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quinta-feira, agosto 22, 2013

Sex Tape: 20 famosas que já fizeram filme pornô caseiro


Não é de hoje que as pessoas optam por gravar seus momentos íntimos com o objetivo de apimentar a relação.

O problema é quando os famosos fazem isso e suas sex tapes são roubadas e /ou divulgadas por toda internet.

Quando acontece isso, não há desculpas que resolva para segurar o mico.

Enquanto boa parte renegue o fato ou sinta vergonha do feito, outras celebridades despontam na carreira, ganham fama e visibilidade nunca antes vista.

Conheça as famosas que já tiveram vídeos pornográficos caseiros divulgados na web:

Pamela Anderson


Pamela protagonizou sua primeira sex tape ainda na década de 90, antes de ganhar fama por seus atributos físicos e por ser uma das mulheres mais lembradas pelos adolescentes dessa época. A musa de Baywatch  conta com dois vídeos caseiros em seu currículo em menos de dois anos: com o ex, Tommy Lee, e com o músico Brett Michaels.

Paris Hilton


A patricinha mais famosa do mundo era desconhecida até que uma filmagem íntima sua vazou na web, em 2003. O vídeo mostrava-a fazendo sexo com o então namorado, Rick Salomon. Ela bem que tentou impedir a divulgação, mas o namorado foi mais esperto e vendeu os direitos para a produtora Vivid que lançou o filme como “One Night in Paris”. Virou best-seller pornográfico. Depois disso, a celebridade chegou a aparecer em outros vídeos quentes, mas nenhum comparado ao primeiro.

Kim Kardashian


Kim foi outra socialite que ganhou notoriedade após a divulgação de seu pornô caseiro na web, em 2007. O vídeo dela com o então namorado, o cantor Ray J, foi distribuído pela Vivid Entertainment, que comprou os direitos por US$ 1 milhão. Na época, Kim afirmou que o vídeo havia sido gravado por ela e processou a empresa. As duas partes entraram em acordo algum tempo depois. Kim recebeu US$ 5 milhões pelo processo e toda a fama e repercussão mundial.

Tila Tequila


Tila é a típica subcelebridade que vive para exibir suas belas curvas, seja em revistas masculinas ou produções pornográficas. Famosa pelo reality show “A Shot At Love”, o que separa Tila das outras é o fato de que ela gosta mais de mulher do que de homem. Em suas sextapes, deixa claro seu gosto pessoal fazendo sexo caseiro com várias amiguinhas. Reza a lenda que o vídeo foi roubado de dentro da produtora pornô Vivid Entertainment, que pretendia lançar o filme comercialmente.

Daniella Cicarelli


A apresentadora foi filmada em 2006 por um paparazzo enquanto fazia sexo numa praia pública na Espanha com o então namorado Tato Malzoni. Com a repercussão das imagens na mídia, o casal processou todos os sites que veicularam o vídeo e tentaram até bloquear o acesso ao YouTube no país. Mas já não dava pra esconder o feito que ficou na memória de todos e ainda pode ser visto na deep web.

Maíra Cardi


Logo que saiu da 9ª edição do BBB, Maíra se deparou com uma notícia não muito boa: um vídeo pornô caseiro dela havia vazado na web. Nas imagens a modelo aparecia fazendo um sexo oral de respeito em seu ex-marido. Pena que ela não aproveitou a fama e investiu na carreira, pois tinha grande potencial.

Renatinha Ex-BBB


Em 2012, após ser uma das participantes mais comentadas do Big Brother Brasil 12, a modelo Renata Dávila teve um vídeo íntimo divulgado pelo ex-namorado Filipe Soldati na web. Primeiro o rapaz soltou imagens dela nua e, dias depois, alegou que o computador dele havia sido invadido e os supostos hackers teriam postado o filme na rede.

Denise Rocha


Se teve uma coisa que conseguiu mover o senado em prol de uma única causa em 2012, essa causa foi a sex tape de Denise Rocha. A loira, que posteriormente foi exonerada do cargo de assessora parlamentar, parou a CPI de Carlos Cachoeira. Com a fama, ganhou uma capa da Playboy e a participação no reality A Fazenda.

Mimi Macpherson


A grande personalidade da família é a top-model Elle Macpherson. Mimi é apenas a ovelha negra. Tanto que foi a caçula que teve sua intimidade exposta na internet no começo da década passada com um vídeo íntimo caseiro.

Abi Titmuss


A atriz inglesa era completamente desconhecida até ter sua vida sexual exposta na internet. O vídeo de sexo com o namorado e uma amiga é um dos mais buscados da Internet e Abi Titmuss passou a gostar tanto desse mercado que, em 2012, lançou um livro com contos eróticos.

Kendra Wilkinson


Kenda foi casada com Hugh Hefner, fato que a tornou coelhinha da Playboy e capa da revista por cinco vezes. Sua fita de sexo explícito foi feita antes de se casar com o receptor do Philadelphia Eagles, Hank Baskett, quando ela tinha apenas 18 anos e ainda não estava com silicone.

Minka Kelly


Filha única do ex-guitarrista do Aerosmith, Rick Dufay, sua sex tape foi filmada quando ainda era menor de idade. Com 30 minutos de gravação, as imagens foram feitas com uma câmera semiprofissional, no Novo México, EUA. Enquanto faziam sexo, o casal assistia ao mesmo tempo o filme.

Keeley Hazell


A gatíssima Keeley Hazell foi eleita a 5ª mulher mais sexy da Inglaterra em 2010 e tem no currículo uma sex tape de 10 minutos feita com o namorado numas férias em Palma de Maiorca.

Carolyn Murphy


A modelo Carolyn foi filmada em 1999 fazendo sexo durante sua lua de mel com o então marido Jake Schroeder.

Carrie Prejean


A Miss Califórnia Carrie Prejean teve uma sex tape divulgada logo após terminar o concurso. O vídeo foi feito para um ex-namorado quando a modelo tinha apenas 16 anos de idade.

Rebecca Gayheart


A atriz Rebecca Gayheart apareceu completamente nua em um vídeo publicado na web juntamente com seu marido, Eric Dane, e outra mulher. O ménage a trois propriamente dito ficou por conta da imaginação dos fãs.

