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quarta-feira, novembro 05, 2008

Ozzy Osbourne recebe o prêmio de Lenda Viva


Ozzy Osbourne foi o grande destaque na noite de premiação do Classic Rock Awards, em Londres. O ex-vocalista do Black Sabath foi condecorado com o título de Lenda Viva no evento promovido pela revista Classic Rock. Ozzy recebeu o prêmio das mãos de Slash, guitarrista do Velvet Revolver.

- Ozzy Osbourne é um nome familiar para todo mundo e bandas como AC/DC, Led Zeppelin, Metallica e Guns N’ Roses estão mais presentes nas manchetes e capas do que nunca, quebrando recordes de vendas e liderando as paradas – disse Scott Rowley, editor da revista Classic Rock ao site Music Week.

Além dele, o Foo Fighters foi premiado como a Banda do Ano, enquanto o show de retorno do Led Zeppelin foi escolhido como o Evento do Ano. Syd Barret, falecido fundador do Pink Floyd, levou o prêmio Tommy Vance de Inspiração.

Elton John volta ao País para dois shows


Roberta Pennafort (AE)

Depois de 13 anos de espera, o público brasileiro voltará a ouvir os maiores sucessos de Elton John ao vivo. Os shows da turnê "Rocket man", que, desde o ano passado, já passou pela Europa, Ásia, Austrália, África e América do Norte, foram confirmados para os dias 17 de janeiro, no Anhembi, e 19, na Praça da Apoteose, no Rio. Sua única apresentação no Brasil tinha sido em 1995. A abertura será com James Blunt.

Os preços dos ingressos regulam com os dos concertos de Madonna, em dezembro: pista premium a R$ 550 e pista comum R$ 250. Carteirinhas de estudante são aceitas. Os ingressos para São Paulo começam a ser vendidos neste sábado; para o Rio, no domingo. Em ambos os dias, a partir das 22 horas, pelo site www.ingresso.com.br e o telefone 4007-1007 (ligação de qualquer cidade brasileira). O telefone funcionará 24 horas no fim de semana. A partir de segunda-feira, o horário será das 6 horas à meia-noite. Também haverá venda no Pacaembu, a partir de domingo, e no Maracanãzinho, a partir de segunda, à exceção dos dias de jogos.

Os fãs de Sir Elton podem esperar todos os clássicos de seus 40 anos de carreira, já que o show, de duas horas de duração, se baseia no álbum "Rocket Man - The definitive hits", lançado no ano passado. O provável repertório: "Bennie and the Jets","Crocodile rock","Your song", "Sorry seems to be the hardest word", "Goodbye yellow brick road", "Sacrifice", "Tinderbox", "Skyline pigeon", "Don't go breaking my heart", "Sad songs", "Philadelphia freedom", "Daniel", "I guess that's why they call it the blues", "Tiny dancer", "Don't let the sun go down on me", "I'm still standing".

Elton quase veio há cerca de dois anos, quando chegou a ser anunciado um show na Praia de Copacabana. Os aficionados ficaram decepcionados quando a apresentação foi desmentida. "A expectativa é muito grande. O show vai reunir pais e filhos, já que o público do Elton tem acima de 35 anos e o do James Blunt, mais garotada", diz Luiz Oscar Niemeyer, diretor-geral do projeto.

No Anhembi, são esperadas cerca de 30 mil pessoas; e na Apoteose, 35 mil. Niemeyer contou que optou pelo Sambódromo do Rio de Janeiro (criticado por conta de problemas com o som, verificados em grandes shows anteriores) por ser um lugar menor do que o Maracanã, e, portanto, com uma visão melhor do palco. Ele já realizou lá quatro edições do Hollywood Rock e um show de Eric Clapton. A Apoteose já viu também Pearl Jam, Roger Waters, Bon Jovi, Avril Lavigne e Robbie Williams.

Em 1995 - no Ibirapuera e no Estádio da Gávea - a abertura foi com Sheryl Crow. A opção pelo britânico James Blunt (primeiro lugar nas paradas nos EUA com o single "You're beautiful") foi do próprio Elton. Curiosamente, ele o desbancou ao se tornar o primeiro artista não-americano a conquistar a posição depois de "Candle in the wind", de 1997 (ano da morte da princesa Diana, amiga de Elton, a quem a música, originalmente para Marilyn Monroe, foi dedicada).

Além de "You're beautiful", Blunt vai cantar sucessos como "Same mistake" e "Carry you home" (as três músicas foram incluídas nas trilhas sonoras das últimas novelas das oito da TV Globo, sendo "Carry you home" o tema do personagem de José Mayer em "A favorita").

terça-feira, novembro 04, 2008

Road comics brasileiro





Claudio Yuge

Curitiba - Junte aí um pouquinho de road movie, ultraviolência em tom de humor negro, pitadas de cultura pop, design gráfico, traços rebuscados e dezenas de referências. Tudo isso está no quadrinho de Rafael Grampá, que exibe mais de sua ainda pequena, porém ruidosa, bibliografia na nona arte em Mesmo Delivery, lançamento da editora Desiderata.

Mesmo Delivery conta uma história simples: um motorista de caminhão brutamontes e seu companheiro magricela rodam com uma carga misteriosa quando, em uma parada num restaurante de beira de estrada, acabam arrumando confusão. O que se segue é uma pancadaria generalizada até o final da revista.

No entanto, o que chama mesmo a atenção é a maneira como isso tudo é contado, simples mas muito divertido. Os desenhos rococó de Grampá evocam o preciosismo a favor da vitalidade dos personagens, os detalhes em prol do dinamismo, os layouts são inspirados em uma canção rock'n'roll, como se o leitor estivesse ouvindo uma canção do Queens of Stone Age na frente de uma tevê exibindo um faroeste moderno. Robert Rodriguez ou Quentin Tarantino que o digam.

A narrativa, aliás, busca referências vintage, composições baseadas em seriados setentistas e em ilustrações japonesas, tudo bem colocado na página, resultado da experiência do rapaz como designer e diretor de arte em renomado estúdio paulista. Ação e reação, tempo e ângulo são dispostos de forma a sugerir a compreensão instintiva do leitor, superestimando a inteligência de quem acompanha a trama. Coisa rara no mercado mainstream desses dias, especialmente vindo da produção nacional.

O gaúcho Grampá, ainda jovem, demorou a perceber que, diferente da maioria, nasceu com o talento. E, depois de avisado, passou a produzir com mais frequência, desenvolver sua narrativa. Em Bang Bang mostrou o cartão de visitas, em 5 conquistou ao lado dos gêmeos Bá e Moon o Eisner Awards e agora, com Mesmo, já cravou seu nome entre os principais da nova geração de quadrinhistas brasileiros. Resta ao público esperar seus vindouros trabalhos, a edição 250 de Hellblazer, em parceria com o roteirista Brian Azzarello em conto especial de John Constantine; e a graphic novel Furry Water.

