terça-feira, julho 26, 2016

O 4º Festival Folclórico do Amazonas (1960)


Índia da Tribo dos Iurupixunas com uma cobra jiboia de estimação

Longe de assustar o jornalista Bianor Garcia, o crescimento exponencial da “maior festa típica do Brasil” era apenas mais um dos acidentes de percursos que ele não se furtava em equacionar.

A multidão que compareceu ao festival no último dia do ano anterior queixou-se de que, como o tablado ficava rés ao chão, era difícil acompanhar a brincadeira para quem estivesse nas últimas fileiras do estádio lotado. Bianor providenciou a construção de um tablado suspenso, localizado a 1,30 metros do chão.

Os brincantes se queixaram de que o tablado tradicional de 250 m² (10 x 25m) era muito acanhado para comportar as evoluções dos grupos. Bianor providenciou um novo tablado de 375 m² (15 x 25m), capaz de suportar o peso de 200 pessoas dançando e pulando ao mesmo tempo.

Alguns políticos explicaram que não prestigiavam a festa porque não sentiam bem tendo que dividir o mesmo espaço físico com a população. Bianor providenciou a colocação de dezenas de bancos de madeira no entorno do tablado, não para acomodar os queixosos, mas para dar mais conforto para os seus próprios convidados (folcloristas, jornalistas, escritores e poetas) e os convidados oficiais do governador.

Naquele ano, por exemplo, entre os convidados oficiais de Gilberto Mestrinho estavam Antônio Barros Carvalho (ministro da Agricultura, representando o presidente Juscelino Kubistchek), os senadores Cunha Melo e Vitorino Freire, os deputados federais Ranieri Mazzilli (presidente da Câmara de Deputados), Artur Virgilio Filho e Eloy Dutra, o médico sanitarista Waldir Bouhid (superintendente do Plano de Valorização Econômica da Amazônia) e Remy Archer (presidente do Banco de Crédito da Amazônia).

Os bancos de madeira excedentes eram cedidos à população, no esquema “senta quem chegar primeiro”.

Como o governador Gilberto Mestrinho havia aumentado o valor da premiação para Cr$ 245 mil (R$ 196 mil, em valores de hoje) e a Prefeitura de Manaus continuaria fornecendo uma ajuda de custo de Cr$ 5 mil (R$ 4 mil) para cada grupo inscrito, Bianor Garcia resolveu exigir que cada agremiação apresentasse um número mínimo de 70 brincantes (com exceção das danças infantis), que teriam 30 minutos para evoluírem no tablado.

Mais abusado do que nunca, o jornalista também exigiu que cada quadrilha apresentasse, no mínimo, três canções originais, para quebrar um pouco a monotonia das repetições das mesmas músicas juninas de sempre.

E ficou acordado oficialmente que os grupos que faltassem ao desfile de abertura ou de encerramento ou que comparecessem com um número de brincantes inferior ao exigido seriam eliminados do festival e obrigados a devolver o auxílio financeiro recebido.

Pelos novos critérios estabelecidos pelo jornalista, só receberiam premiação em dinheiro os primeiros colocados em cada categoria (vice-campeão e terceiro lugar só receberiam troféus).

As quadrilhas foram divididas em três grupos (A, B e C), mediante sorteio, porque Bianor Garcia não achava justo dar a premiação apenas para uma delas.

O rateio dos Cr$ 245 mil ofertados pelo governador para os grupos campeões ficou assim distribuído:

Bumbá: Cr$ 40 mil. Garrote: Cr$ 30 mil. Quadrilha (campeã dos grupos A, B e C): Cr$ 20 mil. Quadrilha mirim: Cr$ 10 mil. Pássaro: Cr$ 20 mil. Tribo: Cr$ 20 mil. Danças Regionais: Cr$ 20 mil. Brigue: Cr$ 10 mil. Cavalo Marinho: Cr$ 10 mil. Rainha do Folclore: Cr$ 20 mil. Melhor Sanfoneiro: Cr$ 5 mil.

Quando as inscrições se encerraram, 71 grupos estavam credenciados para participar da quarta edição do festival, contabilizando mais de seis mil brincantes.

Entre as novidades daquele ano estava um novo brigue (Iate Santa Luzia), três novos pássaros (Papagaio, Tucano e Guará) e uma nova dança regional (Dança do Jacundá, do Instituto de Educação do Amazonas), mas o que estava mesmo despertando a curiosidade da população era a anunciada apresentação do Cavalo Marinho, do Mestre Jessé, que tinha seu haras na Rua Itacoatiara, na Cachoeirinha.

