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quinta-feira, fevereiro 20, 2014

Esse meu senador era mesmo foda!


Curiosidades sobre Fábio Lucena, que só descobri hoje (o sacana passou a vida inteira dizendo que havia renunciado ao mandato de 1982 porque “queria ser um senador-constituinte eleito em 1986”. Pura cascata! Ele havia guardado uma bala de prata pra qualquer emergência...):

Em 1982, Fábio Lucena foi eleito senador pelo Estado do Amazonas.

Em 1986, ainda no meio do mandato, se candidatou novamente ao Senado e foi eleito pela segunda vez.

Em 17 de dezembro de 1986, foi diplomado para o novo cargo.

No dia 1º de fevereiro de 1987, na 1ª Reunião Preparatória do Senado Federal, foi lido um comunicado do senador ao presidente da Casa.

Está no comunicado: “Comunico a Vossa Excelência que renuncio ao mandato de senador da República, pelo Estado do Amazonas, eleito que fui em 15 de novembro de 1982, e no qual me empossei em 1º de fevereiro de 1983, no ato e no momento em que me emposso, em 1º de fevereiro de 1987, no mandato de senador da República pelo Estado do Amazonas, para o qual fui eleito em 15 de novembro de 1986, conforme diploma já encaminhado à Mesa”.

Nessa mesma reunião preparatória foi empossado senador para o mandato que se iniciou naquela data.

No dia seguinte, na 2ª reunião preparatória, o advogado Leopoldo Peres Sobrinho, diplomado suplente de senador pelo TRE/AM em 07.01.83, foi empossado senador na vaga aberta pela renúncia de Fábio Lucena.

Em outras palavras, o senador Fábio Lucena acumulou licitamente, de 17.12.86 a 01.02.87, o exercício do mandato de senador eleito em 1982, com o diploma decorrente da eleição de 1986, fato sem precedentes na história do país.

Ele também foi o primeiro vereador amazonense a sair direto da Câmara Municipal de Manaus para o mais alto posto legislativo da República.

Seu feito só seria repetido 14 anos depois, em 1994, pelo então vereador Jeferson Peres.

sábado, fevereiro 15, 2014

Facebook ativa novas opções de gêneros sexuais no perfil. Descubra o seu!


Esta semana, o Facebook começou a ajustar as opções de gênero sexual nos perfis de 159 milhões de usuários norte-americanos, incluindo, além de Masculino e Feminino, gêneros como gay, transexual, andrógino, bissexual, intersexual, viado corintiano, corno flamenguista, puta nacionalina, qualira, tribufu, baranga e mocreia, entre outros.

“Para muitas pessoas isso não vai significar nada, mas para outras causa um impacto, representa o mundo”, declarou a engenheira de software Brielle Harrison, uma das idealizadoras deste projeto.

Vale ressaltar que ela realizou uma cirurgia de mudança de gênero, de homem para mulher, deixando de torcer pelo Chicago Bulls para torcer pelo New York Knicks.

Brielle também afirmou, enquanto supervisionava a alteração no sistema, que irá mudar sua identificação sexual na rede social de “mulher” para “transmulher”.

“Transexuais como eu e pessoas de outros gêneros sempre recebem a opção binária, você quer ser homem ou mulher? Qual o seu gênero? E isso é desanimador porque nunca nos deixam dizer quem realmente somos. Pela primeira vez eu posso ir para o site e especificar para todos que conheço qual é o meu gênero”, disse a engenheira de software.


Ainda não há previsão da chegada desta novidade para os usuários brasileiros, mas o CANDIRU apresenta em primeira mão alguns desses 58 perfis. Descubra o seu!

Viado – Esse é o mais antigo e tradicional de todos os gêneros sexuais do planeta. Todo mundo conhece um. Ele fala imitando mulher, com a voz desafinada e a língua entre os dentes. Também costuma revirar os olhos enquanto fala e sempre desmunheca. Tem cinco variações: viadinho, viadaço, viadão, viado-filho-da-puta e o mais antigo e tradicional deles, o viado velho, que também é pai de um de seus amigos de infância.

Bicha – É o viado mais rampeiro que existe, daqueles que fedem a mijo e usam calça corsário com tamanco. Suas duas variações mais conhecidas são a bicha-louca, que é um misto de viado com maluco, e a bicha-nojenta, que é aquela que trabalha com a gente na empresa.

Gay – É o viado metido a intelectual. Ele é alegre, inteligente, extrovertido, mas dá o rabo igualzinho aos demais. Só que com mais criatividade. O gay fala de sexo anal o tempo todo e costuma afirmar que boceta só tem fama, bom mesmo é cu. O dele, evidentemente.

Boneca – É a mais fêmea dos viados, tanto que gostaria de ser chamada de “viada”, por ser no feminino. Na realidade, ela se acha a própria me-ni-na-mo-ça e sonha com um casamento ma-ra-vi-lho-so. O único problema é que como toda boneca de verdade tem sempre a bunda malfeita.

Fruta – É aquele viadinho meigo, frágil, branquinho, pálido, com gestos graciosos e delicados. Geralmente é ou foi criado pela avó, jogando bola-de-gude no carpete e colorindo revistas Recreio. Na pior das hipóteses, é aquela “filha” que a mãe não pôde ter e foi criado usando camisolinha rosa e laço de fita no cabelo desde pequenininho. Geralmente só dá o rabo mediante solicitação expressa, pois é extremamente tímido.

Baitola – É a bicha nordestina. Normalmente, é um fio-duma-égua bem abestado que nasceu florzinha e se mandou pro Sul Maravilha (Rio ou São Paulo, onde sempre cabe mais um e não precisa usar Rexona) pra fazer saliência bem longe da família, senão o pai matava o desajustado de porrada.

Pederasta – É um viado em desuso. Teve sua vez na época dos grandes bailes de carnaval no Municipal ou no Ideal Clube, quando se fantasiava de “Esplendor da Corte Assíria de Hamurabi” e podia pagar alguns trocados para ser comido pela molecada. Hoje, a bunda murchou, apareceram as varizes e as estrias, o rosto se desmantelou, enfim, virou um verdadeiro lixo.

Qualira – É o viado discreto, enrustido. Em geral, é bem rico e se casa com uma mulher para camuflar suas atividades. Paga bem e pede discrição. Frequenta muito o proctologista e é capaz de trair a mulher com o próprio cunhado garotão, em troca de emprestar o carro. Às vezes, sofre de crise existencial e cai em depressão. Mas nunca se arrepende. Aí, também já é pedir demais, né, santa?

Meigo – É o viado que você nunca tem certeza se ele realmente atraca de popa. Você desconfia pelos seus gestos e trejeitos, mas se souber que ele não é viado não vai ficar decepcionado. Ele deixa dúvidas. Quando você acha que um cara é meio viado, mas não tem certeza, chame ele de “meigo”, que é a abreviatura de MeioGay.

Colírio – Esse é o viado que ninguém, absolutamente ninguém, imagina que seja. Ele fala como homem, se veste como homem, anda como homem, coça o saco como homem, pode ser casado e até ter filhos, compra a revista Playboy e comenta “Meu Deus, que mulher gostosa!”. O colírio costuma ser inflexível quanto a odiar os homossexuais e se fosse possível mandaria matar todos sob tortura (pode ser uma maneira de eliminação da concorrência através de uma ação inconsciente). Ele chama-se “colírio”, porque se aparecer uma oportunidade de se relacionar com outro homem sem que ninguém saiba, o sacana vai pra cama e dá tanto o rabo que tem de passar colírio (Moura Brasil ou similar) no olho do cu, de tão ardido que fica. Dizem que quando o colírio é pingado no anel de couro ainda quente, chega a fazer tzzzzzzz e a biba abre logo uma cerveja. Quando você quer chamar alguém de viado, mas não quer que ele desconfie, diga assim: “Esse aí tem cara de quem usa colírio!”

