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sexta-feira, setembro 18, 2009

Amanhã tem Festival de Rock Gótico no Vitrola Music Bar

O festival Gothitc Celebration será um evento dedicado às bandas de estilo pós-punk. A minha banda favorita na modalidade - a fuderosa banda Joy - também vai estar presente, ao lado de Serpentine, Dark Sebenity e Ashes Gendres. Meu mano Marcos Tubarão também vai fazer uma apresentação especial nas carrapetas. Agende.

Local: VITROLA MUSIC BAR(antigo WAR ZONE) - Em frente a Rodoviária

Quando: 19 de setembro - A partir das 21h

Quanto: R$ 10, uma merreca pra se divertir tanto!




A saradíssima Nayara Meireles, vocalista da Joy


O absurdo guitarrista e vocalista Lucio Ruiz


O magistral contrabaixista Robert Pereira


O ultrasônico baterista Rodrigo Souza (no centro)

“Prazer na dor alheia”. Foi o que disseram quando se perguntou qual sentido do nome dessa banda, já que este nome foi extraído da histórica banda Joy Division. A Joy, banda iniciada em meados de 2000, teve como idealizador o artista plástico e poeta Jorge Bandeira que nos ensaios da sua Banda Alma Nômade, estava sempre com um material da Joy Division em mãos.

Isso contagiou a todos e, aos poucos, as músicas da banda inglesa começaram a ser sugeridas nos repertórios. Quando deram por si Lucio Ruiz (teclados/guitarra), Jamilson Vilela (Baixo), André Barbosa (Bateria) e Jorge Bandeira (Vocal) estavam pelos bares quentes de Manaus apresentando o Tributo ao Joy Division, diante dos olhares confusos e boquiaberto dos roqueiros da cidade onde comumente se cultuava principalmente o metal pesado.

O estilo, que insistem em chamar de “pós-tudo”, leva a Joy a fazer parte de uma ramificação do rock que aconteceu paralela à todas as outras, desde os primórdios (a exemplo da banda Glam Rock – de 1970), só que no subterrâneo da “crosta musical”, onde mídia e mercado não alcançavam e, se alcançavam, não conseguiam fazer essas bandas deixarem seus ideais para ser tornar mais um “produto” pasteurizado.

Daí dentro da cena do rock tradicional veio tratando-se com incompreensão e/ou injustiça a importância desses estilos, apesa de ele ser um dos mais criativos. O fato é que bandas originais como Arte no Escuro, Etiópia, Violeta de Outono, Vzyadq moe e tantas outras começaram a perder espaços como se o estilo pertencesse à uma época datada.

A Joy percebeu que isso não era verdade, pois em seus shows ouvia-se exclamações do tipo: “que porra de som bom é esse???? Quem são esses caras??!!” e, passando batido, o som era tratado como novo. Confirmou-se então que é possível desenvolver um som atemporal, que não agredisse os diversos estilos de rock.

Mesmo com pouca aceitação pela falta de informação e formação musical de muitos ouvintes, a Joy chegou a confessar que se divertia ao entrar em festivais com um som “diferente” rompendo com o comum, quebrando o paradigma entre bandas de sons mais convencionais.

Por um tempo a “banda diferente” se congelou em uma fotografia até novembro de 2008, quando Jorge Bandeira e Lucio Ruiz resolvem devolver a banda à cidade. Com perda de 50% dos integrantes e 80% do nome (se chamaria simplesmente Joy), o desafio agora era buscar outros integrantes e tentar fazer com que aquela nostalgia dos anos 80 estivesse na ordem do dia.

Muitos se candidatavam, mas o som, agora com músicas próprias, não era pra qualquer um. O estilo que traz linguagens poéticas fortes e riffs fantasmagóricos tem características miscigenadas do dark rock, indie, pós-punk, art rock e, principalmente, de gothic rock, “resultando no pós-tudo”, como sugere Lucio Ruiz.

Depois da passagem de vários instrumentistas mal resolvidos pela banda, quem se fixou na Joy foram Rodrigo Souza (Bateria) e Roberth Pereira (Baixo). “Esta maldição não está somente no sangue e nos sonhos de seleto músicos”, dizem os críticos, quando se referem ao fato de que todos os integrantes, inclusive quem já saiu da banda, estarem coincidentemente em processo de divórcio.

Depois de todos esses processos a Joy resistiu a substuição de Jorge Bandeira por Nayara Meireles. A nova formação e mudanças resultaram em uma sintonia que a Joy queria sem saber. São músicos dispostos a enriquecer a cena rock com um estilo próprio (apesar de serem bem influenciados por Siouxise, The Cure, Bauhaus, The Sisters of Mercy e afins ), mantendo a emoção e a pegada forte do rock em seus primórdios. Para conferir, dê uma chegada no Vitrola Musical. Eu recomendo.

Um comentário:

LUCIO RUIZ disse...

Como sempre vc Simao sendo a perola entre a mesmice...Muito bom esse registro da banda JOY.


Lucrecia