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terça-feira, julho 16, 2013

Malhação da xana é a nova moda que vem da Ásia


Fortalecer os músculos da vagina para aumentar o prazer durante o sexo é uma prática milenar. 

Nasceu na Índia, foi aperfeiçoada no Japão e na Tailândia, ganhou o nome de pompoarismo, e agora conquista centenas de adeptas numa versão mais radical vinda da China.

Os exercícios básicos consistem na contração vaginal e na sucção vaginal, mas agora mãos e cordas são utilizadas na brincadeira, que tem como principal objetivo tornar o capô-de-fusca cada vez mais aloprado.

No pompoarismo tradicional, elas parecem duas bolinhas de pingue-pongue, mas são menores, um pouco mais pesadas e unidas por um cordão bem fino.

Brancas ou coloridas, texturizadas ou lisas, as ben-wa – que em japonês quer dizer “que se acomodam”, se tornaram atração nos consultórios chineses de ginecologia e nos cursos que ensinam como aumentar o prazer durante a relação sexual.

Praticando exercícios com essas bolinhas dentro da vagina, as mulheres trabalham sua musculatura.

Como resultado, melhoram a qualidade do orgasmo e evitam o afrouxamento da região pélvica, que com a idade ou com partos sucessivos, perde a firmeza.

Utilizar as ben-wa não é tarefa das mais fáceis.

Claro que ninguém consegue na primeira tentativa. Requer semanas de treino e muita paciência.

Às vezes, antes, é preciso enrijecer a musculatura com movimentos mais simples, que incluem o uso dos dedos, de cordas, de um vibrador ou de pesinhos que se parecem com um absorvente interno. Mas esse esforço compensa.

“Minha vida sexual mudou. Tive sensações deliciosas, que nunca havia experimentado”, conta a empresária Mari Rocha Lima, 42 anos, de Guarulhos (SP).

Ela participou de um curso de ginástica sexual em busca de mais prazer, na cidade de Shangai.

“Só quando você trabalha essa musculatura percebe o poder que pode ter na cama”, revela.


Para localizar os seus músculos vaginais, na próxima visita ao sanitário, tente parar o fluxo de urina enquanto estiver urinando.

Os músculos que param o fluxo são os seus músculos vaginais – são estes que irá trabalhar.

Este exercício ajuda-o a localizar o músculo, e mostra-lhe também o modo básico de faze-lo acordar.

Com a bexiga vazia, deite-se de lado e repita este movimento de flexão do músculo vaginal até sentir que o isolou.

Assegure-se que não está flexionando também outros músculos como os seus abdominais, coxas ou nádegas.

Tente ficar focada apenas nos seu músculos vaginais.

Após aperfeiçoar a sua técnica de concentração nos seus músculos vaginais, pode começar a rotina típica de ciclos de 12 segundos, nos quais contrai durante 6 segundos e depois relaxa durante 6 segundos.

Este exercício deve ser repetido 25 vezes em 5 minutos ao longo de 3 sessões diárias.

Este número pode ser aumentado para 50 vezes na segunda semana, e 75 vezes na terceira.

Após a terceira semana, é recomendado aumentar novamente o número para 100, atingindo o total de 300 contrações por dia.

A prática do exercício dos músculos vaginais traz benefícios fantásticos para a saúde, mesmo se o número de contrações diárias for eventualmente reduzido para 150, já que poucas mulheres têm tempo para uma rotina tão dedicada.

Cerca de 1/3 das mulheres têm dificuldade em isolar o conjunto correto de músculos, o que limita obviamente os resultados.

Os grandes mestres da AMOAL estão capacitados a ensinarem pessoalmente a presepada.

Entre em contato com a gente...

A festa mais sacana e secreta de Nova York


Quem aprova a cultura do sexo livre gostaria de ser um cidadão nova-iorquino para poder contemplar um seleto espaço na lista de convidados ultra Vips da festa Behind Closed Doors, o evento de sexo livre mais cool de Nova York.

Mas não se engane porque a BCD nada tem a ver com o clima libertino que ocorre entre os desconhecidos que frequentam casas de swing em busca de novidade e sem conhecer seus parceiros.

Somente casais e mulheres solteiras podem se associar.

A festa funciona com lista restrita de convidados e acontece mensalmente, sempre em um lugar diferente, geralmente em suítes de hotéis de luxo da metrópole ou em mansões particulares.

Os organizadores fazem a lista de acordo com os endinheirados que fazem parte de clube privé frequentado pela elite de NY, pois o evento é cercado de sigilo, além do erotismo.

As festas acontecem uma vez por mês e os convidados só são informados sobre o local poucas horas antes, por email.

Eles pagam cerca de US$ 200 para estarem presentes num espaço onde ninguém fica constrangido em fazer sexo em público.

O playroom, quarto onde todos os presentes podem transar, não deixa ninguém constrangido, até porque para entrar nessa parte da festa é preciso estar sem qualquer peça de roupa.


É uma regra da Behind Closed Doors, depois da meia-noite todos precisam estar nus.

Em junho de 2012, uma das festas do grupo acontecia numa suíte de luxo do hotel Mondrian (SoHo) quando a polícia invadiu.

A confusão aconteceu porque uma celebridade hollywoodiana estava presente e um paparazzo tentou furar a barreira dos convidados ilustres e foi expulso.

Ele avisou a segurança do hotel e os swingers foram todos retirados do local.

De acordo com os seguranças que invadiram a cobertura do Hotel Mondrian, todos os convidados estavam sem roupa.

As relações “poliamorosas” são comuns na elite nova-iorquina.

Segundo participantes da festa, que nunca se identificam, as emoções eróticas nessas festas privadas englobam todo tipo de sexo e o perfil dos convidados é de swingers aventureiros.

Os maiores peitos siliconados do planeta!


Após ler este texto, você pode mudar seu conceito sobre “exagero”.

As mulheres selecionadas para este post são vaidosas “ao contrário” e capazes de colocar em risco a própria saúde para se sentirem satisfeitas com o absurdo de competir com outras pelo recorde de maior peito do mundo.

Elas ignoram os problemas de saúde que os implantes mamários extremamente grandes podem gerar, por isso não se sabe ao certo o tamanho das próteses de cada uma, até porque os cirurgiões que colaboraram com a loucura dessas moças não revelam porque diante da sociedade médica, a atitude é proibida.

