Pesquisar este blog

domingo, novembro 09, 2008

Arqueologia literária na Terra da Garoa


Pesquisando livros raros nos sebos da Praça da Sé e adjacências, o gente-fina Edlúcio Castro, nosso homem em Sampa, localizou este bem-conservado exemplar do meu Manual do Canalha, que está esgotado há mais de 10 anos, e que estava localizado ao lado do Diário de um Cucaracha, do Henfil. Quer dizer, eu sempre ando em boa companhia.

O sujeito da foto é o João, gerente do Sebo do Messias, um dos mais antigos e completos da Paulicéia Desvairada. Edlúcio deve voltar à taba no próximo dia 19 de dezembro, trazendo uma "pacoteira" de livros raros e/ou esgotados para esse escriba. O New York times informará. Sorry, periferia!

Amy diz "no, no, no" sobre pagar internação do marido


LONDRES - A cantora britânica Amy Winehouse, de 25 anos, se recusou a pagar cerca de US$ 50 mil para a internação do marido em uma clínica de reabilitação, colocando em dúvida o futuro de seu casamento com o produtor de vídeos musicais Blake Fielder-Civil.

De acordo com a edição de ontem do tablóide "The Sun", a cantora decidiu não arcar com os gastos da clínica de reabilitação onde Fielder-Civil foi internado. Ele deixou na quarta-feira a prisão na qual permaneceu por quase um ano cumprindo sentença por ter agredido fisicamente o dono de um pub londrino.

"Blake tem muito trabalho a fazer e seu casamento está agora por um fio", declarou ao "Sun" uma fonte próxima da cantora. "Ele acreditava que iria estalar os dedos e conseguiria que ela lhe desse US$ 50 mil. Mas, até agora, Amy se negou e ele não está feliz", acrescentou.

Amigos da cantora indicaram que a estrela de jazz quer comprovar que sua relação com Blake "vale a pena". Na quinta, Amy protagonizou um novo incidente de violência ao bater em vários fotógrafos que a esperavam fora de sua casa em Londres.

A história da Panair e a ditadura militar


Luiz Zanin Oricchio (AE)

"Descobri que as coisas mudam e que tudo é pequeno, nas asas da Panair." Assim são alguns dos versos da música de Milton Nascimento e Fernando Brant que, em época de censura militar, recebeu o título anódino de "Conversando no bar". Ela é, na voz de Elis Regina, a música mais importante de "Panair do Brasil", documentário de Marco Altberg sobre a companhia aérea fechada de maneira arbitrária na época da ditadura.

Contada com imagens de arquivo e depoimentos, a história não é propriamente sobre uma empresa, uma companhia aérea, mas sobre uma espécie de símbolo de época, devidamente destruído quando a realidade política mudou.

A Panair do Brasil foi criada nos anos 1930, mas passou a funcionar em velocidade de cruzeiro no Brasil desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek, nos anos 50. Era uma época de otimismo, na qual o futuro do País parecia se desenhar segundo a vontade de seus criadores. Brasília, indústria automobilística, bossa nova, Copa da Suécia - uma década do sucesso e da modernidade.

A Panair representava isso nos céus. Numa era de glamour da aviação, a companhia se esmerava em busca da perfeição - dos mecânicos às aeromoças. Para aquele Brasil que faria "cinqüenta anos em cinco", conforme refrão do presidente bossa nova, a Panair era a companhia aérea que convinha a um país que, dizia-se, tinha a vocação do futuro.

A Panair começara como subsidiária de uma empresa norte-americana, mas, a partir de 1942, as ações foram sendo compradas por brasileiros, Paulo Sampaio, Celso da Rocha Miranda e Mário Wallace Simonsen. Tornou-se exemplar. No exterior, seus escritórios funcionavam como embaixadas informais do Brasil. Era lá que, em tempos que a internet não existia nem na ficção científica, os brasileiros em viagem iam em busca de jornais da véspera para se informar sobre o País.

A Panair ajudava o Brasil a descobrir a si mesmo, com ligações a pontos mais distantes, como a Amazônia. Ligava-se também à América Latina, aos Estados Unidos e à Europa. Era o simbolismo de uma globalização "avant la lettre". E, pelo que se depreende do depoimento de ex-funcionários, mantinha relacionamento impecável com seus empregados, muitos dos quais constituem ainda hoje a chamada Família Panair. Esses "laços de parentesco" são cultivados em jantares periódicos, cheios de nostalgia e certa indignação.

No azul

E por que indignação? Porque, no auge de sua eficiência e brilho, a Panair teve as asas cortadas pelo governo militar. Suas linhas foram cassadas em 1965, sob alegação de dívidas com a União. No dia seguinte, duas concorrentes, a Cruzeiro e a Varig, já estavam a postos para assumir essas linhas, ainda que em caráter provisório. Provisoriedade que logo se tornou definitiva.

Munidos de documentos, alguns dos membros da Família Panair dizem que, pelo contrário, a companhia era, entre as aéreas, a mais solvente. Estava no azul, voando em céu de brigadeiro. Especulam que a suspensão das linhas se deu para favorecer a Varig, que teria ligações com o governo militar depois do golpe contra João Goulart.

Seja como for, apesar de toda a luta dos seus proprietários, a Panair não conseguiu mais levantar vôo. Sobrevive apenas como uma lembrança. Pelo jeito, uma lembrança muito forte de um tempo, talvez idealizado, mas que marcou época na história brasileira. De formato tradicional, com narração de Paulo Betti, "Panair do Brasil" dá seu recado com eficiência e emoção.

