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quarta-feira, junho 05, 2013

“O humor estava refém do traço”, diz autora do Pintinho


Marina Azaredo

Talvez você nunca tenha ouvido esse nome, mas Alexandra Moraes, 31 anos, é uma “celebridade da internet”, uma das tantas que surgiram com a popularização das redes sociais – e principalmente do Twitter – há alguns anos. A coisa começou meio despretensiosa. Ela tinha virado mãe, estava meio entediada, desenhou no Paint um pintinho e uma galinha e começou a colocar ali diálogos e ideias que surgiam em conversas com amigos, uma coisa meio nonsense, meio irônica, meio engraçadinha.

Depois do sucesso no Twitter, veio o Tumblr, o Facebook e, por fim, o Pintinho saiu da internet: Alexandra acaba de lançar O Pintinho - Mais um Filho de Mãe Brasileira, pela editora recém-criada Lote 42, com 80 tiras selecionadas entre toda a sua produção.

“A gente tentou chegar nas melhores tiras, mas isso é menos de um terço da produção total. Tentamos alinhar mais ou menos tematicamente, mas um alinhamento bem frouxo mesmo, sem capítulos, sem nada, para que fluíssem as historinhas”, disse Alexandra em entrevista por telefone ao portal Terra.

Em uma conversa em que se dividiu entre as perguntas da repórter e os pedidos de atenção de seu filho, Benjamin, hoje com 5 anos, ela falou também sobre a afirmação de Arnaldo Branco logo no início do livro de que é o Pintinho é o que de melhor surgiu no humor nacional nos últimos anos e de que é a prova que a ideia é mais importante do que o traço.

“Nem sempre o cara que tem o melhor desenho tem a melhor piada. Eu tô bem longe de dizer que sou eu que tenho a melhor piada, não é isso, mas acho que durante um bom tempo a gente ficou refém demais do traço, e talvez a internet mesmo tenha possibilitado o aparecimento de gente que consegue conjugar as duas coisas”, opinou.

Na entrevista a seguir, Alexandra fala sobre o surgimento do Pintinho, que também já está nas páginas da Folha de S. Paulo, sobre o tipo de humor que se faz hoje e sobre as suas fontes de inspiração para criar os diálogos: “acho que é mais o dia a dia mesmo. Eu me fodo bastante”.


Você criou o Pintinho quando estava completando um ano de maternidade. Foi fruto do tédio?

É, foi um pouco isso. Um pouco de tédio, mas também uma piadinha que surgiu em uma lista de amigos. Não tinha nada a ver com a formatação de hoje, não era um diálogo entre uma galinha e um pintinho. Eram vários pintinhos e várias galinhas. Aí eu tirei dois personagens e comecei a fazer os diálogos. Mas foi isso, uma brincadeira boba, sem compromisso. Eu tinha desenhado esses dois personagens e pensei em aproveitá-los com diálogos bobos, coisas que eu não tinha mais onde colocar. Então aquilo ali serviu pra mim como um suporte para essas discussõezinhas, para umas frases, umas questões que acabavam surgindo de conversas mesmo. Depois comecei a colocar num blog que eu tinha na época. E, em 2010, veio o Tumblr.

Quando você percebeu que o Pintinho estava ficando famoso?

Eu não sei te dizer exatamente quando foi, porque no começo era mais gente conhecida mesmo, gente que comentava que tinha gostado, que tinha visto algum quadrinho. E foi meio que acho que pelo Twitter, porque era mais fácil de ter esse retorno. E aí as pessoas que eu conhecia começaram a contar que alguém tinha compartilhado, alguém que não tinha conexão nenhuma comigo. Mas foi difícil. Ainda hoje eu fico bastante surpresa com o alcance que acabou tendo o que era só uma brincadeira. Hoje, na internet, 16 mil pessoas que curtiram uma fan page é até pouco. Tem o Suricate Seboso, o Bode não sei das contas (Bode Gaiato), os caras têm 800 mil curtir, são fenômenos. O Pintinho tem uma constância, um público fiel, mas quando chegou ali nos mil curtir, 5 mil, 6 mil me assustou de alguma maneira. Eu pensei “poxa, que legal que tem gente que realmente gosta e que tá além desse meu círculo”, porque o meu círculo realmente é muito pequeno. Foi meio isso.

O Arnaldo Branco diz no livro que você é o que de melhor surgiu no humor nacional recentemente. Por que mesmo assim você reluta em ser chamada de quadrinista?

Não sei se bondade é a melhor palavra, porque não é exatamente isso, mas enfim, é umagentileza dele dizer isso. E eu sou a maior fã do Arnaldo, mais do que qualquer coisa. Mas eu tenho essa limitação do desenho, o meu desenho é muito cru, muito pobre até. Eu sei que essa pobreza tem uma graça, mas os caras que fazem quadrinhos mesmo fazer todo dia, na mão, é com tinta. Eu tenho um respeito muito grande pelo trabalho deles e, quando você vai entrando nesse mundo, você pensa “pô, mas eu não sou nenhum deles”, “não tenho o talento que eles têm”, “não tô elaborando esse desenho da maneira que eles elaboram”. Eu acho que o meu trabalho é um pouquinho diferente desse quadrinho tradicional, que é realmente muito mais trabalhado e muito mais bem acabado do que o meu acaba sendo. Mas é de coração.

Em algum momento você pensou em aprimorar o desenho?

Não. Não mesmo. Porque eu acho que ficaria uma coisa artificial, talvez falsa. Não seria muito útil eu mudar aquele desenho porque eles já estavam ganhando uma vida própria. Então pra mim não foi uma questão, não pensei em fazer um curso ou tentar elaborar e aplicar algum tipo de técnica mais sofisticada nem nada.


Você concorda que a ideia é mais importante do que o traço? Isso revela uma mudança nos quadrinhos?

Eu acho que, ao mesmo tempo que eu mesma enxergo nessa questão do desenho uma força muito importante dos quadrinhos, tem o problema da piada também, porque nem sempre o cara que tem o melhor desenho tem a melhor piada. Eu tô bem longe de dizer que sou eu que tenho a melhor piada, não é isso, mas acho que durante um bom tempo a gente ficou refém demais do traço, e talvez a internet mesmo tenha possibilitado o aparecimento de gente que consegue conjugar as duas coisas ou que se esforça em busca de ideias legais que encontrem suporte no traço. Então acho que a gente caminha pra encontrar essa harmonia. E, em muitos casos, ela já foi encontrada: tem o Angeli, o Laerte, o Fernando Gonsales, que é incrível. São bem importantes as duas coisas. Mas o traço também sem ideia não vai existir. Num contexto de humor, eu digo, porque é óbvio que nem todo desenho precisa ser engraçado.

Então a ideia é mais necessária para o traço do que o traço para a ideia?