Saber como é que o velho mestre iria fazer para reduzir uma apresentação que costumava durar a noite inteira para os míseros 30 minutos disponibilizados pelo festival ainda daria muito pano pra manga.


O famoso Cordão de Pássaro Japiim, um dos mais antigos de Manaus

A ordem de apresentação dos grupos, publicada no matutino O Jornal, na véspera da abertura do evento, ficou assim:

Dia 24 (sexta) – Desfile de todos os conjuntos, a partir das 15 horas, da Praça São Sebastião ao General Osório, como parte da abertura oficial do festival.

Dia 25 (sábado) – À tarde. Quadrilha Regional Mirim (do Seringal Mirim), Quadrilha Infantil Popular, Quadrilha Sargento Carminé, Quadrilha Mirim da Escola Técnica de Manaus e Garrote Luz de Guerra. À noite. Quadrilha Coroné Zé Roberto, Quadrilha Caboclos do Amazonas, Bumbá Pingo de Ouro, Quadrilha Jovem da Escola Técnica de Manaus, Quadrilha Dona Xepa na Roça e Brigue Iate Santa Luzia.

Dia 26 (domingo) – À tarde. Quadrilha Caipirada Sertaneja, Quadrilha Caboclinhos de Araçá, Dança do Tipiti, Cavalo Marinho, Bumbá Pai do Campo e Quadrilha Soçaite no Careiro. À noite. Quadrilha Caipirada Nacionalina, Quadrilha do Céu, Tribo dos Guaranis, Pássaro Guará, Quadrilha Pajé no Terreiro e Quadrilha do Coroné Jango.

Dia 27 (segunda) – Quadrilha A Gazeta na Roça, Bumbá Canarinho, Quadrilha Adulta da Escola Técnica de Manaus, Quadrilha Sertaneja na Roça, Pássaro Japiim e Quadrilha Santo Antônio na Roça.

Dia 28 (terça) – Brigue Independência, Quadrilha Serra Grande, Quadrilha do Secretário, Bumbá Mina de Ouro, Quadrilha de São João e Quadrilha Auto Esporte na Roça.

Dia 29 (quarta) – À tarde. Bumbá Malhadinho, Quadrilha Caipirada Normalista, Quadrilha São João na Roça, Quadrilha do Coroné Gamelão, Quadrilha Sajeanos na Roça (dos servidores do Sanatório Adriano Jorge) e Quadrilha dos Granfinos. À noite. Pássaro Papagaio, Tribo dos Iurupixunas, Quadrilha Soçaite na Roça, Bumbá Ás de Ouro, Garrote Flor do Campo e Quadrilha Arautiana na Roça.

Dia 30 (quinta) – Quadrilha Princesinha do Sertão, Quadrilha Matutos da Serra Grande, Bumbá Malhado, Pássaro Tucano, Quadrilha Mimoso Mapará e Quadrilha do Coronel Petrônio na Roça.

Dia 1º de julho (sexta) – Quadrilha do Sordado Jara, Bumbá Rica Prenda, Quadrilha Idiotas do Sertão, Quadrilha Juca Gringo de Alencar, Quadrilha Bossa Nova no Sertão e Quadrilha Imperial na Roça.

Dia 2 (sábado) – À tarde. Quadrilha Ajuri na Roça, Quadrilha Caboclinhos de Brasília, Quadrilha dos Tabajaras, Quadrilha Campinense, Quadrilha na Roça e Quadrilha Carpinteiro Peres. À noite. Quadrilha Primo do Cangaceiro, Bumbá Tira Prosa, Quadrilha Flor do Plano, Dança do Jacundá, Bumbá Corre Campo e Pássaro Corrupião.

Dia 3 (domingo) – À tarde, a partir das 15 horas, o desfile de encerramento, tal como sucedera no dia 24, proclamação dos vencedores e distribuição dos prêmios em dinheiro, oferecidos pelo governador Gilberto Mestrinho.

Pelo programa de abertura do festival, publicado no matutino O Jornal no mesmo dia, o governador Gilberto Mestrinho abriria oficialmente o início da competição transferindo, em seguida, a presidência dos festejos para o ministro Barros Carvalho, representante do presidente JK.

A jovem Maria de Nazaré Fiori Maués, da Dança Regional Jacundá, falaria em nome dos seis mil figurantes presentes ao evento, saudando os promotores do festival e as autoridades.

Em seguida, o maestro Nivaldo Santiago regeria o Coral João Gomes Junior em uma série de números musicais exclusivamente folclóricos.