Leighton Meester


A atriz que interpreta a Blair Waldorf, do seriado Gossip Girl, aparece em uma sex tape fazendo sexo anal com o namorado. Corajosa a garota.

Jessica Sierra


A aspirante a cantora que participou do American Idol, é mais famosa por um vídeo de sexo que caiu na internet do que por seu talento musical.

Imogen Thomas


Imogen Thomas fez uma participação no Big Brother britânico e, de quebra, gravou uma sex tape com o ex-namorado, onde fazia cabelo, barba e bigode.

Gena Lee Nolin



Outra loira e atriz de Baywatch que teve um vídeo pornô caseiro exposto na rede. Pelo visto, as loiras ou são bem facinhas ou são bem burrinhas pra caírem nessa esparrela. Ou, então, gostam muito mais de aparecer trepando do que as morenas.

Site CANDIRU seleciona os melhores bolinhos de boteco de Manaus


Definição do novo dicionário Aurélio: Bolinho. Dim. de bolo (ô). S.m. Pequena porção de massa de forma arredondada, preparada com qualquer ingrediente culinário, e geralmente frita: bolinho de bacalhau, bolinho de arroz.

Só é bolinho se for redondo?

Mas... E a coxinha? Almôndega, croquete, kibe, acarajé, entram nesse bolo?

Para o dicionário Houaiss, que não tem a obsessão do Aurélio por formas arredondadas, um croquete é um “bolinho de carne”.

Os repórteres do CANDIRU comeram nada menos que 4259 bolinhos em 723 bares da cidade para selecionar as melhores porções.

E embarcaram no desafio do dicionário: de um total de 30 delícias, só seis não são círculos. Depois de prová-los você vai entender – e perdoar.


Oi, cardiologistas! Bolinho de salame no Esquisito? Quando o embutido chega à boca, mostra quem é que manda.

Saboroso e com muita ‘sustância’.

Se o bolinho de arroz do Bar do Fredoca não é espetacular, ele é correto, seguro e nunca te deixa na mão.

Vai bem com molho inglês e um chope gelado.

O de bacalhau do Calçada Alta é bem ortodoxo.

Gordinho, saboroso, crocante no ponto.


Os oito bolinhos de abóbora com camarão do Trapézio são purês encapsulados.

Por isso, morda-os com cuidado.

No Sertanejo, o bolinho do jegue é recheado com carne seca puxada na manteiga de garrafa – mas o que brilha é a geleia de pimenta que vem junto.

Que tal três queijos? O tribeca, do Amoricana, tem mussarela, catupiry e parmesão.


O croquete de carne seca do Alex tem sabor marcado e pede um chope.

No croquete de calabresa do Paulo’s, a casquinha é discretíssima.

Ele é quase todo calabresa.

Abaixo a ortodoxia da fritura!


Os dez bolinhos do Japonês são praticamente grelhados.

Com massa de cará e farinha de trigo moldada com pedaços de polvo temperados com gengibre são preparados em uma chapa de ferro.

Não acabou: lascas de bonito e molho tonkatsu dão o toque final.


Porção farta de esferas nem tão diminutas, o lamparina, do Sarrabulho, é de risoto de abóbora com recheio de carne seca.

Vai bem com limão e com cerveja.

O bolinho de arroz do Bar do Zito deveria ser tombado.

É sequinho, crocante e bem temperado.

E o molho inglês parece ter sido feito para ele...


Jorge Onça aprendeu a receita do bolinho de carne com a sogra.

Queria apenas fisgar a mulher, mas de quebra, conseguiu um séquito de clientes.

A fama do Bar Furna da Onça se justifica – e a do bolinho de carne da casa também.

Ele fez 25 anos de cardápio junto com o bar.

A receita é a mesma e nós vamos dar em primeira mão.


Ingredientes:
1kg de carne moída duas vezes. 1kg de pão italiano, sem a casca. 1 cebola grande inteira, picada. 1 pimenta malagueta, picadinha. 1 colher de chá de alho amassado. Salsa e cebolinha, picadinha, a gosto.

Modo de preparo:

Mergulhe o pão descascado em água, até ficar coberto. Espere até ficar úmido. Depois esprema bem. Misture todos os ingredientes com a carne e amasse. Faça as bolinhas e frite em óleo de soja quente.

Dicas:


Os repórteres foram unânimes: bolinho vai bem mesmo é com chope e cerveja.

Fique de olho nas pimentas. Molho na garrafa pet para pegar com canudo é um bom sinal.

Vai usar garfo e faca? Melhor: pegue um guardanapo e suje (um pouco) as mãos.

Modelo amazonense é forte candidata ao Miss Bumbum 2013


O concurso que vai do Oiapoque ao Chuí percorrendo as curvas dos bumbuns mais lindos e suculentos do mundo está de volta! 

O Miss Bumbum 2013 chegou novamente com 27 candidatas prontas a dar duro na disputa que irá eleger o “Best Brazilian Butt” do ano. 

A modelo amazonense, Delani Rissi, é uma das favoritas ao título.


Ela tem 24 anos e 102 cm de muita abundância. Para manter a forma, a gata diz que treina três vezes por semana e se alimenta corretamente.


Perguntada sobre o ensaio sensual para o site oficial do concurso, a modelo diz que ficou muito nervosa e sobre as outras candidatas, ela dispara: “Normal, porque no final só restará uma vencedora!”.


Ela deu uma declaração bem direta sobre o motivo do bumbum exercer tanto fascínio nos homens: “Sinceramente, não sei!”.


A parte do seu corpo que mais gosta é a barriga, porque segundo ela, é a única coisa que não precisa fazer esforço pra definir.


Para ela, o que define um bumbum bonito é o seguinte: “Um bumbum bonito pra mim não precisa ser grande, e sim não ter estrias, celulites e manchas. Porque se tiver essas presenças indesejadas provavelmente não será o bumbum perfeito que vocês procuram”.


No dia 15 de novembro a dona do bumbum mais bonito do Brasil será escolhida.


Estão no páreo pelo título 27 candidatas que representam os 26 estados e o Distrito Federal.


No ano passado, a vencedora foi a modelo Carine Felizardo, mas quem ganhou fama foi sua vice, Andressa Urach, que viajou pelo mundo divulgando o concurso e se meteu em um rolo mal explicado com o jogado0r Cristiano Ronaldo.