Aí você me pegou. É porque essa é uma frase forte do Arnaldo (Branco), que serve para ilustrar o meu trabalho, mas eu não sei se serve para definir o que é mais importante agora. Eu acho que tem essa questão de você ter tido um período, uma produção muito apoiada no humor de salão, alguns vícios que ficaram do humor mais social e muito pesado num certo sentido. Então foi ficando pobre, porque você precisa arejar justamente com ideias. Então, quando se alinha as duas coisas, você tem um contexto ideal.

Como surgiram os outros personagens?

Eles são meio caricaturais. Tem o Abortinho, que é um feto abortado amigo do Pintinho, tem o Zé Sexo, que é essa caricatura meio inspirada no Zé Celso a partir do nome que um conhecido meu cunhou para ele, tem a diretora da escola, que é uma personagem mais amargona, o dinossauro ateu... Eles foram surgindo a partir da necessidade de colocar alguma outra coisa nesse contexto. Acho que o primeiro de todos - e o terceiro personagem que surgiu além dois - foi o Zé Sexo mesmo, porque eu acho graça nisso de ter essa ilustração dessa figura, que é muito peculiar e defende um tipo de arte e que está sempre evocando Baco e não sei mais quem. Então eles foram surgindo disso. Eu não sentei para planejar, não pensei “preciso fazer um outro personagem agora”, então eles surgiram com a piada mesmo.


Em que você se inspira?

Acho que é mais o dia a dia mesmo. Eu me fodo bastante. Então pra mim é isso, apesar das dificuldades, do dia a dia e das coisas que tendem a amargurar a gente, para mim ver a vida com um pouco de humor sempre foi natural, desde que eu era pequena. Sempre foi uma coisa de que eu gostava, gostava de contar piada, gostava de rir, de ouvir piada, de ver A Escolinha do Professor Raimundo. Essas eram as minhas diversões quando eu era pequena, então eu não tive que fazer esforço para tentar rir das coisas, foi meio natural.

Como surgem as ideias para as tiras?

Ah, vou juntando pequenas desgraças. E eu gosto muito de andar, de andar de ônibus, eu acho que são momentos bastante propícios para de repente ter ideias, para ir pensando na vida, nas coisas. É como, sei lá, ver um filme, ler um livro. É aquilo que eu tava falando sobre oxigenar a cabeça mesmo, porque é dali que vão sair ideias novas. Não adianta ficar bitolado assim “ah, eu preciso ter ideia, eu preciso fazer alguma coisa”, porque é justamente quando elas mais faltam.

O Pintinho evoluiu desde os primeiros quadrinhos?

Acho que sim. Ele era bem mais cru no começo, menos elaborado, menos preocupado. Acho que é uma questão de timing, de menos silêncio, mesmo tendo bastante espaço vazio ali na tira. Também tem o tom das coisas, que antes era pesado demais, nonsense demais. Mas ao mesmo tempo acho que não chega a renegar, foi um caminho que era pra ter sido percorrido mesmo, eu acho.


O Arnaldo Branco também escreve que você não perdoa a esquerda, principalmente a nova esquerda. Por que as críticas à esquerda?

Ah, foi acontecendo. Acho que você não precisa ser nenhum reacionário para identificar esses vícios. Isso de botar no Facebook Guarani Kaiowá... Acho que é uma postura que vai esvaziando o sentido das próprias causas, é uma caricatura mesmo. Quem estudou numa universidade, ou trabalha numa redação de jornal, sabe que tem um pensamento que impera ali que não aceita muita contestação. Em outros tempos foram outras causas, mas hoje é essa coisa da ecologia, umas preocupações sociais que descem meio de paraquedas. A direita também tem aspectos caricatos, mas hoje o que tem mais força para virar piada está coincidentemente mais alinhado com a esquerda.

As 80 tiras que estão no livro são as melhores?


A gente tentou chegar nas melhores, mas isso é menos de um terço da produção total do site. Tentamos alinhar mais ou menos tematicamente, mas um alinhamento bem frouxo mesmo, sem capítulos, sem nada, para que fluíssem as historinhas. A gente fez uma seleção grande e dividiu esse material: parte dele para o primeiro livro e parte para o livro que ainda vai vir. Não sei quando, mas será esse ano ainda.

quarta-feira, maio 29, 2013

Don Drapper não pede pra sair


Bill Barrol, da The New Yorker para o Candiru
(Tradução livre de Sérgio Jotaerre)

Pense no lar. Um lar é apenas um “lugar”? Não. Lar é uma caixa que você preenche com memórias, com aspirações. Mas o lar também é uma memória, uma aspiração. É um sentimento. E sentimentos não são estáticos. Sentimentos se movem. Você passa por sentimentos. Ou sentimentos passam por você?

Certo, Don. Mas o que eu te perguntei foi: quando é que você vai pra casa? Digo, daqui a pouco? Quer dizer, você tem uma casa, certo?

Algumas pessoas têm casas. Mas a  casa de todas as pessoas as tem. Elas a carregam em si e a mantém trancada. Casa é um lugar no coração.

Porra, Don, a gente realmente não vai chegar a lugar nenhum com isso. Olha, eu saquei que você teve uma infância, digamos, difícil e as coisas nem sempre... Putz, essa não: tá olhando o vazio de novo!

[Um passado com filtro fog, em tons ocres. Mulheres de camisola numa América rural, à la Faulkner. Um sujeito rude que está sempre com raiva por algum motivo. Raivas súbitas, que explodem em violência. Um meninote que vai crescer e se tornar um boa-pinta espada-matador. Um barulho que se transforma em outro ruído.]

Ei! Estou falando com você! Você disse que precisava de um lugar pra dormir e eu fiquei feliz em te ajudar, mas já faz seis temporadas e eu realmente preciso do meu sofá de volta.

Sofás. Um sofá é uma coisa para nos acomodar. Mas as coisas se acomodam. Palavras, frases, gestos. Eles se acomodam na linguagem, para ocultar, ou disfarçar. Você pode se deitar num sofá. Mas também pode deitar uma mentira num sofá.

Don, negócio é o seguinte: eu preciso do meu sofá de volta, OK? E se você não for embora, e aí? Quer dizer, sei lá, eu é que vou ter que sair de casa?

Você sai quando eu disser para sair. Deite-se no chão.

Como é que é?

Um chão. Uma criança brinca. O que é uma criança, se não a personificação da possibilidade? Incline a cabeça e este chão se torna uma parede. Plante bananeira e ele se torna um teto. Cada piso contém em si a possibilidade de cada teto, sem limites ou preconceitos, seja em azulejo ou carpete. Monsanto.

OK, dessa vez eu não entendi patavinas do que você disse. Mas deixa pra lá. Você tem que ir, meu chapa. Ou quer que eu chame a polícia?

Estou dirigindo.

... O quê?

