domingo, agosto 23, 2015

As curvas da perdição masculina


Meu caro leitor, se você não passou os seus últimos 40 anos enjaulado em uma estação de pesquisas na Antártida para observar o acasalamento dos pinguins imperiais, então, já deve ter ouvido falar que brasileiro gosta muito de bunda. Não é nenhuma novidade, claro, e não sei qual é o motivo de tanta surpresa. Afinal, quem é que não gosta de bunda? Não vá me dizer que tem um tipo de homem, lá do Manchúria ou das ilhas da Polinésia, que não gosta tanto assim?...

A bunda é a suprema manifestação da sexualidade. Na sua forma perfeitamente arredondada e na sua projeção sútil e arrebitada estão guardados os melhores sonhos masculinos. O prazer de possuir aquele pedaço de carne, em toda a sua plenitude, é o ponto mais alto do desejo masculino. Não apenas de possuir. De ver, admirar, observar, tocar, cheirar, morder e beijar.

Por que tanto assim?, me indaga a garota, ela mesma com caprichosos e suculentos glúteos. Ora, por que?... A pergunta não é boa e a resposta não pode ser melhor. Porque sim. Mas, por mais que tivesse explicações inteligentes, a garota não mudaria o seu comportamento. Sim, ela sabe que os homens enlouquecem com bundas em geral e, particularmente, com a dela, já que a tem bela e bem dotada.

Por isso, todos os dias, sem exceção, a garota se veste pensando em valorizar seu mais valioso pertence. A calça jeans dá formato arrebitado e consistente. Boa para situações diurnas, incluindo o trabalho. A saia curta revela formas e inspira a imaginação. Boa para as baladas. O shortinho promete surpresas e gestos ousados. Bom para os passeios no parque e na praça.

E assim a garota vai tecendo sua própria política do bumbum, como safadamente denomina e me revela. Não, ela não está se oferecendo. Ela não precisa expor suas qualidades para ganhar adeptos. Mas ela quer, sim, enlouquecer os homens, atiçar a imaginação dos incautos que observam aquele pedaço de pecado requebrar quando passa.

“Ela mexe com as cadeiras pra cá, ela mexe com as cadeiras pra lá. Ela mexe com o juízo do homem que vai trabalhar”, cantou Dorival Caymmi, explicando, com maestria essa questão.

Eu canto o trecho da música e a garota encerra o assunto, como se já tivesse revelado mais segredos do que deveria. E se afasta, mantendo longamente, em meu campo de visão, aquele pequeno, harmonioso e delicioso pedaço de puro tesão. Deus do céu, mas existe coisa mais linda do que aquilo? Não acredito...

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