sexta-feira, maio 06, 2016

Um Dilma após o outro


Na bica de perder o emprego de presidenta, Dilma Roskoff já entrou na fila do Minha Casa Minha Vida. Desde que a casa seja o Palácio da Alvorada, é claro.

Por Agamenon Mendes Pedreira (*)

O Brasil está mais parado que o meu Dodge Dart 73, enferrujado, onde vivo ao lado de Isaura, a minha patroa, que, ao contrário da mulher do Temer, não é bela, recatada e nem do lar. Já a presidanta Zika Rousseff passa os dias solitária no seu bunker do Alvorada, que deveria mudar de nome para Palácio da Revoada. Todo mundo está se mandando dali: Jacques Wagner arrumou um emprego de pai de santo em Salvador e Merdinho Silva vai voltar para onde veio, isto é, lugar nenhum.

Ninguém quer mais saber da gerentona mandona que metia o bedelho em tudo. Hoje em Dilma, a presidenta não manda mais p*!#*** orra nenhuma. Outro Dilma mesmo ela pediu para tomar um cafezinho e o mordomo, desbocado e petulante, mandou a quase futura ex-presidanta tomar na AGU. Mas o que deixou mesmo a Dilma bolada é que ela recebeu um bilhete azul para comparecer ao Departamento de Recursos Humanos semana que vem.

O desemprego que assola o Brasil (e que começou pela minha pessoa), finalmente chegou a Brasília. Quem também “partiu para novos desafios” foi o ex-presidente da Câmara, Dedurado Chicuncunha. Partir para novos desafios é o eufemismo atual para quem é demitido do emprego. E o deputado Enrolado Cunha realmente tem pela frente grandes desafios. O primeiro desafio vai ser explicar aquela grana toda que ele tem na Suíça e que ele diz que não tem. Igual ao Lula que não tem o sítio em Atibaia, não tem tríplex no Guarujá e também não tem vergonha na cara.

Com o fim do Reich petista, os companheiros que ainda não foram em cana estão torcendo para serem presos o quanto antes. Pelo menos, na carceragem da Polícia Federal ou na Papuda eles têm garantido casa, comida e roupa listrada lavada.


 (*) Agamenon Mendes Pedreira é jornalista sem fronteiras.

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