foi lançada a Playboy Radio.

Mais do que editor, Hugh Hefner é o perfeito garoto-propaganda (se é que se pode falar assim de um octogenário) da marca Playboy.


É nesse papel que ele aparece no programa “The Girls of the Playboy Mansion”: o bon vivant que namora três jovens mulheres tão belas quanto avoadas (ele já teve sete namoradas, mas achou aconselhável fazer o que chama de downsize).

Sobrevivente de dois casamentos, jura que foi fiel às suas mulheres enquanto durou o matrimônio. Mas não pensava em repetir a experiência. “É mais fácil lidar com três namoradas do que com uma esposa”, dizia.


Atualmente, ele namora apenas Crystal Harris, de 23 anos, de quem ficou noivo na noite de Natal do ano passado e com quem pretende se casar ainda este ano.

No seu aniversário de 82 anos, Pamela Anderson causou muita polêmica ao ir nua e fazer um strip-tease para ele.


Fontes confiáveis dizem que ele e Pamela já fizeram sexo diversas vezes.

Hugh tem uma fortuna pessoal avaliada em mais de 43 milhões de dólares.

Ainda hoje, a Playboy é uma revista de entretenimento erótico direcionada exclusivamente para o público masculino. As mulheres lêem de enxeridas.

A primeira edição norte-americana, a da Marilyn Monroe, foi curiosamente levada às bancas sem o número na capa da edição, pois seu criador não tinha certeza de sua continuação.

Na época de seu lançamento, a revista destacou-se como pioneira na exibição de fotografias de mulheres totalmente nuas. Vendeu 50 mil exemplares.

De lá pra cá, todo santo mês, a revista Playboy apresenta a seus leitores uma estrela principal: a capa da revista, a playmate do mês, bem como uma entrevista e reportagens sobre assuntos interessantes do universo masculino.

Em agosto de 1975 chegava às bancas a 1ª edição da Playboy no Brasil, mas devido aos generais de plantão, que julgavam o nome Playboy erótico demais, a revista teve que mudar o nome e foi batizada como “A Revista do Homem”. Coisas do Bananão.


Grandes nomes de peso participaram da publicação: Carlos Castello Branco, Jorge Amado, Ziraldo, Pelé, Francis Ford Copolla, Franco Montoro, Hermilo Borba Filho, Roberto Drummond e Paulinho da Viola, entre outros. A playmate do mês foi a modelo Lívia Mundi.

De acordo com a revista Mundo Estranho, edição 25 (março de 2004), a edição da Playboy mais vendida do mundo foi a de novembro de 1972, que trazia na capa a modelo Pamela Rawlings.


Mesmo sem dados oficiais (já que a vendas da revista começaram a ser auditadas apenas em 1994), a editora que detém os direitos da Playboy nos Estados Unidos estima que essa edição tenha superado a marca de 7,1 milhões de exemplares vendidos.

Depois que as vendas começaram a ser monitoradas, os números ficaram bem mais modestos.

Nos últimos quatorze anos, a edição campeã de vendas estampava na capa a modelo e ex-lutadora de Wrestling Joanie Laurer, mais conhecida como Chyna.

Após a revista ser monitorada, o ranking mundial ficou assim:

1º Chyna (USA) - 1 389 200 exemplares
2º Farrah Fawcett (USA) - 1 351 100 exemplares
3º Sable (USA) - 1 258 900 exemplares
4º Feiticeira (Joana Prado) (Brasil) - 1 250 000 exemplares
5º Tiazinha (Suzana Alves) (Brasil) - 1 240 000 exemplares


“Uh, Tiazinha mexe essa bundinha e vem...”. Até música ela ganhou do cantor Vinny tamanho sucesso que fez.

Suzana Alves, a Tiazinha, apareceu no programa "H", de Luciano Huck e roubou a cena.

Com seu chicotinho e máscara, a morena depilava os meninos mais corajosos, que achavam a tortura uma delícia.

Tiazinha posou nua duas vezes para a revista Playboy.


Uma das bossas cultivadas por Hefner foi a de sempre colocar o logotipo do coelhinho da Playboy nas capas da revista de maneira bastante dissimulada.

Algumas vezes, você pode examinar bastante e não ver absolutamente nada, mas reza a lenda que quem procura, acha.

A presepada teria se iniciado em 1960 como uma maneira divertida de desafiar o talento de Sherlock Holmes dos leitores.

Em meados dos anos 70, a redação da revista chegou a ser inundada com centenas e centenas de cartas de leitores indignados que perdiam um tempo da muléstia pesquisando e davam com os burros n’água.

Os editores começaram, a partir daí, a colocar dicas sobre o paradeiro do coelhinho nas páginas internas da revista.

O sucesso da revista é inquestionável, mas a maior parte da exorbitante renda do conglomerado Playboy tem origem nos seus clubes e cassinos.


Inicialmente, o formato do clube era uma cópia de outro clube existente em Chicago, o Gaslight Club, uma espécie de “Clube do Bolinha” de endinheirados.

Os membros recebiam “chaves” que garantiam a eles sua entrada exclusiva no pardieiro, onde mulheres belíssimas poderiam servir-lhes drinks em trajes seminus e esbanjando sensualidade.

Na época, ser um membro do Playboy Club era símbolo de status, algo como mostrar para a patuléia que você era cool e estava integrado ao “Playboy lifestyle”.

Apesar de as mensalidades girarem em torno de 50 dólares, estima-se que apenas uma pequena porcentagem dos milhares de membros chegou a realmente a entrar no clube.


A maior parte dos machos só queria pertencer ao seleto grupo e exibir suas carteirinhas para as futuras vítimas.

De 1959, quando o clube foi inaugurado, até o final de 1961, mais de 132 mil pessoas passaram por suas portas, transformando ele no clube mais movimentado do mundo, em sua época.

A partir de então, o clube se expandiu para New Orleans e Miami (hoje em dia são mais de 40), e no seu primeiro ano de funcionamento, somente esses novos clubes, arrecadaram algo em torno de 4,5 milhões de dólares para a Playboy.

A expansão para a Inglaterra, onde os clubes também funcionavam como cassinos, garantiram mais dinheiro para a Playboy como nunca ela havia ganho desde sua fundação.


A diária é meio salgada (em torno de US$ 65 mil), mas por este preço você pode dar uma festa para até 250 pessoas nos quase 840m² da suíte Playboy do The Palms Casino e Resort, de Las Vegas.

Entre os que se hospedaram na suíte, além do próprio Hugh Hefner, estão Britney Spears e Paris Hilton.

A suíte tem uma piscina com paredes de vidro, pista de boliche, TVs de plasma espalhadas por todo lado, e para finalizar, a melhor vista da “Strip” (principal avenida de Las Vegas).


Desde 1971, ano em que Hugh Hefner comprou a casa e ali começou a dar polêmicas festas com a participação de suas auxiliares, a quem apelidou de coelhinhas, a Mansão Playboy também desperta muito interesse.


Ela é conhecida como o paraíso destinado aos pecadores e é bem provável que Silvio Berlusconi tenha descoberto o bunga-bunga em um de seus aposentos e não debaixo de uma das tendas do beduíno Muhammar Khadaffi.


Em novembro de 2009, o jornal New York Times publicou uma reportagem sobre o velho playboy, informando que seus negócios iam de mal a pior.

Assinada pelo jornalista Brooks Barnes, correspondente do jornal em Los Angeles, a manchete dizia “Império das coelhinhas vive crise, mas Hugh Hefner reina aos 83”. Curtam:

Hugh Hefner se reclina no surrado sofá de dois lugares no estúdio da sua famosa mansão e entrelaça os dedos por trás da cabeça. Um visitante fez uma pergunta - quase gritando, já que Hefner tem problemas de audição - sobre mortalidade. Aos 83 anos, ele pensa nisso? Numa palavra: não.


O lendário fundador da Playboy, profeta do hedonismo, não acredita que seu fim esteja próximo. E também não age como se estivesse.

Continua trabalhando em tempo integral na sua revista, voa para a Europa e Las Vegas, toma Viagra, frequenta boates com as três atuais namoradas com quem vive na sua mansão - com idades suficientes para serem suas bisnetas - e está trabalhando num filme com o produtor Brian Grazer.

“Esta é uma melhores fases da minha vida”, diz, sorrindo, de pijama e chinelos. “Está ainda melhor, mais rica, do que as pessoas imaginam.”

