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segunda-feira, junho 24, 2013

Os canalhas se divertem


“Vitória de Pirro” é um termo que alude a uma conquista tão custosa que, muitas vezes, significa na verdade uma derrota em um cenário mais amplo. E é exatamente essa a vitória anunciada aos brasileiros pelos políticos canalhas que ocupam o poder, embalados pelos votos de milhões de alienados.

Diante da fúria popular e do vexame crescente junto à imprensa internacional, Geraldo Alckmin, Fernando Haddad (este certamente ecoando ordens de Lula) e o prefeito do Rio Eduardo Paes anunciaram a “vitória” do movimento popular e a redução das tarifas dos transportes públicos em São Paulo e no Rio de Janeiro.

A “Vitória de Pirro” nessa história toda vem do fato de que todos resolveram mostrar sua face cruel, rasteira, além de toda a pequenez de suas almas e de suas posturas como homens públicos. Ao anunciarem a redução de tarifas, absolutamente todos eles chantagearam a população com cortes em investimentos.

Eduardo Paes, o prefeito do Rio de Janeiro, como era de se esperar, foi ainda mais longe na canalhice: ameaçou cortar justamente no sistema de saúde que já anda mal das pernas e se converteu em verdadeira máquina de genocídio.

Muitas vezes digo aqui que a diferença entre nós e as nações que realmente se tornaram grandes é a nossa abundância de políticos. Nas nações que ousaram e se transformaram em potências mundiais, há sempre mais estadistas do que políticos.

Qual a diferença entre eles?

Muito simples: O estadista pensa em projetos de longo prazo. Ele estuda a aplica o que é melhor para o engrandecimento de sua nação, mesmo que isso vá de encontro aos seus interesses políticos eleitorais. Já o político é incapaz de pensar além da próxima eleição e todas as medidas que toma são impulsionadas apenas pelo desejo de se manter no poder ou de nomear um sucessor que lhe lamba as botas. Para eles, o país é um mero detalhe.

Se os canalhas que nos governam fossem realmente estadistas, retirariam facilmente os custos da redução de tarifas dos altíssimos impostos cobrados por Estados e Prefeituras ou reduziriam as despesas de custeio do governo, cortando seus próprios salários ou rendimentos para adequar os cofres públicos a nova exigência orçamentária.

Sim, esses seriam estadistas, Mas, como temos apenas políticos (e políticos canalhas), as fontes de recursos para bancar as reduções de tarifas virão de investimentos necessários e urgentes ou, no caso do Rio de Janeiro, da já dantesca saúde pública.

O que me lembra do recente caso dos professores em uma cidade nordestina, obrigados a engolir uma redução salarial de 40% sob o argumento de estarem violando a lei de responsabilidade fiscal; os professores tiveram de assistir aos mesmos vereadores que lhes cortaram o salário sob este argumento ridículo, aumentarem os seus próprios salários (e o do prefeito) em 100%.

Isso sim é o Brasil. Cabe agora, aos movimentos populares, ganharem as ruas para exigir a mudança nessa mentalidade e se prepararem para, nas próximas eleições, não caírem nas mesmas armadilhas e nas mesmas promessas dessa corja canalha e aproveitadora que suga nossas almas e “não está nem aí” para o bem-estar da população que jurou servir e proteger.

Pense nisso.


Fonte: Visão Panorâmica

O grande campeão das passeatas!


Giba Um

Super-enquete feita pela internet, nesses dias, sobre a criatividade – com direito a dose de humor, claro – apresentada nos cartazes exibidos nos movimentos de protesto em todo o país, para apurar qual a grande mensagem favorita, não deu outra: “Enfia os 0,20 no SUS”.

Caros arapongas

Entre 2003 e 2013, quase R$ 3 bilhões foram gastos pela Abin – Agência Brasileira de Inteligência, cujos arapongas tiraram Dilma Rousseff do sério, nesses dias, por não saberem, com antecedência, de nenhum dos movimentos de protestos espalhados pelo país. O orçamento da Abin, nos últimos 10 anos, cresceu mais de 300% (era de R$ 124,5 milhões em 2003) e os valores pagos, outros 313%, pulando de R$ 115,2 milhões para R$ 476,3 milhões. Nos últimos meses, os arapongas teriam sido deslocados para a segurança da Copa das Confederações e não avisaram Dilma de nenhuma movimentação que levou mais de um milhão de pessoas às ruas em 388 cidades brasileiras, incluindo 22 capitais.

Relatório no lixo

Nos últimos dias, a Abin resolveu apresentar a Dilma um relatório onde garante que dois desconhecidos grupos disputam o controle dos movimentos. Um seria o Onda Livre e o outro, com participação de partidos nanicos, seria o Onda Vermelha. A agência foi buscar informações no Google e a presidente jogou uma pasta onde estava escrito na capa Top Secret no cesto de lixo mais próximo. Depois, um assessor levou cesto e tudo ao general José Elito, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, que anda atravessado na garganta da Chefe do Governo.

Gangues conhecidas

Durante todas as administrações municipais de São Paulo, nas últimas décadas, nem uma vez as empresas que operam o sistema de transportes públicos da cidade, deixaram de ganhar denúncias sobre falcatruas e licitações marcadas. São as mesmas, há mais de 40 anos, trocam de nomes, fazem consórcios, colocam veículos em nome de empresas que não podem ser penhoradas, não apresentam certidão negativa, só para começo de conversa. Passam de pais para filhos e todos são milionários. São Paulo terá nova licitação em julho e já está no caderninho dos grupos manifestantes de rua. Dois exemplos nacionais: os grupos de Wagner Canhedo e Nenê Constantino.

Super-fraude

O grupo de empresas de transportes públicos de Nenê Constantino, em Brasília, está envolvido em novas denúncias de fraude, supostamente em parceira com homens de confiança de governador Agnelo Queiróz, do DF. Agora, a classificação saiu no Diário Oficial do Distrito Federal do dia 4 de junho e a homologação no dia seguinte, sem chance para recurso. É uma concorrência de R$ 40 bilhões em 20 anos.

Orquestrado

Paulinho Pereira da Silva (PDT-SP) vai registrar o Solidariedade no TSE: está com todas as fichas de filiação devidamente reconhecidas pelos cartórios. Já os mesmos cartórios vêm enlouquecendo o pessoal da Rede de Marina Silva: muitas fichas de filiação estão sendo rejeitadas porque o nome do novo partido está escrito apenas como Rede. Falta o Sustentabilidade. A pré-presidenciável está convicta de que se trata de um movimento orquestrado para tirá-la do páreo. Afinal, com os movimentos das ruas, a única que ganha é ela.

Zorra mais política

Os movimentos de protestos nas ruas já provocam modificações até em humorísticos da TV: no Zorra Total, a personagem Dilmaquinista (Fabiana Carla) some por uns tempos e o sósia de Neymar ganha mais espaço. E o próprio programa deverá ter seu formato modificado. A idéia é que o metrô tenha seu ponto final numa cidade chamada Zorra City, com prefeito, vereadores e até mesmo um caçador de corruptos – e que, igualmente, é um corrupto e tanto.

Rock na festa

Nelson Calandra, da Associação dos Magistrados Brasileiros, convidou a banda gaúcha de rock Judges para se apresentar no coquetel depois da posse do novo ministro do Supremo, Luis Roberto Barroso, amanhã. O grupo é formado por quatro juízes de Direito e em seus cinco anos de atuação, já abriu shows para os Titãs. Elba Ramalho e Jota Quest. A proposta é mostrar um lado mais descontraído do magistrado, fora do trabalho. Dependendo, o ministro Luiz Fux até pode fazer seu show-extra: ele toca guitarra.