Alan Parker é uma das grandes sensações do 5º Amazonas Film Festival


O diretor britânico Alan Parker, Presidente do Júri da Mostra Competitiva Internacional de Filmes de Ficção e responsável por títulos como “O Expresso da Meia Noite” (1976), “Pink Floyd – The Wall” (1982), “Evita” (1996) e outros, é uma das grandes sensações deste 5º Amazonas Film Festival.

Para Parker, que está pela primeira vez na Amazônia, o lugar tem uma beleza extraordinária e já o considera como um dos mais interessantes pontos para locação de produções cinematográficas no Brasil e no mundo.

Alan Parker ressaltou seu encantamento com a região. “Nunca havia estado aqui. Já estive no Rio de Janeiro outras vezes, mas estou realmente impressionado com a extraordinária beleza deste lugar. Com certeza é um ponto do Brasil onde seria possível fazer filmes fantásticos”, disse o diretor.

Parker também comentou sobre suas expectativas enquanto Presidente do Júri da Mostra Internacional de Filmes de Ficção do 5º AFF, que nesta edição terá produções nacionais, como “Verônica”, de Maurício Farias, filme de abertura do Festival, e internacionais, de diferentes países, como Hong Kong, Alemanha, França, Quirguistão e outros.

“Já estive em muitos júris e mostras pelo mundo afora, no entanto, aqui você tem algo especial, que é a de ver filmes que normalmente não estariam sendo exibidos em outros locais e ainda com este cenário. Isso é algo muito especial e único”, afirmou.

O diretor também exaltou o crescimento de produções cinematográficas nacionais recentes. “O Brasil, de maneira geral, está crescendo muito dentro do cinema mundial. Filmes como “Cidade de Deus” (de Fernando Meirelles, 2002) e “Central do Brasil” (de Walter Salles, 1998) são excelentes idéias e muito bem realizados”, opinou.

Uma curiosidade sobre Parker é que o diretor é um apaixonado por futebol. Torcedor fanático do Arsenal, equipe tradicional da Grã-Bretanha, ele também se mostrou um fã dos times e seleções nacionais. “Vocês têm o melhor futebol do mundo, é incrível, mas estou um pouco preocupado porque não sei como vou fazer para assistir ao jogo do meu time que será nestes dias”, brincou Parker.

sexta-feira, novembro 07, 2008

Pra morrer de rir no final de semana




O público manauense irá morrer de rir mais uma vez com os humoristas Ricardo Pipo, Adriano Siri, Adriana Nunes, Victor Leal, Jovane Nunes e Welder Rodrigues, integrantes da companhia de teatro Os Melhores do Mundo, que retornam a Manaus com o espetáculo "Hermanoteu na Terra de Godah".

As apresentações serão nos dias 22 (sábado), às 21h30, e 23 (domingo), às 18h30, no auditório Nina Lins (avenida Professor Nilton Lins, nº 3.259, Parque das Laranjeiras, zona Centro-Sul).

As cadeiras numeradas para o show custam R$ 50 (preço estudante) e um 1kg de alimento não-perecível. A Mega Eventos, produtora que está coordenando o evento em Manaus, informou que, como os lugares são numerados, o público pode, no ato da compra, escolher o melhor local para assistir ao espetáculo.

O lugar no camarote custa R$ 100. Os ingressos só estarão disponíveis a partir da próxima segunda-feira (dia 10). As reservas podem ser feitas por meio dos telefones 3233-0700 e 3622-4961. "Quem compra antecipado, escolhe os melhores lugares", frisou o diretor administrativo Peterson Motta.

"Hermanoteu na Terra de Godah" promete repetir o êxito de público e crítica de "Notícias Populares", espetáculo que Os Melhores do Mundo trouxe a Manaus no ano passado, esgotando a bilheteria antes mesmo da apresentação da peça. A agenda de viagens do espetáculo também comprova o sucesso que "Hermanoteu" já está fazendo pelo país inteiro e até no exterior.

No início do mês, Os Melhores do Mundo se apresentou em Lisboa (Portugual) e lotou o Teatro Tivoli. O mesmo aconteceu com a casa de shows Canecão, no Rio de Janeiro. Tanto que a direção do Canecão já agendou nova apresentação dos humoristas para os próximos dias 15 e 16.

Assim que encerrarem sua participação na casa de shows carioca, a trupe teatral se apresentará em Manaus. "Por essa razão, desta vez, decidimos realizar mais de uma sessão do espetáculo porque eles têm lotado todos os locais onde se apresentam", comentou o diretor comercial da Mega Eventos, Dílson Cabral. "Em Belém, eles fizeram quatro sessões para um público de seis mil pessoas", destacou.

Depois de Manaus, o espetáculo será levado para o Siará Hall, em Fortaleza, onde a companhia se apresentará no dia 28. Em seguida, "Hermanoteu na Terra de Godah" será visto em Recife, no Teatro da Universidade Federal de Pernambuco.

O espetáculo conta a história de um pastor hebreu do ano zero, Hermanoteu, que recebe uma missão de Deus: guiar o seu povo à Terra de Godah. Obediente, o pastor peregrina pelo deserto se metendo em várias confusões e encontrando personagens bíblicos e históricos, como Cleópatra e Jesus Cristo. Trata-se de uma jornada épica com o pastor camarada enfrentando pestes, bárbaros, romanos e deuses pagãos.