Você quer acreditar, mas é difícil ignorar as realidades da sua empresa. A Playboy Enterprises, afetada pelas mudanças que vêm ocorrendo nos veículos de comunicação, precisa de uma boa injeção de ânimo. Neste mês, a revista anunciou um corte na tiragem de 2,6 milhões para 1,5 milhão.


A Playboy Magazine contabiliza prejuízos há sete trimestres consecutivos. E talvez o mais terrível seja que, no início do ano, a empresa tenha declarado que aceitaria ofertas de compra, algo que se acreditava impensável enquanto Hefner estivesse vivo.

Mas ele sabe que toda boa festa acaba e há muito tempo comprou uma cripta próxima à de Marilyn Monroe no cemitério de Los Angeles. Nas entrevistas concedidas com o passar dos anos, ele sempre disse que a vida não valeria a pena sem a Playboy.

“Seu eu a vendesse, minha vida acabaria”, declara. Mas isso pode estar mudando. “Estou pensando mais seriamente no fato de que não tenho mais 30 anos. Preciso pensar na continuidade da revista.”

Amado ou odiado, ninguém duvida da influência de Hugh Hefner na história da cultura norte-americana. Como editor de revista, ele fez pelo sexo o que Ray Kroc fez pela comida de beira de estrada: tornou-o mais “limpo” para uma classe média emergente.


Como força cultural, contudo, Hugh Hefner ainda divide o país, e isso 56 anos depois da primeira edição da Playboy.

Para seus defensores, ele é o grande libertador sexual que ajudou os americanos a se livrarem da neurose e do puritanismo.

Para seus detratores, incluindo muitas feministas e conservadores, ele ajudou a desencadear uma revolução do comportamento sexual que transformou em simples objeto e vítima um número incontável de mulheres e promoveu uma visão imoral da vida, só de prazeres.

Hugh Hefner reconhece que houve consequências funestas a partir do que ele ajudou a pôr em marcha, mas diz que “é um pequeno preço a pagar pela liberdade pessoal”.

A série de TV


"As pessoas nem sempre tomam boas decisões. As reais obscenidades neste planeta têm pouco a ver com sexo", diz, acrescentando que "esta não é uma época romântica".

Considerando-se toda a pornografia agora disponível instantaneamente online e os programas de sexo ao vivo, incluindo a sua própria série na TV,The Girls Next Door (“As Garotas da Mansão da Playboy”), esta é uma época que torna os ideais da Playboy parecerem antiquados.

Hefner usa a palavra “gato” para falar de si: “Sou o gato mais feliz do planeta.” E não valoriza muito o ambiente cultural moderno. “Acredito firmemente que a cultura pop hoje é um caldo diluído”, declara. “Costumava ser algo muito mais espesso e profundo.”

Mas, ao mesmo tempo, tenta participar ativamente desse ambiente. Embora a revista ainda seja editada quase toda em Chicago, é ele que aprova “cada Coelhinha, cada capa, os cartoons e as cartas”.


Trabalhando a partir do seu escritório ou da sua cama, forrada por uma colcha de veludo e seda, Hefner é quem estimulou a recente decisão da revista de adquirir um trecho de 5.000 palavras do romance inacabado de Vladimir Nobokov, Laura, para uma futura edição.

Ele foi iniciado no Twitter por suas namoradas. Está ligadíssimo na série dramática da HBO, True Blood. E, recentemente, filmou um comercial de propaganda do Guitar Hero segurando o cachimbo que abandonou depois de sofrer um pequeno AVC em 1985.

Vingativas

Hefner também sofreu algumas humilhações pessoais. Antigas namoradas que viveram com ele na mansão, incluindo as que apareceram na série “As Garotas da Mansão da Playboy”, o retrataram em entrevistas e num livro como um controlador fanático que impunha um toque de recolher às 9 horas da noite.


A própria mansão já teve dias melhores. Durante uma visita em julho, a casa de jogos (a única com uma sala que tem um colchão como piso) cheirava mofo, enquanto que o viveiro de pássaros estava precisando de uma boa limpeza.

A famosa gruta, com suas banheiras Jacuzzi de várias profundidades, parecia mais uma gruta fétida de zoológico do que um palácio do prazer (embora as prateleiras ao lado estivessem repletas de enormes frascos de óleo para bebê).

Em março, com o mercado imobiliário despencando, ele colocou à venda a casa da sua mulher, vizinha da Mansão da Playboy, por US$ 28 milhões. A casa foi vendida em agosto por US$ 18 milhões.

Hefner, que se separou de Kimberly Conrad em 1998, entrou com pedido de divórcio no início de setembro; Kimberly está processando o ex-marido, alegando que ele lhe deve US$ 4 milhões, com base num acordo pré-nupcial e no produto da venda da casa.


O séquito de Hefner insiste que não há escassez de dinheiro, mas uma série de medidas adotadas parecem mostrar exatamente isso. O Los Angeles Business Journal reportou no ano passado que o número de funcionários da mansão foi reduzido.

As pessoas agora pagam ingressos (até US$ 10 mil cada) para as festas que antes eram só para convidados e que ainda hoje são uma parte vital da marca Playboy.


“Nem sempre é tão empolgante como as pessoas imaginam”, disse Holly Madison numa entrevista há alguns meses. Holly viveu com Hugh Hefner por sete anos como “namorada número 1”, até separar-se dele no fim do ano passado.

Richard Rosenzweig, que trabalha na Playboy desde 1958, pensa diferente. “Este é um lugar que todos desejam ver”, declarou numa entrevista. “Todo mundo quer vir aqui.”

Quando o relacionamento de Hefner com Holly Madison terminou, ele disse ter recebido cartas de mulheres do mundo todo implorando para morar com ele. “Elas estavam saltando os portões”, conta, radiante.


Hugh acabou escolhendo três novas namoradas para companhia na Mansão, Crystal Harris, de 23 anos, e as gêmeas Kristina e Karissa Shannon, de 20 anos.

Apesar da atitude jovial, Hefner claramente está preocupado com o seu legado. Ultimamente ele vem estudando cuidadosamente seus álbuns de recortes, que guarda desde a infância e hoje já somam dois mil volumes.

Um material nunca visto que inclui seu primeiro cartão de biblioteca, histórias em quadrinhos que ele próprio desenhou e fotos - que devem constituir o núcleo de uma “biografia ilustrada” em seis volumes, de 3.506 páginas, da Taschen.

Somente 1.500 edições dessa volumosa biografia serão vendidas, por US$ 1.300 cada, ainda antes do próximo Natal.

No Cinema


Pela primeira vez, ele também deu acesso total a uma produtora de documentários, Brigitte Berman, que concluiu recentemente o documentário Hugh Hefner: Playboy, Ativista e Rebelde, que estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto.

E um importante realizador de filmes biográficos está acelerando o trabalho depois de uma longa espera. Brian Grazer reuniu-se recentemente com a roteirista Diablo Cody para discutir o projeto.

Brett Ratner (conhecido pelo filme Hora do Rush, grande sucesso de bilheteria) deve dirigir o filme e Robert Downey Jr manifestou interesse em interpretar Hefner. “Ele é um grande intelecto que influenciou o espírito de uma época, e essa influência é subestimada”, disse Grazer.


Alguns dos antigos amigos estão muito inquietos, temendo que sejam perdidas algumas das realizações de Hefner que admiram - a criação de um ícone cultural (a coelhinha da Playboy), a derrubada de fronteiras raciais (pela inclusão de artistas negros em seus clubes)e o apoio a muitas causas feministas, incluindo o direito ao aborto e a Emenda pelos Direitos Iguais.

Hefner também se preocupa. “Hoje vivemos, literalmente, num mundo muito diferente e eu ajudei a torná-lo assim”, diz. “Os jovens não têm nenhuma noção disso.”

Saravá, guerreiro!

quinta-feira, março 10, 2011

Um novo molho branco na old black music


MC Willy Alligator, de Santarém (PA)

No começo deste ano, o selo Oi Música, em parceria com a Urban Jungle, realizou o lançamento de mais um álbum internacional: “A Strange Arrangement”, do americano Mayer Hawthorne.

Este foi o quarto lançamento da empresa que, em 2010, apresentou ao público brasileiro os artistas The Beautiful Girls, General Elektriks e The Apples in Stereo

Lançado em 2009, nos Estados Unidos, o álbum recebeu ótimas críticas.