Recorde de vídeos

Não basta participar das passeatas: a ordem é divulgar na rede. Até o final de semana, foram mais de 21 milhões de vídeos postados no YouTube sobre o assunto. Para quem gosta de comparações: até hoje, manifestos na Turquia tiveram quase 12 milhões de vídeos.

Adeus, 3D

A Fifa vai mesmo cancelar a transmissão da Copa do Mundo de 2014 em 3D. Vem na sequência da decisão da ESPN de fechar seu canal de 3D e a situação é encarada como um golpe na tecnologia. Para quem tem memória curta: na Copa de 2006 a transmissão em HD impulsionou as vendas desse tipo de aparelho.

Fortunas reveladas

O sigilo fiscal quebrado pelo grupo de hackers Anonymous revela detalhes como CPF, endereço, dados fiscais de mais de 600 políticos desde Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, mais ministros, senadores e governadores. Esses dados já estão espalhados na internet e confirmam que a fortuna declarada do senador Blairo Maggi (PR-MT) é de R$ 143,2 milhões. A Chefe do Governo teria declarado em 2010 bens no valor de R$ 1,07 milhão e Lula teria três apartamentos em São Bernardo – e não um apenas. De quebra, sete telefones e dois celulares dele, todos já trocados.

Primeira-dama da Bulgari

Marilyn Monroe, Sophia Loren, Ava Gardner e Grace Kelly, entre outras divas do passado, inspiraram a nova coleção de jóias da Bulgari, lançada em grande jantar de gala em Portofino, na Itália, com show de Diana Ross, no Palácio (medieval) de Cervara. E a ex-primeira-dama da França, atriz, modelo e cantora Carla Bruni foi contratada para ser a protagonista da campanha mundial de lançamento da nova coleção da marca.

Sem destino

As conversas entre Ana Paula Padrão e Johnny Saad, o todo-poderoso da Band, não deram certo: ela queria fazer um programa semanal misturando jornalismo e entretenimento e daria tudo pronto porque tem uma produtora. A Band, contudo, só colocaria o programa no ar com cotas de patrocínio vendidas e dependendo, locação de horário. Ou seja: nenhum investimento. Agora, Ana Paula estaria iniciando conversações com o canal por assinatura Fox.

Apreensivo

Pela primeira vez, desde que antecipou o lançamento da candidatura de Dilma Rousseff à reeleição na Presidência da Republica, para acabar com o boatos de Volta, Lula e inspirado pelos altos índices de popularidade da Chefe do Governo, o ex-presidente Lula, em conversa com os ex-ministros Antonio Palocci e Franklin Martins, no instituto que leva seu nome, há dias, confessou que começa a ficar preocupado com a possibilidade de que ela não se reeleja. Os índices positivos de Dilma caíram com o fantasma da inflação. E vieram as manifestações de protesto que bagunçou a cabeça de todo mundo, dos petistas aos aliados. Para Lula, as próximas pesquisas deverão sinalizar o que pode acontecer nos próximos meses.

Sem resultado

Nove entre dez analistas lúcidos (coisa rara no país) consideraram ter sido inevitável o discurso de Dilma. Acham que, mesmo sem resultados práticos, a presidente tinha obrigação de falar aos brasileiros (essa foi a postura do marqueteiro João Santana, agora considerado a 40º ministro). Deveria condenar os arruaceiros e abrir o diálogo com dirigentes das manifestações. Os petistas esperam que essa estratégia funcione e diminua o ruído das ruas. A Chefe do Governo, pessoalmente, não está convencida disso.

Quem ela ouve

O secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, reclamou que a presidente Dilma “não ouve ninguém, só ouve o Mercadante, o Pimentel e o João Santana”. O ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento Econômico, ex-companheiro de guerrilha da Chefe do Governo, numa roda, resolveu ironizar: “Não é bem assim: a presidente ouve mais pessoas. Só não ouve o Gilbertinho”.

Ritual

A revelação de que o governador Geraldo Alckmin tira uma soneca de meia hora, depois do almoço, não chega a ser novidade: em seus mandatos anteriores, sempre deu um cochilo – e na ala residencial. O hábito, contudo, tem um ritual básico: ninguém deve se atrever a interromper o soninho do governador. Ele acorda sozinho “como se tivesse um despertador interno”, segundo um de seus assessores chegados. José Serra, a propósito, tanto na prefeitura como no governo de São Paulo, também dormia um pouco à tarde. E tinha até um anexo a seu gabinete, com cama e tudo mais.

Olho no visual

Na semana passada, em meio às manifestações nas ruas de todo o país, Dilma Rousseff convocou o cabeleireiro Celso Kamura para viajar de São Paulo a Brasília: queria retocar a raiz dos cabelos, dar um trato no corte, tudo pensando na viagem ao Japão, que acabou sendo cancelada. Kamura, gay assumido, contou que “pediu a ela que tirasse aquele Feliciano da comissão, que era um absurdo ele aprovar essa cura gay”. Como se vê, ele entende muito de corte e tintura de cabelos e make-up.

How much?

Saiu até no Huffington Post: as prostitutas mineiras estão aprendendo inglês para atender melhor a clientela estrangeira durante a Copa de 2014. As aulas são gratuitas e oferecidas pela Associação das Prostitutas de Belo Horizonte. Na matéria, é lembrado que a capital mineira, uma das 17 cidades-sede do evento, deverá atrair 600 mil visitantes internacionais e “como a prostituição é legal o Brasil, o comércio sexual espera um impulso nos negócios”. A presidente da associação, Cida Vieira, emenda: “Elas têm que aprender a negociar o preço usando vocabulário especifico com palavras sensuais”. A entidade tem quatro mil associadas e BH tem, por estimativa, 80 mil prostitutas.

Pensão gorda

O jogador Adriano está noivo (outra vez) e logo deverá ser pai. A noiva Renata Fontes, parece não estar interessada no patrimônio dele, tanto que assinou um contrato pré-nupcial abrindo mão de tudo o que ele acumulou até agora. Renata, contudo, garantirá uma gorda pensão para o Junior que está a caminho. Detalhe: Adriano tem uma fortuna estimada em R$ 26 milhões.

“Spaghetti Western Caboclo” pasteurizou Renato Russo



Ademir Luiz, da revista Bula

Os norte-americanos, sendo donos do cenário primordial, criaram o faroeste clássico, pelo qual se expressaram artistas brilhantes como John Ford, Nicholas Ray, Howard Hawks e Sam Peckinpah. Em sua esteira comercial, os italianos desenvolvendo o chamado faroeste “spaghetti”, de muitos djangos, gemmas e hills; e um único e grande Sérgio Leone. No Brasil houve diversas tentativas de emular o faroeste. Filmes como “O Cangaceiro” (1953) e “A Sina do Aventureiro” (1958) são exemplos. Agora, com o lançamento de “Faroeste Caboclo”, baseado na canção homônima da banda Legião Urbana, temos a tentativa de desenvolvimento de um novo subgênero calcado em cenários urbanos, violência estetizada e doses homeopáticas de sexo, drogas e rock and roll, que talvez se possa, provisoriamente que seja, chamar de “faroeste feijoada”.

2013 ficará conhecido como o ano de Renato Russo no cinema. Primeiro estreou a cinebiografia “Somos tão Jovens”, de Fernando Morello, mostrando os anos de formação do cantor e compositor carioca. De modo geral, o filme foi malhado pela crítica. Acharam-no superficial e “malhação” demais para a profunda complexidade psicológica do artista que pretendia retratar. Considero essa perspectiva válida, embora guiada por expectativas emotivas de fãs. A esperança era a de que “Faroeste Caboclo”, o segundo filme russoniano da temporada, pudesse compensar a decepção.