DIMENSÃO DC: LANTERNA VERDE

Os anéis energéticos verdes só podem ser utilizados por pessoas corajosas e com uma força de vontade acima da média. Já os amarelos são de seres capacitados a provocar muito medo. Ambos detêm forças cósmicas suficientes para criar construtos no limite da imaginação e são destinados apenas aos escolhidos por cada tropa.

E se chocam em uma batalha denominada Guerra dos Anéis, que estréia na nova revista da Panini Comics, Dimensão DC: Lanterna Verde, responsável por deflagrar o início da Crise Final, mais um grande evento para reformular o universo da DC Comics, editora de Superman, Batman, Mulher-Maravilha, entre outros.

A Tropa dos Lanternas Verdes é como se fosse uma polícia intergalática e tem entre seus membros quatro escolhidos terrestres, no setor 2184, ou seja, o nosso: o temperamental Guy Gardner, o sistemático John Stewart, o criativo Kyle Rainer e o teimoso Hal Jordan. O último costuma ser conhecido por desobedecer constantemente as ordens dos Guardiões do Universo e só é perdoado por sua bravura e o faro por encontrar confusão relevante em lugares onde menos esperam.

O que a Tropa dos Lanternas Verdes não sabia é que o espectro de cores de anéis é maior do que se podia imaginar. E a primeira das faixas a se manifestar é a amarela, liderada pelo ex-lanterna verde Sinestro. Começa então a batalha da força de vontade contra o medo, guerra que vai reverberar por todos os cantos do Universo DC.

A saga, uma das melhores da DC em muitos anos, foi elogiada pelos leitores e pela crítica por diversas razões, entre elas: o roteiro de Geoff Johns é autocontido nos títulos Green Lantern e Green Lantern Corps, reunidos em uma só revista no Brasi, pela Panini Comics, o que facilita o entendimento do confuso universo decenauta; os desenhos de Ivan Reis caíram como uma luva, o que rendeu ao brasileiro o título de melhor desenhista pela revista especializada Wizard; as histórias reinventaram o mito dos Lanternas, reformularam os vilões, introduziram elementos interessantes (como as diversas tropas de várias cores) e mostraram como cada um das centenas de integrantes da Tropa é completamente diferente um do outro.

O sucesso da mistura entre ação e ficção científica conquistou até mesmo os leitores que torciam o nariz para o Lanterna Verde da Era de Prata, Hal Jordan, e levou a direção da DC a pensar o futuro de seu universo a partir do título esmeralda. Tudo o que vai acontecer daqui pra frente tem ligação profunda com a revista Dimensão DC: Lanterna Verde e até mesmo o vindouro filme do herói tem influência dessa saga.

A primeira edição traz o nascimento da Tropa Sinestro e a formação de uma nova Tropa dos Lanternas Verdes liderada por Guy Gardner, John Stewart e Kyle Rainer. E, a melhor notícia, pode ser acompanhada por qualquer um que não tenha lido nada sobre o assunto nos últimos trinta anos. O que, atualmente, para a DC, já é um ótimo começo.

PREDADORES

A maioria das histórias de vampiros mostram esses seres notívagos em uma constante luta pela sobrevivência, seja para se alimentarem ou para viverem em relativa paz. Predadores, lançamento da Devir Livraria, acrescenta algo ao gênero: o roteirista Jean Dufaux e o ilustrador Enrico Marini contam como os humanos influenciaram no comportamento dos chupadores de sangue e vice-versa.

Tudo começa quando a voluptuosa tenente Vicky Lenore e seu fiel escudeiro, o detetive Benito Spiaggi, aprofundam-se na investigação de assassinatos misteriosos em série. A dupla começa a descobrir uma trama ainda mais complexa, com ares conspiratórios, enquanto os irmãos Camilla e Drago, dois predadores da noite, têm planos próprios nessa história toda. Os vampiros, não satisfeitos apenas em coexistirem com os humanos, querem mais poder.

O elaborado roteiro tem a assinatura de um escritor experiente, que já desenvolveu tramas dos mais diversos gêneros, do fantástico ao faroeste, e isso está explícito em como a narrativa segue o ritmo ditado por seu criador. Os desenhos de Enrico Marini são ricos em movimentos e a fácil fluência com que conta a história com belas ilustrações também chama a atenção, especialmente nas curvas das mulheres e na lascividade dos vampiros.

Marini compõe quadros que unem traços influenciados por europeus em ação típica dos norte-americanos, com coloração e arte-final semelhante aos dos japoneses. Essa arte globalizada permite que os quatro volumes de Predadores, apesar da densidade do texto e da trama, sejam também bastante acessíveis aos leitores mais jovens.

SANDMAN

Dizem que um raio nunca cai duas vezes no mesmo lugar. Neste caso, caiu... quatro. É a quarta edição da melhor história seriada de todos os tempos em solo tupiniquim: Sandman, de Neil Gaiman, reinicia no Brasil com produção a partir de sua versão Absolute, com um precinho mais camarada.

Sandman já havia sido publicada na íntegra nos anos 90, cheia de atrasos, pela editora Globo. Quase em 2000, teve uma outra edição inacabada pela então inexperiente Tudo em Quadrinhos, e finalmente recebeu tratamento de luxo em encadernados pela Conrad Editora, que encerrou a saga de Morpheus pela segunda vez no Brasil em agosto deste ano.

A Pixel Media agora traz mais uma vez a saga toda, desta vez com 17 volumes e três especiais. Diluir a versão Absolute (algo como uma versão do diretor, cheio de extras, nova coloração e tratamento especial sobre os originais) em mais edições faz parte da estratégia da editora de baratear seus encadernados, que terão menos páginas, entre 132 e 160, e formato menor. O valor, que nas luxuosas publicações da Conrad chegavam a R$ 70, cai para uma média de R$ 30.

O primeiro volume, já nas prateleiras, compila as quatro edições originais da saga, mais os extras, em Prelúdios & Noturnos, arco com impressão esgotada na Conrad Editora, que optou por publicá-lo com os oito números iniciais de Sandman. Ah, sim, do que se trata a série: bem, é uma história sobre sonhos, brigas familiares, mitologia, fantasia, horror gótico, magia, Shakespeare e, enfim, nós mesmos.

Solidariedade inspira nova obra de Saramago


A épica viagem do elefante Salomão nasceu na imaginação do escritor português José Saramago em 1999, mas só tomou forma como livro no ano passado, quando ele esteve entre a vida e a morte. "A viagem do elefante" chega hoje às livrarias, em lançamento da Companhia das Letras.

Os leitores terão tempo para saborear a nova obra até a chegada do autor ao Brasil, prevista para o final do mês, quando ele promoverá seu lançamento - no dia 27, Saramago participa de um encontro com seus adniradores no Sesc Pinheiros, em São Paulo. Na mesma ocasião, será homenageado pela Academia Brasileira de Letras, em cerimônia no Rio de Janeiro. E, finalmente, cederá objetos e manuscritos para uma exposição a ser aberta no Instituto Tomie Ohtake.

