sábado, outubro 31, 2015

Moacir Andrade: paixão perene pela cultura amazônica (4)


Atendendo às recomendações do diplomata Leandro Tocantins, o Ministério de Relações Exteriores solicita que Moacir Andrade fique à disposição do ministério, sem prejuízo de salário ou da contagem de tempo para a aposentadoria de suas outras funções em cargos públicos, e, pelos dez anos seguintes, o artista amazonense se transforma em uma espécie de “embaixador cultural itinerante” do país.

Em 1968, ele viaja aos Estados Unidos e expõe seus trabalhos nas Universidades de Knoxville, Nashville, Union City, Jackson, Memphis e na sala dos representantes de Tennessee, no Congresso Nacional de Washington (DC). No mesmo ano, ele realiza uma exposição em Paris, mostrando 35 telas inspiradas nas lendas amazônicas.

O escritor colombiano Gabriel Garcia Marques, prêmio Nobel de literatura, ao visitar a mostra de Moacir Andrade na capital dos Estados Unidos, em 1968, escreveu em seu livro de presenças:

– A obra de Moacir Andrade é um gesto largo e eterno de formas e cores, uma poderosa energia injetada nas veias da história da arte universal, presença permanente da Amazônia brasileira. Moacir Andrade é um exemplo vivo de dignidade humana, respeitado por todas as camadas sociais brasileiras, que lhe rendem homenagem pelo seu trabalho e pelo seu comportamento de homem probo, distinguido pelas mais importantes universidades internacionais que lhe outorgam prêmios pelo seu mérito cultural, pelo seu caráter íntegro, que lhe valeu ser venerado como um semideus do universo cultural.

Em 1969, retorna a Washington (DC) para realizar uma mostra individual na galeria do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bird). Da capital norte-americana segue para a Europa, onde apresenta seus trabalhos nas embaixadas brasileiras de Lisboa, em Portugal, e de Londres, na Inglaterra. No ano seguinte, apresenta seus trabalhos na embaixada brasileira de Madrid, na Espanha.

Em 1971, expõe seus trabalhos nas embaixadas brasileiras de Quito, no Equador, e de Bruxelas, na Bélgica. Em 1973, faz sua segunda mostra individual na embaixada brasileira de Lisboa, em Portugal. Em 1974, expõe seus trabalhos na sede da Fundação Japonesa de Cultura, em Tóquio, no Japão. A mostra é exibida nas cidades de Osaka, Nara e Hiroshima. No mesmo ano, ele expõe seus quadros na Galeria Orozco, na Cidade do México, no México.

Em 1975, Moacir Andrade está de volta aos Estados Unidos para fazer uma nova exposição itinerante de seus quadros e uma série de palestras sobre a Amazônia, nos estados de Tennessee e Arkansas. Entre os locais dos eventos, o TTU Campus of Cookville, The Botanic Hall of Nashville, Cheekwood Fine Arts Center, Luzo-Brasilian Club, Harpeth High School, Art House Vanderbilt University, Learning Disabilities Center, Latin American Center, Fine Arts Center, Carriage Trade Inn., Jewish Community Center, Holiday Inn. e as universidades de Cookville, Knoxville, Blytheville, Nashville, Chattanooga e Osceola. A pedido da embaixada brasileira, a exposição é mostrada no Instituto Cultural Brasileiro, em Washington.

Em 1978, ele publica seu primeiro livro, o hoje clássico “Alguns Aspectos da Antropologia Cultural do Amazonas”, onde resgata as principais manifestações da cultura popular do estado, incluindo a brincadeira do boi-bumbá, as quadrilhas caipiras, os cordões de pássaros e o bailado das tribos indígenas.

Durante os dez anos seguintes, Moacir Andrade se transforma realmente em um autêntico regatão da cultura amazônica, realizando exposições e conferências pelos quatro cantos do mundo: Lisboa, Madrid, Barcelona, Copenhague, Estocolmo, Amsterdam, Rotterdam, Berna, Bruxelas, Paris, Roma, Milão, Mônaco, Viena, Lunz am See, Graz, Salzsburgo, Oslo, Berlim, Atenas, Moscou, Budapeste, Kiev, Bucareste, Anatólia, Dublin, Glasgow e Londres são as primeiras cidades europeias contempladas.

Na Austrália, ele expõe em Adelaide, Sydney, Brisbane e Melbourne. Na Ásia, em Pequim, Tóquio, Osaka, Nagasaki e Hiroshima. Nas Américas, em Nova York, Washington, Los Angeles, Nashville, Montreal, Ontário, Quebec, Cidade do México, Guadalajara, La Paz, Caracas, Porto Príncipe, Lima, Paramaribo e Bogotá. No Oriente Médio, em Tel Aviv, Jerusalém, Beirute, Damasco, Teerã e Bagdá. Na África, em Luanda, Argel e Maputo. Todas as exposições são acompanhadas de conferências sobre a Amazônia brasileira.

Nesse meio tempo, Moacir Andrade começa a publicar seus novos livros: “Amazônia, a esfinge do terceiro milênio” (1981), “Manaus, monumentos, hábitos e costumes” (1982) e “Tipos e utilidades dos veículos de transportes fluviais do Amazonas” (1983).


Em outubro de 1985, o jornal A Crítica reproduz a tradução literal de um texto de Joe Levi Milles, considerado um dos maiores críticos de arte norte-americanos, publicado originalmente no The Village Voice:

A sua figura singular, alto, cabeça coberta por uma vasta cabelereira, testa larga, com rosto marcado por um fino bigode à moda mongol, com um permanente sorriso esboçado nos lábios, impressionou-me desde o exato momento em que lhe fui apresentado pelo então embaixador do Brasil em Washington, Araújo de Castro.

Toda aquela maravilhosa obra sobre a sua Amazônia que ali estava exposta, tinha que ter nascido daquela cabeça iluminada. Rubens Ricúpero, adido cultural da representação diplomática brasileira na capital dos Estados Unidos, não parava um só instante, apresentando-lhe às personalidades presentes, entre as quais os embaixadores da França, da Inglaterra, da Bélgica, da Itália, da Grécia, de Portugal, da Espanha, da Holanda e de outros países, além de escritores de nomeada, pintores famosos, cientistas, professores e colecionadores de obras de arte, convidados para o vernissage naquele belo começo de noite, no vetusto salão de exposições do Instituto Brasil-Estados Unidos.

A tranquilidade, o aprumo e o charme com que Moacir Andrade recebia os cumprimentos de seus convidados era de um nobre da alta estirpe europeia. Bem vestido, sem perder de vista as pessoas que se aproximavam dele para os devidos cumprimentos, olhando nos olhos como fazem as pessoas de boa origem, conversava em francês, espanhol e português, línguas que domina muito bem.

O reitor da Universidade de Washington, também professor de línguas latinas, encantado com a cultura e o cavalheirismo de Moacir Andrade, convidou-o para uma visita de cortesia ao seu gabinete de trabalho onde ofereceu-lhe um coquetel, ocasião em que foi apresentado às pessoas presentes especialmente convidadas para aquela homenagem.

Mais uma vez tive oportunidade de observar a mágica com que Moacir Andrade recebe e conquista de imediato as personalidades que o cercam. Durante a recepção, todos os quadros que estavam em exposição naquele recinto foram vendidos quase que á moda leilão em razõ do grande interesse dos presentes em adquiri-los. Logo no dia seguinte, domingo, os jornais da cidade noticiavam o fato.

Poucas vezes tive oportunidade de ver brasileiros ilustres nas páginas do New York Times, desta vez foi Moacir Andrade, do extremo norte daquele país continental, homem de um saber extraordinário e polimorfo, manifestado não só nas suas pinturas maravilhosas, mas em livros, esculturas, entalhes em madeira, poesia, contos, enfim, em várias manifestações do seu espírito privilegiado que domina com maestria, principalmente em humanismo, cuja ternura faz concentrar sobre si a atenção de todos os presentes, nas conferências que profere nos ambientes universitários de todo o mundo para onde é convidado especial.

Possuo vários livros de autoria de Moacir Andrade, todos eles de extrema importância documental para pesquisas. O último me foi remetido do Brasil há algumas semanas, intitulado “Nheengaré ou Poranduba dos Dabacuris – estórias dos beiradões amazônicos”. Livro excelente, cheio de sabor antropológico, de espírito folclórico local, das lendas, dos costumes do dia a dia daquela gente magnífica.

Moacir Andrade, com sua argúcia, a par de sua intensa atividade de artista plástico, é também um apaixonado pesquisador da vida amazônica, seus costumes, suas crenças, seu folclore, suas lendas, seus mitos, etc. Servido de uma aguda sensibilidade de ensaísta, traz nesta obra, ao conhecimento do leitor, em narrativas envolventes, o universo encantado da cobra-grande, do boto, do curupira, do mapinguari, do matintaperera e de outras entidades que povoam e enriquecem o lendário da misteriosa região.

Tive grande prazer de assistir uma de suas conferências na velha universidade de Washington e observei atentamente o desenrolar do tema abordado: a Amazônia. Fiquei deveras abismado em ver a facilidade, a sutileza e a rapidez com que Moacir Andrade ilustra suas palestras desenhando no quadro negro. Suas perspectivas, seus desenhos criativos, geométricos são de uma beleza ímpar e parecem feitos com instrumentos, tal a perfeição dos traços, a segurança das formas e o instante necessário de sua presença como informação imediata. Mesmo sem falar inglês, Moacir Andrade foi insistentemente convidado para lecionar desenho e pintura naquela tradicional universidade americana, declinando, entretanto, do honroso convite para voltar à sua terra – o Amazonas –, que diz adorar profundamente.

Situado entre os maiores pintores contemporâneos do mundo, Moacir Andrade prefere viver uma vida bucólica, simples, quase de um camponês, no Brasil, precisamente no extremo Norte, no Amazonas, onde vive rodeado de caboclos, ensinando pintura, desenho, escultura e entalhe em madeira aos meninos pobres de sua cidade, pintando os arrabaldes, os barcos ancorados na praia do rio Negro e bebericando nos bates da cidade.

Apesar de ser ainda relativamente jovem, forte, pois tem apenas 58 anos de idade, já alcançou a glória universal, tendo quadros em importantes coleções particulares e famosos museus da Europa e América, mesmo assim continua pobre, humilde, vivendo da venda de seus quadros, livros e esculturas, que vende para colecionadores e donos de galeria que o procuram em seu ateliê na Rua Comendador Alexandre Amorim, 253, no bairro de Aparecida, em Manaus.

Além de fazer pinturas e escrever livros que ele mesmo edita, Moacir Andrade leciona Educação Artística na Escola Técnica Federal do Amazonas e viaja para o interior do Estado aproveitando as grandes férias escolares, oportunidade em que faz campanhas em favor da defesa do meio ambiente. Intransigente defensor da Natureza brutalmente agredida, Moacir Andrade já percorreu as grandes capitais do mundo exibindo cartazes como homem-sanduíche com dizeres em defesa da paz e dos bens naturais da humanidade.

Muitas coisas e muitos já falaram sobre a singular personalidade desse monumento vivo universal que é Moacir Andrade, a quem o Brasil deve muito pelo que tem realizado em prol de sua cultura e em defesa de sua verdadeira soberania que é a consciência cultural de seu povo.

Eurico de Andrade Alves, seu amigo dileto, jornalista português de fina sensibilidade, presidente da Associação dos Amigos de Ferreira de Castro, homem de grande valor moral e intelectual, verdadeiro embaixador de sua terra pelo muito que tem divulgado da cultura de seu país natal – Portugal –, assim falou do artista brasileiro:

“Moacir Andrade é um nome grande da pintura brasileira e mesmo mundial (laureado com prêmios no Brasil e estrangeiro, suas telas fazem parte do espólio de importantes museus do mundo), cuja carreira vem conhecendo sucessos dignos de apreço e registro.

Pintor, antropólogo, poeta, museólogo, etnólogo, projetista, fundador de museus e sociedades culturais, Moacir Andrade é sobretudo um sonhador apaixonado da Amazônia, cujo encanto, lendas, folclore, superstições, do povo (índio) vem fixando nas telas matizados orgíacos de beleza e cor.

Moacir Andrade é um espírito extrovertido, irrequieto, que o leva a percorrer mundo e paisagem e adentar-se na misteriosa Amazônia com a teleobjetiva da receptividade do seu inato dom artístico, aonde mergulham também (e aí talvez o segredo do seu êxito) as suas raízes ancestrais, ou uma vez por outra, em fôlego de gigante, deslocar-se a Londres, Paris, Lisboa, Roma, Madri ou Washington para patentear, em mostras públicas, o fabuloso Amazonas que traz na alma (e no sangue) e nas telas.

Em 1969 e 1973 visitou propositadamente Ferreira de Castro em Entre-os-Rios, visitando a seguir Ossela (visita sentimental à casa onde nasceu Ferreira de Castro em São João da Madeira, onde passou dois dias). Quadros seus figuram na Casa-Museu Ferreira de Castro, em Ossela, em São João da Madeira, estando o artista a ultimar uns quadros de temática paisagística amazônica, que tenciona oferecer à Casa-Museu Ferreira de Castro em Sintra”.

Para se ter uma ideia do valor de suas telas hoje no mercado de arte internacional, basta dizer que, em 1982, num dos poucos leilões que a Galeria Metropolitana de Nova York realizou, reunindo quase uma centena de artistas famosos de todo o mundo e de todos os tempos, figurava o nome de Moacir andrade com quadros que somavam alguns milhões de dólares. Os referidos quadros pertenciam ao acervo de um só proprietário que teve a sorte de vendê-los num dos primeiros lotes. Essa notícia teve lugar de destaque nos principais jornais de Nova York, Paris e Londres, colocando Moacir Andrade em maior evidência internacional. Seus amigos Jorge Amado, Vinicius de Moraes, Ferreira de Castro, Margot Fontayn e Antônio Olinto foram testemunhas das primeiras vitórias internacionais desse artista brasileiro cuja obra monumental é hoje um lastro de valor incomensurável do patrimônio universal.

Poucos artistas tiveram a honra de receber em seu ateliê personalidades ilustres como Moacir Andrade, que já recebeu em seu ambiente de trabalho o príncipe Charles da Inglaterra, o príncipe Ankiito do Japão, Jorge Amado, Gilberto Freire, Margot Fontayn, Guimarães Rosa, Josué Montello, Jean Paul Sartre e Eurico Alves, entre outros.

Glória para o Brasil por ter como filho um artista do quilate de Moacir Andrade, patrimônio universal da cultura amazônica, justo orgulho de todos os brasileiros como disse o grande sociólogo Gilberto Freire: “(...) a permanência de Moacir Andrade na Amazônia é um símbolo augusto para a formação cultural e universitária da mocidade, cuja liderança espiritual, intelectual e moral se fez através da construção de uma obra profundamente humana que dura toda uma vida”.

Já tive a grata notícia de que Moacir Andrade virá expor seus quadros aqui em Nova York. Será uma festa para nós, americanos, e uma oportunidade rara para aqueles que desejam possuir obras de real valor e conhecer um artista que, sem sair da Amazônia longínqua, conseguiu atrair sobre o seu trabalho a atenção, o respeito e a admiração do mundo.


Nos anos seguintes, Moacir Andrade investe simultaneamente nas carreiras de artista plástico bem sucedido e de grande memorialista da cultura amazônica. Seu primeiro livro dessa nova fase é “Manaus, Ruas, Fachadas e Varandas”, lançado em 1986, que se esgota rapidamente.

Em 1988, ele publica “Pratos, lendas, estórias e superstições de alguns peixes do Amazonas”, que também se esgota rapidamente.

Em 1989, em Paris, Moacir recebe o prêmio de “O maior pintor de paisagens tropicais do mundo”. Ele aproveita a badalação criada em torno do prêmio para realizar novas exposições em Bruxelas, Varsóvia, Mônaco e Lisboa.

No começo de 1992, ele concluiu um gigantesco mural de 21 X 6 metros, 20 mil peças e seis toneladas, representando segundo ele, “o edifício cultural da Amazônia através das suas lendas e mitologia, e da diversidade enorme da fauna e da flora”. Qual um quebra-cabeças, os elementos que compunham o mural foram entalhados e construídos em blocos que seriam reagrupados na hora da montagem no local escolhido do prédio-sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, como parte das comemorações mundiais dos 500 anos do Descobrimento da América.

Moacir vinha se dedicando ao projeto – uma sugestão do escritor Arnaldo Niskier, então diretor da Rede Manchete – nos últimos três anos, utilizando mais de 100 espécies diferentes de madeira da Amazônia, entre as quais o cedro, a macacaúba, o pau-ferro, a abiurana, o louro-rosa e o louro-bosta. Ele havia recolhido a madeira do refugo das serrarias existentes em Manaus e em Itacoatiara. A doação do mural havia sido acertada entre o Governo do Estado do Amazonas e a Embaixada da ONU, em Brasília (DF).

O mural destacava várias lendas amazônicas, como a das Icamiabas, do Guaraná, da Vitória-régia, da Mãe-do-Rio, dos Tarianos, do Boto-tucuxi, do Tamacuaré e do Tamba-Tajá, que dominava a parte inferior da obra, cuja pontuação era feita por multidões de macacos, flores, folhagens, tartarugas, pássaros, jacarés e sapos.

Quando Moacir Andrade desembarcou em Nova York, entretanto, teve uma surpresa. A imprensa havia dado grande destaque ao mural como uma prova contundente de que os brasileiros estavam destruindo a floresta amazônica (o Brasil ia sediar a ECO-92 no Rio de Janeiro) e os ativistas do Greenpeace, WWF e similares embarcaram na canoa furada. Moacir Andrade se transformou no inimigo público n° 1 da militância “verde”.

Devido a série interminável de protestos contra a obra de arte – e logo na nação mais poluidora do planeta! –, o mural foi recusado pela ONU e enviado de volta para Manaus. Acabou sendo montado no campus da UniNilton Lins, onde está até hoje.

Naquele mesmo ano, Moacir lança uma nova edição ampliada e revisada do livro “Manaus, monumentos, hábitos e costumes”, que também se esgota rapidamente.

Em 1993, Moacir Andrade é novamente convidado pelo Ministério de Relações Exteriores para retomar seu papel de embaixador extraoficial da cultura amazônica. Com a anuência do Ministério da Educação, onde estava lotado, ele se licencia da Universidade Federal do Amazonas e começa a fazer uma série de palestras sobre a questão ecológica em universidades de Porto Alegre, Florianópolis, Natal, Salvador e Recife. Moacir se dedica de corpo e alma à nova tarefa, coletando informações preciosas sobre o assunto nas incontáveis viagens que continuava fazendo anualmente pelo interior do Amazonas.

Em 1994, Moacir viaja para a Ásia, onde expõe e faz palestras em universidades do Vietnam, Camboja, Coréia do Sul, China e Tailândia. Ele também faz exposições e conferências em Bangalore, na Índia, e em Bangladesh.

Em 1995, Moacir lança o livro “Colégio Santa Dorotéia 1910-1995”, onde conta a história do mais tradicional estabelecimento de ensino exclusivamente feminino do Amazonas. No mesmo ano, publica o livro “Antologia Biográfica de Personalidades Ilustres do Amazonas”, em que lista o perfil biográfico de 200 gênios da raça, que vão de Plínio Coelho a Umberto Calderaro, de Ferreira de Castro a Gilberto Mestrinho, de Abílio Nery a Félix Valois, de Samuel Benchimol a Phelipe Daou, de Anibal Beça a Moura Tapajós, de Ademar Brito a Antônio Loureiro. Trata-se de um dos melhores trabalhos do gênero já publicados em Manaus.

Dois anos depois, ele lança o livro “Moacir Andrade – Uma Lenda Amazônica”, um belíssimo livro de artes em que reproduz em policromia uma centena dos 10 mil quadros que havia produzido ao longo de sua existência. A edição do livro se esgota em menos de um mês. A década seguinte se transforma quase que em um período sabático, que Moacir Andrade aproveita para aprofundar suas pesquisas sobre a cultura amazônica.

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