Primeira pergunta: é um bom filme? Sim, sem dúvida, considerando os padrões tupiniquins e a proposta de sua estrutura interna. A direção de René Sampaio é ágil e frenética. O protagonista João de Santo Cristo é vivido com energia pelo ator Fabrício Boliveira. A bela Ísis Valverde encarna uma Maria Lúcia usando seu infalível carisma novelesco. Todo o elenco de coadjuvantes, do vilão Jeremias (Felipe Abib) ao primo Pablo (César Trancoso), é competente, com destaque para Antônio Calloni, como um policial corrupto. Para lamentar, apenas o desperdício da presença de Marcos Paulo, fazendo um senador (quando? onde?), pai de Maria Lúcia.


A parte técnica, da fotografia a montagem, apresenta ótimo nível e a direção de arte, embora pobre, não compromete. A trilha sonora de Lucas Marcier é discreta e certeira, fazendo uso comedido da música título. Palmas para a criativa homenagem que fizeram a Legião Urbana numa cena de show. O ponto baixo fica para a exageradamente solene narração em off, quase tão desnecessária e fora de tom quanto a de “Blade Runner” de 1982.

Segunda pergunta: o longa-metragem “Faroeste Caboclo” é uma boa adaptação da música? Não exatamente. Pode ser considerado satisfatório se o objetivo do espectador for se divertir assistindo violência, vingança e amor bandido, num filme de ação com sotaque nacional. Mas peca em diversos aspectos ao apresentar-se como adaptação de uma história muito, talvez excessivamente, conhecida. O que pode salvá-lo nesse aspecto é que, talvez, o espectador fique de tal modo anestesiado pela overdose de estímulos sensoriais oferecidos que não se dê conta dos problemas.

Diferentemente de “Somos tão Jovens”, “Faroeste Caboclo” não parte de uma trajetória biográfica real repleta de desdobramentos que exige que o cineasta faça opções, edite, escolha um ponto de vista. O enredo cantado na música “Faroeste Caboclo”, composta no final da década de 1970 e lançada comercialmente no disco “Que País é Este (1978 – 1987)”, é simples, direto e cru. Segue a tradição da literatura de cordel. A riqueza não está na letra propriamente dita, que em si é bastante esquemática, mas no que ela pode representar enquanto representação de uma realidade sociocultural. O grande mérito de Renato Russo, então Trovador Solitário, foi, mesmo sendo membro da classe média burguesa, captar algo da essência do candango trabalhador e transformar isso em narrativa. Dessa premissa simples poderia ser extraído um vasto universo de reflexões.


René Sampaio optou por ficar na superfície e entregar um produto industrialmente bem-feito, que obedece todas as convenções do gênero ação/policial, mas pouco profundo. Não que se deva exigir complexidade filosófica desses filmes, mas exemplos como os de “Tropa de Elite” (2007), “O Homem do Ano” (2003), “O Invasor” (2001) e “Cidade de Deus” (2002) mostram que é possível e desejável sair do senso comum. Trata-se de um filme milimetricamente planejado para impressionar o público médio, que ingenuamente ainda se encanta com edição rápida, tiros, sangue falso e um pouco de sexo, para incrementar a emulação de transgressão. Essa opção pela violência gráfica e as infindáveis citações aos faroestes de Sérgio Leone, dá a falsa sensação de sofisticação temática e formal, responsável por agradar intelectualmente os fãs do Legião Urbana que ficaram decepcionados pelo excessiva suavidade de “Somos tão Jovens”.

O roteiro produzido pela equipe capitaneada por Marcos Bernstein e Victor Atherino optou por não seguir à risca a narrativa da música. Isso não representa necessariamente um problema, mas em muitos casos fizeram substituições equivocadas para preencher as lacunas. Limaram, por exemplo, o “General de dez estrelas”, que poderia render uma interessante análise sobre o declínio do Regime Militar, que, aliás, desaparece do cenário na Brasília do filme. O roteiro não abre espaço para esse tipo de problematizações e abraça a lógica dualista do bem contra o mau, ao mesmo tempo em que, ancorado em sua cosmética suja, finge ser contestador.

O problema crucial é a transformação da saga de João de Santo Cristo em um batido e sonolento conflito de classes. Pobres contra ricos. Traficantes pobres contra traficantes ricos. Pai rico contra pretendente da filha pobre. Brancos ricos contra negro pobre. Polícia corrupta ao lado dos ricos para oprimir os pobres. Como não poderia deixar de ser, os ricos são intrinsicamente fúteis, cruéis e preconceituosos. Os pobres podem até possuir personalidades dúbias e violentas, mas são guiados por rígidos códigos éticos, construídos e naturalizados na prática cotidiana de suas comunidades. Se cometerem ações moralmente condenáveis é porque são levados a isso, fazem para sobreviver. Reagem ao mundo cão no qual estão inseridos. Faz lembrar Paulo Francis quando ironizava que “se vejo um pobre num filme brasileiro tenho vontade de sair gritando: é santo! é santo!”. Nesse caso, é mesmo santo. Santo Cristo! “Que o povo dizia que era santo porque sabia morrer”. Morrer, não viver como um carola que, por acaso, é matador.


O João de Santo Cristo do filme possui espírito de artista: gosta de esculpir flores para sua amada. É homem de uma mulher só, não um libertino que “comia todas as menininhas da cidade” ou “ia na zona da cidade gastar todo seu dinheiro de rapaz trabalhador”. O João de Santo Cristo do filme não rouba “o dinheiro que as velhinhas colocavam na caixinha do altar” porque papai não queria um filho ladrão. Traficante de maconha tudo bem. 100% natural. Cocaína não, que é droga química e, portanto, coisa de vilão capitalista. Sacos de cocaína levam tiro. Álcool nem aparece para ele poder se embebedar e “no meio da bebedeira descobrir que tinha outro trabalhando em seu lugar”.

O João de Santo Cristo do filme não é um “self made man” como na música. Esse João de Santo Cristo não “fez amigos, frequentava a Asa Norte e ia pra festa do rock pra se libertar” ou “ficou rico e acabou com todos os traficantes dali”. Nada disso, o João do filme é como um João de Garrincha; não é João, é Zé, um Zé Ninguém. Uma eterna vítima dos ricos, brancos, poderosos e corruptos. Nunca age, apenas reage. Para sublinhar sua pretensa simplicidade franciscana, o roteiro fez de João um analfabeto, ignorando que na música ele frequentava a escola e “até o professor com ele aprendeu”. Como a história se passa antes da promulgação da Constituição de 1988, não sabendo ler, o pobre João não poderia nem votar. Coitado!

Também me escapam os motivos da opção por apresentar João de Santo Cristo como negro. Os versos da letra onde se ouve “não entendia como a vida funcionava — discriminação por causa da sua classe ou sua cor” não me parecem conclusivos. Imagino que tenha sido por influência da obsessão de parte da esquerda brasileira em imitar os norte-americanos que catalogam todo mestiço como sendo negro. Até onde sei, tradicionalmente, a palavra caboclo indica um indivíduo proveniente da miscigenação entre o caucasiano e o indígena. O folclorista Câmara Cascudo, no “Dicio­nário do Folclore Brasileiro”, ensina que a origem etimológica da palavra “caboco” (sem o L) deriva do tupi “caa-boc” (o que vem da floresta) ou “kari’boca” (filho do homem branco).


