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quarta-feira, dezembro 29, 2010

O jornalismo investigativo segundo Octávio Ribeiro


Nascido em Coari (AM), em 27 de agosto de 1954, José Adalberto da Silva se formou em Odontologia e depois, a pretexto de fazer especialização em Ortodontia Infantil, se mandou para a França, onde morou por mais de 20 anos.

Músico e compositor, ele adotou o nome artístico de Adal, recrutou um grupo de instrumentistas brasileiros e passou a se apresentar na noite parisiense.

Com o sucesso alcançado, Adal passou a se apresentar nos Estados Unidos, Colômbia, Venezuela, Portugal, Espanha e Alemanha.

Alguns anos depois, ele resolveu radicalizar.

Em uma de suas propriedades em Paris, que se assemelhava a um castelo medieval, ele instalou o Studio des Dames e se transformou em produtor musical, tendo lançado mais de 50 discos de artistas franceses e brasileiros que obtiveram boa vendagem.

O “castelo do Adal” virou albergue preferencial de brasileiros em visita a Paris.

O artista plástico Arnaldo Garcez, por exemplo, passou duas semanas na propriedade sem desembolsar um tostão.

As festas que rolavam no castelo, com as mulheres mais bonitas e classudas do pedaço confirmando o velho chavão setentista de “sex, drugs & rock’n’roll”, eram de tirar o fôlego.

Em junho de 1985, Adal veio a Manaus para lançar seu primeiro disco solo, “Amazônico”, e apresentar o show “Conection Repression” no palco do Teatro Amazonas.

Fui apresentado a ele durante um avant prémiere para a imprensa, que rolou na Livraria Cabocla.

Fiquei impressionado com as histórias fantásticas daquele músico baixinho de cabelos preso em um chamativo “rabo de cavalo”.

Entre outras figurinhas carimbadas que já haviam passado pelo seu castelo e também participado das festas nababescas, que duravam até três dias seguidos, estava o jornalista Octávio Ribeiro, o “Pena Branca”.


Eu havia conhecido o jornalista no ano anterior, quando ele estivera na cidade para lançar o livro “Algemas de Carne”.

Salvo engano, Octávio Ribeiro havia sido convidado por Umberto Calderaro, diretor de A Crítica, para dar uma “chacoalhada” no seu matutino, onde trabalhou por seis meses.

Em uma das visitas que fiz a redação do jornal, pedi que ele autografasse a 1ª edição do seu livro “Barra Pesada”, que eu havia comprado no Rio de Janeiro, em maio de 1977.

Octávio Ribeiro ficou surpreso porque, aquela altura do campeonato, o livro já estava na 5ª edição.

Em “Barra Pesada”, ele fala, principalmente, de polícia, mas também dedica dois capítulos às suas lembranças da Amazônia, quando esteve por aqui, no início dos anos 70, fazendo parte da lendária revista “Realidade”.

As histórias começam na década de sessenta.

No Rio de Janeiro, destacavam-se os detetives Perpétuo e Le Cocq – aquele mesmo que acabou dando nome à famosa escuderia de policiais motociclistas, que se tornaria o embrião do temido Esquadrão da Morte.


“Pena Branca” revelou que os canas transavam estilos diferentes. Conta que Perpétuo tinha cara de índio e um papo longo nos lábios.

Que ele criou a maior rede de bandidos delatores que já houve no latifúndio do Cristo Redentor. Prendia sem dar tiros.

Le Cocq era o inverso, defendia uma filosofia: “Quem tem pernas curtas vai à frente”. Tradução: bandido anão não tinha vez.

Qual era a do Perpétuo e qual era a do Le Cocq?

“Pena Branca” responde: “Perpétuo era um tira esperto: veneno na língua, sorriso aberto – um dos primeiros policiais a reconhecer o poder da imprensa. Ele papeava com repórter policial, fornecia mil informações, muitas frias, algumas quentes. Ganhou fama na lama, discutiu até com gago. Le Cocq não, evitava os jornalistas. Ele não queria acordo, o marginal teimoso morria. Quando o grupo dele surgia era aquela orgia, fugia até quem não devia…”.