Uma estrada no escuro. Os faróis dos carros que passam projetam feixes de luz em minhas tão  fatigadas retinas. Sintonizo no autorrádio a trilha sonora de um mundo que se aproxima mais rapidamente do que eu posso entender, um mundo que ameaça destruir o meu próprio mundo. O padrão de luzes sobre minhas bochechas muda de forma sutil. Olho no retrovisor e vejo as luzes vermelhas da viatura.

Para com essa merda! Chega! Chega!

Sentimentos passam... Você passa por sentimentos... Ou sentimentos passam por você?

Você já disse isso...

Eu vou e volto no tempo.

Tudo bem, taqui o seu chapéu. Taqui a porta.

Um homem abre uma porta. Uma porta não é uma casa. Mas você não pode ter uma casa sem uma porta. Onde você iria pendurar sua guirlanda de Natal? Natal ...

Não, não. Nana-nina-não! Fim de papo, bicho. Você está saindo agora!

Ou estou ficando? É hora de partir, é hora de chegar, ou de alguma forma, é hora de partir e de chegar ao mesmo tempo? As pessoas dizem que a vida é um círculo. A vida não é um círculo. A vida é uma dupla-hélice. Ela dá voltas sobre si mesma e o futuro se torna o passado, porque quando tudo é possível ninguém está livre .... Chevy?

Sim, eu também tive essa aula de Introdução à Filosofia na faculdade. A diferença é que eu não encho o saco de ninguém por aí com isso. Tchau.

Estou saindo. Estou olhando de volta para a sala. Mas estou vendo você ou alguma visão de...

[Bate a porta] 

Pensei que ele não ia sair nunca. Quem é o próximo?

– Ainda tem aquele anão de Game of Thrones escondido no sótão.

OK, dá mais uma temporada pra ele. E só.

***

(Nota do tradutor: sarros à parte, Mad Men é a melhor série de TV escrita desde Frasier.)

sábado, maio 25, 2013

Bricolagens dadaístas


Em meados dos anos 80, provavelmente de saco cheio de ser rotulado de poeta marginal, Nicolas Behr publicou um texto intitulado “Poeta marginal? Eu, hein?” e me enviou uma cópia:

não nasci em montes claros. não tenho nome completo. não sou professor. não consegui conciliar nada com a literatura. nunca publiquei nada. atualmente não resido em porto alegre. não me chamo eduardo veiga. não escrevo poesia há mais de 15 anos. não estou organizando meu primeiro livro. não sou graduado em letras. não acredito que a poesia seja necessária. não estou concluindo nenhum curso de pedagogia. não colaboro em nenhum suplemento literário. não estou presente em todos os movimentos culturais da minha terra. não sou membro da academia goiana de letras. não trabalho como assessor cultural da sec. meus pais não foram ligados ao cinema. não tenho tema preferido. não comecei a fazer teatro aos 12 anos. não me especializei em literatura hispano-americana. não tenho crônicas publicadas n’o republica de lisboa. não passei minha infância em pindamonhangaba. não canto a esperança. não recebi nenhuma premiação em concurso de prosa e poesia. não tenho sete livros inéditos. não sou considerado um dos maiores poetas brasileiros. nunca fui convidado para dar palestras em universidades. não vejo poesia em tudo. não faço parte do grupo noigrandes. não me interesso por literatura infantil. não sou casado com o poeta afonso ávila. na minha estreia não recebi o prêmio estadual de poesia. o crítico josé batista nunca disse nada a meu respeito. não sofri influência de bilac. não sou ativo, nem dinâmico. não me dedico com afinco à pecuária. não sou portador de vasto curriculum. não recebi menção honrosa no concurso de poesia ferreira gullar. não exerço nenhuma atividade docente, nem decente. não iniciei minha carreira literária no exército. não fui a primeira mulher eleita para a academia acreana de letras. não tenho poesias traduzidas para o francês. não estou incluído numa antologia a ser publicada no méxico. minha poesia não é corajosa. não gosto de arqueologia. walmir ayalla nunca me considerou um revolucionário. nunca tentei compreender o homem na sua totalidade. não vim para o brasil com 5 anos de idade. não aprendi russo para ler maiakowski. meu pai não é chileno. não sou virgem, sou capricórnio. não sou mãe de seis filhos. nunca escrevi contos. não me responsabilizo pelos poemas que assino. não sou irônico. não considero drummond o maior poeta da língua portuguesa. não gosto de andar de bicicleta. não sou chato. não sei em que ano aconteceu a semana de 22. não imito ninguém. não gosto de rock. não sou primo dos irmãos campos. não sou nem quero ser crítico literário. nunca me elogiaram. nunca me acusaram de plágio. não te amo mais. minha poesia nunca veiculou nada. não sei o que vocês querem de mim. não espero publicar nenhum romance. não sou lírico. não tenho fogo. não escrevi isto que vocês estão lendo.


Em abril de 1986, fiz um pastiche do texto dele intitulado “Revolucionário, eu?... Nem pensar”, dedicado ao próprio Nicolas Behr, cheio de chavões da chamada esquerda democrática.

O texto foi publicado no Suplemento JC e enviei um exemplar do jornal pra ele.

Nicolas Behr morreu de rir. Curtam:

não sou filho de um líder operário morto nas dependências do doi-codi. minha mãe não se chamava olga benário nem foi entregue à gestapo quando eu tinha oito meses de idade. não fui expulso do seminário aos 14 anos por estar lendo livros marxistas. minha primeira experiência sexual não foi com uma conhecida líder estudantil. não tive na universidade um amigo pederasta que era ligado ao partidão. nunca fui preso por estar pintando nos muros abaixo a ditadura!. nunca participei de assalto a bancos, mesmo aos escolares. não tive uma noiva morta na guerrilha do araguaia. nunca fui casado com a comandante tânia. não tenho um casal de filhos nascidos na argélia. a onu jamais me deu o status de refugiado. não fui condecorado pelo marechal tito. não me candidatei voluntariamente a cortar cana de açúcar em cuba. nunca fui porteiro de sauna gay em estocolmo. não sei em que albânia fica tirana. não sei o nome completo do atual tirano da albânia. não assinei o manifesto dos intelectuais contra o boicote econômico à nicarágua. não fui cassado em 64. não fui preso no congresso da une, em ibiúna. em 68 eu mal sabia fazer direito um 69. não fui trocado por um embaixador suíço em 70. não fiz curso de sociologia em sorbonne. nem em nanterre. não fui torturado pelo delegado fleury. não tentei o suicídio pela quinta vez. não escrevi um livro de memórias sobre meus tempos de banido. nem de bandido. não descobri minha porção mulher. nunca bati papo com jean paul sartre e simone de beauvior. não participei de uma sessão de bed in com yoko ono. timothy leary nunca frequentou a minha casa. nunca desbundei ou dei a dita cuja. nunca fiz passeata com as feministas francesas pelo direito ao orgasmo. sempre confundi orgasmo com ovas de esturjão. a mercedes sosa não é meu tipo inesquecível de mulher. não sou fanático pelos poemas de agostinho neto. não participei da revolução cultural maoísta. não sou o quinto membro do “bando dos quatro”. nunca li luckás no original. não estava no chile quando mataram allende. não me refugiei na embaixada mexicana quando depuseram isabelita perón. não atravessei ilegalmente a fronteira do paraguai. não participei da quinta jornada de resistência latino-americana em copenhague. não sou colaborador dos cuadernos del tercero mundo. nunca li a revolução dos bichos, de orwell. nem a revolução das bichas, de clodovil. não sei quem escreveu o manifesto comunista de marx. nunca soube como fizemos a revolução de trotsky. sempre confundi trotsky com uma marca de aguardente feita no interior de pernambuco. não sei onde nasceu rosa de luxemburgo. minha tese de doutorado não foi sobre a acumulação da mais-valia em países periféricos – uma introdução ao pensamento de althusser. não participei de nenhum festival da juventude, em moscou. nunca usei nas paredes um pôster de che guevara. não tenho nenhum amigo tupamaro, nem mesmo montonero. sempre achei que montonero fosse nome de condutor de trem. não li o capital aos onze anos de idade. nunca votei no pt. nenhum organismo internacional já me prestou solidariedade. eu também não presto, quer dizer, nunca prestei. não assisti o encouraçado pothekin em um apartamento clandestino. não sei que diabo é kurosawa. não acho a poesia do thiago de mello comprometida com a minha vida. nem com a tua. não tenho telefone grampeado pelo sni. nunca incendiei uma embaixada americana. não li as obras completas de lênin em edição bilíngue. não traduzi do alemão o pensamento vivo de herbert marcuse. não tenho a menor ideia do que seja teatro do oprimido. nunca fui apresentado a daniel ortega. não sou citado no último livro de régis debray. não fui convidado para os funerais de chernenko. não tive nenhum caso amoroso com a ativista joan baez. não estou comprometido com a candidatura amazonino mendes. fidel castro jamais me convidou para ser jurado do concurso casa de las americas. não sou filiado ao sindicato polonês solidarnosc. não sei quem é manuel ribeiro. não me encham o saco!

Último aviso aos navegantes!


Minha gente, isso aqui não é facebook, em que você invade a linha de tempo dos outros e escreve qualquer merda que tiver vontade – e a merda é publicada instantaneamente.

Essa bodega tem gerente.

E o gerente é mal-humorado pra caraio, apesar de dar a impressão de ser o cara mais bacana do mundo.

Portanto, parem de perder tempo escrevendo comentários idiotas.

Quer ser diferente? Faça seu próprio blog (é de graça!) e escreva suas asnices lá.

Aliás, certos comentários que recebo não cabem no departamento competente porque são verdadeiros artigos e o nosso quadro de colaboradores já está completo, como se costuma dizer.

Raramente me sinto estimulado à polêmica em nos jours (essa mania de usar palavras estrangeiras irrita alguns leitores, mas faz parte do make-up – lá vem ele de novo! – da minha desagradável personalidade).

Já é tarde demais para eu aprender outra profissão que me renda tanto e me obrigue a tão pouco, vivendo sem horários e falando de mim mesmo o tempo todo (quem não entendeu essa última frase pode parar a leitura por aqui).

Jornalismo free lance (de novo?!) é uma forma de liberdade, mas nada disso diminui o senso de aridez e futilidade dentro de mim.



Os motoristas de táxi mais agressivos põem aquele cartaz junto ao volante: “Que Deus te dê em dobro aquilo que me desejares”.

Aos meus inimigos, respondo: seus dois e mais quatro, apostando contra mim, bem entendido.

Houve tempo que essa aridez e futilidade me pareciam uma ressaca das leituras apressadas de Friedrich Nietzsche, Herman Hess e Carlos Castañeda, não necessariamente nesta ordem.

Agora, acho que não. É um estado permanente.

Depois dessa digressão contrária a tudo que se ensina (erradamente, preciso acrescentar?) nos cursos de Jornalismo, fico pensando em que fazer dos meus comentaristas raivosos.

Descobri: eles me dão um assunto pra hoje, sábado, antes de eu começar a meter o pé na jaca.

Mas, antes, quais as minhas reações diante deles?

São contraditórias: uma extrema modéstia existe, talvez seja, em verdade, simples indiferença.

Isto é, pouco se me dá que eu convença alguém ou não da impossibilidade da existência de Deus.

Admito perfeitamente a coexistência pacífica de opiniões.

A estupidez, por certo, ainda me provoca alguns surtos de vitalidade, sou até, por isso, grato à estupidez.


À parte a minha modéstia, ou indiferença, se preferirem, ante a opinião dos comentaristas, há também uma certa arrogância profissional, talvez injustificada.

Nunca ouvi falar dessa gente antes de lê-la.

Se se trata de especialistas nos assuntos que posto, por que não se profissionalizam?

A escassez de talento na nossa imprensa é ainda maior do que a pobreza tecnológica da internet em Manaus.

Podem ir a qualquer redação com um bom artigo sobre qualquer assunto que serão contratados na hora.

Qualquer editor confirmará o que digo.


Portanto, em vez de perderem seu precioso tempo com comentários idiotas que nunca irei publicar, façam alguma coisa mais útil para a humanidade: parem de me encher o saco!

A torcida vascaína agradece

sexta-feira, maio 24, 2013

Unesco presenteia a humanidade com a primeira Biblioteca Digital Mundial


A primeira biblioteca digital mundial digna do nome já está disponível na Internet, através do site www.wdl.org

Ela reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos e explica em sete idiomas as joias e relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta. 

“Ela tem, sobretudo, caráter patrimonial”, antecipou Abdelaziz Abid, coordenador do projeto impulsionado pela Unesco e outras 32 instituições, no jornal La Nacion.

A BDM não oferecerá documentos correntes, a não ser com valor de patrimônio, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em sete idiomas diferentes: árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de 50 idiomas.

“Entre os documentos mais antigos há alguns códices precolombianos, graças à contribuição do México, e os primeiros mapas da América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei de Espanha, em 1562”, explicou Abid.

Os tesouros incluem o Hyakumanto darani, um documento em japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da história.

Um relato dos aztecas que constitui a primeira menção do Menino Jesus no Novo Mundo.

Os trabalhos de cientistas árabes desvendando os mistérios da álgebra.

Os ossos utilizados como oráculos e esteiras chinesas.

Antigas fotos latino-americanas da Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia.

Fácil de navegar


Cada joia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve explicação do seu conteúdo e seu significado.

Os documentos foram passados por scanners e incorporados no seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete línguas, entre elas o português.

A biblioteca começa com 1200 documentos, mas foi pensada para receber um número ilimitado de textos, gravados, mapas, fotografias e ilustrações.

O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar diretamente pela Web, sem necessidade de se registrarem.