Embora as imagens sejam agressivas, elas idolatram seus dotes frontais e divulgam a exuberância peitoral como forma de ganhar a vida, aparecer em programas sensacionalistas de TV e participar de filmes adultos eróticos.

Prepare-se para conhecer as mulheres mais peitudas do planeta, seres que desbancam Fafá de Belém como uma adolescente despeitada.

Chelsea Charms


A atriz pornô carrega o título do maior peito do mundo. Ela afirma que seus peitos pesam 14 quilos. A americana de 37 anos fez três cirurgias para chegar a este tamanho.

Sheyla Hershey


A brasileira que nasceu no Espírito Santo tem mais de 5,5 litros de silicone em cada seio. Devido ao tamanho dela, que é relativamente baixa (1,55m), ela sofreu complicações durante a última cirurgia e foi obrigada a retirar as próteses.

Beshine


A alemã tem os maiores seios da Europa, cada mama dela pesa 9 quilos. Beshine é graduada em gestão ambiental, mas não exerce a profissão. Ela tem um website onde grava vídeos e mostra como é seu dia a dia fazendo as mais diferentes atividades com os seios enormes.

Lolo Ferrari


É o nome artístico de Eve Valois, atriz pornô francesa atualmente com 50 anos. Para ficar com os seios do tamanho atual, Lolo se sujeitou a 22 cirurgias plásticas. Em 1999, ela entrou para o Guiness como a mulher com os maiores peitos do mundo.

Minka


A coreana era professora de tênis até mudar-se para Chicago em 1993 e ingressar na carreira de atriz pornô. Minka foi considerada a mulher com os maiores seios do continente asiático e justamente por isso, não conseguiu mais dar aulas de tênis.

Maxi Mounds


Além dos implantes gigantes, a americana também é uma mulher enorme: 1,83m. Em agosto de 2003, Maxi entrou para o Guiness devido ao tamanho exuberante de seus seios. Ela ganha a vida fazendo filmes pornôs.

Sabrina Sabrok


É o nome artístico da cantora argentina Lorena Fabiana Colotta. Ela tem sete litros de silicone em cada seio. Para chegar a este número, Sabrina enfrentou 17 cirurgias plásticas e gastou o equivalente a US$ 100 mil.

Terri Jane


A inglesa aproveitou o tamanho dos seios para criar um site onde mostra suas estripulias com eles. Terri tem 21 anos e através do seu site com vídeos pornôs paga suas contas.

Amy Anderssen


Amy é uma das strippers mais safadas da web. Em seu site, ela grava vídeos eróticos com homens e mulheres, além de tirar a roupa em vídeos insinuantes. Vira e mexe ela posta fotos dos seios nas redes sociais porque garante que é de lá que vem sua enorme clientela.

Me espiona que eu gosto!


Segundo Edward Snowden, os espiões tarados da NSA passam o dia inteiro espionando o Palácio do Alvorada pra ver a presidenta Dilma Roskoff trocar de ministério

Agamenon Mendes Pedreira

Desta vez “os americanu” foram longe demais: foram até Brasília para espionar a intimidade da presidente Dilma Roskoff.

Preocupados com as merdas que o governo vem fazendo, os espiões imperialistas ianques instalaram uma microcâmera no banheiro presidencial e têm imagens exclusivas da presidenta cagando e andando para a base aliada.

Segundo o espião americano naturalizado venezuelano, Edward Snowden, a NSA tem imagens exclusivas da Dilma fazendo xixi em pé o que prova que, assim como o cartunista Laerte, ela é a primeira presidenta cross-dresser do mundo.

Por será que Obama está espionando o Brasil?

Será que o presidente americano e sua esposa Michelle passam a noite assistindo as sacanagens dos políticos brasileiros para dar uma apimentada na relação?

As informações que o abelhudo governo americano conseguiu espionando no Brasil são muito mais chocantes!

Os espiões norte-americanos xeretas descobriram que o Felix de Amor à Vida é gay, que a bunda do jogador Hulk dá pra ser vista no Google Earth e que o Neymar e o Luciano Huck fazem todos os comerciais de televisão no Brasil.

O pior é que agora os satélites americanos viraram suas poderosas lentes para o meu Dodge Dart 73, enferrujado, que, depois de minha demissão sumária de O Globo, está estacionado na Rua da Amargura, sem número, fundos.

Os espiões descobriram que, além de Isaura ser adúltera, eu também sou corno.

Mas eu não sou sujeito careta e conservador e não estou nem aí…

Mesmo porque, se eu estivesse aí, ela não estaria dando para outros caras sem o meu consentimento.


PENSAMENTO DO DIA, QUER DIZER, DO GLOBO, QUER DIZER DO BLOG

“O preço de uma vaga no cemitério está pela hora da morte. ” (Zé do Caixão)

FIGURAÇA DA SEMANA

Anderson Silva


O gigante acordou. Acordou porque estava fora do ar desde que tomou aquela porrada do americano em Las Vegas.

O lutador afro-brasileiro, como sempre, utilizou a sua velha técnica de provocar o adversário até ele perder a paciência.

Fez careta, dançou, mostrou a bunda e, para irritar ainda mais o seu oponente, aumentou o preço das passagens em 20 centavos.

Indignado com tudo isso que aí está, Chris Weidman não aguentou e perdeu as estribeiras: partiu pra cima do negão, aplicou um violento pescotapa no Aranha e a luta acabou ali mesmo,  no segundo assalto.

Os comentaristas preconceituosos do Racebook disseram que no primeiro assalto Anderson Silva levou o relógio e a carteira do adversário, mas no segundo assalto o americano se recuperou e roubou o cinturão de ouro do brasileiro.


Agamenon Mendes Pedreira, com o preço dos túmulos cariocas, não tem onde cair morto.

domingo, julho 14, 2013

Cavaleiro Solitário era chamado de Zorro no Brasil


O Cavaleiro Solitário (Lone Ranger, em inglês), de George W. Trendle, ficou conhecido entre os brasileiros, durante algumas décadas, como Zorro.

A confusão entre os heróis aconteceu devido aos problemas de tradução da palavra “ranger” para o português.

A popularidade que Don Diego, criado por Johnston McCulley em 1919, desfrutava no Brasil também ajudou nessa escolha.