Jibóia – É o tipo mais dissimulado de viado. Geralmente vive camuflado, é sempre engraçado e muito “dado”, e se oferece para tudo. Gosta de ser popular e chamar atenção. Só conversa tocando as pessoas, principalmente se o interlocutor for homem. O jibóia é muito encontrado em repartições públicas e empresas estatais de turismo. Ele vive esperando algum colega dizer a frase do dia: “Vou dar uma mijada. Tem alguém pra balançar pra mim?”. Tome cuidado com o seu colega de trabalho, cujos olhos brilham ao escutar essa frase. Ele pode ser um tremendo jibóia.


Boiola – É um viado mais moderno, mais antenado, mais globalizado. Ele pratica surf, aeróbica, jiu-jítsu, capoeira, rapel e pára-quedismo. Gosta de usar óculos espelhados na testa e boné John John. Finge que namora a coleguinha de turma. Frequenta rodas de pagode, mas, no fim da noite, dá sempre uma passadinha no bingo pra botar a “cartela” em dia. Por serem viados de marca, também conhecidos como “viados globalizados”, os boiolas possuem uma subclassificação, que os diferencia das bichas rampeiras e sem pedigree:

Boiola-BigMac – tem sempre um molho especial.

Boiola-DisneyWorld – fazem fila para entrar nele.

Boiola-OB – gosta de tudo bem enfiadinho.

Boiola-Brahma – é gay até em pensamento.

Boiola-Swatch – dá de uma em uma hora.

Boiola-KiaBesta – dá para onze de uma só vez.

Boiola-Cinemark – o sujeito só entra depois de pagar.

Boiola-Batom-Garoto – todo mundo come.

Boiola-Flamengo – é o queridinho das multidões.

Boiola-Viagra – quando toma o pinto sobe.

Boiola-Rexona – onde sempre cabe mais um.

Boiola-Aspirina – depois que toma, passa a dor de cabeça.

Boiola-LuxLuxo – usam ele da cabeça aos pés.

Boiola-Ericsson – tem cobertura garantida em qualquer lugar do Brasil.

Boiola-Dunkin’Donuts – tem a melhor rosquinha.

Boiola-Maggi – ainda dá o maior caldo.

Boiola-Miojo – todo mundo come, mas vive negando.

Boiola-Skol – gosta de tomar no redondo.

Boiola-Windows 2000 – passa a maior parte do tempo no pau.

Boiola-Land Rover – aceita engate na traseira sem reclamar.

Boiola-Bombril – seu toba tem mil e uma utilidades.

Boiola-Sadia – o que mais entende de peru.

Boiola-Maksoud Plaza – quem entra, se sente em casa.

Boiola-Tostines – está sempre fresquinho, fresquinho.

Boiola-alfinete – pede que só coloquem a cabeça.

Boiola-calculadora HP – pisca quando metem o dedo.

Boiola-cofre – dá muito trabalho pra entrar.

Boiola-pipa – todo mundo segura pelo rabo.

Boiola-serra-elétrica Still – não deixa um pedaço de pau em pé.

Boiola-Gillete – corta dos dois lados.

Boiola-máquina-de-escrever Remington – quanto mais batem, mais ele gosta.

Adail quer que o concurso Miss Amazonas Infantil seja em Coari


Ivan Pé-de-mesa

O prefeito Adail Pedofileiro interrompeu sua lua-de-mel com Rafael do Polegar, levada a efeito na suíte presidencial da sede do Comando de Policiamento Especializado (CPE), em Manaus, para informar que Coari é candidata a sediar o concurso Miss Amazonas Infantil, que será realizado em agosto.

“Nós temos o maior interesse em levar esse concurso de piteuzinhos para a capital amazônica do gás”, afirmou o prefeito, babando em cima das fotos de algumas candidatas. “Assim que eu reassumir o cargo em Coari, vou oficializar o convite para os organizadores do evento e eu mesmo vou pegar as candidatas no aeroporto.”

O tradicional concurso, que está em sua 10ª edição, foi feito para mostrar o quanto, quem ainda é criança, sabe fazer bonito.

Pais corujas que não têm reservas em mostrar ao mundo o orgulho que sentem de suas princesinhas podem aproveitar para inscrevê-las no certame.

Com duas categorias (miss infantil e miss infanto-juvenil), o concurso de beleza, voltado exclusivamente para o público mirim, busca incentivar a participação das meninas de nosso Estado.

Diferente do Miss Brasil Infantil, a sua versão local não possui outro pré-requisito senão a idade. No caso, a categoria miss infantil vai de 9 a 12 anos, e a infanto-juvenil vai de 13 a 15 anos. São apenas vinte vagas por categoria.

As 40 candidatas vindas de diferentes municípios e da capital precisam dar um show de desenvoltura, talento, beleza e graciosidade para 12 jurados.

No ano passado, teve candidata que cantou, dançou, interpretou, tocou teclado, dançou ballet clássico e até mesmo fez demonstração de karatê.

O desfile de gala inclui belíssimos vestidos e também roupas que lembram algumas profissões, aquelas que as meninas sonham seguir quando adultas.  

Nova prisão preventiva


Para evitar que Adail Pedofileiro cumpra essa nova ameaça à integridade de nossas crianças, o Tribunal de Justiça do Amazonas decretou novo mandado de prisão preventiva contra o meliante nesta sexta-feira, 14, referente à ação penal de 2009, época em que o prefeito foi investigado pela Polícia Federal na “Operação Vorax”.

A decisão tem como base um novo fato apresentado pelo Ministério Público e dá prosseguimento às recomendações do ministro Roberto Barros, do Supremo Tribunal Federal (STF), que extinguiu um habeas corpus impetrado há cinco anos pela defesa de Adail, quando este foi preso em 2009.

Ou seja, caso Adail consiga um habeas corpus para a prisão preventiva expedida na última semana pela Justiça, pela qual segue preso desde sábado, 8, na sede do Comando de Policiamento Especializado (CPE), em Manaus, ele continuará preso devido ao novo mandado.

O prefeito é acusado judicialmente de envolvimento e favorecimento à prostituição de menores de idade no município amazonense de Coari (localizado a 363 quilômetros de Manaus), após ampla investigação da Polícia Federal.

Comentaristas na TV em extinção


José Nêumanne Pinto

Qual a hipótese mais grave e preocupante que teria motivado a demissão de três comentaristas que atuavam nos noticiários do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) – Denise Campos de Toledo, Carlos Chagas e eu –, comunicada aos três na sexta-feira 7 de fevereiro: a oficial ou a paralela? O diretor de jornalismo da empresa, Marcelo Parada, me comunicou que um tal “comitê de programação” da emissora havia decidido extirpar a opinião dos telejornais da casa em nome do primado da notícia.

Numa versão aparentemente mais técnica, que circulou em textos divulgados em redes sociais por blogueiros simpáticos à causa, os comentários em questão prejudicavam a “dinâmica” dos noticiários. A versão oficiosa, negada pelos mesmos blogueiros, era mais apimentada: nenhuma pessoa sensata apostaria um centavo na minha sobrevivência na emissora desde que Parada assumiu a direção.