No quarto “round”, que foi como ele nomeou os capítulos do livro, o jornalista abre o jogo e entrega como tudo começou: “Em 1959 eu monologava com Pitágoras, era um Pai Tomás numa cabana bancária. Na época, nunca havia curtido um cadáver gargalhando no IML. Um ano depois, fui escalado para gravar as risadas da presuntada horizontal e as transas dos pêsames perfumados com formol. Depois cursei o vestibular dos mistérios, entrevistei maquiavélicos, osculei germes histéricos disputando os camarotes dos cemitérios, enfrentei os eruditos dos crimes, mergulhei nas calamidades públicas e prefaciei outras comédias da vida”.


Em maio de 1986, “Pena Branca” esteve novamente em Manaus.

Eu, Mário Adolfo e Carlos Dias o sequestramos para fazer uma entrevista para o primeiro número do jornal Candiru, mas em nenhum momento o jornalista contou o motivo de sua visita.

Soubemos muitos anos depois que ele estava seguindo uma pista dando conta de que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) haviam se convertido ao rendoso negócio do narcotráfico.

Hoje, não, mas na época aquilo seria uma verdadeira bomba atômica nos arraiais esquerdistas, que ainda viam nos guerrilheiros colombianos os últimos idealistas do continente.

Ocorre que o contato que levaria ele e o fotógrafo Ronaldo Kotscho até São Gabriel da Cachoeira e de lá até um acampamento das FARC havia sumido.

Uns dois dias depois da entrevista no restaurante Panorama, Octávio Ribeiro me telefonou, pedindo que eu fosse até o Lord Hotel, ali na Marcílio Dias, onde ele estava hospedado.

Se queixando de dores horríveis pelo corpo inteiro, ele perguntou se eu sabia do paradeiro do músico Adal, que ele supunha estar em Manaus.

– Falei com ele no ano passado, mas, provavelmente, o Adal já voltou pra Paris! – expliquei.

– Recebi uma dica de que o Michel Frank está frequentando o castelo do Adal! – avisou o jornalista. “Eu vou ter que ir a Paris para tirar a limpo aquela história da Cláudia Lessin, mas antes preciso acertar as coisas com o Adal. Não quero dar o bote e ver a presa fugir por causa de um simples vacilo. Tem que ser mamão com abóbora, malandro!”

Conversamos mais um pouco e “Pena Branca” quis saber onde poderia conseguir um pouco de “brilho” para aliviar suas dores cruciantes.

Ele ainda não sabia, mas o câncer que o mataria já estava entrando em sua fase terminal.

Coloquei o jornalista no carro, fui até o Bar do Armando, chamei o poeta Marco Gomes, expliquei a situação, Marco Gomes se prontificou a ajudar e entrou no carro.

Uns dez minutos depois, deixei os dois em uma quebrada lá pra bandas da Colônia Oliveira Machado e me mandei.

Foi a última vez que falei com o Octávio Ribeiro. Ele morreria duas semanas depois, no Rio de Janeiro, aos 54 anos.


Em agosto de 1992, o músico Adal retornou a Manaus para fazer uma série de shows e, na primeira oportunidade que surgiu, perguntei se era verdade que Michel Frank frequentava seu castelo em Paris.

Ele confirmou a história, mas garantiu que o playboy não fazia parte do seu círculo de amizade. “Ele ia lá de vez em quando, mas na condição de convidado de uns convidados suíços dos meus músicos”, desconversou.

Adal ficou surpreso em saber que o “Pena Branca”, no Rio de Janeiro, ficara sabendo da história.

Talvez Octávio Ribeiro pretendesse obter uma confissão pública de Michel Frank confirmando sua participação direta no assassinato de Claudia Lessin, talvez ele estivesse investigando a ligação do playboy com o narcotráfico das FARC, mas seja qual fosse a sua motivação “Pena Branca” a levou pro túmulo.

Em termos de jornalismo investigativo, ele fez por merecer ter se transformado em lenda.

De qualquer forma, graças a outro jornalista policial, o desabrido Valério Meinel, a história do assassinato de Claudia Lessin já era conhecida de todos. Recapitulemos.


Julho de 1977. Uma dor de dente horrível não deixava o operário Luiz Gonzaga de Oliveira dormir direito na noite de 24 (domingo) para 25 (segunda-feira).

Instalado num barraco da Tecnosolo, firma para a qual trabalhava, na avenida Niemeyer, na altura de um local conhecido por Chapéu dos Pescadores, Rio de Janeiro, ao lado de três colegas, ele foi o único a escutar barulho estranho nas proximidades, fora do barraco, por volta de meia-noite.