Quando o coletivo faz a arte: o último clipe de Johnny Cash


Sylvio Rocha

Ele disse não haver túmulo que o segurasse embaixo da terra e alguns fãs ainda esperam que reapareça. A sentença foi profética. Johnny Cash morreu em setembro de 2003 e seu último álbum, gravado três meses antes, foi lançado em 2010: “Ain’t no Grave” (Não há sepultura, numa tradução literal) é um dos grandes sucessos deste que é um dos maiores artistas norte-americanos.

Também foi em 2010 que um projeto intrigante surgiu numa conferência de arte em Portugal. Chris Milk, cineasta e diretor de clipes de música que já havia trabalhado para o Chemical Brothers, o U2 e o GreenDay, se juntou a Aaron Koblin – design de tecnologias digitais e diretor do media creative lab do Google, com trabalhos no acervo permanente do MoMa, em Nova York, e do Centre Pompidou, em Paris – para elaborar um clipe de música colaborativo.

Além do desafio tecnológico, dois problemas teriam de ser resolvidos. Primeiro, fornecer às pessoas uma ferramenta de criação online. Segundo, arrumar um motivo que instigasse pessoas do mundo inteiro a participarem da brincadeira. A solução surgiu depois de uma conversa com o lendário produtor musical Rick Rubin, que estava produzindo o último álbum de Cash. Milk usou imagens do cantor em um documentário dos anos 1960 e fez uma montagem especial para a música que dá nome ao disco.


A plataforma digital foi lançada no ano em que Cash comemoraria 78 anos e, até hoje, qualquer pessoa pode alimentá-la. Basta acessar o site e clicar em contribute (contribuir) que aparece na tela uma janela com três imagens do cantor. Escolha uma e use as ferramentas de criação disponíveis. Quando terminar, clique em submit frame (submeter imagem). Seu desenho fará parte do banco de dados do site e será incluído como parte do clipe da música.

O premiado projeto não para de receber novos desenhos e é um dos mais belos exemplos de criação coletiva utilizando plataformas digitais. É possível assistir ao vídeo com diferentes curadorias. Basta entrar no site, clicar em explore (explorar) e escolher uma das opções. Na de Chirs Milk, o clipe começa aos 2:50, depois de uma pequena parte com depoimento dos participantes. São 1.300 frames, um de cada artista.


O trabalho fez de Milk uma das grandes referências de cineastas com trabalhos colaborativos – atividade difícil de ser imaginada 10 anos atrás. Nos últimos meses, ao longo dos quais a arte colaborativa e os coletivos de arte ganharam destaque na imprensa brasileira, é interessante ver um exemplo de sucesso que usa a criatividade e o trabalho em equipe para criar – sem procurar qualquer forma de poder pessoal.

Da série “Inacreditável Futebol Clube”


Na última terça feira, a Marie Jolie foi ao estádio do Sesi cumprir, mais uma vez, seu papel de musa da torcida do Nacional, no jogo contra o Vasco.

Eu, Jeziel Souza e Áureo Petita fomo assistir ao jogo no telão do Bar do Val, ali em São Francisco, nas imediações do Cafundó.

Val, eu e Jeziel somos vascaínos. O Áureo é botafoguense.

Éramos a famosa exceção da regra porque na plateia havia uns 50 flamenguistas torcendo ruidosamente pelo Nacional.

Só mesmo a mulambada para assistir um jogo do Vasco pelo prazer quase sádico de torcer contra.

Quando há jogo do Flamengo, os vascaínos não procuram saber sequer o resultado da pelada quanto mais perder tempo assistindo a mulambada jogar...

C’est la différence!

O fato é que o Nacional jogou melhor, perdeu meia dúzia de gols inacreditáveis e amargou uma inexplicável derrota de 2 a zero, para desespero da mulambada fedida.

Não há a menor chance de o Leão Azul reverter esse placar em São Januário. Ponto final.


Nesta quarta feira, a Marie Jolie estava completando 20 anos e a levei para jantar na Casa do Bacalhau, aqui perto do mocó.

Também vascaína, ela me contou que o Vasco estava completando 105 anos naquele mesmo dia (21 de agosto).

Eu não sabia.

Falei pra ela que Joe Strummer, ex-vocalista do Clash e dos Mescaleros, se ainda estivesse vivo também estaria completando 61 anos naquele dia.

Ela não sabia quem era Joe Strummer e também fiquei com preguiça de explicar.

Enquanto esperávamos pelo cordeiro à moda da aldeia e detonávamos algumas heinekens, a Marie Jolie pegou o smartphone e inocentemente postou no facebook uma declaração de amor ao Vascão.

Ela faz isso desde os dez anos de idade, por que agora seria diferente?...

A declaração simples e despretensiosa, entretanto, provocou uma hecatombe nuclear nos arraiais facebookianos.

Na mesma hora, um rebanho de tribufus enfurecidos, supostamente pertencentes à torcida feminina do Nacional, começou a postar comentários inconvenientes na linha de tempo da menina (chamando-a de traidora do Leão Azul e de “amacarioca”, o neologismo babaca criado no dia do jogo para sacanear os vascaínos da cidade).


Marie Jolie ficou vermelha, verde, bege, tom-sobre-tom, salmão, caramelo, tutti-frutti e me passou as ofensas para eu ler.

Era uma bobajada só, proveniente daquele provincianismo jeca tatu quase histérico, quase esquizofrênico, quase insano de tão ridículo.

Se você nasce em Manaus, só pode torcer por times amazonenses.

O resto é trairagem...

As tribufus estavam putas no balde ao descobrirem que a Marie Jolie é vascaína – como se ela tivesse alguma culpa pelos gols perdidos pelos pernas-de-pau do time nacionalino, que culminou no chocolate recebido pelo Nacional na noite anterior.

– Deleta esses comentários de merda e bloqueia a porra dessas vagabundas, caceta! – avisei, peremptório. “Isso é coisa de gente sem noção!”

Foi o que ela fez.


Eu não ia deixar um bando de desclassificadas sem noção estragar a noite da Marie Jolie no dia do seu aniversário.

Mais tarde, já no mocó, ela me contou que vai abandonar esse negócio de musa da torcida nacionalina porque só lhe traz aborrecimentos.

Para um rionegrino da velha guarda e vascaíno roxo, essa decisão da Marie Jolie não poderia me deixar mais feliz.