A biblioteca permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas geográficas, tipo de documento e instituição.
Como já foi dito, o sistema propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português ), embora os originais estejam na sua língua original.

Desse modo, é possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em 1840.

Com um simples clique, podem-se passar as páginas um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos.

A excelente definição das imagens permite uma leitura cômoda e minuciosa.


Entre outas joias que contem no momento a BDM está a Declaração de Independência dos Estados Unidos, assim como as Constituições de numerosos países.

Um texto japonês do século XVI considerado a primeira impressão da história.

O jornal de um estudioso veneziano que acompanhou Fernão de Magalhães na sua viagem ao redor do mundo.

O original das “Fábulas” de La Fontaine, o primeiro livro publicado nas Filipinas em espanhol e tagalog, a Bíblia de Gutemberg e umas pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 A.C.

Duas regiões do mundo estão particularmente bem representadas: América Latina e Oriente Médio.
Isso se deve à ativa participação da Biblioteca Nacional do Brasil, à Biblioteca de Alexandria no Egito e à Universidade Rei Abdula da Arábia Saudita.

A estrutura da BDM foi decalcada no projeto de digitalização da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que começou em 1991 e atualmente contém 11 milhões de documentos em linha.

Os seus responsáveis afirmam que a BDM está destinada, principalmente, a investigadores, professores e alunos.


Mas a importância que reveste esse site vai muito além da incitação ao estudo das novas gerações que vivem num mundo audiovisual. Experimente.

Coritiba vê Alex perder pênalti, faz só 1 a 0 no Nacional e é eliminado


Vice-campeão nas duas últimas edições, o Coritiba não conseguiu o ‘milagre’ e acabou sendo precocemente eliminado da Copa do Brasil.

Como tinha perdido o jogo de ida para o Nacional por 4 a 1, a equipe de Marquinhos precisava marcar no mínimo três gols.

Venceu, mas o placar de 1 a 0 foi insuficiente e deu adeus ao torneio nacional.

No jogo, Alex ainda desperdiçou uma cobrança de pênalti.

Agora, o elenco amazonense terá pela frente a Ponte Preta.

Nem preciso falar que a Marie Jolie está se achando...


quinta-feira, maio 23, 2013

Abercrombie, Fitch e os idiotas


Rafael Galvão

Uma campanha diferente foi deflagrada semana passada no Brasil, seguindo os moldes de campanha semelhante nos Estados Unidos. É uma resposta à declaração de Mike Jeffries, dono da marca Abercrombie & Fitch, de que não faz roupas para gordos porque quer apenas gente descolada e invejável usando seu produto.

Para mostrar o quão inadequadas as pessoas consideraram essas declarações, grupos nos EUA e aqui resolveram doar roupas da marca para mendigos, em protesto à discriminação e ao preconceito de Jeffries.

Essa campanha é uma das coisas mais idiotas e hipócritas que vi em muito tempo, e é prova cabal da imbecilidade generalizada neste início de século.

Seu problema central é que a Abercrombie & Fitch tem o direito de focar seu produto no target que quiser. Se não quer vender para gordos, problema dela. Mas ela só faz isso — abdicar de um nicho em crescimento rápido e constante — porque funciona, porque é assim que o rebanho age: ele está disposto a pagar um ágio bem razoável por uma simples imagem, e nada mais que isso.

O erro do dono da Abercrombie não foi ser canalha — até porque não fazer roupa para gordos não é canalhice, é opção de mercado, assim como não é canalhice da Chanel não fazer roupas para pobres. Seu erro foi explicar a lógica do que faz. Numa sociedade cada vez mais hipócrita, que transforma uma alucinada como a Angelina Jolie em heroína, você pode fazer o que quiser, desde que não assuma publicamente.

A Abercrombie & Fitch não é uma grife de preços excessivamente exorbitantes. Segundo dizem, suas camisas custam em torno de 80 reais. São caras para o que realmente valem, mas não são inacessíveis (parece ser, por exemplo, a marca preferida do bom Nissim Ourfali – que é magro). É uma roupa para a classe média metida a besta. Mas isso é o beabá da propaganda: posicione bem o seu produto, faça-o parecer melhor do que é, e eles virão até você.

O posicionamento da Abercrombie & Fitch é válido do ponto de vista do mercado. Funciona porque entende o comportamento da humanidade. Mas as mesmas pessoas que compram, ou gostariam de comprar, suas roupas por serem pretensamente elitistas não admitem que ela assuma sua postura, porque isso as forçaria a admitir que esses também são os seus valores.

Em vez de protestar, as pessoas deviam era procurar entender o que faz a marca se posicionar dessa forma, esnobando a legião de gordinhos que atravancam as filas do McDonald’s, e entender o que as faz desejar uma camiseta comum com uns retalhos costurados em cima. Mas é difícil que façam, porque não iam gostar muito das conclusões. Assim como Mike Jeffries, elas também querem roupas que não sirvam em gordos e que façam delas, automaticamente, pessoas mais “cool” do que jamais conseguiriam ser sem ajuda. É por isso que tem coisas na vida que a gente simplesmente não deve falar: este é um século que recompensa a hipocrisia e pune a honestidade.

Mas é a campanha em si, nascida nos EUA, que me incomoda — ao resto já estou me acostumando, anos exposto ao Facebook me acostumaram a esse macaquear impostor. Me incomoda não apenas porque esse pessoal não passa muito de um bando de idiotas fúteis que se mobiliza para brigar com uma marca direcionada a gente que se pretende bonita, magra e rica e, portanto, ignorada pela grande maioria da humanidade. Mas porque a própria ação é ainda mais elitista que a Abercrombie & Fitch.

O foco aqui não é o bem-estar desse pessoal que está no extremo oposto do público-alvo da marca: é só protestar contra o posicionamento assumido por ela, diminuindo seu valor ao associá-la a mendigos. O recado é simples: “Vocês não são ‘cool’ porque mendigos vestem suas camisas. Mendigos, ora. E isso me faz mais ‘cool’ que vocês”

Pelo preço que se compra uma camisa da Abercrombie & Fitch o sujeito que está fazendo essa campanha poderia comprar alguns cobertores para proteger os mendigos paulistanos no frio que se aproxima. Era isso que o faria melhor que o Mike Jefrries, não um protesto que humilha seres humanos destituídos, utilizando-os apenas para desvalorizar uma marca de roupas.

Isso é o mais triste nesse protesto: esses assim chamados militantes, com sua “ira justa” de classe média estultificada, dão mais valor à marca que à dignidade das pessoas. Mas quem está preocupado com eles? Mendigos não são tão importantes quanto uma marca que não gosta de gordos, nem quanto a mídia gratuita que se pode conseguir às suas custas. Mas pelo menos agora eles dormem na rua vestindo uma camisa da Abercrombie & Fitch.

Vascão perde outro torcedor ilustre: Paco Cac atravessou o espelho!