Por uma fresta na parede do barraco, vislumbrou uma Brasília estacionada quase em frente, com um homem em seu interior, e outro do lado de fora.

Satisfeito com o que vira, voltou à cama. Mas foi novamente despertado, agora por vozes masculinas. As vozes o atraíram de novo para a fresta.

Observou, então, o homem que estava sentado no banco da frente pular para o banco de trás, enquanto o outro parecia tirar alguma coisa de dentro do porta-malas.

Depois de algum tempo, período no qual o carro mudou de posição algumas vezes, indo adiante ou para trás, Luiz Gonzaga de Oliveira percebeu os dois homens se afastarem da Brasilia, carregando uma grande mala, até um ponto mais baixo da encosta.

Ele saiu, então, do barraco e se aproximou do carro. Anotou, num muro de pedras, em grandes caracteres, o número da placa da Brasília avermelhada: 5964. As letras ele só memorizou: SX.

Voltou ao barraco. Somente duas horas depois, sempre meio acordado, meio adormecido ouviu a ignição do carro. Os estranhos haviam partido.

A cena insólita não saiu de sua cabeça. Quando acordou definitivamente, às quatro e meia da manhã, como de hábito, contou o episódio aos colegas.

Propôs que fossem todos até as pedras, verificar o que tinha havido.

Os colegas não se empolgaram com sua proposta. “Deve ser macumba”, alegaram.

Luiz Gonzaga resolveu fazer uma inspeção por conta própria. Não encontrou, porém, nada de anormal.

Na hora do almoço, um colega de serviço comentou com Luiz Gonzaga: “Acharam um corpo no Chapéu dos Pescadores.”

Ele trabalhou a tarde toda. Ao voltar para casa, no final da tarde, pediu a uma vizinha o telefone da polícia. Ela não tinha.

Luiz Gonzaga dirigiu-se ao orelhão. Telefonou para a Rádio Globo.

Conseguiu falar com duas pessoas da rádio, mas somente na terça-feira conversou com o redator-chefe, a quem revelou o segredo dos números anotados nas pedras.

Disse-lhe também que poderia reconhecer ao menos um dos homens da Brasília, pois o vira da cintura para cima.

“Um motorista da rádio alertou a polícia sobre aqueles números, mas não foi ouvido”, informou o redator-chefe no ar.

Com a placa revelada, a polícia descobriu que a Brasília estava registrada em nome da Imobiliária Suíça. O dono da imobiliária era Michel Frank.


Filho do empresário milionário Egon Frank, dono da fábrica de relógios Mondaine, em Manaus, e de vários outros negócios, Michel Frank havia conhecido Cláudia Lessin Rodrigues em maio, num dos salões do hotel Le Méridien, onde se festejava o lançamento do filme “Gente Fina É Outra Coisa”, produzido pelo seu pai, Egon Frank.

Claudia era namorada do diretor do filme, Pedro Carlos Rovai, e irmã da estrela, Marcia Rodrigues, conhecida como a “Garota de Ipanema” depois de fazer o papel principal do filme baseado no samba de Tom Jobim e Vinicius de Moraes.

O cabeleireiro Georges Kour tinha um salão de beleza no referido hotel Le Méridien, onde escovava muitas madeixas de socialites cariocas.

O corpo de Cláudia foi encontrado nu na manhã do dia 26 de julho de 1977, no rochedo do Chapéu dos Pescadores, na avenida Niemeyer.

O rosto completamente desfigurado e o corpo amarrado por arame, preso a uma mala cheia de pedras. Cláudia tinha apenas 21 anos.

Não houve mistério mais discutido pela imprensa e pelo Brasil do que a morte de Cláudia Lessin Rodrigues que, numa noite de sábado, se despediu dos pais e foi a uma festa.

Filha de um casal classe média alta, o comandante Hilton e a dona de casa Maria, Cláudia sempre teve tudo: bons princípios e educação esmerada, mas não andava nas melhores fases da vida.

Enfrentava uma depressão – não conseguia esquecer um namorado que teve nos Estados Unidos –, mas estava sob controle: fazia terapia e tudo mais.

Já tinha usado drogas, sim, como a maioria da sua geração, mas não era viciada e, se tinha algum vício, era cultura: adorava música clássica, ler bons livros e as sessões de filmes de arte do antigo Cine Veneza.

Ela morava com a família, desde criança, na rua Fernando Mendes, esquina com a avenida Atlântica, com uma bela vista para o mar. Fora criada com muito amor e em bons colégios.