Um dos destaques da peça é a participação do veterano humorista Chico Anysio, que faz a voz de Deus em off. O personagem Hermanoteu é interpretado por Ricardo Pipo, enquanto os outros atores se revezam interpretando os demais personagens.

Os atores contam que "Hermanoteu na Terra de Godah" sofreu várias mudanças desde a sua estréia em junho de 1995, no Teatro Garagem do Sesc-São Paulo. Segundo a trupe artística, eles se divertiam muito mais com a peça do que o público e isso era ruim comercialmente.

Eles, então, decidiram fazer alguns ajustes no espetáculo para a temporada de Os Melhores do Mundo 2000. Com a remodelagem, o espetáculo passou a esgotar bilheterias em todas as temporadas.

YouTube vai virar cinema


Oficialmente, o YouTube disponibilizará filmes completos. Parceiras estão a caminho com estúdios. Entre 30 a 90 dias, alguns filmes poderão estar disponíveis. A notícia repercute no CNET.

A movimentação é vista como uma tentativa de impedir o crescimento do Hulu, que já é o 6º site de vídeos mais acessado no mundo e fornece filmes e programas de TV completos e de graça.

Apesar de ter uma audiência bem menor, proporcionalmente, o Hulu é mais rentável que o YouTube, que vem tentando diversas formas de ter receita com publicidade (os filmes serão acompanhados de anúncios).

Para nós, brasileiros, a notícia é boa e ruim, pois é quase certo que os filmes estarão bloqueados para usuários não-residentes nos EUA. Enquanto isso, a audiência global segue no Bittorrent. Fazer o que?

Blur pode voltar, diz vocalista Damon Albarn


O músico Damon Albarn disse que há uma grande chance de que o Blur, grupo de rock que lhe deu fama, volte a atuar no cenário musical. Segundo o G1, Albarn conversou com o ex-guitarrista da banda, Graham Coxon, que tem no momento uma carreira solo estável, mas recentemente passou a colaborar com o roqueiro-problema Pete Doherty.

A banda entrou em recesso indeterminado em 2003, depois do lançamento do álbum “Think tank” – Coxon saiu da banda em 2002, durante a gravação do mesmo disco. Albarn criou em 1998 o projeto Gorillaz, banda virtual formada por personagens de animação desenhados por Jamie Hewlett (Tank Girl).

Agora, Albarn também participa do supergrupo “The good, the bad & the queen”, ao lado de Paul Simonon (The Clash), Tonny Allen (Fela Kuti) e Simon Tong (The Verve). Atualmente, o cantor acompanha a montagem da ópera-pop “Monkey: journey to the west”, recriação do clássico chinês “Jornada ao oeste”.

The Kinks está de volta à ativa


Parem as máquinas! Depois de 12 anos de afastamento o The Kinks está se preparando para voltar à ativa! Quem garante é o próprio Ray Davies, guitarrista da lendária banda britânica em entrevista à BBC. De acordo com Davies, o quarteto já está até produzindo um novo álbum.

Formado em 1963, o Kinks fez parte do primeiro boom mundial das bandas britânicas, ao lado dos Beatles, Rolling Stones e The Who.

O retorno da banda dependia justamente do quadro de saúde dos irmãos Davies. Enquanto Dave sofreu um derrame em 2004, Ray foi alvejado com um tiro na perna.

"Começamos a fazer um pouco disso, um pouco daquilo. Vai depender da qualidade final. Queremos fazer boas músicas novas", disse Ray.

Eles ainda não divulgaram datas de lançamentos ou shows, mas já anunciaram que vão manter a sua formação clássica para o retorno aos palcos.

Festa do Grammy agora também acontece no Brasil



Marcelo Tas e Danielle Cicarelli vão comandar o embalo


Livia Deodato (AE)

SÃO PAULO - O mérito é de toda a classe artística brasileira e seu valor musical inegável, na opinião do também brasileiro Cesar Castanho, há seis anos conselheiro do Grammy Latino.

No dia 13, próxima quinta-feira, está marcada para acontecer a 9ª edição do Oscar da música latina - com a diferença de que, desta vez, o Brasil dividirá a festa que simultaneamente vai ocorrer em Houston.

É a primeira vez que a Academia Latina de Artes e Ciências de Gravação (Laras, na sigla em inglês), responsável pela organização do Grammy Latino, autoriza a realização do evento fora dos Estados Unidos.

A Band deteve o direito de produção e transmissão da festa, cuja irmã brasileira será veiculada apenas no território nacional. O investimento é de US$ 1 milhão.

"A nossa conversa com a Academia prevê um desdobramento futuro a fim de construir o evento ano após ano", diz Rogério Gallo, diretor-geral do Grammy Latino no Brasil.

O Auditório Ibirapuera foi o local escolhido para ser sede da festa fechada para convidados, que terá como apresentadores Daniella Cicarelli e Marcelo Tas.

Às 22 horas de quinta (e 23 horas nos EUA), a Band inicia a transmissão com os "tapetes vermelhos": aqui, com a turma do programa "Custe o que custar" ("CQC"), e lá, em Houston, com a apresentadora Patricia Maldonado. "Também será a primeira vez que a Band vai utilizar a sua mais nova unidade móvel full HD", conta Gallo.

Os prêmios das categorias brasileiras, como os melhores álbuns de samba/pagode e música romântica, serão entregues no Auditório Ibirapuera.