Em 14 faixas Hawthorne mostra um estilo sweet soul, que lembra clássicos da Motown e de produtores como Lamont Dozier.

O destaque do disco, que mistura histórias românticas em baladas com músicas agitadas, é para a música “Just Aint Gonna Work Out”, que foi lançada primeiramente como single, em vinil vermelho com formato de coração.



O cantor, produtor, multi-instrumentista e engenheiro de som Mayer Hawthorne foi criado em Ann Arbor, Michigan, próximo ao subúrbio de Detroit, e apesar de crescer em uma família musical (o pai é baixista e a mãe pianista e cantora), o americano branquelo com jeito de nerd não pensava em ser cantor.

Foi seu pai quem lhe ensinou a tocar vários instrumentos.

Apesar de ter crescido ouvindo muito soul e R&B dos anos 60 na capital oficial da black music, suas raízes foram fincadas no hip-hop, como produtor dos grupos Now On e Athletic Mic League, sob o nome de DJ Haircut.


O codinome Mayer Hawthorne (seu nome é Andrew Mayer Cohen) não passava de uma brincadeira caseira, onde experimentava estilos de gravação vintage em seu homestudio, tocando todos os instrumentos: da bateria ao piano, passando pelos metais e por linhas de baixo.

Após ser apresentado a Peanut Butter Wolf, responsável pelo selo musical Stones Throw, que ouviu essas gravações caseiras, é que sua carreira como cantor começou a ganhar formato.

Sua influência é muito ampla e vai desde The Police a Smashing Pumpkins, passando por Steel Pulse, Stereolab, Public Enemy, Slum Village e, claro, os clássicos da Motown, Barry White, Curtis Mayfield e outros.

O CD “A Strange Arrangement” está disponível digitalmente na loja www.oi.com.br/diversao e no site www.oimusica.com.br.

Em janeiro, Mayer Hawthorne se apresentou no Brasil, ao lado de Amy Winehouse e Janelle Monae, passando por Floripa, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

O grande problema é que o retrô muitas vezes pode ser irritante. Tentar soar como algo antigo e não acrescentar nada de novo quase nunca acaba bem.

Bless God!, não é o que acontece em “A Strange Arrangement”.

A capa equivocada entretanto, traz uma imagem de Mayer vestindo um terno azul e falando ao telefone em um lugar propositalmente brega.

Tudo parece piada e pode afastar possíveis interessados naquilo que é o mais importante, a música presente ali dentro: um soul muito bem tocado com timbres impecáveis e excelentes arranjos, fiéis às principais influências de Mayer.

O álbum conta com dois inegáveis e imediatos hits: “Just Ain’t Gonna Work Out” e “Maybe So, Maybe No”, que aparecem logo em seu começo.

Como em todo soul que se preze, o baixo marca bem o ritmo ao lado da bateria, os vocais contém boa dose de emoção e até lindos naipes de metal dão o ar da graça ao lado de teclados gordos.

Vale citar aqui que Mayer tocou praticamente tudo o que você ouve no disco, com exceção de um ou outro detalhe.



Mayer acerta na mosca quando cita Smokey Robinson, Leroy Hutson e Curtis Mayfield como inspiração, uma vez que os timbres do disco e sua voz suave nos faz lembrar exatamente desses nomes.

Isso fica mais do que claro em faixas como “I Wish It Would Rain”, “One Track Mind” e “Shiny & New”, três dos maiores destaques do álbum, que mantém o nível quase sempre no topo até seu final, alcançando resultados bem melhores do que nomes como Jamie Lidell, por exemplo.

Mas isso não quer dizer que “A Strange Arrangement” não tenha problemas. Talvez o principal deles esteja na voz de Mayer, um pouco fraca para o gênero.



Sinto falta também de uma gravação menos limpa, mais crua e solta – algo tão presente nos discos de soul do final da década de 60 –, embora talvez eu esteja sendo chato demais.

Pois esse é um daqueles álbuns que, apesar de provavelmente não conseguir o merecido destaque na mídia, pode te fazer companhia por muitos e muitos anos. Experimente.

A cantora bailarina que está colocando todo mundo pra dançar


Tiago Superoito

Lembro do dia em que meu pai me apresentou a um disco dos Beatles. Era “Rubber Soul”.

Já na metade do lado B — em” Wait” ou “If I Needed Someone” —, ele deslizou a agulha do vinil, interrompeu zunido da vitrola e ficamos ali, nós dois, em silêncio.

Um menino de oito anos e um homenzarrão de trinta.

Ele queria fazer uma pergunta séria, mas meu pai é (e sempre foi) uma pessoa que hesita antes de tomar qualquer atitude. Ele hesita. E é o que ele faz.

“Você percebe alguma coisa diferente neste disco?”, meu pai perguntou (e, já naquela época, eu sabia quando ele estava se esforçando para soar adulto. Era um desses momentos).

E eu, ainda transtornado pela experiência (e um pouco entediado: oito anos!), pensei em duas respostas idiotas. Logo em seguida, desisti de ficar tentando.

“Não percebo, pai. Quer dizer, percebo alguma coisa diferente. Mas não entendo”, e ainda cogitei acrescentar um “sou apenas um menininho babaca de oito anos, não me ensinaram o bê-a-bá da música pop, passo as tardes jogando Atari e lendo Pato Donald”, mas seria um golpe baixo.

Meu pai queria me tratar de igual para igual e eu estava tentando me adequar à encenação.

Próximos capítulos: trocaríamos ofensas sobre o jogo de futebol e conversa fiada sobre as coxas da empregada.

“Repare bem, filhão: este disco tem tudo o que você precisa saber sobre música. Tudo. Tudinho dentro de um disco. A primeira música é diferente da segunda, que é diferente da terceira. Uma coisa incrível! E aí você se pergunta: mas como essa banda conseguiu incluir to-das as invenções mais loucas do mundo dentro de um só disco? Foi o que aconteceu, Tiago: eles inventaram tudo, e fizeram tudo. Não é maravilhoso?”

(Meu pai, é claro, ainda não faz ideia de quem foi Frank Zappa).

Com o passar do tempo, me senti obrigado a concordar com aquele raciocínio meio inacabado, cheio de arestas: os Beatles são os Beatles e, de fato, eles inventaram um bocado de coisas.

Mas o que me intrigou (e acredito que meu pai foi o primeiro a atiçar essa enorme angústia) foi notar que, na média, a música pop se comportava exatamente como um contraponto àquele disco extraordinário que ouvi aos oito anos: em vez de surpresas e reinvenções, a maior parte dos álbuns que eu ouvia soava previsível, limitada, tão medrosa e hesitante quanto o meu pai.

Se os Beatles são o Grande Exemplo de uma banda bem-sucedida, por que as bandas não pareciam entender que, entre uma e outra faixa de um disco como “Rubber Soul”, mora a filosofia da aventura, do risco, da ousadia, de rejeitar o conforto e tentar tudo (às vezes, tudo ao mesmo tempo)?

Por que elas, as bandas, pareciam subestimar as possibilidades do pop?

O que deu errado?



Sem querer forçar comparações absurdas (mas já forçando!), o primeiro disco de Janelle Monáe soa como se tivesse sido criado por uma menininha que, sem contato com os produtos mais mecânicos do pop, ouviu um disco dos Beatles (ou do Frank Zappa, ou do Love, ou uma ópera-rock do The Who) e decidiu escrever algumas canções.

Nos 68 minutos de duração, a palavra que quica é liberdade.

E é assustador perceber que, em 2010 (o ano em que faríamos contato!), esse disco aventureiro acaba soando como um filho único. Um caso excêntrico. Uma anomalia.

Os críticos se espantam com a variedade de gêneros musicais e comparam o álbum a outros “patinhos feios”, tão raros que se transformaram em referências de “creative writing”: “The Love Below”, do Outkast, “Sign O’ The Times”, do Prince, “Odelay”, do Beck (e eu incluiria nessa lista “Hello Nasty”, do Beastie Boys, ainda que o disquinho tenha sido penalizado pelo tempo).

O que deveria ser norma — faça o que você quiser, como John ensinou! — passa como exceção. Infelizmente.


Mas “The ArchAndroid” está aí para nos lembrar que o pop é um país mais vasto do que a sala de estar do Timbaland (ou o umbigo de Kanye West).