A ida de Cláudia ao apartamento de Michel Frank até hoje é um mistério, porém, o mais provável é que ela teria sido convidada para uma festa, na qual encontraria o namorado Pedro Carlos Rovai.

Ele não foi e quando Cláudia chegou, descobriu que a festa era de “função” ou, melhor dizendo, de “cheiração”.


Segundo o livro de Valério Meinel, Cláudia teria passado o fim de semana com os dois homens, que jogavam cartas e cheiravam cocaína, vendida por Michel aos amigos que chegavam, sem parar.

Muito entra-e-sai entre uma cartada e outra. Cláudia teria ficado lá “de bobeira”.

Em compensação, Michel “comia pó com farinha”. Cheirava desde os 16 anos.

Foi o detetive Jamil Warwar que, 48 horas depois do crime, já havia descoberto tudo, e, em uma declaração publicada em 1986, afirma: “Houve um embalo de tóxico na casa de Frank. No dia seguinte, Frank e Kour, cheios de cocaína, caminhavam em cima da mureta da avenida Niemeyer e resolveram então estuprá-la ali mesmo. Ela resistiu e ameaçou denunciar o que vira no apartamento no dia anterior (Michel vendendo bastante pó)”.

O ex-gordinho, que na adolescência não pegava nem gripe por causa da aparência, agora se firmara como um “grande” homem aspirando pó. Tinha 27 anos.

Segundo o que foi presumido pelo detetive Warwar, os dois, após violentá-la na própria avenida Niemeyer, a seviciaram, torturaram e mataram.

Quando tentaram dar sumiço ao corpo, amarrado com uma mala cheia de pedras, foram vistos por um operário, que esclareceu o caso, como consta na revista Manchete, em reportagem publicada em 20 de dezembro de 1986.

Os laudos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, de acordo com a mesma revista, são taxativos: afirmam que Cláudia foi morta no local, pois havia sangue sobre as pedras.

Declaram também que ela morreu por asfixia mecânica – viam-se claramente as marcas dos dedos, a olho nu, em seu pescoço.

O exame toxicológico mostrava que ela não havia usado cocaína nem qualquer outra droga – o que colocava por terra o argumento dos dois envolvidos.

Michel Frank e Georges Kour alegaram que Claudia Lessin havia morrido de overdose e que eles, para evitarem complicações com a polícia, havia apenas se descartado do corpo.


O poder econômico e as relações do pai de Michel Frank, entretanto, falaram mais alto a ponto de Warwar ser afastado das investigações por meio de uma decisão publicada no boletim de Segurança Pública.

O detetive ligou para o pai de Cláudia, dizendo: “O negócio envolve gente da alta, com muito dinheiro. O delegado Hélber Murtinho já deu a entender que vou ser substituído, mas não tem problema não. Já sei de tudo, quem matou sua filha e onde ela foi morta”.

Jamil Warwar foi afastado do caso pelo governador Faria Lima, amigo do empresário Egon Frank, pai do acusado.

Tempos de ditadura era assim: usava-se o poder para limpar as cagadas dos amigos.


“Quero viver além dos 90 anos para ver os assassinos da minha filha condenados”, declarou o comandante Hilton.

Michel Frank, que tinha nacionalidade suíço-brasileira, fugiu de carro pelo Paraguai até Buenos Aires e de lá foi para Zurique, onde viveu por 12 anos. Levou junto com ele o vício.

Cheirava sem parar, chegando ao extremo de alguns familiares cortarem relações com ele.


“Foi justamente a falta de relações do meu pai com o poder – ele era apenas um piloto da aviação civil – que impediu que a Justiça fosse feita. Fosse meu pai um militar naquela época de ditadura, teríamos visto certamente a condenação dos assassinos. O que vimos, ao contrário, foi o poder do dinheiro e o regime de exceção facilitando a fuga anunciada de Michel Frank e a posterior absolvição dele num julgamento fraudulento, de fachada”, afirma Márcia Lessin Rodrigues.

Na Suíça, Frank acabou inocentado do assassinato de Cláudia por falta de provas consistentes da Justiça brasileira.

Em 1989, ele foi encontrado morto, com seis tiros na cabeça, na garagem de seu prédio em Zurique.

Seu corpo estava entre uma máquina de lavar e outra de secar. Estava envolvido com o tráfico de drogas até o último fio de cabelo.