Fiquei sabendo dessa história triste por meio do BlocoOnLine, o exuberante site poético mantido pela querida poeta Leila Míccolis e pelo incrível Urhacy Faustino:

Em 4 de abril, através do facebook, a filha de Paco Cac, Pilar de Freitas, escrevia: “É com muito pesar que venho aqui informar. O poeta, militante, professor, pesquisador, vascaíno, carioca e acima de tudo meu pai, faleceu nesta quarta, 3 de abril de 2013. Aos que oram, orem. Aos que não, recordem. Aos amigos e familiares, guardem sempre a memória da vida, os poemas compartilhados e os sambas cantados. Iremos cremá-lo em Brasília. Em seguida faremos uma cerimônia no Rio, aonde ele realmente gostaria de ficar”.

A cremação aconteceu no dia 5, e m Goiás, e a homenagem a Caco Pac, no Rio, foi no dia 13 de abril: “Cerimônia de cinzas do Paco Cac no Rio de Janeiro: Ponto de encontro no Museu da República (Palácio do Catete). Entrada que dá para a rua do Catete. Faremos uma homenagem no museu, depois seguiremos para o mar”.

No início de fevereiro, Paco Cac, companheiro de muitos anos de jornada poética, no dia 8 de fevereiro nos fez uma bela dedicatória em seu catálogo de Revistas Literárias Brasileiras - Século XX (vol. 2), nos enviou o exemplar dia 25 do mesmo mês e recebemos a remessa no início de março, um mês antes de sua morte.

Esbórnia mia, aqui me tens de regresso!



Nesta quarta-feira, 22, meu compadre Carlos Alberto Almeida, atual procurador-geral do Ministério Público de Contas, me deu um puxão de orelha pelo fato de o blog estar desatualizado há tanto tempo.

Verdade.

E por que estou há tanto tempo sem vir aqui no mocó?

Bom, eu poderia elencar uma série de fatores extremos (excesso de trabalho, falta de tempo, tédio terminal, falta de inspiração, desavenças com a namorada, participação constante em muvucas de alto teor alcoólico, etc) e esmiuçar cada um deles para justificar essa minha falta de caráter, mas isso tudo seria chover no molhado.

O certo é que estou às voltas com cinco livros para lançar e somente conclui dois até agora.

O “Sanatório Geral”, contando a história política do Amazonas nos últimos 60 anos pela ótica do folclore e do humor, deve entrar na gráfica hoje e ser lançado na primeira quinzena de junho.

O “Cowboys Fora-da-lei”, que deveria ter sido lançado no meu aniversário, ganhou uma nova data de lançamento: dia 9 de julho, quando Pai Simão completa 90 anos.

O “Barbárie na Selva: O Caso Delmo” ainda está em fase de negociação, mas será lançado antes do fim do ano.

O “Almanaque Capivarol”, contando um pouco da história do carnaval amazonense e incluindo centenas de causos de sambistas, compositores e poetas, ainda está em fase de pesquisa.

O “Canários do Reino: a história sem censura do GRES Reino Unido da Liberdade” está sendo revisto pelos fundadores da escola, que também estão escolhendo as fotos que vão ilustrar a saga do reino do samba instaurado por Bosco Saraiva, Zé Picanço e Gil da Liberdade (o sócio número 1 da agremiação).

Além disso, tenho que cuidar diariamente das matérias do site CANDIRU, o jornal de maior penetração da Amazônia, fazer cobertura jornalística de vários órgãos públicos, divulgar as atividades da Força Sindical e last, but not least, manter o hábito saudável de ler um livro por semana (acabei de detonar “E Benicio criou a mulher...”, do Gonçalo Junior, e comecei a encarar “Uma breve história do Cristianismo”, de Geoffrey Blainey).

Como isso tudo demanda tempo, não é a toa que o mocó tenha ficado entregue às moscas por tanto tempo.

Prometo me regenerar.

Valeu, compadre!

Ah, propósito: ontem, foi aniversário da Lorena Printes, essa advogada charmosa que ilustra o post, e hoje é aniversário dos meus gêmeos Marcelo e Marcel.

Para a trinca, meus votos de sucesso e muitas felicidades.

Ou seja, o mocó está reabrindo em grande estilo. Te mete!

domingo, abril 14, 2013


Sexo oral é tão endeusado pela galera da AVC (Associação dos Viciados em Cunnilingus) porque é sempre um presente, uma gentileza. É impossível fazer sexo oral em você mesmo então é preciso valorizar sempre que alguém se propõe a gastar minutos da sua vida e malhar sua língua e seu maxilar em nome do prazer alheio.

Pras mulheres, sexo oral costuma ser uma das partes mais esperadas do sexo, o que faz com que a decepção diante de uma chupada meia-boca seja gigantesca.

Pra você não correr o risco de nadar, nadar e perder a mulher por causa da sua incompetência oral, trouxemos hoje uma lista com formas clássicas de estragar essa invenção dos deuses, pra que você se certifique que jamais irá cometer esses erros:

1. Vá direto no clitóris

Mulher precisa aquecer. Se você vai direto na parte mais sensível do corpo dela sem que ela esteja com bastante tesão, você provocará o efeito inverso – ela vai morrer de agonia e implorar pra que você tire a língua de lá.

2. Fique pedindo pra ela gozar de 5 em 5 minutos

Não tem coisa mais broxante do que um cara mala repetindo de minutos em minutos “goza logo pro papai ver” ou coisas do tipo. Com certeza, nesse momento, ela vai pensar: Eu até gozaria, se você colaborasse e trabalhasse em vez de ficar tagarelando.

3. Não escute as dicas dela

Você está se achando o rei do boquete, mas nem se deu conta que está estimulando uma parte que não dá tanto prazer pra ela. E aí ela, toda paciente, diz: “Gosto um pouco mais forte e mais pra direita”, pra ter que ouvir de você: “Relaxa que eu sei o que tô fazendo!” Tem certeza? Não parece.

4. Fique com a língua dura

O clitóris é a região mais sensível do corpo feminino, por isso o homem precisa usar toda a suavidade e textura macia da língua pra não provocar aflição. Língua mais firme pode até fazer parte do processo, mas mais pro final, quando ela já está com bastante tesão e prestes a gozar.

5. Economize na saliva

Não tem nada pior do que um sexo oral seco. Se tem um momento na vida em que a saliva é sua forte aliada, é nessa hora. Abuse dela.

6. Use somente a sua boca

Um sexo oral bem feito é aquele em que o homem explora o corpo da mulher com as mãos também. Vale de tudo: Passar as mãos pelo corpo, acariciar os seios, pegar na bunda, segurar as mãos dela, colocar um ou mais dedos dentro dela, introduzir aquele dedinho na porta traseira ou até mesmo trazer um amigo vibrador pra ajudar naquelas horas que a língua ou os dedos se cansaram.