A narrativa nos engana a cada dobra de página.

Começa com arranjos de orquestra à “High Llamas” (uma cama de melodias sessentistas pós-Smile) e vai se adequando a alguns padrões do hip-hop mais radiofônico (“Dance Or Die” é um hit até bem genérico), entrando e saindo dos trilhos de um típico álbum de musa-soul-que-curte-indie-rock.

O alcance é tão largo (de rhythm and blues a folk britânico, Janelle vai experimentando uma dezena de nichos e combinações improváveis) que ele às vezes soa como um “book fotográfico” muito pomposo, uma maratona sem fim.

Nas primeiras audições, fiquei um pouco desconfiado: o excesso de referências não seria uma forma de desviar nossa atenção para o fato de que as canções não são exatamente extraordinárias?



Sim e não. Honestamente: faixas como “Locked Inside” (num clima tropical, alegrinho) e “Wondaland” (mais doce que um pote de pasta de amendoim) soariam quase gratuitas num disco da Santigold ou até da Madonna.

Mas a graça está na forma como Janelle vai organizando e desorganizando essas faixas, num fluxo louco de informações que acaba por nos desorientar.

É simplesmente incompreensível, por exemplo, a inclusão de uma faixa como “Make The Bus”, que é uma música do Of Montreal, interpretada pelo Of Montreal e que poderia estar em qualquer disco do Of Montreal.

Divertida, mas o que ela faz num álbum conceitual inspirado em ideias do afrofuturismo que narra a saga de um androide messiânico?

(O lançamento recente que mais se aproxima deste, em aflição e atitude, é “Hidden”, do These New Puritans. Acredite)

E o desfecho do disco, que vai se desintegrando nas sombras de um filme noir?

Não combina coisa nenhuma com um batidão como “Cold War” (puro Gnarls Barkley) ou com o romantismo cool de “Say You’ll Go”.

São três, quatro, cinco álbuns sacados das paradas de sucessos e convertidos num único Frankenstein.



Entendo por que Janelle vive repetindo a palavra ‘schizo’. Esquizofrenia pop é o rótulo mais adequado.

Depois da quinta audição, e recomendo que você continue tentando!, o álbum me parece muito mais coeso do que eu imaginava.

As peças se encaixam graciosamente e o que se destaca é uma voz curiosa, mutante. Um olhar.

Se este disco deve ser encarado como um cartão de visitas, ele diz o seguinte: não vou chegar a lugar algum e esta é a graça.

Meu pai entenderia. Eu ainda estou me sentindo como um menininho de oito anos.

Serviço
The ArchAndroid. Primeiro disco de Janelle Monáe. 18 faixas, produzidas por Roman GianArthur, Chuck Lightning, Janelle Monáe, Nate “Rocket” Wonder e Kevin Barnes. Bad Boy Records.

Praga de letras


Luís Antônio Giron, da revista Época

Não quero soar indulgente demais com a novíssima geração, mas guarde bem estes nomes: Jovane Nunes, Angélica Lopes, Lúcio Manfredi e Natalia Klein. Esses rapazes e moças com idade média de 30 anos são responsáveis por atacar, rapinar e destruir a memória literária brasileira.

O quarteto faz parte da primeira leva de escritores nacionais de romances mash-ups, um gênero surgido há um ano nos Estados Unidos que consiste em remixar clássicos, repaginando-os para o gosto moderno. Há um mês, a editora LeYa, de origem portuguesa, pôs no mercado os seguintes volumes de mash-ups dentro da “Coleção Clássicos Fantásticos”, pertencente ao selo Lua de Papel: O alienista caçador de mutantes, de Machado de Assis & Natalia Klein, Dom Casmurro e os discos voadores, de Machado de Assis & Lúcio Manfredi, Senhora, a Bruxa, de José de Alencar & Angélica Lopes e A escrava Isaura e o vampiro, de Bernardo Guimarães & Jovane Nunes.

No texto de apresentação, essas obras são descritas como recriações de grandes romances. “Como seriam alguns de nossos clássicos se tivessem sido escritos hoje? (...) Quatro autores com grande experiência em humor e em roteiros para TV se debruçaram sobre consagradas histórias e criaram novas versões que, mesmo incluindo elementos fantásticos e inusitados, preservam o significado original das obras”.

Esta última parte do press release é de doer. A crer no que os editores da coleção nos assegura, trata-se de uma empreitada de preservação, na qual a casa de Dom Casmurro na rua de Matacavalos é invadida por alienígenas, o Alienista é perseguido por mutantes, Senhora vira bruxa e se envolve em cultos satânicos e a pobre Escrava Isaura sofre assédio sexual de um vampiro digno do Edward da saga Crepúsculo.

Pode ser tudo, menos preservação do significado das obras. Pode ser uma brincadeira de gosto duvidoso, mas afirmar que romances como os citados seriam escritos do jeito que foram escritos se fossem escritos hoje só pode ser zombaria irresponsável. O resultado comercial da aventura é típico do nosso tempo: os 35 mil volumes enviados às livrarias já se esgotaram.

Certamente muitos estudantes cansados dos livros originais, verdadeiras “chatices” impostas pelos professores e pelo vestibular, estão se divertindo com a transformação de personagens clássicos em idiotices subculturais. Essas publicações são um ultraje a literatura nacional.

Eu me pergunto se a LeYa vai cometer o mesmo crime de lesa-literatura com Eça de Queirós, Luís de Camões, Fernando Pessoa, Antônio Vieira e outros mestres portugueses. Minha preocupação é que os livros originais estejam inexoravelmente arruinados pelo contágio dos mash-ups – e que estes passem a ser adotados nas escolas e universidades com o objetivo de reacender o interesse dos jovens na leitura.

Na dinâmica do intertexto literário, do ciclo infinito de leituras, interpretações, releituras e influências, as abordagens ilegítimas no estilo mash-up são um estorvo à compreensão real do fenômeno artístico real. Constituem um perigo que agora se tornou inevitável.

Há alguns meses, escrevi sobre o fenômeno desencadeado pelo publicitário Seth Graham-Smith, que fez sucesso com o romance Pride and Prejudice and Zombies, que promovia a trituração do romance Orgulho e preconceito de Jane Austen. O livro foi em seguida lançado no Brasil, com algum sucesso, enquanto que mundo afora pipocaram mash-ups, ou romances liquidificados, de autores clássicos.

Naquele artigo, eu brincava com a ideia de a moda pegar no Brasil e passarem a liquidificar, ou liquidar, romances nacionais. Imaginei Dom Vampurro, Iracema, a virgem dos lábios de sangue – e outras bobagens. Achei graça e agora tenho de dobrar a língua (ainda bem que herdei essa capacidade geneticamente transmitida, pois há muita gente que jamais dobra a língua nem literal nem metaforicamente). Relendo o que inventei, já não consigo achar graça. Porque o que tentei foi fazer paródia, e paródia não é exatamente o procedimento do gênero “mash up”.

Na realidade, esses autores não querem operar um distanciamento humorístico da obra original, e sim de se apropriar indevidamente de obras que estão em domínio público, e assim se aproveitar da fama delas para criar produtos semelhantes a histórias em quadrinhos ou narrativas pulp.

São romances baratos mesmo, que se querem assim, sem qualquer outra pretensão que a de ferir a tradição, tirando uma casquinha dela. Explorar o acervo passado sem atitude crítica, sem critério, com a autoridade do historicamente inevitável que é a juventude.

Eis aí um grupo de escritores que se acha no direito de enxovalhar a memória de intelectuais que deram a vida ao cultivo da língua. Com que direito? Com o direito de estarem vivos e suas vítimas, não.


Confesso sentir um pouco de repugnância ao abrir esses livros de autores que maltratam autores mortos, que não podem se defender. Vamos conhecer todos. A carioca Natalia Klein, que ousou enlamear O alienista, aparece toda bonitinha com seu ar primaveril e irônico na orelha do livro, dizendo-se “fâ incondicional de Monty Python, Seinfeld e Larry David”. Se ao menos ela tivesse copiado algumas falas desses humoristas...