Famoso em novelas de rádio, no cinema e em séries de TV, John Reid, identidade secreta do Cavaleiro Solitário, tem poucas semelhanças com o aristocrata californiano de capa e espada do século 19.


Armie Hammer e Johnny Depp em cena de 'O Cavaleiro Solitário'

Zorro usa espada, algumas vezes um chicote, e é solitário.

Reid prefere o revólver e sempre está acompanhado de seu fiel escudeiro Tonto – que, curiosamente, não teve o nome alterado mesmo com a conotação negativa da palavra.

Sua montaria, Silver, tem pelo branco.

O cavalo de Zorro é representado com pelagem escura, normalmente negra.

Também criado por Trendle, o Besouro Verde (Green Hornet) guarda mais similaridades com o Cavaleiro Solitário.

Além da máscara e do chapéu, ambos têm um parceiro não europeu – o asiático Kato é o escudeiro do Besouro – e são da mesma família: Britt Reid é a identidade secreta do herói.


Na produção da década de 1940, “As Aventuras do Zorro – O Cavaleiro Solitário” pode se ver o mascarado ao lado do cavalo e do índio em uma versão mais comportada do que a nova adaptação com John Depp.

Nesta nova versão, O Cavaleiro Solitário é uma empolgante aventura com bastante humor e ação onde o famoso herói mascarado ganha vida através de novos olhos.

Tonto (Johnny Depp), o espírito guerreiro nativo americano, narra as histórias não contadas que transformaram John Reid (Armie Hammer), um homem da lei, em uma lenda da justiça, levando o público à uma acelerada viagem cheia de surpresas épicas e muito humor, enquanto os dois improváveis heróis precisam aprender a trabalhar juntos e lutar contra a ganância e a corrupção.


Reid é um homem-da-lei deixado para morrer, após uma emboscada ao lado de cinco patrulheiros do Texas.

Encontrado e tratado pelo índio Tonto, ele passa a usar a máscara do Cavaleiro Solitário para vingar o assassinato de seus companheiros e aplicar a justiça nas terras sem lei.

O Cavaleiro Solitário (The Lone Ranger) foi criado por George W. Trendle e desenvolvido pelo escritor Fran Striker.

Além da máscara negra e do companheiro índio Tonto, Lone Ranger possuía um belo cavalo branco chamado Silver, famoso pelo grito que o herói dava ao se despedir à galope em direção ao horizonte: “Hi-yo Silver, away!”.

Depp, Armie Hammer, Helena Bonham Carter, William Fichtner, Tom Wilkinson, Ruth Wilson, Barry Pepper, James Badge Dale, James Frain, Matt O’Leary, W. Earl Brown, Landall Goolsby.


Os efeitos especiais do filme foram feitos pela empresa de George Lucas, a Industrial Light & Magic, e o filme é distribuído pela Disney.


Uma Torre Eiffel do Peru pra consolar as francesas


O artista franco-peruano Sebastien Lecca resolveu unir arte e prazer e criou sua mais recente obra: “La Tour Est Fole” (a torre é louca).

A torre é a Eiffel, um dos símbolos máximos de Paris.

E a loucura é o uso que Lecca deu à sua criação.

Suas torres coloridas são, também, vibradores.

O artista descreve a obra como a projeção sensual de um olhar extremamente brincalhão e provocador sobre um ícone celebrado universalmente.

Lucca arriscou em um mercado que, surpreendentemente, não é o forte da França: apesar de terem fama de serem muito sensuais, os franceses gastam cinco vezes menos do que os britânicos em brinquedos eróticos.

Mas o artista aposta no entusiasmo de seus compatriotas com os símbolos nacionais e com produtos “made in France”.

Em seu site, Lucca fala sobre o conceito de “La Tour Est Fole”:

“Como ela pode escapar por tanto tempo do seu destino já traçado? Como ela ainda não tinha se materializado dessa forma? [....] O mais fálico dos monumentos públicos finalmente foi moldado de forma ergonômica e hipoalergênica. Graças à Torre é Louca você brinca com a representação das proporções, dos valores e dos inumeráveis símbolos que povoam o inconsciente coletivo.”

CIA não consegue decodificar correspondência de Djavan


Dilma reuniu eruditos liderados por Carlinhos Brown para resolver o problema. Caetano não gostou.

Duas unidades da CIA entraram em colapso na tarde de ontem após sucessivas tentativas de quebrar o código das correspondências eletrônicas entre Djavan e Gilberto Gil.

“Logramos êxito em compreender códigos nazistas, letras do Luiz Melodia e peças do Gerald Thomas. Conseguimos encontrar sentido no que dizem Tiago Leifert e Luciana Gimenez. Num esforço sem precedentes, deciframos até mesmo colunas do Merval Pereira. Mas a conversa entre o Sr. Djavan e o Sr. Gil utiliza um aparelho linguístico sofisticado demais”, revelou o espião James Michelin.

Intrigado com o que chamou de “questão de segurança nacional”, o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, se apressou na contratação de seis mil espiões cubanos.

“Parece que há um jovem gênio em Havana que invadiu os computadores da Nasa, encontrou as usinas de enriquecimento de urânio norte-coreanas e, pasmem, decifrou os versos Açaí/ guardiã/ Zum de besouro/ um imã/ Branca é a tez da manhã”, comemorou.

Animado com o aquecimento do mercado de espionagem, o governador Sérgio Cabral abriu uma licitação para empresas interessadas em bisbilhotar o Rio de Janeiro.

Minutos depois, um homem misterioso realizou o IPO da empresa CIAX na Bovespa.

Procurados pela reportagem, Gil e Djavan disseram estar ocupados trocando emails sobre as últimas colunas de Caetano Veloso no Globo.

Relaxa e rouba


Eberth Vêncio

Juro que li isto nos anúncios classificados de um jornal:

Político safado procura parceiros para um esquema, sem compromisso emocional, só financeiro.

Adoro realizar fantasias, principalmente, as minhas: eleger-me senador da república, bancar silicone para as amantes, morar numa cobertura à beira da praia, comprar um loft defronte ao Central Park, andar de jatinho, rir da cara do povo enquanto tomo capuccino num café em Paris.

Gozo de conchavos, sem frescura, até o final, e quantas vezes você quiser.