Para quem considera que estou sendo preciosista, lembro que na edição número 36, de 1988, da saudosa revista “Bizz”, em sua página 52, o próprio Renato Russo declarou que: “João de Santo Cristo é um garoto de classe média e as pessoas, parece, não percebem isso. Ele era filho de fazendeiro e o pai dele foi assassinado. Ele vai para o reformatório porque não tem ninguém para tomar conta dele. Mataram praticamente toda a sua família e, por isso, ele é revoltado (…). Ele é realmente de classe média, e a música inteira é ele tentando voltar para o meio que conhece. João se vê obrigado a conviver com o pessoal mais pobre e, por isso, ele percebe aquela coisa de preconceito e tudo mais, coisas que ele nunca tinha visto antes. Quer dizer, caminha para outro lado. Santo Cristo tem uma certa nobreza! Não sei se as pessoas percebem. Acho que pensam em Santo Cristo como um pé-rapado. Para mim ele é um heroizinho tipo James Dean, como naquele filme ‘Vidas amargas’”. Claro que é possível justificar que se trata de uma interpretação livre da música original. Pode ser, mas o equivoco é assumir-se como uma leitura literal.

Contudo, o principal problema do filme não é a pasteurização do protagonista e sim a infeliz ideia de apresentar Maria Lúcia como uma patricinha brasiliense. A história de amor bandido do casal, apesar de funcionar na tela, acabou limitada a seu aspecto “a dama e o vagabundo”, tornando-se um obstáculo desnecessariamente auto imposto. O resultado é que o arco dramático de Maria Lúcia foi alterado. De uma interessante “filha da puta sem vergonha” que se casa com Jeremias por desistir de esperar eternamente por João, Maria Lúcia tornou-se uma típica mocinha de filme de ação, que se sacrifica em nome do herói marrento.


O cinema brasileiro, a despeito de todos os seios e nádegas que mostra, ainda tem dificuldades em aceitar protagonistas femininas que não sejam donzelas em perigo ou santas abnegadas. Para disfarçar, fazem-nas fumarem maconha como sinal de que são descoladas e independentes. Nesse caso, como Maria Lúcia não fez nada, não “se arrependeu depois” e o fato de que “morreu junto com João seu protetor” revelou-se um anticlímax, já que o pobre João sequer pôde lhe dizer “dá uma olhada no meu sangue e vem sentir o teu perdão”. Perdoar o que?

O duelo final, a despeito da boa fotografia, foi muito fraco. Não apenas pela coreografia tacanha e a montagem truncada. Limitou-se a uma briga de vizinhos de final de semana, que, no máximo, ganha uma nota de duas linhas no rodapé das páginas policiais de segunda-feira. Deveria ser um evento grandioso, reunindo um “traficante de renome” e um “bandido destemido e temido no Distrito Federal”. Um evento midiático televisionado, com todos sabendo “a hora, o local e a razão”.

Esse seria o momento de René Sampaio citar “Um Dia de Cão” (1975), de Sidney Lumet, abrindo espaço para o público refletir sobre a mercantilização da violência urbana pelos meios de comunicação de massa e o fato de que “a alta burguesia da cidade não acreditou na estória que eles viram na TV”. Que pelo menos colocasse umas bandeirinhas, um carrinho de pipoca e meia dúzia de figurantes. Seria pedir muito? Bastava seguir a receita da feijoada que está no encarte do CD.

domingo, junho 23, 2013

Escolha a sua revolução e faça bom proveito!


As panicats preferem o país enfiado numa ditadura porque dessas coisas elas entendem muuuuito

Edson Aran

O Brasil ainda rastejava para chegar ao século 21 e, de repente, demos marcha a ré e voltamos para 1917.

Manifestantes na rua, clima de revolução e a polícia fazendo alegremente aquilo que faz melhor: baixando o sarrafo em todo mundo.

Afinal, é muito mais seguro do que perseguir bandido, que geralmente está armado e pronto para revidar.

O problema é que a Revolução do Busão (já podemos chamá-la assim?) é igual a ex-BBB: não almeja nada, além da própria existência.

E as palavras de ordem são confusas, feito canção do Djavan.

Não, gente. Não é assim.

É preciso saber que tipo de revolução se deseja antes de partir pro pau.

Pedir “imaginação no poder” dificulta muito na hora de negociar.

Além disso, afugenta o proletariado do processo, que prefere Silvio Santos a essa coisa de imaginação.

Listei abaixo alguns tipos de revoluções para que o militante descolado identifique a sua.

Escolha com sabedoria e bom protesto.

Revolução Burguesa. A Revolução Burguesa é muito chata. Ninguém quebra nada, pois a burguesia não quer saber de prejuízo. Eles ficam andando pra lá e pra cá e gritando: “Morte ao rei! Morte ao rei!”. O que é particularmente ridículo se você vive numa República. Quando se cansam, todos se sentam, bebem vinho francês e discutem maneiras de burlar empréstimo no BNDES.

Revolução Proletária. A Revolução Proletária é absolutamente sem sentido. Acompanhe. O proletário rala feito uma besta numa fábrica. Tudo o que quer são condições melhores de trabalho e aumento de salário. Um dia ele se invoca, faz uma revolução e se apropria da fábrica. E aí tem de trabalhar feito uma besta para sempre. Não adianta chegar pro patrão e pedir aumento pra comprar carro novo. Não tem carro novo. Não tem patrão. Não tem aumento. Só tem a fábrica. E se o cara se recusa a trabalhar, acaba num campo de trabalho forçado. Proletário é uma besta mesmo.

Revolução Permanente. A coisa mais complicada da Revolução Permanente é que não tem hora para acabar. Não dá para largar às seis e dizer: “ok, pessoal, vou pra casa ver novela e vejo vocês amanhã na derrubada do czar”. Revolução Permanente é para sempre. Já quem a defende costuma morrer cedo. No geral, com uma picareta no meio da testa.

Revolução Industrial. É parecida com “O Exterminador do Futuro”, um clássico do cinema que vocês, “milennials”, não conhecem. As máquinas dominam tudo e o trabalho manual vira sinônimo de masturbação. A Revolução Industrial é seguida da Revolução Digital, que permite a livre circulação de pornografia para que todo mundo possa se dedicar ao trabalho manual. O Google vence no final.

Revolução Cubana. Logo no começo, o cantor diz “e ao piano, Don Rubén González”. E aí todo mundo começa a cantar “Guajira, el son te llama, a bailar, a gozar...”. É, de longe, a revolução com o melhor swing. Tem uma blogueira feiosa que reclama, mas é só tomar um mojito e fumar um charuto que você se esquece dela.

Revolução Russa. De um lado fica um monte de gente gritando “Tolstoi! Tolstoi!”. Do outro, um bando berra “Dostoievski! Dostoievski!”. Aí chega uma garotinha muito safada e pergunta: “E na Nabokov, não vai nada?”

Revolução de 64. Os militares gostam muito, pois apesar de ser chamada de "revolução", é só um golpe: os militares saíram golpeando todo mundo que discordava deles. A PM sádica do Geraldo Alckmin é um entulho desta época. Eles acham que jato de pimenta no dos outros é refresco.

Outras revoluções. Esses são apenas alguns exemplos, mas existem muitos outros. Por exemplo: A Revolução Estética, que usa pincel e tinta em vez de coquetel molotov, mas precisa de muito mais palavras de ordem pra dar certo.

A Revolução Gloriosa, que, como o nome indica, foi uma grande passeata gay que tomou a Inglaterra do século 17.

A Revolução Islâmica, que gerou filmes chatos sobre maçãs chatas e quadrinhos chatos sobre garotas chatas.

E finalmente, a melhor de todas, a Revolução dos Costumes, que permite que as garotas saiam na rua de minissaia e topless. Nessa última, as pessoas só se machucam se for mutuamente consentido. Pense nisso.

Pedro Bial é suspeito de ter escrito o discurso de Dilma


O apresentador do BBB, Pedro Bial, foi flagrado saindo do Palácio do Planalto, em Brasília – capital do Brasil recém-acordado.