Mas seu livro é uma mixórdia indescritível. A vila de Itaguaí, palco dos desvarios do médico Simão Bacamarte e seu hospital, recebe a visita de uma espaçonave. A certa altura, o protagonista se associa a mutantes. O pior é acompanhar a autora: “Nesse momento, entrou na vila uma força comandada por Simão Bacamarte, eram os chamados emissários do alienista, um grupo de mutantes escolhidos a dedo (sic) para restabelecer a ordem de Itaguaí. Eram seis deles, com poderes tão extraordinários que os tornavam praticamente deuses. Sua lista de habilidades incluía a invisibilidade, a levitação e a capacidade de reorganizar seus genes de modo a se transformar em qualquer pessoa que desejassem.” Nossa, que engraçado.


Outra machadada no Machado vem do roteirista Lúcio Manfredi, apresentado como escritor de ficção científica. Ele atacou o romance Dom Casmurro, de Machado de Assis. Além de uma narrativa rala e eivada de cretinismos, o autor comete erros de português.

Bentinho aqui também é carcomido de ciúmes e sonha com um encontro entre sua mulher Capitu e seu melhor amigo, Escobar. Ouça o diálogo, com direito a errinhos de português, perdoáveis porque nosso jovem autor é parceiro de Machado, não é mesmo?

“Naquela mesma noite, tive um sonho que misturava os ciúmes do mar, Escobar e Capitu. Minha mulher e meu amigo encontravam-se ambos de pé ao lado da cama onde eu continuava deitado. Escobar segurava na mão uma caixa preta, de onde saía um fio prateado que me entrava pelo umbigo. A caixa era uma espécie de relógio, com um mostrador brilhante. Os dois conversavam enquanto ele manuseava o aparelho.

- Não se preocupe – dizia Escobar -, ele não vai compreender nada do que você falou.

- Mas ficou espantado.

- Não é para menos. Você exagerou um pouco, não acha?

- A culpa é de Bentinho, que me irritou!

- Está bem, está bem – contemporizou Escobar. – Todos nós cometemos erros. Afinal, somos humanos - e arrematou a observação com uma risadinha sarcástica.

- Você não vai relatar o incidente ao Nommo-Dagon, vai?

- Não vejo porquê (sic) – Escobar balançou a cabeça. – É só você não tocar mais no assunto que Bentinho acaba esquecendo.

No sonho, eu não entendia como eles podiam falar assim de mim, sem perceberem que eu estava acordado.”

Não vou contar o final de Dom Casmurro e os discos voadores. Mas, só para estragar um pouquinho o desprazer de chegar a essa besteira até o fim, conto que Simão Bacamarte aparece – com guelras de mutante.


José de Alencar, patriarca do Romantismo, também não escapou da sanha de Angélica Lopes, uma autora de oito livros que se diz amante dos folhetins e das reviravoltas. O que ela fez com Senhora é obra de quem é amante da sevícia narrativa.

O casal Fernando e Aurélia recebe a visita das irmãos Blair, bruxas celtas que assombram a harmonia do casal. Na célebre cena do baile, uma delas penetra na mente de Fernando, por meio de um pepino envenenado que lhe foi servido pouco antes do baile. Tudo acaba bem, com “as Blair” (sic) indo embora. No final, os dois se beijam. “Uma gota de saliva produzida nesse beijo, se recolhia em um frasco de ametista, poderia ser utilizada como o ingrediente principal da poção para a Felicidade Eterna no Amor – uma das fórmulas secretas que constavam no (sic) Livros das Sombras da Família Blair.”

Se, a essa altura, José de Alencar não se revirou no túmulo e se converteu em vampiro, o mundo literário está realmente perdido...


Agora vamos entrar no ambiente fétido de A escrava Isaura e o vampiro, parceria involuntária de Bernardo Guimarães com “um dos grandes representantes do novo humorismo brasileiro”, como é descrito na orelha de seu livro Jovane Nunes.

Isaura é envolvida com vampiros escravagistas e há até uma batalha de zumbis no fim do romance.

O próprio autor explica: “Esta obra horripilante é baseada em fatos mentirosos e qualquer semelhança com a realidade é mera criação do autor. Digo isso para fugir de qualquer tipo de reclamação na justiça. Meus advogados e a próprio editora me aconselharam a tomar esse cuidado. É possível que algum vampiro se sentia prejudicado em sua imagem e queira me processar. Quando a isso (sic), deixo claro que não tenho nada contra os vampiros. Particularmente, não gosto de bebe sangue, mas não tenho nada contra quem faz isso socialmente.”

Ah! Ah! Ah! Ah! Como é engraçado alguém que arranca as vísceras de Isaura, para convertê-la em um fantoche ridículo: “O dia amanheceu, Isaura deu graças a Deus que era de dia (sic), pois assim eles poderiam tomar banho, fazer as refeições, ouvir o alaúde de Álvaro e dormir sem o perigo de um ataque de vampiros. Tinham almoçado uma deliciosa salada – ninguém queria saber de carne que logo se lembravam do churrasco de zumbis – quando Vó Zequinha disse que não sabia mais o que fazer. Ninguém poderia vencer um vampiro numa luta, os orixás foram derrotados, os santos católicos nem apareceram para a briga, deviam estar lutando em outro lugar do mundo com uma força mais poderosa o ajudando alguém mais necessitado. Nada poderia vencer um vampiro, nada.”

Será que algum professor vai se levantar para protestar contra essas barbaridades? Eu gostaria de que a Academia Brasileira de Letras se manifestasse oficialmente contra esses crimes lesa-arte. Ou será que o Ministério da Educação vai acabar adotando essas obras nas escolas, pois já o fez com romances considerados pornográficos?

Mais grave que a ausência de critério da editora, que aceita deturpar o conteúdo de romances clássicos e acha que fica livre de culpa porque declara falsamente que as obras não ferem o original; mais sério que a falta de pudor desses jovens autores já rancorosos e invejosos do passado, que poderiam dirigir seus pretensos talentos a suas próprias obras; o pior de toda essa liquidação da memória das letras brasileiras é que são livros pessimamente escritos. Entendo o leproso literário que anseia contaminar os vizinhos saudáveis e assim perpetrar sua miséria. Mas não perdoo a falta de talento.



PS: Esse texto paradidático do Giron foi publicado no dia 5 de outubro do ano passado. Até então eu acreditava que a praga dos mashups estava circunscrita ao ambiente musical. Ledo ivo engano!

sábado, março 05, 2011

Bacanal, de Manuel Bandeira (circa 1918)


Quero beber! Cantar asneiras
No esto brutal das bebedeiras
Que tudo emborca e faz em caco...
Evoé Baco!

Lá se me parte a alma levada
No torvelim da mascarada,
A gargalhar em douro assomo...
Evoé Momo!

Lacem-na toda, multicores,
As serpentinas dos amores,
Cobras de lívidos venenos...
Evoé Vênus!

Se perguntarem: Que mais queres,
além de versos e mulheres?
- Vinhos!... o vinho que é o meu fraco!...
Evoé Baco!

O alfange rútilo da lua,
Por degolar a nuca nua
Que me alucina e que não domo!...
Evoé Momo!

A Lira etérea, a grande Lira!...
Por que eu extático desfira
Em seu louvor versos obscenos,
Evoé Vênus!



PS: O gerente do mocó vai ali em Parintins e volta depois da quarta-feira de cinzas. Evoé Momo!

quarta-feira, março 02, 2011

Seção Pasquale: a origem da expressão "criou o maior pé de pica!"


A aparência curiosa de uma planta chamou a atenção de moradores do município de São José de Ribamar (MA).

O maracujazeiro de apenas dois anos, brotou frutos cujo formato é semelhante à genitália masculina.

A dona de casa, Maria Rodrigues de Aguiar Farias, 53 anos, é a proprietária do maracujazeiro e explica como tudo começou.

“Minha filha me deu as sementes há dois anos. No começo até recusei, pois maracujá dá em todo lugar, mas ela insistiu disse que seria um bom lugar para descansar embaixo da sombra e acabei aceitando”, acrescentou.

Ela alega que a semente é parecida com a semente do maracujá tradicional, contudo, acha que não é maracujá. “Estou curiosa para saber que gosto tem”.


Segundo dona Maria, os frutos começaram a brotar no mês passado e a descoberta foi feita por seu filho que imediatamente comunicou o fato. “Mamãe, está nascendo um pé de pica no nosso quintal!”, contou.

O desenvolvimento da planta deve-se também a extrema dedicação da vizinha Maria Elizabeth da Cruz, que diariamente regava o maracujazeiro. “Eu sempre regava o pé, mas nunca imaginei que fosse ficar nesse formato. É muito estranho e engraçado. Parece muito com aquilo”.