Alguns artistas nacionais, que concorrem nas categorias gerais do Grammy Latino, optaram por viajar até Houston - caso de Roberta Sá e Diogo Nogueira, que disputam o prêmio de artista revelação.

A companhia de Deborah Colker realizará intervenções, retiradas do espetáculo "Rota" (1997), durante as oito apresentações musicais feitas de encontros inéditos, como Andreas Kisser e os Meninos do Morumbi.

POA abre inscrições para espetáculos nacionais

O festival internacional de artes cênicas Porto Alegre em Cena (POA) abre inscrições para espetáculos nacionais que queiram participar da programação da 16ª edição, que será realizada entre os dias 8 e 21 de setembro de 2009.

A partir da próxima segunda-feira a produção do festival estará recebendo o material dos grupos. Release, fotos e DVD com o espetáculo na íntegra podem ser enviados para a Travessa Paraíso, 71 - Porto Alegre - CEP 90850-190.

As inscrições permanecem abertas até 31 de março.

quinta-feira, novembro 06, 2008

007 Quantum of Solace estréia nos cinemas


Considerado pela crítica o mais violento, o 22º filme que conta as aventuras e enrascadas do agente secreto James Bond estréia nos cinemas brasileiros com muita ação e pouco romance.

Tendo como personagem principal o mesmo que interpretou o espião mais famoso do cinema em Cassino Royale, o ator Daniel Craig, 007 Quantum of Solace começa exatamente onde terminou Cassino Royale.

Traído por Vesper, que acaba morrendo, James irá transformar sua última missão em vingança, caçando os bandidos que mataram a mulher de sua vida. Com a ajuda de sua chefe M, Bond descobre que os responsáveis pela morte de sua amada pertencem a uma organização mundial muito poderosa e decide seguir os passos da quadrilha por países como Bolívia, Chile e Aústria.

Repleto de cenas eletrizantes, Quantum of Solace foi marcado por vários acidentes tanto com dublês quanto com o ator Daniel Craig. Primeiro Craig levou oito pontos no rosto após uma cena de luta, na seqüência das filmagens, um dublê sofreu um grave acidente de carro, escapando por pouco de cair de um penhasco. Ele continua internado até hoje.

Bebel Gilberto leva "Momento" à Lapa


Deborah Dumar

Já se preparando para entrar em estúdio para gravar novo disco, em janeiro, Bebel - que ganhou um belo espaço no mercado internacional com a bossa lounge (só no filme "Closer", estrelado por Julia Roberts, ela emplacou quatro músicas) - volta a mostrar o show "Momentos", com que rodou boa parte do mundo, no espaço cultural da qual foi uma das primeiras freqüentadoras ao lado de sua turma: o Circo Voador. Isso foi lá pelos anos 80 e a lona estava pousada no Arpoador.

A artista está feliz da vida de cantar no Circo que voou até a Lapa e retorna ao País com novidades. "Na verdade, já estou me preparando para um outro momento", brinca. "Mostrarei algumas músicas inéditas em primeiríssima mão e cantarei coisas que tenham a ver com a minha história, como Mulher sem razão, parceria minha com Cazuza e Dé Palmeira que a Adriana Calcanhotto acabou de resgatar".

Entre as canções que darão frescor ao show está um antigo sucesso dos Novos Baianos, "Acabou chorare" (regravada recentemente por Arnaldo Antunes). E há duas razões para isso, como ela mesma explica. Uma foi o reencontro com o filho de Baby Consuelo e Pepeu Gomes, o guitarrista Pedro Baby, que vem de longa temporada com Marisa Monte e que se soma ao time de músicos que a acompanha.

A outra, deixa que ela conta: "Esta canção foi criada em minha homenagem, pois era uma expressão que eu usei quando tinha apenas seis anos para tranqüilizar meus pais (Miúcha e João Gilberto) e indicar que não estava mais chorando".

Para quem não se lembra, João Gilberto freqüentava o apartamento alugado em Botafogo pelos jovens músicos (antes de eles se mudarem para um sítio na Zona Oeste) que vieram a pipocar no cenário cultural do País logo com o primeiro álbum, que estourou nas rádios com várias música.

Além de Pedro Baby, a banda que tocará com Bebel no Circo é formada por Masaharu Shimizu (guitarra e baixo), que se apresentou com ela no Brasil no ano passado, o parceiro Thomas Bartlett (piano e teclados) e Magrus Borges (percussão).

Com Thomas, ela assina "Forever", que habitualmente toca com grupos como o The National (uma das melhores atrações escaladas para o recém-encerrado TIM Festival) e Antony and The Johnsons. A música integra a trilha do documentário "They killed sister Dorothy', co-produção Brasil/ EUA, exibido nas últimas edições do Festival do Rio e da Mostra de São Paulo.

Com o CD "Momento", lançado no início de 2007, nos Estados Unidos e Europa, Bebel fez turnê pelo Leste Europeu, seguindo para os Estados Unidos, México, Canadá, Austrália, Cingapura e retornou à Europa para outros shows.

O disco, lançado no Brasil pela Sony/BMG foi bem recebido pela crítica. Com o CD "Tanto tempo", ela se consagrou no mercado internacional, vendendo mais de um milhão de cópias.

Bebel conta que tenta reproduzir no palco o clima de sua casa, em Nova York. "Quero que as pessoas se sintam na minha sala. O show tem uma living room vibe". A concepção de luz do espetáculo é de Ivan Marques e Erich Baptista, que assina também o clipe de "Momento".