Acredita-se que Pedro Bial esteve lá para escrever o discurso de Dilma Rousseff, sobre os protestos que não param de pipocar em todo canto do território nacional.

Dilma leu um texto de aproximadamente dez minutos, em uma hora.

A presidente prometeu importar médicos, o que pode gerar um grave problema: se já é difícil entender a letra do médico brasileiro, que escreve em português, imagine ler uma receita escrita por um médico do exterior, em outro idioma.

Dilma disse também que está ouvindo a voz do povo, até porque não é surda e o povo grita muito alto, lá em Brasília, mas atender será outra história.

Ela também disse que receberá “líderes das manifestações pacíficas, desde que eles parem de mijar no espelho d’água do Planalto” e que conversará com governadores e prefeitos das principais cidades para elaborar um pacto para a melhoria dos serviços públicos, “que realmente estão uma merda federal!”.

O governo petista deve criar novas bolsas para conter a onda de manifestações e contratou o estilista Alexandre Herchcovitch para desenhar os modelos, o que desagradou metade dos deputados federais da base aliada.

Reconhecido internacionalmente por suas criações no ramo da moda, Herchcovitch está sendo odiado nacionalmente por conta de um ato recente de insanidade mental.

Talvez em um devaneio sem noção, Herchcovitch, que volta e meia se diz contra o preconceito e defende a união civil de pessoas do mesmo sexo, escreveu uma pérola em seu Twitter: “Por que não acontecem manifestações no norte e nordeste? É lá que elegem os políticos corruptos do Brasil!”.

Após a publicação da frase infeliz e a repercussão imediata nas redes sociais, o estilista apagou o post e se escondeu em um armário.

Repercussão


Diversos portais de jornais internacionais publicaram reportagens e fotos neste sábado, 22, a respeito das manifestações que tomaram as ruas das principais capitais brasileiras – reunindo cerca de 1,2 milhão de pessoas em 100 cidades – e do pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV da presidente Dilma Rousseff feito na véspera.

A reportagem do jornal britânico The Telegraph diz que a presidente Dilma quebrou o silêncio sobre os protestos, na noite desta sexta-feira, afirmando que manifestações pacíficas são parte de uma democracia forte, mas que a violência não pode ser tolerada.

O texto está acompanhado de um vídeo com trechos legendados do discurso da presidente.

A tradução foi feita pelo deputado federal Tiririca, com a ajuda do apresentador Ratinho.


O jornal americano The Washington Post, além de uma galeria de fotos, destaca em reportagem que a presidente Dilma prometeu dialogar com os líderes dos movimentos que reuniram milhares de pessoas nas ruas do país.

A presidente só não disse quando.

O site da BBC traz uma reportagem sobre os protestos dessa semana, também citando a proximidade da Copa de 2014, e um mapa mostrando as cidades onde houve protestos e algumas fotos das manifestações.

Manaus, felizmente, conseguiu entrar no mapa.

O site do jornal francês Le Monde repercute o pronunciamento da presidente: “Dilma Rousseff tenta recuperar o controle”.

Aparentemente, o controle remoto estava escondido debaixo do sofá.

O britânico The Independent faz contraponto entre as manifestações dessa semana e o fato de o Brasil sediar a Copa do Mundo em 2014, citando o discurso da presidente Dilma, porém, com menos destaque.


O argentino Clarín também destaca o discurso da presidente, com o título “Tenho obrigação de ouvir as vozes das ruas”, em uma reportagem que também falava sobre as manifestações de sexta-feira.

Os hermanos vão fazer um panelaço em solidariedade aos brasileiros e arrecada papel higiênico para os bolivarianos chavistas.

Em reportagem de página inteira, o diário britânico The Guardian afirma que os protestos realizados em diversas cidades do Brasil “lançam uma dúvida sobre a Copa do Mundo”.

De acordo com o jornal, as manifestações provocaram cenas “improváveis de serem vistas no país fanático por futebol e é a última coisa que os organizadores da Copa do Mundo desejavam ver no Brasil antes do torneio do ano que vem, depois da caxirola do Carlinhos Brown”.

O espanhol El País destaca em seu site a reportagem sobre as manifestações no país e cita que Dilma prometeu um grande plano para o transporte público.

A presidente só não disse quando o plano será implantado, se nesse mandato ou no outro.

Casa Branca investiga a função de Hulk na seleção


Cientistas foram convocados para comparar o DNA de Hulk com o da Mulher Melancia

Pentágino (via Weeklink) – Após ouvir centenas de conversas entre Felipão e Parreira, fuçar emails de Juca Kfouri e grampear o microfone de Galvão Bueno, agentes da Casa Branca decodificaram a função de Hulk no meio campo da seleção.

“Convocamos um físico para decifrar as particularidades que só se justificam no campo quântico e o colocamos em diálogo constante com Djavan”, comentou, esperançoso, Armin Tanzarian, chefe da Area 51.

De acordo com o cientista, a função de Hulk na seleção de Felipão é ser o terceiro zagueiro central das seleções adversárias.

“Ele tem uma capacidade de destruir qualquer ataque do Brasil só comparável à do ex-zagueiro Bobby Moore, da seleção inglesa!”, garante Armin Tanzarian.

Enquanto a investigação se volta agora para tentar descobrir se o zagueiro André Luís é um homicida egresso de uma penitenciária de segurança máxima, um setor foi deslocado para descobrir a cor do cabelo de José Maria Marin, presidente da CBF.

“Temos indícios claros para desconfiar de que o mandatário usa tintura com comprimentos de onda localizados entres as cores Indigo e Flicts numa frequência que o olho humano não consegue captar”, explicou o pesquisador Jonathan Blue, que reconheceu ter grampeado conversas de especialistas em técnicas capilares, como Eike Batista, Silvio Santos e Dilma Rousseff.

No final da tarde, o Pentágono negou que irá envidar esforços para revelar à humanidade qual é a função do coordenador técnico da seleção brasileira.

“Vamos abordar somente questões com alguma possibilidade de serem respondidas”, avisou Bruce Bronson.

Saíram do Facebook? Agora voltem, por favor.


Edson Castro

“Esses dias tão muito malucos, né?” me disse uma menina no elevador. Tão. No começo parecia que eu estava sonhando. Sai para viajar de férias pelo país, quando voltei para São Paulo uma onda de protestos tomou a rua por uma causa justa (e que me afeta muito).

Eu tenho carro desde 2009. Em 2011, aposentei ele para os dias de semana e venho trabalhar de transporte público por questão de princípios.

Gasto menos, ocupo menos espaço e fujo do trânsito da Radial. Pago meu bilhete único com meu salário e uma diferença de R$ 0,20 por viagem afetam, sim, o meu orçamento no final do mês.

Depois da repressão pela polícia militar, um número maior ainda de pessoas aderiu à onda de protestos. Que animal! E aí, a coisa se perdeu. Eu estou feliz, mas tô muito puto. Por uma série de motivos. São eles:

Flashmobilização


Antes quem convocava os protestos contra o aumento das tarifas era a galera do MPL. Nos últimos dias, tenho visto o surgimento dos mais diversos tipos de eventos no Facebook, alguns criados por movimentos, outros por uma galera nada a ver. Fala-se até de uma greve geral no dia 1º de julho.

Aí chega o dia do evento, aparece tudo de ruim na rua: gente tirando foto com o cartaz de saímos do Facebook para, olha só, postar no Facebook; cartaz com hashtag (alguém avisa que, apesar de estarem funcionando no Face, elas não funcionam na vida real); galerias de gatos e gatas do protesto (quando tem manifesto de gente negra e pobre, ninguém faz spotted disso né?) e o que me irrita mais: Look do dia do manifesto.

