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quinta-feira, julho 27, 2017

ABC do Fausto Wolff (Parte 25)


FREUD, Sigmund (1856-1939) — Outro que só pensava em sacanagens e se soubesse o que os coleguinhas do futuro fariam com suas teorias, principalmente nos Estados Unidos e nos países subdesenvolvidos (onde os ricos têm ainda mais razões para remorsos), teria partido para a clínica geral ou se dedicado apenas ao consumo da cocaína Merck. Mas, como se sabe, não foi assim.
O fundador da psicanálise achava que a cuquinha fundida da burguesia fundira-se por razões de ordem sexual subconsciente. 
Sabem comé, né? Aquele negócio de ver a mãe da gente pelada e achar bom ou ver a mãe da gente pelada levando o maior papo com o leiteiro ou ver a mãe da gente pelada sem levar papo algum com o leiteiro, mas admirando o leite do leiteiro escorrer. 
E depois disso tudo surpreender-se solando uma homenagem à Onan que, por sinal, não era onanista (ver verbete). Esses troços. 
Achava que as filhas queriam dar para os pais e matar as mães e os filhos comer as mães e matar os pais, um negócio desses.
Neurologista, austríaco e judeu, ele notou que seus pacientes histéricos (já falei pra vocês que hister quer dizer útero em grego, né mesmo?) revelavam, através da hipnose ou da livre associação de palavras e ideias, uma porrada de traumas sexuais infantis.
Foi assim que, diante de uma plateia de médicos, ele formulou sua teoria da sexualidade infantil que Krafft-Ebing, menos apressado, classificou de um conto de fadas.
A verdade é que Freud publicou apenas alguns poucos casos, jamais submeteu as suas teorias a quaisquer testes científicos e não foi capaz de apresentar nenhum caso de cura inegável.
Graças a isso e à mediocridade da maioria dos seus seguidores (os mais modernos, nada a ver com cobras como Adler, Jung, Ferenczi, Abraham, Sachs, Klein), a psicanálise hoje é vista como uma anedota em países como a Dinamarca, a Noruega e a Suécia. Em compensação, segue na moda nos Estados Unidos, em Puerto Rico e Assunción no Paraguai, onde os psicanalistas continuam dando injeções de novocaína na consciência da grande burguesia que já está botando pus pelo ladrão.
Um dos melhores estilistas alemães do princípio deste século, Freud, embora não fosse muito chegado a sacanagens (há quem diga que Lou Salomé tentou violá-lo, sem o sucesso obtido com Wagner e Rilke, pelo menos), era um razoável humorista.
Quando, finalmente, a SS deixou que ele se exilasse na Inglaterra, pediram-lhe que assinasse um documento afirmando que fora bem tratado pela polícia de Himmler. Freud disse que assinaria quaisquer documentos desde que pudesse escrever um adendo.
Os gordões teutônicos concordaram e ele escreveu a seguinte pérola digna de Marx, Grouxo, naturalmente: “Aproveito a ocasião para recomendar os serviços da SS para todos os meus amigos e conhecidos”.

FREUD, filhos de – Nome de samba-enredo de minha autoria feito para a Unidos do Cabuçu e que foi vilmente recusado em 1981. Poética, arcádica, singela, lúdica e alvissareira era a minha história. A escola desfilaria com várias alas, como a dos “Anões Travestis”, dos “Autistas Carecas”, “Punheteiros do Poder”, “Babacas de Momo”, “Oligofrênicos do Samba”, “Os Exus de Freiburg”, “Os Apedeutas da Folia”. Eis uma amostra do samba-enredo:
“Eduardo Mascarenhas, analista sensacional/
Anestesiou a consciência/ Da burguesia nacional/
É Freud, é Freud, é Freud!/ Não froidi, não froidi, não froidi!/
E o coito anal/ Já não é mais/ a moda nacional/
Com a mãe menininha/ no Padinho Ciço ele botou,
Oi, oi, oi” (Segue)

FRIGIDEZ – Incapacidade feminina de obter orgasmos. Aqui as coisas se complicam, pois enquanto algumas autoridades médicas garantem que mais de 70% das mulheres são frias, outras dizem que não existem mulheres frias; que o que acontece é que a mulher que se acredita incapaz de ter prazer no ato sexual, ou está mal informada sobre o que é o orgasmo (ver verbete) ou então está trepando com o cara errado.
Enfim: não existe mulher fria; o que existe é mulher malcomida. A maioria dessas de um modo geral tem a tendência de votar com a direita. No Brasil votavam com a UDN, depois com a Arena, PDS e mais recentemente no PMDB, PFL, PL, UDR, etc. Precisamos recuperar essas senhoras!

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