Chupa que é de uva, mulambada! 

quinta-feira, agosto 08, 2013

Careca Selvagem da Amazon clica onde não devia e compra Washington Post por engano


SEATTLE – Jeff Bezos, pai-fundador da Amazon e literalmente uma das cabeças mais brilhantes do Vale do Silício revelou, em entrevista exclusiva ao CANDIRU, que a sua compra bombástica do Washington Post foi, em verdade, uma “gigantesca cagada” – explicando que ele pôs o jornal em seu carrinho de compras por engano.

“Negócio seguinte, bicho, eu tava navegando meio distraído por aquele saite, sem prestar muita atenção no que tava fazendo”, disse. “O cacete que eu queria comprar alguma coisa”.

Mr. Bezos disse que não se deu conta da mancada on-line até ontem, quando viu uma conta meio estranha, de 250 milhões de dólares, ululando no extrato do seu American Express.

Suando frio, o morubixaba do e-commerce correu para tirar satisfação com a operadora do cartão, quando foi informado que havia sido debitado pelo preço de todo o Washington Post, à vista.  “Loucura pura, gafanhoto!”, desabafou.

“Por que diabos eu iria comprar o Post?”, estrilou. “Eu nem sequer leio aquela joça.”

Mr. Bezos revelou que passou a maior parte do dia ligando para o teleatendimento do Post , tentando desfazer a compra atabalhoada. Mas até agora só acumulou várias horas de músicas e quedas nas ligações. “Os malacos tão tentando me matar pelo cansaço. Sacumé...”

De acordo com Mr. Bezos, “Eu insisto, insisto, dizendo pra eles que eu não sei como o Post foi parar no meu carrinho. Eu não quero essa merda!... É como se eles estivessem fazendo o impossível para não aceitar o papagaio de volta...”

O magnata agoniado nega, no entanto, que tenha contratado Kakay para resolver a parada.

(Com a colaboração de Andy Borowtiz, da New Yorker e da Agência de Notícias Oficial da China que levou a sério).

“O Livro dos Seres Imaginados”, um tratado sobre as bestas dos dias de hoje


Edson Aran        

As Mídias Heródoto (“Histórias”, tomo IV) afirma que são primas das musas. Suas formas são diversas, porém as vozes são uma só, contam os detratores. As mídias são descritas como servidoras de reis, mas na tradução de Burton de "As Mil Noites Menos Uma", elas irritam o grão-vizir da Pérsia Menor quando falam que o povo come o pão que o diabo amassou. O grão-vizir manda calar as mídias e pede que o diabo abaixe em 10% o preço do pãozinho.

Plínio, o Pedicuro, escreve que as mídias estão mortas e suas vozes são ecos de tempos passados. A culpa, porém, é delas mesmas, que sempre festejaram o próprio ocaso. Quando Odisseu as encontra no Canto VIII do poema de Homero, as mídias dizem:

“Oh, bravo guerreiro
Somos mídias moribundas
Escutai nosso berreiro
Nossa agonia é profunda
Pode passar a mão na nossa carteira”

Os Cabeças-de-Bagre Parecelso (“Tratado Geral dos Ambientes Abomináveis”, volume VIIII) menciona, brevemente, um país onde todos os habitantes nascem com um bagre no lugar da cabeça. Gulliver, o Odisseu de Swift, também aporta nesta terra singular em uma de suas viagens.

Esse povo anfíbio só toma decisões erradas. Votam nos néscios, lêem os imbecis, ouvem os cretinos e adoram reality show.

O sistema político dos cabeças-de-bagre é a democracia representativa. De quatro em quatro anos, a população vota no Supremo-Cabeça-de-Bagre que passa, então, a reger o destino da nação. A população sempre vota errado, mas como a apuração também dá errado, eles acabam elegendo o candidato certo. Não importa. O vencedor será sempre um cabeça-de-bagre.

Plínio, o Vesgo, conta que o nativo da ilha vive até os 130 anos. Quando se entedia da vida, ele mergulha num rio e fica boiando até que a cabeça se desprenda do corpo e siga a correnteza. Aí ele sai da água e vira ministro.

A Dil-Mah – Plínio, o Volúvel, situa a origem da criatura monstruosa na Bulgária. Dona de índole irritadiça, a Dil-Mah não tem amigos. Vive sozinha a errar e a urrar pelo planalto central.

Na vaga mitologia dos embusteiros, povo que habita o Embustão, a Dil-Mah é formada pela saliva do Lula de Duas-Cabeças, que dá a ela uma existência fugaz.

O Lula nasce com apenas uma cabeça e sua chegada prenuncia uma era de conquistas e mudanças. No decorrer das eras, a criatura se modifica, crescendo em fealdade e horror. Nasce uma segunda cabeça, mais conformista e conformada, disposta a negociar favores e apoios. É este Lula de Duas-Cabeças que pare a Dil-Mah para se perpetuar no panteão.

Quando a Dil-Mah está presente, o país entra em convulsão e a economia não produz resultados. As colheitas secam nos campos e os jovens maldizem a democracia representativa. Mas a Dil-Mah finge que não é com ela.

Cavalheireza e gentilismo são artigos em extinção


Ruy Goiaba

A internet sempre surpreende. Eu, que achava que o cavalheirismo fosse um daqueles costumes fenecidos do século 19, como o telégrafo e a varíola, descobri faz um tempo que há gentes que se dão ao trabalho de escrever extensos artigos contra ele.

Se você circula pelos mesmos ambientes virtuais que eu, conhece o argumento: mascarado de gentileza, cavalheirismo é um modo de tratar a mulher como “ser inferior”.

Parece que é um comportamento mais ofensivo que a troca de tapas, que ao menos pressupõe relação entre iguais.

Pra dar verossimilhança à coisa, os tais artigos costumam incluir “histórias reais” de cavalheiros sendo machistas, achando um absurdo que a mulher pague a conta do restaurante etc.

Eu realmente não sei em que caverna conseguem encontrar esses seres que se sentem FERIDOS em sua dignidade de macho diante da possibilidade de uma mulher pagar a conta – e devo ser mais feliz por isso.

Mas OK, suspendo a descrença e admito que exista gente assim por aí, correndo pra impedir mulheres de abrirem livremente a porta do carro.

Aqui é o momento de dizer: eu entendo o ponto do argumento.