O grosso do repertório, naturalmente, foi tirado do disco, e do roteiro fazem parte "Os novos yorkinos" (Bebel Gilberto/ Didi Gutman/ Sabina Sciubba) e "Cadê você?" (Bebel Gilberto/ Guy Sigsworth), além da faixa-título, parceria dela com Masa Shimizu e Mauro Refosco.

A artista também promete cantar, do seu jeito, "Night and day" (Cole Porter), "Caçada" (Chico Buarque) e "Tranqüilo" (Kassin). Já "Bring back the love" (Bebel Gilberto / Didi Gutman/ Sabina Sciubba) ressurge sem a roupagem eletrônica do disco.

BEBEL GILBERTO - Show hoje, a partir das 22h30, no Circo Voador (R. dos Arcos, s/n. Tel.: 2533-0354. Ingressos a R$ 40 e R$ 20.

Celulite? Macho de verdade nem sabe que merda é essa!


O Luiz Alberto Viegas, nosso homem em Olinda (PE), me mandou essas fotos aí de cima, reclamando que se sentiu roubado por saber que a Juliana Paes havia passado pelo Photoshop antes de aparecer na Playboy.

Sinceramente, mas será que alguém pode falar em "propaganda enganosa" quando se trata de obter um passe livre para frequentar essa padaria de 1º Mundo?

Pô, Viegas, a cada dia que passa você está ficando muito, mas muito exigente. Pára com isso, rapá, ou as recifenses vão acabar te deixando na mão!

Boneca inspirada em Julia Paes vai custar R$ 7 mil



A produtora Sexxxy World desistiu de comercializar uma simples boneca inflável parecida com Júlia Paes, e optou por uma cópia bem realista da moça.

A idéia da produtora é vender uma boneca feita à mão, com materiais que imitam a textura da pele de uma mulher real, e o mais parecida possível com Julia Paes. O único problema é que o brinquedo vai custar em torno de R$ 7.000,00.

O responsável pela criação da boneca é o artista McMullen, proprietário da empresa Real Doll, especializada em criar sob encomenda a chamada “real doll”, que seria basicamente uma boneca com detalhes que procuram reproduzir o mais fielmente possível as características de uma mulher real.

McMullen, que se acha um perfeccionista, não é modesto quando se refere às suas criações. “São verdadeiras obras de arte”, afirma.

Quem tiver o dinheiro na mão, e coragem para gastar com brinquedo, pode acessar o site, descrever como quer a sua boneca e fazer a encomenda.

Depois, paciência para esperar até quatro meses para ter a sua “amante”, tempo que pode demorar a produção de uma boneca. Cada caso é um caso.

McMullen, por questões de higiene, não aconselha a compra de segunda-mão. Lembra que as originais são entregues com um kit de limpeza. E aí? Animadinhos?

Um festival para fazer história



Tamyres Matos

Parati, Tiradentes, Ouro Preto e Diamantina formarão o circuito de uma verdadeira caravana cultural nos quatro finais de semana deste mês, a partir de amanhã. Trata-se da primeira edição do Festival Estrada Real, que celebrará a diversidade da música brasileira com nomes consagrados.

Chorinho, modinha, lundu, música sacra e popular fazem parte do roteiro dos espetáculos que ficarão a cargo de Wagner Tiso, Victor Biglione Yamandú Costa, Marcelo Fagerlande, Miguel Proença e do grupo Quadro Cervantes neste período.

A Estrada Real era o caminho utilizado para o escoamento do ouro e diamantes extraídos de Minas Gerais, durante o Brasil Império. Apesar de as reservas de pedras preciosas terem se esgotado, permaneceu ali a riqueza do barroco brasileiro, com obras de arte de mestres como Aleijadinho. As igrejas foram ornamentadas com parte da riqueza do País à época do ciclo do ouro. Assim como são majestosas a arquitetura dos grandes palácios e sobrados, os chafarizes, as pontes e os oratórios, que servirão de décor para os espetáculos.

"O interessante no projeto é unir música, história e artes visuais desta magnitude. Afinal o público vai estar ouvindo belas canções em um cenário maravilhoso", comenta o idealizador e responsável pelo evento, Leonardo Conde.

Os recitais serão realizados, além das igrejas, nos museus, monumentos e praças públicas das cidades históricas. "A minha inspiração vem daí. As paredes das igrejas, entre outras coisas exalam a história do nosso País", destaca Leonardo. A programação inclui ainda encontros com contadores de histórias, palestras, debates, oficinas de música e - o melhor - tudo é de graça.

Na primeira semana, as apresentações serão em Parati, na segunda, em Tiradentes, na terceira, em Ouro Preto, e, no encerramento, os espetáculos serão realizados em Diamantina. Entre as atrações de Tiradentes, destacam-se Miguel Proença, Quadro Cervantes e Yamandú, que também tocará em Ouro Preto.

Atrações deste fim de semana em Parati

Amanhã

. Quadro Cervantes, na Igreja Santa Rita, às 21h.

Sábado

. Daniela Chindler e Grupo Contadores de Histórias, na Tenda da Matriz, respectivamente às 11h e 16h.
. Palestra "A música no Rio de d. João VI: Celestial, ousada e indecente", com Marcelo Fagerlande, na Casa de Cultura de Parati, às 15h.
. Cirandas de Parati com Os Caiçaras, na Tenda da Praça da Matriz, às 19h.
. Grupo Modinhas Cariocas, sob direção de Marcelo Fagerlande, na Igreja Santa Rita, às 21h.
. Apresentação de Wagner Tiso e Victor Biglione, na Tenda da Praça da Matriz, a partir das 22h30.