Uma celebração da vida do autor português mais lido no planeta. Meses atrás, o próprio Saramago não conseguia imaginar que faria o lançamento mundialmente do livro no Brasil. Ele sofreu uma grave doença respiratória, da qual temeu não escapar. "Escrevê-lo não foi um passeio ao campo: Saramago lançou-se a esta tarefa quando estava incubando uma doença que tardou meses a deixar-se identificar e que acabou por manifestar-se com uma virulência tal que nos fez temer pela sua vida. Ele próprio, no hospital, chegou a duvidar que pudesse terminar o livro", escreve Pilar del Río, com quem Saramago é casado.

O texto figura no blog do escritor , no qual ele vem registrando suas impressões a respeito da recepção do livro e também de "O ensaio sobre a cegueira", versão cinematográfica dirigida por Fernando Meirelles.

Pilar conta que, aos olhos do escritor, o livro de 262 páginas não lhe pareceu um romance, daí tratá-lo como conto. A história se baseia em um fato verídico, ocorrido em 1551, quando dom João III, então rei de Portugal, decidiu presentear o arquiduque da Áustria com um elefante indiano. Organizou-se, então, uma comitiva formada por homens e bois que acompanhou o animal de Lisboa até seu destino final, Viena. E, como quase ninguém conhecia um elefante, sua passagem por vilas e aldeias provocava festa e espanto.

A partir desse fato inusitado, Saramago utiliza seu tradicional humor e pregação humanista para mostrar a habitualmente difícil relação do homem entre si e também com os animais. Uma solidariedade compassiva, como já observou o escritor.

A idéia de "A viagem do elefante" surgiu quando Saramago visitou a Áustria, há quase dez anos, e almoçou, por acaso, em um restaurante de Salzburgo chamado "O Elefante". Na narrativa, Saramago uniu figuras históricas verdadeiras com personagem criados em sua imaginação. "Estas são pessoas que os membros desta caravana encontram na sua viagem e com quem partilham perplexidades, esforços e a harmoniosa alegria de um telhado sobre as suas cabeças", disse, em entrevista à imprensa espanhola.

Mesmo temendo não concluir o livro por causa do agravamento da doença, Saramago conta que não alterou a história original. "Os anos não passam em vão. Não foi um passeio no jardim. Algo do que vivi terá passado para o que escrevi. Mas, de qualquer forma, os elementos essenciais da história não mudaram", disse ele, revelando sua felicidade e alívio por ter concluído o trabalho.

"Escrevi os meus três últimos livros no mais deplorável estado de saúde, que não é de todo o mais favorável para idéias felizes. Prefiro dizer: se tens que escrever, escreverás." "Pode a literatura salvar a nossa vida?", pergunta o entrevistador. "Não como um medicamento, mas é uma das fontes mais ricas onde o espírito pode beber."

Objetos da era punk serão leiloados em Nova York


O punk está definitivamente chegando ao mainstream. De acordo com o site da Billboard, uma série de objetos ligados ao surgimento do movimento serão leiloados este mês, em Nova York.

Entre as relíquias, está um pôster de uma apresentação dos Ramones de 1976. Um flyer de uma casa noturna onde na mesma noite tocaram Sex Pistols, The Clash e Buzcooks também está no lote. No total, mais de 120 discos, fotos e outros objetos representativos do punk e do new wave serão colocados à venda.

O leilão está marcado para o dia 24 de novembro na Christie’s, tradicional casa do ramo. Eles esperam arrecadar entre 300 e seis mil dólares por cada ítem. Está será a primeira vez que a Christie’s leiloará objetos ligados à era punk.

Pet Shop Boys receberá homenagem no Brit Awards


O Pet Shop Boys será homenageado na próxima edição do Brit Awards, informaram os organizadores do evento nesta segunda-feira. A dupla receberá o prêmio de Contribuição de Destaque para a Música.

Para se ter uma idéia da importância do título, Paul McCartney foi distinguido com a honraria no ano passado. O Oasis também já recebeu o prêmio em outra oportunidade.

- Desde seu primeiro Brit Awards, há mais de 20 anos, Neil e Chris produziram uma obra fantástica, com músicas que foram a trilha sonora da vida de uma geração inteira - afirmou Ged Doherty, do comitê organizador do evento.

Desde que começaram a carreira, em meados da década de 80, a dupla já emplacou quatro músicas no topo das paradas britânicas e 22 músicas entre as 10 mais bem colocadas. A cerimônia do Brit Awards acontece no dia 18 de fevereiro de 2009, em Londres.

Festival Hútus começa hoje no Rio


A partir de hoje, terça-feira, começa a nona edição do Festival Hútus no Rio de Jeneiro. A cidade será palco da cultura hip-hop e rappers, DJs, grafiteiros, rimadores e b-boys vão estar presentes pelas ruas do Rio até dia 29 de novembro, mostrando criações artísticas das favelas do Rio.

Segundo o G1, a abertura simbólica será em Manguinhos, no subúrbio do Rio e contará com a presença do ministro da Igualdade Racial, Edson Santos.

O festival conta com apresentações de artistas independentes. O Circo Voador, na Lapa, será o palco para o Rap Festival nos dias 28 e 29 de novembro. A produção do evento equilibrou as apresentações diárias, alternando artistas nacionais e internacionais, como Mustafa Yoda, da Argentina, e o grupo Zaturno, do Chile.

Outra parte da programação do Hutúz estará em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Centro, com seminários nos dias 13, 20 e 27. Convidados irão discutir assuntos importantes para os cenários artístico, esportivo e social brasileiro, tendo como ponto de partida o hip-hop.

Franz Ferdinand faz concurso de remixes de single


A banda escocesa Franz Ferdinand acaba de lançar um concurso inusitado. Segundo o site da revista inglesa New Musical Express, a banda quer que seus fãs enviem remixes de Ulysses, primeiro single de Tonight: Franz Ferdinand, próximo álbum do grupo.

Os interessados deverão comprar os arquivos em áudio com as gravações separadas de cada instrumento no site Beatport.com. Depois de criar o remix, o usuário deve fazer o upload do arquivo já pronto no mesmo site.

Os remixes vencedores serão lançados online juntamente com o próprio single no dia 19 de janeiro. Tonight: Franz Ferdinand, terceiro disco da banda, será lançado oficialmente uma semana depois, dia 26 de janeiro.

sábado, novembro 01, 2008

A quizumba do Chico da Silva em Belém do Pará


Formado em arquitetura pela Universidade Federal do Pará, o petista Edmilson Rodrigues (aí ao lado do cartunista Luciano Meskyta, dono de um inconfundível cavanhaque cafa) foi eleito deputado estadual do Pará em 1986 e reelegeu-se em 1990.