Não, vocês não saíram do Facebook, vocês só trouxeram as piores coisas dele para a rua. A falta de um objetivo no protesto atraiu ambulantes vendendo máscaras do V de Vingança, bandeiras do Brasil e camisetas com mensagens. Só faltou um ambulante ligeiro pra vender coquetel molotov e máscara de gás para galera.

Aí fica um bando de bobo indo de lá pra cá, cantando nada com nada, enquanto tomam uma breja. Não estranharia nada alguma agência de publicidade pensar em alguma ação pro protesto. Aposto que a galera ia adorar uma chuva de Twix.

Coisas que ninguém lembra



Nas duas semanas das maiores ondas de protestos do Brasil, rolou isso daqui:

BNDES librou R$ 400 milhões para o Corinthians terminar o Itaquerão

Governardor Geraldo Alckmin sanciona reajuste de seu salário e de secretários

“Cura gay” é aprovada pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara

Senado aprova ato médico

Tirando alguns gritos isolados contra a PEC 37, percebi nos últimos protestos uma série de gritos e cartazes contra as coisas mais genéricas do mundo: Chega de Corrupção, Fora Dilma, Fora Haddad, Abaixo os impostos, Abaixo ao Kinder Ovo Caro, Darth Vader não me representa.

No que isso vai mudar o país? O gigante esperou todos esses anos para ficar fazendo essa merda?

Que tal achar propostas claras, sólidas e que sejam articuladas? Ficar sonhando com um derrubar todos que estão no poder para eleger o Joaquim Barbosa presidente da república soa mais irreal do que a galera que gostaria de transformar o país em uma nova Cuba.

Essa falta de foco e proposta durante a história do mundo gerou a ascensão do pior tipo de merda, como partidos de extrema direita, como o Nazismo, a Ditadura Militar e até mesmo resultou na eleição do Collor nos anos 90, que foi eleito para caçar os marajás. Quanto tempo até um político filho da puta criar como plataforma que ele vai caçar os corruptos e usar toda essa onda como massa de manobra política?

Tô tão puto que eu tô aqui


Conseguimos reduzir os R$ 0,20 e agora? Que tal pararmos um segundinho só para refletir sobre essa vitória e começarmos a formular qual a nova causa que vai nos levar para rua? Não. “Vou fazer um cartaz escrito ‘Tô tão puto que eu fiz esse cartaz’ e vou ficar indo e voltando na Avenida Paulista porque isso vai mudar o mundo”.

Não, filho da puta, não vai. Povo mudo, não muda, mas sem causa, não há mudança. Se eu fosse um dos políticos vendo essa galera indo e voltando na gigante Alameda que a maior avenida de São Paulo virou eu estaria rindo a toa. Invés de se conscientizar politicamente, uma parte da galera que tá na rua prefere focar a energia em bater em militante do PT, PSTU, PSOL e gritar a plenos pulmões “O povo unido não precisa de partido!”.

Não quero virar cenário no fundo do horário político, nem massa de manobra nas próximas eleições, mas, meu amigo, quem não gosta de partido é neonazista e fascista. Não sei aonde você esteve nos últimos anos durante a festa da democracia, mas toda vez que você vota no Deputado da Rota ou no Maluf para limparem a cidade, você está trazendo todos os amiguinhos deles para o poder também.

O povo tá nas ruas


Três coisas. Eu estudei na PUC, trabalho na esquina da Paulista com a Consolação e sou filho de uma professora de escola pública. Na PUC, pelo menos uma vez por mês a galera do C.A. organizava a galera para aderir alguma passeata ou protesto na cidade em prol de alguma minoria. Toda semana tem um protesto novo aqui na Avenida Paulista. Recentemente, houve uma greve de professores da prefeitura e do estado em busca de melhores salários.

Isso é o pouco que eu sei sobre como povo tá aí na rua há muito tempo, desde que a gente pode voltar pra rua depois da Ditadura (e, mesmo durante ela, muita gente arriscou o pescoço para tentar reformar o país). Feministas, negros, gays, lésbicas, sem-teto tão aí lutando pelos seus direitos muito antes de você ter largado a porra do seu Toddy gelado e resolvido vir pra rua reclamar que tá caro comprar um iPhone.

O gigante que acordou em São Paulo trouxe com ela uma parte da classe média reacionária e conservadora. Uma galera que é a favor da redução da maioridade penal, machista, homofóbica, contra o aborto e tem nojo a pobre.

O meu bloco não desfila no seu carnaval


Eu estou feliz com o povo saindo para as ruas. Estou feliz com a galera que grita por lutas justas como tirar o Feliciano da Comissão de Direitos Humanos, Abaixo a PEC 37 entre outros, e conseguiu a adesão de muita gente que nunca tinha se identificado com protestos e manifestações.

Mas não volto para rua para compactuar com manifestos vazios. Não volto para rua para ficar desfilando na Avenida Paulista contra todos e contra nada ao lado de uma galera que não liga de marchar ao lado de membros do Partido Militar Brasileiro ou de Skinheads. Falta um ano para o evento mais importante do país que acontece de quatro em quatro anos e, olha só, não é a Copa do Mundo. São as eleições.

Filho meu, saia da rua, volta pro computador e estuda um pouco no que você vai fazer quando sair para votar em quem vai estar no comando do país (pode começar por aqui). E só para lembrar, sabe quem botou todo mundo que está lá agora? Pois é, fui eu e foi você também.



Edson Castro é jornalista displicente e ilustrador sem talento. Coleciona livros, cicatrizes e histórias com mulheres malucas

sábado, junho 22, 2013

Tiro no pé


Giba Um

Há dias, quando num momento de uma das manifestações em São Paulo alguém derrubou a bandeira do PSTU e queria rasgá-la (um militante do partido quase apanhou e escapou levando o que restara da bandeira), Rui Falcão, presidente nacional do PT, exibiu um largo sorriso, lembrando que seu partido nunca seria hostilizado. E resolveu mandar 200 militantes petistas, além do MST e CUT, para a Avenida Paulista, conclamando sindicalistas e estudantes ligados à legenda a participaram do movimento. Foram hostilizados, escaparam rapidamente e a bandeira do PT foi rasgada. Falcão acha que foi o “pessoal da oposição”.

É outra coisa
Nas redes sociais, depois da tentativa do PT pegar uma carona nos movimentos de protesto, em São Paulo, prolifera uma espécie de aviso ao pessoal: “PT nas ruas não é passeata, nem protesto: é arrastão, cuidado!”

De prontidão
Os relatórios secretos do Gabinete da Segurança Institucional da Presidência, repletos da incompetência da Abin – Agência Brasileira de Inteligência, que nem detectou manifestações combinadas nas redes sociais, acabaram vazando, evidenciando o despreparo dos arapongas de plantão, caindo no ridículo e comprometendo, de certa forma, a própria segurança de Dilma Rousseff. O general José Elito, responsável pela área, vai devidamente para a frigideira e os comandantes militares foram acionados. Sem maiores alardes, as Forças Armadas, dependendo da região, estão em regime de semi-prontidão e o serviços de inteligência do Exercito já entrou em cena para monitorar futuros atos e informar diretamente o gabinete da presidente.

Do baú
Nas manifestações de São Paulo, Rio e outras cidades, vira e mexe, aparecia alguém carregando uma faixa onde se lia Abaixo a ditadura. Até José Serra, que anda um tanto encolhido e procurando novo apartamento para morar em São Paulo, não resistiu: “A molecada deve ter tirado do baú de seus pais”.