Não é secreta para ninguém sua notória parceria com o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Rui Falcão, que não deve ser um admirador muito fanático da independência absoluta que sempre tive no SBT nas três vezes em que comentei assuntos políticos por lá.

Da mesma forma, tinha sido amplamente noticiada a generosidade com que a cúpula petista tratou o momentoso episódio da falência do Banco Panamericano, empresa do grupo Sílvio Santos. Teria sido, enfim, concluída a crônica de minha demissão anunciada?

Bem, fofocas não pagam dívida e a resposta a essa questão só pode ser dada com fatos. Vamos a eles. Fui nomeado três vezes comentarista do SBT por Sílvio Santos, que me disse admirar a forma sucinta e simples com que explico a meus ouvintes da Pan intrincados assuntos da política. Minha primeira passagem terminou quando Boris Casoy foi para a Record e o patrão exterminou o departamento de jornalismo.

A segunda teve fim com a contratação de Ana Paula Padrão, que mandou Luiz Gonzaga Mineiro me demitir do jornal ancorado por Hermano Henning, com o qual ela nada tinha a ver, mas faz tempo que desisti de entender esse tipo de falta de senso de loção, como dizia minha tia louca.

Desta vez, apesar de não ser um veterano da casa, Parada cumpriu todos os rituais da crueldade e da deselegância na demissão dos três profissionais com currículos que mereciam dele mais respeito. De sua sala fui levado pela secretária para o RH que me comunicou o encerramento do contrato com o pagamento dos sete dias de trabalho de fevereiro. Bem, isso também faz parte da rotina.

A descortesia a que me refiro é outra e tem história. Nem Parada nem seu segundo, Ricardo Melo, fizeram durante esta minha terceira passagem pelo SBT NENHUM reparo a algum comentário de minha lavra – nem contra, nem a favor, nem muito pelo contrário.

Na verdade, nenhum dos dois jamais me deu uma orientação ou algum aviso. Melo se abstinha desse dever elementar de qualquer chefe de redação alegando que eu era livre para dizer o que quisesse. Dizia respeitar minha livre expressão, conquista da democracia burguesa que ele, como leal trotskista, desprezava. Tudo bem. Também está no jogo.

Agora tomo conhecimento por interpostas pessoas que fazem fofoca em redes sociais que desde outubro eu já estava fora do SBT Brasil, “carro-chefe” do jornalismo da casa.

Uma vez, interpelei Melo (por uma questão de hierarquia e também pelo fato de que era mais comum encontrá-lo na redação do que me deparar lá com Parada) a respeito. E ele me deu uma resposta satisfatória: “Sílvio lhe paga salário e você grava. E me paga para decidir se seu comentário entra ou não no jornal”.

Achei a explicação razoável e nunca mais me preocupei em conferir se o comentário que eu gravava tinha sido editado no telejornal do horário nobre, ou não. Não era tão importante: nunca deixou de ir ao ar nenhum comentário que eu tivesse gravado para o Jornal do SBT e para o Jornal do SBT Manhã. E era isso que produzia a imensa satisfação de ser apoiado e elogiado por gente simples: garçons, porteiros, manobristas…

Na certa, foi também isso que decidiu a escolha feita pelo público em pesquisa da Abril Educação que planejou cursos em parceria com o SBT e escalou os três profissionais do elenco da emissora considerados de maior credibilidade pelo público: Ratinho, Celso Portioli e eu. O projeto não prosperou, mas duvido que tenha sido por minha causa ou dos dois queridos companheiros citados junto comigo.

Dito isso, concluo garantindo que não acredito que Parada tenha sido desrespeitoso com profissionais do quilate de Carlos Nascimento e Hermano Henning, que sempre usaram meus comentários, ao desprezar o fato chamando a atenção para minha ausência no noticiário apresentado também por minha conterrânea Rachel Sheherazade e meu companheiro na Pan Joseval Peixoto. Ele não deve ter feito isso.

Ainda que saiba que meus comentários não agradam a cúpula do PT, também não acredito que minha saída se deva a uma pressão sobre o companheiro diretor, mesmo porque Denise e Chagas nada têm que ver com minha ousada impertinência de todo dia.

Se minhas críticas obstinadas tivessem algum peso eleitoral, Lula não teria sido eleito duas vezes nem Dilma teria derrotado José Serra, embora eu também não costume ser condescendente com esses tucanos de alto plumagem.

Além do mais, a meu ver, o histórico de imprudências de Parada não inclui a possibilidade de negar a teoria oficial do fim dos comentários substituindo minha presença no dia-a-dia por algum comentarista mais domesticado de acordo com o gosto dos companheiros. Seria uma confissão de culpa imperdoável. Seria também muito menos grave do que de fato deve ter ocorrido.

Acredito piamente e lamento mais ainda que ele não tenha mentido: o que fez foi mesmo substituir comentários por mais notícias.

Em vez de um sujeito pernóstico deitando regras, o atual SBT prefere mostrar o flagrante da morte do frentista, o bebê que está bombando na Internet ou o macaquinho dançarino.

Não me sinto vítima de nenhum tipo de retaliação nem mártir do jornalismo opinativo na TV. Infelizmente, sou apenas o representante de uma espécie em extinção: a do jornalista que tem opinião e por isso, goza de credibilidade.

Em vez de rojões disparados por black blocs, Denise, Chagas e eu estamos sendo vitimados pela mordaça imposta em nome da prioridade da informação.

Página do Black Bloc faz ameaça a quem revela detalhes do grupo


Gabriela Batista

Um dia depois da revelação de uma planilha de gastos e arrecadações para um evento na Cinelândia, no qual aparecem os nomes de dois vereadores, de um delegado e de um juiz como doadores, a página “Black Bloc RJ” fez uma ameaça a integrantes do movimento a quem acusam de traição.

 “Ninguém, absolutamente ninguém tem o direito de expor a imagem de qualquer pessoa que esteja na luta fazendo acusações sem provas”, diz uma mensagem publicada nesta sexta-feira. “Se continuarem, medidas serão tomadas”, diz outro trecho da mensagem.

A partir da morte do cinegrafista Santiago Andrade, da rede Bandeirantes, morto por um rojão lançado por dois mascarados, jovens que se apresentam como “ex-black blocs” ou que se dizem decepcionados com o movimento passaram a expor detalhes do grupo.

Uma das imagens de gastos e de doações parece extraída de um grupo fechado do qual participa a cineasta Elisa Quadros, conhecida como Sininho.

Na quinta-feira, o site da revista Veja revelou uma planilha de doadores encabeçada pelos nomes de vereadores do PSOL: Renato Cinco e Jefferson Moura. Assessores dos dois vereadores admitiram que houve doações para um evento realizado em 23 de dezembro na Cinelândia. Também admitiu ter colaborado o delegado de Polícia Civil Orlando Zaccone. O juiz João Damasceno, cujo nome está na planilha, negou ter feito doação.

A mensagem também parece ser um recado para o auxiliar de serviços gerais Caio Silva de Souza, 22 anos, preso e indiciado pela morte de Santiago Andrade. Souza e seu advogado, Jonas Tadeu Nunes, afirmaram, na terça-feira, que há partidos políticos e diretórios regionais patrocinando tumultos nas manifestações.

Segundo Nunes, Caio Souza receberia 150 reais por cada manifestação. O jovem afirmou que a polícia “tem que investigar” o aliciamento de jovens e a participação de partidos políticos.

Leia a íntegra da mensagem:

“Pensam que não estamos de olho????