Dona Maria Rodrigues afirma que várias pessoas mostraram-se interessadas no cultivo deste exemplar. “Vou distribuir as sementes para as pessoas que me pediram”.

A visitação tornou-se frequente, porém, sempre sob os olhares atentos da dona. E dentre os curiosos estava o jornalista ribamarense Edson Rêgo, que propôs a divulgação do fruto.

Totalmente Orgânico

O fato mais intrigante é que Maria Rodrigues nega qualquer tipo de manipulação. “Eu só plantei e ela ficou assim. Meus vizinhos já batizaram de maracujá pica”, ressaltou.

Os engenheiros agrônomos da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) ficaram surpresos com o fato.

Os técnicos da Aged optaram por analisar a planta e posteriormente elaborar um parecer a fim de esclarecer as possíveis causas para a anomalia do maracujazeiro.

(Fonte: jornal O Imparcial, enviado pelo arquiteto Mario Toledo)

Galo da Madrugada agita quinta pré-carnavalesca com “desfile ao contrário” e show de Marron Brasileiro


O maior bloco da terra prepara uma programação para não deixar nenhum folião parado e já faz uma prévia para o desfile no próximo sábado.

Nessa quinta feira, 5, o clube faz seu já tradicional Desfile da Quinta, conhecido também pelos foliões como “Galo ao contrário”, porque faz o percurso inverso ao que a agremiação desenvolve no sábado de Carnaval.

A programação não para por aí, pois no Palácio Enéas Freire, a partir das 19h, o cantor Marron Brasileiro recebe a sambista Cibele do Cavaco em mais uma edição do Projeto Quinta no Galo.

Neste ano, Gustavo Travassos, Maestro Lima Neto e a Banda da Polícia Militar comandam o Desfile da Quinta em três trios elétricos.

Haverá ainda a presença do Grupo Galo-1978, boneco gigante, três carros alegóricos, 40 cabeções, passistas de frevo, Bloco das Ilusões e o Maracatu Rosas Vermelhas.


A concentração do Desfile da Quinta será na Avenida Guararapes em direção à Praça Sérgio Loreto, passando pela Avenida Dantas Barreto, até chegar à sede do Bloco, onde está prevista uma grande festa dos foliões.

“Esse desfile já é uma grande prévia do Galo da Madrugada, a gente vai dar um show na avenida, apresentando minha música de lançamento, escrita pelo compositor Jota Michiles, ‘O Bambu vai Quebrar’”, antecipa Gustavo Travassos, puxador oficial do maior bloco do mundo.

Logo após o Desfile da Quinta, ele marca presença na mesma noite na Praça do Arsenal da Marinha, no Bairro do Recife, lançando seu novo show de Carnaval. Os eventos são abertos ao público.

Já na sede do Galo da Madrugada, Marron Brasileiro promete embalar os foliões ao som de vários ritmos populares como o frevo, coco, maracatu, ciranda, caboclinho e mangue-beat.

Com mais de 30 anos de carreira e quatro CDs solo, o cantor também se apresenta no desfile do sábado do Galo da Madrugada. No repertório, “Arreia a Lenha”, “É tanto amor” e “Galera do Brasil”, entre outras canções.

Também participam da última Quinta no Galo grupos de passistas, os maracatus Rural Leão Formoso e Nação Estrela Dalva e o Caboclinho Tapuia Canindé.

O restaurante Varanda do Galo estará aberto oferecendo cardápio de comida regional e petiscos variados.

O Projeto Quinta no Galo é realizado todas as quintas-feiras, sempre com atrações, orquestras de frevo e grupos culturais.

A iniciativa do Clube de Máscaras Galo da Madrugada faz parte do Programa “Galo – Alegria o Ano Inteiro”, que busca propagar, durante os 12 meses do ano, a cultura pernambucana tanto para os foliões da terra como para aqueles que vêm de fora para conhecer o Estado.

Realizado desde maio de 2009, o evento tem agitado as noites de quinta-feira dos foliões e já se incorporou ao roteiro turístico da cidade. Os ingressos estão à venda na sede do Galo. Mais informações: (81) 3224.2899.

Serviço:

Desfile da Quinta
Data: 03 de março
Concentração: Avenida Guararapes, Bairro de São José
Horário: 20h30
Aberto ao público.

Quinta no Galo com Marron Brasileiro
Data: 03 de março
Local: Sede do Galo da Madrugada (Rua da Concórdia, 984, Bairro de São José)
Horário: 19h às 22h30
Couvert: R$ 20,00
Informações e reservas: (81) 3224.2899

Selo dos Correios


Nesta quarta-feira, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos estará lançando um selo em homenagem ao maior bloco carnavalesco do planeta.

São 1.560 unidades, encomendadas pelo vereador do Recife Inácio Neto (PT), que serão lançadas, às 10h, no plenário da Câmara Municipal do Recife.

“É uma honra para mim poder homenagear esse bloco que, além de ser o maior do mundo, é também o mais democrático”, afirmou o vereador Inácio Neto.

Além do legislador municipal, participam também da cerimônia de obliteração (carimbo) o presidente do Clube, Rômulo Meneses, e o diretor Regional dos Correios em Pernambuco, Pedro Mota.

“Nós que fazemos o Galo da Madrugada estamos muito contentes e muito honrados com essa homenagem histórica. Esse selo veio ao encontro do nosso tema desse ano, ‘Voltei, Recife!’, já que os pernambucanos, residentes em todo o Brasil e no mundo, também vão poder receber o Galo em casa e relembrar a alegria do nosso Carnaval”, afirmou Rômulo Meneses, presidente do Galo da Madrugada.

A sessão solene será na Câmara Municipal do Recife – Casa de José Mariano, que fica na Rua Princesa Isabel, 410, no bairro da Boa Vista, no centro do Recife.

Carnaval de Fortaleza terá Cidadão Instigado, Martinho da Vila e Samba de Rainha


Democrático, participativo, multifacetado. O Carnaval 2011 em Fortaleza contará com uma vasta programação, com atrações em vários espaços, consolidando a vocação da cidade para a festa popular que congrega tradição e reinvenção, diversão e cidadania.

Já nessa sexta-feira, 4, o Baile da Cidade, uma grande festa a fantasia, ganha o espaço do Mercado dos Pinhões, um dos principais referenciais da programação artística de Fortaleza.

Com direito a shows do bandolinista Macaúba e do grupo Perua do Barão.


No sábado, 5, tem início a programação de shows no Aterrinho da Praia de Iracema, com o som contemporâneo e multifacetado da banda cearense Cidadão Instigado e com o samba-rapper carioca Marcelo D2 mostrando seu novo show, em tributo a um dos mais populares sambistas: Bezerra da Silva.

No domingo, 6, o samba pede passagem elegante com a presença do grupo carioca As Chicas, de Amora Pêra, Fernanda Gonzaga, Isadora Medella e Paula Leal.

Pesquisador dos caminhos históricos do samba, o cantor e compositor capixaba Zé Renato também sobe ao palco, na noite que tem ainda o entrecruzar de referências entre o samba, o indie e o pop da cantora potiguar Roberta Sá.


O suingue do Fino Coletivo é atração na segunda-feira, 7, noite que também traz ao Carnaval de Fortaleza um dos mais aclamados autores e intérpretes do samba de todas as épocas: Martinho da Vila.

Dos encantos de Vila Isabel aos sambas mais melódicos e românticos, com a voz inconfundível e a bagagem de um artista senhor da tradição, mas sempre em busca de novidades.


Já na terça-feira, 8, Dia Internacional da Mulher, o palco é do grupo Samba de Rainha, com suas oito representantes da cena sambista de São Paulo, e da cantora Teresa Cristina, um dos nomes de maior projeção da retomada da efervescência do samba na Lapa carioca.

Estruturada e incentivada pela Prefeitura Municipal de Fortaleza, a folia também conta com atrações distribuídas entre seis polos, em diferentes bairros. E segue além da quarta-feira de cinzas.


Na sexta, 11, acontece o Baile do Evaldo, no Mercado dos Pinhões, com show especial do grande homenageado do Carnaval: Evaldo Gouveia.

E ainda com apresentações do bandolinista Macaúba e do grupo Cordas que Falam. Oportunidade para estender a festa, em um reencontro entre os foliões de todos os ritmos.