Além disso, ninguém está aqui para ser “fiscal de militância”, como diz uma amiga, e dar dicas às mulheres de como deveriam agir – Deus me livre de fazer como certa esquerda POGRECISTA, e invariavelmente branca, que volta e meia se mete a ENSINAR como Joaquim Barbosa, do STF, deveria se comportar se fosse um “negro de verdade”.

Mais ainda: acredito que pessoas blasées em relação ao feminismo (“ai, que coisa chata”) devem alguns direitos bem básicos à chatice de militantes – de um pessoal que teve de ser mala pra que gerações posteriores não precisassem ser.

Mas olhando daqui, de longe, da minha perspectiva distorcida e condenável de macho-adulto-branco, tenho a impressão de que a briga com o cavalheirismo é só um pouquinho mais difícil que empurrar bêbado de skate ladeira abaixo.

Na verdade, a própria formulação do problema entrega a origem classe-média-branquinha de quem o formula: para uma mulher pobre que sofre violência física cotidianamente (pois é, existem e são muitas), ser tratada de modo cavalheiresco já seria um passo na direção de reconhecê-la como ser humano.

Mesmo quando não se trata de gente pobre ou agredida, eu diria que o mundo precisa de mais, não menos, gentileza e que todo movimento no rumo dela é bem-vindo.

Talvez não seja difícil: é só chamar cavalheirismo de gentileza, aceitar retribuição da moça (ou entre moça e moça, ou moço e moço, que aqui não se discrimina ninguém) e pronto: cabô polêmica.

Favor votar em mim para o próximo Prêmio Nobel da Paz.

Outro dia circulou pela internet, como exemplo de machismo, reportagem de uma revista pra adolescentes em que um zé-ruela dizia que mulher, pra ele, tinha que ser “humilde e totalmente depilada”.

Achei coisa de moleque bobo – no mínimo, o cara vai deixar de conhecer moças bacanas –, mas me pareceu gosto pessoal, não uma sentença do tipo “TODA mulher tem de ser assim”.

Bastaria ignorar, mas algumas mulheres preferem se importar com o zé-ninguém a ponto de alçá-lo ao trono do MACHO OPRESSOR. Tá certinho.

Pelo menos uma boa notícia pra encerrar a coluna: vocês terão férias de mim até o início de setembro.

Estarei muito ocupado com mulheres, iates, mulheres, mansões e mulheres, mas sentirei saudades. Orrevoá!

O mico das festas de casamento


Magali Impliquete

Acabei de descobrir que estou vivendo uma das fases mais cruéis da vida: aquela em que todo mundo casa.

Não sou uma solteira amarga, adoro uma festa, mas pelo jeito tenho fobia de casamentos. Ou de listas de presentes, pelo menos.

Passei meses “preocupada” se iria ser convidada para festas de casamento só para perceber que ao ganhar o esperado convite, eu me dei malzaço.

O choque de realidade veio aos poucos: primeiro chegou aquele convite branco ou creme em retangular.

Achei tudo tão sério e démodé: aquela coisa toda de nome dos pais, nome dos noivos.

Além disso, aquelas letras em relevo dão uma sobriedade tão assustadora que dá quase pra ouvir o Sérgio Chapelin narrando os pormenores de hora e igreja.

Eu sei que os noivos tiveram mil preocupações e quiseram o melhor.

Por isso, eu me sinto mal por reagir assim, mas não consigo evitar: enquanto recebia o convite, por trás do meu sorriso, só pensava logo em esconder aquele envelope.

Essa é a outra parte do problema: como sabemos que estamos dando atenção o suficiente ao convite? E se a noiva achar que não passei a mão o suficiente no cartão para sentir a maciez e o relevo?

Mas o pior estava por vir. Desligada que sou, nem dei atenção ao fato que agora todos os noivos que prestem tem um site.

Eu achava que poderia ficar sem essa, mas como um dos casórios é na praia, fiquei sabendo que era lá que ficava o endereço das possíveis pousadas.

Depois de digitar o www, fui recepcionada por uma musiquinha e uma foto dos noivos abraçados. Esse nem era o pior: lá estava ela, num canto, a lista dos presentes.

Enquanto procurava algo bacana e justo com o meu bolso furado, comecei a morrer de inveja: imagina que delícia dar uma festa e pedir em troca geladeiras, tocadores de iPad e vales-lua-de-mel? Será que é por isso que as tradicionais festas de casamento existem?

Presidente do Uruguai diz que voltará atrás se maconha ficar fora de controle


O presidente uruguaio, José Mujica, disse nesta terça-feira, 6, que está disposto a voltar atrás, se o consumo de maconha crescer de forma desordenada no país após a legalização de sua produção e distribuição.

“Esta é uma experiência”, disse Mujica em uma entrevista concedida à AFP. “Como toda experiência, naturalmente há um risco e temos que ter a inteligência de, se passar por cima de nós, voltarmos atrás. Não temos que nos fanatizar”.

“Nós temos que pedir ajuda à comunidade internacional”, acrescentou o presidente do Uruguai, admitindo que seus vizinhos Argentina e Brasil “devem estar preocupados” com o projeto uruguaio, “mas também devem vê-lo com avidez”.

Mujica enfatizou que o objetivo não é uma liberalização total da maconha, mas que seja controlada pelo Estado, e destacou que o governo planeja endurecer as penas de prisão para aqueles que cultivarem maconha sem serem registrados.

“Não tenha dúvida”, disse Mujica. “Se não estiver registrado, vamos ter que endurecer as penas.”

O Uruguai deu na semana passada um passo para a legalização da maconha, depois que a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que, se for aprovado pelo Senado, fará do Estado uruguaio o primeiro no mundo a assumir o controle de todo o processo de produção e venda da droga.

O projeto de lei -lançado em junho de 2012 como parte de uma série de medidas para combater o aumento da violência- estipula que o Estado assuma o controle e a regulação da importação, do plantio, do cultivo, da colheita, da produção, da aquisição, do armazenamento, da comercialização e da distribuição de maconha e seus derivados.

Após se registrar, o usuário poderá comprar até 40 gramas de maconha por mês em farmácias, mas também será permitido o cultivo próprio e em clubes de membros.