E por falar em cabelo, a última notícia que se teve de Georges Kour é que ele abriu um salão em Niterói.

Ele, que em 1977 era cheio de estilo, envelheceu mais de 30 anos durante os três anos que passou atrás das grades.

Foi considerado culpado pela tentativa de ocultação de cadáver.

Até os descolados da bucólica Niterói desconhecem o seu salão.

Atualmente, os pais de Cláudia moram próximos à filha Márcia, que abandonou a carreira e hoje é uma das mais respeitadas designers de interiores do Rio. Ambos estão com mais de 90 anos.

Já o detetive Jamil Warwar, um dos melhores do Rio, se desiludiu com a profissão e abandonou a carreira policial.

7 comentários:

Anônimo disse...

Olá:

Bacana o blog!
O encontrei pela imagem da ex-atriz MARCIA RODRIGUES...
Então ela tem uma loja/está em outro ramo? interessante.
Como não lembrar da irmã morta daquele jeito?
Morei no Rio - sou de lá; até perto de onde o crime ocorreu... E confesso que quando um dos que tinha a ver com isso foi morto GOSTEI!
Como há pessoas mortas relacionadas com drogas - resido no RS há anos e vejo crimes assim; parece que essa epidemia se alastra e não acaba mais!
E sobre a MARCIA RODRIGUES: lembro dela atuar em uma novela hpá tempos, acho que em 1987.
É isso.E que possamos viver num mundo de JUSTIÇAS... E sem INJUSTIÇAS!

Abraço,
Rodrigo Rosa (Porto Alegre)

http://rodrigo-arte.blogspot.com/

* Confesso que acho esse filme O CASO CLÁUDIA sem nexo/lógica. Bom elenco, só que o enredo: deixa a desejar.

Fred Oliveira disse...

Parabéns pela postagem. Considero um verdadeiro achado o texto sobre jornalismo investigativo. Estou iniciando uma pesquisa sobre a policia carioca nos anos 60/70 e a minha admiração pelo jornalista Octávio Ribeiro aumenta a cada releitura. Agradeço qualquer nova contribuição. Frederico Oliveira

Fred Oliveira disse...

Parabéns pela postagem. Estou iniciando uma pesquisa sobre o jornalismo investigativo nos anos 60/70 e a minha admiração a Octávio Ribeiro cresce a cada releitura. Agradeço qualquer nova postagem. Frederico

Anônimo disse...

Interessante a postagem. Também cheguei a este blog via Marcia Rodrigues. Mulher muito bonita. Somente hoje, mais de 34 anos após o crime, descobri que era irmã da Claudia Lessin do rumoroso caso dos anos 70. O que achei mais curioso é que a percepção geral que ficou, em função da desinformação causada pelo tráfico de influências denunciado no post, foi mesmo a de que Claudia morreu por overdose e teve seu corpo desovado, e não que foi estuprada e assassinada. Somente hoje, relendo o caso por vias tortas tomei noção da "verdadeira" verdade.

Anônimo disse...

Desculpe amigo, MAS CLAUDIA ERA VICIADA , E MUITO. Leia o livro PORQUE" GEORGES KOUR FOI ABSOLVIDO", E VEJA QUE A HISTORIA NÃO FOI BEM ASSIM.FATO

Anônimo disse...

Ow anônimo, FATO é o kct, só pq vc quer. Livro de advogado que se atêm a questões TÉCNICAS e não de fato ? kkkkk Fala sério. Não importa que ela fosse viciada, denegrir a imagem de uma morta é mole, seu retardado defensorzinho de bandidos. Deve ser parente do cabalereirozinho ou do traficante suíço. O único fato comprovado é que ela foi estuprada e morta. Há testemunhos de ela e os dois acusados andando na Niemeyer e o laudo cadavérico não encontrou vestígios de droga no organismo da garota e ponto final, não há mais discussão possível a partir disso. E mais, numa época em que empresários figurões tinham ligações promíscuas com o regime militar e abafavam na base dos conchavos as investigações. O pai do Michel comprou tudo quanto foi policial que pôde para que facilitassem a sua fuga e os próprios advogados contratados inicialmente desistiram do caso por não verem sustentação na versão que o Michel apresentou em sua defesa. Vai chupar cano de revólver, bichona!

Claudio Rezenha disse...

Eu só gostaria de saber se esses caras conseguem dormir!