“Para cada saída de bloco, cada palco armado para shows, cada polo carnavalesco, gera-se um compartilhamento de esforços, anuências, concessões e responsabilidades. Juntos, Prefeitura, brincantes, moradores e visitantes constroem coletiva e harmoniosamente a festa, que não tem donos, nem tutelas, nem cordões de isolamento”, afirma a secretária de Fortaleza, Fátima Mesquita. “O Carnaval está na rua, o povo está na rua e a rua é a mais democrática escola para a vida”.

Polos do Carnaval

Praia de Iracema – Polo O Trovador


O Aterrinho da Praia de Iracema, com o palco montado nas proximidades da Caixa D´água dos Peixinhos, sediará os grandes shows, com atrações locais e nomes de alcance nacional se revezando ao longo dos quatro dias de Carnaval.

Largo da Dona Mocinha – Polo Mulher à brasileira

Também na Praia de Iracema, o Polo Dona Mocinha é uma homenagem à dama-proprietária do reduto do samba de mesa em Fortaleza.

Em frente ao Bar da Mocinha, uma estrutura especial montada pela Prefeitura receberá foliões e amantes do samba e do choro.

Largo do Mincharia – Polo Infantil Sentimental demais


No Largo do Mincharia, outro nicho carnavalesco da Praia de Iracema, o carnaval é das crianças, com shows e programação especialmente pensados para elas, incluindo oficinas de máscaras, pinturas de rosto e fantasias.

Parque da Liberdade – Polo Somos iguais


No Parque da Liberdade, também conhecido como Cidade da Criança, no Centro, o carnaval de Fortaleza abre alas para a cultura afrobrasilera, com a concentração de afoxés e o encontro de tambores.

A convivência entre as diferenças e a construção da plena cidadania se somam à alegria da festa.

Messejana – Polo Rancho da Saudade

Afirmando uma política de descentralização da folia, o bairro de Messejana é mais uma opção do Carnaval em Fortaleza, com o agito acontecendo na Praça da Matriz.

Domingos Olímpio - Polo José Rainha


Já a festa na Av. Domingos Olímpio prestará homenagem a Zé Rainha, nome referencial para a história do maracatu cearense.

O carnavalesco receberá na Av. Domingos Olímpio o reconhecimento público por parte das agremiações carnavalescas que ali desfilam, em uma homenagem definida através do Edital de Concurso Público Prêmio Carnaval de Rua de Fortaleza 2011.

Brincante de maracatu desde os anos 60, Zé Rainha foi escolhido em uma eleição feita em Fórum com a participação de vários carnavalescos e representantes de instituições e entidades representativas do Carnaval de Rua de Fortaleza.

Devidamente preparada e adaptada pela Prefeitura, a avenida Domingos Olímpio, que abrigará o Polo Zé Rainha, será a vitrine oficial do desfile das agremiações carnavalescas - maracatus, escolas de samba, blocos, cordões e sujos.

Uma grande mostra das ricas manifestações da cultura cearense, reunidas na mais popular e democrática das festas.

Programação do Carnaval de Fortaleza 2011

POLO O TROVADOR
Local: Aterrinho da Praia de Iracema
Horário: a partir de 17 horas

05/03 - Sábado
Abertura do Carnaval de Rua de Fortaleza 2011
Blocos de arrasto do Pré-carnaval
Banda de Carnaval – Orquestra carnavalesca Casa Blanca
Groovytown
Cidadão Instigado
Marcelo D2

06/03 – Domingo
Blocos de arrasto da Praia de Iracema
Orquestra carnavalesca Fortaleza Folia
Banda Nacionalize
As Chicas
Zé Renato
Roberta Sá

07/03 – Segunda
Blocos de arrasto do Pré-carnaval
Parahyba e Cia. Bate Palmas
Os Transacionais
Fino Coletivo
Martinho da Vila

08/03 - Terça
Blocos de arrasto do pré-carnaval
Banda de Orquestra Carnavalesca Status
Lu de Souza e o Forno Eletro
Samba de Rainha
Teresa Cristina

POLO CONDE
Local: Mercado dos Pinhões

04/03 - Sexta
Baile da Cidade
Atrações: Cordas que Falam e Perua do Barão
Horário: 19h

11/03 – Sexta
Baile do Evaldo
Atrações: Evaldo Gouveia E Macaúba
Horário: 19h

POLO RANCHO DA SAUDADE
Local: Praça da Matriz – Messejana

07/03 – Segunda
14h - Oficinas de máscaras, pinturas de rosto e fantasias
17h - Blocos da SER VI
19h30 - Orquestra carnavalesca Fortaleza Folia
22h - Banda Brasil Tropical

08/03 - Terça
15h - Oficinas de máscaras, pintura de rosto e fantasias
17h - Blocos da SER VI
18h - Carol Damasceno e Erlon Robson
21h - Parahyba e Cia. Bate Palmas
22h - Banda Brasil Tropical

POLO SENTIMENTAL DEMAIS
Local: Largo do Mincharia

05/03 - Sábado
Programação infantil
14h às 17h – Brincadeiras, brinquedos infláveis, oficinas de pintura
de rosto e márcaras.
16h - Bloco Baixinhos do Mincharia
17h - Projeto Barulhinho – As Chicas

POLO MULHER À BRASILEIRA
Local: Largo da Dona Mocinha – Praia de Iracema

05 a 08/03
15h – Chorinho com Grupo Benjamin Chorão
17h – Saída dos blocos carnavalescos para o palco da Praia de Iracema
17h – Grupos de samba de mesa da Praia de Iracema/ Pagode da Mocinha e Fina Flor
18h - Orquestra de Carnaval do Bloco Num Ispaia se não Ienche e passagem dos blocos de arrasto do pré-carnaval

terça-feira, março 01, 2011

Bumbarqueira arrastou multidão pelas ruas de Belém


Integrantes do afoxé Filhos de Glande que levaram o colorido dos blocos de carnaval de rua para a folia do Bumbarqueira

A Praça Pedro Teixeira, o Solar da Beira e a Praça do Carmo foram os três pontos de concentração para o início do cortejo do “Bumbarqueira - O Carnaval do Pará”, programação promovida pelo Governo do Estado - e que encerrou com um grande show na praça do Relógio, no centro histórico de Belém, no final da tarde deste último sábado, 26.

O termo Bumbarqueira é utilizado pela população do nordeste paraense para descrever “uma grande festa”. A programação contou com 23 atrações oriundas de sete municípios paraenses, que animaram as ruas dos bairros da Campina e Cidade Velha, em Belém.


Com o Bumbarqueira o governo incentivou a folia momesma usando modelos e tradições que há décadas animam as festas culturais dos municípios do interior do Estado, destacando-se Cametá, São Caetano de Odivelas e Cachoeira do Arari, que enviaram à Belém grupos de carimbó, blocos, bandas, cordões e grupos folclóricos.


A diversidade de ritmos foi bem aceita pelo público presente. Essa pelo menos foi a opinião de Claude Gaia, que se divertia a cada atração. “Estou achando muito divertido, diferente e bem interessante essa mistura de grupos folclóricos e os grupos carnavalescos”, declarou. Sua amiga, Iolanda Sena, também aprovou a novidade. “Está muito legal”, afirmou.

Para Nilson Chaves, presidente da Fundação Cultural Tancredo Neves, o sucesso da programação contou com a imprescindível parceria dos diversos grupos culturais. “Essa programação só obteve esse saldo positivo porque os grupos de blocos e entidades contribuíram de forma extremamente brilhante”, avaliou.


O primeiro ponto de concentração foi na Praça Pedro Teixeira, na Escadinha ao lado da Estação das Docas. No espaço, a folia começou às 15h, com as apresentações do grupo de carimbó Sancari, do sambista Téo Pérola Negra, do Bloco Fofó de Belém, da banda União Vigiense, encerrando com o Boi Veludinho e a banda do Clube Musical União Vigiense. O Rei Momo Nildo e o porta-estandarte Rubão puxaram o cortejo.

O segundo ponto foi no Solar da Beira, no Ver-o-Peso, onde a partir de 15h30 se apresentaram os blocos Jambu do Kaveira e Fofó do Lino, além dos grupos Banguê 05 de Ouro e de carimbó Uirapuru.