Na sequência, a Comissão Julgadora seria apresentada ao público. Ela estava formada pelo advogado Aderson de Menezes, secretário de Educação e Cultura, professor Afonso Maranhão Nina, diretor do Colégio Estadual do Amazonas, professora Lila Borges de Sá, diretora do Instituto de Educação do Amazonas, folclorista Campos Dantas, escritor Mavignier de Castro, da Academia Amazonense de Letras, professor e maestro Nivaldo Santiago, da cadeira de Folclore do IEA, e professor Sebastião Norões, da cadeira de Folclore do CEA.

Em caráter excepcional, haveria uma apresentação relâmpago do bumbá Tira Prosa, da Quadrilha Soçaite na Roça e da Tribo dos Guaranis, feita exclusivamente para as autoridades convidadas, tendo em vista que os ilustres políticos teriam outros compromissos na cidade e não poderiam ficar até o encerramento da festa.

Após a apresentação dos grupos folclóricos, todas as candidatas ao título de Rainha do Folclore seriam chamadas ao tablado para iniciarem seus desfiles diante da Comissão Julgadora.

Entre as 38 candidatas, despontavam como favoritas as jovens Raimunda Freitas Vasconcelos (Matutos da Serra Grande), Arlone Menezes (Ajuri na Roça), Ana Maria de Aguiar Melo (Arautiana na Roça), Raimunda Garganta (Carpinteiro Peres) e Francisca Dantas Lopes (Sertanejo na Roça), mas quem levou o prêmio foi a lindíssima Luiza Morais, que fazia o papel de índia Iracema, na Tribo dos Guaranis.


Os Irmãos Bertussi encantaram o público com suas músicas gauchescas

Entre as atrações nacionais do festival daquele ano merecem destaque as apresentações dos acordeonistas Adelar e Honeyde Bertussi, os famosos Irmãos Bertussi, e da cantora e atriz Beatriz da Silva Araújo, conhecida pelo nome artístico de Julie Joy.

Lendas vivas do Rio Grande do Sul, os Irmãos Bertussi foram os primeiros musicistas a juntar dois acordeões e executar o ritmo regional hoje conhecido como música fandangueira gaúcha, que foi impulsionado em todo o país, a partir de 1949, pelos bailes do Movimento Tradicionalista Gaúcho.

A dupla gravou o seu primeiro disco em 1955, no Rio de Janeiro, onde se apresentava na Radio Nacional e na TV Tupi, e também foi tema de matéria na revista de maior circulação nacional da época, O Cruzeiro. Aquela foi a primeira apresentação da dupla em Manaus.

A encantadora Julie Joy começou sua carreira em meados dos anos 50, interpretando canções em inglês. Gravou o primeiro disco pela Sinter, em 1956, com o fox “Verão em Veneza” e o samba “Finge gostar”, virando logo contratada da Rádio Nacional e da TV Tupi. No ano seguinte, gravou o xote “Amor é bom de dar” e a “Valsa do primeiro filho”.


Jule Joy espantada com as mesuras do bumbá Corre Campo

Em 1958, foi coroada Rainha do Rádio, sendo a última cantora a receber o título. No mesmo ano, participou de dois filmes: “E o Bicho Não Deu”, produzido pela Herbert Richers, e “O Camelô da Rua Larga”, pela Cinedistri. Também lançou um novo disco, com o bolero “Podes voltar”, a valsa “E a chuva parou” e os foxes “Você não tem razão” e “Quero sonhar”.

Julie Joy era casada com o compositor e músico João Roberto Kelly, com quem teve duas filhas. Durante sua apresentação em Manaus, ela cantou seus maiores sucessos e foi delirantemente aplaudida pelo público.

Na segunda feira, 4 de julho, com a manchete “O povo ficou com saudades no adeus do IV Festival”, o vespertino Diário da Tarde fazia uma radiografia da pajelança ocorrida no dia anterior, sem esconder um certo exagero (ou alguém, em sã consciência, acredita que o Estádio General Osório comportaria uma multidão de 100 mil pessoas?):

Eram 12 horas, debaixo de sol calcinante, e as arquibancadas estavam apinhadas de povo. À base de cada árvore, homens, mulheres e crianças. E assim continuou até às 23 horas. Mais da metade da população, cerca de 100 mil pessoas, passaram 10 horas consecutivas no Estádio General Osório, ontem, se despedindo do IV Festival Folclórico do Amazonas, a maior festa típica do Brasil, promoção de O Jornal e o Diário da Tarde, líderes da imprensa amazonense, com o apoio do governador Gilberto Mestrinho, Comando do 27º Batalhão de Caçadores, Indústrias I. B. Sabbá, Tintas Ypiranga, Secretaria de Viação e Obras Públicas, ECCIR Ltda, engenheiro Armando Sarmento Ferreira, Martini & Rossi, e tantos outros, por cuja omissão (por lapso) pedimos desculpas.

Ficou consagrado aos olhos do povo, que não existe, por mais que se queira enganar, uma festa tão majestosa, impressionante, bela, gloriosa, fantástica, como o nosso Festival Folclórico, que mantém o nome do nosso Estado em posição de destaque, de honra, sobre todas as Unidades da Federação, até mesmo superando o Rio de Janeiro, onde ainda não se fez igual, reunindo mais de seis mil pessoas tipicamente fantasiadas, folcloricamente vestidas. O povo acabou ficando com saudades. As luzes se apagavam e a multidão continuava de pé, em torno do Estádio, como se não acreditasse no término da grande promoção dos líderes, comandada pelo jornalista Bianor Garcia, desde o dia 24 de junho, até ontem, 3 de julho, à tarde e à noite, cada espetáculo (seis por vez) durando mais de quatro horas. Mas era o fim, mesmo.

O desfile dos 70 conjuntos, entre bumbás, tribos, brigues, danças regionais, pássaros, quadrilhas e o Cavalo Marinho, partiu da Praça São Sebastião, reunindo mais de seis mil pessoas, às 16h45, para o Estádio General Osório, pois estava sendo organizado desde às 11 horas. Durou mais de uma hora o desfile pela pista de areia e no gramado, para o início da solenidade de encerramento, que foi presidida pelo sr. Loris Cordovil, secretário de Agricultura, representante do governador Gilberto Mestrinho.

Após o brilhante discurso do sr. Loris Cordovil, a Comissão Julgadora foi chamada ao meio do tablado, para anunciar o seu criterioso e honesto trabalho de julgamento dos grupos, cujos vencedores estão abaixo, no parecer da Comissão, que vai publicado na íntegra, escrito pelo próprio punhos dos juízes:

A Comissão Julgadora do IV Festival Folclórico do Amazonas, promovido pelo O Jornal e Diário da Tarde, tomando em consideração que “folclore” é o conjunto de lendas, tradições, crenças, poesias, canções, usos, adivinhações e provérbios de origem popular e apreciando, rigorosa e minunciosamente a apresentação dos diversos conjuntos inscritos, observou três tendências nitidamente distintas: 1) zelo na execução perfeita das danças e variedades de passos, sem atender bem aos trajes típicos; 2) cuidado nos trajes típicos e precariedade de passos, mas com perfeição das danças; 3) despreocupação com qualquer sentido folclórico, representando simples brincadeira mais ou menos carnavalesca. Para qualquer das tendências com que se apresentaram os diversos conjuntos, levou-se em conta a música e a coreografia. Fixados esses critérios de julgamento, obteve-se o seguinte resultado:

QUADRILHAS – Estas foram reunidas pelos promotores em três grupos. No grupo A, constituído pelas quadrilhas Soçaite na Roça, Pajé no Terreiro, Auto Esporte na Roça, Tabajaras, Campinense, São José na Roça, Santo Antônio na Roça, Carpinteiro Peres, Imperial na Roça, Dona Xepa na Roça, Quadrilha dos Granfinos, Coronel Gamelão, Quadrilha Adulta da ETM, Mimoso Marapá e Idiotas do Sertão, foram classificadas em 1º lugar, empatadas, Soçaite na Roça e Tabajaras, recebendo, cada uma, um prêmio de Cr$ 20 mil.

No grupo B, constituído pelas quadrilhas Primo do Cangaceiro, Caipirada Nacionalina, Arautiana, Quadrilha do Céu, Caboclos do Amazonas, São João, Princesinha do Sertão, Caboclinhos de Araçá, A Gazeta na Roça, Caipirada Sertaneja, Juca Gringo de Alencar, Quadrilha Jovem da ETM e Sordado Jara, foram classificadas em 1º lugar, também por empate, as quadrilhas Caboclinhos de Araçá e Primo do Cangaceiro, recebendo, cada uma, um prêmio de Cr$ 20 mil.

No grupo C, constituído pelas quadrilhas do Secretário, Matutos da Serra Grande, Bossa Nova no Sertão, Cel. Zé Roberto, Flor do Plano, Ajuri na Roça, Soçaite no Careiro, Cel. Petrônio na Roça, Sertaneja na Roça, Quadrilha na Roça, Cel. Jango, Serra Grande, Caipirada Normalista e Sajeanos na Roça, foram classificadas, em 1º lugar, ainda por empate, as quadrilhas Caipirada Normalista e Ajuri na Roça, recebendo, cada uma, um prêmio de Cr$ 20 mil.