NINGUÉM, ABSOLUTAMENTE NINGUÉM TEM O DIREITO DE EXPOR A IMAGEM DE QUALQUER PESSOA QUE ESTEJA NA LUTA FAZENDO ACUSAÇÕES SEM PROVAS.

Manifestantes que se diziam “Brabos” agora estão com medo e expondo a imagem de pessoas que não tem nada a ver. NÃO TEM OUTRO NOME PRA ISSO DO QUE COVARDIA E TRAIÇÃO.
SE CONTINUAREM, MEDIDAS SERÃO TOMADAS

Vamos expor todos os “falsos manifestantes”

Batem nas suas costas dizendo que são irmãos, mas na verdade estão ali pra te f¨%$ e expor sua vida quando percebem o perigo se aproximando. NÃO TEM A CAPACIDADE DE ENFRENTAR E ENTÃO PONHE O DO OUTRO PRA TIRAR O SEU DA RETA... COVARDES!

É isso que o governo quer (não sermos unidos e com isso diminuir as manifestações). Essa é a hora onde separamos claramente os verdadeiros dos traíras!

NÃO PASSARÃO

AGUARDEM”

Crenças e costumes sexuais dos nossos ancestrais


Acreditando que a maioria das pessoas acaba fazendo da sua própria vida um cotidiano, separamos crenças e costumes incríveis de todos os tempos para que você saiba definitivamente, que a vida é mesmo assim, muda conforme o lugar, conforme o tempo. Mas sexo não, desejo e tesão é para a vida toda.

ELA SIM, ELE NÃO
Na Grécia, os casamentos eram oficialmente monogâmicos. Mas, na verdade a monogamia era um dever só da mulher. O marido poderia ter amantes, mas era obrigado a repudiar a mulher que o traísse. Se não fizesse, perdia seus direitos cívicos.

DOMÉSTICAS SEXUAIS
Na Roma Antiga, as mulheres de famílias pobres ou as que permaneciam solteiras podiam ser vendidas como escravas. Muitas tornavam-se concubinas, cujas tarefas básicas eram domésticas e sexuais.

REVERÊNCIA ESTRANHA
Nos tempos de César, os romanos costumavam colocar a mão direita sobre os testículos ao fazerem um juramento.

MÃOS DE OURO
Na comunidade muçulmana do leste africano, as mulheres acreditam que só um super-homem poderia satisfazer as necessidades delas. Portanto, dão uma “mãozinha” aos homens, masturbando-os constantemente.

 O PREÇO DA TRAIÇÃO
O casamento romano tinha lá suas regras muito definidas quanto à infidelidade. Sob o império de Augusto, o pai tinha direito de matar sua filha e o amante, caso descobrisse que ela traía o esposo. Agora, o próprio marido só podia matar o amante na condição de se divorciar da mulher ou no mínimo puni-la severamente. Uma corte definia o destino da adúltera. Ela não poderia se casar novamente e perderia metade dos seus dotes, além de um terço de suas propriedades. Isso quando não era expulsa para algum lugar bem distante do amante.

COISAS DE GRINGO
Pesquisa provou que, entre os americanos, 45% dos homens preferem fazer amor com as luzes acesas.

SEM EXAGERAR
Em Esparta, na antiga Grécia, homens recém-casados, eram aconselhados a não dormir com muita frequência com suas esposas. Isso porque acreditavam que sexo em exagero poderia produzir descendentes fracos. Desejo acumulado, crianças mais fortes
.
AULA PRÁTICA CEDO
No sul da Índia, os murria construíram lugares sagrados denominados ghotuls, nos quais o pré-adolescentes são estimulados a aprender sobre os atos sexuais. Ali, meninas perdem a virgindade aos seis anos de idade.

ORIGEM BÍBLICA
A Bíblia descreve um costume muito estranho, que gerou o nome oficial da já famosa punhetinha. O personagem Onan despejava a sua semente no chão quando sonhava com a cunhada. Daí o termo onanismo, determinado para a masturbação.

PESOS E MEDIDAS
Na África existem tribos que inspecionam o tamanho dos documentos dos pretendentes ao casamento, proibindo a união de parceiros que tenham órgãos desproporcionais um ao outro.

BICHO ESTRANHO
Muçulmanos e judeus acreditam até hoje que a mulher é impura durante o período menstrual. Na Indonésia, templos budistas utilizavam-se de cães farejadores para identificar e impedir a presença de mulheres menstruadas em seus portões sagrados.

ESQUENTANDO O TAMBORIM
Na Armênia existia um templo nos mesmos moldes que o da Babilônia. Lá toda moça virgem era obrigada a servir como prostituta, em preparação para o matrimônio.

OLHOS PEQUENOS E VIVOS
Os japoneses têm como costume comparar os lábios de uma mulher com os lábios vaginais. Acredita-se que eles tenham ligações comparativas em relação a seu tamanho.

DORMINDO COM O INIMIGO
Na mesma Esparta, um homem velho casado com uma mulher jovem poderia permitir que ela tivesse relações sexuais com homens jovens de bom físico e de qualidade morais. A meta era adotar uma criança gerada deste relacionamento.

SEXO VIBRANTE
Na Tailândia, os homens tem o costume de inserir contas de plásticos sob a pele do pau, com a finalidade de proporcionar melhores vibrações às suas parceiras sexuais.

HOMEM COM H MAIÚSCULO
Na Melanésia, a iniciação sexual do homem, é feita através da prática de felação nos homens mais velhos. É assim que a rapaziada alcança a masculinidade.

ESTRANHO NO NINHO
Na antiga Babilônia, toda mulher era obrigada a visitar o templo de Mylitta, a deusa do Amor. E ali dormir com o estranho que a escolhesse.

TUDO EM FAMÍLIA
As comanches dos Estados Unidos oferecem aos seus maridos as próprias irmãs, para que eles se mantenham satisfeitos, enquanto elas (as esposas) estiverem grávidas e impedidas para copular.

VALE TUDO
Na Índia e no Nepal, o sexo oral, anal e grupal com orgasmos desenfreados sempre foram vistos como algo bom, alegre e inserido no contexto.

CADA MACACO NO SEU GALHO
Os esquimós esfregam seus narizes um contra o outro, como prevenção contra o frio. Já os índios Kwakiutl chupam a língua um do outro e os russos se beijam na boca sem o menor constrangimento.

FOGO NO RABO
Nos anos 60, os índios australianos Tully River Blacks acreditavam que a mulher engravidava sentando-se sobre uma fogueira na qual assara um peixe.

Dez apps para você curtir e criar quadrinhos no tablet e smartphone


Daniel Gonzales

As telas de tablets e smartphones já se consolidaram como boas opções de plataformas para a leitura de quadrinhos. As plataformas iOS, Android e Windows Phone têm vários apps para ter suas histórias preferidas sempre à mão – e existe até mesmo um que possibilita a criação de suas próprias HQs.

Muitos personagens, como Charlie Brown e Peanuts, Calvin e Hobbes, Vingadores, Homem-Aranha, Dilbert, Capitão América, Garfield, etc, além de editoras como Marvel e DC, têm seus próprios aplicativos. Confira, abaixo, algumas sugestões:


Comics – Basta instalar o app e realizar um cadastro simples para ter acesso a mais de 40.000 quadrinhos digitais e graphic novels, muitos deles gratuitos ou que podem ser comprados pelo próprio aplicativo, para fanáticos pela Marvel e DC Comics – Batman, os Vingadores, The Walking Dead, até os infantis Pato Donald, o Rei Leão, My Little Pony, estão todos lá (em inglês). O app tem um sistema interessante de zoom para que você não perca nada e sincroniza suas histórias na nuvem, para leitura em qualquer dispositivo, além de contar com uma seção de notícias, comentários e podcasts.