Daft Punk: música em movimento


Fãs mascarados no lançamento de Random Access Memories

Valter Junior

Formada pelos franceses Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter, Daft Punf lançava em 1997 seu primeiro álbum, Homework. Antes dele foram lançados dois singles, “The New Wave” (que na versão final ganhou o nome “Alive”) e “Da Funk”, responsáveis pelo sucesso comercial do disco.

O que mais chamava a atenção era justamente a diferença, tanto na música como no modo como eles se vestiam em suas apresentações.

Desde o primeiro álbum a dupla despertou o interesse de diversas pessoas ao redor do mundo.

Discovery, o segundo álbum, surge ainda na década de 90. Sob nova roupagem, as músicas ganham maior leveza, relacionadas à infância da dupla.

É nesse álbum que “One More Time” aparece, tomando conta das paradas de sucesso do mundo inteiro. (Romanthony, que cantava a música, faleceu esse ano).

Nessa fase a dupla consagrou seu estilo e já via crescer o número de fãs e seguidores.


O terceiro álbum, Human After All, produzido às pressas, foi altamente criticado. O álbum não contribuiu com muitas músicas emocionantes como no caso dos álbuns anteriores.

A partir de então algumas apresentações se converteram em discos. Novidade mesmo foi quando a dupla criou toda a trilha sonora para o filme “Tron: O Legado”.

A partir de então Daft Punk se tornou sucesso absoluto.

O último álbum, Random Access Memories, além de boas músicas trouxe a participação de nomes conhecidos, como Giorgio Moroder, Nile Rodgers, Julian Casablancas e Pharrell Williams.

O lançamento foi no dia 21 de maio em uma feira agrícola de uma cidadezinha rural da Austrália, Wee Waa.

Como tudo na dupla, até mesmo o lançamento foi inusitado.

As entradas esgotaram em apenas 13 minutos.

Alguns, como eu, gostaram da ideia de colaborações de pessoas reais, com vozes reais, mas sempre com a envolvente e empolgante batida eletrônica.

Random Access Memories é um sucesso e tem conquistado grande público no Brasil.



Personagens de Game Of Thrones nos dias atuais


Belas e divertidas ilustrações do artista Mike Wrobel sugerem como seriam os personagens da série de TV Game of Thrones nos dias atuais. Acima, Daenerys Targaryengot

Rafaela Werdan

A Série de TV americana Guerra dos Tronos inspirada nas obras “A Song of Ice and Fire”, escritos por George R. R. Martin, ganharam projeção mundial e ótimas críticas.

Os personagens da série foram brilhantemente elaborados pelo autor do livro. Ele fomentou personalidades fortes e traços inconfundíveis o que fez a série ganhar rapidamente o gosto do público.

A atuação dos atores é impecável e a produção dos figurinos e maquiagem nos fazem esquecer que tais atores pertencem ao mundo atual.

Foi pensando nisso, que o artista Mike decidiu desenha-los aos moldes dos dias de hoje com alguma influência dos anos 80 e 90, retratando em suas expressões e figurinos um pouco das personalidades de cada personagem. Curtam:

Brienne of Tarthgot


Sansa Starkgot



Theon Greyjoygot



Margaery Tyrellgot



Tyrion Lannistergot



Bronngot



Cersei Lannistergot



Khal Drogogot



Jon Snowgot



Jaime Lannistergot


      

Por que agosto é o “mês do cachorro louco”?


Não é novidade para ninguém que o mês de agosto é o do Cachorro Louco, da Bruxa na Aviação e das fantásticas Noites do Terror. 

Talvez por isso agosto seja o mês com o maior número de simpatias e superstições em todo o mundo. 

Mas por quê? Qual a verdadeira origem destas simpatias e superstições? 

Veja aqui algumas histórias e curiosidades sobre o mês de agosto no Brasil e em outros países.

Diz a história que foram os romanos que deram ao oitavo mês do ano o nome de agosto em homenagem ao imperador César Augusto.

Como o cara na época estava conseguindo grandes vitórias, como a conquista do Egito e a sua “promoção” a cônsul, não queria ficar atrás do imperador Júlio César – cujo mês de julho é em sua homenagem – e acabou decidindo que o “seu” mês também teria 31 dias.

Mas foi entre os romanos que o mês de agosto começou a ser considerado azarento, embora não se saiba exatamente o motivo.

Os caras acreditavam que existia um dragão imenso e terrível, que andava pelo céu cuspindo fogo durante o mês de agosto.

Mas depois descobriram que o tal “Dragão” era a constelação de Leão, visível nos céus do hemisfério norte naquele período do ano.

Em Portugal o medo do mês de agosto surgiu no período das grandes navegações, que duravam muitos meses e até anos.

As mulheres portuguesas não casavam nunca no oitavo mês, porque era nessa época que os navios das expedições saíam à procura de novas terras.

Daí, casar em agosto significava ficar sozinha e às vezes sem lua-de-mel.

Algumas até ficavam viúvas.

Já aqui no Brasil, com a influência dos portugueses, essa crença chegou e se espalhou.

Daí o dito popular “Casar em agosto traz desgosto”. 

Uma das explicações mais coerentes para apelidar agosto como o mês do cachorro louco vem dos próprios cães.

Segundo dizem, o clima de agosto é propício ao cio das cadelas. Isso significa o quê?

Significa que com cadelas oferecidas, os cães ficam doidos mesmo. E começa uma enorme briga entre os cães para ver quem vai possuir as madames cadelas no cio... (acho interessante isso, a menina dizendo: ele me possuiu!...)

Esse jogo de cópulas daqui e cópulas dali, aumenta o índice de casos de raiva, que é transmitida pela saliva dos cães.

Na Argentina muitos deixam de lavar a cabeça em agosto porque acreditam que isso chama a morte.

Na África o dia 24 de agosto é o chamado “dia em que o Diabo anda solto” – dia de todos os exus.

Na França o mês é maldito, pois em 24 de agosto de 1572 Catarina de Médici ordenou o massacre de São Bartolomeu, matando de dezenas de milhares de pessoas.

Na Polônia, em 14 de agosto de 1831 os poloneses foram derrotados pelos russos na Revolta de Varsóvia, que também matou muita gente. Por isso a galera polonesa também não gosta do mês de agosto.

No Marrocos, em 14 de agosto de 1844, a França invadiu o país.

No Camboja, em 11 de agosto de 1863, a França tomou a nação.