7. Pense que lá embaixo é um pedaço de bife. E que você é um cão esfomeado.

Não sei se é nervosismo, ansiedade, inexperiência ou muito tempo sem sexo, mas tem homem que se afoba na hora do sexo oral. Ele mexe a cabeça e a língua descontroladamente, sem se preocupar em ler os sinais da mulher, resultando numa cena lamentável e numa mulher que não vê a hora de partir pra próxima fase do sexo, porque essa já deu.

8. Tenha nojinhos

Você quer que a sua mulher engula seu gozo mais morre de nojo de colocar a língua na área mais estratégica do corpo dela? Desconfio que talvez não goste tanto de mulher assim como anda dizendo por aí… Se depois do sexo oral corre pro banheiro pra lavar a boca, então… caso perdido.

9. Fique sempre no mesmo movimento, com a mesma pressão

Sexo oral pra ser bom precisa de variação de movimentos. Agora é a hora de você usar sua criatividade. Vá testando opções e observando como ela reage. Se percebeu que ela gostou, memorize esse movimento pra repetir numa próxima oportunidade, assim você vai montando um repertório seu de técnicas. Pressão também precisa variar – é fail total se você começa forte demais e se fica muito molenga e suave quando ela está querendo gozar.

10. Morda o clitóris dela

Tá louco? Essa a área mais sensível do corpo da mulher então a não ser que ela dê sinais claros de que quer uma mordida, aconselho nem tentar essa manobra arriscada. A não ser que não se importe em tomar um chute no meio do sexo.

11. Cuspir pra fingir que ela já está molhada

Você acha que engana quem? A mulher sabe exatamente quando está lubrificada ou não. Tem homem que se acha o esperto – dá uma cuspida pra simular lubrificação e pra ter uma desculpa pra ir logo pros finalmentes. Coisa de quem não tem habilidade nenhuma pra deixar uma mulher excitada.

12. Pare antes dela gozar

Se não sabe brincar, não desce pro play. A partir do momento em que você decide colocar sua boca na perseguida dela, não pode sair de lá até que ela tenha gozado pelo menos uma vez. Isso pode demorar um tempo e você precisa ter determinação. Pense que um sexo oral caprichado, cedo ou tarde, acaba voltando pra você.

Teste os seus conhecimentos sobre o futebol mundial



A Copa das Confederações é o país-sede de salto alto, quer dizer, de chuteiras de travão baixo.

Todo mundo é um técnico em potencial.

Noves fora o Parreira, que não é técnico nem aqui nem em Gana, e o Felipão, que depois dessa copa não vai enganar mais ninguém.

Esses dois energúmenos não são feitos que nem você e eu, que sabemos exatamente qual o time ideal, a hora de fazer a substituição, quem entra e quem sai.

Na próxima Copa do Mundo se esses dois ainda estiverem dirigindo a seleção canalhinha, anote aí, cada vez que o time for entrar em campo vai ter que haver um plebiscito pra saber a escalação correta.

Só pra conferir seus conhecimentos, elaboramos esse testículo.

O ganhador terá vaga garantida na arquibancada do novo Vivaldão, no jogo entre Bielo-Rússia e Marrocos. Good luck.


Craque argentino que joga no Brasil
a) Afrin
b) Rinosoro
c) Sorin

Atacante da Argentina
a) Pixaim
b) Chapinha
c) Crespo

Goleiro da Alemanha
a) Dhogan
b) Khachorran
c) Khan

Goleiro da Costa Rica
a) Espermas
b) Galas
c) Porras

Atacante da Guatemala
a) Wancaipirinha
b) Wancerveja
c) Wanchope

Lateral da Polônia
a) Kontrapasso
b) Keda
c) Bak

Atacante do Equador
a) Reto
b) Grosso
c) Delgado

Atacante da Inglaterra
a)  McCartney
b)  Harrison
c)  Lennon

Centroavante do Paraguai
a) Atola
b) Incalca
c) Acuña

Volante da Holanda
a) Coanádega
b) Coânus
c) Cocu

Volante da Austrália
a) Cllitoria
b) Pinguella
c) Grella

Goleiro da Itália
a) Traccon
b) Peiddon
c) Buffon

Atacante da França
a) Zifoda
b) Ziarrombe
c) Zidane

Miss Bumbum diz que não libera o plissadinho


Carine Felizardo, de 25 anos, venceu o concurso Miss Bumbum 2012 e faturou a capa da “Sexy” de fevereiro. Mas como nem tudo são flores, ela aprende a lidar com a opinião alheia.

Realizada profissionalmente, a loira diz que uma única coisa a incomoda desde que ficou famosa: vira e mexe, ela tem que ouvir piadinhas sobre o seu avantajado atributo físico.

“Sou virgem de bumbum. Nunca fiz sexo anal. Só porque tenho o bumbum grande as pessoas confundem e acham que faço esse tipo de coisa. Estou cansada de ouvir esse tipo de piadinha”, esclareceu ela, que, apesar disso, não descarta fazer uma experiência do gênero: “Quem sabe... Mas para isso, tenho que primeiro encontrar um homem especial. Estou solteiríssima”.



Para fazer as fotos da revista, Carine conta que precisou relaxar com bebidas. “Tomei vodca e fiquei soltinha soltinha”, assume ela, que posou numa praia usando acessórios vermelhos. “As mulheres também vão gostar do ensaio e se espantar com meu corpão”, diz.

Carine garante que suas fotos não passaram pelo uso do Photoshop e ainda alfinetou as concorrentes do concurso ao afirmar não ter recorrido aos retoques de nenhuma cirurgia íntima.

“Só coloquei silicone. Todo o resto é 100% natural”.



A louraça belzebu Andressa Urach, vice-Miss Bumbum e dona desse fantástico porta-malas, comentou o fato de Carine Felizardo ter falado que “é virgem de bumbum”.

“Coitada, mas ela não sabe o que está perdendo. Digo isso com convicção. Não sou virgem de bumbum! Adoro sexo anal. Gosto muito e não vejo tabu nisso. Todos os meus fãs e namorados sabem. Comigo nunca brincaram disso”, ironizou.

Em entrevista ao site CANDIRU, Andressa confirmou que fez esta declaração ao jornal Extra e que o assunto não é tabu para a ela.

“Falei sim sobre o sexo anal ao jornal. Eu faço sexo anal. É verdade, eu gosto e isso nunca foi um tabu. Mas tem que estar muito a fim, eu tenho que gostar muito da pessoa”, afirmou.

Após um rápido affair com a terceira colocada no concurso, Camila Vernaglia, Andressa afirma que está em uma fase heterossexual atualmente e que está com alguém, sim, mas não pode revelar quem é.

“Estou numa fase hetero agora. Estou com alguém, mas ainda não estou namorando. Não posso falar quem é, mas é famoso. Eu e a Camila experimentamos, mas por causa das agendas não conseguimos nos encontrar, então viramos amigas”, explicou.