A Praça do Carmo, o terceiro espaço de concentração, contou com as apresentações da Banda João Viana, além da presença do Cordão dos Pretinhos, do afoxé Filhos de Glande e dos blocos Os Piratas do Amor, Os Linguarudos e Os Filhos da Pauta, entre outros.


Os shows iniciais prepararam o público para os cortejos que saíram, às 17h30, pelas ruas dos bairros da Campina e Cidade Velha, convergindo na Praça do Relógio, onde ocorreu o “grande encontro” dos brincantes.

Na Praça do Relógio, a Amazônia Jazz Band comandou o Carnaval, seguido do Fofó do Lino, com Kaveira e a bateria das Crias do Curro Velho, encerrando o fuzuê com o Arraial do Pavulagem.


De meia arrastão na cor vermelha, rabinho e espeto de diabo, o bloco “As Diabinhas da Maura” foi um dos grupos de fantasiados que mais chamou a atenção de quem curtiu a folia neste sábado, na praça Pedro Teixeira. O bloco foi criado para o carnaval de Icoaraci, por Tatiana Vasconcelos, e já ultrapassou distritos.

“Tenho um salão e muitas mulheres, lógico, se reúnem lá, daí tive a ideia de fazer um bloco só de mulheres, homens não entram. Comprei as fantasias e brincamos o carnaval. O nome surgiu porque todas moramos na passagem Maura, em Icoaraci, ou na redondeza”, contou Tatiana. Cerca de 30 mulheres fazem parte do bloco, que tem agitado os domingos de carnaval em Icoaraci.

Bacia D'Agua desfila hoje em Recife


O Carnaval de Pernambuco de 2011 está mais enriquecido e animado com o lançamento do novo CD do Cordão Carnavalesco Satírico, Etílico e Libidinoso “Bacia D´Água”. O disco traz 14 composições, a maioria delas assinadas por Braulio de Castro e Gilvan (Ame­ba) Fernandes.

“Este CD representa a música de Carnaval irreverente, que faz o folião sorrir, diferente da música pornográfica que se faz hoje. Nele há músicas bem-humoradas, que brincam com o folião que toma birita e pula Carnaval movido sobretudo pela alegria”, revela Bráulio.


Autor de mais de 400 composições gravadas, Bráulio, agora parceiro de Ameba, teve suas músicas interpretadas por Wilson Simonal, Jair Rodrigues, Originais do Samba, Alcione, Zeca Pagodinho, Benito de Paula, Demônios da Garoa e Luiz Américo, entre outros.

“A Turma da Cirrose”, “Chifre à Portuguesa”, “Bloco Viking de Pau Amarelo” e “O Encontro do Diabo Louro com o Cão Chupando Manga” são algumas das faixas que puxam o CD.

“Todas as músicas são muito boas, mas ‘Cirrose’ é para mim a melhor, uma vez que todo mundo bebe e, por isso, ela foi composta para homenagear esse pessoal”, enfatiza Ameba.


O multimídia Walmir Chagas (o palhaço aí de cima, responsável pelo famoso Pastoril do Veio Mangaba), mais Expedito Baracho, Ivanildo Silva, Roberto Barradas, Ed Carlos e Cinderela são alguns nomes consagrados do Carnaval pernambucano que interpretam as composições.

A proposta do Cordão Carnavalesco Bacia D’Água é reviver o clima de paixão que já encantou o Recife Antigo. A agremiação irreverente se concentra em frente ao Teatro Mamulengo, na Praça do Arsenal, e sai às ruas nesta terça-feira, a partir das 19h.

O CD está disponível nas lojas Só CDs, no Mercado da Encruzilhada, com Natalício, e pelos telefones (81) 9934. 5911 e 9406.0916.


“O Cordão Carnavalesco Satírico, Etílico e Libidinoso Bacia d’ Água foi fundado em 2003 com o propósito maior de reviver a época de ouro do bairro do Recife, período que vai da segunda guerra até a década de 1970, pelo menos.

É uma homenagem singela e carinhosa ao universo boêmio do Recife e aos seus personagens pitorescos, bares e cabarés da velha Rio Branco, Rua da Guia e adjacências.

A bacia d’ água é o símbolo romântico do prazer vivido ao lado das meninas que faziam a alegria de jovens e senhores, zelosas com o asseio caprichoso do famoso “banho tcheco”, após os encontros amorosos, uma vez que a disponibilidade de água encanada nas antigas pensões do Recife antigo não era tão fácil.

O instrumento do prazer, o “bráulio” (como ficou conhecido em campanha institucional da saúde, alguns anos atrás), era cuidadosamente lavado com água de cheiro, e depois carinhosamente enxugado e perfumado com talco pom-pom.

Assim, a proposta do Cordão Carnavalesco Bacia d’Água é reviver o clima de paixão vivido no cenário mais característico da boemia recifense, celebrando a irreverência da folia no embalo da energia do frevo.”

(Julio Vila Nova, contracapa do CD Bacia d´Água)


Serviço

Dia: 1º de Março de 2011
Local: Teatro Mamulengo - (Praça do Arsenal, Bairro do Recife)
Concentração 19h
Orquestra de Frevo Raízes
Puxadores: Bráulio de Castro, Walmir Chagas (Veio Mangaba) e o cantor Ivanildo Silva

A Morte do Cisne em uma versão breakdance



Enviado pelo brother Cyrino Dantas, ex-secretário municipal de Educação, como parte de sua cruzada mundial pelo fim dos preconceitos. Valeu!

Ponto G levou galera ao delírio


No último sábado, 26, o Manaus Plaza Shopping realizou a grande final do “1º Concurso de Marchinhas Carnavalescas” da cidade, que teve como campeã a música “Ponto G”, de Edu do Banjo, Duzuzinho do Samba e Mário Adolfo.

Em 2º lugar ficou a música “Mosquito safado”, de Dondon, Carlão e Bosco Saraiva, e em 3° lugar, “Sem Compromisso”, de Débora, Paulo e Paula Sant'Ana.

Os vencedores do concurso foram premiados com R$ 1,5 mil (1º lugar), R$ 800 (2º lugar) e uma câmera fotográfica digital com resolução de 12 Megapixels (3º lugar).

Durante o evento, que rolou na Praça de Alimentação a partir das 19h, houve a apresentação das 10 composições concorrentes, que foram avaliadas pelo público e pela banca de jurados.

Todas as marchinhas que estavam na disputa do concurso foram interpretadas pela cantora Célia Moreno, acompanhada por uma banda especialmente escalada para tocar no evento, composta de guitarrista, tecladista, baterista e percussionista.

A coordenação musical ficou a cargo de Manoel Castro, violonista que acompanha Célia há 20 anos.

Inaugurado em 1º de maio de 2009, o Manaus Plaza Shopping (ex-Shopping TV Lar) possui mais de 140 opções nos setores de comércio, alimentação, lazer e serviços, equipe de segurança própria, nove andares de estacionamento e um Centro de Convenções com opção de montagem de salas modulares para atender de 50 a 3 mil pessoas sentadas.

Cerca de 25 mil clientes frequentam o local diariamente.

Curta abaixo a letra da marchinha vencedora, a pedido do leitor Filipe Nascimento:

Agora vou dizer
Como é que é
Que descobri o Ponto G
Dessa mulher

Te segura pra não
Levar um choque
O Ponto G dessa mulher
É o Shopping (bis)

Eu chego cansado
Trabalho feito jumento
Vou atrás de janta
Na panela
Só tem vento
Depois ouço da sogra
Com cara de otário
“Ela foi pro Shopping
Gastar o teu salário!”

Ai, meu Deus!
O que foi que aconteceu
Todo mês é uma aflição
Quando abro
A fatura do cartão
Até na cama,
Eu juro seu doutor,
O consumo empata
O nosso amor

É carnaval, eu vou brincar,
E a patroa vai gastar na TV Lar (Bis)

Para comemorar essa nova façanha, Mário Adolfo vai estar na Bemol do Amazonas Sopping, a partir das 19h desta terça-feira, autografando o livro "Meu Bloco na Rua", onde radiografa a história do bloco carnavalesco Andanças de Ciganos.

Seus antigos parceiros da época de ouro dos Ciganos (Felica, Armando, Marivaldo, Sidão, etc) vão estar presentes no evento para relembrar as marchinhas que deram o título inédito de pentacampeão amazonense ao simpático bloco da Cachoeirinha.

Quem faltar é mulher de padre!