Bandeira luminosa
Na primeira grande manifestação na Avenida Paulista, o prédio da Fiesp – Federação das Industrias de São Paulo, colocou em funcionamento seu sistema de iluminação em sua fachada, semelhante ao apresentado por prédios da Marginal na época de Natal, que acendia e apagava formatos verde e amarelo, como se fossem pedaços da bandeira nacional. Nas manifestações seguintes, a alegoria patriótica sumiu: há quem garanta que, apesar do preço, deu pane. Era mais uma colaboração de Duda Mendonça para marcar a presença de Paulo Skaf.

A outra Liberdade
O conhecido travesti Nany People que participa de programas de TV, resolveu dar sua contribuição à onda de protestos que invade o Brasil e usou seu Instagram para divulgar sua versão do famoso quadro de Eugène Delacroix, A Liberdade Guiando o Povo. Nele, aparece a figura de uma mulher, seios à mostra, carregando uma bandeira à frente dos que fizeram a Revolução Francesa (essa figura feminina, Marianne, virou símbolo da França). Na versão de Nany, ela também aparece com os seios nus (resultado de silicone), com algumas figuras masculinas por perto (e nus).

Cinco causas
O grupo Anonymous acaba de colocar no YouTube um vídeo-manifesto (já visto por mais de um milhão de pessoas) com o título As Cinco Causas. Na verdade, deveria ser “as cinco reivindicações”, a saber: não votação da PEC 37; saída imediata de Renan Calheiros da presidência do Senado; investigação de irregularidades nas obras da Copa; aprovação de lei no Congresso que transforme a corrupção em crime hediondo; e fim do foro privilegiado para autoridades.

Aliado de Gilbertinho
Ex-assessor de José Dirceu na Casa Civil, ex-advogado do PT e hoje ministro do Supremo, Dias Toffoli, é considerado um dos aliados de Gilberto Carvalho, secretário-chefe da Presidência, que Dilma Rousseff está com muita vontade de rifar. Há dias, Toffoli acabou a quebra do sigilo bancário do senador Lindbergh Farias, do qual Dilma gosta muito, num processo da época em que o senador era prefeito de Nova Iguaçu. Houve quem entendesse que teria sido uma represália à nomeação do novo ministro Luis Roberto Barroso, da qual ele só tomou conhecimento pela TV.

No carnaval
A Unidos da Tijuca dedicará seu enredo, no carnaval do ano que vem, a Ayrton Senna, por conta dos 20 anos de sua morte. Chama-se Acelera, Ayrton e no último carro, quem reviverá a figura do piloto será seu sobrinho e também piloto Bruno Senna. No mesmo carro, deverá estar Viviane Senna, irmã de Ayrton e mãe de Bruno. Também foram convidados para participar do desfile pilotos como Rubens Barrichello e Tony Kanaan, além de Xuxa Meneghel. Detalhe: Viviane sempre foi aplaudida por suas pernas e ninguém sabe se irá exibi-las na avenida.

Festa modesta
No próximo dia 26, Luis Roberto Barroso toma posse como novo ministro do Supremo. Ele não quis grandes festejos: depois da cerimônia que começará logo depois do almoço, haverá apenas um coquetel bancado pela Associação dos Magistrados Brasileiros, OAB e Associação dos Procuradores do Estado do Rio de Janeiro, que dividiram uma conta de R$ 75 mil. Barroso também pediu que fosse divulgado o custo da festa. O governador Sérgio Cabral queria pagar a toga, mas a tradição é que o próprio Supremo doe a vestimenta.  Detalhe: no coquetel, haverá um telão porque, às 16 horas, será disputada uma das semifinais da Copa das Confederações, em Belo Horizonte.

Não tem cavalo
Nove entre dez cientistas políticos acham que a conta das manifestações de protesto cairão no colo de todo mundo. A fatia maior será empurrada ao governo federal, sobrando para todos os partidos que fazem parte da base aliada, além do PT. Sequelas sobrarão para o prefeito Fernando Haddad e candidatos petistas no ano que vem. Só que PSDB também prestará contas dos serviços nos estado que governa, São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Até o PSB de Eduardo Campos será cobrado, tanto que o pré-presidenciável já tratou de tocar obras de três hospitais públicos em seu estado. Marina Silva parece estar a salvo, só que não tem cavalo para montar.

Frases de efeito
Blogs sérios e de humor estão elegendo as frases de efeito que ganharam evidencia nas redes sociais, coletadas nas manifestações de protesto em todo a país. Algumas: delas: “Quando seu filho ficar doente, leve-o a um estádio”; “Era um país muito engraçado; não tinha escola, só tinha estádio”; “Jogaram Menthos na Geração Coca-Cola”; “Seu gás de recalque bate no meu vinagre e volta” e “Desculpe-nos o transtorno, estamos mudando o Brasil”.

Não é bem assim
O ex-presidente Lula está avisando que não sugeriu o nome de Henrique Meirelles a Dilma para substituir Guido Mantega no Ministério da Fazenda. Ninguém disse que ele sugeriu: o ex-chefe do Governo esteve reunido com Meirelles no Instituto Lula e acha que ele seria o nome ideal para recuperar a confiança do mercado. Versão original: Dilma mandou sondar Lula para ver se ele queria mesmo a volta de Meirelles e ele disse que não. Nas raras vezes em que estiveram juntos, o tratamento entre Dilma e o ex-presidente do BC era mais que protocolar: ela o chamava de Doutor Meirelles e ele respondia com Senhora presidenta.

Onda vermelha
Rui Falcão, presidente do PT, queria criar uma onda vermelha nas manifestações de protesto e desde que surgiu a ideia, Lula era contra. Depois que viu a bandeira do partido ser rasgada (e a cena foi mais do que reexibida em todos os noticiosos de televisão da noite e da manhã seguinte), o ex-presidente ligou para Falcão: “Eu não avisei? Agora, a onda fica vermelha só se for de vergonha”.

Sem artistas
Quem acompanhou manifestações de protesto, especialmente entre São Paulo e Rio, pode registrar raras presenças de artistas: entre elas, Alessandra Negrini, Leandra Leal e Gisele Itiê.

Suspenso
Por enquanto, está suspenso o livro que Eike Batista encomendou ao jornalista Alan Riding, brasileiro, filho de ingleses, que trabalhava na Europa para o The New York Times, sobre sua trajetória de sucesso, agora vitima de um tsunami financeiro. Ele já recebeu US$ 50 mil adiantados e está esperando apenas um sinal para recomeçar o trabalho.

Currículo
A presidente Dilma Rousseff acaba de nomear o advogado Cleber Lopes de Oliveira como juiz titular para o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal. Ele defendia o bicheiro Carlinhos Cachoeira atuando na equipe de Nabor Bulhões e foi Cleber que foi buscar o contraventor no presídio da Papuda, em Brasília, quando foi solto por conta de um habeas corpus.

Desabafo
Em meio a reunião com ministros e outros funcionários do primeiro escalão do governo, na semana passada, para discutir as manifestações de protesto, a presidente Dilma Rousseff, que se mostrava apreensiva todo o tempo, a certa altura, acabou desabafando: “Só falta o Brasil não ser o vencedor da Copa das Confederações”.

Vândalos protestam contra uso de seu santo nome em vão!


Nemédia – Na última quinta-feira, 20, Conan, o Bárbaro, concedeu uma entrevista coletiva mundial na sala do trono de Zamora, a cidade dos ladrões, para negar que os vândalos estivessem participando de saques e atos de violência nas ruas brasileira.

“Isso pode ser coisa dos visigodos ou dos ostrogodos, que não valem merda, mas os vândalos não! Os vândalos gostam mesmo é de vinho, boa música e cara preta!”, afirmou o cimério de cabelos negros, olhos ferozes, mãos sempre crispadas sobre o cabo de uma formidável espada pronta a ser brandida na luta, saqueador, ladrão sagaz e assassino frio.