Aceito a inversão de papéis: uma hora, corrupção ativa; outra hora, passiva.

O fundamental é fazer tudo pelo prazer ao dinheiro.

Garanto satisfação total ou sua propina de volta, se assim determinar o poder judiciário.

Durante campanhas políticas, sou malhado, tarimbado, completíssimo: compro votos em cash ou encho o tanque do seu carro uma vez por semana; você escolhe.

Uma vez eleito pelo voto direto do povo, aceito – mais que isso – eu aprecio as falcatruas.

Vou penetrando nas entranhas do poder, devagarzinho, até o talo, e sugo as verbas de gabinete até o fim, sem frescuras.


Abusado, eu adoro esconder dólares na cueca ou numa meia-calça estilo arrastão.

Aliás, só de pensar em arrastão, já fico com a mão toda molhadinha de propina, eu e toda a cadeia produtiva da corrupção que assola estes rincões.

Tenho todos os acessórios requisitados para uma negociata de alcova: maquinetas para clonar cartões de crédito, chupa-cabra, impressoras a laser para fraudar RG, blocos de notas fiscais frias, câmeras ocultas para filmar e extorquir gestores vacilões, contas correntes secretas, uma motosserra para picar delatores.

Tenho os dedinhos atrevidos, já que o voto no parlamento é secreto.

Atendo Eles, Elas, isso e aquilo, casais homoafetivos e deputados homofóbicos da bancada evangélica.

Faço massagens no seu bolso até a carteira desaparecer, tudo com o maior carinho, sem pressa, sem ressaca moral.

Quando o assunto é enriquecimento ilícito, tenho todo o tempo do mundo.

Disponho de local próprio, agradável e discreto para encontros: geralmente, garagens de prédios comerciais, cafezinhos do subsolo, gabinetes oficiais em Brasília.

Acordo de cavalheiros: os celulares desligados e colocados sobre a mesa.

Não gravo conversas secretas e não posto fotos comprometedoras de conluio no facebook, a não ser que isto faça parte do seu fetiche.

Para você que procura um algo mais, venha delirar nos meus braços.

Vou te levar à loucura quando uma força tarefa da Polícia Federal der uma batida na sua residência no meio da madrugada.

Vou te deixar molhadinho de suor e pânico.

Tenho uma boca deliciosa que adora difamar, delatar, chantagear, pedir vistas de um projeto de lei na Câmara e fazer discursos apologéticos, hipócritas, pelo fim da impunidade no país.

Faço uma defesa oral bem gostosa, negando até a morte todos os indícios e acusações.

Se você preferir, também consigo permanecer calado, só falando em juízo na presença de um advogado.

Com o apoio de um laranja, faço um delicioso desvio de verbas orçamentárias a quatro mãos.

Pratico garganta profunda até o fim, enfiando goela abaixo projetos lesivos à sociedade, durante sessões extraordinárias no meio da noite, a toque de caixa.

Faço toques retos também: “Ou Vossa Excelência entra também no esquema, ou lhe denuncio”.

Rabo preso é uma gostosura, você vai ver.

Possuo nível universitário, diploma comprado, e tenho larga experiência em cova rasa, cova funda, e esfoliação corporal de terceiros.

Ou seja, arrancar o couro do povo é uma de minhas especialidades.

Sinto extremo prazer nisto.

Sou super liberal.

Roubo porque gosto.

Tenho bumbum grande e uma ambição enorme.

Aceito, com o maior prazer, cartões corporativos ilimitados.

Adoro beijos, carícias, festas de confraternização de deputados com prostitutas, notas de cinquenta dólares na carteira.

Sou tarado em concorrências públicas fraudulentas.

Sou guloso.

Não me satisfaço com os tradicionais 20% de propina.

Liga pra mim, você não vai se decepcionar: neste país, ao contrário do cheque que eu acabo de lhe passar, o crime compensa.

Garanto atendimento 24 horas, desde que o jeton seja bem dotado.

Adoro fazer um troca-troca: uma hora voto com o governo; outra hora, com a oposição.

Declaro-me inocente, cristão, tenho boa aparência e pertenço a uma família tradicional (há gerações os meus parentes roubam dinheiro público).

Se pagar bem, transo sem camisinha de força.

Faço massagem prostática pelo SUS.

Sou bastante experimentado naquela fantasia governamental do médico cubano traçando uma enfermeira sexy amazonense num posto de saúde desabastecido de gazes, ataduras e medicamentos.

Só transo com clientes de extrema-direita e extrema-esquerda que possuam extremo bom gosto.

Em matéria de formação de quadrilha, sou um furacão.

Atendo em escritórios políticos, gabinetes de parlamentares, empresas fantasmas e prefeituras quebradas.

Grutinhas do amor também são ótimas para ferrar o povão: “Tu me ensina a fazer renda, que eu te ensino a fraudar o Renda Cidadã”.

Ativo, passivo, mas, acima de tudo, compreensivo na hora de rachar a grana com os companheiros de delito.

Sou muito bem-dotado em contatos nas esferas do executivo, do legislativo e do judiciário.

Se a Polícia Federal devolver meu passaporte, em breve, estarei disponível como acompanhante para viagens de negócios a paraísos fiscais.

Transo um sado-masô, embora prefira, por óbvias questões de falta de foro íntimo, mais o sado do que o masô.

Gente, eu roubo sem dó nem piedade.

Sou especialista em dominação, especialmente da mídia.

Comigo vale tudo.

Ligue agora.

Garanto que você não vai se arrepender.

Eu, por exemplo, nunca me arrependi.

Mau momento para o herói


Ruy Castro

 George Reeves, o primeiro Super-Homem do cinema (1953-1957), não podia sair à rua.

As crianças o reconheciam, chutavam-lhe a canela para ver se era mesmo de aço e ficavam desapontadas quando ele saía pulando num pé só.

Reeves morreu em 1959 com um tiro na cabeça, disparado por uma namorada, um marido traído ou – versão oficial – ele próprio. Seja como for, não foi uma morte apropriada para um super-herói.

Por causa disso, Hollywood levou 20 anos para voltar a acreditar em Super-Homem.

Quando aconteceu, a escolha de Christopher Reeve (1978-1987) para interpretá-lo parecia definitiva, não fosse o acidente que deixou Reeve tetraplégico, em 1995.