Em 1996, ele venceu a eleição para a Prefeitura de Belém usando como jingle de campanha a música “Vermelho”, de Chico da Silva (“A cor do meu batuque tem o toque e tem o som da minha voz / Vermelho, vermelhaço, vermelhusco, vermelhante, vermelhão / O velho comunista se aliançou ao rubro do rubor do meu amor / O brilho do meu canto tem o tom e a expressão da minha cor”).

Alertado pelo compositor paraense Nilson Chaves de que deveria cobrar direitos autorais pela utilização da música, Chico da Silva embarcou para Belém no início de agosto de 1996. Durante dois meses, o compositor parintinense tentou, sem sucesso, ser recebido pelos dirigentes petistas.

Acabou retornando para Manaus sem um tostão no bolso e se sentindo um tremendo otário, pelo mico que pagou na capital paraense. A música continuou sendo usada como jingle do PT pelos quatros anos seguintes.

Na campanha da reeleição de Edmilson, em 2000, Chico da Silva resolveu colocar os pingos nos is. Ele enviou uma procuração para o também compositor parintinense Pedrinho Ribeiro, que estava morando em Belém, lhe dando plenos poderes para entrar com uma representação criminal contra o PT, por violação dos direitos autorais.

Durante três meses, Pedrinho tentou chegar a um acordo com os dirigentes petistas, mas só conseguia ser recebido por pessoas do quinto escalão, que não tinham nenhum poder decisório.

Disposto a abandonar a via diplomática e partir para a ignorância, Pedrinho deu um telefonema para Chico da Silva, que soou como um ultimato:

– Olha, compadre, os caras tão jogando duro. A única solução é você vir aqui e colocar a boca no trombone. Tem um candidato da oposição que paga até 10 mil reais para você aparecer no horário político dele dando um ralho no Edmilson. No meio artístico, todo mundo já sabe da história e acham que o PT está te sacaneando. Vem logo pra Belém ou você vai dançar de novo!...

Uma semana antes da eleição toca o telefone celular de Pedrinho, que estava caçando lebres nas quebradas de Ananindeua.

– Alô? Pedrinho Ribeiro? Aqui é Chico da Silva. Já estou na área, compadre! Acabei de chegar em Belém! – avisou o compositor.

– Onde é que você está, para que eu possa te pegar?... – pergunta Pedrinho.

– Você sabe onde fica o Hilton?... – questiona Chico, caprichando na pronúncia britânica do hotel mais famoso (e caro) da cidade.

– Sei, claro que sei! – garante Pedrinho, já começando a achar que Chico da Silva estava indo com muita sede ao pote.

– Pois eu estou atrás do Hilton, na Pensão Sete Sete! – anunciou Chico da Silva, sem deixar de acentuar a pronúncia britânica do hotel.

(Pra quem não conhece Belém, atrás do Hilton fica a zona do baixo meretrício da capital paraense. São pensões e hotéis de alta rotatividade, com diária de R$ 10 e troca de lençóis da cama a cada quinze dias. O renomado compositor parintinense, realmente, não estava em boa situação financeira...)

Meia hora depois Pedrinho estaciona o seu Fiat Prêmio caindo aos pedaços na Pensão 77. Chico da Silva entrou no carro e já ficou meio cabreiro, porque a porta do passageiro não fechava:

– Porra, meu procurador, esse carango aqui está pedindo pra ir pro ferro velho... Vamos botar pra cima dos caras do PT e levantar um troco para dar uma arrumadinha nessa porcaria, tá certo?...

Pedrinho concordou. Os dirigentes do PT, não. Eles continuaram dando “barrigadas” nos dois músicos. Como a eleição era no domingo, Pedrinho tentou a última cartada. Convenceu Chico da Silva a peitar o prefeito no último comício da campanha, que seria realizado na quinta-feira, numa invasão na periferia de Belém.

Chico não se fez de rogado. Na hora em que Edmilson chegou ao local e começou a beijar crianças, antes de subir no palanque, Chico driblou os seguranças, deu uma “gravata” no prefeito e contou seu drama, no pé do ouvido. Edmilson ficou possesso:

– Porra, Mascarenhas, que merda é essa?... Que falta de respeito é esse com o Chico da Silva?... Resolve esse problema dele agora!... Agora!!!...

Coordenador da campanha, o paranaense Eustáquio Mascarenhas, ex-militante do PCBR, pediu desculpas ao prefeito, disse que não estava sabendo de nada e marcou um encontro com o compositor para o dia seguinte, às 18h.

Pedrinho ficou desconfiado. Reunião sobre grana numa sexta-feira, com o horário bancário encerrado, estava cheirando a nova “barrigada”.

No dia seguinte, com os principais caciques petistas reunidos em torno de uma mesa no comitê central do PT, Mascarenhas foi direto ao ponto:

– Muito bem, sêo Chico da Silva. Quanto é que o senhor pretende receber de direitos autorais pelo uso da sua música?...

– Olha, se eu fosse entrar na Justiça contra vocês, eu ia receber de 300 a 400 mil paus, porque o PT usou minha música durante quatro anos seguidos e nunca me deu um tostão! – explicou o compositor. “Mas como eu tenho simpatia pela luta de vocês, com 60 mil a gente mata essa parada...”

Mascarenhas tomou um susto. Os demais dirigentes entreolharam-se, visivelmente desnorteados. O paranaense retomou a palavra:

– Olha, sêo Chico da Silva, infelizmente a gente só está preparado para lhe dar 10 mil reais! – anunciou o sujeito. “Mesmo porque se não fosse o PT, essa sua música não teria ficado famosa...”

Ao ouvir aquilo, Chico da Silva ficou transtornado:

– Famosa por causa do PT?!! Famosa por causa do PT?!! Olha, compadre, eu sou o Chico da Silva!!! O Brasil inteiro conhece o meu trabalho! Tu conheces “Sufoco”? (Chico cantarolou um pouco) Essa música é minha e foi com ela que a Alcione ficou famosa! Tu conheces “É preciso muito amor”? (Chico cantarolou um pouco) Essa é uma parceria minha com o Noca da Portela e foi gravada na França pelo Paul Mauriat! A música “Vermelho” virou hino do Benfica de Portugal e do Inter de Porto Alegre! Eu sou o Chico da Silva, porra, não preciso da bosta do PT para ser famoso! Eu sou um trabalhador e socialista igual aquele cara ali (Chico apontou para um imenso mural com a foto do Che Guevara), mas vocês são uns picaretas! Vocês dizem que vão ajudar os trabalhadores, mas estão botando no meu sem coar! Porra, compadre, eu vivo das minhas composições, do meu trabalho intelectual! Eu sou um trabalhador! Eu tenho família pra criar! Isso que vocês estão fazendo comigo é sacanagem!”. Aí, virando-se para Pedrinho, determinou: “Vamos embora, meu procurador, que com esses picaretas não tem mais jogo!...”