Se a Carine Felizardo está perdendo alguma coisa ou não, nós só vamos ficar sabendo depois que algum felizardo tirar o selinho.

Por enquanto vão se divertindo em babar de inveja com as fotos da deusa.

E torçam pra eu não acertar na megasena acumulada...































Dicas de sexo oral por um mestre da AMOAL



Por Frater Licurgo Excelsior, do 5º Grau de Templo .:. da Loja Curitiba (PR)

Eu sempre encarei o sexo oral como algo muito mais íntimo que a própria penetração. Confesso que não costumo cair de boca em qualquer uma mina que transo porque há uma série de pré-requisitos pra isso, mas quando ela é pequena, pouco pelo, limpinha e o histórico da garota também, putz, ai me perco lá.

Como adoro receber um oral, eu também faço a minha parte no outro sentido, procurando deixar o meninão sempre bem apresentável. Acontece que poucas mulheres sabem fazer um oral bem feito. Por isso levantei 10 pontos para você, estimada leitora, colocar em prática:

1) Surpreenda. É um saco ter que pedir pra garota chupar ou dar a famosa (e inconveniente) tocadinha na cabeça dela pra mostrar o caminho. Quando vocês tiverem trocando uns amassos vai lá e cai repentinamente de boca.

2) Oral fast-food não. É bem desagradável aquelas garotas que só fazem oral por obrigação, para seguir a cartilha do sexo, e ai dão uma chupadinha de 30 segundos bem meia boca. Se você não gosta, não faça. Se fizer, perca uns minutinhos com o meninão. (não tô falando pra cronometrar, mas tenha feeling).

3) Cuidado nas mordidas. Uma mordidinha de leve é até que interessante. Agora não morda como se fosse um chiclete, a cabeça é extremamente sensível, alguns joules a mais viram uma tortura.

4) Cuidado com os dentes. Esse é o mais comum. Tem mulheres que não abrem a boca direito ou que movimentam o meninão com os dentes e aí fica raspando o dente no garoto. Tente usar mais o lábio.

5) Utilize temperos. Há uma série de ingredientes que colaboram pra deixar o oral mais interessante. Um deles é o halls preto e a água gelada (ou a combinação explosiva de ambos). Ponha um na boca e tome uns goles de água, depois caia de boca. A sensação é indescritível. Leite condensado e marshmallow também são uma boa pedida.

6) Olhar de rabo de olho. Esse é curioso, mas muitos homens adoram quando a garota está fazendo um oral e ela olha nos olhos do cara com aquela cara de cachorro pidão.

7) E o saco? Algumas mulheres tem nojo, outras o ignoram e poucas conhecem o poder que o saco tem. Um oral bem feito abrange esse amigo do meninão. Há um monte de terminação nervosa nele, o que o torna uma boa fonte de prazer quando estimulado. Dê umas lambidas e chupadas nele (de leve), o resultado é imediato.

8 ) Elogie. Eu sei que pra muitas mulheres isso é um pouco constrangedor. Mas, um elogio curto e sincero (principalmente) é sempre muito bem vindo e inesquecível (homem adora quando elogiam o seu membro).

9) A polêmica engole ou cospe? Pra mim isso é indiferente. O que é bem excitante é gozar na boca da garota, não por que me dá prazer em vê-la com esperma na boca, mas por que na hora do gozo o pau está sendo estimulado e isso prolonga o prazer.

10) Beijo ele depois de chupar? Taí uma pergunta que muitas mulheres me fazem e fico indignado com a escrotidão de alguns homens. Pô, a mulher chupou o pau do cara, por que ter nojo de beijá-la novamente? Isso eu acho meio injustificável. É ser muito fresco.

11) Umedeça a boca. Deixe acumular bastante saliva na boca. Algumas mulheres gostam de cuspir no pau, eu acho meio chulo. Prefiro que a garota utilize essa saliva de sobra pra abocanhar o meninão. Com mais saliva, mais lubrificado ele fica, e mais excitante o oral se torna.

12) Um 69 básico. Boa parte das mulheres tem vergonha em fazê-lo, até concordo, pois a posição não é da mais reservada, porém é uma das melhores coisas no sexo oral, pois os dois estão sendo estimulados. Só não esqueça de estar com a depilação do traseiro em dia, nada mais disgusting que um fiofó peludo na cara.

13) Massagem no saco. Ah… esse famoso abandonado. Ok, concordo que ele é meio que o patinho feio do membro sexual masculino, mas não por isso deve ser desprezado. Quando você estiver chupando o cara, fica com o meninão na boca e dê uma massageada no patinho feio (massageada! Não é pra esmagar). É um excelente estímulo.

14) Pirulito na boca. Quando você estiver fazendo o oral, deixa o pau um tempinho dentro da boca, dê uma sugada de leve e aquela olhada nos olhos do cara. Bom demais!

15) Surpreenda nível 2. Eu já falei de quão desagradável é pedir pra uma garota chupar (ou dar aquele famoso tapinha na cabeça esse-é-o-caminho). Faça sem ele pedir. E digo mais, se vocês forem namorados, manda uma no cinema (se estiver vazio) ou no carro. O melhor oral que recebi foi quando estava subindo a serra do litoral para São Paulo e a garota simplesmente abriu o zíper da minha calça e caiu de boca. Agora se você não for namorada, recomendo não fazer, a menos que queira ser tachada de periguete.

16) Língua na chapeleta. Com a língua pra fora, deixe ela um pouco rígida e passe levemente bem na ponta da cabeça do meninão. Essa região é cheia de terminações nervosas e esse estímulo ajuda a ativá-las.

17) A zona de risco, conhecida como zona do agrião. O períneo (região entre o saco e o fiofó) é um lugar cheio de terminações nervosas. Uma pressionada de leve ali é muito bom.

18) O risco. Cuidado, não se deixe levar por revistas femininas toscas. Não é todo homem que gosta de tomar um fio-terra (o dedo no fiofó), aliás, até duvido da masculinidade destes. É óbvio, o rabo é cheio de terminações nervosas, mas não é por isso que se deve enfiar coisas nele.

19) Faça suspense. Quando estiver descendo pra abocanhá-lo, não vá direto ao ponto. Vai beijando a barriga do cara, coxa, virilha, dê um beijinho de leve no meninão, enfim, dê uma enroladinha até você perceber que o cara está explodindo de tesão.

20) Camisinha sempre. No sexo oral também é possível pegar doenças sexualmente transmissíveis, não só Aids, mas uma bela Herpes que vai encher sua boca de zicas nos dias que sua imunidade baixar. Sei que é chupar bala com papel, e para isso eu recomendo as camisinhas com gosto. Melhor chupar uma bala com papel de hortelã a não chupar nada ou encarar uma bala podre.

Enfim, é claro que assim como o beijo, não há uma fórmula pronta para se tornar expert, mas tendo atenção nesses detalhes é certeza de que o cara ficará amarradão no seu oral.