Mas o homem se sobrepôs ao herói.

Nenhuma façanha de Super-Homem, nem a de girar a Terra ao contrário para fazer voltar o tempo, se compara à atitude pessoal e pública de Reeve diante da doença, lutando por si e por outros na sua condição, até o desfecho, em 2004.

São só dois casos, mas tão contundentes que sugerem uma mandinga sobre Super-Homem.

Outra personagem do cinema americano que também não parece dar sorte é Vicky Lester, a protagonista de “Nasce uma Estrela” – foi o último grande papel das três potências que a viveram: Janet Gaynor em 1937, Judy Garland em 1954 e Barbra Streisand em 1976.

Reeves e Reeve eram Super-Homens à altura de seus melhores desenhos nos gibis: maciços, de pescoço sólido e queixo quadrado.

Já Henry Cavill, o novo Super-Homem, é microcéfalo e tem algum parentesco com Barbie.

Se passar à história, será só como o primeiro Super-Homem a não usar a cueca por cima da calça.

Este é um mau momento para Super-Homem.

Ficou antipático saber que, com sua visão telescópica e de raios X, ele pode não apenas ver a cor da calcinha de Lois Lane (tudo bem) como ler os e-mails de Lex Luthor – e os nossos.

Ruy Castro é escritor, jornalista e já trabalhou nos jornais e nas revistas mais importantes do Rio e de São Paulo. Considerado um dos maiores biógrafos brasileiros, escreveu sobre Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda.

Povo sem dono


Fernando Rodrigues

Em 2005, ameaçado de impeachment por causa do mensalão, Lula intimidou alguns interlocutores diversos.

Acuado, convocaria a população para ir às ruas em seu apoio.

Dividiria o Brasil.

Lula e o PT tinham aquele poder.

Havia a consolidação dos programas de distribuição de renda, como o Bolsa Família, e a economia começava a entrar num círculo virtuoso interno, com a ajuda dos ventos externos.

Hoje, menos de uma década depois, o PT e Lula estão longe da condição de “donos do povo”.

A prova mais evidente dessa mudança foram as melancólicas manifestações de rua nesta semana.

As imagens dos atos mostravam gatos-pingados bloqueando estradas e ruas pelo país afora.

Pior: muitos deles foram remunerados para protestar.
A verdade é que CUT e Força Sindical, as duas maiores centrais de trabalhadores do Brasil, fracassaram de forma retumbante ao tentar colocar “o povo na rua”.

Ao lado da CUT nesse fiasco de quinta-feira esteve o establishment do PT, sonhando em ressuscitar o já enterrado plebiscito para a reforma política.

O “povo sem dono” que foi às ruas em junho – e nesta semana se recusou a atender aos sindicatos – é a principal fonte do desarranjo político aqui em Brasília.

Ao chegar ao poder, Lula aplicou uma tecnologia simples.

Chamava os partidos para conversar com um discurso cujo substrato era o seguinte: “Olha, vocês fiquem aí na fisiologia, vão ganhar alguns cargos e verbas. Mas quem tem voto na urna sou eu. Os eleitores fazem passeatas a meu favor. Em resumo, o povo é meu”.

Agora, os partidos estão no Congresso se perguntando: “Quer dizer que o PT não manda mais no povo? Então, por que eu deveria ajudar o governo?”.

Por enquanto, Dilma Rousseff e Lula estão sem respostas.

Torcem para a economia voltar a crescer e para “o povo” voltar a sorrir para o Planalto.

Mas esse é apenas um desejo, e não uma certeza.

Fernando Rodrigues é repórter em Brasília. Na Folha, foi editor de Economia, correspondente em Nova York, Washington e Tóquio. Recebeu quatro Prêmios Esso (1997, 2002, 2003 e 2006).

“Bolsa passeata” desmoraliza sindicalistas


Gilberto Dimensterin

Já sabíamos há muito tempo como figurantes ganham um dinheirinho para participar em comícios ou carregar bandeiras de candidatos.

A “bolsa passeata” flagrada esta semana é novidade: sindicatos pagaram em torno de R$ 70,00 para “manifestantes”.

A bolsa passeata é simbólica.

As centrais sindicais, mantidas com dinheiro público, são poder.

Muitos sindicatos só existem porque o trabalhador é obrigado a pagar.

E se prestam a manter ou tentar derrubar governos, alinhando-se a candidatos e partidos.

Não se vinculam a projetos nacionais, mas são reféns de causas corporativas que, muitas vezes, significam mais gastos públicos ou empreguismo.

São muito mais eficientes pelos corredores de Brasília.

O que as ruas vêm dizendo é que esses esquemas estão velhos.

Não representam um país que busca soluções inovadoras e urgentes para a educação, saúde e transporte público.

Estão muitas vezes ligados ao arcaico.

Não fossem os fechamentos de rodovias ou ruas, o dia de protesto na quinta feira teria passado despercebido.

O que falou mais alto foi a imagem dos manifestantes recebendo a “bolsa passeata”.

Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena.

A lápide mais visitada do mundo


Mr. Russel J. Larsen, de Logan (Utah), nos EUA, morreu sem saber que ganharia o “Concurso da Lápide mais visitada do planeta”.

E tudo isso porque seu conhecimento sobre as mulheres era simplesmente genial...

Morto aos 62 anos, supostamente assassinado por uma amante ciumenta, ele deixou escrito em seu testamento o que gostaria que fosse escrito na segunda face de sua lápide.

Seus familiares cumpriram o último desejo do morto.

Em sua lápide está escrito o seguinte:



Cinco regras que um homem deve seguir para ter uma vida feliz:

1. É importante ter uma mulher que ajude em casa, cozinhe bem, limpe a casa e tenha um trabalho.

2. É importante ter uma mulher que te faça rir.

3. É importante ter uma mulher em que possa confiar e que não minta.

4. É importante ter uma mulher que seja boa na cama e que goste de estar contigo.

5. É muito, mas muito importante, que essas quatro mulheres não se conheçam, ou podes terminar morto como eu.

sábado, julho 13, 2013

Erivam Cabocão, saudade de ti, mano velho!


Hoje foi a missa de sétimo dia do meu amigo Erivam Cabocão, um excelente goleiro do Murrinhas do Egito (reserva do Mário Adolfo), do Inútil (titular absoluto) e do Atlântica (titular absoluto).

