Pesquisar este blog

domingo, junho 19, 2011

Aula 43 do Curso Intensivo de Rock: Led Zeppelin


Mas vamos voltar um pouco ao início da década de 60.

Entre 61 e 63, o único contato que um estudante de Belas Artes, chamado Jimmy Page, mantinha com o rock era uma jam session que ele realizava regularmente com amigos (um deles era Jeff Beck).

Certa noite, o produtor Mike Leander estava na platéia quando Page começou um de seus solos incríveis.

Depois de ouvir Page estraçalhar o instrumento, o sujeito correu aos bastidores e o convidou para tocar numa gravação.

Page aceitou e o resultado, “Diamonds”, escalou imediatamente o primeiro lugar das paradas britânicas.

A música deu fama instantânea a Page e de repente começaram a chover convites de bandas querendo contar com sua guitarra.

Jimmy sabia que não era nenhum menino prodígio e que o seu talento musical vinha de um feeling natural, principalmente em relação ao blues.

Foi quando então teve a boa idéia de abandonar os cavaletes e a pintura para mergulhar de cabeça em cursos de aperfeiçoamento musical.

Durante os anos seguintes, Page andou assinando participações nos trabalhos de centenas de bandas.

Ele tocou jazz, rock, blues, gravou jingles, fez trilhas de filmes, escreveu partes de guitarra para músicas dos Kinks, do Who e do Them (banda de Van Morrison) e até gravou um single chamado “She Just Satisfies”.

Era 1965, os Beatles e os Stones eram os reis da cocada preta na Inglaterra, mas Jimmy Page não estava se dando tão mal assim.

Quando Andrew Loog Oldham, empresário dos Stones, criou seu próprio selo, “Immediate”, Page foi logo convidado para tocar em uma série de discos de blues com nada menos que Eric Clapton.


Os dois viraram grandes amigos ao longo do projeto, já que eram visceralmente ligados em blues.

No ano seguinte, Page nada mais fazia além de andar babando o ovo de Eric Clapton e tietar os seus amigos músicos que tocavam nos Yardbirds.

Page achava os caras simplesmente demais porque eles tocavam blues com uma ferocidade pré-metal, uma extravagância com que ele sempre sonhara.

Mesmo tocando com a banda em jams, Page, por respeito ao seu amigo Eric, não entrou nos Yardbirds quando lhe chamaram para substituir o famoso guitarrista que abandonara o grupo.

Ele tinha medo de Clapton pensar que ele estivesse armando alguma sacanagem pelas costas para ocupar o seu lugar e preferia perder um emprego a perder um grande amigo.

Por causa disso, Page lhes indicou um guitarrista semidesconhecido, seu velho chapa Jeff Beck.

A banda aceitou sua sugestão, Beck topou e os Yardbirds tiveram vários hits internacionais.

Page chegou a tocar baixo nos Yardbirds, mesmo não tendo experiência com o instrumento.

Mas Beck, que apesar de ser um gênio na guitarra também era completamente irresponsável, começou a bagunçar o coreto da banda.


Beck dava a impressão de que estava se divertindo demais para se concentrar na música, e Page se encontrou no lugar de guitarrista principal uma noite em São Francisco em 1966, diante de centenas de hippies invocadões.

Enquanto Beck, de ressaca, deprimido e completamente travado, só assistia da beira do palco, Page colocava fogo na platéia e botava a malucada pra viajar.

O show foi um sucesso impagável e, a partir daí, a dupla de guitarristas (Page/Beck) passou a ser a grande sensação dos Yardbirds com suas disputas de solos triloucos.

O diabo é que Jeff Beck continuava mantendo seu estilo desencanado de “não estou nem aí”, e, depois de muitas aporrinhações pela ausência do músico nos ensaios, a banda teve de tirá-lo do circuito, confirmando Page como único guitar-leader.

Como, musicalmente, era o mais experiente da banda, logo Page virou o “dono” do grupo.

Depois de outra turnê mundial muito proveitosa, a banda se separou no verão de 68.


Keith Reff e o baterista Jim McCarty formaram o Renaissance, uma banda de folk rock, e Chris Dreja embarcou em uma carreira fotográfica.

Ou seja, os integrantes originais dos Yardbirds tiraram a escada e deixaram Jimmy Page com a brocha de pintura na mão.

Com dezenas de contratos a cumprir, o guitarrista teve que procurar novos músicos.