Na Alemanha, em 3 de agosto de 1932, Hitler assumiu o governo alemão após a morte de seu antecessor.

Na China, em 8 de agosto de 1937, o Japão invadiu Pequim.

No Japão, nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, as cidades de Hiroshima e Nagasaki foram destruídas por bombas atômicas.

Em muitos lugares acredita-se que as assombrações, fantasmas que gemem e arrastam correntes, almas penadas que balançam as redes de quem dorme e outras coisas similares acontecem em agosto, porque este é o mês do frio e da ventania.

E aí? Conhece alguma simpatia para o mês de agosto?

Eu conheço aquela em que se deve usar a camisa ao avesso para se proteger do azar e do cachorro louco.


Ou usar a mesma cueca durante sete dias seguidos para se livrar das cachorras doidas.

Cauby, João Gilberto e o escritor que ele matou


Cauby Peixoto e João Gilberto são nossos maiores cantores. Mas, como alertou Roberto Menescal, João é perigoso.

Renzo Mora

O Brasil tem dois grandes cantores: João Gilberto e Cauby Peixoto. São os dois extremos da arte de cantar. Com Cauby, o vozeirão, o dó de peito, a extensão vocal, as notas sustentadas à exaustão, o operístico. Com João, a voz pequena, mas disposta a desconstruir a melodia, incluindo dissonâncias, alterando o tempo, encontrando possibilidades, refinando a canção a cada leitura – seja uma obra-prima como Retrato em Branco & Preto ou uma bobagem como O Pato.

Não temos nenhum Sinatra – alguém que use a canção para contar uma história. Nana Caymmi e Elis são o que chega mais perto.

Elis, aliás, gravou com Cauby em um de seus últimos álbuns. Disse que queria que ele se livrasse do material inferior com que contaminou grande parte de sua carreira. Elis sabia das coisas.

Mas, enquanto Cauby é público, João é impossível. Cauby é uma cerca vazada. João, uma muralha.


Renzo Mora tietando desavergonhadamente Cauby Peixoto

Freud, em seu estudo sobre Leonardo da Vinci, observou que ele deixou inacabada a maioria de suas pinturas (mesmo as já pagas pelos contratantes).

Freud especula que a razão era Leonardo buscar uma perfeição que ele próprio achava que nunca conseguiria encontrar, o que o levava a abandonar os trabalhos sem olhar para trás e sem se preocupar com o destino das pinturas abortadas.

Antes de pintar, ele fazia vários desenhos, pesquisas e estudos preliminares, ENSAIAVA exaustivamente, mas adiava a pintura propriamente dita indefinidamente, possivelmente paralisado por um desejo inalcançável de perfeição.

“Quero fazer milagres” dizia Leonardo.

E a busca dos milagres travava a execução de suas obras – mesmo que os outros já as julgassem milagrosas o suficiente.

João Gilberto adiou (possivelmente para sempre) os shows que comemorariam seus 80 anos em 2011.

João busca a audiência perfeita – calada, respeitosa – o microfone perfeito, a acústica perfeita, o banco perfeito, o acorde perfeito.

E, como Leonardo, esta busca por perfeição o tranca em seu apartamento – onde possivelmente executa os melhores shows de sua vida, para si mesmo, lapidando suas preciosidades.

João é um obsessivo e um dos maiores artistas do planeta.

Amoroso para mim é um dos maiores álbuns – não do Brasil – mas do mundo; um milagre que influenciou todo mundo – Diana Krall tentou reinventá-lo em “The Look of Love” recorrendo ao mesmo arranjador, o brilhante Claus Ogerman.

Eric Clapton repensou sua obra depois de ouvir João.

John Pizzarelli ficou louco com seu som.

Tony Bennett, no filme “The Zen of Bennett”, esperando para gravar no Abbey Road Studios, suspira: “É aqui que eu queria gravar com João Gilberto”.

A lista é infinita. Mas João não é para amadores.

Um livro brilhante lançado no ano passado conta a busca de um alemão por João Gilberto.

Ele ouve o homem e o transforma em sua caça. Vem ao Rio buscá-lo. Conversa com pessoas que cercam João – ou melhor, que o cercaram.

Do sábio Roberto Menescal ele ouve a advertência: “Tome cuidado… João é perigoso. Tem alguma coisa de sombrio. Ele muda as pessoas com quem tem contato. Capaz de mudar você também… é capaz de você se tornar um amaldiçoado para sempre.”

Esse diálogo está na página 65 da edição brasileira de “Ho-ba-la-lá – À procura de João Gilberto”, do alemão Marc Fischer.


Fischer não viu a edição brasileira. Nem a alemã. Antes de o livro sair, ele se matou, aos 40 anos.

Em seus cinco meses de pesquisa no Brasil, Fischer nunca encontrou com João Gilberto. Mas ele já tinha sido amaldiçoado quando ouviu o homem pela primeira vez.

A beleza tem esse poder. Amaldiçoa a gente. Cria parâmetros de beleza e perfeição inatingíveis. João cria essas belezas. Encanta alguns. Amaldiçoa outros.

Felizes são os que o acham um chato. Jamais terão sensibilidade o suficiente para caírem na maldição. O que é a salvação deles. E, de certa forma, sua própria maldição. Viverem sem ser tocados pela genialidade de João.

Spoiler Alert: É claro que o telefonema de madrugada para o escritor, em que alguém do outro lado da linha canta Ho-ba-la-lá, foi falso. João é um conversador compulsivo por telefone. Uma ligação de João Gilberto não seria como a descrita. Fischer desconfiou. E estava certo.


Renzo Mora é escritor e roteirista. Publicou os livros “Cinema Falado”, “Sinatra - O Homem e a Música”, “Fica Frio - Uma Breve História do Cool” e “Frank, Dean & Sammy: 3 Homens e Nenhum Segredo”.

Tomou, papudo?


A Penitenciária da Papuda, em Brasília, recebeu visitantes ilustres: uma comissão de servidores da Câmara dos Deputados, que foi procurar o dublê de presidiário e parlamentar Natan Donadon (PMDB), o primeiro deputado brasileiro a ser preso em pleno exercício do mandato. Os servidores foram lá para notificar diretamente o ainda deputado do início do processo de cassação do seu mandato. Donadon falou com os representantes da Câmara como os presidiários falam com pessoas que vão lhes procurar fora dos dias de visitação: por uma abertura na parede de uma sala do presídio. O quase ex-deputado por Rondônia perderá o direito de cela individual tão logo perca a condição de deputado. Resta-lhe o consolo de que em breve deverá ter a companhia de ex-colegas, ao que tudo indica – ou pelo menos deveria indicar.