Aliás, o Atlântica só não foi campeão porque na última partida o técnico Pompeia, ex-goleiro profissional do Nacional, Rio Negro e Rodoviária, resolveu jogar no lugar do Erivam.

O Atlântica perdeu nos pênaltis para o bisonho time da Ótica São Paulo.

Com o Erivam Cabocão no gol, tenho absoluta convicção de que a história seria outra: a exemplo do Mário Adolfo, ele era especialista em defender pênaltis – tanto que levou o Inútil a campeão do Torneio Início do Peladão de 1985.


O fabuloso Inútil, uma espécie de genérico do Murrinhas do Egito. Em pé: eu, Olíbio Trindade, Zé Carlos, Erivam Cabocão, Sargento Roberto, Cacheto, Boanerges, Jones, Chico Cavalinho, Aldemir e Petrônio Aguiar. Agachados: Mazinho, Zeca Boy, Bebeto, Zezinho, Roberto, Dinho e Rubens Bentes.

Suas defesas milagrosas, durante o Peladão de 1987, quando ele defendia o Atlântica, eram celebradas no Bar do Aristides com doses industriais de birita.

Centro das atenções, o goleiro das defesas impossíveis se limitava a dizer, esticando o copo de cerveja em minha direção e pedindo minha anuência:

– Eu só estou fazendo a minha parte, né não, poeta?...

Ele foi um dos primeiros homeboys a me chamar de poeta, não sei se por ironia ou porque gostava mesmo do que eu escrevia.

Prefiro acreditar na segunda hipótese.

Fundador do Bloco do Macacão e do Bloco Andanças de Ciganos (depois GRES Andanças de Ciganos), Erivam Cabocão tinha a minha idade e foi um dos bons amigos que cultivei nessa minha não tão curta existência.

Ele se casou com a Suelizinha, irmã do Arlindo Jorge, os dois tiveram uma filha, a encantadora Érika Mubarak, depois se separaram – mas nunca se divorciaram – e ele foi morar em Coari, onde seu pai era um dos mais abastados comerciantes locais.

Nessa época, eu tinha notícias dele por meio do Osmar Santos, o Mazinho, que estava exercendo a função de juiz classista em Coari e também era filho de um próspero comerciante local.

Em 2002, numa presepada já contada aqui no mocó, durante o Festival dos Bumbás de Parintins daquele ano, o nosso barco “Comandante Farias”, que estava ancorado no barco “Maresia”, virou ancoradouro de outro barco retardatário, cujo nome me foge à memória.

Desconfio, sem poder provar, que se chamava Princesa Érika.

Eu estava no tombadilho do nosso barco, na manhã de domingo, quando vi um sujeito conversando com algumas pessoas no tombadilho do tal barco retardatário.

Não me contive.

Chegando na amurada do nosso barco, abri o vozeirão de Barry White:

– Erivam Cabocão, filho da puta, não era pra você estar em Coari, porra? Que caralho de asas você está fazendo em Parintins?

Os olhos do sujeito brilharam.

Ele me respondeu no mesmo diapasão:

– Simão Pessoa, fresco velho! Não era pra você estar em Manaus cuidando da Banda da Bica, seu poeta filho da puta?

Antes que eu continuasse a nossa agradabilíssima troca de carinhos, Erivam, com a agilidade de um gato, já estava pulando pro nosso barco.

Ele seria um excelente corsário dos mares do sul, dada a facilidade que tinha pra circular de um barco pra outro com a desenvoltura de um pirata.

Apresentei o Erivam para Pedrinho Ribeiro e Mário Gilson.

Passamos a manhã de domingo conversando e enchendo a cara de birita.

Ele era dono do barco e havia fretado para uma turma de Coari.

Falou que era a primeira vez que estava participando do festival e me convidou para ir a Coari tomar umas cachaças com ele, depois que eu retornasse pra Manaus.

Relembramos os nossos tempos de peladeiros, as nossas presepadas para furar clubes de carnavais, as nossas artimanhas para catar garotinhas (e o sacana levava tão a sério o fato de ser um espada matador registrado em cartório, que teve uma filha com uma lésbica assumida, façanha que eu devo levar para o cemitério com uma certa dose de inveja malsã...)

O mais engraçado daquele nosso encontro em Parintins foi que o sacana me recriminou por me ver fumando um cigarro atrás do outro.

– Deixei de fumar essa merda porque estava quase ficando sem fôlego. Você devia fazer o mesmo... – avisou, com um ar peremptório de quem não aceitava contestação.

– Cara, eu fumo a porra desse cigarro Charm desde quando foi lançado, em 1972. Só vou parar quando a Souza Cruz descontinuar o produto! – devolvi. “Ou quando eu morrer, o que pintar primeiro...”

Ele riu pra caralho.

Lembrou que eu e Mário Adolfo éramos os únicos que fumávamos Charm, numa época em que todo mundo só fumava Minister (já descontinuado pela Souza Cruz).

Foi a última vez que conversamos.

Soube que ele havia falecido neste último domingo, 7, de câncer de pulmão, por meio da Érika.

E que o sacana havia voltado a fumar há dois anos.

Fui vê-lo no velório, na funerária Almir Neves, na segunda feira, e sai de lá arrasado.

Não era para menos.

Nos últimos cinco anos, o meu time de coração (“Murrinhas do Egito”) já perdeu quatro atletas: Wilson Fernandes, Airton Caju, Fábio Costa e Erivam Cabocão.

Está faltando apenas mais um para completar uma fuderosa equipe de futebol de salão.

Enquanto detono meu primeiro maço de Charm do dia e já começo a ficar nervoso porque só tenho mais um maço em casa e vou começar a biritar daqui a pouco, vem a pergunta que não quer calar: “Quem será o próximo?...”

Erivam Cabocão, meu inesquecível goleiro, um beijo no coração onde e como você estiver!

Muita saudade de ti, meu velho!

Devíamos ter nos visto mais, conversado mais, saído mais, biritarmos mais, fumarmos mais, rido mais!

Fica pra próxima, parceiro, mas acredite que valeu!

