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segunda-feira, dezembro 23, 2013

Sábado alucinante no Bar do Jacó


No último sábado, 21, foi realizado o 1º Torneio de Dominó da Banda do Caxuxa, no Bar do Jacó, exclusivo para duplas profissionais inscritas na Federação Internacional de Dominó (FID), com sede na Flórida (EUA).

Como 99,9999% dos jogadores de dominó de Manaus são amadores, apenas oito duplas participaram do evento, com premiação para as duas melhores duplas e a Taça Godô, para a dupla de pior desempenho, e disputas na série “melhor de três”.

Para quem não se lembra, Godô era um antigo campeão de pedestrianismo (não é pederastismo, revisão!) que disputava a Corrida Pedestre Henrique Archer Pinto e sempre chegava no último lugar, independente das circunstâncias.


Eu e o blogueiro José Garcia Pávulo, atuais campeões intercontinentais da modalidade, ficamos encarregados de registrar as partidas e resolver diplomaticamente as quizombas que porventura aparecessem durante o calor das disputas.

A regra era clara: só não valia dedo nos olhos, chutes no saco e ofender a mãe. De resto, valia tudo – incluindo a linguagem brasileira de sinais (libras) para comunicação entre os parceiros.



A disputa só começou depois que Luiz Lobão, atual presidenta da Banda do Caxuxa, promotora do evento, conferiu pessoalmente a temperatura das cervejas a serem servidas (devem estar entre 2ºC e 5 ºC, caso contrário podem prejudicar a performance dos atletas) e autorizou o início da disputa.


Na primeira partida, se enfrentaram Giovani Gigio e Abílio Viagra, atuais campeões do bairro de São Francisco, e Vlademir Brother e Marlon Kurubo, atuais campeões da Terra Indígena do Vale do Javari.

Careca Selvagem foi o juiz, auxiliado pelo bandeirinha Juarezinho.

Os índios canibais comeram os brancos mauricinhos pelas beiradas: 2 a 1.


Na segunda partida, se enfrentaram Argemiro Caju e Juarez Tavares, atuais campeões do Polo Urbanitário-Naval, e Careca Selvagem e Val Wilkens, atuais campeões da Torcida Jovem Flu.

Gigio Bandeira foi o juiz, auxiliado pelo bandeirinha Vladimir Brother.

Os urbanitários ganharam dos tricolores de 2 a 1 e, como soe acontecer nos últimos anos em qualquer modalidade, os tricolores apelaram para o “tapetão”, argumentando que Juarezinho havia comprado os organizadores com 500 bolinhos de bacalhau.



A tese não prosperou porque foi provado categoricamente que os organizadores havia comprado seus petiscos (queijo coalho, quibes e pastéis) na feira livre da Cachoeirinha e pago de seus próprios bolsos.


Na terceira partida, se enfrentaram Áureo Petita e Ademir Manguaça, atuais campeões amadores do Bar do Neguinho, um reduto de pés-inchados na Média Cachoeirinha, e Vicente Caucaia e Irineu Kulina, atuais campeões da Terra Indígena Vale do Juruá.

Val Wilkens foi o juiz, mas o jogo era tão fraco que nem teve bandeirinha.

Os índios canibais fizeram barba-e-cabelo nos pés-inchados, aplicando dois sonoros capotes e encerrando o match em 2 a 0.


Áureo e Ademir receberam imediatamente a Taça Godô, já que seria humanamente impossível outra dupla pegar dois capotes seguidos em virtude do alto nível da competição.

Na quarta partida, José Alfredo e Jones Cunha, atuais campeões do Boteco da Lió, enfrentariam Nando Lésbico e Antônio Marreta, atuais campeões da Tinturaria Comercial, mas ao saberem quem seriam os adversários, Nando e Marreta foram acometidos de uma diarreia-de-chicote e não compareceram ao evento.

A organização resolveu que a dupla Zé Alfredo-Jones Cunha havia ganhado de W.O.



Houve protestos, pescoções, puxões de cabelos e tentativa de virar a mesa com a inclusão da dupla Odivaldo Guerra-Mário Almeida, campeões do Bar Balalaika nos anos 50, no lugar dos cagões ausentes, mas a organização manteve as regras do jogo: faltou, se fudeu!


Na primeira semifinal, Argemiro e Juarez derrotaram Brother e Marlon por 2 a 1, e os perdedores só foram terminar de discutir na Delegacia das Mulheres, lá no Parque Dez.


Na segunda semifinal, Zé-Alfredo e Jones derrotaram Irineu e Vicente por 2 a 1.

Houve novos protestos, porque Vicente também pediu pra cagar e foi substituído às pressas por Hilário Marreiro, mas a organização manteve o resultado da partida.


Com princípio de coma pré-alcóolica, Zé Garcia Pávulo foi substituído na organização por Dona Nair, que se limitou a pedir calma e bolinhos de bacalhau aos presentes.


Na grande final, entre Argemiro e Juarez e Zé Alfredo e Jones Cunha, os ânimos estavam bastante exaltados, em parte por conta das cinco grades de cerveja já detonadas, em parte porque ninguém aguentava mais ouvir Reginaldo Rossi tocando no volume máximo desde as quatro horas da tarde (já passava de 10 horas da noite).

Na primeira partida, Argemiro-Juarez aplicaram um capote de 95 pontos na dupla Jones-Zé Alfredo.

Na segunda partida, Jones-Zé Alfredo aplicaram um capote de 45 pontos na dupla Argemiro-Juarez.

A terceira partida foi uma briga de foice no escuro, mas terminou com a vitória de Argemiro-Juarez por míseros cinco pontos (235-230).


A dupla vencedora vai representar o Amazonas no Campeonato Mundial de Dominó 2014, que será realizado em São Paulo, em junho.

O Brasil ainda não é uma potência na modalidade. No último mundial, disputado na Costa Rica, Celso Aguiar, de 55 anos conseguiu a melhor colocação, o 36º lugar.

Vamos torcer para Argemiro-Juarez fazerem bonito.

Com exceção do ambulante Chico Risadinha, que tentou roubar as taças para vender no Bodozal da Maués, e do Nego Walter, que ficou pra lá de Alá, não foram registrados nenhum incidentes.

Na próxima sexta-feira, tem repeteco da zoeira no Sollarium Eventos, com a Festa dos Melhores do Ânus da Velha Caxuxa.

Mulher bonita não paga, mas também não entra!

Abaixo, mais alguns flashes da fuzarca:







































Um comentário:

Dario Alves disse...

...eita...mocada..porreta...!!!! Simas e Simão , assim que tiver uma folga vou dar uma chegada na rea e tomar umas geladas....de as cordenadas desse buteco....