Fogo amigo

Não se sabe se com o intuito de mostrar que o PT está pouco ligando para seus aliados de um modo geral ou se o problema é só com o PMDB, mas o certo é que está dando o que falar a presença do secretário-geral da Presidência de República, Gilberto Carvalho, numa manifestação contra o governador fluminense Sérgio Cabral, realizada em Copacabana, em 26 de julho, filmada por algum celular indiscreto e, claro, colocada na rede. As imagens mostram Carvalho circulando desenvolto e sorridente entre os manifestantes. Todo mundo está querendo saber que diabos uma figura tão proeminente do governo do PT estava fazendo numa manifestação contra seu aliado peemedebista no Rio de Janeiro.

Vândalo das esferas

O vídeo estrelado por Gilberto Carvalho, aliás, não é o único acontecimento estranho envolvendo gente da Secretaria Geral da Presidência da República nas manifestações de rua pelo país. É o caso do sociólogo Pedro Contesini, membro do Conselho Nacional da Juventude, vinculado ao ministério de Carvalho, que foi flagrado depredando o Palácio do Itamaraty no dia 20 de junho e está respondendo a inquérito policial por isso. Além de vândalo e servidor da Secretaria Geral da Presidência, o rapaz é membro da executiva nacional da Rede Sustentabilidade, o novo partido da Marina Silva.

Maracutaia gigante

Em São Paulo, o Ministério Público Estadual investe firme nas investigações sobre o escândalo envolvendo pagamento de propinas pela Siemens e outras empresas a agentes públicos do governo do estado no processo de compra e manutenção de trens para o metrô paulistano.  O MP está negociando acordo de delação premiada com os seis executivos da Siemens envolvidos no imbroglio. A proposta está preocupando, e não é pouco, o alto tucanato paulista.

Fim do poço

A economia continua apontando na direção que mais assusta o governo, desenhando um cenário de desaceleração semelhante – embora até agora aparentemente menos agudo – ao que ocorreu no ano passado, marco histórico do célebre “Pibinho” de Guido Mantega. É o que divulgou o Banco Central, de acordo com a pesquisa semanal que faz junto a instituições financeiras. Desse modo, a projeção para o crescimento do PIB este ano caiu de 2,28% para 2,24%. A projeção de expansão da atividade industrial, segundo a mesma pesquisa, caiu de 2,10% para 2%.

O petróleo é nosso

Números recentes mostram que é cada vez mais lero-lero e menos possibilidade real essa conversa de destinar tantos por cento dos royalties do petróleo para a educação, mais tantos para a saúde, outra fraçãozinha ali para a segurança pública, para atender às reivindicações da chamada “voz das ruas”. Se depender do desempenho da Petrobras e da conta-petróleo do país hoje, distribuir royalties pode significar distribuir prejuízos. O noticiário econômico de hoje dá conta de que o déficit da balança comercial de petróleo e derivados no primeiro semestre deste ano chegou a mais de US$ 8 bilhões, um recorde. Já a produção, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), caiu quase 6% no primeiro semestre, em relação aos primeiros seis meses de 2012. Aí complica.

Mais Médicos tem bico tucano

O governo recuou – ou está em vias de recuar – de um dos pontos mais positivos do seu programa Mais Médicos: a obrigatoriedade de os formandos em medicina participarem de um ciclo obrigatório de dois anos prestando serviços (e aprendendo) no sistema público de saúde. Segundo o noticiário, o governo já admite diminuir esse período para somente um ano. Curioso é que descobriram que a medida proposta por Dilma, já praticada em outros países, não era novidade nem no Brasil. Quem primeiro jogou a ideia no tabuleiro foi o renomado cirurgião Adib Jatene, quando ministro da Saúde no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso.

Serra e suas prévias

E lá vem José Serra outra vez com sua conversa recorrente de realização de prévias no PSDB para escolha de candidatos tucanos a cargos executivos – papo que às vezes cola, outras não; mas no qual ele sempre insiste. Serra joga pule no fato de ser, ou achar que é, mais conhecido do que os demais postulantes ao que quer que seja. Ele parece esquecer que fama é uma coisa que pode ser boa como também pode ser ruim. E a dele, de uns tempos para cá, se encaixa mais no segundo caso.

Agosto, mês do desgosto

Depois que as manifestações de junho e julho nas ruas brasileiras zeraram todas as projeções políticas e transformaram em uma incógnita o processo eleitoral de 2014, revertendo previsões e fazendo despencar a avaliação de governantes de norte a sul do país, partidos e políticos tentam estabelecer novos caminhos e estratégias no plano nacional e nos estados. Na verdade, estão todos como cegos em tiroteio, sem saber para que lado ir, pensando em esperar as águas se acalmarem, mas observando que nada aponta nesse sentido.

Pelo contrário: os meses de agosto e setembro prometem acrescer mais confusão ainda ao cenário, com componentes explosivos. Como o julgamento pelo STF dos recursos de defesa dos condenados do mensalão. Ou a votação problemática no Congresso de vetos presidenciais e projetos de interesse do governo como o programa Mais Médicos. Para completar a receita, escândalos tucanos, petistas e peemedebistas, convocações de quebra-quebra pelos black blocs e previsões de um 7 de Setembro incendiário, como anunciam as redes sociais.

Agora, não se trata mais apenas de dar respostas que nada respondem ou soluções que nada resolvem, como vem sendo feito até aqui pelos políticos e governantes brasileiros, na ilusão de que podem contentar as ruas oferecendo o que elas não estão pedindo e praticamente ignorando o que elas realmente pedem. O momento agora é bem mais difícil e demanda uma dose de bom senso que não parece estar muito disponível no mercado político. Agosto é tido normalmente como um mês politicamente trágico para o país (suicídio de Vargas, renúncia de Jânio etc. etc.). Reverter o caos previsto para este agosto que ora se inicia deveria ser a prioridade da classe política brasileira. O problema é que parece que não é.