Pânico no bordel. A tesoureira da campanha tentou serenar os ânimos:

– Olha, Chico da Silva, a gente não tem nenhum interesse em lhe prejudicar. A gente quer usar sua música também no segundo turno. Será que não dava pra gente fechar esse acordo em R$ 30 mil?...

Com o sangue-frio de um condenado à morte enfrentando o pelotão de fuzilamento, Chico não se deu por achado:

– Eu queria que vocês me dessem licença, mas preciso discutir essa nova proposta a sós, com meu procurador...

Os dirigentes petistas saíram da sala. Pedrinho Ribeiro quase esganou o compositor:

– Porra, Chico, tu tás ficando louco? Aceita logo essa porra e vamos embora, antes que eles dêem marcha-ré!... Eu estou tão liso que se jogarem um gato em mim ele não se agarra... E tu deves estar muito pior do que eu!... Deixa de ser louco e segura logo essa ponteira!!!

Convencido pelo procurador, Chico embolsou a grana. Dez mil reais em espécie e dois cheques pré-datados de dez mil. Os dois músicos voltaram para a pensão e Chico começou a arrumar a mala. Pedrinho ficou folheando uma revista Playboy, aguardando ansiosamente sua parte na “bufunfa”.

Com o canto dos olhos, ele percebeu Chico da Silva separando cinco pacotes de mil reais cada. “Bom, cinco mil não era só o que eu esperava, mas está de bom tamanho”, pensou com seus botões. “Afinal de contas, eu fui o estrategista da parada”.

De repente, Chico retirou um pacote de mil reais do monte. Foi como se Pedrinho tivesse recebido um murro no fígado. Ele sentiu as pernas tremerem e a vista escurecer. Ainda grogue, buscou o canto neutro do ringue.

De repente, Chico retirou outro pacote de mil reais do monte. Foi como se Pedrinho tivesse recebido um tiro à queima-roupa, no meio da lata. Ele estava esperando a extrema-unção, quando o conterrâneo se aproximou:

– Meu compadre, aqui estão três mil reais pelo seu trabalho...

Antes que Pedrinho esboçasse uma reação, Chico da Silva jogou a pá de cal: “Esse valor corresponde à porcentagem de 10%, que é a comissão universal dos procuradores!...” Não havia como contestar aquele princípio jurídico. Pedrinho embolsou a grana e foi deixar Chico da Silva no aeroporto.

O segundo turno da eleição municipal em Belém mostrou a banalização das denúncias como instrumento de campanha. Empatados tecnicamente até às vésperas da eleição, Edmilson e Duciomar Costa, do PSD, atacaram de forma tão brutal a idoneidade um do outro que acabaram se nivelando.

Chegaram ao final da campanha com o mesmo slogan. “Contra passado sujo, candidato limpo”, dizia Edmilson. “Contra campanha suja, candidato limpo”, respondia Duciomar.

O apelo da música “Vermelho”, de Chico da Silva, talvez tenha acabado por fazer a diferença e garantido um novo mandato ao petista...

Gil volta ao palco em boa forma


Lauro Lisboa Garcia
Nos cinco anos e meio em que exerceu o cargo de ministro da Cultura, Gilberto Gil nunca deixou a música totalmente de lado. Fez shows esporádicos nos pequenos períodos de folga, mas não sentiu necessidade, nem teve tempo, de parar tudo para compor alguma canção. "Elas vieram naturalmente", diz. Quando tinha um bom número delas - algumas compostas durante as viagens do ministro, outras em casa -, chegou a hora de gravar Banda Larga Cordel, CD no qual é baseado o show que ele faz hoje e amanhã em São Paulo. Além de assinalar a volta do compositor e do músico à música, o álbum é um flagrante de sua boa forma artística, com belas melodias e letras luminosas.

Nove dessas canções estão no roteiro do show, em que ele canta acompanhado por Sérgio Chiavazolli e Bem Gil (guitarras), Arthur Maia (baixo), Alex Fonseca (bateria), Cláudio Andrade (teclados) e Gustavo di Dalva (percussão). A cenografia é de Hélio Eichbauer.

O uso abusivo da voz para falar nos anos de ministério causaram danos a suas cordas vocais. Agora, depois de uma cirurgia para remover um pólipo na corda direita, com exercícios diários e assistência de uma fonoaudióloga, ele diz que está melhor. "Estou cuidando, porque a perda de qualidade vocal já seria natural na fase velha, mas com o uso abusivo da fala no ministério, isso se acentuou mais ainda", diz o cantor, de 66 anos. "Nos dois shows do Rio consegui uma qualidade vocal boa, o público ficou satisfeito com o fato de eu poder cantar bem e espero que isso se mantenha, que seja sustentável."

Não só por causa da questão do esforço vocal, "mas também por causa da adequação ao espírito da maturidade", Gil tem abaixado o tom de canções antigas que voltou a cantar, como A Gente Precisa Ver o Luar, Aquele Abraço, Andar com Fé, Super-Homem - A Canção. As novas composições acompanham essa tendência. "A voz da maturidade é mais grave, a da juventude é mais aguda", brinca o compositor.

Entusiasta de novas tecnologias - fato que sempre expressou em letras de canções -, o progressista Gil tem estimulado o público a fotografar e filmar suas apresentações. É uma atitude controversa. Muitos artistas, como Kanye West, que se apresentou no TIM Festival na semana passada, tentam impedir o trabalho de profissionais, enquanto o público se refestela com câmeras de alta resolução. De qualquer maneira, os avisos de proibição das casas de shows já caíram em desuso.

"Os meios de comunicação, de certa forma, estão seguindo as normas do modelo vigente até aqui, regulado ou auto-regulado em função dessas separações de territórios, dessas especificações de domínios", diz Gil. "Essas tecnologias novas e a convergência delas - a democratização, o barateamento, a socialização - estão determinando uma necessária quebra desses padrões", observa Gil. "Estão propondo democratização, compartilhamento, diversidade, protagonismos variados, autorias multiplicadas. Os conteúdos produzidos pelo espectador já estão nas televisões. Mesmo as de modelo clássico estão começando a experimentar isso nos Estados Unidos e em outros lugares. Algumas já estão surgindo baseadas nesse modelo, como é o caso da Current, do Al Gore, que tem 75% da programação produzida pelo espectador", exemplifica.

"Aí surgem novas questões sobre autoralidade, titularidades, quem é dono da imagem, quem não é, quem licencia, como é que se vai legislar, como é que vai regular tudo isso, preservar, garantir direitos adquiridos, como é que se vai dar espaço para novas formas de direitos. São desafios novos para o sistema todo", aponta o cantor, que em relação à própria imagem diz que ela pode ser usada indiscriminadamente "para uso cultural, para uso comercial é outra coisa".