Domingo

16h - Grupo de chorinho Rabo de Lagartixa se exibe, às 16h, na Tenda da Igreja Matriz

FESTIVAL ESTRADA REAL - Shows de Wagner Tiso, Victor Biglione, Yamandú Costa, Miguel Proença, Quadro Cervantes e Modinhas Cariocas, na Estrada Real. Nos próximos quatro finais de semana (Parati no primeiro e, depois, Tiradentes, Ouro Preto e Diamantina). Entrada franca.

quarta-feira, novembro 05, 2008

Regininha versus Beyoncé


Eu não sei se rio, se choro ou se seguro minha boca que ficou aberta durante os primeiros minutos em que assisti ao vídeo acima. Do lado esquerdo, a bicha. Do lado direito, Beyoncé. Não é que os dois dançam iguaizinhos?

Como ele conseguiu decorar isso tudo em tão pouco tempo? É o dom da dança. É do dom da bee.

Sei não, mas desconfio que essa bichinha já desfilou na Parada Gay de Manacapuru...

Novo disco da Beyoncé vazou na rede


Já está dando sopa no Youtube o novo CD de Beyoncé, “I Am… Sasha Fierce”. Na foto acima, ela está com o ouvido tampado. Será que as faixas são tão horrorosas assim?

Sim. Quase isso.

Pelo pouco que ouvi (foram sete faixas que caíram na rede), tem muita música melosa e cafona como “Halo”, “Broken Hearted Girl” e “Ave Maria” (sim, a Sasha é religiosa).

As outras mais agitadas, “Radio”, “Diva” e “Sweet Dreams”, que não são R&B e sim cripto-soul com uma batida mais dance e eletrônica, também são bem fraquinhas.

Vem aí o primeiro álbum ruim da Beyoncé?

Será que “Single Ladies” é a única música que presta?

Nova série faz sátira a histórias de super-heróis


A Inglaterra é a terra do Monty Phyton. Ou seja, o humor inglês é do tipo "ame ou odeie". Por isso, No Heroics pode parecer chato à primeira vista.

Seu piloto, Supergroupie, já dá as cartas do que trata a série: numa cidade qualquer, super-heróis convivem como pessoas normais, que de dia combatem o crime e de noite vão tomar uma cervejinha num pub com seus amigos, também poderosos. Como na vida normal, nem todos os heróis são bonitões e descolados. Os personagens principais de No Heroics são "gente como a gente", guardadas as devidas proporções.

She-Force (Rebekah Stanton) possui o poder da superforça, mas é gordinha e carente. Electroclash (Claire Keelan) consegue controlar qualquer máquina, mas é anti-social e mal-humorada. Timebomb (James Lance) é um gay que consegue ver 60 segundos no futuro (!) e The Hotness (Nicholas Burns) controla o fogo, mas o que ele mais deseja é ser famoso e conquistar as menininhas.

Tirando uma onda forte com toda a mitologia dos quadrinhos (e séries) de superheróis, No Heroics é um exemplo genuíno daquele tipo de humor que não te faz gargalhar na hora, mas te deixa com um sorriso pré-armado o tempo inteiro. Pode ser que não emplaque, mas promete.

Ozzy Osbourne recebe o prêmio de Lenda Viva


Ozzy Osbourne foi o grande destaque na noite de premiação do Classic Rock Awards, em Londres. O ex-vocalista do Black Sabath foi condecorado com o título de Lenda Viva no evento promovido pela revista Classic Rock. Ozzy recebeu o prêmio das mãos de Slash, guitarrista do Velvet Revolver.

- Ozzy Osbourne é um nome familiar para todo mundo e bandas como AC/DC, Led Zeppelin, Metallica e Guns N’ Roses estão mais presentes nas manchetes e capas do que nunca, quebrando recordes de vendas e liderando as paradas – disse Scott Rowley, editor da revista Classic Rock ao site Music Week.

Além dele, o Foo Fighters foi premiado como a Banda do Ano, enquanto o show de retorno do Led Zeppelin foi escolhido como o Evento do Ano. Syd Barret, falecido fundador do Pink Floyd, levou o prêmio Tommy Vance de Inspiração.

Elton John volta ao País para dois shows


Roberta Pennafort (AE)

Depois de 13 anos de espera, o público brasileiro voltará a ouvir os maiores sucessos de Elton John ao vivo. Os shows da turnê "Rocket man", que, desde o ano passado, já passou pela Europa, Ásia, Austrália, África e América do Norte, foram confirmados para os dias 17 de janeiro, no Anhembi, e 19, na Praça da Apoteose, no Rio. Sua única apresentação no Brasil tinha sido em 1995. A abertura será com James Blunt.

Os preços dos ingressos regulam com os dos concertos de Madonna, em dezembro: pista premium a R$ 550 e pista comum R$ 250. Carteirinhas de estudante são aceitas. Os ingressos para São Paulo começam a ser vendidos neste sábado; para o Rio, no domingo. Em ambos os dias, a partir das 22 horas, pelo site www.ingresso.com.br e o telefone 4007-1007 (ligação de qualquer cidade brasileira). O telefone funcionará 24 horas no fim de semana. A partir de segunda-feira, o horário será das 6 horas à meia-noite. Também haverá venda no Pacaembu, a partir de domingo, e no Maracanãzinho, a partir de segunda, à exceção dos dias de jogos.