Hoje é, mas não deveria ser o Dia Mundial do Rock


 Bono, do U2, canta Sunday Bloody Sunday no estádio de Webley, durante o Live Aid

Thales de Menezes

“Hoje É Dia de Rock” era um programa da extinta TV Rio, exibido aos sábados entre 1961 e 1965, que reunia artistas cantando para o público jovem.

“Hoje É Dia de Rock” também foi título de peça de José Vicente, montada em 1971, no Rio, inserida na chamada contracultura.

Hoje, a expressão Dia do Rock deve aparecer em TV, rádio, jornais, internet e anúncios de operadora de celular.

Na verdade, a expressão exata será Dia Mundial do Rock.

Assim como o Dia da Secretária, criado para engordar o faturamento das floriculturas na data, o Dia Mundial do Rock só serve para incrementar promoções de gravadoras, shows e rádios especializadas.

Data com vocação estritamente comercial, sem vínculo com o cada vez menos enaltecido espírito do rock.

E quem teve a ideia genial?

Pode ser classificada como criação coletiva e despretensiosa de locutores da BBC.

Completa agora 28 anos.

Em 1985, o irlandês Bob Geldof, então vocalista da banda fraquinha Boomtown Rats, resolveu organizar um concerto para arrecadar ajuda aos refugiados na Etiópia.

Com apoio de Bono, Sting, Phil Collins e outros roqueiros engajados, a coisa deu no megaconcerto de rock Live Aid, no dia 13 de julho.

Reuniu shows em estádios de Londres e da Filadélfia, com astros como U2, Queen, David Bowie, Mick Jagger, The Who e até um Led Zeppelin ressuscitado para a festa.

Na transmissão do evento, que durou 20 horas, os locutores da rádio britânica começaram a chamar aquele de “o dia mundial do rock”.

Passado o impacto da mobilização, o termo sumiu do radar. 

Nos anos seguintes, aos poucos, promotores aqui e ali passaram a usá-lo como gancho, agendando empreendimentos nessa data.


Robert Plant e Jimmy Page do Led Zeppelin no Live Aid, em 1985

Será que o Live Aid, com participantes nada roqueiros como Madonna, Sade e Kool & The Gang, tem tanta representatividade assim para justificar esse galardão?

Outras datas na história poderiam ser lançadas como candidatas ao Dia Mundial do Rock.

Três exemplos:

1) Um dia incerto em abril de 1951, quando o DJ Alan Freed disse pela primeira vez, numa rádio de Ohio (EUA), a expressão “rock and roll” – que significava “ir dançar e depois transar”, comum em canções de artistas negros.

2) 5 de julho de 1954, quando Elvis Presley criou sua versão acelerada do blues “That’s All Right, Mama”.

3) 9 de fevereiro de 1964, quando os Beatles se apresentaram pela primeira vez em rede na TV americana.

Talvez não compense pensar em mais opções.

O rock não se presta a tentativas de transformá-lo em instituição.

Papo de velho, provavelmente, mas rock é coisa de velho.

Em 1993, Eric Clapton agradeceu a inclusão de sua ex-banda Cream no hall da fama da academia americana de rock com esse discurso: “Eu não gostava dessa instituição, o Hall of Fame. Eu não gosto de instituições em geral. Sempre achei que o rock and roll não pode ser respeitável.”


Falou e disse.

Bandas atuais são “ofensa contra o rock & roll”, dispara Alice Cooper


O célebre roqueiro Alice Cooper deu uma entrevista polêmica na qual criticou as bandas atuais, dizendo que os músicos modernos “têm medo de estar numa banda de rock”.

“Toda essa geração precisa comer um bife, parar de comer comida vegetariana e fazer o sangue correr em seus sistemas”, disse Cooper em declaração ao site Fuse.

“Mumford & Sons são ótimos no que fazem. Mas isso não é rock & roll. Não chamem de rock & roll. É uma ofensa contra o rock & roll”, acrescentou.

O roqueiro de 65 anos criticou também a banda The Lumineers, que faz sucesso atualmente com a música “Ho Hey”.

“Rock e roll não é sobre ‘feliz, feliz, feliz’, ‘tudo está bem’, ‘nós somos os Lumineers, vamos dançar’. Isso é coisa de viadinhos.”

Ele admitiu ser da “velha guarda” do rock, uma época em que, segundo ele, estar numa banda era “ser um fora da lei”.

“Não significa que você tem que usar drogas, mas, quando estiver no palco, não toque a guitarra lá em cima [na parte superior do tronco], não toque violão. Toque a guitarra lá embaixo. [A música] não vem do seu cérebro, vem das suas tripas. Vem da sua virilha. É sexual. É tribal.”

O músico tirou sarro também dos instrumentos que as bandas atuais usam para tocar música.

“Bandas de rock não usam acordeões, não usam alaúdes, não usam flautas. A não ser, talvez, que você seja o Jethro Tull.”

Alice Cooper afirmou ainda que, se bandas como Mumford & Sons e The Lumineers não quisessem ser rotuladas como rock, seria melhor para o público.


“Sobra mais espaço para o Foo Fighters, para o Green Day, para bandas que realmente tocam rock.”

quinta-feira, julho 11, 2013

A reação às manifestações de rua escancara o abismo existente entre um estadista francês, uma comandante sem rumo e um Lincoln que tem medo de crise


Augusto Nunes

Durante a crise de maio de 1968, Charles de Gaulle mostrou que o presidente da República, aos 78 anos, continuava tão lúcido, destemido e coerente quanto o general que comandara a luta pela libertação da França na Segunda Guerra Mundial.

Confrontado com o que começou como rebelião estudantil e se transformou em insurreição de dimensões nacionais depois da adesão dos sindicatos, entendeu a mensagem remetida das barricadas em Paris.

Se os jovens combatentes exigiam mudanças radicais no país e num regime político moldados por De Gaulle, estava claro que o inimigo principal e imediato era ele.

O chefe de Estado poderia ter tentado vencer os rebeldes pelo cansaço.

Também poderia ter dividido responsabilidades com o primeiro-ministro George Pompidou, chefe de governo.

Em vez disso, preferiu apanhar sozinho a luta atirada pelos líderes do movimento e amparar-se na arrogância formidável.

“A França sou eu, a República sou eu”, reiterou em 30 de maio, quando anunciou a dissolução da Assembleia Nacional e a convocação de eleições gerais.