Quanto ao repertório do show, ele diz que se preocupou "medianamente, minimamente" em montar um roteiro com canções de afinidades temáticas, como fez com os shows que precederam Banda Larga Cordel. "Além do tema das tecnologias, da banda larga e tudo mais há também ainda um certo rescaldo de meus trabalhos conceituais, da época moderna, não sou pós-moderno. Acabei entrando na pós-modernidade meio empurrado, mas sou egresso da modernidade, do tempo em que essas coisas - discos como Sgt. Pepper?s (Beatles), Construção (Chico Buarque), Krig-ha, Bandolo! (Raul Seixas) - tinham sentido", diz. "Hoje em dia, não sei, essas coisas podem ser recuperadas para os shows , em contextos específicos, mas não são elementos da prática comum do mercado."

Agora que deixou o ministério, o cantor diz que acompanha a gestão de seu sucessor, Juca Ferreira, "muito a distância": "Primeiro porque não quero parecer muito próximo do ministério, a indicar que tenho dificuldades de estar longe. Segundo, é preciso que o Juca se sinta absolutamente livre para imprimir seu próprio modo. Depois, acho que preciso me afastar pra que me acostume com as outras coisas: com a casa, com o lazer, com a preguiça, com não fazer nada, com o esquecimento das coisas."

Nas eleições deste ano, para prefeitos e vereadores, ele não votou em ninguém porque estava viajando. Também não quis fazer campanha para nenhum político, nem no Rio nem na Bahia, ao contrário de Caetano Veloso, que apoiou Fernando Gabeira (do mesmo Partido Verde de Gil) para a prefeitura do Rio. "Achei ótimo o desempenho de Gabeira. Ele conseguiu estabelecer uma percepção mais forte do que ele significa, o que significa a cultura política dele, a nova deslocadura de uma série de elementos da tradição do passado. Achei muito bacana como especialmente a classe média carioca, um pouco mais munida de elementos para a compreensão do jogo político, do léxico político, compreendeu Gabeira. Foi por pouco que não ganhou, foi por um nariz, como ele falou."

quinta-feira, outubro 30, 2008

Neil Young cancela show em Los Angeles devido a manifestação


O músico Neil Young cancelou um show em Los Angeles, agendado para esta quinta-feira (30), em respeito a uma manifestação planejada por um sindicato, disseram representantes do roqueiro. O show aconteceria no Forum de Los Angeles, uma arena coberta onde funcionários enfrentam uma batalha contratual com a igreja dona do local.

Já que Young e sua mulher, Pegi, se tornaram membros honorários do sindicato de Trabalhadores de Palcos Artísticos, ele decidiu cancelar o show em vez de tentar romper o piquete. "Estou muito desapontado por ter de escolher entre satisfazer meus fãs ou os meus irmãos e irmãs do sindicato", disse Young em um comunicado divulgado na quarta-feira.

A apresentação será remarcada em 2009, e quem comprou os ingressos poderá receber o dinheiro de volta nos pontos de venda, segundo o comunicado.

O cantor e compositor canadense é bastante engajado politicamente. Atualmente, ele faz uma turnê pela América do Norte, a qual incluiu dois shows para arrecadar fundos para a escola Bridge, que ensina crianças deficientes. Ele também está se preparando para o lançamento de uma antologia ao vivo, "Sugar Mountain: Live at Canterbury House 1968".

O disco chega às lojas no dia 25 de novembro.

Musa do Maskate (3): Pamela Space


Não sei onde o Miguel Mourão descobre essas gatas, mas que ele tem bom gosto, isso tem.

Musa do Maskate (2): Elizabeth Ive


Não sei onde o Miguel Mourão descobre essas gatas, mas que ele tem bom gosto, isso tem.

Musa do Maskate (1): Adriana Safari


Não sei onde o Miguel Mourão descobre essas gatas, mas que ele tem bom gosto, isso tem.

AC/DC ressurge com novo álbum e turnê mundial


LOS ANGELES (EUA) - A banda AC/DC lidera as paradas pop em todo o mundo com o primeiro álbum depois de oito anos longe dos estúdios, intitulado "Black ice", que já vendeu mais de 780 mil cópias nos Estados Unidos na primeira semana de lançamento exclusivamente pela rede de lojas Wal-Mart.

É parece que seus fãs jamais se cansam do guitarrista de meia-idade usando trajes colegiais, Angus, aos 53 anos de idade e do cantor de voz rouca. E eles parecem menos cansados ainda. Nem a força da gravidade os impede de enfrentar, como nos primeiros anos, a estrada numa turnê mundial. O disco, que saiu pela Columbia Records, teve a segunda maior abertura do ano, perdendo apenas para o milhão de cópias vendidas de "Tha Carter III", do rapper Lil Wayne, em junho. E passou a frente de bandas consagradas do rock, como Coldplay e Metallica.

Apenas uma outra vez, o AC/DC (que tem 15 discos de estúdio lançados em 33 anos) liderou as paradas de sucesso nos EUA antes. Foi em 1981, com "For those about to rock we salute you", em que a faixa-título tem o reforço de canhões "ao vivo". O grupo também chegou ao topo do ranking, com este novo álbum, em outros 28 países, incluindo a Inglaterra, a Austrália, o Canadá, a França, a Alemanha, o Japão e a Argentina. Foram distribuídas mais de 5 milhões de cópias em todo o mundo, e, de acordo com sua porta-voz, o grupo, espera vender outros 5 milhões de unidades de discos de catálogo ainda este ano.

Para o biógrafo da banda, Arnaud Durieux, que co-escreveu o livro "AC/DC: Maximum Rock & Roll" e mantém o site de fãs ac-dc.net, a banda é "uma marca comprovada". Ele comentou: "A grande mídia, que nos últimos 28 anos praticamente ignorou a banda, despertou outra vez, e agora a banda voltou a ser vista como cool".

terça-feira, outubro 28, 2008

Editoras relançam a poesia e o pensamento de Ana C.


Roberta Pennafort (AE)

Depois da morte de Ana Cristina Cesar, há 25 anos, sua poesia e seus pensamentos vêm sendo relançados pelas editoras Ática e Aeroplano, em parceria com o Instituto Moreira Salles (IMS), detentor de seu acervo. É uma forma de fazer com que a poeta, que é considerada ícone da chamada poesia marginal dos anos 70, chegue às novas gerações de leitores, diz o poeta Armando Freitas Filho, seu amigo e admirador.

Hoje, ele e outros que conviveram com ela se reúnem no IMS do Rio para lembrar sua obra e sua (breve) vida (Ana C. se suicidou em 29 de outubro de 1983, quatro meses depois de completar 31 anos, jogando-se pela janela do apartamento dos pais). Para as 19h30, está programada uma conversa em torno da poeta, entre Freitas Filho, Clara Alvim e Viviana Bosi. Clara, professora dela no curso de Letras na PUC do Rio, foi quem a "descobriu", no início da década de 70; Viviana é professora do Departamento de Teoria Literária da Faculdade de Letras da USP e organizou "Antigos e soltos", livro que será lançado na ocasião.