Go Comics – Um dos melhores aplicativos para quadrinhos, tem milhares de histórias gratuitas de personagens como Garfield, Calvin e Haroldo, Dilbert, Peanuts e dezenas de outros, além de novidades diárias sobre tirinhas. Há histórias em inglês e espanhol, todas acessíveis mediante cadastro. O app permite a você marcar seus quadrinhos favoritos e compartilhá-los via redes sociais e e-mail.


Turma da Mônica – Este app, que traz um belo visual, permite a você criar suas próximas historinhas com os seus personagens favoritos, salvá-las e compartilhá-las. Há dezenas de cenários, personagens e objetos para você deixar a criatividade à solta, e a opção de comprar outros pacotes pelo próprio app.


Marvel Unlimited – Obrigatório para todo fã da editora. Traz um acervo impressionante com mais de 13.000 histórias digitalizadas. Neste app, você encontra raridades como as primeiras HQs de Wolverine, Hulk, Homem-Aranha, as antigas do Homem de Ferro, e muito mais. Há alguns exemplares gratuitos, e para ler mais é possível fazer assinatura mensal ou anual (US$ 10 / US$ 60, respectivamente). Dá para salvar o que você quiser para ler offline e compartilhar tudo em redes sociais.


Armandinho – Personagem brasileiro, Armandinho é um garoto simpático e esperto cujas histórias são postadas diariamente pelos criadores neste app.


YACReader – Excelente alternativa para importar e organizar suas HQs favoritas para dispositivos iOS, permite a organização de seus quadrinhos em pastas (por assunto, por exemplo) e tem como grande atrativo a rapidez para lidar com arquivos pesados. O visual também é bastante interessante e, de quebra, o app tem um recurso de rolagem automática da tela, para facilitar ainda mais a leitura.


My Comics Free – Este app suporta a importação e a abertura de seus arquivos nos formatos .cbr e .cbz, extensões específicas de quadrinhos. O app guarda tudo em uma biblioteca e tem suporte a zoom nos balões das HQs. Você pode escolher a escala de apresentação das histórias e a direção da leitura.


ComicZeal – O app melhor avaliado para a leitura de quadrinhos com as extensões .cbz, .cbr, .rar,.zip e .pdf, para o iOS. O app auto-organiza tudo em bibliotecas – você escolhe a ordem – é capaz de importar arquivos via iTunes ou serviços de armazenamento na nuvem, como o Dropbox, tem recursos de zoom e procura avançados e muito mais.


Comic Strip It! - Solte a imaginação e crie suas próprias histórias em quadrinhos livremente com este app. Adicione legendas, títulos, balões, efeitos visuais e personagens, em vários formatos e cores, diretamente da galeria do aplicativo, à vontade. Redimensione seus quadrinhos e salve suas histórias à vontade no formato .cbz, específico para quadrinhos. Elas poderão então ser abertas em qualquer app de leitura de quadrinhos ou compartilhadas em redes sociais.


Strip Designer – Um dos melhores aplicativos para a criação de seus próprios quadrinhos no iOS, este app possibilita a você das asas à sua imaginação com base em ilustrações ou fotos de sua galeria, tiradas na hora ou mesmo importadas do Facebook. Há dezenas de opções de títulos, fontes, bordas, balões e mais de 100 templates diferentes para suas histórias. Você pode ampliar os quadros, inserir filtros, etc. As histórias podem ser exportadas numa variedade de formatos, publicadas no Flickr e em redes sociais.

Baitolas africanos estão vendo a coisa preta


Dezenas de manifestantes defensores dos direitos dos homossexuais foram esta semana ao Alto Comissariado de Uganda em Nairobi, capital do Quênia, para protestar contra a lei antigay no território ugandense.

O projeto de lei, que ainda necessita ser aprovado pelo presidente Yoweri Museveni, criminaliza a relação homossexual em Uganda, podendo até condenar gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e transgêneros a prisão perpétua se forem reincidentes.

No final do ano passado, a presidenta do Parlamento Rebecca Kadaga declarou que a lei era “um presente de Natal” ao povo ugandense. O projeto original, de 2009, previa a pena de morte para os gays, mas a possibilidade foi retirada por conta de pressão internacional. O presidente norte-americano Barack Obama disse, à época, que o projeto era “odioso”.

No último dia 17 o presidente Yoweri pediu que o Congresso revisasse o projeto, mas causou revolta no país ao se referir aos gays como “pessoas anormais” que não precisam ser encarceradas ou mortas, e declarou que as mulheres “viram lésbicas por falta de sexo com homens”.


Na Líbia, há projetos de lei proibindo a união gay sob ameaça de prisão.

No ano passado, uma conferência religiosa na Etiópia deu início à ação do grupo United for Life Ethiopia – entidade que combate os gays e defende punição severa aos que forem pegos em atos de sodomia. O grupo afirma que o comportamento homossexual é uma influência da cultura ocidental e, portanto, não deve ser aceito na África.

Apesar de ainda não terem sido aprovados, os projetos indicam a tendência de mais repressão aos gays no continente.

“Isso é uma resposta à maior aceitação de gays em países desenvolvidos. A homossexualidade sempre foi parte da cultura africana. O que muda agora é que, em parte por inspiração dos países desenvolvidos, a homossexualidade está mais aberta”, afirmou Colin Stewart, ativista e editor do blog Erasing 76 Crimes, sobre países com leis contra homossexuais.


Na semana passada, o Southern Cross, um jornal semanal promovido pela Conferência Sul-Africana de Bispos, denunciou que a nova legislação da Nigéria e da Uganda, e outras propostas semelhantes no Camarões e na Tanzânia seriam usadas para “perseguir as pessoas com base na sua orientação sexual”.

As relações entre pessoas do mesmo sexo já são ilegais na maior parte dos países africanos, mas o Southern Cross urge os bispos da África “a ficar ao lado dos que não têm poder” e a “soar o alarme contra o avanço em toda a África da legislação draconiana que visa a criminalizar os homossexuais”.

No entanto, os bispos católicos da Nigéria emitiram um comunicado elogiando a lei de proibição do casamento entre pessoas do mesmo sexo, de 2013, depois que o presidente Goodluck Jonathan endossou a nova lei em janeiro, que proíbe os casamentos e as demonstrações públicas de afeto entre pessoas do mesmo sexo.

As pessoas que vão a clubes gays na Nigéria enfrentam agora 10 anos de prisão, e os casais do mesmo sexo podem pegar até 14 anos de prisão.

terça-feira, fevereiro 04, 2014

Escuta revela que prefeito Adail tem o pau pequeno e sofre de ejaculação precoce


No próximo domingo, 9, o Fantástico exibe um novo capítulo da minissérie “Tem Piranha no Pirarucu”, que mostra o envolvimento do prefeito de Coari com uma rede de exploração sexual de menores. O CANDIRU teve acesso ao copião do programa e exibe, em primeira mão, uma versão compacta dos piores momentos.

Como até os pombos da Praça São Sebastião já estão carecas de saber, Adail Pisseiro, 51 anos, pai de três filhos, cumpre o terceiro mandato como prefeito de Coari, no médio rio Solimões, e é acusado, entre outros crimes, de pedofilia.

“Nunca fiz, não faço, nem nunca farei uma coisas dessas. E desafio quem quer que seja a provar que alguma vez eu cometi um crime dessa natureza”, diz Adail Pisseiro, vestindo apenas uma minúscula e ridícula sunga de oncinha e cercado de piriguetes, num clipe em que imita o rapper sul-coreano Psy no hit Gangnam Style.