QUADRILHAS MIRIM – Foi classificada em 1º lugar a quadrilha “Caboclinhos de Brasília”, recebendo um prêmio de Cr$ 10 mil.


BUMBÁS – Classificado em 1º lugar, pela absoluta fidelidade à lenda e à tradição, tanto pelos diálogos como pelos cânticos, além da satisfatória execução da cena da matança, o boi Tira Prosa, que recebeu um prêmio de Cr$ 40 mil. Sagrou-se, assim, “bicampeão”.

GARROTES – Foi classificado em 1º lugar, na mesma linha de exibição, feitos os naturais descontos, o garrote Luz de Guerra, que recebeu um prêmio de Cr$ 20 mil.

PÁSSAROS – Foi classificado em 1º lugar, pela não inclusão de nenhum elemento estranho ao nosso folclore, o Pássaro Japiim, que recebeu um prêmio de Cr$ 20 mil.

DANÇAS REGIONAIS – Foi classificada em 1º lugar, pelo desembaraço e acerto na apresentação, a Dança do Tipiti, que recebeu um prêmio de Cr$ 20 mil.

BRIGUES – Foi classificado em 1º lugar, pelo maior número e variedade musical, o brigue Independência, que recebeu um prêmio de Cr$ 20 mil.

TRIBOS – Classificou-se em 1º lugar, pela autenticidade na exibição, a Tribo dos Iurupixunas, conquistando um prêmio de Cr$ 20 mil.

OUTROS GRUPOS – Classificou-se, como candidato único o Cavalo Marinho, recebendo um prêmio de Cr$ 10 mil.

Todos esses prêmios foram pagos em cheque contra o Banco do Estado do Amazonas, passando o competente recibo os responsáveis pelos grupos vencedores. A entrega dos cheques foi feita pelo sr. Loris Cordovil, em nome do governador Gilberto Mestrinho. Ao receber o prêmio, cada vencedor fez ligeira exibição no tablado famoso, recebendo muitos aplausos da multidão presente.

A essa altura, nós, os promotores da festa, fizemos divulgar a seguinte nota:

Os promotores do IV Festival Folclórico do Amazonas, atentando a que, entre as numerosas candidatas a rainha, compareceram jovens belas e elegantes, resolveram que, além da “Rainha do Folclore”, seja eleita a “Rainha da Beleza”, da festa. Outrossim, que se proceda a escolha da “Rainha Mirim”, em especial homenagem às crianças que se apresentaram neste festival. Ficam, assim, estabelecidos os prêmios, respectivamente, de Cr$ 20 mil e Cr$ 5 mil.

Com essa providência e o julgamento da Comissão Julgadora, os prêmios que antes eram de Cr$ 245 mil, passaram a Cr$ 330 mil, aumentando, assim, a contribuição do governador Gilberto Mestrinho, para maior brilho do festival, de cuja festa s. excia. tem sido o maior incentivador, prestigiando-a e apoiando-a em toda linha.

IRACEMA – RAINHA DO FESTIVAL – Em seguida, a Comissão Julgadora elegeu como “Rainha do IV Festival Folclórico”, uma linda jovem que interpretou o papel de “Iracema”, na Tribo dos Guaranis, recebendo também o prêmio de 20 mil cruzeiros.

ELIANA PIRES – A MAIS BELA DO FESTIVAL – A graciosa moça Maria Eliana Pires, da Quadrilha Soçaite na Roça, do Instituto Benjamin Constant, foi eleita “a mais bela do IV Festival”, fazendo jus ao prêmio de 20 mil cruzeiros.

RAINHA MIRIM DO FOLCLORE – A linda garotinha, representante da Quadrilha Caboclinhos de Brasília, recebeu o prêmio de 5 mil cruzeiros por ter sido escolhida pela Comissão Julgadora como a “Rainha Mirim do IV Festival”.

MELHOR SANFONEIRO – Por fim, na escolha de “Melhor Sanfoneiro”, a Comissão Julgadora decidiu escolher dois, como os melhores. São eles, o sr. Elpídio Araújo, da Quadrilha Caboclinhos do Araçá, e David Lemos, homem cego, porém um artista na sanfona.


O Coral João Gomes Junior, dirigido pelo maestro Nivaldo Santiago, encerrou o IV Festival, apresentando números folclóricos, lindos, melancólicos, que traduziam a tristeza e a paixão do povo, em despedir-se, finalmente, da maior festa típica do Brasil, que O Jornal e Diário da Tarde realizaram, com estupendo sucesso.

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