A publicação, bem alentada, reproduz, em fac-símile, quase todo o conteúdo da chamada "pasta rosa" de Ana C., encontrada por sua família alguns anos após sua morte, dentro de uma mala de roupas. São textos que ela guardou por muitos anos, sem destiná-los à publicação, e que dizem muito sobre sua personalidade - estão divididos em sete categorias, entre elas, "prontos mas rejeitados", "inacabados", "primeiras versões" e "o livro".

Vão desde redações que escreveu na época de escola, com elogios da professora, a textos de pouco antes do suicídio, passando por anotações em guardanapos e papeizinhos, lembretes para si mesma, manuscritos diversos, poemas reescritos duas ou três vezes, frases soltas - algumas, arrepiantes, como esta: "Estaria eu à beira de me acometer no infinito?"

Todo o material, em parte, textos bem acabados (além de muitos rabiscos), foi catalogado por Manoela Daudt de Oliveira. Freitas Filho, que já organizou os livros póstumos de Ana C. "Inéditos e dispersos" (1985) - cujo conteúdo foi extraído também de papéis deixados por ela, mas que estavam fora da pasta - "Escritos da Inglaterra" (1988), "Escritos no Rio" (1993) e "Correspondência incompleta" (1999), este com Heloisa Buarque de Hollanda (a propósito, a primeira a publicar apoeta, incluída por ela na antologia 26 "Poetas hoje", de 1976), considerou que era hora de deixar a obra à luz de "um novo olhar".

"Achei importante que uma geração mais nova entrasse em contato com esse material vivo e inédito de Ana", diz Freitas Filho, que a conheceu em 73, por intermédio de Clara e Heloisa, se tornou seu amigo íntimo e foi a última pessoa a falar com ela antes de sua "morte espetacularmente trágica" - um assunto sobre o qual ele não se sente à vontade para falar. O acervo com os originais da autora de "A teus pés", que tem Freitas Filho como curador, foi doado ao IMS por sua família. É, hoje, o mais consultado do centro cultural do Rio, segundo Liliana Giusti Serra, coordenadora das bibliotecas do instituto. O que mostra que, passados 25 anos de seu desaparecimento, ela segue despertando paixões. A maior parte dos que procuram é estudante.

"O modo como ela lida com a escrita leva em conta quem está lendo. Parece que ela está falando com você, então instiga o leitor", aponta Freitas Filho. "É como se ela estivesse entreabrindo a porta para a gente. Por outro lado, isso não é nunca explicitado; é preciso fazer um esforço interpretativo", diz Viviana, que, durante suas aulas sobre poesia dos anos 60 e 70, percebe entre seus alunos um interesse todo especial por Ana C. "A poesia dela tem humor, mistério, imagens originais."

A homenagem vai deixar de lado as circunstâncias da morte da poeta. "Quando começaram a aparecer estudos sobre Ana C., a morbidez do acontecimento biográfico era muito presente. Hoje, as pessoas que não viveram a época dela estão mais isentas disso. Já eu não posso nunca dizer que estou isento, porque a morte dela faz parte da minha vida", diz Freitas Filho, engajado na divulgação da obra da amiga.

Ana C. nasceu em 1952 e morou no Rio, em Niterói e no exterior. Ficou conhecida pela poesia confessional, tendo sido projetada por "A teus pés", lançado em 82. Além de escrever seus poemas, atuou como tradutora (verteu para o português Sylvia Plath e Emily Dickinson), publicou em jornais e trabalhou na televisão.

Os macacos do Ártico precisam descongelar


Zeca Miranda

Lembra de "Cinema Paradiso"? Quem gostou do filme, possivelmente, já teve o sonho de ser, pelo menos por um dia, projecionista como o personagem do velho carrancudo da história. Graças à internet, esse sonho pode se tornar possível. É mais ou menos esta a idéia do site MovieMobz: tornar cada um num programador. Trata-se de uma comunidade virtual que dispõe de mais de uma centena de títulos, onde o internauta escolhe o que deseja assistir e mobiliza os amigos.

Caso reúna um grande número de pessoas, é só escolher a sala de cinema mais perto de casa. O site possui convênio com 159 salas, em 18 cidades do Brasil. Já se você não viu "Cinema Paradiso", aconselho a se cadastrar no site e tentar mobilizar os amigos para uma sessão dessa obra obrigatória para apreciadores da sétima arte.

Foi numa dessas sessões mobilizadas que o Cine Odeon recebeu 500 jovens para a exibição "Arctic Monkeys at the Apollo", no último dia 14. A próxima exibição acontecerá simultaneamente hoje, às 21h, nos cinemas de São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Vitória, Brasília, Belém, Natal, Campinas, Jundiaí, Santos, São Vicente, Taubaté, Fortaleza, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia, Belo Horizonte, Recife e novamente no Rio (Cinemark Downtown, sala 4), além de salas de exibição na Alemanha, Holanda e Japão.

O filme-concerto é o registro do último show da turnê do segundo disco da banda, "Favourite worst nightmare", na famosa casa de Manchester, na Inglaterra. A turnê é a mesma que passou pelo Brasil durante o TIM Festival do ano passado. Por meio desse registro é possível perceber que não foi um infortúnio do público brasileiro a apresentação fria e distante da banda na sua passagem pelo País. Para quem conferiu os shows aqui, o filme é a captação perfeita do que foi visto, ou seja do que eles são no palco.

Mesmo com todos os hits presentes ("I bet you look good on the dance floor", "When the sun goes down", "Fluorescent adolescent'", "A certain romance" - a melhor da banda) e os músicos sendo diretos no palco - sem grandes efeitos - falta alguma coisa para o quarteto liderado pelo talentoso vocalista e guitarrista Alex Turner empolgar. As guitarras basicamente distorcidas e as batidas aceleradas não são suficientes.

Nesse sentido, dois fatores chamaram atenção. A primeira foi que durante a sessão do Odeon, alguns fãs mais fervorosos até tentavam embalar junto com a banda, porém logo arrefeciam - parte disso também é por causa do som ruim da sala. A segundo é em relação ao próprio filme. Em nenhum momento, o diretor Richard Ayoade coloca uma câmera na platéia, tampouco insere trechos da audiência, que só aparece de fundo em alguns takes da banda. Isso dá uma sensação ainda mais gélida à apresentação dos garotos ingleses.

Eles até tentam transpor alguma energia durante o show, tocando com força e emendando as músicas sem muita conversa com o público. Por[em, nem assim conseguem arrancar. A impressão que passa é de que o Arctic Monkeys tem um carro potente na mão, mas não consegue completar a corrida. Talvez agora, que eles estão sendo produzidos por Josh Homme, líder do Queens of Stone Age, o cara que melhor soube traduzir o rock para o século XXI, não consigam imprimir o vigor que falta ao seu som.

Já o registro como filme em si - além do problema já citado da falta do público - não passa de uma captura competente e bem feita de um show. Richard Ayoade não procura inovar em nenhum momento - bem como o som da banda. No máximo, ele insere cenas íntimas da banda fora do palco, capturadas em super 8 pelos próprio integrantes. Na última canção, "If were there, beware", Richard sobrepõe algumas imagens numa rotação mais lenta, para depois voltar à velocidade normal proporcionando um (re)encontro de som e imagem.

"Arctic Monkeys at the Apollo" continuará deixando os fãs da banda, geralmente jovens, alucinados. Já o resto do público permanecerá se perguntando se os macacos do ártico valem a pena.

Joss Stone doa música para campanha beneficente


A cantora britânica Joss Stone lançou a música Love Has Made You Beautiful em um evento beneficente realizado nesta quarta-feira em Londres, na Inglaterra, no Hard Rock Café.

A canção gravada pela cantora, que teve seus direitos doados para a campanha, estará em um CD parte do projeto chamado Imagine There's No Hunger, que busca arrecadar dinheiro na luta contra fome e pobreza.

Além da música cedida por Joss Stone, canções de John Lennon , Bruce Springsteen, Avril Lavigne, My Morning Jacket e outros, também estarão nesta compilação, que será vendida em CD e também em formato digital.

Confira as faixas do CD:

1. Bruce Springsteen - "Remember When The Music"
2. Joss Stone - "Love Has Made You Beautiful"
3. My Morning Jacket - "Look At You"
4. Avril Lavigne - "When You're Gone"
5. Robert Randolph & The Family Band - "Diane
6.The Charlatans - "Complete Control"
7.Ryan Shaw - "People Get Ready"
8. Marc Broussard - "Keep Coming Back"
9. Starsailor - "Military Madness"
10.Micki Free - "Mother Earth"
11. DMC - "I Be Rockin' It"
12. The Chapin Sisters - "I Know It's Over"
13. John Lennon - "Give Peace A Chance"

Morre, aos 74 anos, o tecladista Merl Saunders


O tecladista Merl Saunders, que durante muito tempo trabalhou com Jerry Garcia - os dois aí na foto - e o Grateful Dead, morreu aos 74 anos, devido a complicações derivadas de um derrame sofrido há seis anos, informou a família, que prestou uma homenagem ao músico de jazz e rock, cujo instrumento favorito era um órgão Hammond B.

A notícia foi divulgada pela família em comunicado no site do tecladista, no qual dizia que todos estavam muito tristes pela perda e agradecendo as manifestações de pesar dos fãs.

"Merl Saunders defendeu o amor e a música - seu sorriso comunicava isso", disse o comunicado, emitido ontem. "Ele era um homem especial, uma bela companhia, pai, avô e patriarca, e a prova deste espírito está na maneira que como recorreu a nós durante a sua passagem". Seus familiares informaram ainda que o funeral ocorrerá nesta quarta-feira, na cidade de São Francisco.

Saunders fez parte da banda de colégio de Johnny Mathis e gravou com uma série de músicos importantes, incluindo Miles Davis e B.B King. Segundo o MySpace do músico, no ano de 2000, ele foi o primeiro vencedor de um prêmio em homenagem ao ativismo ambiental feito por ele ao longo de sua vida, concedido por um grupo ambientalista da Flórida.

Amy é internada por problemas respiratórios


LONDRES - O fenômeno britânico Amy Winehouse teve que ser novamente internada no último fim de semana, em um centro médico de Londres mais uma vez por problemas respiratórios, de acordo com o tablóide "Daily Mirror".

A premiada cantora, de 25 anos e conhecida por seus problemas com álcool e outras drogas, se sentiu mal no sábado, sendo levada às pressas à London Clinic, no Centro, em que teve de enfrentar uma bateria de exames por precaução. Foi lá que ela entrou a primeira vez para se desintoxicar,

Um porta-voz da artista citado pelo jornal negou que este atendimento hospitalar signifique que ela tenha reiniciado tratamento de desintoxicação, como wm outras vezes. "Amy está no hospital sendo submetida a provas por uma infecção de peito. Não voltou a tratamento", acrescentou o porta-voz, que disse ainda que espera que Amy retorne para casa dentro de alguns dias.

Com planos de passar o réveillon no Forte de Copacabana, antes de cumprir uma agenda de shows, aqui e em São Paulo, Amy realmente tem de levar mais a sério sua recuperação ou está arriscada a não ver Ano Novo algum.

A enxurrada de discos que vendeu mundo afora, a partir da conquista de cinco Grammy com "Back to black" - o maior prêmio da indústria fonográfica mundial - e do sucesso também alavancado pela vida de Rê Bordosa que leva, chegou ao mercado a sua biografia, escrita por Chas Newkey-Burden. Um prato cheio para quem tem necessidade de saciar sua curiosidade sobre a desgraça do ser humano.

"Amy Winehouse - Biografia" (lançada aqui pela Ediouro) , como se poderia prever, está cheia de histórias sobre a quantidade voraz de escândalos da cantora, envolvendo bebedeira, overdoses de drogas, shows interrompidos, brigas e tentativas de reconciliação ruidosas com o marido Blake Fielder-Civil, que está em cana. Em grande parte é disso que trata o livro, que foi traduzido por Helena Londres.

Como na mídia, o supertalento da cantora e compositora - sem dúvida a figura feminina mais importante da música pop desta década - foi deixado em segundo plano. Acabou perdendo no livro para a lavação de roupa suja, pela torrencial quantidade de confusões em que ela se mete. De imediato, com tão pouco tempo de (fulminante) carreira artística, não poderia ser muito diferente, uma vez que vida e obra de Amy se confundem.

Fofocalhada

O autor entrevistou o pai e a mãe da cantora, alguns jornalistas, pessoas do show biz e outras ligadas à ela, mas a biografia em grande parte reproduz notícias dos tablóides, compila frases de reportagens de jornais mais sérios, enumera suas premiações e conta como armou o estiloso cabelão. Para quem gosta de fofoca das mais venenosas, há farto material pontuando a agonia das overdoses de Amy e o sofrimento pela separação do marido.

Entre as melhores partes há uma que detalha com bons comentários faixa por faixa os dois álbuns da cantora. Outros trechos interessantes em que a música é o centro da questão, fala-se de suas influências do jazz, dos shows bem-sucedidos, da conquista da América e as críticas favoráveis a suas atuações no palco e em gravações.

Um dos entrevistados que saem em sua defesa é a jornalista britânica Julie Burchill, que a compara a Edith Piaf (1915-1963), Judy Garland (1922-1969) e Billie Holiday (1915-1959), mulheres históricas, divindades da canção planetária, com "grande talento para cantar" e "também uma grande capacidade para adotar um comportamento temerário".