Apesar da cafonice e das baixarias, o clipe já teve 180 milhões de acesso no YouTube.

Em uma gravação telefônica de agosto de 2007, Adail Pisseiro conversa com Adriano Satan, na época Secretário de Administração da Prefeitura de Coari. Eles falam sobre uma jovem que Adriano tinha acabado de conhecer.

Adriano: É um bebê-conforto, agora que olhei direito... Que bebezinho... Não tem nem dez anos, ainda cheira a leite...

Adail: Não me fale! Traga logo aqui para eu ver a mercadoria, mas me traga bem depressa mesmo, que acabei de tomar o meu coquetel diário de Fluoxetina, Prozac, Paroxetina, Comipramina e Zoloft, e estou na ponta dos cascos...

Adriano: Meu irmão é um bebê Johnson, chefe, que sorriso lindo, branquinho, branquinho. Deixa a gengiva vermelhinha, cabelão.

Adail: Ai, meu Deus, traga, traga. Mas ela já sabe que meu bilau duro só tem 8 cm?...

Adriano: Sabe, sabe. É o teu número, patrão, não vai nem precisar colocar calço no bilau. Eu vou levar aí.

Adail: Ai, meu Deus, traga, traga. Mas ela também sabe que eu sou rapidinho?...

Adriano: Sabe, sabe. Falei pra ela que vai ser jogo rápido, patrão, uns trinta segundos, no máximo, estourando, um minuto de peia, pro bichão vomitar. Contei que ela não vai nem sentir, que vai ser vapt, vupt, igual exame papanicolau... Eu vou levar aí.

Adail: Ai, meu Deus, traga, traga. Outra coisa: ela jura que não vai contar pra ninguém?...

Adriano: Já acertei tudo com ela, chefe. Ela garantiu que não vai rir, nem postar no feicibuk e nem comentar no uatizápi. O bebezão é de palavra. Eu vou levar aí.

Adail: Ah, bom. Então, traga, traga.

A conversa é uma das provas de que Adail tem o pau pequeno, sofre de ejaculação precoce e que é por causa disso que só gosta de crianças pra fazer mingau.

A Polícia Federal gravou, com autorização da Justiça, vários telefonemas do prefeito e do grupo que, de acordo com as investigações, identificava e aliciava as vítimas para ele.

Maria Lêndea: Essa menina é da alta sociedade, coisa de doido, bicho, tu vai enlouquecer, tu vai me dar é uns três paus pra namorar com essa menina. Ela não tem nem treze anos, mas é uma potranca criada sem calça... Precisa ver o tamanho do burrão!

Adriano: Então apresenta pro chefe, parceira. Isso é coisa pro chefe, não é pra mim.

Maria Lêndea: Essa aqui é mulher pra ti, bunda mole... Não é pro chefe não, porque é mulherão de quinhentos talheres, mano. O chefe gosta de dente pequeno, de dente de leite, de bebezinho... Eu acho que o chefe tem algum problema no bilau... Tu não acha não?...

Adriano: É, me disseram que ele tem uma pimbinha de nada... Sei lá... No Natal do ano passado, eu comprei um extensor peniano de última geração em Miami e dei pra ele, pra resolver essa situação, mas parece que não tem jeito não... Ele vai morrer cotó...

Maria Lêndea: Jura, mano?...

Adriano: Por Deus do céu... Quero morrer pretinho no inferno se tiver exagerando...

Maria Lêndea: Égua...

Processos levaram embargo de gaveta


Adail responde a 70 processos. Entres eles, por formação de quadrilha, desvio de dinheiro público, fraudes em licitações e crimes sexuais.

“Processos que ficaram em caixas de papelão por mais de um ano e meio sem nenhum tipo de movimentação”, afirma Gilberto Valente Martins, conselheiro do CNJ.

Representantes do Conselho Nacional de Justiça passaram uma semana em Manaus, tentando entender por quê.

O Conselho Nacional de Justiça constatou uma demora muito grande no andamento dos processos contra Adail Pisseiro, no Tribunal de Justiça do Amazonas. Três deles são de favorecimento à prostituição. O conselho vai ouvir juízes e desembargadores, quer saber o motivo de tanta lentidão.

“Não tem nenhum processo relacionado à pedofilia, principalmente, na Comarca de Coari, que estejam aptos pra serem julgados agora”, diz Gilberto Valente Martins.

O Fantástico procurou o presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, Ari Moutinho. Ele enviou uma nota, dizendo que vai aguardar o relatório do CNJ e os pedidos de providência para, então, tomar as medidas pertinentes.

“Pode estar havendo sim algum tipo de mecanismo para dar uma blindagem a este prefeito. Até porque vários magistrados vêm se afastando sistematicamente desses processos por motivo de foro íntimo pra não julgar este prefeito”, destaca o conselheiro do CNJ.

Adriano Satan, o ex-secretário de administração de Coari, que aparece em grande parte das gravações, é apontado pela polícia como uma das pessoas que atuam para atrasar os processos.

Era oficial de Justiça, mas foi exonerado na segunda-feira da semana passada, um dia depois de a reportagem do Fantástico ir ao ar. Entramos em contato com ele.

“Eu te ligo confirmando se eu vou gravar ou não”, disse.

Ele não ligou.

Fantástico: Há duvida da ação desse homem, do prefeito de Coari?

Leda Mara Albuquerque: Você está perguntando pra quem está investigando e por tudo o que eu já ouvi aqui eu digo que não.

“Eu quero que dessa vez seja feito Justiça sim. Que ele pague por todos os crimes, pelas crianças que ele abusou, que ele estuprou, porque foi isso que ele fez comigo. Que seja feita Justiça de verdade”, ressalta uma menina.

Pelo telefone, deixa isso pra lá... pela intimação


Emicida

Em 1916, o chefe da polícia já estava ligando para dizer que na Carioca tinha uma roleta para se jogar, segundo Pelo Telefone, canção considerada o primeiro samba registrado em nossa história, em que o refrão recomendava ao ouvinte “Deixe as mágoas pra trás, ó rapaz, fica triste se é capaz e verás”.

Sempre que ouço fico pensando: “Por que a polícia tem que ficar mandando os outros ir pra outro lugar?”. O contexto era cruel. O samba ainda era muito reprimido naqueles primeiros 30 anos pós-abolição da escravatura. Música de preto junta preto. Na impossibilidade de compreender o que aquilo era realmente, a primeira opção era, como ainda é: “Tira eles dali, manda de volta pro lugar deles”.

Obviamente essa é uma das várias interpretações possíveis desse samba que nasceu de improviso no terreiro de Tia Ciata, uma das tias baianas mais conhecidas, principalmente por abrigar o samba em sua jornada retirante, saindo da Bahia de São Salvador e se enraizando no Rio de Janeiro naquele começo de século.

Em 1964, Jair Rodrigues lança o clássico tido por muitos como o primeiro rap brasileiro. A música era Deixa isso pra lá, que dizia em suas primeira rimas “Deixa isso pra lá, vem pra cá, o que que tem? Eu não tô fazendo nada, você também, faz mal bater um papo assim gostoso com alguém?”.

A canção era revolucionária para a época. Lembro-me de que ao conhecer o mestre Jair Rodrigues conversamos sobre ela, e ele disse que ao mostrá-la para os arranjadores eles falavam que não sabiam “arranjar conversa”, em referência à maneira como a música soava, remetendo a um estilo falado de canto e não tão preso à melodia como era praxe na época.