Exibindo um antigo mapa da era hiborniana, Conan mostrou para os jornalistas que os vândalos eram um povo de origem germânica, naturais da Escandinávia.

O nome na língua original era Wandeln e foram eles que criaram os reinos de Nemédia, Ophir, Britúnia, Hiperbórea, Zamora, Zingara, Stygia e Hirkânia.

Os vândalos subdividiam-se em Silingi e em Hasdingi.

Os primeiros inventaram a cerveja, o vinho e o uísque envelhecido em tonéis de carvalho.

Os segundos inventaram a magia negra, a alquimia e as mulheres escandinavas de 200 talheres capazes de fazer um bárbaro gemer sem sentir dor, já que também eram feiticeiras.


Os Silingi habitavam a região da Magna Germânia, enquanto os Hasdingi se deslocaram para o sul e entraram em confronto com o Império Romano.

Após os conflitos, os Hasdingi estabeleceram-se na região que hoje identificamos como Romênia, onde ciaram os ciganos e a língua românica, que deu origem ao português.

No início do século V, os hunos atacaram os territórios ocupados pelos vândalos que, por sua vez, deslocaram-se para o oeste, ocupando os atuais territórios da Noruega e Suécia, onde inventaram o sexo livre, o sexo casual e o sexo pago, não necessariamente nesta ordem.

“O nosso negócio sempre foi sexo, drogas e rock’n’roll”, afirmou Conan. “Quem gosta desse negócio de saquear lojas, bater em mulher, brigar com polícia e perseguir homossexuais é flamenguista, corintiano e ostrogodo. Ou skinhead, hooligan e visigodo, já que é tudo a mesma merda!”

10 posições sexuais que elas mais gostam


Agradar a mulher no sexo não é uma coisa fácil, principalmente no primeiro encontro.

Além de lidar com a tensão de ter que causar boa impressão, o homem tem que contar com uma infinidade de variáveis, como controlar na bebida, deixar a mulher relaxada, caprichar nas preliminares.

Tudo isso sem mencionar o sexo propriamente dito.

Para dar um ajudinha na hora H, a revista francesa Cosmopolitan fez uma pesquisa com 2,5 mil mulheres para eleger as 10 posições sexuais do Kama Sutra que elas mais gostam.

Embora você não precise provar que é um acrobata do sexo, a lista serve para testar coisas novas e divertidas com a parceira.

Só evite ficar trocando de minuto em minuto.

Se ela esta curtindo o momento, mantenha a posição e o ritmo.

As mulheres agradecem!


A mulher se apoia em uma superfície dura que chega à altura dos quadris do homem. O homem chega próximo a essa superfície e ela eleva as pernas em seu pescoço. Aí é só puxar a parceira para si.


 A mulher está de pé contra uma parede, com as pernas ligeiramente afastadas. O homem agarra suas coxas e levanta suavemente. O apoio na parede reduz a força que ele faz.


O homem senta de pernas cruzadas. A mulher senta em cima, envolve as pernas ao redor da cintura e coloca os pés em suas nádegas. O homem penetra enquanto estão agarrados, balançando para trás e para frente.


O homem está sentado em uma cadeira e a mulher senta em cima dele, à frente, e coloca os pés no chão. Ela introduz o pênis de seu parceiro na entrada de seu sexo.


A mulher deita de costas e o homem vem por cima. É ela quem levanta a pelve para alcançar o nível de seu pênis. O homem fica parado enquanto a mulher esfrega para cima e para baixo.


O homem senta em uma cadeira sólida, abre as pernas. A mulher se senta sobre ele, coloca os pés em ambos os lados da cadeira. Ela puxa os braços para cima e para baixo ao longo do pênis.


Com as nádegas na borda da mesa, a mulher atrai o homem com as pernas. Ela tranca as pernas na parte de trás de seu parceiro e na cabeça por uma pressão do pé sobre suas nádegas.


A mulher deita de costas, as pernas balançando para trás e coloca as pernas sobre os ombros do homem quando ele olha para penetrar. Ela se apega aos quadris de seu parceiro, que se apega a seu braço.


A mulher de quatro, colocando os joelhos sobre a cama.  Homem chega por trás, colocando as pernas dela entre as suas.  Quando ele entra por trás, ela aperta os joelhos um contra o outro.


A mulher fica de quatro e o homem a penetra segurando-a pelos quadris.

Você acha que faltou alguma?

Ah, sim, o canguru perneta...

Mas essa fica pra próxima!

Quem não bebe não vence na vida!


O que você considera essencial para ter sua profissão alavancada? Alguns dizem que o profissionalismo; outros, uma boa influência. Mas o que uma reportagem do jornal norte-americano New York Times revelou é que quem não bebe não ganha dinheiro e não sobe na carreira.

A matéria afirma que os abstêmios são vistos com desconfiança pelos investidores e dificilmente conseguem fechar um bom negócio.

“Eu basicamente só alugava um espaço no PJ Clarke (restaurante bar norte-americano). Sempre fui o último a sair e sempre tive um drink em minha mão.” afirma Terry Lavin, um executivo de vendas da revista Forbes que teve muito sucesso até decidir parar com o álcool, em 2010.

Se você está cortejando um cliente, esboçando um negócio ou simplesmente provando que merece um lugar de respeito na equipe, uma rodada de cervejas é, sem dúvida, mais vital para muitos postos de trabalho do que pregar uma partida de futebol.


Para os profissionais que se abstêm de álcool – seja por saúde, religião, recuperação ou preferência simples – às vezes pode parecer mais difícil ganhar uma concorrência ou a simpatia dos investidores.

“Se você diz que não bebe, você tem que lidar com a suspeita de que você não pode jogar o jogo”, disse Link Christin, diretor de um programa de tratamento especial para profissionais da área jurídica da Hazelden, uma rede de reabilitação de álcool e drogas em Minnesota.

Se ainda acha isso uma piração ou conversa de bêbado, é só acompanhar a corrida presidencial dos EUA no ano passado, com Obama buscando a reeleição no meio da galera, tomando uma cervejinha.

“Ontem eu fui para a Feira de Estado e comi uma bisteca de porco com cerveja”, Obama se vangloriou na frente de uma multidão de Iowa em agosto, um dia depois que o serviço de segurança fechou um quiosque de cerveja para que ele pudesse comprar algumas garrafas.

A multidão recompensou-o com gritos de “Mais quatro cervejas!” (em alusão aos quatro anos de governo).

A simpatia foi tão grande da galera pró-alcool que Obama liberou suas receitas da cerveja especial fabricada da Casa Branca após pressão popular (uma petição com 25 mil assinaturas de contribuintes).

Mitt Romney, um abstêmio Mórmon e diferente da maioria dos americanos, não tinha o mesmo carisma que Obama no bar.


Ainda assim, você não precisa ser um alcóolatra pra subir na carreira.

A pesquisa apoia a ideia de que os abstêmios têm mais dificuldade em subir a escada corporativa.

Vários estudos têm mostrado que os bebedores moderados ganhar mais dinheiro do que aqueles que não bebem, embora os bebedores pesados ganham menos do que os bebedores moderados.

Para os abstêmios, restam desenvolver estratégias para a socialização profissional sem álcool.

Alguns vão pedir uma bebida e simplesmente deixá-la sozinha no balcão, outros usam o humor para desviar a atenção indesejada.

“Eu digo às pessoas que estou grávida”, disse uma consultora de Wall Street.

Resumo da história: Quer ganhar um aumento? Chame seu chefe ou cliente para o bar!