No dia seguinte, cantando a Marselhesa, 1 milhão de partidários do presidente se juntaram à passeata que parou Paris, liderada pelo escritor André Malraux, herói da resistência à ocupação nazista e ministro da Cultura.

Vitorioso na eleição de 23 de junho, De Gaulle encerrou democraticamente a rebelião de 1968.

Mais uma vez, mostrou que, sobretudo quando o horizonte está nublado, estadistas devem pensar nos interesses do país e nas próximas gerações.

Passados 45 anos, os pais-da-pátria que infestam a República brasileira confirmam a lição fazendo o contrário do que fez Charles de Gaulle.

Governantes de quinta categoria só conseguem pensar nos próprios interesses e na próxima eleição, reitera a reação dos sacerdotes do lulopetismo à onda de manifestações de protesto que começaram em 6 de junho.

A revolta da rua escancarou o abismo que separa o Brasil Maravilha inventado por Lula e aperfeiçoado por Dilma do Brasil real onde vive a gente comum.

Lá, tudo anda tão bem que, se melhorar, estraga. Aqui, o que se vê é a corrupção impune, a Copa da Ladroagem, a educação e a saúde em frangalhos, a litania das promessas jamais cumpridas, o cinismo exasperante dos políticos ─ a procissão de afrontas parece fila em posto de saúde.

O país que presta perdeu a paciência de vez.

Cansou-se de ser tratado como um viveiro de imbecis resignados.

E reduziu a farrapos a fantasia tecida desde janeiro de 2003.

Tanto o ex-presidente que não desencarna quanto a sucessora que nunca exerceu de fato a chefia do governo já entenderam que estão muito mal no retrato redesenhado pelas multidões inconformadas com a duração da farsa.

Em queda livre nas pesquisas de popularidade, Dilma foi vaiada na abertura da Copa das Confederações e não apareceu na final no Maracanã para escapar da reprise constrangedora.

No encontro de prefeitos em Brasília, a plateia vaiou a convidada ausente na sessão de abertura e vaiou a governante que resolveu dar as caras no dia seguinte.

Lula emudeceu e saiu de circulação no primeiro minuto da primeira passeata.

Só recuperou a voz para contar lorotas na África.

Ambos sabem que estão na origem das manifestações.

Mas fingem que não.

As imagens da revolta em curso neste inverno brasileiro são mais perturbadoras, muito mais agressivas e menos românticas que as produzidas na primavera europeia de 1968.

Tal constatação ganha contornos sombrios quando se compara os atores em cena.

A França tinha De Gaulle na presidência e George Pompidou na chefia de um governo que incluía homens como Malraux.

O Brasil tem no Palácio da Alvorada uma inquilina sem juízo e sem rumo.

E o Planalto continua assombrado por um Lincoln de galinheiro que vive de bravatas e morre de medo na hora do perigo.

Nesta terça-feira, Lula e Dilma se encontraram secretamente em Brasília “para trocar ideias”. Como se tivessem alguma para trocar.

Ele tem soluções para tudo, menos para problemas que o afetam.

Ela não consegue formular sequer uma frase com começo, meio e fim.

Também parecem ter sumido da paisagem a tribo dos políticos que, armados apenas de sensatez, ajudaram a debelar tantos incêndios semelhantes.

Em contrapartida, nunca se viu tamanho ajuntamento de ineptos, vigaristas e farsantes fantasiados de conselheiros do reino.

Sozinha, Dilma já admitiu que é capaz de fazer o diabo.

Com Lula soprando ordens e mercadantes sussurrando palpites, tem provado que é uma incapaz capaz de tudo, menos de fazer o precisa ser feito.

Multidões exigem em coro, por exemplo, o fim das bandalheiras.

Dilma oferece uma Constituinte natimorta e um plebiscito de múltipla escolha, com questões aparentemente extraídas de uma assembleia no hospício.

A redescoberta da rua avisa que milhões de brasileiros enfim passaram a enxergar as coisas como as coisas são.

O palavrório triunfalista virou coisa de senador do Império.

A Praça dos Três Poderes ficou mais antiga que as pirâmides do Egito.

O monarca e a rainha estão nus no trono em ruínas.

A farsa acabou, mas os canastrões seguem recitando o script que pareceu funcionar direito até maio.

Aliviados com a pausa enganosa, a turma acampada no coração do poder está cochilando.

Como nenhum dos motivos da revolta foi removido, pode ter o sono interrompido pelo primeiro estrondo de agosto.

Boate vai ter de indenizar prostituta morta em serviço


Mulher caiu de janela, ficou tetraplégica e morreu um ano depois

A boate Felina Prive, de Piracicaba, interior de São Paulo, foi condenada a pagar R$ 200 mil de indenização e direitos trabalhistas à família de uma profissional do sexo que caiu de uma janela do bordel em outubro de 2008, ficou tetraplégica e morreu um ano depois.

Segundo o G1, os autos do processo afirmam que a moça estava embriagada – o consumo de álcool era incentivado pelos patrões – e, ao subir para o quarto com um cliente, teria se desequilibrado e caído pela janela.

Depois da morte, a família entrou com pedido de indenização e foi constatado vínculo empregatício entre a moça e a “casa de perdição”.

Apesar de portais internacionais destacarem que o acidente aconteceu enquanto a prostituta “trabalhava” com um cliente, os laudos apontam a hipótese de acidente e não informam se ela estava engajada em atividades sexuais no momento da queda.

O que não seria inédito, considerando a morte recente de um casal chinês na mesma situação.


Segundo o jornal The Mirror, a tentativa de curtir um momento romântico com um bom visual acabou de forma trágica para um casal da China, no final do mês passado.

Os amantes faziam sexo apoiados na janela de um apartamento na cidade de Wuhan, quando o vidro se quebrou e ambos mergulharam para a morte.

Testemunhas contaram à imprensa chinesa que ambos estavam abraçados e nus no momento da queda.

Após o acidente, fotos da cena começaram a circular pelas redes sociais do país, mostrando oficiais cobrindo os corpos com lençóis.

O jornal informa que, de acordo com um relatório, os amantes se relacionavam contra o vidro para manterem-se frescos, devido ao elevado calor na região.

Outros culpam as janelas do prédio, que seriam de má qualidade.

O certo é que os dois amantes se foderam. Literalmente.