Acho Deixa isso pra lá revolucionária – até porque ela traz sutilmente e populariza a mãozinha de Single ladies, da Beyoncé, na horizontal, mas isso é assunto pra outro post – pelo ano, pela forma, pelo estilo e pela coragem. Mas ela também me traz uma reflexão semelhante a Pelo telefone: a gente incomoda mesmo, né? A letra é um claro desabafo sobre o que andam falando, mas que eles – os personagens da canção – não estão nem aí. Então deixe que digam, que pensem, que falem... eu não tô fazendo nada, você também...


Sempre recorro de forma bem-humorada a Deixa isso pra lá, como se fosse uma profecia sobre o que estava por vir em nossa trajetória, em conversas com amigos sobre uma espécie de conservadorismo instantâneo que surge quando o tema é rap brasileiro.

Para cada manifestação individual que chama a atenção, emergem dezenas de “especialistas em tudo”, detentores da verdade universal, o “Tribunal do facebook”, conforme batizamos o último trabalho de Tom Zé.

E é a Deixa isso pra lá que retorno neste momento, em que o tema da moda é rolezinho, que nada mais é do que um batuque na cozinha que a sinhá continua não querendo.

Temendo uma insurreição crioula, uma inquisição bronzeada e de Juliet no rosto, que virá cobrar todas as mazelas sociais, abismos econômicos e discriminações raciais a que foi submetida desde antes de nascer, a burguesia se apavora e exerce seus podres poderes, uso “burguesia” porque concordo com Caetano Veloso quando ele diz que a palavra “elite” é discriminada.

Gosto da palavra “elite”, uma palavra que tem em seu significado o que existe de melhor em uma determinada categoria. Porém, é exaustivamente usada para se referir a quem tem muito dinheiro e não raro possui somente isso, vinculando o termo ao que há de mais cafona entre o céu e a terra.

Mas, voltando a nosso rolezinho, a massa movida pelo funk (ostentação) e considerada a mais alienada, a menos politizada, a subcultura contemporânea ou qualquer outra ofensa vinda do asfalto, involuntariamente conseguiu um “case” fascinante (sejamos publicitários aqui, temos um belo case em mãos).

Talvez essa mesma massa nem tenha se dado conta disso, mas expôs de uma maneira exemplar toda a segregação, o racismo e o medo (dos burgueses), fazendo apenas o que a publicidade e os meios de comunicação ordenam que faça todo dia: consuma e se exiba.

Não preciso falar sobre o rolezinho em si nem sobre a repressão policial chucra e costumeira da despreparadíssima Polícia Militar do Estado de São Paulo de Geraldo Alckmin (o que também daria outro texto).

Eu mesmo já tive uma arma apontada para minha cabeça há dez anos em uma simples ida ao cinema, que fica no shopping. Era meu rolezinho, com mil, duas mil, três mil pessoas? Não, éramos apenas eu e meu irmão mais novo tendo que tirar nossas camisas sob os berros dos policiais na frente de todos os que passavam.

Nada disso é novidade para nós. As novidades são a liminar, a vistoria, a análise e a permissão de acesso ao shopping para um mesmo perfil de cidadão, aquele clarinho que mora cercado, que adora falar sobre meritocracia, democracia e direitos, mas que na primeira possibilidade de criar uma verdadeira democracia aciona a liminar e o porrete nos mais escurinhos, mostrando que realmente Narciso acha feio o que não é espelho.


No tempo de Donga, no tempo de Jair, no tempo de Caetano ou no meu tempo, tudo igual: o perfil padrão vítimas do apartheid criado e alimentado por quem há pouco mais de um mês chorava a morte de Nelson Mandela.

Personagem Mafalda chega aos 50 sagaz e atual


Maior festival do gênero no mundo, Angoulême homenageia criação de Quino em edição que premia ‘Calvin e Haroldo’

A garotinha Mafalda completa 50 anos de tirinhas inconformistas, e seu espírito rebelde nunca esteve mais em voga num mundo em convulsão. “Muitas das coisas que ela questionava ainda não foram resolvidas”, sintetiza o cartunista Joaquín Salvador Lavado, o Quino, que deu vida a ela de 1964 a 1973.

A data foi celebrada nesta edição do Festival Internacional de Angoulême, o mais importante evento do mundo dos quadrinhos. “Às vezes me surpreendo com o fato de algumas tiras feitas há mais de 40 anos ainda serem aplicáveis hoje”, explica o autor, de 81 anos, que se recusou a viajar para o evento por questões de saúde.

A cada ano, cerca de 200 mil ilustradores, roteiristas, editores e apaixonados pelas histórias em quadrinho reúnem-se na aprazível cidade para celebrar o gênero. Nesta edição, foi possível visitar uma réplica do apartamento em que vivia Mafalda e da sala de aula em que ela lançava suas frases que pulsavam sinceridade. Também estavam por lá seus companheiros Manolito, Felipe, Susanita e Miguelito.


Aliada a essa recriação do mundo, que reflete a classe média progressista argentina dos anos 1960, a organização reuniu ainda tiras originais, reproduções e materiais que serviram de inspiração ao desenhista da célebre menina de seis anos que usa um laço na cabeça e detesta sopa.

“O que me surpreende é ver que minha obra se desenvolveu desde sua publicação até o dia de hoje, e que boa parte dos temas, para não dizer todos, continua atual e compreensível”, explica o ilustrador.

Uma garota idealista e sincera, Mafalda nunca calou-se diante da inquietude que lhe causava um mundo adulto que não lhe oferecia respostas satisfatórias, algo que persiste até o século 21. E, mesmo que seja só uma tirinha, como insiste seu criador, traduz matizes da personalidade daquele que a fez. Quino sempre se autodefiniu como um “pessimista” que manteve sempre viva a “ilusão de que sua obra servia para mudar algo.”


Outra criança conhecida pela fala inocente que traduz verdades pungentes da sociedade, o protagonista de Calvin e Haroldo, do norte-americano Bill Watterson, rendeu ao autor o grande prêmio do Festival deste ano. Nas tiras, publicadas entre 1985 e 1995, ele relata as aventuras de um menino e seu tigre de pelúcia – que é bastante real para ele. Em todo o mundo, a compilação do título já vendeu mais de 30 milhões de exemplares.

Watterson, de 56 anos, encerrou sua carreira com Calvin, afirmando que, com ele, havia alcançado todos os seus objetivos como quadrinista. Em Angoulême, ele venceu o japonês Katsuhiro Otomo, de Akira, e o britânico Alan Moore, de Watchmen. Também roubou a cena do holandês Willem, conhecido por suas ilustrações para publicações francesas como a revista Charlie Hebdo ou o jornal Libération.

Depois de estudar ciências políticas, o pai de Calvin começou a carreira como chargista político, mas logo abandonou essa vertente de sua profissão e passou às experimentações, até que, em 1985, publicou a primeira parte de sua obra mais aplaudida. Tímido e purista, manteve-se longe dos holofotes e criou princípios fortes para sua criação. Desde o princípio, recusava-se a permitir que fossem criados produtos com a imagem de seus personagens ou que fosse feita uma adaptação animada. Mais adiante, abandonou Calvin e Haroldo para dedicar-se à pintura e à família.

O prêmio de melhor álbum do ano foi para Come Prima, do italiano Alfred, que tomou o lugar de Quai d’Orsay: Chroniques Diplomatiques, vencedor no ano passado, com desenhos de Christophe Blain e roteiro de Abel Lanzac, pseudônimo do diplomata Antonin Baudry.