Os fãs de Sir Elton podem esperar todos os clássicos de seus 40 anos de carreira, já que o show, de duas horas de duração, se baseia no álbum "Rocket Man - The definitive hits", lançado no ano passado. O provável repertório: "Bennie and the Jets","Crocodile rock","Your song", "Sorry seems to be the hardest word", "Goodbye yellow brick road", "Sacrifice", "Tinderbox", "Skyline pigeon", "Don't go breaking my heart", "Sad songs", "Philadelphia freedom", "Daniel", "I guess that's why they call it the blues", "Tiny dancer", "Don't let the sun go down on me", "I'm still standing".

Elton quase veio há cerca de dois anos, quando chegou a ser anunciado um show na Praia de Copacabana. Os aficionados ficaram decepcionados quando a apresentação foi desmentida. "A expectativa é muito grande. O show vai reunir pais e filhos, já que o público do Elton tem acima de 35 anos e o do James Blunt, mais garotada", diz Luiz Oscar Niemeyer, diretor-geral do projeto.

No Anhembi, são esperadas cerca de 30 mil pessoas; e na Apoteose, 35 mil. Niemeyer contou que optou pelo Sambódromo do Rio de Janeiro (criticado por conta de problemas com o som, verificados em grandes shows anteriores) por ser um lugar menor do que o Maracanã, e, portanto, com uma visão melhor do palco. Ele já realizou lá quatro edições do Hollywood Rock e um show de Eric Clapton. A Apoteose já viu também Pearl Jam, Roger Waters, Bon Jovi, Avril Lavigne e Robbie Williams.

Em 1995 - no Ibirapuera e no Estádio da Gávea - a abertura foi com Sheryl Crow. A opção pelo britânico James Blunt (primeiro lugar nas paradas nos EUA com o single "You're beautiful") foi do próprio Elton. Curiosamente, ele o desbancou ao se tornar o primeiro artista não-americano a conquistar a posição depois de "Candle in the wind", de 1997 (ano da morte da princesa Diana, amiga de Elton, a quem a música, originalmente para Marilyn Monroe, foi dedicada).

Além de "You're beautiful", Blunt vai cantar sucessos como "Same mistake" e "Carry you home" (as três músicas foram incluídas nas trilhas sonoras das últimas novelas das oito da TV Globo, sendo "Carry you home" o tema do personagem de José Mayer em "A favorita").

terça-feira, novembro 04, 2008

Road comics brasileiro





Claudio Yuge

Curitiba - Junte aí um pouquinho de road movie, ultraviolência em tom de humor negro, pitadas de cultura pop, design gráfico, traços rebuscados e dezenas de referências. Tudo isso está no quadrinho de Rafael Grampá, que exibe mais de sua ainda pequena, porém ruidosa, bibliografia na nona arte em Mesmo Delivery, lançamento da editora Desiderata.

Mesmo Delivery conta uma história simples: um motorista de caminhão brutamontes e seu companheiro magricela rodam com uma carga misteriosa quando, em uma parada num restaurante de beira de estrada, acabam arrumando confusão. O que se segue é uma pancadaria generalizada até o final da revista.

No entanto, o que chama mesmo a atenção é a maneira como isso tudo é contado, simples mas muito divertido. Os desenhos rococó de Grampá evocam o preciosismo a favor da vitalidade dos personagens, os detalhes em prol do dinamismo, os layouts são inspirados em uma canção rock'n'roll, como se o leitor estivesse ouvindo uma canção do Queens of Stone Age na frente de uma tevê exibindo um faroeste moderno. Robert Rodriguez ou Quentin Tarantino que o digam.

A narrativa, aliás, busca referências vintage, composições baseadas em seriados setentistas e em ilustrações japonesas, tudo bem colocado na página, resultado da experiência do rapaz como designer e diretor de arte em renomado estúdio paulista. Ação e reação, tempo e ângulo são dispostos de forma a sugerir a compreensão instintiva do leitor, superestimando a inteligência de quem acompanha a trama. Coisa rara no mercado mainstream desses dias, especialmente vindo da produção nacional.

O gaúcho Grampá, ainda jovem, demorou a perceber que, diferente da maioria, nasceu com o talento. E, depois de avisado, passou a produzir com mais frequência, desenvolver sua narrativa. Em Bang Bang mostrou o cartão de visitas, em 5 conquistou ao lado dos gêmeos Bá e Moon o Eisner Awards e agora, com Mesmo, já cravou seu nome entre os principais da nova geração de quadrinhistas brasileiros. Resta ao público esperar seus vindouros trabalhos, a edição 250 de Hellblazer, em parceria com o roteirista Brian Azzarello em conto especial de John Constantine; e a graphic novel Furry Water.

DIMENSÃO DC: LANTERNA VERDE

Os anéis energéticos verdes só podem ser utilizados por pessoas corajosas e com uma força de vontade acima da média. Já os amarelos são de seres capacitados a provocar muito medo. Ambos detêm forças cósmicas suficientes para criar construtos no limite da imaginação e são destinados apenas aos escolhidos por cada tropa.

E se chocam em uma batalha denominada Guerra dos Anéis, que estréia na nova revista da Panini Comics, Dimensão DC: Lanterna Verde, responsável por deflagrar o início da Crise Final, mais um grande evento para reformular o universo da DC Comics, editora de Superman, Batman, Mulher-Maravilha, entre outros.

A Tropa dos Lanternas Verdes é como se fosse uma polícia intergalática e tem entre seus membros quatro escolhidos terrestres, no setor 2184, ou seja, o nosso: o temperamental Guy Gardner, o sistemático John Stewart, o criativo Kyle Rainer e o teimoso Hal Jordan. O último costuma ser conhecido por desobedecer constantemente as ordens dos Guardiões do Universo e só é perdoado por sua bravura e o faro por encontrar confusão relevante em lugares onde menos esperam.

O que a Tropa dos Lanternas Verdes não sabia é que o espectro de cores de anéis é maior do que se podia imaginar. E a primeira das faixas a se manifestar é a amarela, liderada pelo ex-lanterna verde Sinestro. Começa então a batalha da força de vontade contra o medo, guerra que vai reverberar por todos os cantos do Universo DC.

A saga, uma das melhores da DC em muitos anos, foi elogiada pelos leitores e pela crítica por diversas razões, entre elas: o roteiro de Geoff Johns é autocontido nos títulos Green Lantern e Green Lantern Corps, reunidos em uma só revista no Brasi, pela Panini Comics, o que facilita o entendimento do confuso universo decenauta; os desenhos de Ivan Reis caíram como uma luva, o que rendeu ao brasileiro o título de melhor desenhista pela revista especializada Wizard; as histórias reinventaram o mito dos Lanternas, reformularam os vilões, introduziram elementos interessantes (como as diversas tropas de várias cores) e mostraram como cada um das centenas de integrantes da Tropa é completamente diferente um do outro.

O sucesso da mistura entre ação e ficção científica conquistou até mesmo os leitores que torciam o nariz para o Lanterna Verde da Era de Prata, Hal Jordan, e levou a direção da DC a pensar o futuro de seu universo a partir do título esmeralda. Tudo o que vai acontecer daqui pra frente tem ligação profunda com a revista Dimensão DC: Lanterna Verde e até mesmo o vindouro filme do herói tem influência dessa saga.

A primeira edição traz o nascimento da Tropa Sinestro e a formação de uma nova Tropa dos Lanternas Verdes liderada por Guy Gardner, John Stewart e Kyle Rainer. E, a melhor notícia, pode ser acompanhada por qualquer um que não tenha lido nada sobre o assunto nos últimos trinta anos. O que, atualmente, para a DC, já é um ótimo começo.

PREDADORES

A maioria das histórias de vampiros mostram esses seres notívagos em uma constante luta pela sobrevivência, seja para se alimentarem ou para viverem em relativa paz. Predadores, lançamento da Devir Livraria, acrescenta algo ao gênero: o roteirista Jean Dufaux e o ilustrador Enrico Marini contam como os humanos influenciaram no comportamento dos chupadores de sangue e vice-versa.

Tudo começa quando a voluptuosa tenente Vicky Lenore e seu fiel escudeiro, o detetive Benito Spiaggi, aprofundam-se na investigação de assassinatos misteriosos em série. A dupla começa a descobrir uma trama ainda mais complexa, com ares conspiratórios, enquanto os irmãos Camilla e Drago, dois predadores da noite, têm planos próprios nessa história toda. Os vampiros, não satisfeitos apenas em coexistirem com os humanos, querem mais poder.

O elaborado roteiro tem a assinatura de um escritor experiente, que já desenvolveu tramas dos mais diversos gêneros, do fantástico ao faroeste, e isso está explícito em como a narrativa segue o ritmo ditado por seu criador. Os desenhos de Enrico Marini são ricos em movimentos e a fácil fluência com que conta a história com belas ilustrações também chama a atenção, especialmente nas curvas das mulheres e na lascividade dos vampiros.

Marini compõe quadros que unem traços influenciados por europeus em ação típica dos norte-americanos, com coloração e arte-final semelhante aos dos japoneses. Essa arte globalizada permite que os quatro volumes de Predadores, apesar da densidade do texto e da trama, sejam também bastante acessíveis aos leitores mais jovens.

SANDMAN

Dizem que um raio nunca cai duas vezes no mesmo lugar. Neste caso, caiu... quatro. É a quarta edição da melhor história seriada de todos os tempos em solo tupiniquim: Sandman, de Neil Gaiman, reinicia no Brasil com produção a partir de sua versão Absolute, com um precinho mais camarada.

Sandman já havia sido publicada na íntegra nos anos 90, cheia de atrasos, pela editora Globo. Quase em 2000, teve uma outra edição inacabada pela então inexperiente Tudo em Quadrinhos, e finalmente recebeu tratamento de luxo em encadernados pela Conrad Editora, que encerrou a saga de Morpheus pela segunda vez no Brasil em agosto deste ano.

A Pixel Media agora traz mais uma vez a saga toda, desta vez com 17 volumes e três especiais. Diluir a versão Absolute (algo como uma versão do diretor, cheio de extras, nova coloração e tratamento especial sobre os originais) em mais edições faz parte da estratégia da editora de baratear seus encadernados, que terão menos páginas, entre 132 e 160, e formato menor. O valor, que nas luxuosas publicações da Conrad chegavam a R$ 70, cai para uma média de R$ 30.

O primeiro volume, já nas prateleiras, compila as quatro edições originais da saga, mais os extras, em Prelúdios & Noturnos, arco com impressão esgotada na Conrad Editora, que optou por publicá-lo com os oito números iniciais de Sandman. Ah, sim, do que se trata a série: bem, é uma história sobre sonhos, brigas familiares, mitologia, fantasia, horror gótico, magia, Shakespeare e, enfim, nós mesmos.