Uma noite, Page fazia a guitarra num arranjo de um baixista chamado John Paul Jones para a composição “Hurdy Gurdy Man”, de Donovan.

Jones disse a Page que estava pensando sobre um convite do vocalista Terry Reid para tocar em sua banda.

Depois disse que tinha ouvido falar que Page pensava em formar uma nova banda – e talvez chamá-la de New Yardbirds – ou talvez começar com um novo nome.

E, por fim, disse que gostaria de entrar nessa nova banda para pegar experiência.

Jimmy Page disse que ia pensar no assunto.


Robert Plant já havia estado numa banda com John Bonham, seu amigo de infância, antes de, em 66, mergulhar na febre hippie, devorando tudo que encontrava naquela época das bandas que surgiram em São Fracisco.

A banda, chamada Crawling Kingsnakes, não tocava nada além de blues.

Quando eles se separaram, Plant começou a cantar e passar fome em várias bandas influenciadas pelo blues, até que ele e Bonham decidiram formar a efêmera Band of Joy.

Pena que ninquém estivesse ouvindo porque o grupo era muito bom.

Alexis Korner assistiu a apresentação da banda, numa noite, pouco antes do grupo se desfazer, e ficou muito impressionado com seu líder.

Os dois fizeram amizade rapidamente e, assim que Robert ficou livre, os dois se tornaram parceiros, dedicando-se a compor, ouvir e tocar soul music, na linha dos hits da Motown.

Plant e Korner tocaram juntos por quase um ano, antes de ir cada um pro seu lado.

O tempo todo Plant manteve os olhos abertos para outros projetos alternativos.

Quase assinou um contrato com um selo inglês, devido ao sucesso de Joe Cocker e do Procol Harum, mas não aconteceu.

Quase começou a trabalhar com um grande empresário, Tony Secunda, que tinha se dado muito bem com o The Move (a banda de Jeff Lynne antes da Eletric Light Orchestra), mas também não aconteceu.

Plant continuava a cantar blues e soul numa série de bandas anônimas, a passar fome como muita gente boa e a ficar de olhos bem abertos pra ver se achava um emprego melhor.

Não teve que esperar muito tempo.


Page e Jones já tinham decidido formar uma banda.

Pediram para Terry Reid cantar.

Ele não podia, mas sugeriu um cabeludo esquisito que cantava em uma banda chamada Hobstweedle.

Page e Jones foram ver uma apresentação do grupo, gostaram de Plant e pediram para ele entrar na banda que estavam criando.

Robert Plant sugeriu John Bonham para ser o baterista.

O resto já faz parte da história.

O engenheiro aeronáutico alemão Ferdinand Von Zeppelin (1838-1917) construiu durante a sua vida quase cem balões motorizados, que foram fartamente utilizados na Segunda Guerra Mundial.

Tanto que seu sobrenome passou a designar este tipo de dirigível enorme, em forma de charuto.

Mas nem poderia imaginar que, mais de meio século após a sua morte, ele também denominaria uma das bandas de rock mais importantes de todos os tempos.

Por sugestão de Keith Moon (um amigo da turma que tocava bateria no grupo The Who, lembram?), eles adotaram o nome Led Zeppelin (“zepelim de chumbo”) que, à maneira da banda americana Iron Butterfly (“borboleta de ferro”), era pesado, mas voava.


O que se seguiu foi uma das mais importantes ascensões da história do rock’n’roll.

Partindo de riffs de heavy blues e incorporando elementos do folk inglês em sofisticados arranjos guitarrísticos, Page criou um estilo único, largamente imitado (gente como Eddie Van Halen, Slash e Lenny Kravitz que o digam), mas nunca superado.

Ao mesmo tempo, o baixo potente de Jones (que também se esmerava nos teclados) caía como uma luva para a detonação impingida pela bateria de Bonham, talvez a mais pesada que se tenha notícia.

Para completar, a voz de Plant – aguda, mas máscula – evocava mitos celtas e lendas britânicas em parcerias com Jimmy que se tornaram clássicas.

O disco de estréia, simplesmente intitulado “Led Zeppelin”, saiu em janeiro de 69.

Com um som revolucionário para a época, o Led Zeppelin estabeleceu a maneira de gravar o som pesado, que nasceu com eles e dura até os dias de hoje.

As guitarras ensandecidas de Jimmy Page e John Paul Jones, os vocais rasgados de Robert Plant e a cadência segura de John Bonham construíram com perfeição a transição do hard rock para o heavy e influenciaram músicos do mundo inteiro.

Temas como “Good Times, Bad Times”, “Comunication Breakdown” e a épica “Dazed And Confused” começaram tudo que hoje se faz em termos de música pesada no planeta.

Na base, é puro rock’n’roll, entre Elvis e Little Richard, que alcança por vezes uma dimensão wagneriana, somando com as distorções do rock psicodélico tipo Jimi Hendrix e a grandiosidade do rock progressivo.

Antes que “Led Zeppelin II” fosse lançado em outubro de 69, o grupo já estava em sua quarta turnê americana.

Contra a vontade dos músicos, a faixa “Wholle Lotta Love” foi reduzida dos originais 5’30” para 3’30” e se tornou o primeiro sucesso comercial da banda, marcando a presença de um dos riffs mais conhecidos da história do rock.


Os críticos agora usavam o termo “heavy metal” (“metal pesado”), criado pelo escritor beat Williams Burroughs, para se referir ao som do grupo.

Burroughs tentava explicar o fascínio que sentia pelo Led Zeppelin nos seguintes termos: “O show do Led Zeppelin depende grandemente do volume, da repetição e da bateria. Guarda certa semelhança com a música hipnótica encontrada no Marrocos, que é mágica em sua origem e finalidade – ou seja, preocupada com a evocação e o controle de forças espirituais. No Marrocos, músicos são também feiticeiros. A música dos gnanoua é dirigida a expulsar espíritos malignos. A músicas dos joujouka evoca o Deus Pã, o Deus Pã do pânico, representando as verdadeiras forças mágicas que limpam o que é espúrio. É para ser lembrado que a origem de todas as artes – música, pintura e literatura – é mágica e evocativa. E essa mágica é sempre usada para obter um resultado definido. No espetáculo do Led Zeppelin, o resultado almejado parece ser a criação de energia nos músicos e na platéia. Para que essa mágica tenha sucesso, é preciso recorrer a fontes de energia mágicas, e isso pode ser perigoso”.

O certo é que o Led Zeppelin revitalizou o blues, se alimentou do rhythm & blues dos anos 50 e fez uma releitura do soul de Sam Cooke e Otis Redding (mais para o som Stax do que da Motown).

O grupo também foi pioneiro ao incorporar em sua alquimia sonora algumas influências étnicas, principalmente das tradições musicais árabes e indianas, do reggae jamaicano ao folk de raiz, da música medieval ao funk do Harlem.

Isso tudo temperado pela cozinha bate-estaca de John Bonham, o batera mais tipicamente heavy da história do rock.


Para muitos críticos foi John “Bonzo” Bonham (morto em setembro de 1980, aos 32 anos, após beber quarenta doses seguidas de vodka em 12 horas e ter se asfixiado depois de inalar o próprio vômito enquanto dormia) que desenhou e difundiu um estilo único de tocar bateria conferindo ao Led Zeppelin a mística de banda mais pesada do planeta em todos os tempos.

Já estabelecidos como a maior banda de heavy metal do planeta, o grupo não precisava mais provar nada pra ninguém.

Mas Jimmy Page tinha uma dívida consigo mesmo.

A imagem de banda pauleira o incomodava demais.

Seus colegas também não dormiam bem com a idéia.

“Era uma coisa de jornalismo burro, escroto mesmo”, cuspiu Robert Plant, numa entrevista para a Rolling Stone. “E sabe o que foi a melhor coisa que fizemos para nos livrar disso? Led Zeppelin III, um disco radicalmente diferente do que se esperava”.


Jimmy Page resolveu descansar sua Les Paul 59, trocando-a por violões Harmony e Martin na maioria das faixas.

Mas, muito além de simplesmente explorar o lado acústico da banda, o álbum revelou seus novos horizontes.

“Friends” usava escalas orientais. “Gallow’s Pole” cavucava as raízes celtas. “Tangerine” tinha inspiração country.

A mudança só foi possível graças a uma paradinha estratégica.

Depois de dois anos de intermináveis excursões e, conseqüentemente, rios de goró e toneladas de tietes, o Led deu uma limpada no carburador se isolando em um bucólico sítio no país de Gales, Bron-Y-Aur.

Naquele ambiente árcade, os cabeludos contiveram seus impulsos barulhentos e se entregaram aos nobres raptos do folk.

“Na época, acharam que era suicídio comercial”, lembrou Robert Plant.

Quanta estupidez!

Difícil não se contagiar pela alegria de “Bron-Y-Aur Stomp” ou pela eletrizante slide de “Halls Off To (Roy) Harper”.

Impossível não acreditar no fascínio de obras-primas da canção como “Tangerine” e “That’s The Way”.

E não era só isso não.

Os rocks da safra do terceiro álbum, poucos e bons, são todos inesquecíveis.

A começar pelo que abre o disco, “Immigrant Song”, saga viking de pilhagens e estupros imaginada por Plant.

“Celebration Day” tem Page infernal, acompanhando o banho de euforia de vocais: “Ma-ma-ma, I’m so happy!”

E, claro, “Out On The Tiles” (expressão que faz referência às noitadas ultramegaetílicas de John Bonham), um groove chumbado que é tudo que Lenny Kravitz nunca vai conseguir fazer.

Nada disso, porém, se compara ao derramamento de sangue, suor e lágrimas promovido pelo bluesão (não-ortodoxo, no que tange aos doze compassos) fundo-de-poço “Since I’ve Been Loving You”.

Sete minutos de êxtase, gravados ao vivo no estúdio (John Paul Jones fez o baixo nos pedais do órgão).

Para muitos, o momento mais emocionante do Led Zeppelin.

Quando Robert Plant canta: “Can’t you hear me? Can’t you hear me?” (“Você pode me ouvir? Você pode me escutar?”), parece que o céu vai desabar.

Ilusão pura. Nesta hora, o ouvinte é que está lá em cima, nas alturas.


O quarto álbum do grupo é considerado a obra-prima do Led, com “Black Dog”, “Rock And Roll”, “The Battle Of Evermore” e o sucesso maior, “Stairway To Heaven”.

Ou seja, apresenta o leve e o pesado juntos, mostrando o mágico equilíbrio do som da banda.

A balada “Stairway To Heaven”, o carro-chefe do disco, incomodou tanto a Igreja Batista do Sul dos Estados Unidos, que esta passou a difamar a canção dizendo que ela ocultava mensagens satânicas.

Dava a maior mão-de-obra escutar essas mensagens: “Stairway” tinha de ser tocada em velocidade mais lenta ou ao contrário para se ouvir – com um pouco de imaginação – frases como “Here’s To My Sweet Satan” e “I Live For Satan”.

Mas Eddie Kramer, produtor e técnico de som que trabalhou em quatro álbuns da banda, diz que esse papo de satanismo é ridículo e insiste que o Led jamais gravou qualquer mensagem secreta em seus discos: “Por que eles gastariam tanto dinheiro e tempo de estúdio para fazer algo tão estúpido?”

Deixando a paranóia religiosa de lado, “Stairway To Heaven” reflete o que Robert Plant estava lendo na época.

O parceiro de Jimmy Page cita o livro “Magic Arts in Celtic Britain”, de Lewis Spence, como uma das fontes para a letra da canção, que narra a busca da perfeição espiritual por uma heroína celta que lembra muita a lendária Fada Morgana (na letra, ela é a “Rainha de Maio”, mês que marca o início da primavera).

Repleta de imagens pagãs, “Stairway” parece um convite ao culto dos deuses antigos.

Lançada em novembro de 1971, no quarto álbum da banda (que não tinha título, mas, entre outros nomes, ficou conhecido como “Zoso” por causa dos quatro símbolos esotéricos na capa), a música “Stairway To Heaven” foi devagar assumindo proporções litúrgicas até se estabelecer como um verdadeiro hino espiritual da juventude.

Nos Estados Unidos, as rádios costumavam receber pedidos para que a música fosse tocada num determinado horário para coincidir com o funeral de alguma adolescente.

Até hoje, passados mais de trinta anos, e apesar da perseguição movida por fanáticos religiosos, “Stairway To Heaven” continua sendo uma das melhores canções de rock de todos os tempos.

Nesta altura do campeonato, o Led Zeppelin era o grupo mais conhecido do mundo, quebrando recordes e mais recordes em vendas de disco (curioso notar que, apesar dos milhões de cópias vendidas, eles sempre foram caracterizados como uma “banda de álbuns”, nunca obtendo um single de sucesso) e em excursões monstruosas.


O grupo atinge o seu apogeu a partir do álbum “Houses Of The Holy” (1973), representado pelos riffs frenéticos de “The Song Remains The Same”, pela melodia glacial de “No Quarter” e pelo rock-roots reggae “D’ye M’ake” (a pronúncia inglesa de Jamaica, pátria de Bob Marley).

Dois anos depois, a banda estava levando às últimas conseqüências a potência monolítica, porém filigranda, que sempre foi o segredo e o veneno da banda, com o majestoso “Physical Grafitti”.

Sobrepondo guitarras e guitarras com timbres tratados diferentemente, o Led Zeppelin criou um turbilhão wagneriano que atinge o gozo final nos três tours-de-force monumentais do álbum.

As faixas “Kashmir” e “In The Light” atacam escalas orientais com performances demolidoras dos exagerados Plant e Bonham, contrabalançadas pela finesse climática de John Paul Jones no baixo e – principalmente nessas duas faixas – nos teclados.

A terceira faixa, “In My Time Of Dyng”, era um belo spirituals recuperado por Bob Dylan.

Era, porque a bordo do “zeppelin de chumbo” se transforma numa exaltação simultânea, ente heróica e debochada, com o histriônico Plant implorando aos berros pela presença de Jesus e do Arcanjo Gabriel.

Paroxismo é isso aí, principalmente para uma garganta acostumada a simular orgasmos múltiplos.

Junto a rocks concisos e musculosos como “Custard Pie” e “Tampled Underfoot”, não precisava de mais nada.

Mas aí o grupo resolveu acoplar sobras dos LPs anteriores – algumas, meras jams –, transformando “Physical Grafitti” num álbum duplo que não tem sequer um sulco supérfluo.


A saga do quarteto foi devidamente resumida para a nova geração pelas coletâneas “Early Days – The Best of Led Zeppelin Volume One” e “Latter Days – The Best of Led Zeppelin Volume Two”, ambas lançadas em 2001 pela Atlantic/Warner, com o repertório selecionado pelo próprio Page.

O segundo disco capta o apogeu da banda, a partir de duas faixas do álbum “Houses Of The Holy”, segue sua trajetória de glórias com quatro faixas retiradas de “Physical Graffiti”, e, na seqüência, com duas faixas retiradas do álbum “Presence” (1976), que Plant gravou em uma cadeira de rodas, depois de ter quebrado a perna em um acidente automobilístico.

A levada psicótica de “Achilles Last Stand” (com sua enxurrada de riffs avassaladores por mais de dez minutos) e o peso de “Nobody’s Fault But Mine” dão uma boa geral daquele que é considerado o disco mais introspectivo do grupo.

Por fim, outro par de faixas do álbum “In Trough The Out Door” (1979), último disco de estúdio do grupo, por sinal, o mais fraco deles.

O que não tira o valor de “All My Love” (a faixa do Led Zeppelin de maior execução radiofônica) e “In The Evening”.

Depois disso, com a morte do baterista John Bonham, o grupo resolveu encerrar as atividades.


Page e Plant formaram o efêmero Honeydrippers, antes de partirem em suas respectivas carreiras-solo, assim como Jones.

Jimmy andou entrando em algumas roubadas (como quando formou o infeliz The Firm ou se associou ao mala do David Coverdale, ex-Deep Purple e cópia escarrada de Plant), antes de retornar a trabalhar em dupla com Robert no projeto No Quarter.

Isso fora algumas datas especiais, quando o trio remanescente se reuniu acompanhado na bateria por Phil Collins e Tony Thompson (em 1985, no Live Aid), além de Jason Bonham, filho do próprio John, em outras duas ocasiões.

Mas nenhum destes projetos conseguiu reviver a velha mística do grupo, expressa em reedições especiais como os “Remasters I e II”, ou a caixa “The Complete Studio Recordings”, para os fãs mais fissurados.

Porém, as compilações “Early Days” e “Latter Days” conseguem dar uma boa resumida na importância do grupo.

E com uma vantagem nesta última: a faixa “Kashmir” também se apresenta no CD, acompanhada do vídeo feito para a canção. Um luxo só.

2 comentários:

Anônimo disse...

ESSA É A MELHOR BANDA QUE EXISTIU E EXISTIRÁ NO PLANETA TERRA... ! NÃO HÁ DÚVIDA SOBRE ISSO !

Claudia Letícia disse...

No começo dos anos 80 ainda se mencionava o Led Zeppelin como criadores do Heavy Metal.

Eles ajudaram a materializar o heavy metal na Terra.