O título premiado é um ‘road-movie’ em forma de quadrinhos no qual um autor rende homenagem ao cinema italiano dos anos 1970 através da história de um antigo “camisa negra” (cinema militante fascista), incompreendido por seus aliados e por seu irmão.

O prêmio especial do júri foi para La Propriété, da israelita Rutu Modan, e foi eleita melhor Fuzz & Pluck, do norte-americano Ted Stearn.

Dirceu nega que venderá metanfetamina para pagar multa do mensalão


ALBUQUERQUE – Após ter o pedido para dar aulas de química na UNB recusado pelo Supremo, José Dirceu negou, com veemência, os boatos de que esteja produzindo metanfetamina para pagar a multa imposta pelo STF.

“Joaquim Barbosa não me deixa ganhar dinheiro honestamente, usando apenas meu suor, meus contatos e meu charme interiorano. Mas me mantenho, como sempre, dentro da lei”, garantiu.

Agentes da Polícia Federal têm desconfiado de um trailer, da marca Land Rover, que Silvinho Pereira deu de presente para Dirceu.

“Ele passa horas enfurnado naquela joça fazendo não sei o quê”, disse o delegado Alvarenga.

Por orgulho, Dirceu negou que recorrerá ao financiamento online, como fizeram Delúbio Soares e José Genoino.

“Encontrei a fórmula química para transformar Caixa 2 em barras de ouro”, disse o petista.

Ele disse ainda ter descoberto a fórmula do Elixir da Vida Eterna patenteado pela família Sarney.

Vaquinha para reabastecer os cofres da Visanet


Militantes fizeram um pôster em homenagem a José Genoino

Depois de realizar campanhas online para financiar as multas de José Genoino e Delúbio Soares, militantes bolcheviques do PT iniciaram uma vaquinha para reabastecer os cofres da Visanet.

“Companheiros, a revolução só estará completa quando a mídia golpista não puder esconder que o mensalão emana do povo”, discursou o líder estudantil Leon Inácio da Smirnov.

Após incitar a juventude a combater os czares da TV Globo, Leon apresentou, em seu iPad, as bases para a implementação da Perestroika 2.0.

“Criamos um crowdfunding para reabastecer os cofres da Visanet. Com isso, vamos financiar a reforma agrária e dar voz aos camponeses e aos operários”, explicou.

Uma fotógrafa que cobria o pronunciamento de Leon subiu num palanque de madeira e bradou: “Querem fazer uma ocupação comunista no Brasil. Será que ninguém está vendo isso?”

Em seguida, foi contida pelo Batman do PT.

BICA resgata tradição dos índios Papaku


O Estado-Maior da BICA: Américo Madrugada, Rogelio Casado, Mário Adolfo, Edu do Banjo, Mestre Pinheiro, Ana Cláudia Soeiro, Rui Machado, Adal de Paris e Dudu Brasil

A marchinha oficial da Banda Independente da Confraria do Armando (BICA), lançada na última quinta-feira, 30, no tradicional Bar do Armando, localizado no Largo São Sebastião, trouxe de volta uma tribo que andava sumida da mídia tradicional: a tribo dos Papaku.

De acordo com o historiador Araújo Amazonas, no hoje raro “Dicionário da Comarca do Alto Amazonas” (1852), tratava-se de um dos ramos mais aguerridos da grande nação Manaus, chefiado diretamente pelo famoso Ajuricaba, inimigo visceral dos portugueses.

Os Papaku se subdividiam em Papakuzões (os mais afoitos e valentes) e Papakuzinhos (os mais estrategistas) e eram uma espécie de “300 de Esparta do Vale do Rio Negro”.

Comandados por Ajuricaba, os Papaku assaltavam as tribos que, porventura, estavam sob o domínio dos portugueses em condições de combate ou destroçavam completamente, pelo incêndio e pela matança, os mais obstinados.

Foi por conta dessas escaramuças que surgiu aquele conhecido ditado lusitano “quem tem cu, tem medo”, porque os Papaku tocavam terror e não deixavam prega sobre prega.


Edu do Banjo, Dudu Brasil e Mestre Pinheiro

Com o tema “Em Tempo de Copa, Calor, e Eleição, Até Inglês Foge do Caldeirão e Político Ladrão Vai Parar na Cadeia do Vivaldão!”, a BICA sairá pelo segundo ano, sem a presença de um de seus fundadores, o comerciante português, Armando Soares, morto em 2012.

De acordo com um dos fundadores da banda, o jornalista Mário Adolfo, o desfile acontecerá no dia 22 de fevereiro, das 16h à 1h, e se concentrará em frente ao bar.
Como de costume, o tema deste ano aborda, de forma galhofeira, um fato político social de grande repercussão na capital amazonense.

Ainda segundo Mário, a expectativa de público para esta 27ª edição é de 70 mil pessoas.

“Desta vez os alvos de nossas críticas e chacotas serão o técnico da seleção inglesa, Sir Roy Hodgson, e sua declaração infame a respeito do calor de Manaus, e o desembargador Sabino Marques, que sugeriu que o Vivaldão virasse uma prisão”, explicou o jornalista.

Ele assina pela 14ª vez o tema da BICA, ao lado dos músicos Edu do Banjo, Mestre Pinheiro e Dudu Brasil.

A música foi gravada pelo cantor Assis Almeida, do GRES Mocidade de Aparecida, no estúdio do cantor Joel dos Ciganos.


Joel dos Ciganos, Edu do Banjo, Mestre Pinheiro, Dudu Brasil e Assis Almeida

Os ensaios da BICA acontecerão sempre às quintas-feiras até o dia da apresentação.

“O desfile de 2014 contará com a presença da Reino Unido tocando seu samba-enredo e da costumeira banda Demônios da Tasmânia tocando a nossa marchinha”, afirmou Mário Adolfo.

Para Mário Adolfo, a Bica representa o Carnaval de humor escrachado e anarquista que o povo adora. “Este ano mantivemos, como sempre, o nível de qualidade de nossa marchinha e creio que ela fará muito sucesso”, ressaltou o jornalista, que achou a marchinha deste ano especialmente engraçada.


Dudu Brasil, Mestre Pinheiro e Mário Adolfo

MARCHINHA DA BICA 2014 – LETRA


Alô, Manô,  ô, ô ô, ô, / Mas que calor,  ô, ô, ô, ô…  / Perdão seu Muller inventor do futebol / Mas, tem inglês que tá falando besteirol / É muito fresco e só gosta do inverno / E chamou Manaus de sucursal do inferno / E disse mais o babaca do inglês / Só tem índio nessa selva de vocês / Copa do Mundo na aldeia não dá pé / Não vou virar chiclete de jacarééé! / Sou índio sim, eu sou / Pode perguntar pro Artur / Eu sou da tribo, eu sou / Da tribo dos Papaku! / Deixa de frescura Sir Roy / A mediocridade dá pena / O Deus do futebol te castigou / Vem assar o teu saco na arena / Porto de lenha / Tu nunca quis ser Liverpool / Vamos dar olé, banho de cuia / E mandar Sir Roy tomar no cool / E pra acabar com a desavença / Dr. Sabino deu a sentença / Se não tem futebol, nem Vivaldão / Mete grade na arena e entope de ladrão / O português Armando já dizia (e Dona Lourdes!) / Ô gajo deixa de ser sapeca / Estais a sentires calor na BICA / Então joga a Copa sem cueca!

O músico Rui de Carvalho fez o vídeo abaixo, com a música oficial da banda: